Bala na Cesta

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Ídolo em Los Angeles, Shaquille O’Neal vira estátua na frente do ginásio
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Fábio Balassiano

Considerado um dos melhores pivôs de todos os tempos, Shaquille O’Neal foi imortalizado mais uma vez pela franquia Lakers na noite desta sexta-feira.

Depois de ter visto a sua camisa 34 ser aposentada na temporada passada Shaq esteve ontem em Los Angeles para ver a inauguração da sua estátua na frente (imagem ao lado) do Staples Center, ginásio da equipe pela qual conquistou três títulos (2000, 2001 e 2002), três MVP’s das finais (nos mesmos anos dos canecos) e um MVP de temporada regular (2000). Ao lado de Kobe Bryant o pivô foi responsável por acabar com a seca da franquia de mais de 10 anos (desde 1988 não conquistava título) e pela criação de uma das melhores duplas da história da NBA.

A cerimônia contou com as presenças e os discursos emocionados de Kobe Bryant, amigo que virou desafeto e depois voltou a ser amigo, Phil Jackson, seu técnico no Lakers, Jerry West e Kareem Abdul-Jabbar, pivô que também tem uma estátua na frente do Staples Center.

Abaixo alguns lances da carreira de Shaq, um dos jogadores mais carismáticos da história da liga, com a camisa do Lakers.


Conheça a fortuna dos donos mais ricos da NBA – Michael Jordan não está entre os 10 primeiros
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Fábio Balassiano

A NBA é uma das ligas esportivas mais ricas do mundo. O salário médio dos atletas está em US$ 4,6 milhões, e 29 deles receberão mais de US$ 20 milhões em 2016/2017. LeBron James, com US$ 31 milhões, é o que mais recebe no atual campeonato. Mas e entre os donos, quem lidera a lista entre os mais ricos?

Muita gente pode pensar em Michael Jordan, sócio majoritário do Charlotte Hornets, mas o melhor jogador de todos os tempos não está nem entre os dez mais ricos. Jordan figura apenas na posição 19, com uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão. Pouco se comparado ao que registram os cinco mais ricos.

Na quinta posição está Micky Arison, com fortuna avaliada em US$ 7,1 bilhões. Arison fez fama no mercado de cruzeiros e comprou o Miami Heat em 1995. É o único do Top-5 dos mais ricos que possui título da NBA (viu o Heat vencer em 2006, 2012 e 2013). Pouco acima dele está Mikhail Prokhorov, com US$ 7,6 bilhões. Dono do Brooklyn Nets desde 2010, o russo fez fama em seu país com empresas de metais e no ramo do gás.

Terceiro mais rico entre os donos da NBA, Stanley Kroenke, do Denver Nuggets, tem US$ 7,7 bilhões e ama esportes. Ele é um dos sócios da franquia Rams, do futebol americano, e o principal responsável por tirá-la de Saint Louis e levá-la a Los Angeles recentemente. Com mais que o dobro de Kroenke vem Paul Allen (US$ 17,7 bilhões), que também é proprietário de um time da NFL (o Seattle Seahawks). Allen (foto), comandante do Portland Trail Blazers desde 1988, é um dos fundadores da Microsoft e também é conhecido pelo seu Octopus, o maior navio particular do mundo (126 metros de comprimento, ou 414 pés).

E o mais rico dono da NBA, quem é? O maior dos bilionários Steve Ballmer, que em 2014 comprou o Los Angeles Clippers por US$ 2 bilhões.

Para quem foi presidente da Microsoft e tem uma fortuna estimada em mais de US$ 28,1 bilhões, é quase um troco, né? Ballmer é conhecido por sua vibração durante os jogos do Clippers e por ser um dono bem mão aberta e sonhador. Não é segredo pra ninguém que o sonho dele é vencer um título rapidamente, motivo pelo qual seu time tem a quarta folha salarial mais alta da NBA atual, com US$ 114 milhões no ano.

