Bala na Cesta

Arquivo : Bauru

Com defesa forte, Bauru ‘vira a chave’ com elenco renovado e cresce no NBB
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Fábio Balassiano

Na terça-feira à noite o Sportv exibiu um ótimo Flamengo x Mogi pelo NBB. Os rubro-negros venceram um ótimo jogo por 96-87, se mantiveram na cola de Brasília e quebraram a sequência de vitórias consecutivas dos mogianos. Outro destaque atende pelo time de Bauru. Vice-campeão nas duas últimas temporadas, os comandados de Demétrius fizeram 74-64 e chegaram a 13 vitórias em 19 jogos. Nada de surpreendente então, certo? Nem tanto.

Deem uma olhadinha na montanha-russa que viveu Bauru desde o começo da temporada. O time começou sem patrocinador-máster, perdeu Ricardo Fischer, seu armador titular, para o maior rival (o Flamengo), viu Murilo sair para o Vasco, trocou um americano Ray Booker por dois brasileiros para aumentar a quantidade e qualidade do elenco quando Rio Claro acabou (Gegê e Gui Deodato) e viu Robert Day se aposentar. Já seria muita coisa, né?

Mas ainda teve mais. No final de janeiro Rafael Hettsheimeir, cestinha do time no NBB com 19,9 pontos e jogador de seleção brasileira, rescindiu o seu contrato rumo a Espanha. Naquela altura os bauruenses tinham 8 vitórias em 14 jogos, estavam no meio da tabela e tinham futuro incerto. O que aconteceria dali pra frente com um time que perderia três titulares em menos de 6 meses (Fischer, Hetts e Day), deixando o peso quase todo nas costas de Alex Garcia e Jefferson Willian?

A resposta atende por uma palavrinha mágica: defesa. É através dela que os bauruenses decidiram jogar. E estão se dando bem desde o final de janeiro. São cinco vitórias seguidas (Flamengo, Macaé, Paulistano, Liga Sorocabana e Pinheiros), e a incrível média de 63,8 pontos sofridos nestes cinco duelos. Para se ter uma ideia, a defesa menos vazada era, antes disso, a do Vitória e levava 76 pontos por partida. Com o triunfo contra o Pinheiros, o time de Demétrius passou a ser a que leva menos ponto por jogo no NBB.

Alguns fatores ajudam a explicar a melhoria defensiva de Bauru. O primeiro é o senso de urgência da equipe como um todo. Se a qualidade técnica de forma geral caiu, é elogiável a forma como o elenco passou a se conscientizar de que “só na habilidade dos atletas” não daria para voltar à final do NBB. Gegê, Shilton, Gui Deodato e Alex Garcia sempre foram bons marcadores, mas nomes como Leo Meindl e Jefferson Willian, que nunca foram especialistas no assunto, também têm se desdobrado para evoluir neste sentido. O esforço, portanto, é coletivo e dá resultados muito bons.

O segundo é Shilton. Criticado por muitos torcedores, ele é um exemplo de dedicação e altruísmo em quadra. Se não tem o arremesso de Hettsheimeir ou o seu poderio ofensivo para pontuar, o novo pivô titular bauruense é um dos melhores defensores de garrafão do país há algum tempo. Com a confiança por já ter atuado antes com o ótimo técnico Demétrius no Minas, Shilton comanda a marcação de seu time. Desde que passou a ser titular são 7 rebotes por jogo e 78 no +/- quando ele está em outro.

Bauru agora embarca em uma sequência de 3 jogos fora de casa (Vasco na próxima terça-feira, Caxias do Sul e Franca depois do Carnaval). Com um basquete baseado em sua forte defesa, vale ficar de olho no que os bauruenses têm feito. Conhecido por ter elenco estelar e com arremessos de três em profusão nos últimos anos, a metamorfose da equipe aconteceu durante o campeonato e tem dado resultado. É uma das histórias mais interessantes deste NBB.


A importância da vitória do Flamengo em Bauru na abertura do NBB
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Fábio Balassiano

flabauru5Começou a temporada 2016/2017 do NBB. Se não foi um bom jogo entre os dois últimos finalistas (pelo contrário, foi uma partida bem abaixo do esperado em termos técnicos), não faltou emoção na vitória do Flamengo em Bauru por 100-97 na segunda prorrogação ontem à tarde no interior de São Paulo na volta do basquete à Rede Bandeirantes.

