Bala na Cesta

Arquivo : São José

Podcast BNC: Bauru e Flamengo x NBA, Guerrinha e a final do Paulista
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Fábio Balassiano

No Podcast desta semana Pedro Rodrigues e eu falamos do Mundial de Bauru contra o Real Madrid, dos amistosos na NBA e também da estranha demissão do técnico Guerrinha. Abordamos o amistoso do Flamengo também contra um time da NBA, o Orlando Magic. E terminamos com o Paulista masculino, que tem a final envolvendo Mogi e São José. Ouçam aí!

Caso você prefira, o link direto está aqui. Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!


NBB conhece hoje últimos semifinalistas
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Fábio Balassiano

shamell1Chega ao fim hoje a fase quartas-de-final do NBB (lembremos que Limeira já está lá). Ontem, em Mogi das Cruzes, os mogianos contaram com a força da torcida que encheu o ginásio Hugo Ramos, fizeram 91-84 (30-20 no último período) no jogo 5 para vencer o surpreendente Macaé e chegar a sua segunda semifinal consecutiva no maior campeonato de basquete do país.

Méritos para o excelente técnico Paco Garcia e para o brilhante ala Shamell (foto à esquerda), autor de 16 pontos e líder técnico de uma equipe que começou a temporada com muitos problemas físicos mas que atinge o objetivo de minimamente terminar o certame entre os quatro melhores. Shamell, aliás, estará aqui na série “Personagens do Basquete Brasileiro” nos próximos dias – fiquem ligados!

guerraNesta terça-feira os dois últimos semifinalistas serão conhecidos. No Panela de Pressão, Bauru recebe Franca em uma série que não viu um time vencer dois jogos seguidos (os bauruenses abriram o duelo com 1-0). Vale a pena ficar de olho no comportamento das duas equipes, que vêm mantendo uma rivalidade fortíssima nos últimos anos. Franca tem no seu trio de alas formado por Léo Meindl, Lucas Mariano e Marcos Mata a sua grande força, e jogará logo mais sem responsabilidade alguma. Depois de tudo o que a equipe passou (crise financeira, risco de não continuar no torneio etc.), levar um timaço como é o adversário a cinco jogos é um feito. Do outro lado, Bauru, dono de três títulos na temporada (Liga das Américas, Liga Sul-Americana e Paulista), sabe que um revés logo mais não mancha a brilhante campanha do time até aqui, mas uma derrota seria bem frustrante para o time de Guerrinha (foto à direita) tendo em vista o retrospecto da fase regular (28-2) e a sequência invicta de 25 partidas. A partida começa às 19h e terá transmissão do site da Liga Nacional. O ganhador enfrentará Mogi na semifinal.

Laprofinal2A seguir, a partir das 21h (Sportv), Flamengo e São José fazem um nervoso jogo 5 no Tijuca de uma série que, tal qual Bauru e Franca, ainda não viu uma equipe vencer duas partidas seguidas (os rubro-negros abriram o duelo com 1-0). Para o time de José Neto, é bom que o desempenho do armador Nicolas Laprovittola melhore. O MVP do Mundial do começo de temporada tem sido baixíssimo até aqui (7,2 pontos e dois desperdícios de bola por jogo), e o argentino sabe que além de fazer seus companheiros jogarem é fundamental que ele também pontue com força. Para os joseenses, levar a partida equilibrada até o final é importante pelo lado psicológico e ainda mais relevante por ter o decisivo Jimmy Baxter no elenco (ele tem matado bolas importantes nas duas séries de playoff do time até aqui). Quem ganhar mede forças com Limeira na semifinal.

Quem será que vence logo mais? Flamengo ou São José? Bauru ou Franca? Comente aí!

