Bala na Cesta

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Na pior crise da história, Lakers contrata Magic Johnson como consultor dos donos
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Fábio Balassiano

magic1Aconteceu o que muita gente esperava. Na semana passada Jeannie e Jim Buss, que são os proprietários da franquia Lakers na NBA, convocaram Magic Johnson para uma conversa sobre os rumos de um time que venceu terríveis 65 jogos nas últimas três temporadas, que acumula micos (a maior derrota da história veio recentemente, quando perdeu de 122-73 do Dallas Mavericks) e que não frequenta os playoffs desde 2012).

Não demorou muito e ontem a franquia de Los Angeles oficializou um dos maiores ídolos da história da equipe como consultor dos donos do Lakers. Magic, segundo o comunicado divulgado, ajudará em todas as áreas possíveis – novos negócios, parte técnica, gestão etc. . Desde 2010, quando venceu a sua pequena parte da franquia para um renomado cirurgião da Califórnia, o eterno camisa 32 não tinha relação oficial com o time. Ontem mesmo ele começou a trabalhar na sala em que se encontram todos os troféus de NBA (16) conquistados pela agremiação (foto). Na década de 80, Magic e os Lakers foram responsáveis por cinco deles.

magic2Na prática a sua chegada não muda absolutamente nada em um time que não se encontra (17 vitórias e 34 derrotas até o momento no campeonato), mas a chegada de Magic Johnson significa três coisas: 1) Um respeito maior por parte dos grandes jogadores da liga. Em uma próxima janela de negociações, a presença de Magic pode impactar positivamente na chegada de bons reforços ao Lakers; 2) Quando donos chamam consultores de renome para ajudá-los é porque realmente a situação está tenebrosa (como é o caso da mais tradicional equipe de Los Angeles). Chamar alguém como Magic Johnson pode ser ótimo para arejar as ideias, mas é simbólico pra caramba para medirmos o momento do Lakers na NBA atual (quase que irrelevante e saco de pancadas); 3) Uma possível compra da franquia por parte dele. O ex-armador nunca negou a sua vontade de ser o principal acionista da franquia que defendeu por mais de uma década. Se uma porta aberta pela família Buss até então, ele venceu o pequeno percentual que tinha e foi investir no baseball (Los Angeles Dodgers) e na WNBA (Los Angeles Sparks).

Será que chegou a hora de Magic enfim da franquia que fez com que ele se tornasse mundialmente famoso?


Nova Lei de Trump pode impactar 2 jogadores sudaneses da NBA – entenda!
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Fábio Balassiano

trump1Na última sexta-feira o novo presidente dos Estados Unidos Donald Trump suspendeu o programa de admissão de refugiados e congelou por três meses a entrada no país de pessoas provenientes de sete países muçulmanos: Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen (mais aqui). Uma Juíza Federal de Nova Iorque suspendeu parcialmente o decreto no sábado, mas a ideia de Trump causa preocupação em dois jogadores da NBA, a liga de basquete norte-americana.

SudanNascidos no Sudão, o pivô Thon Maker, do Milwaukee Bucks, e o ala Luol Deng, do Los Angeles Lakers, poderiam ter problemas para, vindo do Canadá, voltar aos Estados Unidos após partidas contra o Toronto Raptors, única franquia da NBA que fica fora do país de Trump.

As franquias (Bucks e Lakers) demonstram tranquilidade com a situação neste primeiro momento pelo fato de os dois atletas terem passaportes de outros países (Maker da Austrália; Deng, da Grã-Bretanha) e porque não há mais viagens para enfrentar o Raptors, no Canadá, até o final da temporada regular. Para o Bucks, porém, o sinal amarelo deve ficar aceso: os dois times (Milwaukee e Raptors) podem se enfrentar nos playoffs que começam em 15 de abril de 2017 (dentro do período de três meses da sanção de Donald Trump portanto).

Atenta obviamente pelo fato de existir a possibilidade da Lei ser prorrogada, impactando os atletas nas próximas temporadas, a NBA informou ontem por nota oficial: “Consultamos o Departamento de Estado e estamos no processo de coleta de informações para entender como essa ordem executiva se aplicaria aos jogadores da nossa liga que são de um dos países afetados. A NBA é uma liga global e estamos orgulhosos de atrair os melhores jogadores de todo o mundo”.