Mais que o triunfo, para os rubro-negros iniciar o campeonato vencendo adversário direto e fortíssimo tem um sabor especial.

neto1Em primeiro lugar porque estava desfalcado de seus dois armadores. Ricardo Fischer, que esteve em Bauru mas não entrou em quadra (foi muito xingado pela sua ex-torcida), Pedrinho Rava e Humberto estão lesionados e a posição 1 ficou sob responsabilidade de Ronald Ramon e do garoto Felipin (18 anos).

Em segundo lugar, e aí sim pra mim é o ponto principal para o Flamengo, é que desde o começo da temporada todo mundo está dizendo que o atual tetracampeão do NBB está mais fraco, que o elenco não é isso tudo, que as chances de um novo título são pequenas. Sempre achei isso tudo balela, vocês sabem bem, mas queria ver na prática o que ia acontecer. E aconteceu.

flabauru6O Flamengo jogou atrás o jogo todo ontem contra um elenco recheado (Alex, Gui, Gegê, Valtinho, Hetts, Jefferson, Leo e Shilton), mas mostrou muita força para se recuperar nos momentos decisivos e vencer no segundo tempo extra. Isso tudo com Rafael Mineiro e depois Ronald Ramon eliminados com cinco faltas.

Mas quem tem Marcelinho (aos 41 anos, o jogador mais importante da história do clube teve 22 pontos, 7 rebotes e 5 assistências em 46 minutos), JP Batista (29 pontos e 12 rebotes), Olivinha (15 pontos e 16 rebotes) e Marquinhos (22 pontos), nomes experientes e fortíssimos em qualquer competição latino-americana, sempre está em posição de vencer  – vencer jogos e também vencer campeonatos.

flabauru9Esta era a minha tese desde sempre e que ficou comprovada ontem. Que vão entrar, ainda, Ricardo Fischer e Humberto para dar segurança na armação e aos poucos tudo vai se acomodar para José Neto rodar os minutos de seus atletas com mais calma ninguém tem dúvida e contesta. Para se ter uma ideia, dos 50 minutos de ontem, Marquinhos, Olivinha e Marcelinho tiveram 40+ minutos, algo natural.

O essencial, o que se extrai de muito importante mesmo para o clube da Gávea do triunfo de ontem, é que se o elenco realmente não é tão recheado quanto o das últimas temporadas, é irreal pensar que o Flamengo não vai disputar em condição de igualdade o seu quinto título seguido de NBB. Mais do que igualdade, pensando lá na frente, em mando de quadra para uma eventual final,  os rubro-negros, que enfrentam Franca na terça-feira à noite (19h30, com Sportv), já largaram na frente.

flabauru8Sobre Bauru, gostei da reestreia de Gui Deodato com a camisa do time. O agora camisa 1 saiu do banco e teve 21 pontos e 4 rebotes em 34 minutos. Pode formar com Alex, que teve 30 pontos, 5 assistências e 6 rebotes em atuação incrível, uma dupla incrivelmente forte na marcação de perímetro. Mas o time precisa melhorar demais, e creio que isso ocorrerá, na defesa. Parar JP Batista parecia impossível ontem mesmo quando Rafael Hettsheimeir trombava contra o pivô do Flamengo e conter as infiltrações dos rubro-negros não foi um objetivo atingido. Não entendi, por exemplo, o Valtinho (foi problema físico?) ter jogado apenas 13 minutos e Gegê, armador que vestia a camisa do time pela primeira vez, 34′. O jogo de ontem demandava cadência, leitura de jogo, experiência, pontos que Valtinho traz de sobra em sua bagagem. Acredito muito no trabalho do técnico Demétrius, sei que tem muita coisa ainda para acontecer, mas a derrota de ontem contra um rival que tem maltratado os bauruenses nos últimos anos precisa ser analisada com muita atenção por todos no interior de São Paulo.

Viu o jogo? Gostou? Comente aí então o que achou da primeira partida do NBB!


A volta por cima de Guerrinha e a consolidação de Mogi com o título Paulista
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Fábio Balassiano

mogi1Vocês sabem bem o que eu acho sobre os Estaduais de basquete (mais desnecessários do que necessários), mas em alguns casos a conquista tem um valor muito especial.