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Dez fatos sobre Jerry Krause, o ‘arquiteto’ do Bulls 6X campeão que faleceu nesta semana
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Fábio Balassiano

Na terça-feira um dos maiores gênios da história do basquete faleceu aos 77 anos. Nunca fez uma cesta, nunca desenhou uma jogada na prancheta, nunca pegou um rebote. Mas Jerry Krause criou o mítico Chicago Bulls da década de 90.

Manda-chuva do esquadrão que tinha Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman, além do comando de Phil Jackson, Krause foi o arquiteto simplesmente de um dos melhores times da história do basquete (o Chicago campeão de 1996). O que nem todo mundo sabe sobre a vida dele? Separei dez fatos bem diferentes. Vamos lá:

1) Relação horrível com Michael Jordan -> Turrão, viciado em trabalho, frio e pulso firme, Jerry Krause liderou o Chicago Bulls entre 1985 e 2003. Chegou a Illinois, portanto, um ano depois da franquia ter escolhido Michael Jordan no Draft de 1984. A relação de Krause com o melhor de todos os tempos sempre foi péssima. Jordan queria ditar as regras. Krause brecava. Jordan queria mais que o máximo dos salários. Krause não pagava. Jordan queria indicar todos os jogadores de North Carolina. Krause não ouvia. Jordan se irritou quando soube que Doug Collins, o técnico, seria demitido. Krause fingiu que não era com ele e mandou o treinador embora. Para se ter uma ideia de como os dois não se bicavam, Krause ordenou que MJ não jogasse mais na temporada de 1985 pois o camisa 23 tinha sofrido uma grave lesão no pé. Jordan peitou o gerente-geral e voltou na marra. Se tivesse seguido a ordem de Krause o mundo não teria visto o jogo de 63 pontos contra os Celtics nos playoffs. Aquele duelo que o Larry Bird disse “Eu vi Deus disfarçado de Michael Jordan.”

2) A troca incrível para ter Scottie Pippen e a irritação de Jordan -> Michael Jordan dizia aos quatro ventos que só seria campeão quando tivesse companheiros do seu nível. E Jerry Krause sabia disso. Por isso no Draft de 1987 ele fez de tudo para selecionar um garoto esguio de Little Arkansas. Cedeu Olden Polynice e picks futuros para o Sacramento em troca de Scottie Pippen, a quem ele considerava o par perfeito para o futuro de Jordan. Muita gente estranhou, porque Pippen jogava em um circuito universitário de menos fama, menos força, e sua capacidade de se adaptar a NBA era bastante questionada por outros olheiros. O camisa 23, por sua vez, também não gostou nada e no dia seguinte da seleção do Draft encontrou Krause no Centro de Treinamento. Jordan virou-se para o chefe e disse: “Espero sinceramente que ele seja forte o suficiente para jogar aqui”. Krause estava certo.

3) Relação pior ainda com Scottie Pippen -> Se com Michael Jordan o dia a dia era péssimo, com Pippen era ainda pior (e muitas vezes Jordan tinha que interceder a favor de seu companheiro). Pippen considerava que era subestimado por todos na organização, que não recebia o quanto merecia e quando MJ foi jogar baseball ninguém da franquia acreditava que ele poderia ser o grande líder que ele, Pip, pensava que era. Em 1994, em uma série de playoff contra o Knicks, Phil Jackson chamou a jogada final para final para Toni Kukoc, deixando Pippen enfurecido. O camisa 33 se negou a retornar para a quadra, o Bulls perdeu a série e o clima no vestiário azedou. Krause virou-se para o treinador no final da temporada e disse: “Ele nunca será (o líder que pensa que é)”.

