Bala na Cesta

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Como está o Lakers um ano depois da aposentadoria de Kobe Bryant?
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Fábio Balassiano

A temporada regular da NBA termina nesta quarta-feira e pouca coisa está em jogo. No Leste, Chicago, Indiana e Miami brigam pela sétima e oitava vagas aos playoffs. De resto, apenas chaveamento final envolvendo as equipes já classificadas. Por isso é impossível não se lembrar daquilo que aconteceu também no último dia da fase de classificação do campeonato. Exatamente no dia 13 de abril de 2016 em Los Angeles um certo Kobe Bryant aprontou isso aqui, ó:

É isso mesmo que você relembrou e viu bem. Em sua despedida, Kobe Bryant despejou inacreditáveis 60 pontos e fez o seu eterno Los Angeles Lakers vencer o Utah Jazz por 101-96 em casa e para delírio dos fãs que lotaram o Staples Center. Após duas décadas com a franquia, cinco títulos e sete finais, a temporada 2016/2017 foi a primeira sem o astro vestir a angelina. E o que mudou na Califórnia sem Kobe?

A resposta é: tudo, absolutamente tudo. Em exatamente 12 meses a única coisa que realmente não se modificou foi a campanha. Se na última temporada de Kobe Bryant foram 17 vitórias, pior marca da história da franquia, em 2016/2017 não tem sido tão melhor assim (26 em 71 jogos). De resto, a modificação no Lakers é imensa.

Em primeiro lugar saíram técnico e gerente-geral. Byron Scott deu lugar a Luke Walton, que estreia como treinador principal no time em que atuou, e Mitch Kupchak não resistiu a 20 dias de Magic Johnson como consultor. Magic dispensou Mitch, fraquinho, fraquinho, contratou Rob Pelinka, ex-agente de Kobe, para a função e se tornou vice-presidente de operações de basquete. Tantas mudanás geraram uma verdadeira confusão na família Buss, a dona do Lakers. Jeannie, a irmã que cuida de toda parte administrativa, mandou Jim, seu irmão, responsável pelos assuntos de basquete e também proprietário, pra rua, causando dissidência no clã.

Dentro de quadra o panorama não mudou muito. No começo o Lakers investiu pesado em veteranos como Luol Deng e Timofey Mozgov, mas desde que Magic Johnson chegou por lá a ideia é diferente. Magic colocou Deng e Mozgov na geladeira, não se importando em jogar no lixo mais de R$ 100 milhões, para dar cada vez mais espaço para os jovens D’Angelo Russell, Julius Randle e Brandon Ingram. O resultado é justamente o que o manda-chuva queria: rodagem pra molecada e derrotas em sequência e chances maiores de não perder o pick protegido no próximo Draft (caso fique fora das três primeiras posições o Philadelphia tem o direito de escolha).

Todos sabiam que esta seria uma temporada de transição, de dificuldade, de sofrimento em Los Angeles. O time não consegue vencer módicos 30 jogos desde 2013 e terá que contar com mais um pouco da genialidade de Magic Johnson para sair da dificuldade em que se encontra. Uma boa escolha de Draft pode ser suficiente pra franquias que conseguem se reconstruir através de picks, picks e mais picks. Para o outrora glorioso Los Angeles Lakers, não, definitivamente não (e Magic sabe disso). A questão é em quanto tempo o eterno camisa 32 conseguirá isso.

Aos que imaginavam que a franquia estaria imediatamente melhor sem Kobe Bryant, está bem claro que o trabalho que Magic Johnson, Luke Walton e atletas terão para recolocar o Lakers em alta está apenas começando.


Vídeo mostra como jovem Devin Booker ‘copia’ jogadas do ídolo Kobe Bryant – confira!
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Fábio Balassiano

“Devin Booker tem uma mentalidade rara para esse esporte. Joguei contra ele apenas na temporada passada, mas você consegue sentir como ele está em uma intensidade fora do normal na quadra rapidamente. Eu era assim também e é bom ver que Devin quer se superar a cada dia”.

