Bala na Cesta

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Los Angeles cria o ‘Kobe Bryant Day’ em homenagem ao craque do Lakers
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Fábio Balassiano

kobe1Kobe Bryant completa 38 anos hoje. Em homenagem ao recém-aposentado craque, a cidade de Los Angeles decidiu fazer algo tão criativo quanto diferente: criou o ‘Kobe Bryant Day‘ (Dia Kobe Bryant) para reverenciar em todos os dias 24 de agosto o jogador que vestiu a camisa do Lakers por duas décadas. A decisão foi confirmada no final da noite de ontem pela Câmara da cidade.

A data, aliás, não foi coincidência. A cidade decidiu criar o “Kobe Bryant Day” em 24/8 justamente por serem estes os dois números utilizados por Kobe em suas camisas pelo Lakers (8 no começo da carreira e nos três primeiros títulos; 24 no bicampeonato).

kobe10“A criação desta data comemorativa é a forma que a cidade de Los Angeles tem para agradecer pela dedicação de Kobe Bryant, por sua obstinação e pela sua busca pela excelência, além, claro, pela forma como ele sempre tratou os fãs da cidade. Por 20 anos todos nós fomos beneficiários do incrível talento dele e de sua ética de trabalho. O dia 24/8 está sendo eternizado como uma forma de dizer ‘Obrigado, Kobe’ por toda cidade. Consideramos este um prêmio justo a quem deu muito mais do que poderíamos esperar”, cita a nota assinada pelo presidente da Câmara de Los Angeles, José Huizar.

kobe2A cerimônia de abertura do “Kobe Bryant Day” acontecerá nesta quarta-feira no L.A. City Hall e terá, claro, a presença do craque do Lakers.

Para nós, brasileiros, pode parecer exagero, mas a criação da data mostra bem a dimensão que os Estados Unidos dá aos seus ídolos. Kobe Bryant jogou 20 anos pelo Lakers, conquistou 5 títulos e está em terceiro na lista dos maiores cestinhas da história. Não sei se o astro que completa 38 anos poderia receber um presente mais representativo no dia de seu aniversário.

 

Tags : Kobe Bryant


Após Kobe e Duncan, Kevin Garnett não sabe se continua jogando na NBA
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Fábio Balassiano

KGPrimeiro foi Kobe Bryant que se aposentou. Nesta semana foi a vez de Tim Duncan. Agora a dúvida que paira no ar é sobre Kevin Garnett.

Um dos melhores alas-pivôs de todos os tempos, o jogador do Minnesota Timberwolves afirmou ao dono da franquia, Glen Taylor, que não sabe se terá condições de atuar na temporada 2016/2017 da NBA. De acordo com o site oficial da liga, deu-se o seguinte diálogo entre Glen e KG durante um jantar em Las Vegas recentemente:

glen1– Kev, o que você fará pra próxima temporada? Contamos com você!
– Glen, querer eu quero jogar. Muito porque eu quero sair de cena deixando o nosso time nos playoffs. Eu só não sei se consigo. Sinceramente não sei.
– Mas como assim, Kevin? O que isso quer dizer?
– Não sei se meu corpo aguenta mais uma temporada.

Quando KG, um cavalo físico de 2,11m, 40 anos e na NBA desde 1995 (o único de sua turma do Draft e também da de 1996 e 1997 que ainda está em quadra), fala de seu corpo não é nenhum exagero. Sem jogar desde 23 de janeiro por inchaço nos dois joelhos, o camisa 21, que retornou ao Minnesota em 2015, atuou apenas em 38 partidas pelo Wolves na temporada passada, tendo as médias de 3,2 pontos, 3,9 rebotes e 14 minutos/jogo, obviamente as piores de sua carreira.

garnettFica, portanto, a dúvida agora se Garnett retorna ou não para o próximo campeonato com o Minnesota. Vontade, ele tem. Primeiro de ajudar o Minnesota, de seu camarada Tom Thibodeau, a voltar aos playoffs, auxiliando a molecada com conselhos (e muitas broncas, claro). Se isso não bastasse, jogar em 2016/2017 colocar KG sozinho como o atleta com o maior número de temporadas na NBA (são 21 atualmente, mesmo número de Robert Parish e Kevin Willis).

Para isso acontecer o camisa 21 terá que superar as quase insuperáveis dores no joelho. Se para Glen Taylor, o dono da franquia Wolves, a única certeza é não ter certeza de nada sobre o futuro do maior nome da história da equipe, para nós, que gostamos do jogo e admiramos KG, o momento é de torcer para que mais uma das grandes estrelas consiga superar os problemas físicos para não vermos, em um período de seis meses, três mitos da modalidade se despedindo quase que ao mesmo tempo.