Entre as várias mensagens de protesto sobre o assunto, chamou a atenção a da ex-Atleta Swin Cash, tricampeã da WNBA (2003, 2006 e 2010) e duas vezes medalhista de ouro em Olimpíadas (2004 e 2012). Cash colocou em seu Twitter: “Pergunta séria: existem jogadores da NBA que podem ser afetados por essa lei quando forem jogar em Toronto? Acabei de receber essa indagação“.


Veto da troca que levaria Chris Paul ao Lakers completa 5 anos – relembre o caso
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Fábio Balassiano

chris1Lembro que foi uma quinta-feira maluca aquela de 8 de dezembro de 2011. Cinco anos atrás o Los Angeles Lakers ia conseguir um baita armador (Chris Paul), mas perderia dois dos caras mais importantes dos dois títulos anteriores (2009 e 2010), Lamar Odom e Pau Gasol. O Houston Rockets entraria com algumas peças, ficaria com Gasol e o Hornets, hoje New Orleans Pelicans, colocaria em seu pálido elenco nomes como Lamar Odom (do Lakers), Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic (do Houston).

Seria uma troca MUITO ruim para o Lakers, que perderia duas de suas peças principais para trazer um jogador que seria agente-livre no ano seguinte, excelente para o Hornets e bem razoável para o Rockets, garantiria a presença de Pau Gasol no garrafão.

stern1Quase na (nossa) madrugada, porém, houve uma mudança de rota. David Stern foi pressionado por alguns donos de equipes (entre eles Mark Cuban, do Dallas, e Dan Gilbert, do Cavs, que hoje em dia tem LeBron James, Kevin Love, via troca, e Kyrie Irving) a vetar a transferência de Chris Paul, alegando que ela seria uma “violência” ao mercado e desequilibraria a liga, colocando lado a lado CP3 e Kobe Bryant, dois dos melhores atletas da NBA. Vale dizer que à época a NBA era a DONA da franquia Pelicans, vendida à liga porque os proprietários do New Orleans estavam enrolados financeiramente. É essencial dizer que a NBA também estava em greve, renegociando contratos com atletas, e que a influência dos donos em Stern, escolhido pelos proprietários para sentar à mesa para trocar ideia com os jogadores, era IMENSA.

paul1O desfecho todo mundo já conhece: com o veto da primeira negociação o Clippers entrou na jogada, levou o craque Chris Paul e o New Orleans Hornets recebeu duas mariolas mordidas (Eric Gordon, o contrato expirante de Chris Kaman, o pick de Austin Rivers, Al Farouq-Aminu e outro pick). A movimentação, por sua vez, ACABOU com o Lakers. Lamar Odom saiu de lá cuspindo marimbondos e dizendo que se não o queriam, que deveriam trocá-lo – o que acabou acontecendo quando Odom foi despachado para o Dallas. Pau Gasol ficou, mas sabendo que por todos os cantos queriam tirá-lo de lá. E Kobe Bryant não teve um craque para passar o bastão nos últimos anos de carreira.

cp3Olhando hoje eu continuo achando que a NBA mandou MUITO mal, embora não se possa comparar com a situação envolvendo agentes-livres que escolhem jogar onde querem (LeBron James em Miami, Kevin Durant no Warriors e LaMarcus Aldridge no Spurs, por exemplo). Havia, no entanto, um álibi pelo qual a liga pode justificar o que ela fez – ela era a dona do Hornets e pode alegar que não curtiu a proposta do Lakers quando ela foi repensada. É balela, sabemos que o “basketball reasons” (motivos de basquete) é muito mais um meme de internet do que um argumento inteligente de alguém tão preparado como David Stern, mas o ex-comissário sempre dirá isso como motivo pelo qual ele fez aquilo. O erro, na minha concepção, é a “mão” da liga se meter nos destinos dos times. Como a NBA se tornou dona do Hornets, ela deveria ter designado algum diretor de basquete sem NENHUMA relação com o alto escalão da liga, algo que acabou não acontecendo. Em uma situação limite, como a de Chris Paul, os limites da ética, da intervenção e do bom senso foram testados.

