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Dez fatos para ficarmos de olho na NBA, que retorna hoje para a reta final da temporada
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Fábio Balassiano

A NBA retorna as suas atividades normais nesta quinta-feira depois de um modorrento All-Star Game de domingo em Nova Orleans. A liga deu uma pequena folga para os atletas, mas hoje teremos seis partidas e o final da janela de negociações. Listei dez fatos bem interessantes para ficarmos ligados nesta reta final de temporada regular no melhor basquete do mundo. Vamos lá.

1) Final da janela de transferências: Nesta quinta-feira termina o prazo para que os times façam as suas negociações na NBA. Ontem mesmo no final da noite o brasileiro Tiago Splitter, que ainda se recupera de cirurgia no quadril, foi trocado pelo Atlanta Hawks para o Philadelphia 76ers (mais aqui), e em breve haverá análise sobre o futuro do pivô neste espaço. Alguns nomes de peso como Jimmy Butler (Chicago Bulls), Paul George (Indiana Pacers), Carmelo Anthony (Knicks) são especulados para trocarem de equipe. Há muitos rumores, como sempre, mas vale a pena notar que para ter Paul George Magic Johnson, novo manda-chuva do Lakers, pode estar negociando com Larry Bird (gerente-geral do Pacers) e que os Celtics podem estar de novo dialogando com Larry Bird, um dos maiores ídolos da história da franquia.

2) DeMarcus Cousins e Anthony Davis: Os dois formarão seguramente a melhor dupla (ao menos no papel) de garrafão da NBA na atualidade. Fica difícil prever se os dois gigantes do New Orleans Pelicans irão coexistir muito bem no lado ofensivo, pois ambos gostam de trabalhar com a bola nas mãos e precisam se espaços para jogadas de isolação e drives (arrancadas) rumo a cesta, mas o jogo de hoje às 22h de Brasília contra o Rockets em Nova Orleans já é repleto de expectativa. Se tudo ocorrer dentro do planejado pela franquia, o Pelicans, que tem 23-34 até o momento, pode iniciar uma escalada e beliscar a oitava vaga do playoff no Oeste. Vale dizer que Cousins nunca jogou mata-mata em sua vida na NBA e que Anthony Davis, só uma vez.

3) Golden State Warriors tirando o pé do acelerador? Líder da NBA com 47-9 e folgado na conferência Oeste com quatro jogos de vantagem em relação ao San Antonio Spurs, existe a expectativa que o Warriors desta vez tire o pé do acelerador neste final de temporada regular (ao contrário do campeonato passado em que bateu o recorde de vitórias da liga com 73). Ao que tudo indica Steve Kerr vai descansar as suas principais estrelas (Steph Curry, Klay Thompson, Kevin Durant e Draymond Green) visando os playoffs, momento mais importante da temporada. E todo mundo sabe: para o estelar Warriors, nesta temporada é título ou nada. Se é assim, vale a pena segurar os craques.

4) A oitava vaga do Oeste: Aparentemente as sete primeiras posições da conferência Oeste já estão bem definidas e encaminhadas com Warriors, Spurs, Rockets, Clippers, Jazz, Grizzlies e Thunder. Resta, portanto, uma única vaga para o mata-mata do lado mais forte da NBA. Atualmente quem se segura por lá é o Denver Nuggets, que tem 25-31 e é liderado pelo excepcional pivô Nikola Jokic. Mas Sacramento Kings (24-33), Blazers (23-33), Pelicans (23-34), Mavs (22-34) e Wolves (22-35) correm por fora nesta briga que tem tudo para ser emocionante mesmo.

5) Serge Ibaka em Toronto: Esta negociação aconteceu pouco antes do All-Star Game. O congolês Serge Ibaka foi parar no Raptors meses depois de ter sido trocado pelo Oklahoma para o Orlando Magic, que o despachou para o Canadá pouco antes do All-Star. O Toronto deu uma caída brusca desde o começo do ano principalmente devido a lesão de DeMar DeRozan, seu melhor jogador, e espera agora reencontrar o melhor caminho com um quinteto titular de respeito formado por Kyle Lowry, DeRozan (ambos All-Stars), DeMarre Carroll, Ibaka e Jonas Valanciunas. Resta saber se o lituano Valanciunas fica lá até o final do dia, já que seu nome é especulado em milhares de trocas. Caso permaneça, o time canadense tem tudo para brigar para voltar à final do Leste e, quem sabe, fazer outro duro confronto contra o Cavs (tal qual foi em 2016).

6) Boston briga pelo título do Leste? É uma pergunta difícil de responder agora, poucas horas antes do final da janela de transferência e com a perspectiva de algum reforço de peso (Butler ou George) pintar em Boston ainda nesta quinta-feira. Com ou sem novos craques os Celtics estão em segundo no Leste com a campanha excepcional de 37-20 (olho no Wizards, que se recuperou bem de um início claudicante e agora tem 34-21) e sonham em vencer a primeira série de playoff da franquia desde 2012. Conseguirão os verdinhos brigar pelo título do Leste contra o Cleveland? Ou é um passo excessivo para o atual momento da franquia?

