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Análise e palpitão dos playoffs da NBA – Leste
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Fábio Balassiano

nba1No post anterior você viu minha análise sobre o Oeste, né? Então vamos lá às séries da primeira rodada do Leste.

PARTICIPE DO BOLÃO BALA NA CESTA DOS PLAYOFFS DA NBA

lebron1Cleveland Cavs x Detroit Pistons – De cara dá pra dizer que é excelente ver o Detroit, franquia tradicional e cheia de vida, de volta ao playoff. Isso é maravilhoso. Pra azar do time de Stan Van Gundy, o adversário do outro lado é o Cleveland, líder do Leste e que conta com LeBron James. Isso desanima um pouco os Pistons, sem dúvida alguma. Não acho que a série vai ser fácil para os Cavs, pois desde sempre a franquia de Ohio tem dificuldade para conter armadores rápidos e pivôs pesados. É justamente o que o Pistons tem de melhor em Reggie Jackson e Andre Drummond, né? Gosto, também, do que Tobias Harris e Marcus Morris têm feito nas alas (jogando abertos), mas do outro lado há, além de LeBron, Kyrie Irving, Kevin Love (ano passado só jogou um jogo de pós-temporada, lembram?), JR Smith e muito mais. Vale ficar ligado no que Van Gundy produzirá de armadilhas para Tyronn Lue fazer ajustes. É um técnico experiente demais contra outro em seu primeiro jogo de pós-temporada como treinador efetivo.
Meu palpite: Cavs em seis

derozan1Toronto Raptors x Indiana Pacers – Aqui temos um clássico. O Toronto Raptors, que só venceu uma série de playoff em toda sua história, tentando provar que a franquia está madura contra um Indiana Pacers que volta a pós-temporada graças ao soberbo Paul George. O Raptors tem mais elenco, vem da primeira temporada com 50+ vitórias de sua existência, tem o fator quadra e de novo abre o playoff da NBA. O problema do time é o fator psicológico, já que foi eliminado nos dois últimos anos (Nets e Wizards) justamente nessas condições (mando de quadra, torcida empolgada etc.). Outro tombo neste sentido fará com que muita coisa mude no Canadá, mas dessa vez acho que será apenas um susto, e não uma catástrofe.
Meu palpite: Raptors em sete

heatMiami Heat x Charlotte Hornets – Está aí uma das séries mais interessantes dessa primeira rodada. O Miami tem mais elenco, mais experiência, mando de quadra e Dwyane Wade, craque consagrado. O Charlotte, por sua vez, joga pra tentar a sua primeira vitória em playoff desde 2002 (perdeu justamente de 4-0 pro Miami em 2014, sua última vez no mata-mata) com uma equipe muito organizada e que conta com dois armadores que se complementam muito bem. Kemba Walker é um dos melhores da posição na atualidade (20,9 pontos e 5,2 assistências de média). Jeremy Lin sai do banco, marca 11,7 por noite e dá a Steve Clifford, o excelente técnico, a possibilidade de jogar com essa formação em boa parte das partidas. Vale destacar também o francês Nicolas Batum, que faz sua temporada de estreia na franquia e desempenha muito bem o seu papel na ala (14,7 pontos, 5,8 assistências e 6,1 rebotes). No final das contas, o duelo vai pra sete jogos, em minha opinião.
Meu palpite: Miami em sete

bostonAtlanta Hawks x Boston Celtics – Outro duelo interessante. O Atlanta é o time mais frio da NBA. Tem bom time, bom elenco, mas algo me diz que a estrutura montada por Mike Budenholzer por lá está a um fio de quebrar. Jeff Teague (o armador) terá um trabalho monstruoso contra Isaiah Thomas, Paul Millsap terá que cortar um dobrado para pontuar na excelente defesa do Boston e Kyle Korver terá calafrios contra Jae Crowder em seu encalço. Acredito que o Boston vencerá a sua primeira série de playoff desde 2012 graças a sua organização tática, coroando, assim, a brilhante e surpreendente temporada da franquia.
Meu palpite: Boston em seis

Concorda comigo? Dê também o seu palpite!


Análise e palpitão dos playoffs da NBA – Oeste
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Fábio Balassiano

nba1

Chegamos ao momento mais esperado do ano, né? Começa hoje o playoff da temporada 2015/2016 da NBA (Sportv e ESPN prometem uma enxurrada de jogos em suas telas – o site dos dois canais mostra a programação). Vamos à análise da conferência Oeste primeiro?