cp3Sem querer ou não, Stern acabou mexendo totalmente com as estruturas da liga. Fora de quadra ele abriu um precedente perigoso e odiado pelos atletas, o de se meter na vida deles e também poder colocar em prática o poder de vetar uma transferência aceita e chancelada pelos gerentes-gerais das franquias. Em um momento de greve ele claramente se colocou no lado dos donos, dos caras do dinheiro, e não no lado dos artistas do espetáculo. Muita gente conta que durante as negociações de salários em 2011 Dwyane Wade chegou a colocar o dedo na cara de Stern dizendo que ele não tinha moral para negociar com ninguém na sala de reunião por conta do que fizera dias antes com Chris Paul e os Lakers. Seria o começo do fim de Stern, que sairia de seu cargo em janeiro de 2014 com um currículo invejável (de ter colocado a NBA em um patamar altíssimo) e uma mancha eterna.

cp3Entre os times, o Lakers nunca mais voltou a ser grande. Para piorar, o seu vizinho, até então o primo pobre que era motivo de chacota por toda cidade, cresce e tornou-se um timaço com Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan. O Houston, que não conseguiu Pau Gasol, logo depois assinou com James Harden e Dwight Howard. E o Hornets, que perdeu a cara de sua franquia no começo da década, só agora encontra outro craque de primeira linha (Anthony Davis), mas está longe de poder dizer que tem um rumo bem definido.

Durante aquele dia ninguém sabia, mas a noite de 8 de dezembro de 2011 fez o mundo do basquete tremer e até hoje causa reflexos na liga. Os torcedores do Lakers, principalmente, estão aí para me dar razão…


Uma pequena história sobre o genial Michael Jordan – leia e veja o vídeo!
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Fábio Balassiano

jordan1História sobre Michael Jordan que me foi enviada pelo leitor Átila Viana na noite de domingo. O vídeo está abaixo, mas foi assim o relato de Byron Scott, ex-jogador do Lakers nas décadas de 80 e 90:

“Na temporada 1992-1993 os Bulls vieram a Los Angeles nos enfrentar e Michael Jordan ficou sabendo que eu não iria jogar porque estava com tornozelo torcido, infelizmente. Eu gostava de marcar o Mike porque quando jogava contra ele nunca o deixava bravo. Se ele convertia um arremesso eu falava ‘bom arremesso, Mike!’ e por aí vai. Contra o Jordan você não pode falar nenhuma besteira se não ele faz 60 pontos na sua cabeça. Então você tenta contê-lo sendo bonzinho. Nada de falar besteira pra ele.

peeler1Neste jogo os Bulls estavam chegando na nossa arena e nós tínhamos acabado de sair do treino de arremessos. Michael me abordou:

– E aí, Scott, o que houve? Fiquei sabendo que você não vai jogar hoje.
– Não vou, Mike, torci o tornozelo.
– Quem vai me marcar então?
– Anthony Peeler,
– Hummmm. Entendi. Cinquenta

Michael Jordan estava rindo e me dizendo que contra Peeler marcaria pelo menos 50 pontos naquele dia”.

Michael Jordan terminou o jogo com 54 pontos , mas os Bulls perderam na prorrogação. Este era Michael Jordan.


O anúncio do HIV, 25 anos depois: Magic Johnson publica emocionante carta – leia!
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Fábio Balassiano

magic2Há exatos 25 anos Magic Johnson participaria de uma das entrevistas coletivas mais concorridas e emocionantes da história do basquete. Em 7 de novembro de 1991 ele anunciaria ao mundo que havia contraído o vírus do HIV.

Na época, a desinformação vencia muita coisa. Só não venceu o sorriso de Magic, que em menos de 5 meses já estaria de volta às quadras. Passando recados, mostrando ao mundo como tratar, se prevenir e falar sobre a doença. Em quadra saudável, craque, gênio e carismático. E sorridente como sempre.

Pensei em escrever mais algumas coisas sobre isso, mas aí li um texto dele, Magic, e não tenho nem mais o que dizer. Emocionem-se também!

magic1Para entender como cheguei onde estou hoje você tem que entender de onde vim. Hoje é a celebração da vida, a celebração do que algumas pessoas pensaram ser uma sentença de morte 25 anos atrás. É a celebração de algo pelo qual passei até agora.

