Bala na Cesta

Arquivo : Kevin Durant

Cinco motivos que fazem o encontro de Durant com Oklahoma ser o jogo do ano na NBA
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Fábio Balassiano

durant10Não há mais escapatória para a torcida de Oklahoma que não queria ver Kevin Durant pisando na Chesapeake Energy Arena vestindo o uniforme do Golden State Warriors.

Neste sábado a partir das 23h30 (horário de Brasília) o ala que vestiu a camisa do Thunder por oito temporadas estará no ginásio de Oklahoma pela primeira vez desde 28 de maio do ano passado para se reencontrar com uma torcida que sempre o venerou e com companheiros que hoje o tratam com desdém desde que ele anunciou que estava de saída rumo ao Warriors em julho de 2016. O duelo será transmitido pela ESPN e é o jogo da temporada regular da NBA mais aguardado de 2017 até agora (ao menos pelo lado afetivo). Quer entender o motivo? Vamos lá:

durant11) Por mais que tenha sido transparente e “dentro das regras do jogo”, ou seja, assinando com outra franquia sendo agente-livre no mercado passado da NBA, ninguém em Oklahoma perdoa a forma como Kevin Durant saiu do OKC. A franquia que lhe abriu as portas e todas as possibilidades do mundo nos últimos oito anos acenou com um salário máximo, reforços de peso (Al Horford incluído nisso), a manutenção de Russell Westbrook por mais tempo e grandes chances de voltar à decisão da liga. Durant ouviu, ouviu, ouviu e escolheu o Warriors.

2) Não foi só sair do Oklahoma que irritou a torcida. Mas principalmente o fato de Kevin Durant trocar o Thunder por um rival que a franquia ficou a três minutos de eliminar na final de conferência passada. Pouca gente lembra, mas o OKC tinha 3-2 na final do Oeste, vencia o jogo 6 em casa por 10 pontos faltando três minutos para acabar quando a equipe entrou em colapso e permitiu que o rival virasse o jogo, empatasse a série e ganhasse em casa no sétimo e decisivo duelo, fechando a decisão de conferência em 4-3. Para a cidade de Oklahoma, Durant escolheu a opção mais fácil, a menos trabalhosa, a menos tortuosa.

west3) Ex-companheiro inseparável de Durant, Russell Westbrook não aceita ouvir e nem falar no ex-camisa 35 de Oklahoma. Para Russ, personagem de texto aqui essa semana, que o seu ex-companheiro de time fez foi inaceitável. Na cabeça dele, trocar tudo aquilo que eles tinham construído juntos e o que eles ainda poderiam construir por uma solução pronta não faz sentido. KD tentou contato com Westbrook logo que comunicou a decisão de ir ao Warriors para a imprensa, mas Westbrook não quis contato. Os dois não se falam desde o jogo 7 da final da conferência Oeste. No primeiro jogo envolvendo Warriors e Thunder, na Califórnia, Westbrook chegou com um colete em que estava escrito “Fotógrafo oficial”, uma alusão ao hobby preferido de Durant (fotografia). Quando o Cleveland venceu o Golden State no jogo do Natal, Russ saiu da quadra de treinamento gritando um sonoro “Obrigado, Kyrie”. Kyrie Irving acabara de matar a bola decisiva do Cavs para vencer o Warriors de Durant. A amizade ficou pra trás…

4) O Thunder moldou a franquia para acomodar Durant e Westbrook por muito, muito, muito tempo. Fez todas as movimentações possíveis para que os dois ficassem confortáveis e felizes por lá. Entre outras coisas despachou James Harden, hoje no Rockets e um dos candidatos a MVP da temporada, trocou recentemente Serge Ibaka para dar salários máximos a dupla, contratou pivôs novos e leves para sustentar o jogo veloz e móvel do duo e quando viu que o antigo treinador (Scott Brooks) não conseguia mais elevar o nível tático da equipe o mandou embora. Kevin Durant, na primeira oportunidade de mercado que teve, pulou fora do barco.

durant15) Há um lado sentimental nisso tudo também. Oklahoma é uma cidade pobre, sofrida e que recentemente foi devastada por um tornado há quatro anos. Kevin Durant era um dos caras que dava alegria, auto-estima e confiança para a população da cidade levantar a cabeça e seguir em frente. Quando ele troca Oklahoma por uma cidade charmosa, rica e bem mais descolada da Califórnia não deixa de ser um tapinha na cara dos cidadãos da cidade também. Foi profissional, mas é difícil para quem o amou por tanto tempo desassociar as coisas, obviamente.

Insisto que todas as ações de Kevin Durant estão dentro das regras do jogo e são extremamente aceitáveis dentro do mundo profissional da NBA. Na cabeça do torcedor, nem sempre funciona assim, né? Então cabe a pergunta: qual será o comportamento da torcida de Oklahoma com Kevin Durant logo mais? Muitas vaias ou haverá espaço para aplausos também?