 


Macaé, São José e Brasília vencem fora e invertem mando de quadra no NBB
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Fábio Balassiano

Lembra do que aconteceu nas oitavas-de-final do NBB, quando os times de pior campanha levaram 3 vezes a melhor contra os de melhor (mais aqui)? Pois não é que as surpresas estão acontecendo de novo nas quartas-de-final do maior campeonato de basquete do país? Vamos lá!

giovannoniNa sexta-feira, em jogo que todos estão reclamando da arbitragem (não vi, não posso falar), Brasília contou com excepcional atuação de Guilherme Giovannoni (29+11 – foto à esquerda) e venceu Limeira por 93-85 no interior de São Paulo, igualando o confronto em 1-1 e tendo os dois próximos jogos na capital federal. Caso vença as duas em seus domínios, onde aliás ainda não perdeu no playoff deste ano, chega novamente às semifinais do NBB. Para Limeira, aquele inevitável fantasma já aparece (a equipe NUNCA venceu uma série de playoff em toda sua história). Conviver com isso não será fácil para os comandados de Dedé (especialmente contra uma turma tão experiente como é a brasiliense). Os jogos 3 e 4 serão na segunda (20h30) e quarta-feira (19h30) e terão transmissão do Sportv.

dedeNo Rio de Janeiro, com grande atuação do trio formado por Caio Torres (15+7), Andre Laws (17+7) e Dedé (15+7 – ele na foto à direita), São José jogou muitíssimo bem, controlou o Flamengo desde o início com ótima e intensa defesa, e venceu por 82-76, também invertendo o mando de quadra na série e tendo os dois próximos duelos em seu ginásio (que certamente estará apinhado de gente). Elogio merecido, também, o ótimo trabalho de ajuste feito pelo técnico Zanon. Conseguiu segurar as principais peças do rival e mesmo sem contar com seu principal pontuador em noite inspirada (Jimmy Baxter teve módicos 3 pontos) saiu com o triunfo. Pelo rubro-negro, atuação ruim de Laprovittola (0/7 nos tiros) e péssima pontaria de fora (5/29). Os joseenses tampouco perderam em seu ginásio no mata-mata até então. Jogos 3 e 4 na terça (20h – Web) e quinta-feira (19h30 – Sportv).

jamaalPor fim, Macaé, que havia incomodado demais Mogi no jogo 1, liderando a partida por três períodos, ontem concretizou a inversão do mando de quadra em São Paulo. Bateu os mogianos fora de casa por 89-84 com um último período de arrepiar (29-16) e com outra atuação mítica do norte-americano Jamaal (o armador, que está na foto à direita, saiu-se com 27 pontos), muito bem coadjuvado pelo excelente Márcio Dornelles (12 pontos e 3 assistências), Atílio (14+8 rebotes), João (16 pontos) e Fernando Mineiro (15 pontos). O time do técnico Leo Costa (muito jovem, muito promissor – olho nele!) agora tem dois jogos em casa, onde tampouco foi derrotado no playoff até agora, e pode fazer com Mogi o que Mogi fez com os adversários na temporada passada (saindo em décimo-segundo, a equipe de Paco Garcia surpreendeu a todos). Os jogos 3 e 4 serão na terça (20h) e quinta-feira (19h30). Os jogos 3 e 4 serão na quarta (19h30) e sexta-feira (19h30).

hettsA única série que (ainda?) não tem inversão de mando de quadra é a envolvendo Bauru e Franca. Os bauruenses venceram o jogo 1 por confortáveis 82-55 com 16 pontos e 14 rebotes deste excelente Rafael Hettsheimeir e fazem o segundo duelo no ginásio Panela de Pressão neste domingo às 19h (transmissão pela Web).

O que vai acontecer no mata-mata dos playoffs do NBB? Mais surpresa? Ou Flamengo, Limeira e Mogi se recuperam contra São José, Brasília e Macaé? Comente aí!