A frase acima é de ninguém menos que Kobe Bryant sobre Devin Booker, ala de 20 anos que assombrou o mundo na semana passada ao anotar 70 pontos contra o Boston Celtics. Kobe esteve no domingo na rede norte-americana ABC e falou muito sobre o ala do Phoenix Suns.

“Sei que ele tem uma série de coincidências que me envolvem, eu vi isso tudo na internet (veja quadro ao lado), mas ele não deve se preocupar com isso. Eu não queria ser igual ao Michael Jordan. Eu queria apenas ser melhor que meu ídolo. Logo, e eu sei que ele me admirou muito durante sua adolescência, ele não precisa ser igual a mim ou a Jordan ou a qualquer outro, mas sim tentar superar a quem ele mais gosta. Esta é a única dica que dou pra ele”, finalizou.

Kobe Bryant sabe, porém, que as comparações são pra lá de inevitáveis. Além do tênis que foi dado por ele para Devin Booker exatamente há um ano onde se lia a frase “Seja uma lenda”, no fim de semana, logo depois do jogo de 70 pontos de Booker, a maior pontuação da NBA desde os 81 pontos de… Kobe Bryant, o Bleacher Report divulgou um vídeo mostrando quão parecidos são os movimentos ofensivos e as feições do jogador do Phoenix em relação ao que o agora ex-atleta do Lakers fazia na quadra. Dá só uma olhadinha.

Se ainda não dá pra comparar, e seria até injusto com Booker, que joga em um time que nunca conquistou sequer um título (não vai ao playoff desde 2010) e que está apenas no princípio de sua vida profissional, dá pra dizer que as médias do garoto de 20 anos e em seu segundo ano na liga já são bem melhores do que as de Kobe Bryant quando entrou na NBA na década de 90. O camisa 1 do Suns teve 13,8 pontos em 2015/2016 e possui, agora, 21,6. Ainda usando a camisa 8 do Lakers Kobe obteve 7,6 em 1996/1997 e 15,4 no campeonato seguinte.

Logo depois do seu feito contra o Boston na sexta-feira Booker fez questão de demonstrar reverência ao ídolo: “Vi uma entrevista recente do Kobe em que ele falava que o que o diferenciava dos demais atletas é que a maioria pensava que fazer 25, 30 pontos era suficiente. Para ele, não. Se deixassem, ele faria 100. Kobe nunca colocou limites para si mesmo e é assim que tento ser também. Aprendi muito vendo-o jogar e sigo aprendendo com seus conselhos”, disse o aluno.

Booker tem um longo caminho pela frente e sabe que ainda está longe de poder frequentar o mesmo hall dos mitos do basquete do qual Kobe Bryant faz parte. Mas aos 20 anos e com “golpes” ofensivos tão apurados está muito claro que o mundo do basquete deve ficar de olhos bem abertos para este que tem tudo para ser um dos sucessores daquele que foi um dos melhores jogadores da NBA pós-Jordan.


Ídolo em Los Angeles, Shaquille O’Neal vira estátua na frente do ginásio
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Fábio Balassiano

Considerado um dos melhores pivôs de todos os tempos, Shaquille O’Neal foi imortalizado mais uma vez pela franquia Lakers na noite desta sexta-feira.

Depois de ter visto a sua camisa 34 ser aposentada na temporada passada Shaq esteve ontem em Los Angeles para ver a inauguração da sua estátua na frente (imagem ao lado) do Staples Center, ginásio da equipe pela qual conquistou três títulos (2000, 2001 e 2002), três MVP’s das finais (nos mesmos anos dos canecos) e um MVP de temporada regular (2000). Ao lado de Kobe Bryant o pivô foi responsável por acabar com a seca da franquia de mais de 10 anos (desde 1988 não conquistava título) e pela criação de uma das melhores duplas da história da NBA.

A cerimônia contou com as presenças e os discursos emocionados de Kobe Bryant, amigo que virou desafeto e depois voltou a ser amigo, Phil Jackson, seu técnico no Lakers, Jerry West e Kareem Abdul-Jabbar, pivô que também tem uma estátua na frente do Staples Center.