7) Spurs tem força para bater o Warriors? Em segundo lugar na conferência Oeste, o San Antonio Spurs encontra-se confortável até o final da temporada regular. Não deve superar o Warriors, mas tampouco parece que será ameaçado pelo Houston Rockets, o terceiro colocado. A dúvida que fica é: o time de Gregg Popovich tem força para duelar contra o Golden State em uma eventual final do Oeste em melhor de sete jogos? Difícil duvidar de Pop, um dos melhores técnicos do planeta, mas a verdade é que hoje o Spurs parece um degrau abaixo, o que não é desmérito algum, já que o Golden State tem quatro All-Stars e é um timaço de bola.

8) Russell Westbrook pelo recorde: O camisa 0 do Oklahoma City Thunder fechou a primeira metade da temporada com 31,1 pontos, 10,5 rebotes e 10,1 assistências. Já tem 27 triplos-duplos e caso mantenha esta performance de alto nível poderá se tornar o segundo jogador da história da NBA a terminar uma temporada regular com MÉDIA de triplo-duplo. O outro foi Oscar Robertson em 1962.

9) Cavs descansados e tranquilões? O Cleveland tem 39-16, lidera o Leste e dificilmente será alcançado como primeiro lugar da conferência. É disparado o melhor time do Leste, mas estará sem Kevin Love até o começo do playoff. Será que isso trará impacto para a franquia? Ou LeBron James e companhia podem ficar tranquilos porque a terceira final seguida para a franquia é mais certa de acontecer do que falta técnica em DeMarcus Cousins?

10) Lakers com o pick protegido? O Lakers tem agora Magic Johnson, aparentemente a franquia tentará brigar lá em cima de novo, mas tem uma coisinha bem intrigante neste começo de nova gestão de franquia lá em Los Angeles. O Lakers só terá direito a pick de Draft caso esteja entre a primeira e a terceira posições do próximo Draft. Caso não esteja, a escolha será do Philadelphia 76ers. Perder um pouco além da conta vale a pena para os angelinos, que teriam uma escolha muito boa na seleção de um dos Drafts mais promissores dos últimos anos? Hoje os Lakers têm 19-39 e possuem a terceira pior campanha de toda NBA.

Concorda comigo? Comente você também!

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No All-Star Game, a notícia mesmo é a troca de DeMarcus Cousins para o Pelicans
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Fábio Balassiano

O All-Star Game da NBA terminou ontem em Nova Orleans com vitória do Oeste sobre o Leste por 192-182, MVP para o garotão da casa Anthony Davis (bateu o recorde histórico ao fazer 52 pontos) e muita festa para Kevin Durant e Russell Westbrook, que jogaram juntos novamente e trocaram, vejam só vocês, até passe. A notícia do dia, porém, veio de fora das quadras.

O pivô DeMarcus Cousins, que não por coincidência jogou apenas dois minutos na noite de ontem pelo Oeste, foi trocado pelo Sacramento Kings minutos depois de a franquia ter avisado ao agente do atleta que não o despacharia para lugar algum. Não rolou, e Cousins irá para… Nova Orleans mesmo (não vai nem precisar fazer a mala). Jogará no Pelicans ao lado de Anthony Davis. O Sacramento recebe os alas Tyreke Evans, que já foi da equipe anos atrás inclusive, e Buddy Hield, além do armador Langston Galloway, uma escolha de primeira rodada deste ano (protegida em caso de Top-3 se for do New Orleans) e outra de segunda rodada também em 2017. Junto com Cousins vai para o Pelicans o ala Omri Casspi. O Lakers estava na jogada, mas desistiu ao ouvir o pacote pedido pelo Sacramento (Brandon Ingram, o calouro, inclusive).

Vamos analisar a troca sob a perspectiva dos três principais envolvidos: Pelicans, Cousins e Kings. Vamos lá:

1) Para o Pelicans, me parece que foi uma tacada de mestre. O time estava pressionado devido às últimas contratações (todas bem ruins), Buddy Hield, o calouro, não empolgava muito e todo mundo cobrava alguém de nível para dialogar com Anthony Davis, que é um cracaço de bola. Mais um pouquinho e Davis começaria a reclamar de estar jogando sozinho (no que ele teria total razão). Tudo bem que o Monocelha tem contrato longo (até 2020), mas os rumores de uma possível saída já estavam começando a ficar mais altos e a diretoria do Pelicans decidiu agir. E agiu muito bem.