NBA reconhece erro em último lance de Cavs e Warriors – Durant sofreu falta
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Fábio Balassiano

james1Para quem não conhece, todos os dias depois das rodadas a NBA coloca em seu site de arbitragem (aqui) análises e comentários oficiais sobre os dois últimos minutos de TODOS os jogos. Isso também foi feito no domingo com as partidas de Natal.

E a NBA reconheceu o erro em dois lances cruciais da partida entre Cleveland Cavs e Golden State Warriors (transcrição completa aqui). O primeiro deles a 01:43 do final, quando LeBron James enterrou e ficou pendurado no aro provocando a Draymond Green. Segundo a liga, James deveria ter tomado uma falta técnica (o mesmo que acontecera minutos antes com seu companheiro Richard Jefferson pelo mesmo motivo). Nada foi apitado.

durantO lance mais polêmico, porém, aconteceu no final. O Golden State tinha um ponto de desvantagem e a bola para vencer. Passe para Kevin Durant, que era marcado pelo veterano Richard Jefferson. Houve um contato, e Durant foi ao chão. A arbitragem nada marcou (seriam dois lances-livres para um cara que tem 87% de aproveitamento da linha fatal…) e o Cleveland venceu. Na revisão do lance, a NBA informa que houve, sim, falta de Jefferson no ala do Warriors “porque o contato dos pés (de Richard Jefferson) afetou sua velocidade, equilíbrio e ritmo na ação ofensiva”.

warriors1No final do jogo, o camisa 35 da franquia californiana, bem irritado (e pelo visto com toda razão), disse na coletiva de imprensa: “Eu caí, e eu não caí sozinho”. Do outro lado, Richard Jefferson, veterano e tentando tirar o seu corpo fora da polêmica, disse que todo lance é polêmico e todo atleta acha que sempre sofre a falta, mas que nada de grave teria acontecido.

O melhor jogo da temporada da NBA terminou, mas pelo visto não acabou ainda. Quem sabe em junho a gente não veja o tira-teima final destes dois timaços.


A magia do basquete no partidaço vencido pelo Cavs contra o Warriors
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Fábio Balassiano

cavs10Aí você se prepara para a rodada natalina, dispensa a família, se tranca no quarto e já se empolga com o Knicks e Celtics do Garden. Vitória do Boston (119-114), bom e jogo e tals. Se arruma na cadeira, pega uma água, se acomoda e começa a ver uma AULA de basquete. Golden State Warriors e Cleveland Cavs fazem em Ohio tudo aquilo que a gente espera encontrar em uma partida do esporte que a gente tanto curte: ataques ferozes, defesas tentando encontrar soluções, técnicos buscando vantagens com substituições, estrelas aparecendo, coadjuvantes buscando espaço e drama, muito drama.

warriors1Se o nível, de intensidade, técnico, tático, mental, físico, do primeiro tempo fosse mantido para o segundo já seria sensacional, mas os caras queriam mais. O Golden State foi pro intervalo vencendo por 55-52, chegou a abrir dígitos duplos no terceiro período, colocou 14 de vantagem nos 12 minutos derradeiros, mas o Cavs não desistiu.

Na verdade, aqui vale um registro desde já. O Cleveland em nenhum momento deixou de seguir o seu plano de jogo: fechar loucamente os espaços para tiros de três pontos no perímetro (Warriors tiveram “apenas” 9/30 de fora), nem que para isso significasse um garrafão mais aberto e disponível para infiltrações (50 pontos da franquia da Califórnia vieram assim). O problema é que para passar adiante não bastavam 16 pontos de LeBron James no terceiro período (ele teve 31 no total), 20 no total de Kevin Love e nem 7 roubos ou 10 assistências de Kyrie Irving. As peças de apoio precisavam aparecer. E naquela altura o banco não ajudava. Richard Jefferson e Iman Shumpert tinham, somados, 0/14 nos chutes. Só que, pessoal, isso se chama basquete e basta uma fagulha para a fogueira acender.

cavs1Jefferson, no alto de seus 36 anos, tomou a fonte da juventude e até enterrou. Shump matou bola de três. Channing Frye converteu duas. O banco acabou com 25 pontos, quase o dobro dos 13 do Warriors, e acabou sendo o responsável por colocar o Cleveland no jogo.

Nos minutos finais, mais drama. Steph Curry, mal no jogo (4/11 e 15 pontos “apenas”), recebeu em contra-ataque e matou de três. O Warriors lideraria por 1 ponto. O Cavs tinha a bola com 10 segundos de jogo. E aí Kyrie Irving, então com 23 pontos, 10 assistências, 7 roubos e 6 rebotes, mandou um Feliz Natal para o Golden State.

cavs3É isso. Vitória do Cavs por 109-108 em um dos melhores jogos deste esporte chamado basquete dos últimos tempos. Vale dizer que no último lance Kevin Durant, autor de 36 pontos e 15 rebotes (cracaço de bola!), tropeçou em Richard Jefferson (acharam falta ou normal?), não rolou arremesso e o Cleveland venceu com bastante justiça. Soube manter a cabeça fria mesmo perdendo durante toda a partida, colocou a bola nas mãos de Irving e LeBron nos momentos cruciais e ainda viu os coadjuvantes aparecerem para ajudar as principais estrelas. Manual de resiliência e de como grandes times encontram sempre formas de vencer partidas em que parecem estar sendo dominados pelos adversários. Insisto: uma aula de basquete por parte da franquia de Ohio.

cavs2Ressalto que foi certamente a melhor partida da temporada. Intensa, física, com rivalidade pulsando, técnica e tática ao extremo. Arrisco-me a dizer que não haverá 5 deste nível de intensidade e qualidade até o final de 2017.