Após temporada de calouro, Raulzinho projeta próximos passos na NBA
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Fábio Balassiano

Você leu aqui a primeira parte da entrevista com Raulzinho. Vamos à segunda, sobre NBA.

raul5BALA NA CESTA: Como você avalia a sua temporada de estreia na NBA? Te surpreendeu o fato de você ter começo o campeonato como titular do Utah Jazz?
RAULZINHO: Foi uma primeira temporada muito positiva. O que me surpreendeu foram as oportunidades que eu tive. Eu não esperava que algumas coisas fossem acontecer tão cedo. Não só começar de titular, mas a quantidade de minutos que tive, essas coisas me causaram uma surpresa positiva. É lógico que tudo isso foi decorrência do meu trabalho. Logo que cheguei lá no verão americano de 2015 eu não saí da quadra. Fiz musculação pra ganhar forças, treinos específicos principalmente de arremessos e acho que deu resultado. Foi muito boa pra mim essa temporada.

raul1BNC: Você falou de surpresa, e pelo que a gente leu daqui você foi avisado pelo técnico Quin Snyder que seria titular da armação pouquíssimos dias antes de começar a temporada. Como foi receber a notícia do Snyder sobre a titularidade?
RAULZINHO: Quando cheguei lá muita gente já falava que a franquia estava buscando um armador com as minhas características. Alguém que jogasse mais pro time, essas coisas. E no caso o meu estilo de jogo se adaptava bem ao que o time precisava muito mais ao time do que o do Trey Burke (também armador). Isso era conversa dos atletas também. Só que eu não imaginava, né? O Burke foi escolha número 9 do Utah em 2013, teve todo um projeto que fizeram em cima dele e eu estava chegando, meu primeiro ano. Não esperava isso, e ainda tinha o fato do Dante Exum, o australiano, não ter se lesionado ainda. Joguei a pré-temporada inteira de reserva, mas fui bem nos jogos e treinos, e aí foi isso mesmo que você falou – três ou quatro dias antes da estreia o técnico chegou pro grupo e avisou que não só eu como o Rodney Hood, que estava entrando em seu segundo ano, iríamos começar nas posições 1 e 2. Lógico que fiquei feliz. Todo mundo quer jogar, né? Foi um momento especial.

neto2BNC: Aí veio o Jogo das Estrelas em Toronto, você esteve lá no desafio dos calouros. Foi o segundo brasileiro a participar da festa, mas o Nenê quando foi lá no começo de século foi para um tipo de jogo diferente – o dele era de calouros contra atletas de segundo ano; o seu, de estrangeiros contra norte-americanos. O que mais te chamou a atenção do All-Star Game?
RAULZINHO: Foi muito bom. Além da minha felicidade, pude levar meu pai e meu irmão mais novo a um evento deste tamanho. De tudo, isso foi o melhor, sabia? Poder proporcionar uma alegria imensa para a minha família, para pessoas que sempre torceram muito por mim. A estrutura, a quantidade de pessoas trabalhando para o evento, a quantidade de reuniões que tivemos para entender papéis e responsabilidades, tudo isso é muito impressionante. Tinha uma sala só para familiares, com comida, videogame, essas coisas. A grandiosidade do evento me assustou. A cidade toda parada, você consegue imaginar.

raul1BNC: A primeira vez que falei com você foi em 2009, quando você foi jogar um Jordan Classic. Você tinha até cabelo encaracolado. Foi a primeira vez que você apareceu pro mundo do basquete Sete anos depois você estava em um All-Star Game…
RAULZINHO: Sempre passa um filme na cabeça disso tudo, do momento que comecei até chegar à NBA, não há como negar. Foram situações bem diferentes. O Jordan Classic eu precisava mostrar, precisava fazer com que as pessoas me conhecessem, olhassem por mim. O All-Star Game era mais um evento festivo, tinha acabado de ser convocado, então eu não precisava me pressionar pra mostrar tanta coisa assim. Passa um filme de tudo. O Jordan Classic, o Nike Hoop Summit, os torneios com as seleções brasileiras de base, a experiência na Europa e aí chegar à NBA, que é o sonho de todo atleta.

