Bala na Cesta

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A maior preocupação do Warriors no playoff da NBA é o seu próprio técnico – entenda!
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Fábio Balassiano

O Golden State Warriors que hoje às 23h30 (Sportv exibe) enfrenta o Portland Trail Blazers para fechar a série em 4-0 e avançar à segunda rodada tem uma preocupação imensa para os próximos confrontos nos playoffs da NBA. Não é uma franquia específica, um craque rival ou a situação física de Kevin Durant, que não jogou no sábado e muito provavelmente nem entrará em quadra hoje.

A maior preocupação do grande favorito ao título da temporada 2016/2017 atende pelo nome do técnico Steve Kerr. Ausente no começo do campeonato passado devido a problemas nas costas, o treinador teve dores imensas na coluna no sábado e não foi comandar a equipe contra o Portland no jogo 3.

A situação é tão crítica que Steve Kerr não conseguiu nem sair do hotel desde que chegou a Portland, garantiu que não vai também comandar o time nesta segunda-feira e afirmou para a imprensa local que se a situação não melhorar nos próximos dias ele ficará de fora até o final dos playoffs. Por enquanto, quem assume a prancheta do Golden State é Mike Brown, ex-técnico do Cleveland e assistente principal de Kerr no Warriors.

Se na quadra está indo tudo bem para o Warriors, que busca reconquistar o título da NBA perdido em 2016, fora dela a preocupação em torno de Steve Kerr, que tem o respeito dos jogadores e é considerado um dos melhores técnicos em ajuste durante os jogos, algo bem difícil no basquete, é bem grande na franquia de Oakland.


‘Choro’ dá certo, Memphis está liberado pra marcar e iguala série contra o Spurs
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Fábio Balassiano

Após as duas primeiras partidas da série contra o San Antonio Spurs, David Fizdale, o técnico do Memphis Grizzlies, soltou os cachorros: “Não recebemos o respeito que merecemos porque Mike Conley (armador do time) não enlouquece, tem classe, só joga o jogo. Mas eu não vou deixar que nos tratem desse jeito. Sabe, eu sei que Pop (Gregg Popovich, técnico dos Spurs) tem pedigree e eu sou um jovem novato, mas eles não vão nos tratar como calouros. Isso é inaceitável, não-profissional. Meus jogadores lutaram no jogo e ganharam o direito de estarem no jogo e eles (juízes) não nos deram nem uma chance (de ganhar). Toma essa informação”, afirmou.

Sua reclamação tinha um motivo claro. O San Antonio Spurs teve 57 lances-livres e 42 faltas apitadas a seu favor em dois jogos. Kawhi Leonard, melhor jogador do rival, 28 lances-livres cortados. Como um técnico uma vez me disse, nenhum treinador reclama pelo que já passou. Reclama para prevenir que aconteça novamente (ou seja, para o futuro). E não é que deu certo para o Memphis? Conhecido por sua defesa “pegadora”, forte, que maltrata os rivais, o Grizzlies começou o jogo sufocando Leonard, que só cobrou quatro lances-livres. Vitória do Memphis por 105-94.

Ontem, sábado, foi o jogo 4 em Memphis e nova vitória do Grizz faria o empate em 2-2 acontecer. E foi o melhor duelo do playoff da NBA até agora. Atuações brilhantes de Kawhi Leonard (43 pontos, sendo os últimos 16 do seu time no tempo normal, 8 rebotes e 6 roubos – apenas oito lances-livres) e Mike Conley (armador do Grizzlies teve 35 pontos, 9 assistências e 8 rebotes), prorrogação e no final um arremesso salvador do espanhol Marc Gasol a sete décimos pro final.

Vitória do Memphis (110-108), pra delírio da sua torcida, empate em 2-2 na série e a certeza de que o choro do técnico Fizdale deu certo (Kawhi só cobrou 12 lances-livres nas partidas 3 e 4). Abaixo a bola do espanhol Marc Gasol que deu a vitória ao Grizzlies.