4) Visionário da Europa contratando Toni Kukoc -> Era o ano de 1988 quando um ex-jogador do Chicago ligou para Krause e disse: “Tenho um garoto jogando contra mim na Europa que você precisa conhecer. Altura de ala-pivô, habilidade de armador e arremesso de um ala-armador. Venha vê-lo”. Krause foi e conheceu Toni Kukoc, ala que seria peça fundamental no segundo tricampeonato do Chicago Bulls. Hoje em dia a gente vê milhares de estrangeiros na NBA e acha normal. No Draft de 1990, houve apenas quatro gringos entre os 54 escolhidos. Chamado de Magic Johnson branco, Kukoc só chegou à NBA em 1993, mas com reputação surreal de incrível (três títulos da Euroliga, medalha de prata em Barcelona-1992 e 3 MVP’s de Final Four da Euroliga no bolso). Com uma relação pouco amistosa com Michael Jordan, que achava que Krause o tratava melhor que o restante do elenco, Kukoc impressionava a todos na organização porque não reagia ou reclamava de nada. Krause conta que quando trocou o croata em 1999/2000 chorou pela primeira vez em uma negociação. Mandar embora um de seus atletas preferidos mexeu com o gelado coração do manda-chuva do Bulls.

5) Primeira chance de Phil jackson -> No verão de 1987 Krause queria mexer na comissão técnica do Chicago Bulls. Queria, na época, sangue novo, uma visão diferente de basquete. Chamou Phil Jackson para uma entrevista de emprego, mas não se animou muito quando o então técnico da CBA, liga menor dos Estados Unidos, chegou a sua sala com uma calça de linho branca, chapéu Panamá e camisa com botões abertos. Mesmo assim optou por contratá-lo. Dois anos depois, bancou Phil Jackson como técnico principal da franquia. Mesmo com seis títulos conquistados a relação com Phil era de tapas e beijos. Antes da temporada 1997/1998 havia rumores que o treinador não voltaria ao cargo. Krause conseguiu renovar, mas apenas por um ano. Na coletiva disse na frente da imprensa: “Mesmo se conseguirmos a campanha de 82-0 será a nossa última temporada juntos”. Não foi a toa que Phil Jackson descrevia aquele campeonato como “A última dança”.

6) Dennis Rodman mudo no primeiro contato -> Contratar Dennis Rodman para o time que acabou ganhando o segundo tricampeonato do Chicago Bulls parece uma jogada genial, mas foi muito arriscada. Dono de temperamento forte e figura daquele Detroit Pistons que amassava os Bulls na década de 80, Rodman foi trocado pelo San Antonio Spurs por dois pacotes de mariola e Will Perdue. Krause achava que tinha feito o melhor emprego do mundo até que o ala-pivô se apresentou para o primeiro contato com a franquia e ficou mudo. Krause falou por duas horas e Dennis Rodman apenas ouvia, ouvia e ouvia (ou fingia ouvir). No final, Phil Jackson, o Mestre Zen, foi convidado a interceder. Chamou Rodman no canto, trocou cinco palavras e deu a confirmação para Krause de que estava tudo ok. Rodman saía da sala quando virou-se para o gerente-geral e disse: “Eu sei porque eu vim para cá. Não precisava falar por tanto tempo se o meu negócio aqui será pegar rebotes para o Michael Jordan arremessar”.

7) Técnico “cortejado” em pleno casamento da filha -> Em 1997 uma das filhas de Krause se casou. Toda a comissão técnica do Chicago foi convidada, com exceção de Phil Jackson. A relação era péssima entre ambos. Chegando a festa os assistentes do Bulls se chocaram quando viram Tim Floyd, técnico da Universidade de Iowa, entre os presentes. Depois das fotos Krause pegou uma bebida e se sentou na mesa da família de Floyd. A conversa para o técnico suceder a Phil Jackson no começo da temporada seguinte estava sendo desenhada em um evento pessoal e na frente dos comandados de Phil Jackson. Era a cara de Krause, mas a taca deu errado. Três temporadas e 45 vitórias depois, Floyd foi demitido e é até hoje considerado um dos piores treinadores que passaram pelo Bulls (era o pós-Jordan, lembremos).

