Bala na Cesta

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Com NBA de olho, jovem Georginho deixa futuro de lado e foca no NBB com Paulistano
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Fábio Balassiano

O ano era 2008. Na final do Paulista mirim entre São Bernardo e Círculo Militar, o placar apontava 58-56 com três segundos por jogar para o Círculo, mas a bola era do time do Grande ABC.

Aos 12 anos, George Lucas Alves de Paula recebeu a bola no fundo da quadra, se desvencilha do marcador, o relógio ameaça chegar ao final e ele solta a bola do meio da rua. Cesta. Cesta do título. Os meninos do Círculo Militar colocam as mãos na cabeça desolados. Georginho e seus companheiros de São Bernardo pulam loucamente comemorando o título com uma cesta improvável diante do grande favorito a levantar o caneco daquele ano.

“Nunca havia sentido uma emoção como aquela em minha vida. Foi a bola mais emocionante que eu já fiz a minha vida, uma das poucas até hoje que me fizeram perder o ar. Os caras estavam invictos no campeonato, todos diziam que eles eram imbatíveis e conseguimos vencê-los. Ali eu decidi que gostaria de ser jogador de basquete. Só de falar com você sobre este lance eu já fico emocionado. Isso que passaram quase 10 anos, mas eu nem preciso ficar olhando o vídeo pra lembrar. É muito fresco em minha memória”, conta George Lucas Alves de Paula depois de quase 10 anos.

Foto de Filippo Ferrari / OC

Fã de Russell Westbrook, que terminou a temporada 2016/2017 da NBA com média e recorde de triplo-duplos na NBA, George Lucas se transformou em Georginho , hoje armador do Paulistano e uma das maiores promessas do basquete brasileiro.

Monitorado por olheiros da NBA há cerca de três temporadas, participando com frequência de eventos com a nata jovem do planeta e com chance de figurar no próximo Draft da melhor liga de basquete do mundo, o armador de 20 anos, 1,96m, técnica refinada, fala mansa e pausada, explosão absurda rumo a cesta e dono de um potencial físico descomunal é um dos principais jogadores do Paulistano que hoje às 14h enfrenta o Basquete Cearense fora de casa em busca do empate na série de playoff do NBB (a Rede Bandeirantes exibe a partida). O time de São Paulo perde de 2-1 e novo revés faz a temporada terminar.

“Ter saído do Pinheiros no final da temporada passada e vindo para o Paulistano me fez sair de uma zona de conforto que eu precisava. Agradeço muito ao meu antigo clube por todo tempo que passei lá, sou muito grato a eles por tudo o que fizeram por mim, mas estou sendo muito mais cobrado, muito mais requisitado pelo time e tive que assumir um papel de líder, protagonista, algo que eu não esperava assumir tão cedo. Não tinha outro jeito que não amadurecer quase que naturalmente. Considero essa mudança que eu fiz na minha carreira bem acertada e certamente renderá muitos frutos lá na frente. Acho que estou me saindo bem e a presença do técnico Gustavo de Conti ao meu lado é muito boa. Ele me cobra muito, e eu acredito que as pessoas só cobram de quem tem potencial. Ele acredita em mim e eu só posso agradecer e tentar corresponder”.

Nascido em Diadema no dia 24 de maio de 1996 e filho de Mauricio e Suzana , começou a jogar basquete enquanto seus pais jogavam vôlei. Aos 7 anos os pais perceberam que o amor do garoto não estava na bola branca, mas sim na laranja e passaram a incentivar que ele praticasse basquete.

“Meu pai viu que eu gostava muito de basquete e em pouco tempo tanto eu quanto a minha irmã Bianca começamos a nos destacar na escolinha. Foi um caminho meio sem volta e agradeço demais por eles terem me incentivado a seguir praticando a modalidade que eu escolhi. Eles ficaram felizes e orgulhosos pela gente”, conta, relembrando que seu grande ídolo na época em que começou a jogar (2003/2004) era o armador Allen Iverson: “Eu queria ser o Iverson. Usava cabelo grande, tranças, imitava a forma de se vestir e as jogadas que ele tentava na quadra. Na época a gente não tinha TV a cabo, não via os jogos dele ao vivo, mas lembro que depois ficava vendo os melhores momentos direto, uma coisa louca mesmo. Eu era tão fissurado no cara que ficava fazendo os desenhos dele. Tinha uma pasta de desenhos bem legal, mas infelizmente eu perdi tudo. Sempre admirei muito ele, principalmente pelo fato de que a sua altura (1,83m) nunca o impediu de nada”.