D’s coloca desafios para que você entenda a Sua força e Seu propósito para a sua vida. A vida vai ter altos e baixos, mas é a humildade que você mostra nos bons momentos e a resiliência que apresenta nos maus momentos que fazer você ser quem você é. É a celebração desses momentos!

magicNo dia 25 de junho de 1979 minha vida mudou para sempre. Foi o dia em que fui escolhido como número 1 do Draft pelo Los Angeles Lakers. Finalmente havia alcançado meu sonho de ser jogador profissional de basquete. Trabalhei muito duro na minha adolescência e nos anos de universidade para ser o melhor jogador que poderia ser e agora tudo havia valido a pena. Nos 12 anos seguintes, fui abençoado por liderar os Lakers a cinco títulos em nove finais. Pude jogar contra os melhores jogadores da história. Enfrentar Larry Bird, Dr. J, George Gervin, Michael Jordan, Isiah Thomas e outros me levou ao meu limite físico e mental.

magic8O dia 7 de novembro de 1991 foi o da mudança da minha vida de uma forma que nunca esperei. No entanto, ao contrário da alegria que caracterizou o verão de 1979, aquele dia foi seguido de desespero. Antes disso achei que a coisa mais difícil havia sido enfrentar Michael Jordan ou Larry Bird, mas nesse dia comecei a luta da minha vida. Nesse dia comecei a ver o que D’s havia preparado para a minha vida. Minha fé me deu forças para me levantar e dizer ao mundo que havia contraído o vírus HIV. Então tive que aceitar minha nova situação, dizendo ao mundo que era uma provação diferente. No começo dos anos 90 ouvir sobre alguém com o vírus HIV/AIDS significava que não tinha muita vida pela frente. Senti que era meu dever educar o máximo de pessoas sobre a doença. Então comecei minha nova jornada de andar todo dia com o propósito de D’s. Hoje, continuo fazendo tudo que posso para levar conhecimento e educação sobre a doença para as comunidades.

magic5Depois do anúncio e da minha eventual aposentadoria do basquete, tive que continuar e comecei minha jornada pelo mundo dos negócios. Busquei todo mundo que pudesse me ajudar com o máximo de conhecimento para eu poder começar a Magic Johnson Enterprises (MJE). Minha missão com a MJE foi simples – erguer e causar impacto nas comunidades desassistidas levando serviços de qualidade para a vizinhança. Em negócios feitos nos últimos 20 anos, fui capaz de fazer isso. Mais importante, a MJE ajudou no crescimento das comunidades urbanas e levou esperança.

magic6Fui forçado a repensar minha vida e ajustar. Foi vital me adaptar à mudança de vida de jogador da NBA para porta-voz do HIV/AIDS e homem de negócios. Seja por necessidade ou desejo, mudar é inevitável. Acreditar em Deus e aceitar Seu plano para a minha vida são grandes partes do motivo de eu estar aqui hoje. Meu crescimento e desenvolvimento como pessoa e homem de negócios me transformaram nos últimos 25 anos.

magic10Sou muito agradecido por todo o incrível apoio da minha mulher, Cookie, dos meus filhos, Andre, EJ e Elisa, dos meus netos, Gigi e Avery, dos meus pais, Earvin Sr. e Christine, assim como meus irmãos, Michael, Quincy, Mary, Larry, Lois, Pearl, Kim, Yvonne e Evelyn.

Obrigado a todos que encorajaram todos os passos, sou muito agradecido pela minha vida e vou celebrá-la todos os dias. A vida é um presente e agradeço a Deus por me abençoar nesses 25 anos.

Espero continuar essa jornada…

São meus votos sinceros. Magic Johnson”


Os 30 da NBA: Lakers vão melhorar, mas playoff em 2016/2017 é irreal
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Fábio Balassiano

walton1A primeira temporada da NBA em 20 anos do Los Angeles Lakers sem Kobe Bryant começa em outubro com muito mais dúvidas do que certezas. Como se sairá o técnico Luke Walton (foto à direita) em sua primeira experiência como treinador principal? E os garotos D’Angelo Russell, Larry Nance Jr, Jordan Clarkson e Julius Randle, conseguirão elevar seus níveis? Os veteranos recém-contratados Luol Deng, Yi Jianlian e Timofey Mozgov conseguirão dar o suporte para a molecada? A nova esperança Brandon Ingram, segundo no Draft de 2016, é isso tudo mesmo que seu ano em Duke mostrou?

O que será do Sixers com Ben Simmons?

IngramComo se vê, são perguntas ainda indecifráveis. Tão indecifrável quanto o jovem Brandon Ingram. Se com Ben Simmons, no Sixers, tudo é uma quase certeza (a dúvida, pelo que leio, é mesmo saber quão craque ele será…), com o ala de apenas 19 anos, 2,08m e dono de um potencial físico descomunal me parece um pouco diferente.