PARTICIPE DO BOLÃO BALA NA CESTA DOS PLAYOFFS DA NBA

curry1Golden State Warriors x Houston Rockets – Apesar de ser a reedição da final do Oeste de 2015 e dos dois mais votados na eleição de MVP no ano passado, acho que aqui não dá nem pro começo. O Houston teve uma temporada atribulada, com troca de técnico, discussões internas entre as suas duas maiores estrelas (James Harden e Dwight Howard), a volta de Josh Smith e a troca do garoto-problema Ty Lawson. Do outro lado temos o atual campeão da NBA, que vem de surreais 73 vitórias na fase regular e que tem em Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green uma força absurda para qualquer time do mundo se preocupar. Creio que só uma catástrofe tira o Warriors da semifinal de conferência.
Meu palpite: Warriors em quatro jogos.

blazers1San Antonio Spurs x Memphis Grizzlies – Poderia ser um confronto enrolado para o San Antonio se o Memphis estivesse completo. Mas o Grizzlies usou mais de 30 jogadores na temporada, não terá Marc Gasol e verá do outro lado um adversário que descansou as suas estrelas sempre que possível. Para quem queria ver mais e mais duelos entre Zach Randolph e Spurs, dessa vez acho que a história será breve entre estas duas franquias. E tem mais: Gregg Popovich sabe que quanto antes acabar é melhor para o físico de seus atletas. Logo, os texanos têm tudo para acelerar logo na saída do duelo.
Meu palpite: Spurs em quatro jogos.

durant1Oklahoma City Thunder x Dallas Mavs – Aqui começamos a ter duelos equilibrados. O Dallas se enrolou um pouco depois do All-Star, chegou a ficar fora da zona de playoff, mas encaixou uma boa sequência de vitórias (7-2 nos últimos 9 jogos) e se classificou. Tem um bom time, Deron Williams melhorou, JJ Barea está muitíssimo bem, Justin Anderson fez a defesa evoluir, Dirk Nowitzki é um cracaço, mas do outro lado há Kevin Durant e, principalmente, Russell Westbrook, que, para o Dallas, causa mais prejuízo que Durant, que pode ser marcado pelo bom Justin Anderson. Deron Williams, Raymond Felton e JJ Barea, por sua vez, não conseguem segurar Westbrook (quem consegue, né?). E isso faz com que o duelo fique mais próximo de ser fechado pelo OKC.
Meu palpite: Thunder em seis jogos

lillardLos Angeles Clippers x Portland Trail Blazers – A série de dois armadores incríveis (Chris Paul pelo Clippers e Damian Lillard pelo Blazers) traz dois times com histórias bem diferentes para a pós-temporada. O Clippers sabe que se não for longe verá o seu Big 3 (Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan) ruir. O Blazers tem absoluta certeza que, depois de perder quatro titulares, deveria estar vendo a pós-temporada do sofá de casa. O Portland, portanto, joga sem pressão alguma e com a possibilidade de, com isso, complicar ainda mais a vida do Clippers, que costuma se enrolar sempre que a responsabilidade aumenta. Creio que o duelo vá longe, mas no final a maior qualidade técnica da franquia de Los Angeles vá prevalecer contra o valente Portland.
Meu palpite: Clippers em sete

E você, o que acha? Comente também!


O esperado duelo entre Bulls e Cavs está próximo – já dá pra prever algo?
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Fábio Balassiano

nba1
Está assim a situação no playoff da NBA. Para quem esperava muito equilíbrio, o cenário é bem diferente, né? Com exceção do duelo entre Clippers e Spurs, o restante tem um time que ainda não conseguiu vencer uma partida sequer.

roseE um embate de semifinal de conferência já está se desenhando no Leste. Com a ótima atuação de Derrick Rose (foto à esquerda) ontem (34 pontos e 8 assistências) o Bulls venceu o Bucks fora de casa na segunda prorrogação (113-106) e ficou a um passo de enfrentar o Cleveland, que bateu o Celtics em Boston por 103-95 com 31 pontos de LeBron James.

As duas equipes têm tudo para se enfrentar (nunca uma série saiu de 0-3 para 4-3 na história da NBA) e dou meus pitacos no vídeo abaixo. Comente você também! O que esperar de Bulls x Cavs?