Aos 9 anos ele, que hoje em dia vê seu irmão mais novo João de Paula também iniciando sua trajetória no basquete, foi para São Bernardo jogar para a técnica Monique Poles, responsável por toda iniciação de Georginho na modalidade (jogou dos 9 aos 15 anos). Há quatro temporadas foi para o Pinheiros, onde conheceu uma estrutura grandiosa e que lhe permitiu crescer profissional, pessoal e fisicamente. Ganhou visibilidade no cenário nacional e internacional com a (ótima) Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB, torneio de basquete Sub-22 que revela atletas aos borbotões e que é responsável por 43 % da mão de obra do NBB, principal campeonato masculino do país.

“A Liga de Desenvolvimento foi muito importante pra mim. Já jogava o Campeonato Paulista, mas a LDB tinha uma abrangência nacional, eram times de todo país, jogadores diferentes daqueles que eu estava acostumado a jogar e bem mais difícil. Foi a maior novidade, uma coisa bem legal mesmo. O nível de exigência subiu, e ali eu vi como eu precisaria melhorar para conseguir atingir meus objetivos. Fomos campeões em 2015 pelo Pinheiros jogando um ótimo basquete e de novo tive uma sensação bem legal”, relembra Georginho, que jogou em um timaço do Pinheiros que tinha Lucas Dias, hoje seu companheiro no Paulistano, e também Bruno Caboclo, que foi para a NBA em 2014 e com quem George hoje em dia tem pouquíssimo contato.

Campeão da LDB de 2015 já como armador titular da equipe, George teve um pouco mais de tempo de quadra na temporada passada pelo time pinheirense mas queria mais. Trocou de clube, ganhou espaço, cresceu seus números (11,3 pontos, 4,1 rebotes e 4,4 assistências de média em seu primeiro campeonato profissional como líder e titular de uma equipe), jogou o All-Star Game do NBB em 2017 e o barulho em torno do seu nome aumentou. Os jogos do Paulistano são lotados de olheiros da NBA e vira e mexe seu nome é ligado a Draft e franquias do basquete norte-americano. Nada que incomode a cabeça do garoto de 20 anos.

Ale da Costa / Portrait

“No começo eu me assustei bastante. As coisas foram acontecendo muito rápido, todo mundo falava e eu meio que ficava perdido, assustado. Era tudo muito novo pra mim. Hoje já entendo mais como tudo funciona, estou mais maduro e tento não ligar para nada que eu não possa controlar. Eu só posso jogar basquete, melhorar como atleta e pessoa e ajudar meu time a conquistar vitórias. É o que posso fazer e preciso estar focado nisso. Basquete é a minha vida, tenho muito a evoluir e não sinto realmente essa pressão de NBA, não. Sigo trabalhando e treinando forte como sempre fiz. Essa especulação, previsões, não mexem comigo”, responde Georginho, que esquiva-se quando perguntado sobre qual seria, em sua opinião, o próximo passo ideal em sua carreira: “Ainda tem muita coisa pra acontecer nessa temporada. Tudo depende de como eu terminarei o campeonato. Vamos ver como eu vou me sentir para entrar ou não no Draft. Aí tomamos, eu, minha família e meus agentes a decisão final sobre isso”.

Bastante exigido pelo técnico Gustavo de Conti e ainda no processo de formação técnica, Georginho sabe exatamente as partes de seu jogo em que precisa melhorar. Sua capacidade analítica para compreender isso impressiona tanto quanto suas enterradas ferozes na quadra

“A parte de intensidade do jogo a gente sempre pode melhorar. É o principal pra mim e me cobro muito neste sentido inclusive. Jogar bem depois do pick and roll é algo que eu preciso melhorar bastante também. E, claro, ter um arremesso melhor, defesa, leitura de jogo. Quero ser o melhor armador que eu puder ser”, finaliza o garoto, que começou a fazer inglês recentemente, que adora andar com seus quatro cachorros e que tem a pesca como hobby.


Novamente comandando jovens, Gustavo de Conti mantém excelente trabalho no Paulistano
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Fábio Balassiano

Na sexta-feira estive em São Januário para comentar pela Rádio Globo a partida entre Vasco e Paulistano. No final das contas vitória do time de São Paulo por 82-67 sem grandes sustos. Os vascaínos estavam afobados, marcando mal o perímetro (13 bolas convertidas pelo rival, a maioria delas sem marcação) e sem inspiração no ataque.

Do outro lado pude ver mais uma vez um time jovem com potencial físico incrível para os padrões nacionais, organizado, sabendo exatamente o que fazia com a bola nas mãos e variando a defesa a cada segundo. Mérito total de Gustavo de Conti, excepcional treinador de 37 anos que mais uma vez volta a trabalhar com um grupo de atletas ainda em formação.