Primeiro porque Ingram chega em uma franquia cuja pressão é imensa, absurda, em alguns momentos intolerável. Segundo porque a mesma mídia de Los Angeles que transforma jogadores bons em craques é aquela que desmonta quem não brilha por lá muito rápido. Para um time cuja diretoria é péssima (Mitch Kupchak já deveria ter sido demitido há tempos…), tenho um pouco de medo de uma eventual falta de paciência mexer logo de cara com a cabeça do menino.

deng1Cabeça do menino que não deverá ser titular em sua temporada de estreia. Se nada de absurdo acontecer, o Lakers inicia a próxima temporada com D’Angelo Russell, Jordan Clarkson, Luol Deng (foto à direita), Julius Randle e Timofey Mozgov no quinteto titular justamente para dar tempo a Ingram se acostumar com o ritmo da NBA vindo do banco e sem tanta pressão. Esta é a parte boa do plano. A ruim é se as derrotas se acumularem logo de cara, algo possível, e os questionamentos começarem a surgir, gerando uma desnecessária, porém provável, animosidade no ambiente.

russellMais do que Ingram, estou curioso mesmo para ver se o armador titular D’Angelo Russell conseguirá manter o nível pós-All Star Game de 2016 por toda a temporada. Se for possível não se envolver em polêmica, como aconteceu recentemente quando “informou” ao mundo que seu companheiro Nick Young estaria pulando a cerca, melhor ainda. Russell tem apenas 20 anos, estará entrando apenas em seu segundo ano e embora ainda tenha muito a evoluir, principalmente na defesa e na leitura de jogo, mostrou ótimo potencial no final do campeonato passado (13,7 pontos como titular) e deixou muita esperança que ele possa desempenhar bem essa função por muito tempo em uma das franquias mais tradicionais da NBA. Com humildade, pode aproveitar muito as dicas dos experientes Jose Calderon e do brasileiro Marcelinho Huertas para crescer ainda mais.

randle1Outro de quem se espera muito é Julius Randle. Um pouco mais maduro que Russell, aos 21 anos Randle sabe que dele é aguardada uma evolução ainda maior do que a que se viu em 2015/2016, quando, de fato, foi a sua primeira temporada na NBA (em 2014/2015 ele se machucou no primeiro jogo…). Se fez um campeonato razoável com 11,3 pontos, 8,1 rebotes e 42% nos arremessos, como dono da posição 4 de um time como o Los Angelers Lakers o tal salto de qualidade, e sobretudo de intensidade e controle emocional (em vários momentos do certame passado ele parecia ir de 0 a 100, em termos psicológicos, muito rápido), é mais do que fundamental para pavimentar a sua carreira que tem tudo para ser logo na franquia e também na liga.

luke1Todos estes jovens vão precisar cortar um dobrado para mostrar seus talentos, mas dependerão muito também da performance de Luke Walton também. Que tipo de estratégia ele irá adotar? Vai tentar repetir o expediente do Warriors, onde foi nos dois últimos anos assistente? Ou tentará criar uma identidade nova para um elenco que só irá longe através dos jovens.

Um dos pontos mais importante para Walton é conseguir o equilíbrio entre demandar aos atletas um comportamento profissional exemplar e não pressionar demais principalmente a garotada. Talvez por isso Luol Deng, um dos melhores caras de vestiário de toda liga, tenha sido contratado. Não só porque joga muito bem, mas sobretudo porque mostrar a Ingram, Randle e Russell os caminhos para ir longe na NBA.

Ingram3O problema para a ansiosa torcida do Lakers é que as pedras-fundamentais da franquia são muitíssimo jovens. Ingram tem 19 anos. Russell, 20. Randle, 21. Larry Nance, 23. Jordan Clarkson, 24. O técnico, inexperiente. Se há alguém na Califórnia que aguarda a volta da equipe aos playoffs (desde 2013 não vai), é melhor diminuir a expectativa porque isso não acontecerá tão rápido assim.

Se está começando a trilhar um necessário caminho de renovação com jovens que podem, sim, virar algo (embora nada seja garantido na NBA…), a realidade é que a temporada 2016/2017 será de muito mais decepções do que de alegrias para a torcida do Lakers.