No melhor jogo do playoff, Spurs vence Clippers fora de casa – veja análise
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Fábio Balassiano

timFoi disparado o melhor jogo do playoff até o momento. O San Antonio Spurs tinha 0-1, poderia voltar ao Texas com um perigoso 0-2 e viu Chris Paul e Blake Griffin de novo pela frente. Teria que vencer o Los Angeles Clippers fora de casa. Senso de urgência ligado, certo? Certo. Só que Tony Parker (um ponto) e Manu Ginóbili (9) não ajudaram tanto.

Como a equipe de Gregg Popovich venceria então? Com um genial Tim Duncan (em 44 minutos, o senhor de 38 anos teve 28 pontos e 11 rebotes – ele na foto à direita comemorando loucamente a sua maneira), um fantástico Kawhi Leonard (23 pontos e 9 rebotes) e um providencial Patty Mills (18 pontos e cinco bolas de fora). No final, vitória texana na prorrogação por 111-107 (Chris Paul ainda teve a chance de dar a vitória ao Clippers no tempo normal, mas errou o arremesso), 1-1 na série e os dois próximos jogos em casa. Veja o vídeo com minha análise!


Toronto e Dallas precisam vencer urgentemente hoje – veja vídeo!
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Fábio Balassiano

lb1Ontem Chicago e Golden State venceram Bucks e Pelicans, em casa, e abriram 2-0 nos playoffs para encaminhar muito bem as suas classificações para a segunda rodada do mata-mata no Leste e no Oeste, respectivamente. Os Warriors, aliás, contaram com excepcional atuação do ala-armador brasileiro Leandrinho (foto à esquerda), autor de 12 pontos em 15 minutos e responsável por comandar a reação da equipe no segundo período (38-24) após perder nos primeiros 12 minutos de 28-17. No United Center, muita pancadaria envolvendo Joakim Noah, Zaza Pachulia, John Henson e companhia. Jimmy Butler, do Bulls, saiu-se com 31 pontos e foi disparadamente o melhor em quadra (Derrick Rose, depois de ter 0/7 no primeiro tempo, se recuperou e terminou com 15 pontos (4/7 na segunda etapa), 9 assistências e 7 rebotes.

louNesta noite, três jogos. Em casa, o Cleveland tem tudo para abrir 2-0 contra o Boston. Mas os dois jogos que chamam a atenção mesmo serão em Toronto e em Houston. No Canadá (21h com Sportv), os Raptors, que perderam o jogo 1 em casa, precisam vencer o Washington de qualquer maneira para não pegarem o avião rumo a capital dos EUA com 0-2 e deixar a faca e o queijo na mão para os Wizards fecharem o duelo sem a necessidade de voltar ao país canadense. Para isso, o time de Dwane Casey, que ontem viu Lou Williams (foto à direita) ser coroado como o melhor reserva da temporada, precisará contar com boa atuação de Kyle Lowry (2/10 e 3 desperdícios na primeira partida) e ótima defesa em Paul Pierce (20 pontos).

Em Houston (22h30 com Sports+, da Sky), o Dallas, que não sabe se terá Chandler Parsons e Devin Harris (lesões), sabe que se defender melhor para vencer o Rockets e empatar a série antes de retornar para casa. Conter os picks com James Harden é meio caminho andado. Melhorar a transição defensiva, também. E impedir tantos pontos em contra-ataque (29), idem. Só não sei se, de uma hora pra outra, a defesa horrível da temporada regular (102 pontos e 45% de conversão dos rivais em 82 jogos) consegue se transformar agora, no mata-mata.

O que será que acontece? Analiso tudo no vídeo! Clica aí, aperte o play para ouvir!


Spurs bate Miami de novo, faz 4-1 e é campeão da NBA pela quinta vez
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Fábio Balassiano

trio

Terminou neste domingo a temporada 2013/2014 da NBA. E terminou com a história lindíssima deste San Antonio Spurs. Perdeu ano passado do Miami com aquele cruel chute de 3 do Ray Allen no jogo 6 (ok, perdeu no jogo 7, mas vocês entenderam). Fizeram OUTRA temporada brilhante, suaram contra o Dallas no primeiro round, voltaram pra pegar o Miami na final e são campeões da NBA em uma final que não se pode contestar absolutamente nada.

