Bala na Cesta

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Fãs frustrados e audiência baixa – como o Spurs x Warriors virou ‘mico’ pra NBA
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Fábio Balassiano

“Eu sinceramente fico triste pelos torcedores que compraram ingresso para o jogo de hoje”. A frase é de ninguém menos que Steve Kerr, técnico do Golden State, e define bem o sentimento dos fãs que foram ao AT&T Center em San Antonio. E o treinador tem inteira razão.

Um dos maiores clássicos da NBA na atualidade, San Antonio Spurs x Golden State Warriors possuem as melhores campanhas da temporada, foram campeões respectivamente em 2014 e 2015 e provavelmente farão a final que a conferência Oeste nos playoffs em menos de três meses. Era pra ser uma partida excepcional vista por 20 mil pessoas na Arena e milhões em seus lares (transmissão em TV aberta), mas se transformou em um mico colossal para a NBA. Jogada apenas por reservas, o Spurs venceu por 107-85, mas os torcedores que saíram de suas casas voltaram pra lá de irritadas do ginásio.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

O lado do San Antonio Spurs é mais justificável, mas nem tanto assim. O time perdeu LaMarcus Aldridge devido a uma arritmia cardíaca e Kawhi Leonard por causa de uma concussão (na cabeça). O time confirmou as duas ausências no sábado pela manhã. O caso de Aldridge é totalmente justificável, mas Gregg Popovich, o treinador, já havia anunciado que tanto Kawhi quanto Tony Parker, o armador francês craque de bola, seriam poupados devido ao desgaste de jogos da semana. Parker, Leonard e Aldridge são três dos quatro principais cestinhas da equipe e somam simplesmente 55 dos 106 pontos que a franquia soma por noite.

O caso do Golden State Warriors é mais grave. Kevin Durant está lesionado no joelho e só retornará às quadras em um mês. Os outros que não jogaram ontem, Steph Curry, Klay Thompson, Draymond Green e Andre Iguodala, foram poupados por Steve Kerr. O técnico comunicou a decisão de que iria poupar seus principais atletas na sexta-feira após a partida contra o Minnesota fora de casa. Alegou que as estrelas estavam cansadas e que precisariam de um tempo para se recuperar. Iguodala, MVP das finais de 2015, ficou sabendo que não jogaria pelos repórteres e não gostou muito: “Sério? Sério isso? OK, eu faço tudo o que meu mestre (o técnico Kerr) mandar”, afirmou balançando a cabeça.

Mais do que a frustração de Iguodala, a NBA terá que entender os reflexos disso na cabeça e no bolso dos consumidores que não pagam pouco para frequentar os ginásios. Quem paga (e caro) para ver Warriors x Spurs espera ver Curry, Durant, Thompson, Green, Iguodala, Parker, Leonard e Aldridge, e não Barnes, Looney, Bryn Forbes e Joel Anthony. Quem está em casa, sobretudo no horário nobre de um sábado à noite (o jogo foi exibido ao vivo pela ABC norte-americana para todo país), também. A audiência bem menor que a esperada pela emissora.

Para vocês terem ideia do caos, apenas um exemplo que foi mostrado pela ABC americana retrata bem a frustração geral. Um casal de torcedores do Warriors viajou sete horas do México ao Texas. Pagaram pra ver suas estrelas. Pegaram um voo, depois outro voo, alugaram um carro e chegaram animados ao ginásio. Quando olharam para quadra, viram todas as estrelas do Golden State de agasalho – e não de uniforme. O casal não viu o que queria e foi embora no começo do último período.

O clássico virou abóbora no Texas ontem à noite.


Técnico dos EUA e do Spurs, Gregg Popovich volta a detonar presidente Donald Trump
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Fábio Balassiano

pop_trumpNo começo de novembro o técnico da seleção norte-americana para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, e do San Antonio Spurs desde 1996, Gregg Popovich, não mediu palavras para criticar Donald Trump, recém-eleito presidente dos EUA (mais aqui).