O começo das semifinais da LBF – veja os duelos!
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Fábio Balassiano

izianeQuase ninguém nota, pouco barulho é feito, mas hoje começam as semifinais da Liga de Basquete Feminino. Chegaram São José, Americana, América-PE e Maranhão entre os quatro melhores. Vamos aos duelos (todos em melhor de três partidas, com a primeira na casa do de pior campanha):

Americana x Maranhão -> Melhor time da fase de classificação (17-1), Americana passou fácil por Barretos (2-0), mas não terá facilidade contra o Maranhão, que saiu perdendo do Sport-PE, mas virou o confronto e fez 2-1 para avançar, mais uma vez, às semifinais. Para o time liderado pela local Iziane (foto ao lado), vencer neste sábado em casa a partir das 11h (transmissão do Sportv) é fundamental para tentar chegar a uma sonhada final. Para a equipe do técnico Antonio Carlos Vendramini, segurar a camisa 8 das mandantes é essencial para fazer com que o seu jogo flua com naturalidade. Olho na dupla Clarissa-Damiris, que pontua e pega rebotes com facilidade no garrafão de Americana (ambas, aliás, estarão na próxima temporada da WNBA.
Meu palpite: Americana 2-1.

americaAmérica-PE x São José -> O América, do técnico Roberto Dornelas, suou no primeiro jogo, mas foi rápido no gatilho para não sofrer no segundo jogo contra Presidente Venceslau. Fez 2-0 e aguardou até o final do último dia de março para conhecer o seu adversário. São José venceu em Santo André, perdeu em casa e só foi fechar a série em 2-1 nos últimos cinco minutos do duelo que terminou em 54-49 na última terça-feira. Deveria, aqui, ser o confronto mais equilibrado das duas semifinais, mas o time joseense falhou demais contra Santo André, certamente estará mais cansado (embora a semi comece às 19h de segunda-feira, também com exibição do Sportv) e não sei se tem força para segurar as inúmeras armas das adversárias (Érika, Adrianinha, Tiffany e Tamera principalmente). Para ter alguma chance, começar forte em seu ginásio, vencer e levar a série para Recife em vantagem é imperativo.
Meu palpite: América-PE 2-0.

E você, o que acha que vai dar nas semifinais da LBF? Quem chega à decisão? Comente aí!


Os méritos do Paulistano, finalista do NBB
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Fábio Balassiano

gustavo1Nesta altura dos acontecimentos você, leitor atento que é, já sabe que o Paulistano venceu São José na noite de ontem por 81-68 com 30 pontos de Holloway e se classificou para uma inédita final na história do clube (mais que isso: é o primeiro time da capital de São Paulo que chega à decisão na história do NBB). Mas a conquista (já se pode falar em conquista, sem dúvida alguma) começou lá atrás, bem antes do triunfo contra os joseenses na noite desta sexta-feira.

No dia 30 de outubro de 2010 o técnico Gustavo de Conti, então com 29 anos, dirigia o Paulistano pela primeira vez no NBB. Foi em Vila Velha, na vitória contra o time local por 63-60. Assistente-técnico por muito tempo no time de São Paulo, ele ganhou a sua primeira chance como treinador principal em um time jovem e que precisava ser lapidado. Betinho, o cestinha da companhia (15,1 pontos), era considerado à época uma das grandes revelações do basquete brasileiro, por exemplo.

O tempo passou, Gustavo continua com cara de garoto, mas seus resultados começam a aparecer (foi vice-campeão Paulista, perdendo a decisão passada para Bauru por 3-0). Sempre com elencos medianos (ou modestos, como queiram), ele conseguia extrair o máximo que tinha em mãos. Preocupava-me (e eu disse isso a ele uma vez) como seria para ele dar o próximo passo (ou seja, dirigir times fortes e levá-los longe). Nesta temporada veio seu grande teste.

holloway1O Paulistano não montou um esquadrão, mas peças fundamentais foram pinçadas e o investimento aumentou (não muito, a patamares de Flamengo e Brasília, por exemplo, mas aumentou um pouco). Da temporada 2013/2013 poucos ficaram (Pedro, por exemplo, era titular e se tornou ótima arma vindo do banco), e chegaram o excelente Holloway (18,1 pontos – na foto à esquerda), o “capetinha” Dawkins (12,1 pontos), o inteligente Pilar (11,2 pontos e muita entrega), o útil César (9,8 pontos) e o pivô Mineiro (8,5 pontos, 4,3 rebotes e muita defesa). Não é, portanto, um time espetacular, não foi contratada (até então) nenhuma estrela de primeira grandeza do basquete brasileiro, há jogadores ali que NINGUÉM queria, NINGUÉM mesmo.