Quem trocou a rabanada pelo jogo de ontem ouviu lamúrias da família, mas certamente não se arrependeu. Vimos, neste domingo, um show de basquete. Um show do que é o esporte em seu mais alto nível. Um show de Kyrie Irving. Quero apenas dizer que em junho podemos ter mais cinco, seis, sete jogos deste nível entre estes dois timaços de basquete. Que venham!


Aviso aos navegantes: o Warriors já lidera a NBA e vê time voar muito alto
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Fábio Balassiano

durant1No dia 25 de outubro o mundo parou para ver Kevin Durant estrear com a camisa do Golden State Warriors. Seria o começo de uma era de vitórias, shows, sucesso, mídia e tudo mais. O San Antonio Spurs não quis saber de nada disso e deixou um recado importante: vitória por 129-100 e um banho de água fria na franquia.

A imprensa oportunista dos EUA caiu em cima, chegou a, vejam só vocês, cogitar que a vinda de Durantula para o mundo do Warriors tinha sido um engano (com um mísero jogo, hein…) e o primeiro ponto e interrogação poderia ser colocado na cabeça de Steve Kerr, o técnico.

warriors1Um mês se passou, e o Warriors mudou. Pra melhor. Muito melhor. Já são 15 vitórias (11 seguidas), apenas mais uma derrota (a surpreendente para o Lakers em 4/11 por 20 de diferença), a melhor campanha da NBA, a liderança do Oeste e um aviso singelo: o time está jogando um basquete de altíssimo nível! Em alto nível, sem grandes diferenças de pontos, arremessos e percentuais envolvendo as suas principais estrelas (tabela ao lado) e produzindo jogadas deste nível.

durant2São 118,4 pontos/jogo, de longe a melhor média da NBA e acima dos 114,9 de 15/16, e 43% dos arremessos rivais convertidos, o quinto melhor índice e 1% melhor que no campeonato passado. Ou seja: se o ataque é furioso, a defesa está cada vez mais encaixada (e com Durantula se esforçando muito neste sentido, algo que sempre esteve longe de ser sua virtude).

Individualmente na pontuação quem brilha é o trio de ouro formado por Kevin Durant (27,2), Steph Curry (26,7) e Klay Thompson (20,7), o único do mesmo time a estar entre os 25 primeiros em pontuação junto com o do Cavs (Kevin Love, LeBron James e Kyrie Irving). No jogo coletivo, vale ressaltar o seguinte: são 31,5 assistências por jogo, 7 a mais que o Houston, e 58% dos arremessos convertidos através de passes dos companheiros.

warriors3Ganhar ou não o título depende de muitos fatores, inclusive sobre quão descansado chegará o Cleveland, que ganhará o Leste com pouquíssimo esforço pelo visto, mas que a turma de Oakland está jogando o fino da bola, isso está. Ano passado o Warriors iniciou o certame com 24 vitórias. Neste ano já são 15-2 e a possibilidade REAL de chegar pelo terceiro ano consecutivo a mais de 65 vitórias. Isso tudo sem “estourar” as principais estrelas (Green, que se machucou na sexta-feira sem gravidade, Curry, Durant e Klay Thompson jogam menos de 35 minutos por noite).

curry10Hoje o duelo será contra o Atlanta Hawks na Oracle Arena. Depois disso, outros três jogos em casa (Rockets, Suns e Pacers) para sedimentar o incrível começo de temporada.

Pra gente, do Brasil, a única tristeza mesmo é o fuso horário que faz as partidas começarem depois de 1h da manhã. Mas se ninguém tinha dúvida que o Golden State seria bom, acho que nem “quão” bom este time poderá vir a ser precisamos ficar nos perguntando.


Podcast BNC: O que dizer da ida de Kevin Durant para o Warriors?
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Fábio Balassiano

kd1Falamos sobre a ida de Kevin Durant para o Golden State Warriors. Como compreender isso? O ex-jogador do Oklahoma City Thunder mandou mal? Ou dá pra entender? E o OKC, o que faz agora? Já podem entregar a taça da próxima temporada pro Warriors? Ouça!

Caso você prefira, o link direto está aqui. Caso queira, também está disponível no iTunes ! O código RSS está aqui. Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com. Obrigado, aproveitem e divirtam-se.