Pop, como é conhecido, chamou Trump de “xenófobo, homofóbico, racista e misóginos”. E não parou por aí. Antes do jogo de sábado contra o Cavs, em Cleveland, Pop usou a sua entrevista coletiva pré-jogo para falar sobre Marcha das Mulheres, acontecida no mesmo dia em todo país, e também para criticar o novo presidente dos Estados Unidos com palavras bem duras (o conteúdo completo está aqui e aqui).

marcha“A marcha de hoje (sábado) foi ótima. A mensagem é importante. Poderia ter sido uma série de grupos marchando, mas foi além. Alguém disse na TV: ‘Qual é a mensagem?’. A mensagem é óbvia. Nosso presidente chega ao poder com a menor aceitação de qualquer pessoa que tenha entrado naquele escritório. Há uma maioria de pessoas lá fora, principalmente pelo fato que Hillary ganhou no voto popular, que não compram seu ato. Eu só queria que ele (Trump) fosse mais… tivesse a capacidade de ser maduro o suficiente para fazer algo que realmente é inclusivo, ao invés de apenas falar e dizer: ‘Eu vou incluir todos’. Ele poderia falar com os grupos que ele desrespeitou e malhou durante as primárias e realmente fazer alguém acreditar. Mas até agora chegamos ao ponto em que você realmente não pode acreditar em nada que saia de sua boca”.

pop32“Espero que ele faça um ótimo trabalho. Mas há uma diferença entre respeitar o cargo do presidente e a pessoa que o ocupa. Esse respeito deve ser conquistado. É difícil ser respeitoso com alguém quando todos temos filhos, e nós estamos vendo ele ser misógino, xenófobo e racista, além de se divertir com pessoas com deficiência”.

“E todas as coisas que ele disse durante esse tempo, se os nossos filhos tivessem dito isso, teríamos castigado as crianças por seis meses. Sem dúvida. Mas ignoramos tudo isso, porque … por quê mesmo? Isso diz algo sobre todos nós. E isso é perigoso. Isso é o que assusta e me deixa desconfortável”.

pop2“Mas eu me senti muito bem hoje assistindo a marcha, em protesto contra como ele se conduziu, porque me diz que eu realmente vivo em um país onde muita gente se importa. Temos de estar vigilantes, com certeza. Embora todos nós esperamos que ele faça coisas boas para o nosso país, torçamos para que não fiquemos embaraçados por ele e para que as liberdades que têm sido trabalhadas por tanto tempo em tantas áreas diferentes sejam revertidas”.

Popovich tem cinco títulos de NBA (1999, 2003, 2005, 2007 e 2014) e é considerado o melhor técnico da NBA na atualidade. Desde 1999 seu San Antonio Spurs consegue mais de 50 vitórias em todas as temporadas regulares do melhor basquete do mundo. Desnecessário dizer que Pop, que tem no elenco cinco estrangeiros, votou em Hillary Clinton na última eleição presidencial, né?


Fiel a seu estilo, Spurs ‘relógio’ continua brigando no topo do Oeste
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Fábio Balassiano

spurs1Após 28 jogos na temporada 2015/2016 o San Antonio tinha a campanha de 23 vitórias e cinco derrotas. Em 2016/2017, com o mesmo número de jogos, adivinhem qual é o retrospecto dos texanos na NBA? Sim, 23 triunfos em 28 partidas. Jogando da maneira que caracteriza a equipe há duas décadas, o Spurs, que hoje enfrenta o Los Angeles Clippers fora de casa, está na vice-liderança do Oeste, atrás apenas do Golden State Warriors (25-4), e vem de sequência de nova confrontos vencidos nos últimos dez embates.