Vem, então, DeMarcus Cousins, que formará com o Monocelha um dos garrafões mais poderosos da NBA na atualidade. Cousins é disparado o melhor pivô da liga há no mínimo dois anos. Davis, o ala-pivô mais promissor e com possibilidade de ser dominante ao extremo. Uma bela e animada união, não resta dúvida. Apenas como fatos relevantes, fico curioso com duas coisas: a) Cousins poderá ser agente-livre em 2018. Se ele sair de Nova Orleans no próximo ano, muito provavelmente a troca não terá valido a pena; b) Em uma liga cada vez menos jogando com dois jogadores grandes perto da cesta (às vezes sem nenhum…), como ficará a armação tática do Pelicans com Cousins + Davis lutando por espaços no garrafão? Lembrando que o técnico do New Orleans é ninguém menos que Alvin Gentry, um dos maiores incentivadores do small-ball (jogo com quatro abertos). O duo conseguirá coexistir tranquilamente? Acredito que sim, mas quero ver esta arrumação na franquia da Lousiana.

2) DeMarcus Cousins acabou se dando bem, por incrível que pareça. Perdeu uma bolada de grana, pois não poderá mais renovar por 6 anos e US$ 200 milhões em 2018, mas mudará de ares, terá um companheiro à sua altura, e terá chance de entrar no playoff do Oeste. Se tudo der errado em Nova Orleans, se coloca como agente-livre em 2018 e será cortejado por mais da metade da NBA.

Caso coloque a cabeça no lugar, pense apenas no basquete e em quão dominante ele poderá continuar a ser, tem tudo para formar um dupla absurdamente explosiva e disparada a melhor de garrafão da atualidade. Cousins tem 26 anos, não é mais nenhum garoto e está na hora de se tornar um líder real (não só nos pontos) de um time que brigue por coisas grandes.

3) Sobre o Sacramento, nada a dizer. O time é uma casa da mãe Joana danada, como disse aqui antes da temporada, está totalmente perdido com sua gestão inquieta e não tem a menor perspectiva de futuro. Poderia dizer que a franquia entrará em reconstrução, mas é impossível ser assertivo em relação a isso quando os donos e Vlade Divac, o gerente-geral, não têm a menor noção do que fazer com seus garotos, seus picks de Draft e veteranos. Será que não haveria, no caso de definitivamente trocar Cousins, nenhuma troca melhor possível? Boston está cheio de picks bons de Draft, por exemplo. É uma situação complicada, mas vale lembrar à turma da Califórnia que eles perderam simplesmente o melhor pivô da NBA na atualidade, ganhando um garoto que não está bem (Hield), um veterano que já esteve por lá (Evans) e mais duas mariolas mordidas.

Concorda com a análise? Cousins será genial com Davis no Pelicans? Ou pode dar errado? Comente aí!


Seis fatos que fazem o All-Star Game da NBA de hoje ser especial e recheado de suspense
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Fábio Balassiano

Depois do Jogo dos Calouros e os de segundo ano na sexta-feira (vitória do time de estrangeiros), do Jogo das Celebridades, que contou com o brilho de Oscar Schmidt, e do sábado de Desafio de Habilidades, três pontos e enterradas, hoje é o dia da cereja do bolo. Às 22h (ESPN exibe na TV, e Sportv na internet) acontece o All-Star Game em Nova Orleans. E o que faz da partida deste domingo entre Leste e Oeste bastante especial? Preparei alguns fatos, que coloco abaixo:

1) Russell Westbrook com ou contra Kevin Durant?
Todo mundo sabe da “briga” de Westbrook com Durant. Russ ainda não consegue admitir em sua cabeça que seu grande ex-companheiro de Oklahoma se mudou para o time rival que o derrotou na temporada passada. Para azar dele, neste All-Star Game Durantula estará não somente representando a camisa do Golden State Warriors, mas sobretudo cercado de três outros titulares de seu time na conferência Oeste – Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green. A dúvida é: o que o técnico Steve Kerr fará? Colocará os quatro do Golden State pra jogar COM Westbrook no Oeste? Deixará Russ sempre com jogadores que não do Warriors? Se jogarem juntos, Westbrook e Durant passarão a bola normalmente? Lembrando que há menos de 10 dias os dois se estranharam no reencontro em Oklahoma…

SEIS FATOS SURPREENDENTES SOBRE O EXCÊNTRICO WESTBROOK

2) Westbrook pelo feito inédito
E falando nele, vamos lá. Melhor jogador dos All-Star Games de 2015 e 2016, Westbrook pode alcançar um feito inédito na história da NBA: nunca um atleta conseguiu conquistar 3 MVP’s de All-Star Game de forma seguida. Caso seja eleito o melhor em quadra logo mais, Russ se igualará a Oscar Robertson, Michael Jordan e Shaquille O’Neal, que têm 3. Kobe Bryant e Bob Pettit são os que mais troféus de MVP em All-Star possuem (4).