E como o Paulistano respondeu? Com a segunda melhor campanha da temporada regular (23-9), com duas vitórias de 3-2 no playoff (Franca e São José), com a vaga na final e com o melhor basquete da competição. O mérito de Gustavo de Conti que eu citei lá em cima (“extrair o máximo de seu elenco”) continua o mesmo, mesmíssimo. A diferença é que agora ele, eleito justamente o melhor técnico da temporada (na foto que abre este texto ele com o troféu), tem de fato um grupo melhor, com mais opções, mais possibilidades de troca.

O Paulistano tem a melhor defesa do NBB (não em pontos sofridos, mas em forma de “combate”, agressividade), conceitos de jogo muito arejados (10 jogadores atuam por 10 ou mais minutos e 7 possuem 7 ou mais pontos de média, com Holloway anotando apenas 20% do total) e uma entrega impressionante. Como disse um amigo, “os caras têm uma fome assustadora”. E foi demonstrado isso no campeonato inteiro.

gustavo2Cansei de dizer aqui, mas não custa repetir: aos 34 anos, Gustavo de Conti já não é uma promessa. É uma realidade, é um dos melhores técnicos do país sem dúvida alguma (junto com o Neto, do Flamengo, de quem ele foi assistente no Paulistano). Tem, óbvio, defeitos (como disse aqui ontem, ainda reclama muito dos juízes) e pode evoluir em todos os aspectos do jogo (liderança, parte técnica e tática etc.), mas é estudioso, chato na medida certa para cobrar evolução de seus atletas a todo tempo e (o principal) tem bem claro em sua cabeça como se joga o basquete atualmente (e os conceitos são ótimos, ainda bem). Em uma classe com tanta dificuldade de renovação (mais de ideias do que nomes em si, diga-se de passage), ver alguém assim tão novo, e tão bom, é bastante animador.

Não sei se isso lhe fará ganhar a final no próximo sábado (seu time entra como o azarão, é um fato), mas em um NBB com tantas histórias incríveis (como foi a do Mogi semifinalista) a do Paulistano e seu elenco batalhador talvez seja a mais bonita delas. Uma história, tal qual a do Atlético de Madri, campeão espanhol de futebol mesmo com investimento muito menor em relação aos gigantes Real Madrid e Barcelona (as cores do time de Gustavo e do argentino Diego Simeone são iguais, hein!), que mostra que quando há trabalho sério, planejado e com um grande líder os resultados podem acontecer.

Abaixo todas as campanhas de Gustavo de Conti com o Paulistano:

campanha1


O jogo 5 da semifinal do NBB e o vício chato de só falar em arbitragem
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Fábio Balassiano

quezada1Nesta sexta-feira (21h, com Sportv) acontece o jogo 5 da semifinal entre Paulistano e São José em São Paulo. Para quem é do basquete, jogos 5 (ou jogos 7 na NBA) são o auge da emoção, o momento maior da carga dramática da modalidade. É para o (agora marcado pela NBA) “Ganhe ou Vá pra casa” (uma tradução livre do “Win or Go Home”) que quem gosta de basquete vive, na real. É esperando um jogo 5 que ficamos acompanhando toda a temporada regular, né.

Poderia, e talvez deveria, falar que até hoje na história do NBB apenas 4 séries de semifinal chegaram ao quinto jogo. Em 3, quem jogou em casa passou pra final (apenas Brasília, batendo o Pinheiros na temporada 2011/2012, ganhou fora). Para aumentar o problema de São José, o Paulistano ganhou 16 dos 21 jogos que disputou como anfitrião neste campeonato. Mas os joseenses, por sua vez, já jogaram em sua história 4 vezes jogos 5. São 3 vitórias – duas delas bem marcantes. Uma contra o Flamengo em uma semifinal em casa e outra contra Brasília na temporada passada, na capital.