É o caso da de Mogi no Paulista de 2016. Os mogianos fizeram 69-61 contra Bauru ontem à noite em um ginásio Hugo Ramos completamente lotado, fecharam a decisão em 2-0 e conquistaram o primeiro caneco do time desde que regressou à elite do esporte no Brasil em 2011 e o segundo da história da cidade (o outro foi exatamente há 20 anos, em 1996!).

mogi5O troféu Paulista é um prêmio, sem dúvida alguma, a jogadores como Filipin, que estão desde o começo do projeto, Shamell, um baita jogador, Caio, Gerson, Tyrone, Larry, Vithinho, Jimmy, Elinho, entre outros, mas sobretudo uma reverência à torcida mogiana, uma das mais fanáticas e ativas do país (eles lideram as estatísticas de média de público do NBB sempre!!!), e também a uma diretoria que tem investido a cada ano mais não só no time, mas também em estrutura e também na modalidade – o que não é fácil quando as conquistas não vêm, como foi o caso nos últimos anos. Costumava dizer que para o bem do basquete e também para a continuidade do time profissional em Mogi um título se fazia necessário para sedimentar a semente plantada lá atrás. E assim foi feito.

guerra2Não posso terminar esse texto sem citar Jorge Guerra, o Guerrinha. Técnico de personalidade forte e bastante carismático, ele foi demitido de maneira bizarra antes do NBB passado por Bauru, ficou um ano estudando, tentando montar projetos, vendo a modalidade de longe. Era um desperdício para o basquete brasileiro tê-lo de fora por tanto tempo, mas sempre há um motivo para as coisas acontecerem, né?

Quando foi contratado por Mogi para essa temporada pelo gestor Nilo Guimarães pensei que poderia ser uma volta por cima para ele. Mogi é um clube de orçamento imenso, com ótimo elenco e que precisava apenas dar o próximo passo, ou seja, ganhar um título. E o caneco veio rápido e justamente contra a equipe que o dispensou antes do início da temporada 2015/2016 (deve haver alguma explicação psicanalítica para isso…). Guerrinha é um trabalhador incansável, autêntico e que sempre conseguiu fazer muito bem a sinergia entre clube, elenco e torcida. Foi assim em solo bauruense e acho que está claro que ele está conseguindo isso com os mogianos.

mogi400Títulos estaduais, insisto nisso, valem muito pouco. No caso de Mogi não é bem por aí. O time vem forte para Liga Sul-Americana e NBB, e a conquista do Paulista de ontem, em partida exibida pelo YouTube, serviu para que o time aumentasse a sua confiança para o restante da temporada, para Guerrinha voltar a sorrir e sobretudo para premiar uma fanática e fiel torcida.

Nem sempre a palavra ‘merecimento’ se faz presente no esporte. Nesta quinta-feira ela (a palavra) foi bem empregada. Mogi merecia demais uma conquista.


Bauru fecha com novo patrocinador para se manter no topo do NBB
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Fábio Balassiano

bauru1Em momento de vacas magras (em termos econômicos) por aqui, na semana passada Bauru trouxe uma boa notícia para o seu torcedor e também para o basquete nacional: o time, atual vice-campeão do NBB em 2015 e 2016, anunciou a chegada da Gocil como sua nova patrocinadora máster (no lugar do Grupo Paschoalotto) por um ano.

Melhor que o aporte financeiro de outra empresa da própria cidade que decide investir no tradicional e vencedor time de basquete é a sua consequência. Bauru manteve suas principais estrelas (Alex, Jefferson, Hettsheimeir e Leo Meindl ficaram – a exceção foi apenas Ricardo Fischer, que foi para o Flamengo), ganhou fôlego para fechar com Robert Day e poderá, ainda, buscar reforços para a composição do elenco caso deseje.

valtinho1O elenco comandado pelo técnico Demétrius, aliás, recebeu os reforços dos experientes Valtinho (foto) e Shilton e que vê dia após dia os meninos Gui Santosde 19 anos e autor de 14 pontos na vitória por 77-61 contra Franca no domingo, e Michael Uchendu, um dos grandes destaques da seleção brasileira Sub-18 que se classificou recentemente para o Mundial Sub-19 de 2017 (médias de 9,4 pontos e 9,2 rebotes), crescendo e se desenvolvendo, trazendo potencial físico e mais “corpos” para o banco de reservas (um dos grandes problemas da equipe na temporada passada).

gui1Ainda acho que o Flamengo está um patamar acima de todos os demais concorrentes ao título na temporada 2016/2017, mas ao contrário do que muita gente imaginava Bauru se segurou muito bem mesmo com a perda do antigo patrocinador, se mantendo forte para brigar pelo seu primeiro título de NBB.