Campanha em 2015/2016: 17-65
Projeção para 2016/2017: Fora dos Playoffs (entre 30 e 38 vitórias).
Olho em: D’Angelo Russell


Tentando compreender a contratação do técnico Luke Walton pelo Lakers
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Fábio Balassiano

walton1Assim como aconteceu em 2015 quando Alvin Gentry fechou com o New Orleans Pelicans durante os playoffs o Golden State Warriors viu um de seus assistentes anunciando a sua partida no meio da pós-temporada de 2016. Foi Luke Walton, confirmado pelo Los Angeles Lakers como técnico da franquia para as próximas cinco temporadas (salário de US$ 25 milhões no total) no lugar de Byron Scott, demitido na semana passada (analisei a saída dele aqui).

walton2Antes de começar a análise em si, vale dizer três coisas: a) Me choca a pressa da franquia Lakers. Pelo que a imprensa norte-americana divulgou, Luke foi o primeiro a ser entrevistado. Menos de 48h depois foi anunciado. Será mesmo que não valia a pena ouvir outras vozes, comparar estilos, mapear outros candidatos?; b) Como eu também previa, seria BEM difícil que alguém com estofo, bagagem, experiência, topasse assumir essa granada de pino aberto que é a franquia Lakers na atualidade. Talvez por isso a opção tenha sido em alguém que já é assistente técnico da liga (ou seja, conhece bem como as coisas funcionam do lado de fora da quadra) e por alguém jovem que queira crescer na carreira na mesma proporção que os atletas que lá estão; c) Juro não entender essa fixação que a franquia tem com ex-jogadores do próprio time. Esse negócio de “ele entende bem como são as coisas internamente por ali” não cola pra mim. Na verdade, é mais um indicativo que a diretoria da equipe não quer mudar métodos, mas sim apenas as pessoas. O que é pouco, obviamente.

walton3Sobre Luke Walton em si, qualquer grande pensamento técnico sobre ele é prematuro. Prematuro mesmo. Sua experiência se resume a um período curto na Universidade de Memphis em 2011 quando ele ainda era atleta (ficou lá enquanto durou o locaute), a uma passagem pelo time do Lakers na D-League em 2013 e aos dois últimos anos como assistente de Steve Kerr no Golden State Warriors, onde todos dizem que ele faz um estupendo trabalho. Não foi apenas sorte e o fato de o time estar “encaixado”, como se diz, que fizeram com que a franquia tivesse a campanha de 39-4 com Walton sentado no banco de reservas enquanto Kerr se recuperava de um problema nas costas. É óbvio que tem muito mérito do cara nisso aí.

walton4Parece ser um técnico de boas ideias, de cabeça arejada, disposto a implantar uma filosofia mais coletiva no Lakers (quando jogador sempre pensou muito coletivamente, cansou de afirmar Phil Jackson, seu técnico por lá nos títulos de 2009 e 2010) e pronto para desenvolver os jovens D’Angelo Russell, Jordan Clarkson, Julius Randle e Larry Nance Jr. . Desde que deem a ele algo que não deram aos outros técnicos que por lá passaram nos últimos anos – tempo. Espero que, além do tempo, a diretoria e os torcedores do Lakers não pensem que a chegada dele fará de uma franquia que não conseguiu nem 30 vitórias nos três últimos campeonatos um timaço como é o Golden State do qual ele, Walton, hoje faz parte. É um erro colossal pensar assim. São realidades BEM diferentes. São elencos BEM diferentes. E são (sobretudo) culturas de franquias BEM diferentes. O Warriors é dirigido pela turma do Vale do Silício, uma galera que privilegia inovação acima de tudo. Em Los Angeles, sabemos, esse negócio de estudar, analisar números e propor coisas até então inimagináveis é visto como peraltice. Nem o estilo de jogo deve ser o mesmo porque as peças possuem características pouco similares.

walton10O mais agora é ter paciência com Luke Walton. Não se sabe, ainda, como será a formação de sua comissão técnica e nem qual o estilo de jogo que ele colocará em prática (espero que ele mexa de cara com a defesa peneira que foi vista nos últimos certames). Seja como for, não é plausível esperar uma grande e rápida revolução no Lakers. É pouco provável, aliás, que uma visita ao playoff aconteça nos dois próximos campeonatos.

Se a franquia tiver calma, pode ser que o jovem treinador transforme um elenco não menos jovem em um grupo vencedor e capaz de disputar grandes jogos lá na frente. No momento, tanto ele quanto os atletas que lá estão enquadram-se na categoria ‘aposta’. E com ela (aposta) o melhor remédio para não quebrar a cara lá na frente se chama ‘tempo’.