BNC: Bacana. Depois do All-Star Game veio a segunda metade da temporada, e aí as coisas começaram a ficar difíceis para o Utah e um pouco pra você também. O time estava ali em sétimo, oitavo do Oeste, mas optou por fazer uma troca que trouxe o armador Shelvin Mack do Atlanta, dono de estilo bem diferente do seu (ele mais agressivo, você mais organizador de jogadas). Ele chegou, logo virou titular e você foi pro banco. Coincidência ou não o Jazz caiu e não entrou nos playoffs. Como foi esta segunda metade do campeonato?
mack1RAULZINHO: Este foi meu primeiro momento de dificuldade na temporada. Meu pai mesmo me dizia: “Muita gente passa pelo que você está falando logo que começa a temporada. Você está passando por isso no meio do campeonato. Faz parte do aprendizado”. Ele me dizia sempre isso. Eu aprendi muito com isso também. Tive menos minutos, mas a competitividade nos treinos aumentou muito também. Por incrível que pareça, a responsabilidade não diminui quando você vira reserva, mas sim aumenta, porque você precisa fazer o que vinha fazendo, ou mais, em menos tempo, em situações diferentes. É diferente você jogar 30 do que jogar 10 minutos. Com 10 minutos nem sempre você consegue entrar no ritmo de jogo. Às vezes você acerta uma, duas bolas e já está saindo. É bem distinto e foi bem difícil pra te falar a verdade. A vida e o basquete são assim, e o atleta precisa estar preparado pra jogar o tempo que for. O Mack chegou, fez bons jogos, e é normal o time mudar um pouco com a chegada de um elemento diferente na química que tínhamos. Não é uma crítica a ele, mas sim algo natural pela chegada de um novo atleta. Não sei se perdemos esses jogos importantes que nos levariam ao playoff por causa disso, mas ele fez bons jogos. Mereceu os minutos que teve. Eu consigo levar pelo lado positivo, que é de ter aprendido com ele nos treinos e da competitividade que tivemos juntos.

raul4BNC: Você parou pra pensar o que será na próxima temporada em Utah? Te digo isso porque o Mack mesmo tem a opção do time em mantê-lo (o Jazz ainda não decidiu). O australiano Dante Exum voltará. O Burke entra em último ano de contrato. E tem você entrando no segundo ano. Preocupa?
RAULZINHO: Lógico que a gente fica um pouco preocupado. Quero jogar, quero ter um crescimento do meu primeiro para o segundo ano, mas neste momento meu foco está mesmo na Olimpíada do Rio de Janeiro. Aí quando tiver que me apresentar lá pra pré-temporada a gente vê o que irá acontecer. Boatos há aos montes e de todos os tipos. Tenho que me preocupar com o que posso controlar, que é minha parte física, a parte técnica, que é no que venho trabalhando. Se tiver a oportunidade de jogar, preciso estar preparado. Pego um avião amanhã mesmo pros Estados Unidos, e passarei este tempo até a apresentação da seleção brasileira treinando lá. Há uma academia em Santa Bárbara (Califórnia) e treinarei lá.

raulkobe1BNC: Antes de entrar na seleção brasileira queria falar sobre seu último jogo na temporada 2015/2016 da NBA. Calhou de ser contra o Lakers, e do Utah Jazz já entrar em quadra eliminado porque o Houston Rockets havia ganho o seu jogo (os dois times disputavam a oitava vaga do Oeste). Aí a gente viu aquele show de despedida do Kobe Bryant com 60 pontos. Consegue nos descrever aquele momento? Em alguns momentos você chegou a marcá-lo. Você chegou a falar algo com ele?
RAULZINHO: Eu brinquei com ele uma hora lá. Ele chegou perto do Marcelinho Huertas e foi chamar a jogada falando em espanhol achando que eu não entenderia. Aí brinquei falando: “Ó, não adianta falar em espanhol que eu entendo, hein. Já sei o que você vai fazer”. Mas foi só isso mesmo. O fato é que foi uma oportunidade que é difícil de explicar. O último jogo da minha temporada de estreia caiu justamente naquele que foi o de despedida de um dos melhores de todos os tempos. Isso é incrível. Ainda por cima do jeito que foi aquele jogo, né. A gente perdeu, ninguém gosta de perder, mas o que ele fez foi um show à parte. Estar lá dentro, poder jogar contra ele é algo pra poucos e que levarei pro resto da minha vida. O jogo estava meio controlado pra gente mesmo. Faltavam meio que cinco minutos, ele deu dois air-balls (quando o jogador arremessa e a bola não bate nem no aro) e aí pensei que a partida era nossa porque o gás dele teria acabado ali. Só que faltando dois minutos eu não o que deu nele que ele voltou a ser o Kobe que ele sempre foi. Começou a meter uma bola, falta, lance de três. Não conseguíamos parar o cara de jeito. Impossível de marcar. Teve gente que perguntou se era combinado, mas isso não existe. A gente é profissional, ganha pra estar ali e jamais aconteceria. No banco, quando estava assistindo, eu não tinha nem reação pro que ele fez. Foi de outro mundo. A loucura dos torcedores, o clima no ginásio, foi lindo ter participado disso tudo. Não tem como falar muito.