Para mim, bauruenses e Mogi estão no mesmo lugar – como os principais concorrentes a desbancar a hegemonia rubro-negra, que já dura quatro temporadas (2013-2016 com títulos).


Flamengo domina Bauru, fecha final em 3-2 e conquista 4º NBB seguido
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Fábio Balassiano

imageO Flamengo acaba de conquistar o quinto título de NBB de sua história (o quarto seguido). Fez partida impecável na Arena Carioca 2 diante de quase 8 mil pessoas, bateu Bauru por 100-66 (32-17 no terceiro período e maior diferença em um jogo final na história da liga) e fechou a decisão em 3-2. Marcelinho Machado, agora ganhador dos 5 NBB’s do clube, terminou como o cestinha com 26 pontos. Olivinha foi eleito o MVP das finais.

Vitória justíssima, título mais que legítimo pra melhor equipe da fase de classificação e que domina o cenário nacional desde o começo da Era José Neto (4 NBB’s, 4 títulos). Já disse aqui neste espaço e repito: quando joga de forma organizada e coloca a “torcida na quadra”, o time carioca é muito difícil de ser batido em uma série de 5 jogos – ou quase impossível.

Parabéns ao ótimo time de Bauru pela campanha, e ainda mais parabéns ao Flamengo pela conquista brilhante. A partida de hoje, impecável até dizer chega, foi uma das melhores que eu vi do time comandado pelo Neto em muitíssimo tempo.

Marcação perfeita, ataque trocando passes, boa variação de bolas internas e externas e concentração altíssima. Bauru pecou, sim, ao tentar bolas excessivas de três pontos sem bom aproveitamento, mas a verdade é que o Fla deu pouquíssimas opções aos bauruenses desde o começo com sua marcação fortíssima tanto individualmente quanto coletivamente.

Detalhe importante: Fla campeão com o melhor um titular de seleção brasileira (Marquinhos) fazendo 2 pontos. Fala MUITO sobre a força do grupo do Neto.

Viu o jogo? O que achou? Comente aí!


Em imprevisível jogo 5, Flamengo e Bauru decidem NBB neste sábado
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Fábio Balassiano

nbb1Deste sábado não passa. A partir das 14h (Rede TV e Sportv exibem), Flamengo e Bauru decidem o NBB8 amanhã na Arena Carioca 2 (os 8 mil ingressos já estão esgotados) com expectativa de termos um jogo pra lá de sensacional.

Em uma série com domínio claro dos times vencedores em cada uma das quatro partidas (embora Bauru possa lamentar que mesmo dominado no terceiro duelo poderia ter vencido…), temos de um lado o rubro-negro, que tenta o quarto título consecutivo e o quinto da história (jamais perdeu uma final jogando em casa e desde que o técnico José Neto chegou, quatro anos atrás, venceu todos os NBB’s com o técnico e com o núcleo formado por Marquinhos, Olivinha, Gegê e Marcelinho Machado). Do outro os bauruenses, que brigam simplesmente pelo inédito título para a equipe.

mark1Pro Flamengo, de cara há uma estatística que joga a seu favor: neste NBB o time ainda não perdeu duas seguidas. Se mantiver o retrospecto, será o campeão. Dentro de quadra, porém, isso não vale muita coisa e o time de José Neto precisa defender muito melhor as bolas de três pontos de Bauru. Os 37% (14/37) do jogo 4 são um percentual altíssimo para um time que tem Jefferson William e Robert Day. Outro ponto (insisto nisso) importante para o Flamengo é deixar Marquinhos ser mais dominante com a bola nas mãos. De novo no jogo 4 aconteceu do camisa 11, o melhor jogador do país há anos, ficar muito longe de ser envolvido nas ações ofensivas (só era acionado em jogadas de um-contra-um). Alex Garcia, que o marcou, fez apenas duas faltas e ainda teve fôlego para anotar 14 pontos e 10 assistências.