Kevin Durant, Warriors, Thunder, atalhos e o século XXI
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Fábio Balassiano

durant2Faltavam, naquele sábado, 28 de maio de 2016, cinco minutos para o Oklahoma retornar à final da NBA. Kevin Durant acertara um arremesso, o placar apontava 96-89 para o Thunder, a torcida delirava com a possibilidade de eliminar o time de melhor campanha da história e o champanhe da comemoração do título do Oeste já estava no gelo. Cinco voltas no ponteiro e a celebração começaria.

O relógio andou, o Thunder parou e o Warriors voou. Klay Thompson acertou bolas improváveis e seu time terminou a partida com uma sequência de 19-5, fechando a peleja em 108-101. O Golden State Warriors levou a decisão do Oeste para o sétimo jogo em Oakland e aí vocês já sabem do restante da história.

durant1Faço esse preâmbulo todo para tentar entender o que se passou na cabeça de Kevin Durant para ter escolhido (e anunciado) o Golden State como o seu novo time. O ala informou ao mundo todo ontem no Players Tribune que depois de nove temporadas sairia do Oklahoma City Thunder justamente para jogar no time que acabara de eliminá-lo na final do Oeste. Seu contrato será de dois anos e US$ 54 milhões, com a possibilidade de renegociação após o primeiro ano, quando o teto salarial da NBA deverá aumentar ainda mais.

durantula1Antes de falar do Golden State Warriors e de Durant, vamos entender as coisas pelo lado do Thunder. Não há outra palavra para este momento que não reconstrução. Havia dito aqui na semana passada que a troca que levou Serge Ibaka ao Orlando Magic só poderia ser avaliada depois da decisão do (agora ex-)camisa 35. KD se foi, Ibaka também, é impossível pensar que Russell Westbrook ficará após o final do seu contrato em 2016/2017 (muita gente aposta que Russ será trocado o quanto antes e pelo que vier pela franquia de OKC) e temos o famoso rebuild em curso.

west1As coisas na NBA mudam rápido, né? Há quatro anos o Oklahoma chegara a uma final da NBA com Durant, Westbrook, James Harden e Ibaka. Trocou o barba para ficar com o congolês porque na época o teto salarial não permitia três salários máximos (algo que Harden desejava). O tempo passou, e na semana passada Ibaka foi trocado por um calouro (Domantas Sabonis) e por um jogador promissor só que não mais do que mediano até o momento (Victor Oladipo). Ontem Durant se foi e em menos de 12 meses sairá Westbrook. Ou seja: após construir muito bem o elenco em quase uma década, o Thunder terá que reconstruir sem as suas principais estrelas.

gsw1Para o Golden State Warriors, foi o melhor dos mundos. Em que pese a engenharia que deve ser feita agora (perder Harrison Barnes, Andrew Bogut e Festus Ezeli a preço de banana), a franquia literalmente conseguiu o prêmio máximo do mercado da NBA. Vai formar um quarteto fantástico com Steph Curry, Klay Thompson, Kevin Durant e Draymond Green, tornando-se assim o maior favorito ao título na próxima temporada (estão aí seguramente quatro dos 30 melhores atletas de basquete do planeta no mesmo latifúndio, caras que tiveram a média de 94 pontos/jogo em 2015/2016). Isso, claro, sem falar em Andre Iguodala e no elenco de apoio que estará por aí a cercá-los. A não ser que aconteça uma grande catástrofe (tipo os caras não se darem bem no vestiário) eu acho muito impossível não vermos de novo o GSW na decisão em junho de 2017.

paul1Muita gente está fazendo beiço e relembrando o veto que a liga fez à troca que levaria Chris Paul, na época no New Orleans, ao Lakers em 2011. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Cinco anos atrás a NBA era a DONA do Hornets. Foi, sim, pressionada pelos demais 29 times porque estávamos em uma época de discussão sobre tetos salariais, mas a sua decisão foi tomada porque ela, enquanto proprietária do New Orleans, acreditou que não seria a melhor negociação. Tão simples quanto isso. Em 2016, além de não ter sido uma troca, Kevin Durant simplesmente escolheu o melhor lugar pra jogar basquete – e quanto a isso a NBA não tem o menor dos poderes.

gsw2Bem, vocês já leram demais e agora querem saber a minha opinião sobre a ida de Kevin Durant para o Golden State, certo? Então vamos lá. Respeito totalmente a decisão do ala, um dos melhores atletas do mundo. Está claro, também, que o fato de ele ir para o Golden State não teve nenhum peso financeiro. Se fosse pela quantidade de dólares que receberia ele aceitaria uma bolada do Thunder que chegaria certamente perto dos US$ 40 milhões anuais por cinco anos (algo em torno dos US$ 200 milhões – sim, é isso mesmo!!!).