Na sexta-feira quem brilhou foi Lucas Dias, que anotou 19 pontos (cinco bolas de três convertidas), mas foram muito bem também os dois armadores (o titular, Georginho, saiu-se com 9 pontos e 6 assistências, e o reserva, Arthur Pecos, teve 5 pontos, 7 assistências, 6 rebotes e um controle de jogo absurdamente bom), os alas (Eddy, com 8 pontos, Jhonathan, com 15, e Mogi, com 7, se destacaram) e também os pivôs (Renato conseguiu cinco rebotes ofensivos). Foi uma atuação completa de um time que, como todo elenco jovem, ainda é muito instável (por isso a campanha de 14-12), mas talentoso ao extremo. No campeonato, 10 jogadores atuam por 15+ minutos e 8 deles possuem 8+ pontos de média, algo que mostra bem o espírito altruísta da equipe.

Noves fora manter de novo o time com campanha positiva na história do NBB, algo que acontece desde a temporada 2011/2012, Gustavo tem conseguido algo raríssimo no país: fazer suas equipes jogar de maneira completamente diferente de um ano para o outro. Quem acompanha basquete nacional há algum tempo lembra de ter visto o Paulistano com Dawkins e Holloway, os dois armadores norte-americanos, fazendo chover no perímetro. Agora, menos de um ano depois que a dupla foi dissolvida, o espaço é ocupado por Georginho, um dos mais comentados atletas dessa geração (estará em entrevista neste espaço ainda esta semana), Mogi e Arthur Pecos. Jovens e com estilos completamente distintos – mais velozes, mais físicos, mais atléticos, melhores defensores, mas com menos arremesso. Na ala saiu o jogo cerebral de Henrique Pilar para a chegada de Lucas Dias. Também jovem, com muito a aprender. No pivô o time perdeu com os pontos de Caio Torres, mas ganhou em mobilidade com o argentino Hure.

A metamorfose do Paulistano é imensa desde que foi vice-campeão do NBB em 2014 (perdeu a final em jogo único para o Flamengo). O time não foi bem no ano seguinte, em 2015/2016 fez estupenda campanha na fase regular (20-8) mas caiu nas quartas-de-final para o experiente Brasília. Era hora da diretoria mudar a rota, voltando ao que fazia com maestria – trabalhar com jovens talentos em buscam espaço.

Com o estudioso e corajoso Gustavo de Conti o Paulistano tem conseguido encarar todos de igual para igual no NBB ao mesmo tempo em que desenvolve jovens talentos e se classifica para mais um playoff. Dá gosto de ver um grupo tão novo jogando tão bem, tão determinado, tão destemido, tão livre assim.


Com vitória do seu Paulistano, o alegre retorno de Georginho ao Pinheiros
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Fábio Balassiano

george1Aconteceu na noite desta quarta-feira em São Paulo o primeiro encontro entre Georginho e seu ex-clube, o Pinheiros, em um jogo de NBB. E foi um retorno feliz o do agora armador do Paulistano ao ginásio Henrique Vilaboim.

O camisa 32, cada vez mais líder de seu time, despejou 20 pontos, 7 rebotes, 7 roubos de bola e 4 assistências (26 de eficiência) e ajudou o Paulistano, que agora tem 5-4 (quatro vitórias nos últimos cinco jogos), a vencer o Pinheiros fora de casa por 92-77 em partida válida pelo turno do NBB. Recuperando-se de lesão no joelho, Lucas Dias, ex-pinheirense também, jogou por 11 minutos e teve cinco pontos.

george1Já havia escrito aqui sobre o começo esplêndido de Georginho neste NBB (o primeiro em que é protagonista e tem real tempo de quadra em sua vida). Aos 20 anos, ele agora tem as médias de 13,8 pontos, 5,9 rebotes, 4,8 assistências e 1,5 roubos de bola por partida. Em nove embates, já foram seis confrontos registrando dígitos-duplos em pontos e o mesmo número de vezes com 4 ou mais assistências, numa prova de que ele está conseguindo exercer bem as duas funções (pontuar e distribuir a bola).

Sob o comando do ótimo Gustavo de Conti, Georginho tem tudo para seguir crescendo (o mesmo irá acontecer com Lucas Dias quando estiver bem fisicamente também). O seu retorno ao Pinheiros foi feliz. Os próximos passos, quem sabe até com seu nome colocado nos próximos Drafts da NBA, pelo visto também serão.

 


O animador começo de temporada do jovem armador Georginho no Paulistano
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Fábio Balassiano

george4Um dos nomes mais falados da nova geração do basquete brasileiro, George Lucas Alves de Paula, o Georginho, vai tendo um começo de NBB bem animador no Paulistano.