raul1BNC: Você lembra de algo diferente com o Kobe, ou só isso mesmo?
RAULZINHO: Teve um lance engraçado, sim. Antes dos jogos há sempre a conversa dos árbitros com os dois capitães de cada time, você sabe como é. Os juízes sempre falam sobre as regras, dão alguns toques, não é nada demais. Tinha vezes que o Gordon Hayward, nosso capitão, não estava na quadra por causa dos rituais pré-jogo dele. E nenhum atleta gosta muito de parar a preparação antes dos jogos, né. O que acontecia? O time me colocava pra ouvir os árbitros. Em uma dessas foi contra o Lakers no meio da temporada (em 28 de março) e com o Kobe do outro lado. O Hayward não estava, e lá fui eu fazer essa de capitão do time. Cumprimentei, troquei uma rápida ideia e teve uma foto desse momento que guardo com muito carinho.


Podcast BNC: A despedida de Kobe Bryant e os playoffs da NBA, NBB e LBF
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Fábio Balassiano

kobe5No Podcast desta semana falamos sobre a despedida magnífica de Kobe Bryant, analisamos as séries de primeira rodada dos playoffs da NBA e falamos, claro, do mata-mata no NBB e na LBF.

Caso você prefira, o link direto está aqui . Caso queira, também está disponível no iTunes! O código RSS está aqui. Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e divirtam-se com o programa!


Fala, Leitor: O motivo da comoção com a aposentadoria de Kobe Bryant
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Fábio Balassiano

*Por Igor Puga

kobe5“É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”.

É com essa frase consagrada no comercial da Folha de São Paulo de 1988 que se deve apreciar a diversidade de opiniões, análises, crônicas e artigos publicados nos últimos dias sobre a aposentadoria de Kobe Bryant. Corrigindo, sobre a carreira e sua relevância polêmica mais do que a aposentadoria em si.

Não falta informação, estatística e repertório para suportar a tese que mais convém ao autor. Minha decepção fica registrada pelo prisma populista e superficial da grande maioria do que pude ler – não faz sentido construir parágrafos para avaliar se o fulano foi semelhante ao Jordan, o segundo ou nem sequer um dos 10 melhores jogadores de bola ao cesto da história.

kobe2Convenhamos que é de um oportunismo rasteiro dissertar no caminho de teses tão pouco relevantes. O mundo está cansado de rankings e opiniões absolutas, ainda que a disponibilidade de dados, estatísticas e premiações sejam matéria prima farta para jornalistas, colunistas e blogueiros – aliás, pouco importa essa distinção.

Atenta contra minha natureza não celebrar e admirar algo que é notável sem necessidade dessa polêmica toda – a importância do Kobe não passa por nada disso de 3o maior pontuador da história ou 5 títulos de NBA, pra não seguir em frente aqui com uma lista infindável de marcas e chancelas.

kobe3É tão difícil de perceber o valor de um cara que jogou 20 anos no mesmo clube ? E esse clube era da cidade de Los Angeles, a metrópole do ego ? Que renovou o orgulho de ser atleta olímpico, respeitando os adversários com a classe e a humildade carentes em qualquer jogador americano da modalidade ? Frequentando vila olímpica e assistindo outras partidas como apenas mais um como qualquer outro? Um cara que apesar de um talento singular, sempre justificou seus feitos por ser o que mais treinava disciplinadamente, algo comprovado em relatos de colegas e treinadores ? Um cidadão que ainda sustentava uma condição de mais esportista que celebridade, algo óbvio mas infelizmente incomum nos dias atuais.

kobe1Sua aposentadoria representa o fim de uma era. Afinal, depois dele, quem foi protagonista sozinho de um título? A geração de Wade, Carmelo e LeBron não atingiu essa unanimidade e os Spurs e Warriors devem marcar uma nova era mais coletiva que já é realidade.