A compreensível demissão de Byron Scott do Lakers – e agora, quem vem?
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Fábio Balassiano

scott1O Los Angeles Lakers anunciou, por meio de uma lacônica nota oficial em seu site, que Byron Scott não é mais o técnico da franquia. O time poderia “apertar o botão de uma renovação automática” para o próximo campeonato, mas preferiu ir em outra direção, demitindo o técnico que teve 38 vitórias nas duas temporadas em que dirigiu a equipe. Bom, vamos lá:

1) Ninguém aqui é maluco de dizer que Byron Scott fez um bom trabalho. Não, não fez. Foi um péssimo trabalho. A defesa do Lakers nos últimos dois anos foi uma das piores que eu já vi na vida. O ataque era estático, e nem os avanços que vemos em outros times, como os arremessos de três das extremidades, por exemplo, Scott conseguiu implantar em Los Angeles. Se seu passado como jogador da franquia foi glorioso, sua passagem como treinador não deixará a menor saudade. Sua falta de capacidade em realmente explodir jovens como Julius Randle, Jordan Clarkson, Larry Nance Jr. e D’Angelo Russell, sua teimosia em não dar tempo de quadra a alguns atletas (como o próprio Nance e o brasileiro Marcelinho Huertas), também pesaram contra ele.

mitch12) Dizer que a culpa foi só de Byron Scott, porém, é algo que não farei. É só pegar o histórico de textos meus a respeito do Lakers e é possível saber que com Mitch Kupchak (gerente-geral na foto ao lado) e Jim Buss, filho do proprietário Jerry Buss (falecido) e presidente de operações de basquete, é muito complicado que as coisas realmente andem. Foram tantas decisões bizarras tomadas pela dupla (contratações, Draft, trocas etc.) que responsabilizar apenas Scott é muito simplista. A bagunça é tão grande que desde Phil Jackson (2006 a 2011) nenhum técnico fica lá por mais de duas temporadas. Enquanto não olhar realmente pra dentro da organização, colocando mentes mais arejadas e com conhecimento do basquete praticado atualmente no mundo, o Lakers não vai sair da draga em que se encontra.

thibs13) A lentidão é tão grande, mas tão grande, que o Lakers perdeu a oportunidade de contratar simplesmente Tom Thibodeau, o melhor nome entre os técnicos disponíveis no mercado. O ex-treinador do Bulls tinha vontade de dirigir o Lakers, conforme disse o Woj no Yahoo, mas seu telefone não tocou com uma chamada de Mitch Kupchak. Ali eu, em minha ingenuidade, pensei que os angelinos manteriam Byron Scott por mais um ano, motivo pelo qual, imaginei, não foram atrás de Thibs. Sem o convite que tanto sonhava, Thibodeau acabou aceitando a proposta do Minnesota (a melhor que, de fato, teve). O que aconteceu uma semana depois? O Lakers demitiu Scott – e não poderá mais contar com Thibodeau. Incrível!

mitch14) A questão, agora, é quem vai aceitar dirigir o Lakers? É estranho falar isso de uma das franquias mais gloriosas dos esportes americanos, mas é real. Aceitar comandar o Lakers hoje é roubada – e das grandes. O elenco é recheado de jovens (promessas apenas – e promessas que podem não dar em nada), cheio de buracos, a diretoria é péssima e a pressão é gigante. O ideal, sempre, é que equipes com pressão imensa contratem técnicos com estofo, experiência. O duro é saber quem toparia pegar esse foguete angelino. Pegar esse foguete sem tempo de garantia, diga-se de passagem.

messina15) Por isso surgem nomes como Luke Walton (assistente do Warriors), Ettore Messina (assistente do Spurs desde 2014 e auxiliar no Lakers em 2011/2012 com Mike Brown – na foto), Kevin Ollie (Universidade de Connecticut) e Jeff Van Gundy (parado há quase uma década depois de passagem pelo Houston Rockets). Não que sejam nomes ruins, longe disso (principalmente os de Messina e Van Gundy, comprovadamente talentosos), mas a própria franquia sabe que hoje em dia não pode chegar no mercado e escolher quem realmente quiser. Na atual conjuntura angelina, é contratar quem ela pode – e não quem ela realmente deseja.

mitch1Mitch Kupchak, a quem eu já teria dispensado faz tempo pois não trabalha bem há anos, disse que contratará um técnico em no máximo três semanas, evitando que rumores do próximo mercado (leia-se Kevin Durant) influenciem na escolha do novo técnico. Há, sempre, o nome ventilado de Phil Jackson, que vive às turras em Nova Iorque com imprensa, elenco e dono da franquia (James Dolan), mas me parece que Big Phil não possui mais tanta saúde assim pra dirigir uma equipe por 82 jogos.