Os texanos acabam fizeram 104-87 no Miami Heat para fechar a série em 4-1 e serem campeões pela quinta vez nos últimos 15 anos (1999, 2003, 2005, 2007 e 2014) em uma prova não só da competência, mas da longevidade de um trabalho brilhante da franquia. Em todas as 4 vitórias, diferença de 15 ou mais pontos, um domínio completo, absoluto e incontestável (18 pontos de média a diferença). Foi o quarto título do argentino Manu Ginóbili e do francês Tony Parker, e o quinto do técnico Gregg Popovich e do ala Tim Duncan.

leonardO espetacular ala Kawhi Leonard (na foto à esquerda) foi eleito o MVP das finais da NBA, tornando-se o terceiro mais jovem (atrás apenas de Magic Johnson e Tim Duncan) a conseguir o feito. Leonard, de 22 anos e apenas três temporadas na liga, teve 22 pontos e 10 rebotes na noite deste domingo e mais uma vez conseguiu reduzir (na medida do possível, claro) a sanha de LeBron James e Dwyane Wade.

O jogo começou enrolado, esquisito pro Spurs. O Miami veio com tudo, LeBron James começou animadíssimo e logo a diferença chegou a 22-6 com menos de cinco minutos de jogo. Gregg Popovich pediu tempo, Manu Ginóbili entrou para mudar os rumos da situação e conseguiu.

Os texanos reduziram a diferença no final do primeiro período (29-22 pró-Heat), e no segundo quarto passaram a comandar as ações, indo para o intervalo com 47-40 e com o controle psicológico já pendendo para seu lado (algo que o Miami estava conseguindo controlar no começo da peleja). E com direito a uma cravada sensacional de Manu Ginóbili, vejam só!

Na volta do vestiário esperava-se que o Miami entendesse a urgência da situação. Encurralado com 1-3 e não podendo perder de novo para conquistar o tricampeonato, a turma de Erik Spoelstra teria que retornar espumando. Não foi o que aconteceu. O ataque não fluía, a bola tinha um pacto secreto com o aro, e não com a redinha, e o Spurs foi abrindo, abrindo e abrindo.

tiagoA diferença chegou a 19 pontos ao final do terceiro período, e os últimos 12 minutos foram apenas conveniência. Foram 12 minutos de deleite para a torcida aplaudir este brilhante time de basquete, comandado por um estupendo técnico de basquete (Gregg Popovich, assunto aqui nos próximos dias, prometo a vocês) e liderado por um dos grandes gênios deste esporte (Tim Duncan, também tema aqui em breve).

O pivô Tiago Splitter torna-se, portanto, o primeiro brasileiro a se sagrar campeão da NBA (um feito extraordinário, e que será comentado aqui com profundidade, ok). E não foi só o primeiro brasileiro campeão da melhor liga de basquete. Na temporada passada Tiago terminou o campeonato sendo um dos mais vistos do YouTube. Não como agente de uma grande jogada, mas sim como personagem de um grande toco de LeBron James (aqui). Neste ano, sua vingança veio não só com o inédito anel de campeão, mas sim com um bloqueio lindíssimo em Dwyane Wade, fiel escudeiro de LBJ. Vejam o vídeo abaixo.

timNos próximos dias farei textos sobre Popovich, Duncan, Splitter, o lindo sistema de jogo deles e muito mais. A temporada terminou há instantes. A NBA, porém, não pára jamais. Fiquem de olho, tá. Viu o jogo? Gostou da conquista texana? Comente!


O dia da consagração do Spurs na NBA?
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Fábio Balassiano

NBA: Finals-San Antonio Spurs at Miami HeatCom a Copa do Mundo aí, pode ser que nem todo mundo saiba, mas hoje tem San Antonio Spurs x Miami Heat (21h, ESPN) pela final da NBA lá no Texas. Está 3-1 para a turma de Gregg Popovich, e o título pode sair hoje caso LeBron James e companhia não consigam se recuperar das duas últimas surras que levaram em casa.