LeBron James tem atuação épica, ‘vira o jogo sozinho’ e Cavs abre 3-0 contra o Indiana
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Fábio Balassiano

O jogo estava tranquilo, mole, fácil pro Indiana Pacers, que foi para o intervalo vencendo o Cleveland no jogo 3 da primeira rodada do playoff do Leste por 74-49 nesta quinta-feira em Indianápolis.

Só que do outro lado estava um cidadão chamado LeBron James. O camisa 23 colocou o Cavs nas costas, anotou 28 dos seus 41 pontos no segundo tempo e foi o principal responsável pela virada do seu time contra o Indiana no triunfo por 119-114 que abriu 3-0 nesta série. É a maior virada da história dos playoffs (considerando o placar do intervalo).

Foi uma exibição absurda, bem absurda, de gala, de um atleta totalmente fora da curva. E nas barbas do Larry Bird, o manda-chuva do Indiana Pacers e um dos melhores jogadores de todos os tempos. Pra quem tinha dúvida de quem É o melhor jogador do planeta (não do verbo estar, mas do verbo ser), tá aí a resposta:

LEBRON JAMES. E ponto final.


Outro recorde: Westbrook consegue 1° triplo-duplo de 50 pontos dos playoffs da NBA
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Fábio Balassiano

Russell Westbrook segue em sua temporada histórica na NBA. Depois de ter batido o recorde (42) e terminar com média de triplo-duplo na fase regular, o armador do Oklahoma City Thunder terminou a partida de ontem contra o Houston Rockets, válida pelos playoffs, com 51 pontos, 13 assistências e 10 rebotes, tornando-se o primeiro jogador da liga a conseguir um triplo-duplo com mais de 50 pontos em mata-mata.

No final das contas, entretanto, seus belíssimos números não deram a vitória ao Oklahoma. Westbrook foi muito marcado nos 12 minutos finais, onde errou 14 de seus 18 arremessos tentados, James Harden brilhou (35 pontos e 8 assistências), o Houston fez 29-22 no último período, venceu a partida por 115-111 e agora tem 2-0 na série contra o Thunder. O jogo 3 será nesta sexta-feira em Oklahoma.

Abaixo os lances da noite histórica de Russell Westbrook.


Lei do Ex e rede de TV ‘levam’ Bulls a improvável 2-0 contra o Celtics na NBA
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Fábio Balassiano

A rodada de ontem dos playoffs da NBA teve três times que perderam as primeiras partidas jogando em casa nesta terça-feira para tentar evitar o 2-0 do rival e a consequente chance do oponente fechar a série em 4-0 nos próximos duelos.

E a maior surpresa acabou acontecendo em Boston, onde o Celtics foi atingido pela Lei do Ex e sobretudo pela rede norte-americana TNT. Armador do Chicago, Rajon Rondo (foto) foi titular do Celtics campeão em 2008. Ídolo da franquia, foi trocado em 2014, nunca engoliu a negociação e ontem deu o troco em grande estilo. O camisa 9 comandou as ações do seu time, fez 11 pontos, apanhou 9 rebotes, distribuiu 14 assistências e ainda roubou 5 bolas para liderar o Bulls a uma importante vitória de 111-97 para abrir 2-0 na série. Os próximos dois jogos serão no United Center, em Chicago, na sexta-feira e no domingo.

Além da Lei do Ex aplicada por Rondo foi combinada a um fator até certo ponto engraçado e que agitou a internet durante a partida de ontem. O motivo é simples: o Chicago venceu os seus últimos 22 jogos transmitidos pela rede norte-americana TNT. Foi com a emissora exibindo, por exemplo, que a equipe bateu o Cavs três vezes durante a temporada regular. Os dois primeiros dois jogos dessa série contra o Boston foram da TNT e… houve dois triunfos do Bulls. Já há na internet uma logomarca da emissora com as cores do Chicago (vermelha e preta – veja ao lado). Pra sorte do Celtics, o jogo de sexta-feira será exibido pela ESPN, embora o de domingo, o quarto duelo, tenha a mesma TNT transmitindo.