pop1Se no começo do campeonato Gregg Popovich soltou o cachorro em cima de seus atletas, reclamando do comprometimento, da falta de ética profissional e outras coisas, como na vitória contra o Dallas mesmo (mais aqui), agora aparentemente a situação está mais controlada. As sete novas peças (entre elas estão David Lee, Pau Gasol, Nicolas Laprovittola, Dewayne Dedmon e Davis Bertans) estão compreendendo mais a filosofia da franquia que tem o excepcional índice de 0,61 assistência por arremesso convertido (aula de basquete!) e que permite apenas 33% dos arremessos de três pontos sendo convertidos pelos rivais. No ataque, o mesmo relógio citado no parágrafo anterior: se em 2015/2016 eram 104 pontos por jogo e 48,4% de conversão nos tiros de quadra, em 2016/2017 são 104 pontos e 47% (números idênticos).

gasol1A teoria Popovichiana é linda, mas obviamente só dá certo porque há jogadores excepcionais para executá-la. Além de Tony Parker e Patty Mills, que se revezam muito bem na armação (eles somam 21 pontos e 8 assistências por noite) e Manu Ginóbili, que traz qualidade vindo do banco (o argentino de 39 anos, que possui 7,8 pontos de média, descansará até o Natal para repousar as pernas), destacam-se os pivôs titulares. LaMarcus Aldridge tem 16,6 pontos em 32 minutos por jogo, suas menores médias na carreira desde o ano de calouro. O mesmo acontece com Pau Gasol, que tem 11,8 pontos em módicos 26,3 minutos por noite. Não deve ser fácil para atletas que sempre tiveram papéis essenciais nos planos de jogo de suas equipes se adaptar a isso, mas eles sabem que a franquia funciona assim – todos jogam, o playoff é uma certeza e na pós-temporada o corpo estará descansado. De longe, Gasol parece compreender melhor isso. Aldridge, craque no Portland e pouco notado no “low-profile” Spurs, quase sempre parece estar desconfortável com isso, mas ao menos nunca verbalizou nada de ruim.

kawhi1O craque, craque mesmo da franquia no momento, chama-se Kawhi Leonard. Acrescentando sempre uma coisinha diferente ao seu jogo a cada temporada, o camisa 2 veio para a temporada 2016/2017 disposto a se manter entre os melhores da NBA. Está quase perfeito nos lances-livres (92%), muito bem nos roubos de bola (2 por jogo) e cada vez mais seguro no ataque. São 23,9 pontos, 46,8% nos arremessos de quadra e 38% nos tiros de três pontos. Dono de potencial físico descomunal, Leonard tem convertido cada vez mais seus pontos de dentro do garrafão (16% de suas tentativas vêm assim) e em bolas de costas para a cesta (1,18 pontos por posse de bola desta maneira). Há um número meio incrível, que é o de defesa: o Spurs sofre potencialmente menos 13 pontos por 100 posses de bola quando ele está FORA de quadra em relação aos momentos em que ele está DENTRO dela. Certamente a comissão técnica da equipe irá analisar isso e desvendar o porquê disso, já que Leonard sempre se caracterizou por ser um excelente defensor.

kawhi2Assim vai o Spurs para mais uma temporada com mais de 60 vitórias e disposto a desafiar o Golden State Warriors pelo título do Oeste. Se falta o poder de fogo de Kevin Durant, Klay Thompson e Steph Curry ou a intensidade de Draymond Green ou Andre Iguodala, sobram ao time texano organização e o melhor técnico da NBA.

Como recomenda-se há 20 anos, é bom manter os olhos bem abertos no San Antonio Spurs.


San Antonio Spurs aposenta camisa, e até ‘gelado’ Tim Duncan se emociona
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Fábio Balassiano

duncan1A franquia Spurs é tão diferente, mas tão diferente, que até a cerimônia de aposentadoria de uma camisa foi… diferente. Normalmente feita durante os jogos, a deste domingo em San Antonio aconteceu no final da partida a pedido de Gregg Popovich, o técnico, e dos atletas. Isso porque o homenageado era ninguém menos que Tim Duncan, com quem quase todos ali conviveram por algum tempo (no caso dos três citados, por muito, muito tempo) e que anunciou recentemente a sua aposentadoria (relembre aqui).

duncan2E assim foi feito. Maior ídolo da história da franquia, Tim Duncan entrou em quadra de terno, sem sorrir, até meio tímido, sentou-se no meio da quadra, logo abaixo dos cinco troféus conquistados por ele. Tentou se segurar, mas no final não aguentou e se emocionou com as palavras de Manu Gibolili, Gregg Popovich e Tony Parker, que brincou com o jeitão de seu ex-companheiro, e com a camisa 21 no topo do ginásio.