Abaixo alguns lances da carreira de Shaq, um dos jogadores mais carismáticos da história da liga, com a camisa do Lakers.


Lakers joga R$ 100 milhões no ‘lixo’ e afasta 2 maiores salários por motivo curioso: perder
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Fábio Balassiano

Um movimento até certo ponto inesperado de Magic Johnson, novo manda-chuva do Los Angeles Lakers, surpreendeu muita gente que acompanha a NBA essa semana. Com pouco mais de um mês no cargo, Magic não titubeou e colocou Luol Deng e Timofey Mozgov na lista de inativos da franquia. Isso significa dizer que Deng e Mozgov, os dois maiores reforços do time para este campeonato e que recebem juntos US$ 34 milhões em 2016/2017 (mais de R$ 105 milhões), os maiores salários da equipe, estão fora da temporada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

E Magic faz isso por um motivo bem curioso: o outrora glorioso Lakers precisa perder muitos e muitos jogos até o final da fase regular para ter um futuro mais animado do que os últimos anos, quando venceu apenas 58 vezes nos 222 jogos disputados nos três campeonatos mais recentes.

O movimento é condenável, porque no esporte jogar para perder é terrível, mas tem explicação: colocando os atletas mais jovens para jogar até o final da temporada a franquia de Los Angeles, que hoje possui a campanha de 20 vitórias em 68 partidas, a segunda pior de toda NBA, tem menos possibilidade de ganhar jogos e, por consequência, mais chance de manter a sua escolha no próximo Draft.

Devido às últimas negociações do Lakers, o time só terá chance de escolher jogador no próximo Draft, que é considerado um dos melhores dos últimos anos, caso tenha as posições 1, 2 e 3. Caso não esteja no Top-3, a escolha cairá no colo do Philadelphia 76ers. Ter uma das piores campanhas da temporada portanto aumenta a chance do time de Los Angeles para manter o seu pick protegido no sorteio que é realizado após o término da fase regular da NBA.

Contratados no começo da temporada por Mitch Kupchak, gerente-geral demitido para a chegada de Magic Johnson recentemente, Luol Deng e Timofey Mozgov são dois dos mais experientes do jovem elenco do Lakers. O ala, camisa 9, tinha 7,6 pontos em 26,5 minutos por jogo. O pivô russo, campeão ano passado com o Cleveland Cavs, 7,4 em 20 minutos por noite.

Resta, agora, o suspense para saber o que acontecerá com a dupla que tem a receber US$ 100 milhões (mais de R$ 300 milhões) até 2020.


Na pior crise da história, Lakers contrata Magic Johnson como consultor dos donos
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Fábio Balassiano

magic1Aconteceu o que muita gente esperava. Na semana passada Jeannie e Jim Buss, que são os proprietários da franquia Lakers na NBA, convocaram Magic Johnson para uma conversa sobre os rumos de um time que venceu terríveis 65 jogos nas últimas três temporadas, que acumula micos (a maior derrota da história veio recentemente, quando perdeu de 122-73 do Dallas Mavericks) e que não frequenta os playoffs desde 2012).

Não demorou muito e ontem a franquia de Los Angeles oficializou um dos maiores ídolos da história da equipe como consultor dos donos do Lakers. Magic, segundo o comunicado divulgado, ajudará em todas as áreas possíveis – novos negócios, parte técnica, gestão etc. . Desde 2010, quando venceu a sua pequena parte da franquia para um renomado cirurgião da Califórnia, o eterno camisa 32 não tinha relação oficial com o time. Ontem mesmo ele começou a trabalhar na sala em que se encontram todos os troféus de NBA (16) conquistados pela agremiação (foto). Na década de 80, Magic e os Lakers foram responsáveis por cinco deles.