Vale lembra que na história da NBA apenas em cinco oportunidades o cabeça-de-chave 8 (caso do Bulls agora) venceu uma série contra o número 1 (Celtics em 2017). A última vez que isso ocorreu inclusive foi em 2012 contra o Bulls (o Sixers fez 4-2 naquele ano em que Derrick Rose se lesionou).

Em Los Angeles o Clippers também suou horrores, mas contou com 63 pontos do seu trio formado por Blake Griffin, DeAndre Jordan e Chris Paul para igualar a série contra o Utah Jazz ao fazer 99-91. O duelo agora também está 1-1 e os próximos dois confrontos serão em Salt Lake City.

No Canadá o Toronto Raptors foi inconstante e permitiu a reação do Bucks em alguns momentos mas prevaleceu no final ao vencer por 106-100 apesar da grandíssima atuação de Giannis Antetokunmpo, que somou 24 pontos, 15 rebotes e 7 assistências. Kyle Lowry se recuperou da partida inicial horrível que teve (4 pontos) e saiu-se com 22 e uma bola final nos últimos segundos que sacramentou o triunfo torontino. A série agora viaja para duas partidas em Milwaukee com 1-1.

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‘Oscar seria um dos 50 melhores jogadores da história da NBA’, afirma Kobe Bryant
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Fábio Balassiano

Oscar Schmidt seria um dos 50 melhores jogadores da história da NBA. Não acho que há dúvida sobre isso. A NBA celebrou em 1997 os seus 50 melhores jogadores. Oscar estaria lá. Sem dúvida. Acho que perdemos a oportunidade de ter Oscar na NBA. Perdemos a oportunidade de ver um jogador que poderia ter sido um dos melhores de todos os tempos. Queria que o mundo pudesse tê-lo visto jogar porque ele seria sensacional

Ele era uma máquina de fazer pontos e sempre foi muito simpático comigo. Eu estava sempre na quadra brincando e Oscar poderia não ligar muito, mas era o contrário. Sempre muito divertido, amoroso, carinhoso comigo e com as outras crianças. Ele teve um grande impacto em minha vida. Pela sua personalidade, estilo de jogo e pela sua natureza agregadora. Estava sempre aberto e jogava com muita paixão. Você podia sentir essa paixão dele pelo jogo, então imagina o que isso faz pra uma criança assistindo o cara jogar. A melhor maneira para as crianças dos Estados Unidos entenderem como o Oscar jogava é olhar para o Magic Johnson. O entusiasmo, a intensidade e as emoções ficavam à flor da pele

Esta são apenas duas das incríveis declarações de Kobe Bryant no especial “Oscar por Kobe”, que será exibido hoje às 22h30 pela ESPN logo após o segundo jogo entre Cleveland Cavs x Indiana Pacers pelos playoffs da NBA, que começa às 20h.

O blog teve acesso ao material em primeiríssima mão e pode afirmar com toda certeza: o conteúdo da reportagem exclusiva do repórter José Renato Ambrósio é sensacional mesmo para quem já viu e leu muita coisa a respeito da reverência de um dos melhores jogadores da NBA de todos os tempos para com Oscar Schmidt, Hall da Fama (2013) e ídolo de infância de Kobe.

Se há coisa a dizer a vocês, é o seguinte: o especial desta segunda-feira à noite é emocionante e lindíssimo. Não percam.


Bolão Bala na Cesta dos playoffs da NBA – participe você também!
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Fábio Balassiano

Então é isso, pessoal. Chegamos naquele momento do ano que todo mundo gosta, né? Os playoffs da NBA.