3) NBA comprou briga com a cidade do time de Michael Jordan
Pouca gente lembra, mas o All-Star Game de 2017 não seria em Nova Orleans (a cidade recebeu a festa em 2014 inclusive). A liga havia anunciado Charlotte como sede do evento, deixando o dono do time bastante feliz. Só que uma mudança nas leis do Estado da Carolina do Norte, que passou a exigir que os transexuais usem os banheiros públicos que correspondem ao sexo de sua certidão de nascimento, mudou o rumo das coisas. A NBA afirmou que não poderia levar um evento que fala em igualdade, com estrangeiros e tudo mais para um local (segundo ela) discriminatório. Enviou um ofício à cidade, ao dono da franquia Hornets e retornou com a festa para Nova Orleans. O nome do sócio da franquia Hornets, de Charlotte? Michael Jordan. Foi com a cidade de Michael Jordan que a NBA comprou a briga para defender aquilo que ela acha certo. Admirável a postura da liga, sem dúvida alguma.

4) A primeira vez de um gringo MVP?
Atualmente 20% da mão de obra da NBA é gringa, mas apesar de a liga já ter visto MVP’s estrangeiros de temporada regular (Steve Nash e Dirk Nowitzki), isso nunca ocorreu em um All-Star Game. Kyrie Irving, é verdade, nasceu na Austrália e conquistou o MVP em 2014, mas o astro do Cavs joga pela seleção norte-americana e não conta devido a isso. Em 2017 são estes os quem podem alcançar o feito inédito: Giannis Antetokounmpo (grego do Bucks e titular do Leste) e Marc Gasol (espanhol do Grizzlies e reserva do Oeste).

5) Um baixinho entre gigantes
Craque do Boston Celtics e um dos cestinhas da temporada, Isaiah Thomas se junta a Calvin Murphy, ex-Houston Rockets, como os únicos jogadores com 1,75m ou menos a jogar um All-Star Game. O baixinho do Boston tem 1,75m, foi escolhido na última posição do Draft de 2011, rodou por Sacramento e Phoenix antes de se vestir de verde para se tornar um dos melhores jogadores da NBA atual. Olho no cara. Um Celtic não é MVP de All-Star desde 1982 com Larry Bird.

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE ISAIAH THOMAS, ÍDOLO DO BOSTON

6) O primeiro All-Star do século sem Kobe Bryant, Tim Duncan e Kevin Garnett
Protagonistas da NBA no começo do século, Kobe, Duncan e Garnett se aposentaram ao final da temporada 2015/2016. Em 2017 veremos, portanto, o primeiro All-Star Game sem estes nomes icônicos no século XXI. Como sempre acontece na NBA, já houve uma passagem meio que automática de bastão (deles para LeBron James) e já está acontecendo, também, uma nova troca de guarda na liga (de LeBron para Kevin Durant, Curry, Westbrook, Kawhi Leonard, entre outros).


Foi curto e emocionante, mas totalmente Oscar Schmidt – vitória e mão certeira na NBA
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Fábio Balassiano

Terminou há instantes o Jogo das Celebridades do All-Star Game. Em Nova Orleans, o time do Leste venceu o Oeste por 90-57 na partida festiva do final de semana. Para nós, brasileiros, valeu mesmo para ver Oscar Schmidt em uma quadra da NBA pela primeira vez.

E ele não decepcionou, não. Muito pelo contrário. Foi sensacional, emocionante e fez todos daqui aplaudirmos o feito. Em menos de 15 minutos de quadra, quatro pontos nos dois arremessos de dois que tentou, 2 rebotes e 1 assistência. Segundo Oscar, em entrevista a ESPN Brasil só não foram mais pontos porque não jogou mais tempo.

PIVÔ DO SACRAMENTO KINGS APARECE COM CAMISA DE PABLO ESCOBAR NA NBA – VEJA

A gente queria, claro, ver mais do cracaço de bola na quadra, mas valeu a pena demais ter tido a oportunidade de presenciar o cara pisando uma quadra da NBA aos 59 anos e realizando uma das poucas coisas que faltavam em sua carreira. Realizando um sonho e matando bola como nos velhos tempos. Emocionante é pouco para descrever o que se passou em Nova Orleans há instantes.

No final das contas, Oscar Schmidt terminou a partida com uma síntese daquilo que sempre foi em sua brilhante carreira: certeiro nos arremessos e vitorioso com seu time. Mito total. Abaixo você vê o primeiro arremesso e os melhores momentos do brasileiro no Jogo das Celebridades desta sexta-feira.


Fala, Leitor: O ressurgimento do Utah Jazz – time é realidade ou empolgação?
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Fábio Balassiano

* Por Alexandre Setani

Uma das “novidades” desta temporada entre os times que devem garantir uma vaga nos playoffs da conferência Oeste é o Utah Jazz. “Novidade” porque a franquia de Salt Lake City não disputou a pós-temporada nos últimos 4 anos (última participação foi na temporada 2011-12). Para os fãs da franquia, esse “jejum” não é normal, já que os Jazz possuem um histórico de 20 participações consecutivas (terceira maior sequência da história), em grande parte pelo trio Stockton, Malone e Jerry Sloan (técnico Hall da Fama) durante as décadas de 80 e 90.