Vale a pena dar uma olhadinha nos melhores momentos da cerimônia que aposentou a camisa 21 de Tim Duncan no San Antonio Spurs. Coloco abaixo, também, as dez melhores jogadas da carreira deste que, para mim, é um dos 10 melhores jogadores de todos os tempos.


Técnico do Spurs, Gregg Popovich detona Donald Trump, novo presidente dos EUA
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Fábio Balassiano

pop_trumpUm dos mais respeitados e vitoriosos técnicos do basquete mundial, Gregg Popovich, cinco vezes campeão pelo San Antonio Spurs na NBA e um dos nove treinadores a ter mais de 1.000 vitórias na liga norte-americana, deixou claro nesta sexta-feira o que pensa sobre Donald Trump, novo presidente eleito pelos Estados Unidos. Em entrevista coletiva no Centro de Treinamento texano ele detona Trump e diz estar furioso com o resultado das urnas e explicou por cinco minutos bem intensos o que está sentindo. Confira o depoimento completo abaixo (o áudio está aqui):

pop4“No momento estou apenas tentando formular pensamentos. É muito cedo. Eu estou furioso (Nota do Editor: a expressão utilizada foi sick to my stomach). Basicamente não porque os republicanos ganharam ou qualquer outra coisa, mas por causa do tom nojento e de todos os comentários que foram xenófobos, homofóbicos, racistas e misóginos. Eu moro neste país onde metade das pessoas ignorou tudo isso para eleger alguém. Esta é a parte mais assustadora de todas para mim. Não tem nada a ver com o meio ambiente, o Obamacare (Nota do Editor: programa de saúde criado pelo atual presidente Barack Obama), e todas as outras coisas. Nós vivemos em um país que ignorou todos aqueles valores que deveríamos estimular os nossos filhos. Eles estariam de castigo por anos se agissem e dissessem as coisas que foram ditas nessa campanha por Donald Trump.

pop1Eu olho para os evangélicos e me pergunto: esses valores não significam nada para eles? Todos esses valores para mim são mais importantes para mim do que a habilidade de alguém no mundo dos negócios ou qualquer outra coisa, porque eles (os valores) dizem quem somos, como queremos viver e que tipo de pessoas somos. É por isso que tenho grande respeito por pessoas como Lindsey Graham e John McCain, John Kasich, e eu discordo de muitas coisas políticas deles, mas elas têm bastante respeito pela humanidade e tolerância com todos os grupos.

pop1Isso é o que me preocupa. Eu entendo, é claro que queremos ter sucesso, todos nós vamos dizer isso. Todos querem ser bem sucedidos, é o nosso país, não queremos que ele vá pelo ralo. Qualquer pessoa razoável chegaria a essa conclusão, mas isso não tira o fato de que ele (Donald Trump) usou esse medo de mentiras. É só ouvir todos os comentários, desde o primeiro dia, como aquela tentativa de fazer Barack Obama, nosso primeiro presidente negro, ilegítimo. Isso me deixa perguntando onde eu tenho vivido. E mais: com quem estou vivendo.

pop1Agora vemos que ele já está voltando atrás sobre temas como imigração e Obamacare, entre outras coisas. Por isso ele foi uma grande mentira, o que te faz pensar que é ainda mais nojento e cínico que alguém usaria estes argumentos para obter a base que disparou para ser eleito. E os que estão perdidos neste momento? Afro-americanos, hispânicos, mulheres e a população gay, para não mencionar o estágio de desenvolvimento da oitava série exibido por ele quando ele se divertiu com a pessoa com deficiência. Eu quero dizer, vamos lá. Isto é o que uma criança da sétima série, da oitavo faz de bullyng com seus colegas de classe. E ele foi eleito presidente dos Estados Unidos. Nós teríamos repreendido nossos filhos, teríamos tido discussões até que ficássemos azuis na cara tentando fazer com que eles compreendessem essas coisas. E Trump agora está no comando do nosso país. É repugnante.