8) Começo dele no baseball -> Krause ficou conhecido no Chicago, mas era scout (olheiro) no baseball também. Dono de olho clínico para recrutar talentos, ele trabalhava para Jerry Reinsdorf, do Chicago White Sox, quando recebeu do patrão o convite para fazer a mesma coisa no seu time de basquete. Já havia feito isso na década de 70, inclusive para o Bulls, e decidiu topar. Meses depois ele foi alçado a condição de gerente-geral da franquia, conseguindo negociações, trocas e movimentações incríveis no final da década de 80.

9) A frase que “matava” Michael Jordan por dentro -> “Quem ganha o jogo não é jogador. É a organização da franquia”. Krause pregava essa frase no Centro de Treinamento do Chicago Bulls e muita gente diz que quando Michael Jordan passava por isso sempre dava um tapa na parede. Era a filosofia do chefe, mas contrastava com ego e talento de Jordan. No final das contas, os dois estavam errados e certos. O Chicago Bulls, complicado e perfeitinho, é que fazia com que Michael Jordan brilhasse. E era Michael Jordan, genial, que levava o Chicago aos títulos.

10) Tex Winter, o único “Coach” -> O único técnico da vida que Jerry Krause chamava de Coach era Tex Winter, o inventor do Sistema de Triângulos que “gerou” 11 títulos na NBA (seis em Chicago e cinco no Los Angeles Lakers). Havia momentos que Krause não conversava com Phil Jackson, mas sim com Winter, a quem considerava um mentor, um gênio, um mito do basquete. Por causa da não indicação de Winter para o Hall da Fama Krause afirmou que não compareceria a nenhuma cerimônia de indução dos novos Hall da Fama enquanto Tex não fosse homenageado. Em 2009 Michael Jordan foi condecorado. Jerry Krause não estava na cerimônia.


Preocupado com times que poupam atletas, chefe da NBA pede ajuda a donos das equipes
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Fábio Balassiano

Nas duas últimas segundas-feiras Adam Silver chegou ao seu escritório em Nova Iorque com um problemão a resolver. O comissário-geral da NBA precisaria ligar para o diretor geral da ABC para contornar uma situação inusitada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

Duas temporadas atrás a emissora norte-americana fechou com a liga norte-americana a transmissão de jogos aos sábados à noite. Era o acordo dos sonhos para a NBA, que conseguiria TV aberta, horário nobre, audiência absurda. Mas está dando errado, muito errado. Nas duas últimas partidas que a ABC exibiu simplesmente o melhor produto não chegou ao cliente final (o telespectador) porque os técnicos decidiram poupar seus melhores atletas. E aí o comissário-geral decidiu agir.

Silver enviou na segunda-feira um memorando bem forte aos donos das 30 franquias da NBA explicando como este tipo de atitude pode impactar na reputação do esporte, em uma queda brusca de audiências e sobretudo na receita com venda de ingressos (o site oficial da liga inclusive publicou parte do conteúdo, em uma prova de transparência incrível). Nenhum torcedor, agora, sabe exatamente que tipo de jogo verá quando comprar o seu ingresso com antecedência.

“Decisões deste tipo podem afetar fãs e parceiros de negócios, nossa reputação e prejudicam a percepção sobre o nosso esporte. Com tanta coisa em jogo, é simplesmente inaceitável que vocês, donos das franquias, não se envolvam ou participem desta tomada de decisão em suas organizações”, escreveu Silver, antecipando que este tema de times que poupam atletas será muito discutido na próxima reunião dos donos no dia 6 de abril em Nova Iorque.