É por isso que os torcedores (como eu) sentiram aquela alegria ao verem que o Jazz estava cotado por diversos analistas como figura certa para a pós-temporada da conferência Oeste, que é considerada por muitos a mais forte da NBA.

A pausa do All-Star Game que ocorre neste final de semana (17, 18 e 19 de fevereiro) é quando os times se aproximam dos 60 jogos e atingem a reta final para definição das posições para os playoffs. Quando olhamos a classificação vemos que o Utah Jazz encontra-se na 5ª posição com 34 vitórias e 22 derrotas (60,7% de aproveitamento) e deve brigar junto com Clippers, Grizzlies e Thunders pela 4ª posição (e mando de quadra). Ou seja, a pós-temporada é uma realidade para o Jazz.

Mas com oscilações do time (em especial nos últimos jogos com 3 derrotas seguidas), fica a dúvida: o Jazz definitivamente possui condições de se manter como uma das forças do lado Oeste ou se essa temporada é apenas pura empolgação? Assim, listo 3 principais motivos para acreditar no ressurgimento da franquia e 3 motivos para ficar preocupado com o futuro do time.

Eu Acredito #1: Elenco principal jovem

A direção do Jazz apostou em um trio jovem como base para o futuro da franquia e começa a colher os frutos dessa aposta agora. Liderados por Gordon Hayward (26 anos), que disputará seu primeiro All-Star Game, o trio é completado pelos Big Man Derrick Favors (25 anos) e Rudy Gobert (24 anos), o último cotado para melhor defensor da liga. Esse trio ainda tem pelo menos 2 anos para atingir seu potencial máximo e provar que a aposta da direção foi certa. Outras promessas do time são Rodney Hood (24 anos), Alec Burks (25 anos) e o armador Dante Exum (21 anos).

Preocupação #1: Lesões

Todo o time pode sofrer com a lesão de um ou outro jogador, mas essa temporada o Jazz é o sexto time que mais teve jogadores ausentes por lesão com um total de 7 jogadores lesionados que acumulados perderam 110 partidas (média de 14 partidas por jogador). Para um time considerado jovem, lesões são um pesadelo, pois travam o desenvolvimento do jogador e do time, deixando aquele medo se a recuperação será completa ou vai impactar muito a performance como vimos no caso de Derrick Rose. Esta temporada só entre os titulares George Hill (25 jogos lesionado), Rodney Hood (15) e Derrick Favors (14) perderam somados 54 jogos. Resta torcer para a recuperação dos atletas e confiar na equipe técnica para distribuir bem os minutos e fortalecer o físico do time como um todo.

Eu Acredito #2: Técnico Quin Snyder

Quin Snyder chegou com uma certa desconfiança no Jazz na temporada 2014-15, mas mostrou que seus anos como assistente do messias Mike Krzyzewski (lendário técnico de Duke e da seleção americana) foram ótimos para ele conseguir trabalhar com o desenvolvimento de jovens talentos. Os Jazz melhoraram nas últimas duas temporadas além de se manterem entre as melhores defesas da liga, mesmo com um elenco jovem. Em entrevistas, fica claro como ele se preocupa com a personalidade de cada jogador, assumindo para si grande carga da responsabilidade pelas derrotas, o que alivia o clima do elenco. Por diversas vezes ele defendeu arremessos errados ou ruins de jogadores em momentos cruciais da partida, evitando expor os jogadores jovens, especialmente Gordon Hayward e Rodney Hood. Em 2016 a direção do Jazz estendeu o contrato do técnico, demonstrando confiança no trabalho realizado.

Preocupação #2: Capacidade de lidar com a pressão e expectativa

Todo o potencial do time gera uma enorme expectativa dos fãs para que o Jazz retorne para as finais da NBA. E o primeiro passo disso é chegar aos playoffs. Por ser jovem e pelo jejum de pós-temporada, poucos jogadores do elenco possuem essa experiência da fase mata-mata. Esse foi um dos motivos para que a direção trouxesse 3 veteranos com vivência de playoffs para o time: George Hill (vindo dos Pacers), Joe Johnson (dos Nets) e Boris Diaw (dos Spurs). Mas essa dificuldade de lidar com a pressão e expectativa pode ser vista em alguns jogos chaves durante a temporada regular. Nos últimos anos o Jazz era um dos times que mais perdia partidas apertadas, em geral com desempenho ruim nos minutos finais das partidas. Exemplos recentes: contra times que disputam diretamente a 4ª posição do Oeste, os Jazz venceram 2 jogos e perderam 6 (25% de aproveitamento).