(Um repórter interrompe)

pop4Não terminei. Nós não inventamos isso. Ele está bravo porque jornalistas relataram o que ele disse e como agiu. Isso é irônico para mim, não faz sentido. Isso é o que me dá tanto medo e me faz sentir mal. Pelo que o país está disposto a ser intolerante e não entender a empatia que é necessária para entender situações de outros grupos. Eu sou um cara branco e rico, e eu estou doente pensando na nossa situação de agora.

Eu não posso imaginar como é ser um muçulmano (vivendo nos EUA) agora, ou uma mulher, ou um afro-americano, um hispânico, uma pessoa com deficiência. Quão sem voz, quão fora de contexto eles devem ser sentir. E eu sei que tem gente nestes grupos que votou em Donald Trump. Isso vai além da minha compreensão. Como eles ignoram tudo isso? Minha conclusão final é, o meu grande medo é… nós somos Roma”.


Os 30 da NBA: Spurs tentam manter identidade mesmo sem Tim Duncan na equipe
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Fábio Balassiano

tim1Muitos de vocês não devem lembrar quando foi a última vez que o San Antonio Spurs iniciou uma temporada sem Tim Duncan no elenco, né? Pois foi em 31 de outubro de 1997. Desde então a franquia texana venceu sempre 50+ jogos da temporada regular (menos nas do locaute, claro!), conquistou cinco anéis de campeão e deu exemplos e mais exemplos de como se joga o verdadeiro e altruísta basquete.

Só que agora as coisas mudam de figura. Tim Duncan se foi, Tony Parker e Manu Ginóbili estão cada vez mais velhos e a garotada, com exceção de Kawhi Leonard, precisa aprender na marra que chegou a hora de comandar a franquia. E isso vale a partir de 2016/2017.

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gasol1Para essa temporada chegou basicamente Pau Gasol para ser o titular do pivô do San Antonio Spurs e formar um garrafão absurdamente técnico com LaMarcus Aldridge. Não sei se vocês já pensaram nisso, mas o espanhol é um privilegiado mesmo. Jogará, em sua carreira, para dois dos melhores treinadores da história da NBA – Gregg Popovich agora no Texas e há alguns anos para Phil Jackson, com quem conquistou dois títulos e chegou à duas finais no Lakers. O veterano David Lee e os novatos Davis Bertans e o ex-flamenguista Nicolas Laprovittola chegam muito mais para compor elenco e dar descanso aos titulares do que qualquer outra coisa.

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laprovittolaSobre Nicolas Laprovittola creio que valha um parágrafo especial. Que história legal a do argentino, não acham? Começou em seu país-natal, ficou dois anos jogando no Flamengo, onde ganhou absolutamente tudo (Mundial, Liga das Américas, NBB etc.) e se tornou um dos maiores ídolos recentes da fanática torcida, e depois foi para a Europa jogar primeiro na Lituânia (Rytas) e depois na Espanha (Estudiantes). Após excelente Olimpíada do Rio de Janeiro não se sabia bem o que seria dele, mas veio um convite do Spurs para participar da pré-temporada e Laprovittola decidiu arriscar, mesmo sabendo que um corte, como o que aconteceu com seu hermano Patricio Garino, seria ruim para o seu reposicionamento na Europa. O agora camisa 27 do San Antonio foi aprovado, aprenderá muito com Gregg Popovich, Tony Parker e Patty Mills, e iniciará a sua trajetória na NBA em uma das melhores escolas de basquete do planeta.