Para o San Antonio, a chave é manter o que foi feito nos jogos 3 e 4. Kawhi Leonard achou LeBron James, reduziu um pouco da sanha do camisa 6 do Miami e as demais armas (Wade, Bosh, Allen etc.) foram completamente controladas, tornando as coisas mais fáceis, Diaw, Splitter e Duncan estiveram dominantes no garrafão e Tony Parker, embora com dificuldades físicas, conseguiu infiltrar como sempre. Além disso, o jogo de passes funciona extremamente bem como demonstra a figura abaixo.

passes

tiagoPelo Miami, é até difícil dizer que o ajuste que precisa ser feito é tático/estratégico. É tático, obviamente, mas não só ele. O time pareceu destruído mentalmente no segundo tempo do jogo 4, sem saber bem como fazer para sair das armadilhas que Pop impôs a partir do jogo 3 (quando Diaw entrou no quinteto titular). Os Spurs estão, literalmente, na cabeça do Heat, mas pode ser que os três dias entre o jogo 4 e a partida 5 de logo mais tenham feito bem para Erik Spoelstra mexer um pouco com o lado mental de seu elenco. Em termos técnicos, sabemos que o Miami pode jogar de igual para igual contra o San Antonio (ou qualquer outro time). A dúvida é saber se terá cabeça para isso.

Na história da final da NBA, NUNCA um time que perdia a série de 3-1 conseguiu sair com o título. É este o buraco que o Miami terá que sair caso queira terminar a temporada com o tricampeonato. Por ora, o que está na mesa é que este domingo pode ser o dia de consagração dos Spurs (e com a chance de Tiago Splitter se tornar o primeiro brasileiro campeão da melhor liga do planeta, o que não é pouca coisa).

O que será que acontece logo mais? Comente!


Spurs atropelam Miami de novo e ficam a uma vitória do título da NBA
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Fábio Balassiano

lbjFoi mais uma aula de basquete na Flórida. Assim como aconteceu no jogo 3, quando venceu por fáceis 111-92, o San Antonio Spurs aplicou uma clínica de basquete no Miami Heat (mesmo jogando fora de casa). Ganhou por (vou usar a mesma palavra de propósito) fáceis 107-86, abriu 3-1 na série e agora precisa vencer apenas um dos próximos três jogos que ainda restam nas finais da NBA. O próximo duelo será no domingo, no Texas (21h), e caso vença o time conquistará o seu quinto título. Para o Miami, só resta uma alternativa: vencer o Spurs três vezes seguidas (duas longe do lar) para chegar ao tricampeonato.

O jogo desta quinta-feira começou com a mesma configuração do de terça-feira. Spurs dominando no ataque, Kawhi Leonard (foto à direita) sufocando LeBron James (ele não estava se sentindo bem e foi ao vestiário duas vezes – uma durante o hino e outra no começo do jogo) e Dwyane Wade na defesa e abrindo diferença logo de cara. Aliás, deixo aqui registrada minha admiração por este fantástico camisa 2 do Spurs. Marca muito bem, arremessa bem, pega rebote (foram 14 hoje). Atleta completo, dá gosto de ver. Tem só 22 anos e merece um texto só pra ele em breve.

Quando o Miami foi ver, o placar já apontava nove pontos a favor do San Antonio ao final do primeiro período. A se destacar o EXCEPCIONAL “espaço” (os americanos usam o termo spacing) que o time de Gregg Popovich usou em suas jogadas ofensivas, dando margem para as infiltrações e possibilidade de chute, drible ou passe na mesma ação.

parkerO segundo período veio e o panorama não mudou, não. O Spurs foi para o vestiário com incríveis 55-34 e ali só um milagre salvaria o Miami. Erik Spoelstra ainda não tinha feito/tentado nenhum ajuste do jogo 3 para o 4, e tentou algo com Toney Douglas ao lado de Mario Chalmers na armação. Não me pareceu uma estratégia, mas sim um desespero do treinador do Miami. Do outro lado, Leonard segurava Wade, cravava com força depois de um rebote ofensivo e Tony Parker parecia muito à vontade em infiltrar em uma defesa do Miami que esteve bem longe de ser aquela agressiva que conhecemos.

Na volta do intervalo, o Miami precisava de uma cartada. Mas não só isso. Em termos técnicos e táticos, o time não é tão ótimo como é o Spurs. Para vencê-los, só com muita intensidade, velocidade e força física. Nada disso veio na segunda etapa (nada é nada mesmo), apesar dos 10 pontos seguidos de LeBron James na volta do vestiário. E Spo, para ser sincero, não tentou nada de diferente também (nem mesmo a formação sem armador que funcionara tão bem durante poucos, mas bons, minutos do jogo passado). Por isso ficou difícil para o Miami.

wadeO domínio seguiu no quarto período, quando a aula do Spurs se acentuou a níveis absurdos (25 assistências em 40 arremessos convertidos e os 13 atletas que entraram em quadra pontuando), a níveis difíceis de serem vistos em uma final de NBA disputada por dois times tão bons. No final, vitória maiúscula por 107-86 do Spurs, 3-1 na série e apenas um passo para chegar ao quinto troféu de campeão.