Comentei aqui que há 15 dias no San Antonio Spurs x Golden State Warriors os dois times foram a quadra sem Kawhi Leonard, LaMarcus Aldridge, Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green (estes três últimos poupados). Neste último sábado, o Cleveland foi a Los Angeles e enfrentou o Clippers sem LeBron James, Kevin Love e Kyrie Irving. O resultado prático? Jogos sem graça, fãs frustrados, mídias sociais criticando pesadamente os treinadores e a credibilidade da liga em dúvida. Mais que isso: as audiências, que eram esperadas para chegar a casa dos 4 milhões de telespectadores, alcançou 2 milhões no jogo do San Antonio e 1,5 milhões na partida em Los Angeles. É mais ou menos como você comprar um ingresso para ver o Rolling Stones cantar e chegando lá notar que substituíram o Mick Jagger e o Keith Richards. Silver fez questão de lembrar disso no memorando para os donos dos times.

“Por favor, lembre-se de que, de acordo com as atuais regras da liga, as equipes são obrigadas a dar aviso ao escritório da liga, ao seu adversário e a mídia imediatamente sobre um jogador não participar de um jogo devido ao repouso. O não cumprimento destas regras resultará em penalidades significativas. Reforço que recentemente fechamos um acordo com as televisões, principais difusoras do nosso esporte”, escreveu Silver, deixando claro o impacto que pode haver com ABC e TNT, que pagaram quase US$ 24 bilhões para ter o produto NBA em suas grades de programação até a metade da próxima década.

Do meu canto, vale dizer que é muito óbvio o que Adam Silver está tentando fazer – pressionar os donos para que os técnicos coloquem em quadra sempre os melhores atletas, não impactando assim na relação da liga com os patrocinadores e sobretudo na imagem da NBA para com os fãs. Ele está olhando pelo lado do negócios, no que ele está certíssimo. O fato é que hoje em dia ninguém sabe que produto irá encontrar na quadra quando vai ao ginásio ou vê uma partida pela televisão. Do outro lado, porém, estão os treinadores, que têm todo direito de descansar seus atletas. O compromisso dos comandantes está, no final das contas, em ganhar jogos e preparar seus times da maneira que eles acharem melhor.

Vamos ver como esta equação envolvendo donos de franquias, liga, técnicos, atletas e patrocinadores se resolve. O produto NBA é fantástico e com uma credibilidade absurdamente alta, mas está em um momento de instabilidade. Jogar pro alto a audiência que a televisão proporciona não me parece um bom caminho.


Outra noite, outra briga: pivôs de Chicago e Toronto trocam socos na NBA – veja!
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Fábio Balassiano

Ontem foi a vez de Steph Curry e Russell Westbrook brigarem na partida entre Golden State Warriors e Oklahoma City Thunder. Menos de 24h depois a NBA vê outra confusão. Desta vez maior e mais violenta. No jogo entre Toronto Raptors (de azul) e Chicago Bulls (de vermelho), os pivôs Serge Ibaka e Brook Lopez se estranharam após uma disputa por rebote e trocaram socos. Ambos foram expulsos e certamente serão suspensos pela liga. Veja o lance!


Lakers joga R$ 100 milhões no ‘lixo’ e afasta 2 maiores salários por motivo curioso: perder
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Fábio Balassiano

Um movimento até certo ponto inesperado de Magic Johnson, novo manda-chuva do Los Angeles Lakers, surpreendeu muita gente que acompanha a NBA essa semana. Com pouco mais de um mês no cargo, Magic não titubeou e colocou Luol Deng e Timofey Mozgov na lista de inativos da franquia. Isso significa dizer que Deng e Mozgov, os dois maiores reforços do time para este campeonato e que recebem juntos US$ 34 milhões em 2016/2017 (mais de R$ 105 milhões), os maiores salários da equipe, estão fora da temporada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

E Magic faz isso por um motivo bem curioso: o outrora glorioso Lakers precisa perder muitos e muitos jogos até o final da fase regular para ter um futuro mais animado do que os últimos anos, quando venceu apenas 58 vezes nos 222 jogos disputados nos três campeonatos mais recentes.