No sábado contra o Minas o armador de 20 anos e 1,96m foi responsável por 25 pontos (11 no último período), 9 rebotes e 7 assistências (31 de eficiência) para guiar seu time a uma importante vitória (98-86). Foi a quinta boa exibição do jogador, que tem as médias de 14,8 pontos, 51% nos tiros de dois, 6,2 rebotes, 4,8 assistências e índice de passes por desperdício de bola de 1,7, algo muito bom para quem é tão jovem.

george3Vale dizer que Georginho está jogando com constância seu 1º NBB. Em 2015/2016 foram apenas 9,1 minutos por jogo no Pinheiros. Nesta temporada seus números quase triplicaram (são, até o momento, 27,1 por partida no Paulistano) e com a ausência do ala Lucas Dias (lesionado no joelho) o papel de protagonista tem feito bem a ele (no sentido de ganhar mais responsabilidade – na marra e na prática). No campeonato são 9,4 arremessos de quadra por partida, e pela primeira vez em sua carreira três partidas seguidas chutando mais de 10 vezes (Franca, Brasília e Minas).

george1Não tinha dúvida que tanto Georginho quanto Lucas Dias iriam crescer nas mãos do ótimo Gustavo de Conti, um dos melhores e mais exigentes técnicos do país. Mas confesso que seu começo é muito melhor do que o que eu esperava (ressaltando o fato de ser este o primeiro NBB “real” dele).

Quero ver mais de Georginho, que obviamente tem a evoluir em todos os aspectos (defesa, arremesso, leitura de jogo, parte física, liderança etc.), o que é normal para alguém de 20 anos e ainda em formação, mas desde já vale dizer que é muito bom ver um garoto assim tão novo e sendo dominante sem a menor cerimônia. Toda sorte pra ele! E olho no garoto!


Em ano pré-Draft, Lucas Dias lidera o seu novo clube, o Paulistano, no NBB
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Fábio Balassiano

lucas2Entrevistei Lucas Dias há menos de cinco meses. Ele acabara de trocar o clube que o formou como atleta, o Pinheiros, pelo maior rival, o Paulistano. E por um motivo singelo: queria se sentir incomodado, instigado, desenvolvido no time dirigido pelo técnico Gustavo de Conti, um dos melhores do país. O jovem de 21 anos entra em um ano fundamental para a sua carreira, o último antes de ele poder participar da seleção do Draft da NBA, com a missão de seguir evoluindo, de liderar um time diferente daquele em que este nos últimos seis anos e também de mostrar melhoria em aspectos importantes de seu jogo como defesa e parte física. Conversei com ele sobre a temporada do NBB que começa para seu novo time no próximo domingo contra o Mogi fora de casa.

lucas1BALA NA CESTA: O que você pessoalmente está esperando para este NBB jogando pelo Paulistano? Quão diferente é este campeonato pra você em relação aos outros que você disputou?
LUCAS DIAS: Estou esperando fazer um bom campeonato. Sei que a temporada passada foi boa, foi legal, mas esse ano vai ser bem diferente. Estou vestindo outra camisa, sei que a responsabilidade que tenho dentro do grupo será grande, algo diferente de todos os outros NBB’s que eu disputei. Nesta temporada terei isso no Paulistano, de liderar o grupo apesar de ser um dos mais jovens do time. O Gustavo de Conti, o técnico, me deu esse papel, conversou comigo e me mostrou o que espera neste sentido. Vai ser bem diferente do que os outros que disputei pelo Pinheiros. Neste campeonato terei que puxar o time, liderar a equipe dentro e fora da quadra, então estou tendo que melhorar isso nos treinos para fazer um ótimo NBB, que é o que eu desejo para fazer com que o Paulistano chegue ao lugar que o clube merece, que é lá no topo. Estou treinando bastante para isso.

lucas2BNC: Você me disse recentemente em uma entrevista a mim que saiu do Pinheiros para o Paulistano porque estava buscando o incômodo, uma pessoa que conseguisse expor seus problemas para corrigir. Como tem sido este começo no CAP? Poderia falar de sua rotina de treinamentos, de seus específicos, da melhora no seu lado físico?
LUCAS: Realmente é isso, Bala. Saí do Pinheiros porque não queria mais ficar na minha zona de conforto. No começo do Paulistano vou te confessar que foi bem difícil se adaptar à nova realidade. É uma rotina bem diferente daquela que fazia no Pinheiros. É uma rotina mais forte em relação ao aspecto físico. No começo ficava cansado mais rápido até por voltar de uma lesão no joelho, então foi tudo diferente em relação aos outros anos que tinha vivido no Pinheiros.

lucas1No Paulistano os profissionais cobram muito isso de todos os atletas independente de que tipo de atividade você vai fazer. Se vai chutar, se vai à academia, se vai correr é preciso estar 110% focado e dando o máximo naquilo que estiver trabalhando. Isso no começo foi difícil mas em uma semana já estava no ritmo. Hoje posso te dizer que estou bem melhor do que estava antes. Consigo ver uma evolução mais rápida por aqui tanto na parte física quanto na parte técnica. Estou muito feliz de fazer parte do clube e de conseguir estar me desenvolvendo como atleta. Todo dia acordo bem cedo e às 9h30 já estou na academia. Às 10h15 vou para a quadra fazer um trabalho técnico específico. Depois há os treinos com a equipe. Hoje em dia eu só tenho tempo de descansar das 14 às 16h30, no máximo. Às 18h já tem o outro treino do dia. E sabe uma coisa, Bala? Estou curtindo muito o processo todo pelo qual estou passando! São dias puxados, tem dias que chego em casa realmente morto, mas estou me saindo muito bem e sinto a evolução a cada segundo.