A dúvida, agora, é saber se o Miami encontrará força psicológica para se recuperar depois de ter levado duas surras homéricas em casa (hoje cedeu 21 pontos a partir de seus erros). Em termos técnicos, a gente sabe que o Heat pode fazer partidas duras e obviamente vencer o San Antonio (em qualquer ginásio). Tanto é assim que nas duas primeiras partidas no Texas teve chance de vencer uma e ganhou a outra. Nas duas teve bom controle das ações (ou controle dividido). Do jeito que está jogando, porém, é impossível imaginar que isso aconteça.

Viu o jogo? Gostou? Será que o Miami tem força para virar a série? Comente!


Estupendo, Spurs vencem Heat e fazem 2-1 na final da NBA
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Fábio Balassiano

leonardFoi uma partida no mínimo estranha em se tratando de final. Os dois times arremessaram acima de 50% no primeiro tempo (os Spurs teve assustadores 75,8%, melhor marca da história dos playoffs), continuaram chutando muitíssimo bem na segunda etapa, terminaram, os dois times, com mais de 90 pontos e no final das contas o San Antonio venceu o Miami Heat na Flórida por 111-92, abrindo 2-1 na série final da NBA e voltando a ter o mando de quadra na decisão.

Esta foi a primeira derrota do Miami Heat em casa no playoff. O próximo duelo será na quinta-feira, também na Flórida, às 22h. O Heat, aliás, não perde duas partidas consecutivas em playoff (já são 47 partidas assim desde 2012). Os cestinhas do jogo foram Kawhi Leonard, que teve 29 pelo lado dos Spurs (maior marca de sua carreira), com LeBron James e Dwyane Wade saindo-se com 22 pelos mandantes.

O jogo começou com os Spurs pegando fogo. Fez 41 pontos no primeiro período (vídeo abaixo), ignorou completamente o excelente começo de LeBron James (que fez 14 pontos nos 12 minutos iniciais), abriu 25 de diferença no segundo quarto (quando chegou a ter inacreditáveis 90% de aproveitamento) e terminou a primeira etapa com 71-50 no placar (acertando 7/10 em bolas de três pontos). Para um time que defende tão bem, como é o Miami, foi um choque vê-los levando em 24 minutos (a média de pontos cedidos em 48 minutos é de módicos 96,7, quarto melhor índice da NBA).

Kawhi Leonard (foto à esquerda), àquela altura, tinha 20 pontos. Danny Green (foto à direita), 16. Os alas texanos, tão sumidos em primeiros tempos nos jogos 1 e 2, ditavam o ritmo como nunca. O Miami, por sua vez, teve 16 e 13 erros nos jogos 1 e 2 INTEIROS. Nesta terça-feira, 10 no intervalo. Com os Spurs anotaram 13pts em cima destes erros!

greenO segundo tempo começou, o Miami tentou reagir, marcar mais pressionado (LeBron foi tentar deter as investidas de Tony Parker, embora o problema do Heat estivesse nas alas e não na armação), a diferença chegou a cair para 9 pontos no terceiro período, mas o controle técnico, psicológico e estratégico seguiu do lado dos Spurs, que fechou o terceiro período em confortáveis 86-75.

No último quarto LeBron James e Dwyane Wade até que tentaram, mas os Spurs manteve a cabeça no lugar, defendeu melhor (principalmente no perímetro) e manteve a sua vantagem sempre na casa dos 10, 12 pontos, fechando a porta do Miami sempre que possível para que a diferença jamais chegasse a menos que 7 pontos (um feito e tanto para evitar barulho da torcida e confiança do outro lado), vencendo o período por 26-17. No final, vitória justíssima dos Spurs por 111-92, que agora tem 2-1, novamente o mando de quadra na série e, enfim, uma fórmula de deter LeBron. O camisa 6 do Miami foi muitísismo bem marcado por Kawhi Leonard, que, brilhante, forçou 7 desperdícios do rival, deixando-o próximo de igualar sua pior marca de erros em jogos de pós-temporada (duas vezes teve 10).

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