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aldridge2Outro nome que chama a atenção neste Spurs sem Duncan é o de LaMarcus Aldridge. Contratado na temporada passada como peça-chave de um San Antonio que estava se remontando já esperando as saídas de Duncan, Manu e Parker, Aldridge foi, sim, bem em seu campeonato de estreia dentro de um novo sistema. O que incomoda a ele, ainda, é que no Texas ele não é, e nunca será, o centro de todas as atenções como foi em Portland. Ano passado surgiram rumores. No começo desta pré-temporada, notícias. Sabe lá o que acontecerá, mas a gente sabe bem como funciona na Escola de Popovich. Ou se segue a cartilha direitinho ou é rua – e bem rápido. A grande vantagem, pra ele, é que todos na equipe sabem que para o time ir longe o camisa 12 e Kawhi Leonard são mais do que fundamentais.

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kawhi1Vamos ver o primeiro momento do San Antonio sem Tim Duncan. Cada vez mais será o time de Kawhi Leonard, este projeto de cracaço que está ainda em formação (tem apenas 25 anos o camisa 2), e de LaMarcus Aldridge. Para a sorte deles, ainda estarão por lá para passar experiência nomes como Manu Ginóbili (último ano da carreira dele?) e Tony Parker.

Aparentemente o Spurs seguirá brigando no topo do Oeste, mas obviamente é uma fase de adaptação que o time irá passar. Foram 20 anos com Tim Duncan e por mais que ele esteja ao redor, com alguma função na diretoria, será muito diferente ouvir a escalação e não ter o camisa 21 por lá.

Campanha em 2015/2016: 67-15
Projeção para 2016/2017: Briga pelo título da NBA (entre 60 e 66 vitórias)
Olho em: Kawhi Leonard


Podcast BNC: Especial sobre o mito Tim Duncan
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Fábio Balassiano

duncan1O Programa desta semana é todo dedicado ao mito Tim Duncan, que anunciou aposentadoria da NBA esta semana após defender por quase duas décadas o San Antonio Spurs. O especial conta com participações de Tiago Splitter, companheiro de Duncan no Spurs, e Lucas Pastore, jornalista do Lance! e editor do Spurs Brasil.

Caso você prefira, o link direto está aqui. Caso queira, também está disponível no iTunes ! O código RSS está aqui. Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com. Obrigado, aproveitem e divirtam-se.


Pra concretizar o improvável, Thunder enfrenta Spurs hoje em casa
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Fábio Balassiano

russ1Hoje às 21h30 (Sportv2) o Oklahoma City Thunder poderá fazer diante do seu torcedor o que pouca gente imaginava antes da série contra o San Antonio Spurs na semifinal do Oeste – eliminar os texanos de forma categórica. É o que pode acontecer logo mais caso o OKC bata pela quarta vez o forte rival, chegando de novo a uma final de conferência.

Mais incrível do que a performance do Thunder, que tem 3-2 na série, é a forma como tudo se desenrolou nessa série: 1) Uma surra absurda no primeiro jogo em San Antonio a favor do Spurs; 2) Aquele duelo com final doido e vitória do Thunder no Texas; 3) Spurs retomando o mando de quadra no confronto seguinte; 4) Thunder igualando em 2-2 graças a um quarto período furioso; e 5) Uma exibição de almanaque de Russell Westbrook na terça-feira para garantir a vantagem diante do time de Gregg Popovich. O Spurs, que perdeu apenas uma vez em casa na temporada regular, viu o OKC vencer nos seus domínios nos dois últimos jogos.

russ2Se isso não fosse o bastante, vale a pena ler o brilhante texto do Lucas Pastore em que ele explica como um ajuste até certo ponto simples de Billy Donovan fez com que boa parte do jogo de passes do San Antonio Spurs caísse por terra. Donovan optou por não dobrar a marcação em cima de Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge. O técnico do Thunder optou por “sangrar” nos duelos de um-contra-um diante dos dois principais jogadores do Spurs, mas impediu que a bola texana rodasse, como manda o figurino de Gregg Popovich, até encontrar o melhor arremessador livre para chutar. Não é a toa que o aproveitamento, quase sempre tão bom, não passou dos 39% na terça-feira.