O movimento é condenável, porque no esporte jogar para perder é terrível, mas tem explicação: colocando os atletas mais jovens para jogar até o final da temporada a franquia de Los Angeles, que hoje possui a campanha de 20 vitórias em 68 partidas, a segunda pior de toda NBA, tem menos possibilidade de ganhar jogos e, por consequência, mais chance de manter a sua escolha no próximo Draft.

Devido às últimas negociações do Lakers, o time só terá chance de escolher jogador no próximo Draft, que é considerado um dos melhores dos últimos anos, caso tenha as posições 1, 2 e 3. Caso não esteja no Top-3, a escolha cairá no colo do Philadelphia 76ers. Ter uma das piores campanhas da temporada portanto aumenta a chance do time de Los Angeles para manter o seu pick protegido no sorteio que é realizado após o término da fase regular da NBA.

Contratados no começo da temporada por Mitch Kupchak, gerente-geral demitido para a chegada de Magic Johnson recentemente, Luol Deng e Timofey Mozgov são dois dos mais experientes do jovem elenco do Lakers. O ala, camisa 9, tinha 7,6 pontos em 26,5 minutos por jogo. O pivô russo, campeão ano passado com o Cleveland Cavs, 7,4 em 20 minutos por noite.

Resta, agora, o suspense para saber o que acontecerá com a dupla que tem a receber US$ 100 milhões (mais de R$ 300 milhões) até 2020.


Baixinho do Boston, Isaiah Thomas supera Kobe e LeBron e é o mais decisivo do século na NBA
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Fábio Balassiano

Não tem pra Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant ou Russell Westbrook. O jogador que tem a melhor média de pontos em últimos períodos da NBA nos últimos vinte anos é Isaiah Thomas, craque baixinho do Boston Celtics. Veja a lista abaixo:

Armador de 1,75m do Boston Celtics, cuja história de vida e carreira foi contada aqui recentemente, o camisa quatro tem incríveis 9,9 pontos de média em quartos períodos em 2016/2017 da NBA, superando em 0,3 a Westbrook, que tem 9,6 pontos nos 12 minutos finais das partidas também nesta temporada. Sua performance assustadora nos derradeiros momentos das partidas leva a tradicional franquia verde a ótima campanha de 42-25, a segunda melhor da conferência Leste, e é a melhor deste século XXI.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

Conhecido por seu “instinto assassino” para os momentos decisivos, Kobe Bryant aparece na lista das dez maiores médias em últimos períodos com surreais quatro participações (único atleta a ter múltiplas marcas neste sentido). Kobe teve 9,5 em 2006/2017, a terceira maior pontuação dos últimos 20 anos, quando este tipo de índice passou a ser medido, e também figura com o feitos obtidos em 2012/2013, 2006/2007 e 2004/2005.

Considerado o melhor jogador da atualidade, LeBron James teve 9,1 pontos nos últimos períodos em 2007/2008. Dwyane Wade, Kevin Durant e Tracy McGrady também figuram na lista.

No vídeo abaixo é possível ver uma performance extraordinária de Isaiah, que no dia 30 de dezembro do último ano anotou surreais 29 pontos nos 12 minutos finais e liderou os Celtics a uma importante vitória contra o Miami Heat.


Podcast: mico da NBA com Warriors x Spurs, Jogo das Estrelas do NBB e eleição na CBB
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Fábio Balassiano

No programa dessa semana falamos muito sobre o mico da NBA envolvendo a parida Spurs x Warriors. A liga tem como fazer alguma coisa para evitar a frustração dos fãs do ginásio e também de casa? Falamos também sobre o Jogo das Estrelas do NBB, que promete um espetáculo de entretenimento com direto a show do intervalo do Jota Quest e tudo. Por fim, explicamos o que a chegada de Guy Peixoto a CBB significa.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

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Sem time, Varejão e Huertas têm menos de um mês para encontrar nova franquia na NBA
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Fábio Balassiano