jeff50Para Bauru, vale dizer que o time jogou muito bem esta série a partir do jogo 2 e conta com um jogador que tem feito a diferença neste playoff. Jefferson William está com a média de 16,7 pontos (melhor média de sua carreira na pós-temporada e 25% maior em relação a sua temporada regular), 6,9 rebotes e surreais 50% nas bolas de três pontos. Sempre gostei do jogo dele, e agora aos 33 anos ele está mais maduro e letal nos arremessos do que nunca (com a chegada de Demétrius melhorou inclusive a sua defesa). Jefferson é um ala-pivô que abre para chutar e que ajuda Rafael Hettsheimeir nos rebotes.

hetts5Para os bauruenses, apenas o retrospecto não é uma coisa bacana de se olhar antes de entrar em quadra neste sábado: na história do NBB nunca um visitante venceu um jogo 5 fora de casa em decisões (duas oportunidades). Em 2008/2009, o Flamengo fez 76-68 em Brasília jogando no Rio de Janeiro. No ano seguinte, Brasília 76-74 no Flamengo em Anápolis (mando de campo dos brasilienses). Em jogo único, Brasília venceu São José dos Campos em Mogi (São José tinha mando de quadra) por 78-62 em 2011, no caso até então solitário de uma equipe ganhando o NBB longe de casa.

fla7Mantenho minha opinião que houve interferência da arbitragem no jogo 3 no RJ, conforme coloquei no Facebook. Isso não significa que Bauru ganharia ou que a vitória não ficaria mesmo com o Flamengo. E que fique claro: não houve má fé alguma, mas sim grave erro de uma arbitragem que é quase sempre péssima pros 2 lados. Analisando de forma fria, no final das contas a final do NBB está indo pro 5º jogo com os 2 times ganhando os jogos que dominaram de forma ampla, clara e sem contestação. Fla no jogo 1 e em 80% do jogo 3. Bauru nos jogos 2 e 4. Justo que decidam NA QUADRA no jogo 5. Por fim: NINGUÉM pode tirar a legitimidade do título , seja pra que lado ele (o título) caia no sábado que vem. Obviamente este playoff final deverá ser contado eternamente com os detalhes que estamos vendo, mas o campeão que levantar o troféu no próximo sábado na arena carioca 2 será um campeão 100% legítimo. Tão simples quanto isso.

Do meu canto, torço fortemente para que, ao contrário dos dois últimos duelos, não tenhamos confusão na quadra (seja com arbitragem ou com membros das duas equipes), mas sim um espetáculo maravilhoso. E você, espera o quê no jogo 5 deste sábado? Comente aí!


Bauru joga bem, vence Flamengo e decisão do NBB será no jogo 5
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Fábio Balassiano

jeff4Vamos pro jogo 5 na final do NBB. Em Marília, Bauru fez uma partida praticamente perfeita, bateu o Flamengo por 94-81 (51-30 no primeiro tempo), empatou a decisão em 2-2 e forçou o quinto e derradeiro duelo, que será disputado na Arena Carioca 2 no próximo sábado (14h). Assim como no terceiro confronto, houve confusão hoje quando o fisioterapeuta rubro-negro Ricardo Machado foi agredido logo após ter sido expulso (falo disso mais adiante). Ala-pivô bauruense, Jefferson William (na foto ao lado) teve atuação brilhante (22 pontos e 6 bolas de três convertidas) e Robert Day saiu como o cestinha (24 pontos).

leo3O jogo começou e logo me assustei. Não com os primeiros movimentos táticos ou técnicos, mas sim com o fato de novamente Jacob Barreto estar apitando novamente. Jacob Barreto que estava no polêmico terceiro duelo entre as equipes. Qual o motivo de repetir alguém que se envolveu em algo tão inesquecível (inesquecível, neste caso, por ser de péssima lembrança) assim? Quando a bola quicou, os bauruenses foram soberanos. Abriram 17-4 rapidamente, fecharam o primeiro período com 28-13 e passaram a ver os rubro-negros apenas pelo retrovisor. Nos dez minutos seguintes o time carioca chegou a tentar a reação, diminuiu a vantagem para 12, mas Leo Meindl protagonizou uma das jogadas mais bonitas do campeonato ao roubar a bola com um “balão” no adversário e enterrando-a em cima de Marquinhos para manter o seu time com muita margem na frente. No final da primeira etapa, bola longa de Robert Day no estouro do cronômetro para fazer a equipe comandada por Demétrius ir para o intervalo vencendo por 51-30.