Mas infelizmente não é só de quadra que “vive” quem gosta de basquete brasileiro. Infelizmente mesmo. O que chateia demais neste mata-mata emocionante do NBB (e falei disso aqui ontem) é um vício absurdo dos técnicos do país em ficar reclamando das arbitragens. Arbitragens, que é bom dizer, são ruins, bem ruins mesmo por aqui. O microfone na camisa da juizada potencializa a arrogância que existe, expondo, além das falhas, um comportamento que não é muito animador. Tudo isso, insisto, nós sabemos.

gustavo1O que não precisa acontecer por aqui é justamente o que tem rolado à exaustão há anos: reclamações, reclamações e mais reclamações contra os árbitros em TODOS os movimentos da partida. Não bastasse isso, recentemente os treinadores incorporaram uma novidade em seus tempos: agora eles utilizam a presença do microfone da TV para fazer críticas às arbitragens de modo amplificado – e pouco respeitoso em algumas vezes. Eu achei que as paradas das pelejas serviam para dar orientações técnicas e táticas para os atletas…

Dois dos maiores expoentes da reclamação extrema são, por incrível que pareça, os dois melhores técnicos do país na atualidade (ou seja: deveriam estar longe disso pois possuem mais a apresentar do que gritos contra os juízes), embora, diga-se, o volume de críticas aos árbitros não seja exclusividade deles (é algo que todos, ou quase todos, fazem com constância durante os jogos).

José Neto (Flamengo) e Gustavo de Conti (Paulistano) são treinadores que respeito, são bons mesmo no que fazem. Mas, ao menos para eles, seus times não cometem faltas, todas as faltas do adversário são anti-desportivas e seus atletas são sempre perseguidos. Em um dos jogos contra Mogi Neto deu um pique até a mesa para reclamar que eu, de casa, pensei que ele estivesse tendo um problema maior que não um arremesso de segundo período que não teria tocado no aro. Gustavo, no quarto jogo em São José, foi irônico ao reclamar da arbitragem em uma partida em que seu time perdia de 25, 30 pontos.

É chato, é um assunto que ODEIO comentar (se vocês repararem quase nunca coloco o foco dos meus comentários nos juízes), o foco deve SEMPRE estar nos jogadores e técnicos, mas é algo que tem irritado demais nos jogos do NBB. Nem na NBA, onde as arbitragens também são ruins, os técnicos reclamam tanto. Para ficar em um exemplo, Doc Rivers, no jogo em seu time foi claramente MUITO prejudicado contra o Thunder, poderia ter xingado oito gerações da turma do apito que não seria exagero – e fez muito menos que isso.

juiza1Por aqui o que vemos são os técnicos focando menos no essencial (a parte técnica do jogo) e mais no supérfluo. Normalmente é uma muleta para encobrir as falhas que deveriam ter sido corrigidas nos treinamentos. Mas acho que aqui nem sempre é o caso. No Brasil já está na categoria ‘vício’ mesmo.

Chatíssimo isso, não? Ah, hoje tem jogo 5 do NBB…


As semifinais do NBB – análises e palpites
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Fábio Balassiano

neto3Começam hoje as semifinais do NBB (Flamengo x Mogi às 19h, com Sportv; no dia seguinte, Paulistano x São José, às 19h30, com Sportv também). Sobraram quatro times, que jogam a partir desta segunda-feira visando a finalíssima do dia 31 de maio (em jogo único, é bom lembrar). Poderia citar números e curiosidades, mas estão todos lá no site da Liga Nacional (aqui e aqui), que faz um ótimo trabalho sobre esses dados. Vamos aos duelos e aos palpites:

Flamengo x Mogi – É uma série que coloca frente a frente dois bons técnicos (José Neto – na foto – e Paco Garcia), que fizeram bons trabalhos na temporada (cada um com uma limitação diferente de seu respectivo elenco), mas há uma diferença muito grande entre os dois times. Se o talento rubro-negro maior não bastasse, as “pernas” devem fazer a diferença também. Melhor da fase de classificação, o Fla folgou na primeira rodada de playoff e depois de ganhar de Bauru ainda teve bons seis dias sem jogo. Enquanto isso, os mogianos se digladiavam contra Pinheiros (3-1) e Limeira (3-2 em uma série que terminou apenas na sexta-feira às 23h). A torcida de Mogi vai lotar o ginásio Hugo Ramos, onde o time não perde há sete jogos, mas não creio que isso seja suficiente para fazer os paulistas vencerem os rubro-negros, não. De todo modo, nas duas séries que entrou anteriormente os mogianos eram azarões – e avançaram, né…
Meu palpite: Flamengo 3-1