Dois únicos brasileiros sem time na NBA, Anderson Varejão e Marcelinho Huertas, recentemente dispensados de respectivamente Golden State Warriors e Houston Rockets, têm menos de um mês para encontrar um novo clube para atuar na temporada 2016/2017 da NBA.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

De acordo com as regras da liga, todos os jogadores que tiveram seus contratos rescindidos até o primeiro dia de março podem assinar com outras equipes até 12 de abril, data em que se encerra a fase regular da NBA. É o caso dos dois atletas. Varejão saiu do Warriors em 4 de fevereiro. No dia 26 de fevereiro foi a vez de Huertas, que havia sido trocado do Los Angeles Lakers para o Houston Rockets, ser dispensado pela franquia texana.

De forma realista, a situação de Huertas e de Anderson Varejão não é confortável. O armador não foi bem no Lakers nos dois últimos anos e foi trocado para o Houston, onde acabou não ficando. Com carreira de sucesso na Europa, Marcelinho parece não ter caído nas graças dos dirigentes e dos técnicos da NBA e não tem atraído a atenção no mercado atualmente. Dono de trajetória de sucesso na melhor liga do planeta, Anderson teve seu nome cogitado duas vezes recentemente em Cleveland, por onde atuou por mais de uma década antes de se transferir para o Golden State em 2016. Na primeira os Cavs assinaram com o australiano Andrew Bogut, que se machucou com um minuto de jogo em sua estreia. A franquia de Ohio foi ao mercado, o brasileiro estava disponível, mas o escolhido foi Larry Sanders, pivô ex-Bucks.

Pensando pelo lado otimista da coisa, dá pra lembrar o caso de Dahntay Jones, que ano passado também estava no mercado de jogadores disponíveis e foi contratado simplesmente pelo Cleveland Cavs. A franquia de Ohio apostou na força de marcação do ala, lhe deu um contrato mínimo e fez de Jones um campeão da NBA ao final da temporada de 2016.

Restam menos de 30 dias para os dois conseguirem algum time na NBA.


A vida além de Durant – como explicar a queda vertiginosa do Golden State na NBA?
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Fábio Balassiano

No dia 28 de fevereiro Kevin Durant foi para o vestiário com dores no joelho. O resultado todo mundo já sabe: o astro do Golden State Warriors ficará um mês fora das quadras. Sem ele, autor de 25 pontos por jogo, o time de Oakland teria que voltar a jogar basicamente com o mesmo núcleo que foi campeão da NBA em 2015 e vice em 2016.

Sem problemas, então, para os comandados de Steve Kerr, certo? Nada disso. Desde que o camisa 35 saiu o Warriors, que hoje enfrenta o Sixers em casa, tem 4 derrotas em seis jogos (três seguidas), apenas a décima-oitava melhor campanha do mês de março e o San Antonio Spurs empatado com ele na liderança do Oeste (ambos têm 14 derrotas). Fica a pergunta: é possível explicar queda tão vertiginosa assim? Vamos tentar.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

O primeiro e principal motivo atende pelo óbvio: Steph Curry e Klay Thompson estão arremessando incrivelmente mal desde que Kevin Durant se machucou. Com Durant em quadra, Curry e Thompson tinham, respectivamente, aproveitamentos 39% e 40% nas bolas de três pontos. Em março, 28,6% para cada um deles. Sobre Steph, duas vezes seguidas o MVP da temporada regular, um dado ainda mais estarrecedor: ele ERROU 58 de suas 76 últimas tentativas de três pontos (23% de acerto apenas). Para piorar as coisas, o volume de arremessos tentados aumentou sem o camisa 35 em quadra. Steph, que chutava 18 vezes por jogo, passou para 23. Klay saltou de 17 para 20. Com percentual de conversão tão baixo, já que estão muito mais vigiados, vocês conseguem imaginar o estrago que isso causa para a equipe, que não só não pontua mas também permite rebotes longos para seus adversários e a chance de pontuar em contra-ataque.