E como eu sei que vocês também se amarram eu lanço mais uma vez o “Bolão Bala na Cesta dos playoffs da NBA”. Vocês têm até o começo da rodada de 2a pra colocar seus palpites.

E desta vez temos uma novidade: o vencedor tem direito a um prêmio, uma camisa da NBA. Fechamos assim? Valendo! Divirtam-se.

Aqui o link para colocarem os palpites

 

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Meus prêmios para a temporada 2016/2017 da NBA
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Fábio Balassiano

O playoff da NBA começa amanhã, teremos aquela famosa análise das séries da primeira rodada neste sábado, mas por enquanto vamos lá eleger os melhores da temporada 2016/2017 do melhor basquete do mundo. Vamos lá

MVP: Russell Westbrook (Thunder) vence disputa acirrada contra James Harden. Não “só” pelos 42 triplos-duplos, pela média de triplo-duplo, mas por levar um time MUITO fraco como é este Oklahoma ao sexto lugar do Oeste. O troféu de melhor jogador da temporada serve, também, para premiar feitos fora do normal, extraordinários, surreais, incríveis. É o caso do que fez e está fazendo Westbrook.

QUINTETO IDEAL: Russell Westbrook (Thunder), James Harden (Rockets), Kawhi Leonard (Spurs), LeBron James (Cavs) e Rudy Gobert (Jazz)

MELHOR TÉCNICO: Mike D’Antoni (Rockets), com menções honrosas a Brad Stevens (Celtics), Scott Brooks (Wizards), Billy Donovan (Thunder) e especialmente Erik Spoelstra, que quase levou um terrivelmente ruim Miami Heat ao playoff (ele dirigiu um elenco com 12 jogadores da Liga de Desenvolvimento, teve 41 vitórias e só foi eliminado no critério de desempate contra o Chicago Bulls).

MELHOR CALOURO: Dario Saric (Sixers), principalmente pela lesão do seu companheiro Joel Embiid, que jogou muito bem, mas por apenas 31 jogos, motivo pelo qual eu descartei o Embiidão da Massa.

MELHOR RESERVA: Eric Gordon (Houston Rockets)

EXECUTIVO DO ANO: Daryl Morey (Houston Rockets), por contratar o técnico Mike D’Antoni e por ter reforçado o elenco com peças como Ryan Anderson, Eric Gordon, Nenê e Lou Williams, cercando a Harden de jogadores talentosos.

JOGADOR QUE MAIS EVOLUIU: Giannis Antetokounmpo, do Milwaukee Bucks. Ele se tornou simplesmente o primeiro da história da NBA a estar no Top-20 em pontos (22,9), rebotes (8,8), assistências (5,4), tocos (1,9) e roubadas (1,6). Assustador, né? E o meninão de 2,11m tem apenas 22 anos.

MELHOR DEFENSOR: Rudy Gobert (Utah Jazz)

JOGADOR SURPRESA: Nikola Jokic (Denver Nuggets)

JOGADOR DECEPÇÃO: Joakim Noah (New York Knicks)

TIME SURPRESA: Oklahoma City Thunder (no playoff mesmo sem Kevin Durant e Serge Ibaka)

TIME DECEPÇÃO: Detroit Pistons

MELHOR BRASILEIRO: Nenê (Houston Rockets)

MOMENTO MAIS EMOCIONANTE DA TEMPORADA REGULAR: O jogo do triplo-duplo de número 42 de Russell Westbrook em Denver (com direito a 50 pontos e bola vencedora no final)

MOMENTO MAIS SURREAL DA TEMPORADA: Quando os jogadores do Oeste comemoram efusivamente uma ponte aérea entre os antes amigos, agora inimigos, Russell Westbrook e Kevin Durant no All-Star Game.

E aí, concorda comigo? Dê você também os seus votos!