O basquete é um exercício de imaginação e sem Kobe desaparece o último ícone do espetáculo improvável porque a plasticidade que se espera dessa linha de jogadores habilidosos, capazes de arremessar de três, do perímetro, infiltrar com pontuação expressiva é um atributo que catapulta o esporte a condição de entretenimento. O que, sabemos, alavanca audiência e consequente faturamento – que é o ponto central do sucesso da NBA.

A morte desse estilo é o velório de toda uma geração enorme, vide a longevidade dessa carreira. É daí que emerge a comoção de milhões de pessoas que inconscientemente sentem que esse tempo não voltará tão cedo.


Especial Kobe Bryant: Concorra a uma camisa do ídolo do Lakers
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Fábio Balassiano

kobe1A carreira de Kobe Bryant terminou, você sabe bem. Terminou com 60 singelos pontos, né? Agora imagina que sensacional você caminhando nas ruas da sua cidade com uma camisa do ala do Lakers.

É o que pode acontecer se você participar da Promoção. Para isso, é muito simples. Acompanhe o que precisa ser feito:

1) Curtir a página do blog no Facebook (lá estarão as mesmas instruções). É o Facebook.com/balanacesta .

kobe2) Curtir e compartilhar o Post da promoção no Facebook

3) Marcar NO MÍNIMO cinco amigos no Post da promoção no Facebook

4) Enviar e-Mail com o assunto “PROMOÇÃO KOBE NO BALA NA CESTA” para fbalassiano@uol.com.br com dados completos (Nome, endereço, CEP, Estado, Cidade, telefone de contato etc.)

5) Torcer bastante.

Promoção válida até 23h59 do dia 23/04/2016. Uma camisa está em jogo. Gostaram? Boa sorte a todos!


O show da despedida: Kobe faz 60 pontos na vitória do Lakers
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Fábio Balassiano

kobe3Se já seria uma noite pra não esquecer, Kobe Bryant fez questão de deixar um recado final para o planeta inteiro no derradeiro jogo de sua brilhante carreira.

Diante de todas as câmeras, do mundo inteiro que acompanhava a sua despedida, o camisa 24 deixou a emoção de lado e simplesmente despejou 60 pontos (22/50 nos chutes) na vitória do Los Angeles Lakers contra o Utah Jazz por 101-96 (35-21 no último período em uma incrível virada).

kobe2Emocionado com as homenagens que recebeu antes da partida (com discurso de Magic Johnson e um belíssimo anel da franquia de presente inclusive)  e conversando com Shaquille O’Neal durante toda peleja (seu ex-melhor amigo, desafeto e agora novo maior parceiro), Kobe começou pegando fogo, anotando 20 pontos no primeiro período. Deu uma acalmada nos segundo e terceiro períodos, mas fez o que ele sempre fez de melhor no último quarto – ligou a máquina e salvou a sua equipe. Fez surreais 23 pontos nos 12 minutos finais, auxiliou o Lakers a tirar 15 pontos de diferença e ainda teve forças, sabe-se lá de onde, para matar a bola que guiou a equipe a vitória na noite de quarta-feira.

kobe5Foi seu jogo de maior pontuação desde 2009, mas não só isso. Com os 60 pontos, Kobe se tornou o atleta mais velho (37 anos) a atingir tal marca, cravou a quinta maior performance de sua brilhante carreira (atrás dos 81 contra o Toronto, os 65 contra o Portland, os 62 contra o Dallas e os 61 contra o Knicks) e terminou a sua vida profissional com seis jogos de 60+ pontos, segundo maior no quesito (atrás obviamente de Wilt Chamberlain). Se queria deixar a melhor das impressões finais, o gênio da camisa 24 conseguiu.

kobe1No meio da quadra, ao final e com microfone em punho, Kobe agradeceu aos torcedores pelos 20 anos com a franquia da qual era torcedor na infância, afirmou que, ao contrário de toda a sua carreira, as pessoas insistiram para que ele chutasse todas as bolas (e não que as passasse), encerrou seu discurso um singelo “Mamba Out” (Mamba, seu apelido, fora) e foi ovacionado.

No vestiário os Lakers colocaram champanhe para celebrar a sua vida esportiva. Veja abaixo os lances da partida.


Especial Kobe Bryant: Obrigado, muito obrigado
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Fábio Balassiano

kobe10Falta pouco, Kobe. Às 23h30 (ESPN exibe) veremos seu último ato.

Só posso dizer obrigado.

Obrigado por me fazer acompanhar a sua trajetória maravilhosa desde 1996.