gustavo11BNC: O técnico do CAP é o Gustavo de Conti, um dos melhores e mais exigentes treinadores do país. O que ele mais tem te passado neste começo de trabalho e o que mais você aprendeu com ele neste curto período? Folga é uma palavra praticamente proibida, né?
LUCAS: Sem dúvida o Gustavo é um dos melhores técnicos do país. Isso ninguém tem a menor possibilidade de contestar. Quando fui para o Paulistano todo mundo disse pra mim que o Gustavo tinha um jeito diferente de cobrar dos jogadores e nesse pouco tempo desde que ele chegou da seleção, após as Olimpíadas, eu aprendi muitas coisas com ele. O aspecto que ele mais demanda de mim é a defesa. Ele sempre falava que quando jogava contra mim, comigo estando no Pinheiros, sempre me via marcando em pé, que sempre queria me dar umas dicas mas não podia.

gustavo1Nos treinamentos ele cobra muito de mim na defesa e também na parte de liderança. No Paulista já melhorei bastante neste sentido e sei que há espaço para mais e mais. Estou me sentindo muito à vontade e muito bem no clube. Outra coisa que ele fala pra mim é de ficar mais forte fisicamente. Por isso a importância de todo trabalho que tenho feito na academia. O jogo internacional tem mais contato, e tenho visto isso na Liga Sul-Americana. No Paulista todo mundo falou pra mim que a postura já estava bem diferente, principalmente neste lado de marcação. Estou jogando mais pesado, mais duro. O Gustavo cobra muito de mim, na hora que precisa dar bronca ele dá e na hora que precisa elogiar ele também o faz. Estou muito feliz com os aprendizados que tenho tido ao lado dele e com a convivência diária com ele e toda comissão técnica. Folga a gente quase não tem mesmo, mas esse é o caminho certo. Fiz a escolha certa ao vir pra cá. Estão me tratando muito bem por aqui e estou muito feliz de estar participando deste grupo com ele.

lucas3BNC: Ano passado você teve temporada incrível pelo Pinheiros, foi All-Star mas este ano liderará um time pela primeira vez. É muito diferente? Como você tem trabalhado este lado de liderança? Tem conversado com jogadores mais experientes, como o Shamell, que é seu amigo, para saber qual a melhor maneira de lidar com isso ou vai aprender no dia a dia mesmo?
LUCAS: Realmente a temporada passada foi muito boa mas é bem diferente, sim, liderar um time. É um papel muito difícil para qualquer jogador. É uma responsabilidade diferente e tenho visto que preciso estar pronto para o desafio não só dentro, mas também fora de quadra. No começo foi difícil chegar e me impor para o grupo. Precisava mostrar que não era mais um no grupo, mas sim uma figura importante. Estou buscando o máximo de informações neste sentido. Conversei muito sobre isso com o Jhonathan e com o Renato sobre isso. O Jhonathan era um dos líderes do Paulistano ano passado e o Renato foi assim em São José. Eles falam muito comigo sobre isso. Converso mais com os jogadores do meu time mesmo. Aprendo muito no dia a dia com os meus companheiros de time e também com a comissão técnica. O Guilherme, pivô, e o Paulão, que chegou recentemente para jogar de pivô no nosso time, também já me dão uns toques legais. Cada dia que passa eu aprendo uma coisa nova. Estou me sentindo muito confiante e melhorando a cada dia.

BNC: Este é o seu último ano que você pode se candidatar ao Draft da NBA, que sabemos ser o sonho de todo e qualquer atleta de basquete. É muito difícil controlar a ansiedade e tentar catalizá-la para o lado positivo, ou seja, para que você jogue cada vez melhor e mostre aos Times da NBA Que é, sim, um jogador com talento para estar na liga?
lucas6LUCAS: Fico pensando um pouco nisso, sim. É impossível dizer que não. Penso, sim, se vou ter uma oportunidade, se não vou ter, se dará certo, essas coisas. Estou com cabeça boa, estou fazendo de tudo e aí vem outra coisa que o Gustavo me cobra muito – ficar forte mentalmente. Quando tiver a oportunidade eu precisarei estar pronto para agarrá-la. Um bom exemplo disso é o Cristiano Felício. Ele saiu daqui, tentou ir para a NBA pelo Draft, não deu certo, muita gente não acreditava nele, mas ele persistiu e hoje faz parte da rotação fixa do Chicago Bulls. Só ele sabia que poderia estar lá. Ele é um grande exemplo pra mim. Estou com minha cabeça tranquila, D’s sabe o que faz. Se for pra acontecer de ir para a NBA em 2017, muito bem. Se não rolar, vou seguir trabalhando duro. Tenho um futuro bacana pela frente, e para isso acontecer terei que trabalhar ainda mais pesado do que estou fazendo agora. Estou tentando melhorar nos meus fundamentos do jogo e em todos os outros aspectos – o físico, o mental, o tático, tudo. Pode ser que ainda não esteja, hoje, preparado para jogar com regularidade na NBA, mas confio que posso chegar lá. Se rolar, muito bem, mas primeiro preciso pensar no meu campeonato com o Paulistano e vou usar esse meu sonho como motivação para treinar mais, mais e mais para alcançar meu objetivo. O que for pra ser será.