dema5O Flamengo voltou defendendo muito bem na segunda etapa, reduziu a diferença para 12 pontos logo de cara, mas viu Rafael Mineiro levar uma falta técnica ali com cinco minutos. Nervoso, o rubro-negro viu Bauru deslanchar, abrir diferença novamente (o placar chegou a apontar 68-44) e fechar o terceiro período em 77-59. Gostaria, neste texto de hoje, de falar apenas de basquete, mas novamente não será possível (e digo isso com dor no coração, porque é o que MENOS gosto de fazer neste espaço). Ignorar, no entanto, é o menos recomendável a se fazer. Então vamos lá.

fla3Na metade final do quarto, porém, aconteceu uma confusão terrível (como já era de esperar após a partida passada aqui no Rio de Janeiro aliás). Ricardo Machado, irmão de Marcelinho e fisioterapeuta do Flamengo, foi expulso após reclamar da arbitragem (teria xingado o juiz de palhaço). Saía aplaudindo ironicamente (nenhum problema quanto a isso) quando jogaram pipoca em cima dele (absurdo total!). Não obstante isso, um torcedor (camisa laranja) empurrou o profissional rubro-negro. Ricardo (blusa vermelha no frame ao lado) ficou nervoso, caiu no chão quando derrubado pelo segurança no meio da torcida de Bauru e o tempo esquentou. Triste pacas, né? Aqui, aliás, já cabe uma reflexão importante para a Liga Nacional fazer quando acabar o NBB: serão cinco jogos das finais com TV Aberta (Rede TV!) e fechada (Sportv) exibindo. Em dois houve imagens bem tenebrosas sobre a modalidade (erro clamoroso de arbitragem no jogo 2 e briga na partida deste sábado. Não pega bem para imagem do produto que está tentando crescer, correto?

day7Nos 10 minutos finais, o Flamengo reduziu a diferença pra 12, mas não conseguiu ir além quando Day matou uma bola de três quando restavam quatro minutos. No final Bauru fechou com incontestáveis 94-81, venceu pela primeira vez em Marília (perdeu o jogo 2 da final de 2015 e o primeiro deste ano) e deixou a decisão do NBB pro próximo sábado no Rio de Janeiro.

Desde já cabe um detalhe: na história do NBB nunca um visitante venceu um jogo 5 fora de casa em decisões (duas oportunidades). Em 2008/2009, o Flamengo fez 76-68 em Brasília jogando no Rio de Janeiro. No ano seguinte, Brasília 76-74 no Flamengo em Anápolis (mando de campo dos brasilienses). Em jogo único, Brasília venceu São José dos Campos em Mogi (São José tinha mando de quadra) por 78-62 em 2011, no caso até então solitário de uma equipe ganhando o NBB longe de casa.

Viu o jogo? O que dizer da partida? E da confusão? Comentem aí!


Podcast BNC: O polêmico jogo 3 da final do NBB
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Fábio Balassiano

fla6Direto da Arena Carioca 2 gravamos o Podcast falando sobre a final do NBB. Como Bauru venceu o jogo 2? E o que fez o Flamengo ganhar o terceiro duelo? Palavras direto do palco das partidas.

Caso você prefira, o link direto está aqui . Caso queira, também está disponível no iTunes ! O código RSS está aqui. Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e divirtam-se!