magic2Na prática a sua chegada não muda absolutamente nada em um time que não se encontra (17 vitórias e 34 derrotas até o momento no campeonato), mas a chegada de Magic Johnson significa três coisas: 1) Um respeito maior por parte dos grandes jogadores da liga. Em uma próxima janela de negociações, a presença de Magic pode impactar positivamente na chegada de bons reforços ao Lakers; 2) Quando donos chamam consultores de renome para ajudá-los é porque realmente a situação está tenebrosa (como é o caso da mais tradicional equipe de Los Angeles). Chamar alguém como Magic Johnson pode ser ótimo para arejar as ideias, mas é simbólico pra caramba para medirmos o momento do Lakers na NBA atual (quase que irrelevante e saco de pancadas); 3) Uma possível compra da franquia por parte dele. O ex-armador nunca negou a sua vontade de ser o principal acionista da franquia que defendeu por mais de uma década. Se uma porta aberta pela família Buss até então, ele venceu o pequeno percentual que tinha e foi investir no baseball (Los Angeles Dodgers) e na WNBA (Los Angeles Sparks).

Será que chegou a hora de Magic enfim da franquia que fez com que ele se tornasse mundialmente famoso?


Nova Lei de Trump pode impactar 2 jogadores sudaneses da NBA – entenda!
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Fábio Balassiano

trump1Na última sexta-feira o novo presidente dos Estados Unidos Donald Trump suspendeu o programa de admissão de refugiados e congelou por três meses a entrada no país de pessoas provenientes de sete países muçulmanos: Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen (mais aqui). Uma Juíza Federal de Nova Iorque suspendeu parcialmente o decreto no sábado, mas a ideia de Trump causa preocupação em dois jogadores da NBA, a liga de basquete norte-americana.

SudanNascidos no Sudão, o pivô Thon Maker, do Milwaukee Bucks, e o ala Luol Deng, do Los Angeles Lakers, poderiam ter problemas para, vindo do Canadá, voltar aos Estados Unidos após partidas contra o Toronto Raptors, única franquia da NBA que fica fora do país de Trump.

As franquias (Bucks e Lakers) demonstram tranquilidade com a situação neste primeiro momento pelo fato de os dois atletas terem passaportes de outros países (Maker da Austrália; Deng, da Grã-Bretanha) e porque não há mais viagens para enfrentar o Raptors, no Canadá, até o final da temporada regular. Para o Bucks, porém, o sinal amarelo deve ficar aceso: os dois times (Milwaukee e Raptors) podem se enfrentar nos playoffs que começam em 15 de abril de 2017 (dentro do período de três meses da sanção de Donald Trump portanto).

Atenta obviamente pelo fato de existir a possibilidade da Lei ser prorrogada, impactando os atletas nas próximas temporadas, a NBA informou ontem por nota oficial: “Consultamos o Departamento de Estado e estamos no processo de coleta de informações para entender como essa ordem executiva se aplicaria aos jogadores da nossa liga que são de um dos países afetados. A NBA é uma liga global e estamos orgulhosos de atrair os melhores jogadores de todo o mundo”.

Entre as várias mensagens de protesto sobre o assunto, chamou a atenção a da ex-Atleta Swin Cash, tricampeã da WNBA (2003, 2006 e 2010) e duas vezes medalhista de ouro em Olimpíadas (2004 e 2012). Cash colocou em seu Twitter: “Pergunta séria: existem jogadores da NBA que podem ser afetados por essa lei quando forem jogar em Toronto? Acabei de receber essa indagação“.


Veto da troca que levaria Chris Paul ao Lakers completa 5 anos – relembre o caso
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Fábio Balassiano

chris1Lembro que foi uma quinta-feira maluca aquela de 8 de dezembro de 2011. Cinco anos atrás o Los Angeles Lakers ia conseguir um baita armador (Chris Paul), mas perderia dois dos caras mais importantes dos dois títulos anteriores (2009 e 2010), Lamar Odom e Pau Gasol. O Houston Rockets entraria com algumas peças, ficaria com Gasol e o Hornets, hoje New Orleans Pelicans, colocaria em seu pálido elenco nomes como Lamar Odom (do Lakers), Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic (do Houston).