BNC: De um ano pra cá deu pra perceber uma mudança positiva muito grande em você. Está mais maduro, mais focado, mais concentrado no que deve ser feito. As dificuldades dos últimos meses, a sua troca de clube, a entrada em um time que você não conhecia praticamente ninguém, apenas o Georginho, fizeram com você amadurecesse de que maneira? Onde você busca inspiração e força para seguir forte mentalmente?
lucas10LUCAS: Realmente é muito difícil você sair de um local onde você está há seis anos e conhece todo mundo. Aí você sai e vai para outro local onde não conhece ninguém. Não é fácil não, Bala. Você não conhece ninguém, não sabe se vai dar certo, se vai ser legal, se iria me arrepender. Conversei muito com meu agente, com minha família e foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida até hoje. Era algo que precisava passar para crescer. Não é só treino, mas sim raça, força de vontade. O Georginho está lá comigo, é um amigo, mas é mais na dele, quieto. Hoje estou mais focado, não posso mais baixar a guarda. Se eu ficar brincando nos treinos nada do que eu fiz no passado vai ter valido. Tem essa expectativa do Draft para 2017 e tenho que treinar muito. Busco essa força de vontade que você cita na minha família mesmo. Minha mãe é uma inspiração pra mim. Saí de casa com 14 anos e lembro como foi complicado passar meu primeiro final de semana sem ela, Bala. Passei fome algumas vezes quando gastava mais dinheiro do que deveria. Sempre busco motivação neste sentido. Ela está sendo fundamental neste recomeço aqui no Paulistano. Outra coisa importante é que no Pinheiros eu era muito mimado mesmo. Quando os caras encostavam em mim eu ficava bravo e não tinha nada a ver. No Paulistano eu já aceito mais esse contato e estou pronto para isso. Fiz a melhor escolha para a minha carreira. Vai ser um grande ano pro clube e para mim também.


Agência Old Coach se destaca com ótimo trabalho em marketing no basquete nacional
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Fábio Balassiano

pjimage (2)Creio que devo ter sido um dos primeiros a notar que havia algo diferente em Rio Claro na temporada passada. Não na quadra, mas sim fora dela. Vi nas Redes Sociais do time e dos atletas a #ProtegidosPelaTradição e comecei a fuçar. Ali entendi que por trás estava a Old Coach, agência de marketing esportivo com pegada arejada, inovadora e arroja cujos sócios são Antonio Romero, João Fernandes e Pedro Bombonatti. Dá pra dizer facilmente que a empresa é uma das melhores novidades que surgiram no basquete brasileiro nos últimos anos.

old10“Acreditamos muito no basquete nacional e sabemos que há uma oportunidade grande de explorarmos sobretudo a ligação entre clubes e seus torcedores, reforçando ainda mais os laços entre a comunidade. Foi assim que iniciamos em Rio Claro ano passado e deu bastante resultado desde a temporada passada. O time é um dos orgulhos da cidade e temos tentado explorar bastante isso em nossas comunicações”, afirma Antonio Romero, destacando o crescimento de 40% no número de fãs do time no Facebook, a ocupação total do ginásio em três oportunidades, o aumento de 106% no público médio em relação a temporada anterior e os 120% de aumento nos seguidores no Instagram.

old6O ótimo trabalho em Rio Claro, sempre destacado como exemplo de marketing esportivo bem feito pela Liga Nacional de Basquete, a organizadora do NBB, já rendeu frutos. A empresa que completa um ano no próximo mês fechou recentemente contratos com o Vitória-BA, que terá como alcunha a “Constelação do Leão”, com Paulistano e com o atleta Guilherme Giovannoni, destaque de Brasília. Tanta qualidade fez com que a barreira do basquete fosse extrapolada.

old2“Nosso trabalho chamou atenção realmente. Recebemos sondagens até de clubes de outras modalidades, mas neste momento decidimos explorar e apostar no basquete nacional por acreditar basquete em seu desenvolvimento e crescimento nos próximos momentos. Temos um ótimo campo e muito trabalho a fazer  com os quatro clientes fechados com a empresa. Cada um deles tem um perfil diferente e precisamos estar focados para alcançar bons resultados”, analisa Romero, que faz questão de frisar que a copa universo, torneio preparatório para o NBB que será realizado entre os dias 23 e 25 de outubro em Salvador com o Vitória, Caxias do Sul, Minas e Brasília, possui conceito de comunicação e identidade visual criados pela empresa.