manny1Paulistano x São José – Os joseenses estão mais descansados, pois fizeram 3-0 contra Brasília, mas não terão a torcida no terceiro jogo em casa (ainda devido a suspensão por causa da confusão contra o Palmeiras). Do outro lado estará o time muito bem treinado por Gustavo de Conti, que conta com Holloway, Dawkins e Pilar, um trio de respeito, além do mando de quadra. No final das contas, eu acredito que a experiência da turma do Vale do Paraíba em momentos decisivos, a força de Caio Torres no garrafão, a excelente fase de Manny Quezada (na foto) e o talento de Jefferson Willian farão a diferença nesta série.
Meu palpite: São José 3-1

E vocês, concordam comigo? Quem jogará a final do NBB? Comente!


Limeira e São José podem avançar às semifinais do NBB hoje
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Fábio Balassiano

quezada1Noite especial no NBB6 nesta sexta-feira, 2 de maio de 2014. Às 20h, São José joga em seu ginásio com portões fechados (devido a confusão no jogo contra o Palmeiras na fase anterior) para fechar em 3-0 a série de quartas-de-final contra Brasília e se classificar pela terceira vez seguida às semifinais da principal competição de basquete do país. É uma possibilidade real a varrida nos tricampeões do NBB, e seria a segunda eliminação seguida dos candangos para os joseenses de forma seguida.

Um detalhe interessante: se a equipe do técnico Zanon vencer hoje e fechar a série em 3-0, será a primeira vez na história do NBB que um time de pior campanha na fase de classificação aplica uma “varrida” nas quartas-de-final.

Duas coisinhas sobre essa série: 1) Como será a marcação de Brasília em cima de Quezada (foto à direita), disparadamente o melhor reforço deste NBB, depois do FENOMENAL jogo de 50 pontos do armador de São José na terça-feira (veja mais aqui)?; 2) São José, ganhando hoje, fará o primeiro jogo em casa das semifinais sem a presença da torcida. Se perder hoje e ganhar na quarta partida (domingo), faz as duas da semi com portões abertos.

No outro jogo da noite, Mogi terá a presença de sua fanática torcida no ginásio Hugo Ramos para tentar evitar a eliminação contra Limeira. O jogo começa às 21h e tem promessa de transmissão por parte do Sportv. Com 0-2, os mogianos só podem pensar na vitória se ainda pensam na classificação aos playoffs.

jacksonPara Limeira, é manter a bola nas mãos de David Jackson (foto à esquerda) e seguir defendendo com correção (algo que tem feito durante TODO o campeonato, diga-se de passagem) para vencer a primeira série de playoff da história do time – e consequentemente avançar para as semifinais de forma inédita.

Até então, Limeira foi eliminado por Joinville (NBB1 e NBB4), São José (NBB3) e Pinheiros (NBB5). De quebra, caso passe por Mogi, os limeirenses se garantirão em uma competição internacional na próxima temporada, algo que nunca aconteceu antes desde que o clube foi fundado, em 2001.

O que será que acontece logo mais? Mogi diminui a diferença? Limeira vai pra semifinal? São José elimina Brasília? Ou os brasilienses começam a sair do buraco? Comente!


Finalistas da LBF podem ser conhecidos hoje e amanhã
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Fábio Balassiano

erika1Podem ser conhecidos neste fim de semana os finalistas da Liga de Basquete Feminino. Com 1-0 na série depois de terem vencido fora de casa, Sport-PE e Americana precisam apenas de mais uma vitória para reeditarem a decisão da temporada passada.