Seria uma troca MUITO ruim para o Lakers, que perderia duas de suas peças principais para trazer um jogador que seria agente-livre no ano seguinte, excelente para o Hornets e bem razoável para o Rockets, garantiria a presença de Pau Gasol no garrafão.

stern1Quase na (nossa) madrugada, porém, houve uma mudança de rota. David Stern foi pressionado por alguns donos de equipes (entre eles Mark Cuban, do Dallas, e Dan Gilbert, do Cavs, que hoje em dia tem LeBron James, Kevin Love, via troca, e Kyrie Irving) a vetar a transferência de Chris Paul, alegando que ela seria uma “violência” ao mercado e desequilibraria a liga, colocando lado a lado CP3 e Kobe Bryant, dois dos melhores atletas da NBA. Vale dizer que à época a NBA era a DONA da franquia Pelicans, vendida à liga porque os proprietários do New Orleans estavam enrolados financeiramente. É essencial dizer que a NBA também estava em greve, renegociando contratos com atletas, e que a influência dos donos em Stern, escolhido pelos proprietários para sentar à mesa para trocar ideia com os jogadores, era IMENSA.

paul1O desfecho todo mundo já conhece: com o veto da primeira negociação o Clippers entrou na jogada, levou o craque Chris Paul e o New Orleans Hornets recebeu duas mariolas mordidas (Eric Gordon, o contrato expirante de Chris Kaman, o pick de Austin Rivers, Al Farouq-Aminu e outro pick). A movimentação, por sua vez, ACABOU com o Lakers. Lamar Odom saiu de lá cuspindo marimbondos e dizendo que se não o queriam, que deveriam trocá-lo – o que acabou acontecendo quando Odom foi despachado para o Dallas. Pau Gasol ficou, mas sabendo que por todos os cantos queriam tirá-lo de lá. E Kobe Bryant não teve um craque para passar o bastão nos últimos anos de carreira.

cp3Olhando hoje eu continuo achando que a NBA mandou MUITO mal, embora não se possa comparar com a situação envolvendo agentes-livres que escolhem jogar onde querem (LeBron James em Miami, Kevin Durant no Warriors e LaMarcus Aldridge no Spurs, por exemplo). Havia, no entanto, um álibi pelo qual a liga pode justificar o que ela fez – ela era a dona do Hornets e pode alegar que não curtiu a proposta do Lakers quando ela foi repensada. É balela, sabemos que o “basketball reasons” (motivos de basquete) é muito mais um meme de internet do que um argumento inteligente de alguém tão preparado como David Stern, mas o ex-comissário sempre dirá isso como motivo pelo qual ele fez aquilo. O erro, na minha concepção, é a “mão” da liga se meter nos destinos dos times. Como a NBA se tornou dona do Hornets, ela deveria ter designado algum diretor de basquete sem NENHUMA relação com o alto escalão da liga, algo que acabou não acontecendo. Em uma situação limite, como a de Chris Paul, os limites da ética, da intervenção e do bom senso foram testados.

cp3Sem querer ou não, Stern acabou mexendo totalmente com as estruturas da liga. Fora de quadra ele abriu um precedente perigoso e odiado pelos atletas, o de se meter na vida deles e também poder colocar em prática o poder de vetar uma transferência aceita e chancelada pelos gerentes-gerais das franquias. Em um momento de greve ele claramente se colocou no lado dos donos, dos caras do dinheiro, e não no lado dos artistas do espetáculo. Muita gente conta que durante as negociações de salários em 2011 Dwyane Wade chegou a colocar o dedo na cara de Stern dizendo que ele não tinha moral para negociar com ninguém na sala de reunião por conta do que fizera dias antes com Chris Paul e os Lakers. Seria o começo do fim de Stern, que sairia de seu cargo em janeiro de 2014 com um currículo invejável (de ter colocado a NBA em um patamar altíssimo) e uma mancha eterna.

cp3Entre os times, o Lakers nunca mais voltou a ser grande. Para piorar, o seu vizinho, até então o primo pobre que era motivo de chacota por toda cidade, cresce e tornou-se um timaço com Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan. O Houston, que não conseguiu Pau Gasol, logo depois assinou com James Harden e Dwight Howard. E o Hornets, que perdeu a cara de sua franquia no começo da década, só agora encontra outro craque de primeira linha (Anthony Davis), mas está longe de poder dizer que tem um rumo bem definido.