old20Se ainda encontram as dificuldades normais do mercado esportivo brasileiro, quase sempre reticente em investir em comunicação e marketing de maneira profunda e frequente (palavras minhas – Bala na Cesta), os elogios recorrentes, a aceitação do público e os novos clientes conquistados mostram que o caminho trilhado pelo trio está sendo bem feito. Um elogio especial é destacado por Romero como sendo inesquecível para ilustrar isso.

old30“Houve o jogo da NBA no Brasil ano passado e fui conversar com o Gustavo de Mello, Vice-presidente da NBA Mundo (entrevista que fiz com ele aqui). Fui me apresentar humildemente, ia dizer a ele quão inspirador ele é para mim e ele me deixou desconcertado quando disse: ‘Você é que é o rapaz da Old Coach? Tenho ouvido muitas coisas boas de. Meus parabéns’. Naquele momento meu olho se encheu de lágrima e corri para encontrar o João, que estava no ginásio, para abraçá-lo. Acho que estamos no caminho certo”, finaliza Romero.


Em busca do ‘incômodo’, Lucas Dias assina com o Paulistano
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Fábio Balassiano

lucas2Um dos principais nomes da nova geração do basquete brasileiro, Lucas Dias, All-Star em 2016 e eleito o Destaque Jovem do NBB quando teve as ótimas médias de 15,9 pontos, 5,4 rebotes e duas assistências em 32 minutos/jogo pelo Pinheiros, está de casa nova para a temporada 2016/2017.

Assim como o armador George Lucas, o Georginho, Lucas trocou o Pinheiros pelo Paulistano, eterno rival e vizinho de Jardins. O motivo é um só – o ala quer ser “incomodado”.

Lucas4“Achei que para o meu crescimento pessoal e profissional era importante ver situações novas, diferentes das que já tinha vivido. Posso te dizer com toda sinceridade que ter o Gustavo de Conti como técnico pesou nesta decisão também, bem como o plano de trabalho que o clube me apresentou. Não quero ser mais um na modalidade. Surgi muito bem, você acompanhou, dei uma caída, treinei muito para ter uma boa temporada, como foi a passada, e não quero sentir o gosto amargo que senti de novo. O NBB passado foi de retomada e agora quero seguir crescendo”, afirmou ao blog Lucas, que contou com o apoio de Diego, seu irmão, Neia, sua mãe, e Denise Focosi, seus anjos da guarda para tomar uma das decisões mais difíceis de sua vida.

gustavo11Entenda-se pelo incômodo citado lá em cima a carga de trabalho do exigente técnico Gustavo de Conti, ótimo desenvolvedor de atletas e muitíssimo focado em sistemas defensivos (uma dos pontoa a desenvolver de Lucas Dias, diga-se), o plano de treinamentos específicos que será aplicado tanto ao ala quanto a Georginho e está claro que Lucas está pensando não só em se manter bem no NBB, mas em dar, de forma segura, o próximo passo em sua carreira. Ligando os pontos: em 2017 ele terá a sua última oportunidade direta de ir para tentar chegar à NBA via Draft.

lucas1“Sem dúvida que isso pesou na minha decisão. Quero estar novamente bem, evoluir nos pontos que preciso e estar preparado para atingir o maior objetivo que tenho na minha carreira, que é jogar na NBA e também na seleção, disse o ala, que operou o joelho recentemente, motivo pelo qual não esteve em nenhuma convocação de 2016

Ao Pinheiros, dá pra imaginar a tristeza de perder de uma tacada das três principais revelações de sua divisão de base (Lucas, George e Humberto, que foi para o Flamengo), mas é importante que o clube entenda os motivos que fizeram os atletas tomarem estas decisões. O que pode ser pensado para que os jovens valores sejam criados e que queiram ficar por lá? É algo que a diretoria precisa pensar com muita calma.

ld3Para Lucas, só resta desejar sorte nesta nova etapa. Sempre foi um garoto muito focado, dedicado e que precisa de alguém para guiá-lo, treiná-lo e tirá-lo da zona de conforto. Alguém para decididamente fazê-lo sentir desconfortável, algo natural para os atletas que querem evoluir.

Este alguém será Gustavo de Conti, um dos melhores técnicos e mais promissores treinadores do país. O casamento tem tudo para render muitos frutos no Paulistano, que disputará além do NBB também a Liga Sul-Americana na próxima temporada.