Obrigado pelas bolas surreais nos finais de jogos.

Obrigado por me deixar emotivo com a despedida de alguém que só troquei quatro palavras (no Rio de Janeiro em 2013).

Obrigado por não ter ido aos All-Star Games que eu cobri (2014 e 2015). Eu não saberia o que lhe perguntar. Talvez tremesse a voz e me sentiria um bobo.

kobe1Obrigado por desafiar os limites do seu corpo dia após dia.

Obrigado por provar que a repetição diária rende frutos para quem treina com tanto afinco como você.

Obrigado por errar tanto em sua vida (nos arremessos, nas declarações, nas ações). Você mostrou que é humano como nós.

Obrigado por não ter a menor dúvida de que copiar o melhor dos melhores seria a maneira mais inteligente de você se colocar entre… os melhores.

kobe2Obrigado por saber cair. Por saber cair e levantar.

Obrigado pelas brigas com Phil Jackson. Eu também me irritei muito por ele sempre estar certo. Muito obrigado por compreender que ele sempre quis o seu melhor.

Obrigado pelos 81 pontos no Toronto.

Obrigado por ter batido aquele lance-livre com o tendão de aquiles arrebentado.

Obrigado por fazer 62 pontos no Dallas em três períodos.

kobe20Obrigado por não concordar com o senso-comum, com o medíocre (de mediano).

Obrigado por fazer pelo menos 40 pontos contra os 29 times da NBA contra os quais você jogou (incrível, hein!).

Obrigado por fazer as pazes com Shaquille O’Neal. Uma dupla que deu tantas alegrias a uma torcida não poderia ficar afastada por bobeira.

kobe8Obrigado por buscar a excelência em tudo desde sempre e para sempre.

Obrigado por falar sempre com os dentes trincados quando o assunto era basquete.

Obrigado por não ter paciência com os jogadores menos dotados em termos técnicos que treinavam 10% do que você, um gênio das quadras, treinava.

Obrigado por não aceitar nada menor que a excelência em todos os seus atos.

kobe10Obrigado por tratar a maior paixão da minha vida, o basquete, com o tesão que ele (o basquete) merece.

Obrigado por, mesmo sendo um profissional na acepção da palavra, ter jogado por sua seleção com o amadorismo (da palavra “de quem ama”) e com a paixão que todos nós, torcedores, jogaríamos.

kobe1Obrigado por treinado para superar o melhor de todos os tempos. Parabéns por ser um dos 10 melhores de todos os tempos.

Obrigado por ter ensinado. Obrigado por ter aprendido. Obrigado por ter vencido. Obrigado por ter perdido.

Foram 20 anos realmente incríveis. Sentiremos sua falta. Se quiser voltar, volte sem medo. Se não quiser, tenha uma boa nova vida. Obrigado, Kobe.


Especial Kobe Bryant: Histórias inspiradoras sobre a força mental do craque
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Fábio Balassiano

kobe1O vídeo abaixo mostra Kobe Bryant treinando sozinho DEPOIS de um jogo contra o Miami, na Flórida, em 2011. Ele tinha chutado 8/21, o Lakers acabara de perder do Heat do Big 3 (LeBron, Wade e Bosh), Kobe estava irritado consigo mesmo e decidiu retornar à quadra pra treinar depois da coletiva de imprensa.

Alguns detalhes: 1) Depois de um jogo jogo (reforçando); 2) O cidadão já tinha 5 anéis de campeão; 3) O Lakers liderava o Oeste na época; 4) O avião sairia em três horas. Alguns atletas preferiram sair pra jantar. Kobe preferiu treinar; 5) Ele voltou SOZINHO à quadra; 6) O rapaz já tinha 32 anos.

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kobe2Lembro que antes da temporada de 2009 fomos treinar juntos em Los Angeles. Cheguei cedo ao ginásio e ele já estava lá. Não estava entendendo muito bem o que ele fazia ali repetindo o mesmo arremesso inúmeras vezes, mas preferi não incomodar. Fui me alongando, arremessando de leve e esperava ouvir meu nome rapidamente. Passaram dez, vinte, trinta, cinquenta minutos. Nada. Uma hora, duas horas, Duas horas e meia. Decidi ir lá. E perguntei: ‘Cara, o que você está fazendo treinando o MESMO arremesso há quase três horas? Eu só te vejo deste mesmo ponto da quadra e sua bola não para de cair. O que está acontecendo?’. E aí ele me respondeu: ‘Este arremesso, deste ponto da quadra, está me incomodando muito há dois meses. Sinto que a bola está girando mal até o aro. Então estou tentando solucionar isso. Você me dá mais meia horinha para eu resolver essa questão?’. Naquele momento eu fiquei sentado tentando entender“, Jamal Crawford, atualmente ala do Los Angeles Clippers.