A saída, mesmo, será apostar em alguém com pouco nome no mercado e que virá com o carimbo de “aposta”. Se der certo, ótimo, o Lakers poderá voltar aos trilhos. Se não der, a diretoria faz o que tem feito nos últimos anos – demite com a mesma facilidade que o time teve para perder jogos nas últimas temporadas. Já foi melhor o cenário do Lakers, né?


Especial Kobe Bryant: Concorra a uma camisa do ídolo do Lakers
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Fábio Balassiano

kobe1A carreira de Kobe Bryant terminou, você sabe bem. Terminou com 60 singelos pontos, né? Agora imagina que sensacional você caminhando nas ruas da sua cidade com uma camisa do ala do Lakers.

É o que pode acontecer se você participar da Promoção. Para isso, é muito simples. Acompanhe o que precisa ser feito:

1) Curtir a página do blog no Facebook (lá estarão as mesmas instruções). É o Facebook.com/balanacesta .

kobe2) Curtir e compartilhar o Post da promoção no Facebook

3) Marcar NO MÍNIMO cinco amigos no Post da promoção no Facebook

4) Enviar e-Mail com o assunto “PROMOÇÃO KOBE NO BALA NA CESTA” para fbalassiano@uol.com.br com dados completos (Nome, endereço, CEP, Estado, Cidade, telefone de contato etc.)

5) Torcer bastante.

Promoção válida até 23h59 do dia 23/04/2016. Uma camisa está em jogo. Gostaram? Boa sorte a todos!


O show da despedida: Kobe faz 60 pontos na vitória do Lakers
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Fábio Balassiano

kobe3Se já seria uma noite pra não esquecer, Kobe Bryant fez questão de deixar um recado final para o planeta inteiro no derradeiro jogo de sua brilhante carreira.

Diante de todas as câmeras, do mundo inteiro que acompanhava a sua despedida, o camisa 24 deixou a emoção de lado e simplesmente despejou 60 pontos (22/50 nos chutes) na vitória do Los Angeles Lakers contra o Utah Jazz por 101-96 (35-21 no último período em uma incrível virada).

kobe2Emocionado com as homenagens que recebeu antes da partida (com discurso de Magic Johnson e um belíssimo anel da franquia de presente inclusive)  e conversando com Shaquille O’Neal durante toda peleja (seu ex-melhor amigo, desafeto e agora novo maior parceiro), Kobe começou pegando fogo, anotando 20 pontos no primeiro período. Deu uma acalmada nos segundo e terceiro períodos, mas fez o que ele sempre fez de melhor no último quarto – ligou a máquina e salvou a sua equipe. Fez surreais 23 pontos nos 12 minutos finais, auxiliou o Lakers a tirar 15 pontos de diferença e ainda teve forças, sabe-se lá de onde, para matar a bola que guiou a equipe a vitória na noite de quarta-feira.

kobe5Foi seu jogo de maior pontuação desde 2009, mas não só isso. Com os 60 pontos, Kobe se tornou o atleta mais velho (37 anos) a atingir tal marca, cravou a quinta maior performance de sua brilhante carreira (atrás dos 81 contra o Toronto, os 65 contra o Portland, os 62 contra o Dallas e os 61 contra o Knicks) e terminou a sua vida profissional com seis jogos de 60+ pontos, segundo maior no quesito (atrás obviamente de Wilt Chamberlain). Se queria deixar a melhor das impressões finais, o gênio da camisa 24 conseguiu.

kobe1No meio da quadra, ao final e com microfone em punho, Kobe agradeceu aos torcedores pelos 20 anos com a franquia da qual era torcedor na infância, afirmou que, ao contrário de toda a sua carreira, as pessoas insistiram para que ele chutasse todas as bolas (e não que as passasse), encerrou seu discurso um singelo “Mamba Out” (Mamba, seu apelido, fora) e foi ovacionado.

No vestiário os Lakers colocaram champanhe para celebrar a sua vida esportiva. Veja abaixo os lances da partida.