O crítico jogo 2 para o Paulistano contra Brasília em São Paulo
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Fábio Balassiano

cap4O Paulistano até que controlou bem o jogo 1 contra Brasília na capital federal. Venceu o primeiro período por 24-12, sustentou essa vantagem no segundo quarto, levou 28-21 na volta do intervalo e foi para os 10 minutos finais precisando conter os rivais para abrir 1-0 nas quartas-de-final do NBB.

Ali a experiência brasiliense em momentos decisivos falou mais alto. Os 32-22 no período derradeiro trouxe a vitória de 88-83, fez com que os candangos abrissem 1-0 e colocou o jogo de hoje (19h30, pela Web) como muito crítico para o time de Gustavo de Conti.

cap6O Paulistano tem dois jogos em casa (hoje e sexta-feira). Vencer os 2 significa viajar para a capital protegendo o mando de quadra. Revés em um dos dois, voltar para Brasília com 2-1 para o adversário e jogar a temporada em um duelo com torcida contra. Perder os dois, eliminação.

Para o Paulistano, é fundamental diminuir o volume de jogo de Giovannoni e Deryk, autores de 35 dos 88 pontos de Brasília no jogo 1, ter mais precisão nas bolas de fora (7/23 de longe), municiar mais o pivô Caio Torres perto da cesta (ele pode produzir mais do que os 12 pontos do duelo inicial) e evitar que o rival tenha tantas oportunidades de um novo ataque através de rebotes ofensivos (foram 11 na primeira partida).

cap1Para os brasilienses, jogar de “coração livre e aberto” pode ser muito bom, já que a pressão está toda com o Paulistano logo mais. Para o time de Bruno Savignani, é mais um jogo.

Para o Paulistano, é o jogo mais importante da temporada até o momento. Perder logo mais significa ver o forte rival com 2-0 em uma série que (ainda) promete ser longa.


Oscilando, Paulistano encara Brasília em prova de fogo pelo NBB
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Fábio Balassiano

caio1Escrevi aqui sobre o Paulistano no começo de dezembro. Era o líder do campeonato, dono de mais um começo espetacular e autor da principal surpresa do NBB até aquele momento. Um mês se passou, e o time de Gustavo de Conti continua muito bem (11 vitórias em 14 jogos), mas precisa abrir o olho: foram duas derrotas nos últimos três jogos (contra Franca e Rio Claro – ambas em casa e contra times que não irão brigar pelo título).

Como prova de fogo, hoje será a vez de medir forças com o experiente time de Brasília, que venceu nas últimas quatro rodadas e que encosta no G4 para não mais sair. A partida, realizada no ginásio do Paulistano, em São Paulo, terá transmissão do site da Liga Nacional e começa às 19h30.

valtinho1Mais preocupante do que as derrotas recentes (todo mundo sabia que o Paulistano não ficaria com campanha “de Golden State” por muito tempo) é ver que o calendário começa a apertar a partir de agora. Depois de Brasília nesta terça-feira são sete dos oito próximos confrontos fora de casa (Basquete Cearense, Vitória-BA, Macaé, Flamengo, Caxias do Sul em SP, Pinheiros, Minas e Brasília de novo – desta vez na capital federal). Sair bem desta sequência duríssima de duelos será importante para Gustavo de Conti ter a exata sensação de onde sua equipe poderá chegar.

deryk1Do outro lado vale ficar de olho no crescimento de Brasília como um todo e do garoto Deryk Ramos em especial. Com Fúlvio ausente (lesionado), o camisa 9 assumiu a titularidade na armação e não tem decepcionado (pelo contrário). Sua média de 12,5 pontos e 3,3 assistências é ótima, mas o que dizer dos seus últimos cinco jogos? São 19,2 pontos (todas as partidas com 12+ pontos!) e 5,4 assistências. O time da capital, com seu novo técnico (o jovem Bruno), tem tudo para crescer e ir bem não só no NBB, mas também na Liga das Américas, e é bom ficar de olho em Giovannoni (18,5 pontos de média), Ronald (15,4 e 6,4 rebotes) e no jovem Deryk (21 anos apenas).

Este é o jogo pra ficar de olho logo mais. Paulistano ainda é o vice-líder do NBB, mas perdeu duas das últimas três e já vê Brasília tentando encostar no G4. Olho nos bons duelos, também, envolvendo Valtinho e Dawkins contra o jovem Deryk no perímetro e Ronald contra o experiente Caio Torres perto da cesta.


Podcast BNC: NBB na Rede TV, o Paulistano voando e a crise no Feminino
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Fábio Balassiano

gustavo1No programa dessa semana Pedro Rodrigues e eu falamos da chegada do NBB à Rede TV, do invicto Paulistano (tema de texto aqui hoje aliás), time do ótimo técnico Gustavo de Conti (na foto), da guerra declarada entre os times e atletas da LBF contra a Confederação Brasileira e, claro, de muita NBA no Perguntas e Respostas desta semana. Ouçam aí!

Caso você prefira, o link direto está aqui . Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!