Com interferência da arbitragem, Fla vence Bauru e faz 2-1 na final do NBB
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Fábio Balassiano

fla19

fla5O relógio marcava 09:11 por jogar no quarto período da terceira partida da decisão do NBB quando JP Batista acertou um lance-livre e deixou a vantagem do Flamengo em 18 pontos (75-57). Ali Bauru parecia nas cordas. Alex estava com quatro faltas (e no banco), Paulinho, cestinha do jogo 2, zerava em pontos, a defesa não segurava os ataques rubro-negros, o setor ofensivo do clube da Gávea estava brilhante e a torcida que mais uma vez encheu a Arena Carioca 2 (7.700 pessoas) estava empolgada.

fla8Só que no minuto seguinte Demétrius, técnico bauruense, tentou sua cartada final. Voltou com Alex, e o Brabo colocou o jogo em seu bolso (ou quase isso). Fez 12 pontos praticamente seguidos, comandou as ações de Bauru e viu o seu time deixar a vantagem rubro-negra, que fora de 18 pontos oito minutos antes, em apenas um quando restavam 54 segundos. Ali a história do jogo, vencido ao final pelo Flamengo por 89-84 (tem agora 2-1 e pode ser campeão no próximo sábado), passou a ser escrita pela arbitragem (infelizmente). Vamos lá:

hetts1) O trio Marcos Benito , Jacob Barreto e Diego Chiconato não estava tendo uma atuação ruim, embora houve uma série de marcações duvidosas antes do minuto final. Nenhuma que teria gerado reclamação forte, pesada e que fosse lembrada como grandíssima, decisiva. O lance capital mesmo aconteceu quando, a 37 segundos do fim, Rafael Hettsheimeir desceu com a bola após erro de arremesso de Ronald Ramon. Era um rebote claro, com domínio completo da bola por parte de Hetts. Rafael Luz, do Flamengo, encostou na pelota quando ela (a pelota) estava nas mãos do camisa 30 bauruense e a arbitragem (Chiconato) vergonhosamente marcou bola presa (aqui você pode ver o lance). O placar marcava 85-84 para o Flamengo, e Bauru seguiria para o ataque que poderia ser o da virada. Na boa, nem a família do Rafael Luz marcaria isso no lance. O susto foi tão grande que muita gente na área de imprensa pensou que a arbitragem marcara falta de Luz em Hettsheimeir. Não foi isso.

fla62) O que aconteceu? A seta de posse de bola avisava que a pelota seria do Flamengo, que teve novo ataque. Na jogada seguinte, falta marcada de Alex Garcia em Rafael Luz (lance pode ser visto aqui a partir de 20:30). Vi e revi o lance. Eu não culpo a arbitragem aqui. Não marcaria a falta por acreditar ser um lance de contato normal em se tratando de uma partida de basquete (ainda mais envolvendo um animal físico como Alex, que vinha correndo). Este esporte que tanto gostamos é, obviamente, um jogo físico, pesado, que quase sempre vê dois corpos se chocando. É, pra mim, uma das graças da modalidade. Mas Alex ali foi excluído com cinco faltas, Rafael Luz cobrou lances-livres e o rubro-negro levou a peleja.

fla13) Por incrível que pareça, não vale nem a pena discutir a quinta falta de Alex. Alguns dirão que foi. Outros, que não foi. Vai ficar nesta discussão eterna, chata, subjetiva até. O básico é: o lance só ocorreu porque a posse da bola voltou para o Flamengo de maneira inacreditável. Isso não deveria ter acontecido JAMAIS. A infração contra o camisa 10 bauruense, portanto, foi apitada em um lance subsequente à bola presa. Se a arbitragem tivesse acertado ANTES, a exclusão DEPOIS não teria acontecido (não daquela maneira). Um erro  grosseiro acabou gerando uma situação que no mundo ideal não teria ocorrido.

fla44) Do meu canto, relato a tristeza. A tristeza mesmo. Não pela derrota de Bauru ou pela vitória do Flamengo, que não tem nada a ver com os erros da arbitragem. Isso para mim não muda absolutamente NADA. Não torço pra nenhum time e quero sinceramente ver jogos bacanas, que o esporte cresça. O que chateia, chateia mesmo, é ver um jogo muito bom de basquete, como o deste sábado cheio de reviravoltas em si mesmo, se decidindo por três rapazes que não são jogadores. Este problema de arbitragem vem de tempos, é crônico e, embora saiba que a Liga Nacional de Basquete esteja tentando solucionar, acaba colocando o produto NBB em um patamar menor do que poderia ser – menor mesmo. É preciso agir em relação a este problema – e agir de forma racional, porém certeira e rápida. O que aconteceu neste sábado no Rio de Janeiro tem nome, sobrenome e negar isso é negar a realidade. O que aconteceu foi uma clara e absurda interferência da arbitragem nos destinos da peleja. Simples assim. E ponto.