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Sete razões pra você ficar de olho nos playoffs da NBA que começam amanhã
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Fábio Balassiano

Os playoffs da NBA começam amanhã (aqui dias, horários e transmissões completas desta primeira rodada) já com três jogos sendo exibidos para o Brasil e têm tudo para ser muito especiais. Amanhã faço as análises e os palpites de todos os oito duelos desta primeira rodada, prometo. Mas agora coloco abaixo 7 itens para ficarmos de olhos bem abertos no mata-mata do melhor basquete do mundo. Vamos lá:

1) James Harden x Russell Westbrook -> Ex-companheiros em Oklahoma no começo de suas carreiras, os agora candidatos a MVP da temporada 2016/2017 se enfrentam na primeira rodada no duelo envolvendo Houston Rockets e Oklahoma City Thunder. Em quadra estarão simplesmente 64 triplos-duplos desta fase regular (42 de Russ, 22 do Barba). O Houston é o grande favorito no confronto, tem mais elenco, um técnico mais experiente na NBA (Mike D’Antoni em relação a Billy Donovan, que é ótimo mas que está em seu segundo ano), mas vale a pena ficar de olhos bem abertos no que Russell Westbrook e o Thunder, totalmente franco atiradores e sem pressão alguma, podem fazer.

2) Cinco brasileiros em ação -> É bem verdade que apenas Nenê tem tido tempo de quadra razoável no Houston Rockets, mas teremos, além dele, outros três jogadores do país à disposição de seus respectivos times nesta pós-temporada da NBA. Cristiano Felício deve ter seus 10/15 minutos no Chicago Bulls que tem uma parada duríssima contra o Boston Celtics, Lucas Bebê e Bruno Caboclo estarão no elenco do Toronto Raptors que pega o Bucks, e Raulzinho, armador que ganhou um pouco mais de espaço pelo Utah Jazz neste final de fase regular como reserva da armação de George Hill, deverá aparecer contra o Clippers.

3) Durant, Curry e Klay juntos pela primeira vez no mata-mata -> O trio de ouro do Golden State Warriors jogou muito bem durante a fase regular até que Kevin Durant se machucou pouco depois do All-Star Game. KD, Steph Curry e Klay Thompson voltaram a atuar na mesma quadra apenas no sábado passado, quando o camisa 35 (Durant) retornou à ação. Agora eles estarão juntos contra o Portland para jogarem pela primeira vez juntos uma série de playoff. Promessa de quase 90 pontos por jogo da tríade.

4) Kawhi Leonard e o San Antonio Spurs -> O New England Patriots da NBA. Chega todo ano, incomoda todo ano, “belisca” todo ano. Tem chance todo ano. Em 2017 não é diferente, né? E nesta temporada com um diferencial: Kawhi Leonard teve desempenho fantástico, digno de MVP (não será eleito, mas jogou como tal). O camisa 2 do Spurs está entre os cinco melhores de ataque e de defesa da NBA, tem um confronto razoavelmente tranquilo contra o Memphis nesta primeira fase e tem tudo para embalar até o final da conferência, em um aguardado e possível duelo contra o Golden State Warriors. O elenco ainda conta com feras como Manu Ginóbili (argentino craque de bola!), Tony Parker, LaMarcus Aldridge, Pau Gasol, Danny Green, Patty Mills, entre outros ótimos jogadores.

5) Isaiah e o Boston líder do Leste -> Quem diria que em uma conferência com o Cleveland Cavs, de LeBron James, o Celtics conseguiria ser o primeiro, hein. Mas conseguiu. Com 53 vitórias (Cavs teve 51) a franquia liderou e terá o mando de quadra até o final do Leste graças ao baixinho Isaiah Thomas (1,75m), terceiro maior cestinha da NBA nesta temporada com 28,9 pontos e dono de desempenhos fantásticos em últimos períodos (quase dez pontos por jogo nos últimos 12 minutos de uma partida, melhor marca do século). Olho nos verdinhos e sobretudo na festa que será feita a partir de amanhã às 19h30 no TD Garden, no jogo 1 contra o perigoso Chicago Bulls (a ESPN exibe o primeiro duelo).