durant3Se a questão não é grana, vamos só falar de basquete então. Em primeiro lugar, vamos ao óbvio. É muito difícil você dizer não para um time que tem os caras aí da foto ao lado, que chegou a duas finais seguidas (no Oeste) e que bateu o recorde de vitórias em uma temporada (73). É muito duro você ouvir de Jerry West, hoje consultor do Warriors, como Durant ouviu, quão complicado foi digerir derrotas seguidas para o Boston na década de 60. É impactante você ouvir de Bob Myers, Gerente-Geral do GSW, a frase: “Sem você podemos ganhar mais um ou dois títulos. Sem a gente você pode levar um ou dois anéis de campeão. Nós juntos podemos ganhar aos montes“.

okc1E aí (e isso NÃO é errado) Kevin Durant pegou o atalho para tentar ser campeão rapidamente. Ele não quer mais esperar por um título que, a bem da verdade, poderia nunca chegar se ele ficasse em Oklahoma ou se mudasse para Boston ou Nova Iorque. Mas este é um atalho BEM maior (ou pior) do que aquele que LeBron James pegou lá atrás quando decidiu sair de Cleveland para montar um time em Miami. Bem pior porque querendo ou não LeBron chegou ao Heat com um elenco que NUNCA tinha jogado junto. Lá, ao lado de Dwyane Wade e Chris Bosh, eles criaram uma identidade nova para a franquia. Durant, agora, ENTRA não para ser o piloto principal de um navio que já está em percurso, mas sim para co-dirigir (notem o “co”) uma embarcação que há menos de dois meses o derrotou na final da Conferência Oeste.

durant20Poderia fazer uma série de tratados, lembrar que Michael Jordan, Isiah Thomas e David Robinson apanharam loucamente sem nunca virar as coisas para suas franquias para ganhar um título de campeão a qualquer preço, mas acho que a questão é um pouco maior que isso. Estamos falando de uma geração, esta do século XXI, de garotos muito mimados desde sempre. De garotos que, como diz o genial Larry Bird, não estão acostumados a ir ao supermercado e a falar com pessoas que discordam de suas atitudes (normalmente há um séquito de puxa-sacos a aplaudir por todas as coisas). De garotos que não gostam de sofrer, que não entendem que só há valor na glória quando há muita derrota por trás. De garotos que miram no objetivo final, mas que dificilmente compreendem que a beleza desse negócio todo chamado vida está justamente na jornada, no percurso, no meio para se chegar ao final. Entenderia, portanto, se ele tivesse não só optado por ficar em Oklahoma, mas também se fosse para Nova Iorque ou para Boston, onde seria o piloto chefe das franquias onde teria que CONSTRUIR algo praticamente do zero.

durantulaNão custa lembrar, como disse lá em cima, que Kevin Durant, os seus agora ex-companheiros de Thunder e a cidade de Oklahoma estavam a cinco minutos de voltar à final da NBA. Por causa de cinco minutos mal jogados em uma série em que o Thunder dominou amplamente o Warriors KD decidiu levar os seus imensos talentos justamente para o lado do time que o derrotou. Kevin Durant que, aos 27 anos, ainda está no auge técnico, físico, tático e mental. Ou seja: poderia, sim, tentar mais um, dois, três anos com o Thunder antes de, aí sim, partir de cabeça para o “projeto título de qualquer maneira”. Seria, digamos, compreendido caso fizesse isso com 31, 33, 33 anos. Aos 27, não muito. Por isso é difícil não ficar desapontado com uma atitude assim, vocês vão me desculpar. Não porque ele acabou “se traindo”, como a gente vê agora nos milhões de tuítes antigos do cara, mas porque a história de Durant se encaminhava para ser uma das mais bonitas do esporte (recheada de dificuldades, superações, sua mãe figuraça que passou um perrengue danado para criá-lo e, quem sabe lá na frente, uma épica conquista).

durant3535Agora tudo mudou. Kevin Durant provavelmente colocará um anel de campeão em sua mão em junho de 2017. A lógica diz isso agora e negá-la é uma loucura que eu não farei. Não estou criticando a sua decisão, mas sim analisando-a. De todo modo, dá pra dizer que no dia 4 de julho ele sai como um cara muito menor, em termos de perspectiva histórica, do que era no dia 3 de julho (como LeBron também saiu após aquele programa “The Decision” na ESPN aliás).

Sinceramente não esperava isso dele, e se este texto está um pouco mais pesado que a maioria poderia supor é justamente por carregar a decepção de ver alguém que estava construindo tão bem a sua carreira se deixar levar (na minha opinião) pela opção mais fácil.

Concorda comigo? Gostou da decisão de Kevin Durant? Comente aí!


Warriors vence Thunder, faz história de novo e repetirá final contra o Cavs
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Fábio Balassiano

nba6Foi um dos melhores jogos da temporada 2015/2016 da NBA. Nervoso, como toda partida 7 foi, é e sempre será. No final das contas, o Golden State Warriors, impulsionado por um terceiro período fabuloso (29-12), fez 96-88, tornou-se o décimo time da história da liga a sair de 1-3 para vencer o confronto em 4-3, se classificou para a decisão pelo segundo ano seguido e na finalíssima repetirá o duelo de 2015 contra o Cleveland Cavs (a diferença é que a franquia de Ohio desta vez estará completa). O jogo 1 da finalíssima será na quinta-feira, 22h, em Oakland.