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kobe10“Eu me chamo Rob, sou preparador físico profissional há 16 anos e já tive a oportunidade de trabalhar com um vasto número de atletas, do ensino médio ao nível profissional. Fui convidado para Las Vegas em 2012 para ajudar o Team USA com a preparação física antes da partida para Londres, onde, como sabemos agora, eles conquistariam o ouro olímpico. Já havia tido a oportunidade de trabalhar com Carmelo Anthony e Dwyane Wade no passado, mas esse seria meu primeiro contato com o Kobe. Nos encontramos pela primeira vez três dias antes da primeira sessão de treinos, no começo de julho. Foi uma conversa rápida sobre condicionamento físico, como ele gostaria de estar no final do verão e também um pouco sobre a qualidade da Seleção. Ele então pegou meu número e eu disse que ele poderia me procurar sempre que quisesse um treino extra, a qualquer hora.

kobe50Na noite anterior à primeira sessão de treinamento eu lembro que havia acabado de assistir ‘Casablanca’ pela primeira vez e era por volta das 3:30 da manhã. Deito na cama, pego no sono aos poucos e ouço meu celular tocar. Era o Kobe. Atendi nervoso:

“Rob, não estou atrapalhando nada, certo?”
“Não, Kobe. Tudo certo?”
“Eu estava me perguntando se você poderia me ajudar com um treino físico agora.”
Olhei no relógio. 4:15 da manhã. “Sem dúvidas, chegarei ao complexo em alguns minutos”.

kobe20Levei uns vinte minutos até me aprontar e sair do hotel. Quando cheguei e entrei na quadra de treinos principal avistei o Kobe. Sozinho. Estava encharcado de suor, parecia ter acabado de sair de uma aula de natação. Não eram nem cinco da manhã. Fizemos um treino físico por uma hora e quinze minutos. Então entramos na sala de musculação, onde ele realizou treinos de força por 45 minutos. Depois disso nos separamos e ele voltou para a quadra para treinar arremessos. Voltei para o hotel e apaguei. Wow.

Eu era aguardado no ginásio novamente às onze da manhã. Acordei me sentindo sonolento, um pouco tonto e com todos os outros sintomas que resultam da falta de sono. Obrigado, Kobe. Comi um pão e saí para o complexo. Todos os jogadores da Seleção estavam lá, animados para a primeira sessão de treinamentos. LeBron conversava com o Carmelo se me lembro bem e o Coach Krzyzewski explicava alguma coisa para o Kevin Durant. Do lado direito da quadra estava o Kobe sozinho treinando arremessos. Passei, o cumprimentei e disse:

kb24“Bom trabalho essa manhã”
“Como?”
“Quero dizer, no treino físico. Bom trabalho.”
“Ah, sim, obrigado, Rob. Eu realmente agradeço.”
“Então, quando foi que você terminou?”
“Terminei o quê?”
“Os arremessos. Que horas você saiu da quadra?”
“Eu não saí da quadra desde aquela hora. Queria fazer 800, então só agora, então estou desde aquele momento (4h da manhã) treinando”.

Começou às 4h da manhã, eram 11h da manhã, ele não havia descansado. Meu queixo caiu”.

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kb5A primeira experiência de Kobe Bryant com a seleção norte-americana foi no Pré-Olímpico de 2007 em Las Vegas. Os EUA eram amplamente favoritos a conquistar uma das duas vagas para a Olimpíada da China do ano seguinte, mas o ala do Los Angeles Lakers não queria dar a menor sopa para o azar.

No dia 26 de agosto os EUA enfrentariam o Brasil. Do outro lado da quadra estaria Leandrinho, que tinha alucinado o Lakers, de Kobe, nos playoffs dos dois últimos anos (2006 e 2007). Embora não fosse uma figurinha nova para ele, o camisa 10 da seleção norte-americana não queria ser surpreendido. No final do treino conversou com Roy Williams, técnico de North Carolina e assistente de Coach K, e pediu:

barbosa1– Coach, amanhã o Barbosa (Leandrinho) não pode tocar na bola. É o melhor jogador do time deles e precisamos anulá-lo. O que você preparou para mim neste sentido?

– Como assim, Kobe? Você sabe como marcá-lo. Jogou contra ele não tem dois meses, não?