6) Não descartemos LeBron James -> A errática temporada regular de 2016/2017 do Cleveland traz motivos de sobra para ficarmos com um pé (ou os dois) atrás em relação a performance do Cavs nestes playoffs. O time foi de uma irregularidade atroz, a defesa pecou demais e em alguns momentos nem mesmo Kyrie Irving conseguiu elevar o nível para chegar perto de LeBron. As 51 vitórias desta primeira fase denotam o pior desempenho de um time de LeBron James desde que ele saiu de Cleveland rumo a Miami em 2011. Isso tudo, porém, pode ser esquecido se a equipe voltar a jogar o que sabe – ou o que apresentou no playoff do ano passado, quando foi campeã. Não dá, portanto, pra descartar o camisa 23 de Ohio.

7) A festa da torcida do Toronto… fora do ginásio -> Tá vendo esse mundo de gente na foto ao lado? Pois então. Foi durante o playoff de 2016 em Toronto do lado de fora do ginásio. Dentro do Air Canada Centre, quase 20 mil pessoas. Na praça em frente ao local, quase 100 mil pessoas por jogo assistiam e torciam juntas pela franquia canadense. Dá pra esperar exatamente a mesmíssima festa em 2017. Os torontinos são apaixonados pelo seu time e têm esperança de repetir de ir longe de novo neste ano.

Se a temporada 2016/2017 da NBA foi mega histórica, é hora de esperar que os playoffs sigam nesse ritmo incrível.


Onze motivos que provam que a temporada 2016/2017 da NBA foi histórica
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Fábio Balassiano

A fase regular da NBA terminou ontem, os confrontos do playoff que começam sábado já estão definidos (mais aqui) e em junho saberemos o grande campeão de uma temporada histórica do melhor basquete do mundo.

Sei que muitas vezes esse termo (histórico) é usado de forma exagerada, mas no caso da temporada 2016/2017 é a mais pura verdade. Quer ver? Coloco 11 motivos que provam isso.

1) Devin Booker com 70 pontos -> Maior marca desde os 81 pontos de Kobe Bryant, ela foi alcançada pelo jovem ala do Phoenix Suns (20 anos) no dia 24 de março de 2017 em Boston contra o tradicional Boston Celtics. O feito de Booker foi tão incrível que ele foi aplaudido inclusive pela torcida do rival.

2) Warriors com terceira temporada seguida com mais de 65 vitórias -> Nunca antes na história da NBA houve um time com 65 ou mais vitórias na temporada regular. O time venceu ontem o Los Angeles Lakers e terminou a temporada com 67-15, melhor campanha da liga e número igual ao alcançado em 2015, quando conseguiu o título da NBA. Em 2016 foram 73.

3) Recorde e média de triplo-duplo -> Russell Westbrook é o responsável por isso. O armador do Oklahoma City Thunder alcançou o feito que era aparentemente inatingível ao conseguir 42 triplos-duplos, superando a marca de 41 de Oscar Robertson em 1961/1962, e se juntando a Big-O como os agora únicos a obterem MÉDIA de triplo-duplo em uma temporada regular da NBA. Russ fechou o campeonato com 31,6 pontos, 10,4 assistências e 10,7 rebotes.

4) Westbrook com triplo-duplo perfeito -> Não foi só a média e nem a quantidade que fizeram a temporada do camisa 0 do Oklahoma ser absurdamente fantástica. No dia 22 de março ele conseguiu o primeiro triplo-duplo perfeito da história da NBA. Contra o Sixers o armador acertou seus seis arremessos de quadra, seus 6 lances-livres e terminou com 18 pontos, 14 assistências e 11 rebotes. Incrível!