Neste sábado, às 10h (Sportv exibe), no ginásio da Ilha do Retiro, o Sport-PE tem uma missão complicada, mas depois da vitória em São Luís é difícil crer que a nova classificação à final não virá para as atuais campeãs. As leoas jogaram muito bem contra o Maranhão fora de casa, venceram com autoridade por 67-61 e contam com uma dupla de pivôs muito complicada de parar. Érika (18 pontos e 12 rebotes – na foto à esquerda)) e Nádia Colhado (9 pontos e 12 rebotes dela, que recebeu convite para treinar com o Atlanta Dream na próxima pré-temporada da WNBA inclusive) estão muito bem, causando estragos nas defesas rivais. Kelly tentou, mas não conseguiu pará-las.

vendraAmanhã, às 18h (Sportv transmite), Americana também não terá vida fácil contra um adversário que sempre lhe causa problemas (embora não consiga lhe tirar vitórias ainda). O time de Antonio Carlos Vendramini (foto à direita) bateu São José no jogo 1 por 56-55, mas foi uma partida pra esquecer. O jogo foi fraco, bem fraco (38 erros, 5/32 de três pontos), e eu sinceramente espero que o deste domingo seja melhor para quem acompanha de casa. A parte de fundamentos precisa de muito mais cuidado por parte das comissões técnicas e das atletas, e as posses de bola devem ser tratadas com um pouco mais de paciência. Por Americana, Damiris segue muito bem e é disparada a quem tem o futuro mais promissor no basquete nacional. Pelas joseenses, Isabela Ramona tem uma coragem admirável, mas sua parte técnica ainda requer muitos ajustes.

Deste canto eu espero bons jogos, mas eu sinceramente não creio que Maranhão e São José tenham forças para reverter as situações em que se encontram. Apenas para análise: no playoff atual da LBF, os times de pior campanha não conseguiram vencer NENHUMA partida dos de melhor campanha na fase de classificação. Será que isso muda?


Playoff da LBF começa neste sábado
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Fábio Balassiano

iziane1Começa neste sábado a pós-temporada da Liga de Basquete Feminino, a LBF. Depois do (bom) Jogo das Estrelas na semana passada (vale ler a análise do Bert, lá do PBF, a respeito da festa), é hora da bola quicar pra valer a partir de amanhã com os duelos de mata-mata da principal competição das meninas no país. Sport-PE e Americana, os dois primeiros colocados da fase de classificação, descansam, e teremos dois duelos de quartas-de-final.

Neste sábado, Ourinhos e Maranhão abrem os playoffs às 17h no interior de São Paulo (o Sportv promete transmitir). Dono da casa e quinto colocado com 6 vitórias e 8 derrotas na temporada regular, o time de Lisdeivi encara esta LBF como parte de sua reformulação (e é bom que encare assim mesmo). Destaques para as jovens Patricia (ala) e Tainá (grande evolução da armadora, é bom notar isso!). As duas têm 11 pontos de média na competição e são nomes certos na convocação de Zanon para a Copa do Mundo na Turquia. Do outro lado, porém, estará o experiente time do Maranhão, e não será fácil para as meninas de Ourinhos. As maranhenses, comandadas por Antonio Carlos Barbosa (9-5), têm no quarteto Iziane (14,4 – na foto à esquerda), Roneeka (13,5), January (12,5) e Kelly (14,4) a sua grande força. As quatro, aliás, fazem 55,8 dos 72,1 pontos da equipe (76%).

lima1O outro confronto será entre o hesitante Santo André (5-9) e São José (10-4), equipe que vem evoluindo a cada edição da LBF. As meninas do ABC foram muito mal na fase de classificação, mas confiam na experiência da técnica Laís Elena e na boa fase da ala Jaqueline (uma das cestinhas do torneio, com 16,1 pontos por jogo e ótimos 39,7% nas bolas de três pontos). Talvez não seja suficiente, pois do outro lado estarão Plutin (12,3), Karina Jacob (9,4) e Isabela Ramona (7,5) no ótimo time comandado pelo bom Carlos Lima (parabéns a ele pela persistência no trabalho joseense – ele na foto à direita).

As quartas-de-final serão em melhor de três jogos, com o primeiro jogo na casa do time de pior campanha (no caso, Ourinhos e Santo André) e o segundo e terceiro (se necessário) com mando do de melhor campanha (no caso, Maranhão e São José). Quem será que passa? Aposto em Maranhão e São José. E você?