Durante aquele dia ninguém sabia, mas a noite de 8 de dezembro de 2011 fez o mundo do basquete tremer e até hoje causa reflexos na liga. Os torcedores do Lakers, principalmente, estão aí para me dar razão…


Uma pequena história sobre o genial Michael Jordan – leia e veja o vídeo!
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Fábio Balassiano

jordan1História sobre Michael Jordan que me foi enviada pelo leitor Átila Viana na noite de domingo. O vídeo está abaixo, mas foi assim o relato de Byron Scott, ex-jogador do Lakers nas décadas de 80 e 90:

“Na temporada 1992-1993 os Bulls vieram a Los Angeles nos enfrentar e Michael Jordan ficou sabendo que eu não iria jogar porque estava com tornozelo torcido, infelizmente. Eu gostava de marcar o Mike porque quando jogava contra ele nunca o deixava bravo. Se ele convertia um arremesso eu falava ‘bom arremesso, Mike!’ e por aí vai. Contra o Jordan você não pode falar nenhuma besteira se não ele faz 60 pontos na sua cabeça. Então você tenta contê-lo sendo bonzinho. Nada de falar besteira pra ele.

peeler1Neste jogo os Bulls estavam chegando na nossa arena e nós tínhamos acabado de sair do treino de arremessos. Michael me abordou:

– E aí, Scott, o que houve? Fiquei sabendo que você não vai jogar hoje.
– Não vou, Mike, torci o tornozelo.
– Quem vai me marcar então?
– Anthony Peeler,
– Hummmm. Entendi. Cinquenta

Michael Jordan estava rindo e me dizendo que contra Peeler marcaria pelo menos 50 pontos naquele dia”.

Michael Jordan terminou o jogo com 54 pontos , mas os Bulls perderam na prorrogação. Este era Michael Jordan.


O anúncio do HIV, 25 anos depois: Magic Johnson publica emocionante carta – leia!
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Fábio Balassiano

magic2Há exatos 25 anos Magic Johnson participaria de uma das entrevistas coletivas mais concorridas e emocionantes da história do basquete. Em 7 de novembro de 1991 ele anunciaria ao mundo que havia contraído o vírus do HIV.

Na época, a desinformação vencia muita coisa. Só não venceu o sorriso de Magic, que em menos de 5 meses já estaria de volta às quadras. Passando recados, mostrando ao mundo como tratar, se prevenir e falar sobre a doença. Em quadra saudável, craque, gênio e carismático. E sorridente como sempre.

Pensei em escrever mais algumas coisas sobre isso, mas aí li um texto dele, Magic, e não tenho nem mais o que dizer. Emocionem-se também!

magic1Para entender como cheguei onde estou hoje você tem que entender de onde vim. Hoje é a celebração da vida, a celebração do que algumas pessoas pensaram ser uma sentença de morte 25 anos atrás. É a celebração de algo pelo qual passei até agora.

D’s coloca desafios para que você entenda a Sua força e Seu propósito para a sua vida. A vida vai ter altos e baixos, mas é a humildade que você mostra nos bons momentos e a resiliência que apresenta nos maus momentos que fazer você ser quem você é. É a celebração desses momentos!

magicNo dia 25 de junho de 1979 minha vida mudou para sempre. Foi o dia em que fui escolhido como número 1 do Draft pelo Los Angeles Lakers. Finalmente havia alcançado meu sonho de ser jogador profissional de basquete. Trabalhei muito duro na minha adolescência e nos anos de universidade para ser o melhor jogador que poderia ser e agora tudo havia valido a pena. Nos 12 anos seguintes, fui abençoado por liderar os Lakers a cinco títulos em nove finais. Pude jogar contra os melhores jogadores da história. Enfrentar Larry Bird, Dr. J, George Gervin, Michael Jordan, Isiah Thomas e outros me levou ao meu limite físico e mental.