As últimas finais que se repetiram em anos seguidos foram em 1988 e 1989 com Lakers e Pistons (Los Angeles ganhou em 88 e Detroit no ano seguinte), 1997 e 1998 com Bulls x Jazz (dois títulos para Chicago), em 2013 e 2014 com Heat x Spurs (Miami em 2013 e San Antonio em 2014) e 2015 e 2016 com Warriors e Cavs (ano passado deu Golden State).

nba7Brilhante, o ala-armador Klay Thompson (foto) saiu-se com 21 pontos e 6 bolas de três em mais uma atuação feroz (que mão a deste rapaz, hein!). Mas o grande nome do Warriors foi mesmo Steph Curry. O unânime MVP da temporada regular teve 36 pontos e 7 de fora, o máximo em um jogo 7 de playoff (em alguns momentos ele parecia estar em transe, em outro planeta, tão confiante que estava para chutar). O domínio dos Splash Brothers foi tão imenso que NENHUM outro atleta do Golden State chegou a 11+ pontos (incrível). Do outro lado, Russell Westbrook, pelo Thunder, obteve 19 pontos e 13 assistências e Kevin Durant, gênio do basquete, 27. Vale dizer, desde já, que Anderson Varejão torna-se o primeiro brasileiro a disputar três finais (2X pelo Cleveland e esta agora pelo Warriors) e a ganhar as duas conferências, e Leandrinho tem a chance de se tornar o primeiro do país a conseguir dois anéis de campeão da NBA.

nba1O jogo começou e parecia a repetição dos primeiros duelos da série (com exceção dos seis minutos finais do jogo 6 em Oklahoma). O Thunder forçou o ataque com Steven Adams e Serge Ibaka no garrafão, dominou os primeiros minutos e fez 24-19. Seguiu bem a cartilha para vencer um jogo 7 fora de casa (marcando bem, evitando cestas fáceis dos rivais e envolvendo os cinco atletas em quadra no ataque), venceu o período seguinte por 24-23 e foi para o vestiário com 48-42. A vantagem só não foi maior porque, nos instantes derradeiros, Steph Curry fez seis pontos (improváveis) de forma consecutiva e diminuiu o déficit para seu time.

nba5A volta do intervalo mostrou a força do Warriors. O Golden State começou a matar bola loucamente (foram sete ataques SEGUIDOS acertando), teve quatro bolas de três CONSECUTIVAS, virou o jogo, incendiou o ginásio, deixou o OKC nas cordas (mentalmente o Thunder apresentou os mesmos problemas dos últimos anos, quando ruía terrivelmente a toda dificuldade), fez 29-12 (23-6 da metade pro final do período) e levou margem de 11 pontos para os 12 minutos finais (71-6). No período final, Kevin Durant tentou comandar a reação do Thunder, a diferença chegou a cair para quatro pontos, mas ali no minuto final Steph Curry cobrou, e acertou, três lances-livres seguidos e fez uma bola de três pontos improvável para selar a vitória por 96-88.

O Oklahoma lutou muito, mas ficou pelo caminho. O Warriors está de novo em uma final da NBA. Gostou do jogo? Ficou em ótimas mãos o título do Oeste, né?


Após 20 jogos, como está o novo Thunder na NBA?
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Fábio Balassiano

billy1Billy Donovan foi anunciado como novo técnico do Oklahoma City Thunder em maio. Chegou cercado de expectativa em substituição a Scott Brooks e de cara com uma baita missão: mostrar a Kevin Durant que o craque não precisa dali para ser campeão na próxima janela de mercado (falei disso antes da temporada).

A julgar pelos primeiros 20 jogos, o novo comandante está indo muito bem. O Thunder tem 13-8, tendo vencido 7 das últimas 10 (hoje enfrenta o Atlanta em casa). Os resultados, porém, não falam tudo sobre o “novo” OKC.

billy2Ciente de que suas maiores estrelas são mesmo Russell Westbrook e Kevin Durant, e que tirar a liberdade deles seria perder aquilo que há de melhor na franquia (sem falar em uma eventual/provável perda de vestiário logo de cara, o que ninguém quer por lá), Donovan começou a organizar a equipe pelas beiradas, devagar, elogiando o trabalho do antigo treinador e tocando alterações aparentemente imperceptíveis mas que têm dado bastante resultado (muito embora a dupla responda por 37 dos 86 arremessos da equipe por jogo, é bom lembrar).