adams2Além disso, vale notar o pânico que Steven Adams tem causado em Tim Duncan. O camisa 21 já tem 715 anos, mas sempre será um gênio e em nenhum momento da minha vida imaginei que veria Adams dando calor em Duncan. Com ótima mobilidade, explosão física acima da média, evolução no jogo perto da cesta e sabendo fazer a festa pós-picks de Russell Westbrook, o jogador da Nova Zelândia tem deitado e rolado em cima de um dos melhores pivôs de todos os tempos em TODA série (10,2 pontos, 67% de aproveitamento e 12 rebotes por jogo).

THUNDER SPURS PLAYOFFSO San Antonio Spurs tem um timaço de bola, um treinador acima da média e muita experiência. Pode ser até que Russell Westbrook e Kevin Durant sintam um pouco a responsabilidade de ter que decidir em casa logo mais. O que vimos nos últimos dois jogos, quando o Thunder atuou melhor e conseguiu conter a tão consagrada tática de passes do Spurs, leva a balança um pouco para o lado do Oklahoma, que pode concretizar a improvável eliminação texana antes da final de conferência com incríveis três vitórias seguidas.

Será que Westbrook, Durant e o OKC voltam a final do Oeste? Ou o San Antonio Spurs reage e leva a série para o sétimo jogo? Comentem!


O crucial jogo 5 entre Spurs e Thunder hoje em San Antonio
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Fábio Balassiano

THUNDER SPURS BASKETBALLJogo crucial nesta noite em San Antonio. A partir das 21h (ESPN), o Spurs abre o seu ginásio para receber o Oklahoma City Thunder. Com 2-2, quem vencer fica a apenas um triunfo da final do Oeste e passará a jogar com as estatísticas também. Em séries melhor de 7 empatadas em 2-2, o vencedor do jogo 5 avança em 82% dos casos.

Para o Spurs, é muito importante entender exatamente o que aconteceu no jogo 4 em Oklahoma quando teve três de seus titulares (Kawhi Leonard, LaMarcus Aldridge e Tony Parker) anotando mais de 20 pontos e mesmo assim perdeu (111-97). Jogando muito bem os três primeiros períodos, o time de Gregg Popovich, segurou bem a Russell Westbrook (5/18 nos arremessos – a maioria de longe), mas sofreu 34 dos 111 pontos nos 12 minutos finais e viu Kevin Durant explodir para anotar 41 pontos (igualando sua melhor marca em playoff). Para uma das melhores defesas da NBA na atualidade, ver o adversário convertendo 50% dos arremessos é uma enormidade.

adams1Pelo lado do Oklahoma, o lado bom é que o time conseguiu vencer com Westbrook errando 13 de seus 18 arremessos, mas é muito claro também que: 1) Kevin Durant dificilmente marcará 40 pontos contra o Spurs em duas vezes seguidas; 2) Dion Waiters, um dos caras mais instáveis do planeta basquete, estava no seu “dia sim” no domingo, quando anotou 17 pontos. Complicado é crer que Waiters repita a dose sempre. Um ponto indicativo de sucesso pro Thunder logo mais pode ser a performance do pivô Steven Adams (foto): nas vitórias contra o Spurs nessa série, 12 pontos e 17 rebotes e 16 pontos e 11 rebotes. Nas derrotas, 9 pontos e 10 rebotes e 2 pontos e 11 rebotes. Jogando contra um Tim Duncan cada vez mais lento (natural), Billy Donovan tem explorado muito bem a capacidade atlética e a velocidade de seu jogador (principalmente nos “rolls” dos picks com Russell Westbrook)

Quem será que vence logo mais? Comente aí!