Eu Acredito #3: Time com identidade e personalidade

Se você assistir uma partida do Utah Jazz você vai notar que é o JAZZ jogando. Na contramão da maioria dos times da liga, o time de Salt Lake City, junto com os Grizzlies, mantém um estilo de basquete mais “tradicional”. Defesa forte, explorar ao máximo a força do pivô Rudy Gobert e do ala Derrick Favors no garrafão, trabalhar o cronômetro (cuidar da bola). Diferente da correria que se vê em times como Golden State Warriors, Houston Rockets e Cleveland Cavaliers, que possuem um fortíssimo jogo de transição, o Utah Jazz é um dos times que possui o menor índice de posse de bola (PACE) de toda liga, ou seja, o ritmo da partida é mais lento. Essa identidade é importante, pois gera consistência e facilita para que novas peças se encaixem em um sistema de jogo já definido. Pode ser um modelo arriscado, mas comparada com outras franquias que não sabem se correm ou andam com a bola (pensou nos Knicks?) é uma grande vantagem para o médio prazo apostar em um sistema já aceito pelo elenco de jogadores.

Preocupação #3: O armador ideal

A maior fragilidade do time nos últimos anos sem dúvida é a posição de armador. Em 2014-15 a aposta foi no novato Dante Exum e no jovem Trey Burke. Em 2015-2016 com Exum machucado a aposta foi no brasileiro Raul Neto e depois em Shelvin Mack. Agora o peso está quase todo no veterano George Hill, que definitivamente está um nível acima dos demais. O problema é que Hill completa 31 anos esse ano e as lesões acumuladas geram dúvidas da longevidade do armador para o futuro da franquia. E esse é um problema que a direção e comissão técnica terão que resolver. Apostam em Hill para mais uma ou duas temporadas? Contratam um outro armador de alto nível (que costuma ser caro) e possivelmente tendo que abrir de alguma peça do elenco, além de uma escolha em futuro Draft? A resposta não é simples, mas acredito que é possível insistirem em pelo menos mais um ano com Hill (segundo ano opcional). Mas nesse caso também não sabemos se George Hill aceitaria essa condição e poderia testar o mercado.

E você, fã dos Jazz? Acha que o time tem futuro promissor ou está com aquele frio na barriga para os próximos anos?


Com jogo na NBA, mais uma consagração de Oscar Schmidt
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Fábio Balassiano

O ano de homenagens a Oscar Schmidt, que ontem completou 59 anos, chega ao ápice nesta sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017. Depois de ser ovacionado na Itália, onde brilhou no Caserta, e pelo Brooklyn Nets, que o selecionou no Draft de 1984 (não pode jogar devido às regras da Federação Internacional na época que impedia atletas de jogar na NBA e nas seleções nacionais – ele optou por seguir defendendo o Brasil), o Mão-Santa entra em quadra logo mais para disputar a sua primeira partida na liga profissional norte-americana.

Será no Jogo das Celebridades que começa às 22h (ESPN exibe), e Oscar estará no time Leste ao lado de, entre outros, Jason Williams, um dos armadores mais inventivos da NBA recente, Lindsay Whalen, do Minnesota Lynx (WNBA), e Nick Cannon (cantor norte-americano). Jemele Hill, jornalista da ESPN americana, Fat Joe (cantor) e Kyle Lowry (Raptors) serão os técnicos. Do outro lado estarão nomes como Baron Davis (ex-jogador), Candace Parker, atual campeã da WNBA com o Los Angeles Sparks, e o figuraça Mark Cuban, dono do Dallas Mavs.

Para quem imagina que será apenas um jogo de brincadeira para Oscar Schmidt, é só dar uma lidinha na frase da foto acima. Ele tem dito para todo mundo que tentará ser o melhor em quadra e que arremessará sempre que a bola estiver em suas mãos. Quem conhece Oscar, seu espírito competitivo e sua veia obsessiva por treinamento sabe que ele se preparou incrivelmente para deixar uma grande impressão nesta sua estreia em solo americano.

Por uma dessas coincidências da vida, o último jogo de Oscar pela seleção brasileira foi também nos Estados Unidos, em Atlanta-1996. Vinte e um anos depois ele volta a jogar no país para jogar no solo que não pode atuar 33 anos atrás.

Aconteça o que acontecer, será mais um momento mágico para Oscar Schmidt viver intensamente em sua vida. Seus fãs já estão aplaudindo


O dia em que o destro Larry Bird arremessou com a mão esquerda e fez 47 pontos
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Fábio Balassiano

Larry Bird é considerado um dos melhores arremessadores de todos os tempos. Com 729 bolas de três pontos convertidas em sua carreira, três títulos do torneio de três pontos no All-Star Game, três títulos da NBA e três vezes MVP, um dos maiores ídolos do Boston Celtics fez da sua mão direita a sua maior arma. Mas o que aconteceria se ele, por um acaso, fizesse um jogo todo chutando com a canhota?