dupla1Westbrook (26,4 pontos, 9,9 assistências e 7,4 rebotes – há quem não goste do cara que está entre os 10 melhores na pontuação e nos passes, hein…) continua tendo liberdade total para atacar a cesta (e nem poderia ser diferente), mas por vezes o trabalho de condução de bola e de armação das jogadas é dividido com DJ Augustin (ambos juntos na quadra). Foi a maneira sutil do novo treinador tirar um pouco da pelota da mão do camisa 0, que desperdiça mais de 5 bolas por noite, um número alto (a equipe tem 16,1 erros/jogo, terceiro pior índice da NBA – atrás apenas do Sixers e do Rockets). Com Durant (27,9 pontos e 7,4 rebotes), a alternativa tem sido isolá-lo em muitas vezes nas pontas, esperando as infiltrações de West os picks deste com Ibaka. Menos um-contra-um, isolação ou post-up (jogo de costas pra cesta) e mais corner-shots e chutes sem tanta pressão. O resultado? O camisa 35 tem 52% de conversão nos arremessos e 46% nas bolas de três pontos (os melhores números de sua carreira). Golaço de Donovan sem dúvida.

roberson1Outra mexida interessante foi colocar no quinteto titular o jovem Andre Roberson (foto). Ele é um desastre no ataque (26,3% nas bolas de três – quase todas sem marcação) e não consegue aproveitar os espaços que Westbrook e Durant, quando dobrados, lhe dão, mas o camisa 21 tem a missão de desacelerar a partida e marcar, muitas vezes, o principal pontuador adversário, descansando um pouco as principais estrelas da sua equipe. Além dele, completam o elenco de apoio Steven Adams (cada vez mais efetivo como pivô titular – excepcional na defesa, ainda evoluindo no ataque) e o bom Serge Ibaka, a terceira arma ofensiva mais utilizada por Donovan (12,1 chutes/jogo).

okc1A formação envolvendo Westbrook, Roberson, Durant, Ibaka e Adams é, aliás, a mais utilizada pelo treinador (a com melhor índice de eficiência inclusive), mas nem sempre é a que termina as partidas. Por vezes é possível ver Enes Kanter no lugar de Adams. Embora um terror na marcação, o turco é uma ameaça aos adversários no garrafão ofensivo, fazendo com que os rivais tenham que fazer ajustes para defendê-lo. Outro que em algumas ocasiões termina as pelejas é Dion Waiters, reserva mais utilizado do grupo. Para Waiters, o que pega é que ele AMA ter o controle da bola para chutar de qualquer lugar, e sabemos bem que nos finais dos duelos quem tem essa função no OKC não é ele.

billy5Na defesa a gente podia esperar muitas marcações por zona, né? Vindo do basquete universitário, nada mais natural que Donovan adotasse isso. E é o que ele vem tentando. Em muitas oportunidades é possível notar Steven Adams ou Enes Kanter (menos este e mais aquele) no centro do garrafão, com os quatro outros companheiros espalhados ao redor da linha de três pontos (em uma espécie de quadrado móvel). É algo bacana de ver, principalmente pelo fato de ser algo praticamente novo no Thunder (eram poucas as ocasiões que Scott Brooks, o antigo comandante, trocava o um-contra-um habitual da NBA).

okc2Outra boa novidade é, em alguns (poucos) momentos o time ser formado por três alas altos (Waiters, Durant e Anthony Morrow), com Westbrook na armação e Serge Ibaka no pivô. É um time muito leve, com cinco boas opções ofensivas e com potencial físico para defender (só não funciona tanto contra as equipes pesadas). Não é para usar sempre, até porque Durant está voltando de contusão e ninguém quer sacrificar o corpo do rapaz contra “animais” como Blake Griffin ou Tristan Thompson, mas está claro que a nova comissão técnica vai testar (e tentar) tudo o que puder.

durant1Ainda é cedo para dizer que tipo de Oklahoma veremos no playoff (atualmente eles estão em terceiro no Oeste) ou tentar qualquer prognóstico mais apurado, mas está claro que temos um time diferente daquele que víamos com Scott Brooks. O ritmo é basicamente o mesmo (acelerado e com poucos passes por jogo – 271 por partida, índice idêntico ao das últimas duas temporadas), mas a equipe me parece mais preparada para usar variações que não víamos nos anos anteriores.

Nenhum time que tem Kevin Durant e Russell Westbrook pode ser desprezado (o ataque sempre será perigoso, obviamente). A vantagem do Oklahoma na temporada 2015/2016 da NBA é que desta vez o repertório da equipe parece MUITO variado e menos previsível, tornando, assim, a equipe muito mais perigosa. E isso pode pesar bastante em uma pós-temporada. Concorda comigo?


Westbrook e Durant somam 91 pontos em vitória do OKC – veja vídeo!
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Fábio Balassiano

westEra apenas o segundo jogo da temporada. Mas a internet brasileira já estava se coçando para criticar Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder, quando o Orlando vencia o Oklahoma em casa por 18 pontos no começo do quarto período, tinha o jogo na mão e naquele momento Westbrook tinha 3/14 e 5 desperdícios de bola. O coro dos descontentes começou a ser ouvido.