Após jogo tumultuado no Texas, Thunder e Spurs voltam a se enfrentar hoje
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Fábio Balassiano

manu1Você viu aqui que aconteceu de tudo no final do jogo 2 entre Spurs e Thunder, né? A NBA, no alto de sua honestidade, divulgou inclusive que houve CINCO (repetindo: CINCO) erros desde a saída de bola de Dion Waiters até o cronômetro zerar. No final das contas, o fato é que o Oklahoma City Thunder venceu por 98-97, empatou a série em 1-1 e hoje joga em casa (22h30, com ESPN) o primeiro dos (no mínimo) dois jogos em casa que terá no duelo. Falar de arbitragem é um porre, a gente sabe disso, então vamos entender o que fez com que o OKC ganhasse no Texas na segunda-feira.

russ1O incrível da vitória do Thunder foi que ela veio com a equipe cometendo 18 desperdícios de bola, acertando apenas 5/26 de fora e com LaMarcus Aldridge (41 pontos) de novo castigando no poste baixo com seu jogo fabuloso.

É óbvio que isso é só o lado ruim das coisas, pois o OKC fez MUITA coisa boa pra bater o Spurs fora de casa. Russell Westbrook foi muito mais agressivo, atacando a Tony Parker / Patty Mills e a cesta o tempo inteiro, levando a defesa do Spurs a loucura. Russ terminou com 25 pontos, e foi brilhante também nos passes (10 assistências) que deu para Steven Adams concluir perto da cesta (12 pontos e 17 rebotes em uma atuação bem boa) e para Serge Ibaka (o congo-ibérico sofreu com Aldridge, mas terminou com 12 pontos e o maior +/- de sua equipe com +18). Além do armador, Kevin Durant foi decisivo com 11 de seus 28 pontos no último período. Eu tenho uma tese que quando o Thunder tem Durantula + Westbrook com mais de 25 pontos é quase certo que sairá vitória pro time de Billy Donovan.

okc2Pro Spurs, é preciso encontrar uma forma de marcar Westbrook e Durant sem esgotar Kawhi Leonard mentalmente e fisicamente. Kawhi é fenomenal na defesa, mas infelizmente é um só e não consegue, ao mesmo tempo, deter um ala e um armador. Contra Westbrook, em poucos momentos, conseguiu deslocar o armador pra esquerda (seu lado menos preferido), causando dificuldade pro camisa 0 fazer suas infiltrações e arremesso. O problema é que Durantula caiu contra Danny Green, ala que está longe de ser bom no combate individual. Isso explica porque apesar dos 18 pontos o camisa 2 não teve atuação de protagonista na terça-feira. Além disso, apesar da atuação absurda de LaMarcus Aldridge a gente sabe que esse não é o “modelo mental” do Spurs (isolando qualquer jogador para fazer um-contra-um). Deu certo na terça-feira, mas é uma isca que o OKC joga pro San Antonio que os texanos não devem pescar outra vez, não. Pop sempre primou pela fluência de passes e de deslocamentos nos seus ataques. Rodar bem a bola, e em consequência movimentar e envolver todos os atletas, também deve estar na ordem do dia para esta sexta-feira no duelo fora de casa.

russ2Outro ponto importante para Gregg Popovich intervir é na atuação de Tony Parker. O francês é um cracaço, mas é visível a sua queda física. Contra Westbrook, um animal em termos físicos, parece covardia. Por mais que tente, Parker não conseguirá pará-lo. Não foi a toa que seu +/- na terça-feira foi de -14, um dos piores de sua carreira em playoff e o pior do Spurs na partida. Eu sinceramente dobraria sempre em Westbrook com o ala que estiver marcando Andre Roberson. É um risco, a gente sabe, mas o que Russ consegue fazer em cima do francês não me parece o mais indicado pros texanos assistirem.

Vejamos que o Billy Donovan, técnico do Thunder, e Gregg Popovich, do Spurs, preparam de ajuste para logo mais. O jogo 3 é fundamental, sabemos bem. Se vencer, o Oklahoma deixa o San Antonio em uma situação desconfortável. Caso os texanos vençam, a série volta ao “normal”, ou seja, sem quebra do mando de quadra. Quem vence logo mais? Comente aí!