– Não. Preciso que você me entregue um compilado dos arremessos dele neste Pré-Olímpico e as diferenças de jogo para jogo. Amanhã não posso deixá-lo respirar.

kb1E assim foi feito. Roy Williams entregou uma apostila para Kobe Bryant em seu quarto na noite de 25 de agosto e um DVD com os melhores momentos editados de Leandrinho naquela competição.

No dia seguinte, uma das fotos mais incríveis da seleção norte-americana naquela competição (esta daqui do lado) mostra bem o que Kobe, na época um jogador com três títulos da NBA e o líder do time, queria: atazanar a vida de Leandrinho. O ala brasileiro errou seis de seus sete arremessos, desperdiçou quatro bolas e não teve forças para segurar o camisa 10 americano na defesa (Kobe teve 20 pontos). No final do jogo (113-76), Roy Williams ainda escutou: “Se não fosse o DVD e a apostila não teríamos vencido”.

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“Sempre fiz questão de ser o primeiro a chegar ao trabalho. Mas Kobe sempre dava um jeito de me superar. Eu morava a dez minutos do ginásio. Ele, a 45.

Um dia, na pré-temporada de 1999, ele quebrou o punho direito. A quadra, imaginei, ficaria só para mim. Mas, para minha vergonha, na manhã seguinte lá estava ele no ginásio – um braço engessado, o outro com a bola. Enquanto o time se ajustava para a estréia, percebi que Kobe seguia uma rotina peculiar.

Ele driblava, fintava, passava e chutava com a canhota. Parecia obcecado em reaprender tudo o que fazia com a mão direita.

Certa manhã, ele me chamou para um duelo de arremessos. Fiquei insultado. Ele acreditava que podia derrotar a mim, um especialista em tiros de longa distância, e sem uma mão. A mão boa! Como assim? Topei. Seria um prazer fazê-lo engolir a mania de grandeza.

Por pouco escapei do maior vexame de minha carreira. Foi só por uma cesta que o venci. Uma só.

Mas o melhor veio não contra mim em um treino, mas quando sarou e voltou a jogar. Logo em seu primeiro lance Kobe driblou e chutou com a mão esquerda. O arremesso nem aro deu. Mas isso não importava pra ele.

O banco olhou meio assustado, achou que ele estava maluco. No ataque seguinte, um drible de canhota, um passe, outro drible e um arremesso certeiro. De canhota. Diante de milhares de pessoas e das câmeras de TV, ele quis provar que também podia brilhar com a canhota”.

John Celestand, companheiro de Kobe Bryant no Lakers em 1999.


Especial Kobe Bryant: Os ouros olímpicos com a seleção dos Estados Unidos
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Fábio Balassiano

kobe50Kobe Bryant jamais havia defendido uma seleção norte-americana. Ele me disse que poderia contar com ele a partir de 2006. Depois daquele ano, Kobe me ligou duas ou três vezes para dizer para não esquecer dele, pois tinha o sonho de jogar uma Olimpíada pelo seu país. E estamos falando de um dos melhores jogadores de todos os tempos“. A declaração é de Jerry Colangelo, o gerente-geral de seleções da USA Basketball. Ele me contou isso em Nova Orleans dois anos atrás sobre como foi a sua primeira conversa com Kobe para que o astro do Lakers defendesse a seleção americana.

kobe10Jerry, na verdade, não precisava apenas de um grande jogador. Jerry precisava, na verdade, de grandes símbolos, de grandes inspirações. A seleção norte-americana de 2004 era recheada de craques, mas faltou comprometimento, entendimento de que a imagem da seleção impactava diretamente no que a NBA seria como produto. Ex-dono do Phoenix, ele entenderia bem os dois lados da moeda. E tratou de trazer o cara mais comprometido de todos para seu lado. Com Kobe Bryant, Colangelo sabia que de falta de foco e de treinamento a seleção americana não sofreria.

kb300Kobe, que poderia enfim ser treinado por Coach K (o treinador de Duke rejeitou uma oferta do Lakers de anos atrás), jogou três competições pelos EUA: o Pré-Olímpico de 2007 em Las Vegas e as Olimpíadas de 2008 e 2012.

Ao todo, 26 jogos e 26 vitórias, com 14,1 pontos de média, duas medalhas de ouro olímpicas e partidas memoráveis como a da final olímpica de Pequim-2008, 12 dos 20 pontos nos cinco minutos finais contra seu amigo Pau Gasol, da Espanha.

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