5) Primeiro triplo-duplo sem “ponto” -> Se Westbrook bateu o recorde, o que dizer do feito de Draymond Green? O ala-pivô do Golden State obteve o primeiro triplo-duplo da história da NBA sem chegar a 10 pontos. No dia 10 de fevereiro de 2017 Draymond obteve 11 rebotes, 10 assistências e 10 roubos de bola, tornando-se o primeiro atleta da liga a conseguir um TD sem ter chegado a 10 pontos. Apenas como curiosidade: caso tivesse alcançado dois dígitos também em pontos ele se juntaria a um grupo que conta apenas com quatro atletas. Nate Thurmond, Alvin Robertson Hakeem Olajuwon (duas vezes) e David Robinson são os únicos que chegaram ao dificílimo quádruplo-duplo.

6) Pior derrota da franquia Lakers -> A catastrófica temporada do Los Angeles Lakers teve o seu ponto mais baixo no dia 22 de janeiro de 2017 quando o time de Luke Walton levou uma tunda do Dallas Mavs por 122-73. A diferença de 49 pontos configura-se no pior revés da história de um dos times mais vencedores da NBA. Antes a pior derrota fora de 48 pontos em março de 2016 contra o Jazz, em Utah. O requinte de crueldade é que no mesmo 22 de janeiro, só que de 2006, Kobe Bryant anotou sozinho 81 pontos, 8 a mais do que, 11 anos depois, o time inteiro do Lakers contra o Dallas.

7) 300 bolas de 3 de Curry. De novo -> Steph Curry, o brinquedinho assassino, como costuma dizer Romulo Mendonça, narrador da ESPN, conseguiu de novo chegar a marca surreal de 300 bolas de três pontos em uma temporada da NBA. Em 2015/2016 ele se tornou o primeiro da história a alcançar o feito – foram 402 bolas convertidas (5,1 por noite com 45% de acerto). Em 2016/2017 ele repetiu a dose com 326 (4,1 conversões por jogo, com 41% de aproveitamento). São as duas maiores marcas da liga. O camisa 30 do Golden State Warriors tem também a quarta maior (206, em 2014/2015).

8) LeBron James em 9° em pontos -> O craque do Cavs segue em sua escalada para se tornar um dos maiores pontuadores de todos os tempos. Nesta temporada ele ultrapassou Shaquille O’Neal, com quem jogou em Cleveland anos atrás, e já está em nono com 28.787. Seu próximo alvo é Moses Malone, que marcou 29.580 em sua vida profissional. Tem muita gente que aposta que LeBron James chegará inclusive a alcançar Kobe Bryant, o terceiro na lista dos maiores cestinhas de todos os tempos (33.643).

9) Dirk 30K –> LeBron James está em nono, mas e Dirk Nowitzki? O ala do Dallas Mavs chegou a 30 mil pontos nesta temporada, colocando-se em sexto entre os maiores cestinhas de todos os tempos e sendo o primeiro estrangeiro a superar a marca dos 30 mil. O camisa 41 do Dallas pôs definitivamente o seu nome na história.

10) Klay 60 em 29′ -> Máquina de pontuar, Klay Thompson exagerou nesta temporada. O ala do Golden State Warriors conseguiu anotar 60 pontos em apenas 29 minutos contra o Indiana Pacers em casa. Foram 21/33 nos arremessos, sendo 8/14 nas bolas de três, e 10/11 nos lances-livres. O camisa 11 sequer jogou o último período da partida em que seu time venceu por 142-106.

11) Rockets com mais de 1.000 bolas de 3 -> O número é inacreditável, mas é isso aí mesmo. O Houston Rockets converteu surreais 1.180 bolas de três pontos em seus 82 jogos, uma média de 14,3 por partida. O número, obviamente, é o maior da história da NBA.

E aí, depois disso tudo alguém ainda tem dúvida que a temporada 2016/2017 da NBA foi pra lá de especial?

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