Muita gente se perguntava isso até 1986, quando Bird, cansado após uma série de cinco jogos fora de casa para abrir o mês de fevereiro daquele ano, falou com Bill Walton, seu companheiro de Celtics na época: “Sabe de uma coisa, Bill. Hoje contra o Portland eu vou arremessar tudo com a mão esquerda. Vamos ver o que sai“. Bill, pai do hoje técnico do Lakers e que anos antes havia sido campeão com a camisa do Blazers, coçou a cabeça, disse que não era uma boa ideia, mas não adiantou.

Larry Bird estava com aquilo na cabeça e arremessaria apenas com a mão trocada, com a mão menos treinada, com a canhota na noite de 16 de fevereiro de 1986 diante de 12 mil pessoas que foram ver Portland x Boston naquela noite.

O resultado? Boston 120 x 119 Portland na prorrogação. A performance de Larry Bird? Surreais 47 pontos (21/34 nos arremessos), 14 rebotes, 11 assistências, bola para empatar o jogo no quarto período e arremesso para dar a vitória no tempo extra. Para ser justo, em uma contagem a partir do vídeo abaixo é possível ver que, com a canhotinha, Bird teve 10/21 nos chutes e somando 24 pontos (11/13 nos tiros e 23 pontos com a direita portanto), o que não deixa de ser um feito.

Fica a lição definitiva: nunca duvidemos dos mitos. Larry Bird é um deles. Ah, e no final daquele mágico ano de 1986 o Boston foi campeão da NBA ao vencer o Houston Rockets na final por 4-2. Com a esquerda ou com a direita Bird sempre será um dos melhores de todos os tempos.


Relembre 14 momentos inesquecíveis de Oscar Schmidt, que jogará na NBA nesta semana
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Fábio Balassiano

oscar1Depois de ter sido homenageado pelo Brooklyn Nets nesta segunda-feira, Oscar Schmidt, que completa 59 anos nesta quinta-feira, viverá um momento mágico nesta sexta-feira.

Na abertura dos festejos do All-Star Game, o brasileiro participará do Jogo das Celebridades e poderá atuar pela primeira vez na NBA. Pensando nisso o blog coloca abaixo os 14 momentos inesquecíveis e marcantes da carreira de um dos maiores cestinhas de todos os tempos. Vamos lá!

1) FINAL DO PAN-1987 -> 46 pontos de Oscar Schmidt (30 na segunda etapa!)

2) SÍRIO CAMPEÃO MUNDIAL EM 1979

3) MEDALHA DE BRONZE NO MUNDIAL DE 1978 (Última medalha do basquete brasileiro adulto em Mundiais ou Olimpíadas)

4) ENTRADA NO HALL DA FAMA EM 2013 (Discurso legendado)

5) RECORDE NO TORNEIO DE TRÊS PONTOS NA ITÁLIA EM 1987 -> Vejam aí quantas cestas o cara erra…

6) RECORDE DE PONTOS EM UM JOGO DE OLIMPÍADA (55). EM SEUL-1988 CONTRA A ESPANHA

7) JOGANDO COM O FILHO NO FLAMENGO EM 2002

8) DUELO ÉPICO CONTRA DRAZEN PETROVIC NA FINAL DA COPA EUROPEIA DE 1989 (OSCAR FEZ 44 PONTOS; DRAZEN, 63). O REAL MADRID, DE DRAZEN, VENCEU O CASERTA NA PRORROGAÇÃO

9) A EMOCIONADA DESPEDIDA DA SELEÇÃO EM 1996, APÓS OS JOGOS OLÍMPICOS DE ATLANTA

10) A HOMENAGEM EM CASERTA, ONDE JOGOU E BRILHOU NA DÉCADA DE 1980

11) O ÚLTIMO TÍTULO NO BASQUETE PROFISSIONAL – PELO FLAMENGO EM 2002 NO ESTADUAL CONTRA CAMPOS

12) SEU INESQUECÍVEL JOGO CONTRA MAGIC JOHNSON EM 1997 EM SÃO PAULO

13) OITO BOLAS DE TRÊS PONTOS E 61 PONTOS NA ITÁLIA EM 1993

14) ENTRANDO NO HALL DA FAMA DA FIBA EM 2010


Podcast BNC: LeBron x Barkley, o surpreendente Wizards e o maluco-beleza DeMarcus Cousins
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Fábio Balassiano

lebron1No programa desta semana falamos de mais um capítulo na briga pública envolvendo LeBron James e Charles Barkley (quem tem razão?), dos desempenhos surpreendentes de Boston Celtics e Washington Wizards, do maluco-beleza DeMarcus Cousins e da briga pela oitava vaga do Oeste.