magic8O dia 7 de novembro de 1991 foi o da mudança da minha vida de uma forma que nunca esperei. No entanto, ao contrário da alegria que caracterizou o verão de 1979, aquele dia foi seguido de desespero. Antes disso achei que a coisa mais difícil havia sido enfrentar Michael Jordan ou Larry Bird, mas nesse dia comecei a luta da minha vida. Nesse dia comecei a ver o que D’s havia preparado para a minha vida. Minha fé me deu forças para me levantar e dizer ao mundo que havia contraído o vírus HIV. Então tive que aceitar minha nova situação, dizendo ao mundo que era uma provação diferente. No começo dos anos 90 ouvir sobre alguém com o vírus HIV/AIDS significava que não tinha muita vida pela frente. Senti que era meu dever educar o máximo de pessoas sobre a doença. Então comecei minha nova jornada de andar todo dia com o propósito de D’s. Hoje, continuo fazendo tudo que posso para levar conhecimento e educação sobre a doença para as comunidades.

magic5Depois do anúncio e da minha eventual aposentadoria do basquete, tive que continuar e comecei minha jornada pelo mundo dos negócios. Busquei todo mundo que pudesse me ajudar com o máximo de conhecimento para eu poder começar a Magic Johnson Enterprises (MJE). Minha missão com a MJE foi simples – erguer e causar impacto nas comunidades desassistidas levando serviços de qualidade para a vizinhança. Em negócios feitos nos últimos 20 anos, fui capaz de fazer isso. Mais importante, a MJE ajudou no crescimento das comunidades urbanas e levou esperança.

magic6Fui forçado a repensar minha vida e ajustar. Foi vital me adaptar à mudança de vida de jogador da NBA para porta-voz do HIV/AIDS e homem de negócios. Seja por necessidade ou desejo, mudar é inevitável. Acreditar em Deus e aceitar Seu plano para a minha vida são grandes partes do motivo de eu estar aqui hoje. Meu crescimento e desenvolvimento como pessoa e homem de negócios me transformaram nos últimos 25 anos.

magic10Sou muito agradecido por todo o incrível apoio da minha mulher, Cookie, dos meus filhos, Andre, EJ e Elisa, dos meus netos, Gigi e Avery, dos meus pais, Earvin Sr. e Christine, assim como meus irmãos, Michael, Quincy, Mary, Larry, Lois, Pearl, Kim, Yvonne e Evelyn.

Obrigado a todos que encorajaram todos os passos, sou muito agradecido pela minha vida e vou celebrá-la todos os dias. A vida é um presente e agradeço a Deus por me abençoar nesses 25 anos.

Espero continuar essa jornada…

São meus votos sinceros. Magic Johnson”


Os 30 da NBA: Lakers vão melhorar, mas playoff em 2016/2017 é irreal
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Fábio Balassiano

walton1A primeira temporada da NBA em 20 anos do Los Angeles Lakers sem Kobe Bryant começa em outubro com muito mais dúvidas do que certezas. Como se sairá o técnico Luke Walton (foto à direita) em sua primeira experiência como treinador principal? E os garotos D’Angelo Russell, Larry Nance Jr, Jordan Clarkson e Julius Randle, conseguirão elevar seus níveis? Os veteranos recém-contratados Luol Deng, Yi Jianlian e Timofey Mozgov conseguirão dar o suporte para a molecada? A nova esperança Brandon Ingram, segundo no Draft de 2016, é isso tudo mesmo que seu ano em Duke mostrou?

O que será do Sixers com Ben Simmons?

IngramComo se vê, são perguntas ainda indecifráveis. Tão indecifrável quanto o jovem Brandon Ingram. Se com Ben Simmons, no Sixers, tudo é uma quase certeza (a dúvida, pelo que leio, é mesmo saber quão craque ele será…), com o ala de apenas 19 anos, 2,08m e dono de um potencial físico descomunal me parece um pouco diferente.