Mas vieram os 12 últimos minutos. E o OKC não desistiu. Fez 42-24, levou o jogo para a primeira prorrogação com uma bola do meio da quadra de Westbrook, viu Victor Oladipo marcar uma de três para levar ao segundo tempo extra e lá bateu o Magic por 139-136 para se manter invicto na temporada 2015/2016 (2-0). Números da dupla Westbrook e Kevin Durant? Estão realmente preparados? Então vamos lá:

OKCRussell Westbrook -> 48 pontos, 11 rebotes e 8 assistências. Depois dos 3/14, 14/22 e um desperdício de bola nos 22 minutos finais
Kevin Durant -> 43 pontos (15/30) e 12 rebotes

Deixa eu contar uma coisinha pra vocês: Durant e Westbrook é a primeira dupla que faz mais de 40 pontos em um mesmo jogo desde 1996. Sabe quem foi a última? Michael Jordan e Scottie Pippen pelo Bulls contra o Indiana Pacers (MJ teve 44; Pip, 44 – mais aqui com o vídeo e aqui com a estatística).

Não quer acreditar no que os dois do OKC fizeram, né?  Então clica aqui abaixo em TODOS os vídeos. Vai ser bacana…


Nas mãos de Billy Donovan, o futuro de Kevin Durant e do Thunder
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Fábio Balassiano

donovan2No final de abril o Oklahoma decidiu mudar. Trocou Scott Brooks por Billy Donovan esperando que o ex-técnico da Universidade da Flórida traga conceitos novos para um time que joga de forma muito parecida há muito tempo.

Foi uma tacada pra lá de justa, mas que não significa “apenas” uma substituição de treinador (embora isso seja muita coisa pra quem jogava com Brooks há oito anos). A chegada de Donovan pode implicar, também, na permanência ou não do melhor jogador da franquia, Kevin Durant.

durant1Nome desde já mais cortejado do mercado de agentes-livres de 2016, Kevin Durant não quis começar as conversas com o Oklahoma acerca de sua renovação. Deixou, obviamente, meio mundo em estado de alerta e a central de rumores em polvorosa. Seu nome já foi ligado a Lakers, Knicks, Celtics e Wizards com uma facilidade extrema, mas sabemos que até lá muita coisa pode acontecer.

A principal delas, do ponto de vista positivo, é o Thunder ir longe nesta temporada. Caso Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka e Enes Kanter consigam levar o OKC fundo nos playoffs é provável que não só KD opte por ficar em Oklahoma, mas que também Ibaka e Westbrook, cujos contratos vencem em 2017, se inclinem a permanecer, mantendo o núcleo que joga junto já há seis temporadas.

trio2Até o final do campeonato, no entanto, muita coisa vai passar por baixo da ponte de Oklahoma. A mudança principal que todos esperam de Donovan é que ele consiga colocar na cabeça de seus jogadores (Westbrook em especial) um jogo mais, digamos, Spurs (falei disse lá atrás inclusive). Pelo que a imprensa de Oklahoma tem dito, o foco principal do técnico nos treinos tem justamente este na pré-temporada. A orientação maior tem sido a de tirar um pouco da bola das mãos de seu armador, fazendo com que ela (a bola) rode um pouco mais pelos cinco jogadores em quadra. O OKC, aliás, foi um dos times que menos trocaram passes na última temporada. Para este campeonato, nenhuma grande mudança no elenco em relação ao grupo que fechou o último certame aliás.

donovan3O busílis da questão para Donovan e sua comissão técnica será fazer com que o Thunder jogue um basquete, sim, mais altruísta, mas que tanto Westbrook quanto Durant não percam as suas essências matadoras do lado ofensivo . Fazer com que West não “coma” seus armadores rivais vivos é perder justamente a maior vantagem competitiva dele (o inteligente da história é saber mesclar velocidade e cadência, o que vem com o tempo e boas orientações). Para Durant, é óbvio que se instinto assassino nos arremessos ajuda o OKC a ser um dos melhores times da NBA, mas será que é possível criar mais golpes que não os tiros longos? É possível envolver mais seus companheiros?

dupla2Não é, como se vê, uma tarefa fácil e envolve muita coisa. É um cobertor bem curto que o treinador novato na NBA terá que saber manejar. Mostrar que existe uma outra maneira de atuar é bacana. Fazer com que suas principais estrelas “comprem” o barulho, porém, nem sempre é fácil. E o futuro da franquia depende da dupla em quadra por longos anos.

billy1O presente do Oklahoma está nas mãos de Kevin Durant, Russell Westbrook e Serge Ibaka. Quem distribui a bola, agora, é Billy Donovan, o responsável por colocar um elenco bem bom em condição de brigar pelas primeiras posições do selvagem Oeste com um jogo mais cerebral e coletivo, menos egoísta, do que ao anteriormente visto. Isso tudo sem mexer com os egos de suas estrelas.

Será no mínimo interessante ver como se sairão o elenco e Donovan nesta empreitada. Caso se entendam o resultado pode ser magnífico. Se não falarem a mesma língua, a implosão pode acontecer antes mesmo do final desta temporada. É aguardar para ver.