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Cinco motivos que fazem o encontro de Durant com Oklahoma ser o jogo do ano na NBA
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Fábio Balassiano

durant10Não há mais escapatória para a torcida de Oklahoma que não queria ver Kevin Durant pisando na Chesapeake Energy Arena vestindo o uniforme do Golden State Warriors.

Neste sábado a partir das 23h30 (horário de Brasília) o ala que vestiu a camisa do Thunder por oito temporadas estará no ginásio de Oklahoma pela primeira vez desde 28 de maio do ano passado para se reencontrar com uma torcida que sempre o venerou e com companheiros que hoje o tratam com desdém desde que ele anunciou que estava de saída rumo ao Warriors em julho de 2016. O duelo será transmitido pela ESPN e é o jogo da temporada regular da NBA mais aguardado de 2017 até agora (ao menos pelo lado afetivo). Quer entender o motivo? Vamos lá:

durant11) Por mais que tenha sido transparente e “dentro das regras do jogo”, ou seja, assinando com outra franquia sendo agente-livre no mercado passado da NBA, ninguém em Oklahoma perdoa a forma como Kevin Durant saiu do OKC. A franquia que lhe abriu as portas e todas as possibilidades do mundo nos últimos oito anos acenou com um salário máximo, reforços de peso (Al Horford incluído nisso), a manutenção de Russell Westbrook por mais tempo e grandes chances de voltar à decisão da liga. Durant ouviu, ouviu, ouviu e escolheu o Warriors.

2) Não foi só sair do Oklahoma que irritou a torcida. Mas principalmente o fato de Kevin Durant trocar o Thunder por um rival que a franquia ficou a três minutos de eliminar na final de conferência passada. Pouca gente lembra, mas o OKC tinha 3-2 na final do Oeste, vencia o jogo 6 em casa por 10 pontos faltando três minutos para acabar quando a equipe entrou em colapso e permitiu que o rival virasse o jogo, empatasse a série e ganhasse em casa no sétimo e decisivo duelo, fechando a decisão de conferência em 4-3. Para a cidade de Oklahoma, Durant escolheu a opção mais fácil, a menos trabalhosa, a menos tortuosa.

west3) Ex-companheiro inseparável de Durant, Russell Westbrook não aceita ouvir e nem falar no ex-camisa 35 de Oklahoma. Para Russ, personagem de texto aqui essa semana, que o seu ex-companheiro de time fez foi inaceitável. Na cabeça dele, trocar tudo aquilo que eles tinham construído juntos e o que eles ainda poderiam construir por uma solução pronta não faz sentido. KD tentou contato com Westbrook logo que comunicou a decisão de ir ao Warriors para a imprensa, mas Westbrook não quis contato. Os dois não se falam desde o jogo 7 da final da conferência Oeste. No primeiro jogo envolvendo Warriors e Thunder, na Califórnia, Westbrook chegou com um colete em que estava escrito “Fotógrafo oficial”, uma alusão ao hobby preferido de Durant (fotografia). Quando o Cleveland venceu o Golden State no jogo do Natal, Russ saiu da quadra de treinamento gritando um sonoro “Obrigado, Kyrie”. Kyrie Irving acabara de matar a bola decisiva do Cavs para vencer o Warriors de Durant. A amizade ficou pra trás…

4) O Thunder moldou a franquia para acomodar Durant e Westbrook por muito, muito, muito tempo. Fez todas as movimentações possíveis para que os dois ficassem confortáveis e felizes por lá. Entre outras coisas despachou James Harden, hoje no Rockets e um dos candidatos a MVP da temporada, trocou recentemente Serge Ibaka para dar salários máximos a dupla, contratou pivôs novos e leves para sustentar o jogo veloz e móvel do duo e quando viu que o antigo treinador (Scott Brooks) não conseguia mais elevar o nível tático da equipe o mandou embora. Kevin Durant, na primeira oportunidade de mercado que teve, pulou fora do barco.

durant15) Há um lado sentimental nisso tudo também. Oklahoma é uma cidade pobre, sofrida e que recentemente foi devastada por um tornado há quatro anos. Kevin Durant era um dos caras que dava alegria, auto-estima e confiança para a população da cidade levantar a cabeça e seguir em frente. Quando ele troca Oklahoma por uma cidade charmosa, rica e bem mais descolada da Califórnia não deixa de ser um tapinha na cara dos cidadãos da cidade também. Foi profissional, mas é difícil para quem o amou por tanto tempo desassociar as coisas, obviamente.

Insisto que todas as ações de Kevin Durant estão dentro das regras do jogo e são extremamente aceitáveis dentro do mundo profissional da NBA. Na cabeça do torcedor, nem sempre funciona assim, né? Então cabe a pergunta: qual será o comportamento da torcida de Oklahoma com Kevin Durant logo mais? Muitas vaias ou haverá espaço para aplausos também?