Primeiro porque Ingram chega em uma franquia cuja pressão é imensa, absurda, em alguns momentos intolerável. Segundo porque a mesma mídia de Los Angeles que transforma jogadores bons em craques é aquela que desmonta quem não brilha por lá muito rápido. Para um time cuja diretoria é péssima (Mitch Kupchak já deveria ter sido demitido há tempos…), tenho um pouco de medo de uma eventual falta de paciência mexer logo de cara com a cabeça do menino.

deng1Cabeça do menino que não deverá ser titular em sua temporada de estreia. Se nada de absurdo acontecer, o Lakers inicia a próxima temporada com D’Angelo Russell, Jordan Clarkson, Luol Deng (foto à direita), Julius Randle e Timofey Mozgov no quinteto titular justamente para dar tempo a Ingram se acostumar com o ritmo da NBA vindo do banco e sem tanta pressão. Esta é a parte boa do plano. A ruim é se as derrotas se acumularem logo de cara, algo possível, e os questionamentos começarem a surgir, gerando uma desnecessária, porém provável, animosidade no ambiente.

russellMais do que Ingram, estou curioso mesmo para ver se o armador titular D’Angelo Russell conseguirá manter o nível pós-All Star Game de 2016 por toda a temporada. Se for possível não se envolver em polêmica, como aconteceu recentemente quando “informou” ao mundo que seu companheiro Nick Young estaria pulando a cerca, melhor ainda. Russell tem apenas 20 anos, estará entrando apenas em seu segundo ano e embora ainda tenha muito a evoluir, principalmente na defesa e na leitura de jogo, mostrou ótimo potencial no final do campeonato passado (13,7 pontos como titular) e deixou muita esperança que ele possa desempenhar bem essa função por muito tempo em uma das franquias mais tradicionais da NBA. Com humildade, pode aproveitar muito as dicas dos experientes Jose Calderon e do brasileiro Marcelinho Huertas para crescer ainda mais.

randle1Outro de quem se espera muito é Julius Randle. Um pouco mais maduro que Russell, aos 21 anos Randle sabe que dele é aguardada uma evolução ainda maior do que a que se viu em 2015/2016, quando, de fato, foi a sua primeira temporada na NBA (em 2014/2015 ele se machucou no primeiro jogo…). Se fez um campeonato razoável com 11,3 pontos, 8,1 rebotes e 42% nos arremessos, como dono da posição 4 de um time como o Los Angelers Lakers o tal salto de qualidade, e sobretudo de intensidade e controle emocional (em vários momentos do certame passado ele parecia ir de 0 a 100, em termos psicológicos, muito rápido), é mais do que fundamental para pavimentar a sua carreira que tem tudo para ser logo na franquia e também na liga.

luke1Todos estes jovens vão precisar cortar um dobrado para mostrar seus talentos, mas dependerão muito também da performance de Luke Walton também. Que tipo de estratégia ele irá adotar? Vai tentar repetir o expediente do Warriors, onde foi nos dois últimos anos assistente? Ou tentará criar uma identidade nova para um elenco que só irá longe através dos jovens.

Um dos pontos mais importante para Walton é conseguir o equilíbrio entre demandar aos atletas um comportamento profissional exemplar e não pressionar demais principalmente a garotada. Talvez por isso Luol Deng, um dos melhores caras de vestiário de toda liga, tenha sido contratado. Não só porque joga muito bem, mas sobretudo porque mostrar a Ingram, Randle e Russell os caminhos para ir longe na NBA.

Ingram3O problema para a ansiosa torcida do Lakers é que as pedras-fundamentais da franquia são muitíssimo jovens. Ingram tem 19 anos. Russell, 20. Randle, 21. Larry Nance, 23. Jordan Clarkson, 24. O técnico, inexperiente. Se há alguém na Califórnia que aguarda a volta da equipe aos playoffs (desde 2013 não vai), é melhor diminuir a expectativa porque isso não acontecerá tão rápido assim.

Se está começando a trilhar um necessário caminho de renovação com jovens que podem, sim, virar algo (embora nada seja garantido na NBA…), a realidade é que a temporada 2016/2017 será de muito mais decepções do que de alegrias para a torcida do Lakers.

Campanha em 2015/2016: 17-65
Projeção para 2016/2017: Fora dos Playoffs (entre 30 e 38 vitórias).
Olho em: D’Angelo Russell