 

Outro ponto fundamental é que o atual elenco de apoio do Warriors é MUITO pior que o da temporada passada. Não dá pra dizer que foi um erro, mas sim uma escolha feita pela franquia quando trouxe Kevin Durant e, para acomodar o salário de mais de US$ 26 milhões em 2016/2017 do craque, teve que abrir mão de peças importantes. Os danos colaterais eram esperados mesmo. A oportunidade de adicionar um quarto All-Star fez com que o elenco ficasse menos profundo, com menos opções. Quando Durant sai machucado este problema aparece. Em 2015/2016 Harrison Barnes, Marreese Speights, Festus Ezeli, Leandrinho, Brandon Rush, Shaun Livingston, Ian Clark e Andrew Bogut traziam 56 pontos por noite para a equipe. Destes, apenas Livingston e Clark ficaram, e agora a rotação conta com nomes como Zaza Pachulia, JaVale McGee, Patrick McCaw, Kevon Looney, David West e Matt Barnes, que adicionam apenas 34 pontos por noite. O número é 40% menor que o de 2015/2016.

Há um terceiro fator que atende pela defesa no garrafão. Os números defensivos do Golden State são muito parecidos com os da temporada passada (104,1 pontos e 43,5% nos arremessos em 2015/2016 contra 105,3 e 43,8% em 2016/2017), mas há uma diferença enorme quando você tem Andrew Bogut e Festus Ezeli protegendo o seu aro em relação a JaVale McGee e Zaza Pachulia. Principalmente em relação a inteligência para coberturas e proteção de aro que o australiano Bogut trazia para o time (e isso nem sempre aparece em estatística). Some-se a isso a fase apenas verborrágica de Draymond Green, que tem se metido em polêmica quase a todo minuto, e o resultado não é muito bom. Green, All-Star e líder emocional da equipe, reduziu todas as suas médias de 2016 para 2017 e tem chutado terríveis 31% nas bolas de três pontos, seu pior índice desde o ano de calouro.

O último problema pode ser o vestiário. Na madrugada de sexta-feira, após o time perder de forma apática para o Minnesota Timberwolves fora de casa, Andre Iguodala foi avisado apenas pela imprensa que os principais jogadores do time, inclusive ele, seriam poupados pelo técnico Steve Kerr da aguardada partida contra o San Antonio Spurs no sábado. A reação do MVP das finais de 2015 foi uma mistura de surpresa e ironia: “Sério? Sério isso? OK, eu faço tudo o que meu mestre (o técnico Kerr) mandar”. O treinador ainda tentou colocar panos quentes, dizendo após a derrota no Texas que Iguodala é assim mesmo, brincalhão, mas não ficou muito legal, não. O desequilíbrio emocional pode ser visto também em Curry. Irritadiço, ele tem comportamento bem diferente dos últimos três anos, quando só sorria na quadra. Hoje em dia em qualquer lance lá está ele reclamando, balançando a cabeça ou reprovando algo. Para quem viveu acertando mais de 45% de seus arremessos longos deve ser difícil conviver com percentual tão menor assim de conversão.

É óbvio que o Golden State Warriors segue como um dos favoritos a ganhar o Oeste e chegar na final da NBA. Ganhar o título da liga continua sendo uma possibilidade pra lá de grande. A franquia tem um timaço de bola e provavelmente terá Kevin Durant ainda nas últimas semanas da temporada regular, mas o momento é de sinal amarelo em Oakland.

Desde que Steve Kerr chegou o time nunca havia perdido três vezes consecutivas em temporada regular. Agora é a hora de Steph Curry, Andre Iguodala, Klay Thompson e Draymond Green mostrarem que há, sim, performance de alto nível no Golden State Warriors sem Durant. Como sempre foi até seis meses.