fla75) Ninguém está dizendo, aqui, que Bauru ganharia o jogo. No ataque de um eventual 84-85 poderia ter acontecido de tudo, mas a decisão seria totalmente dos atletas. É pra isso que eles estão ali – para serem heróis, vilões, protagonistas ou antagonistas. São eles (os jogadores) que devem ser notados, e não os rapazes do apito. O que a arbitragem fez neste sábado foi exatamente isso – decidiu um jogo de final do NBB no lugar dos 10 jogadores que estava em quadra. Bauru ainda teve uma bola pra empatar, mas ali os nervos estavam totalmente fora do controle (natural para uma agremiação que acabara de sofrer o que sofrera). Foi compreensível, também pelo que acabara de ocorrer, que os bauruenses tenham optado por não falar com a imprensa nas entrevistas pós-jogo. Um princípio de confusão logo que zerou o cronômetro também rolou na quadra entre atletas, comissões e dirigentes, mas nada de fora do comum.

jerome16) Dúvida cruel: por que diabos Cristiano Maranho , Marcos Antonio De Matos Ferreira e Fabiano Huber, que foram tão bem na quinta-feira no Jogo 2, não apitaram de novo neste sábado? Sei que é procedimento da Liga Nacional de Basquete não repetir árbitros em jogos seguidos, mas se os caras são os melhores (ou pelo menos mais habilitados do que os três de hoje à tarde), qual o problema de repetir as suas escalações? Sinceramente creio que quem deva apita é o melhor árbitro possível.

jogo17) Gostaria de falar mais de basquete, mais do jogo, mais de como a reação de Bauru foi espetacular, mais de como o Flamengo foi incrível nos três primeiros períodos, mas isso é impossível (e lamento do fundo do coração que não consiga dizer mais coisas legais sobre uma partida tão bem disputada e com enredos tão sensacionais). Mais uma vez, no entanto, no jogo de tabuleiro que é tentar transformar o basquete em um produto melhor a Liga Nacional de Basquete vê o NBB andar algumas casinhas para trás.

nbb18) Este, na verdade, deveria ser momento de usar apenas as escadas e subir degraus, crescer, desenvolver, falar de coisas positivas (e há aos montes). Só que não dá. Em que pese este ser um playoff bem bom, com casas cheias e ginásios lotados, um erro clamoroso da arbitragem decidiu um jogo de final e sabe lá se não decidiu também um campeonato, uma temporada, o destino de um time. Há uma mancha na decisão de 2016 do principal torneio de basquete deste país e nada que acontecer daqui pra frente mudará isso. Triste, mas real.

Concorda comigo? Comente aí (com educação)!


Os méritos de Bauru, 1° a vencer o Flamengo no RJ em final do NBB em 7 anos
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Fábio Balassiano

arena1

bauru10Foi emocionante entrar no Parque Olímpico na tarde de ontem. Nenhum ser humano que gosta de esporte entra em um lugar desses e se mantém impassível, tranquilão, como se fosse um lugar comum. Não, não é. Ali estará a nata do esporte em menos de três meses. Ali serão disputados os jogos de basquete.

Ali (naquele mesmo espaço – não no mesmo ginásio) foi disputada a segunda partida da final do NBB entre Bauru e Flamengo (na Arena Carioca 2 – a que terão as lutas do Judô). Vitória bauruense por 85-80 em uma partida de nível técnico ruim, mas bem intensa e emocionante. Com o resultado, o Dragão empatou a decisão, forçou no mínimo a quarta partida e tornou-se apenas o segundo time a vencer o rubro-negro no Rio de Janeiro em partidas finais do NBB (o último a conseguir isso fora Brasília, em 13 de junho de 2009 – e desde então, 5-0). O jogo 3 será no sábado, no mesmo local, às 14h (Rede TV e Sportv exibem). Vamos a alguns detalhes da peleja:

basquete11) É óbvio que a Arena Carioca 2 é um ambiente diferente daquele que os jogadores (dos 2 times) estão acostumados. Muita gente falou depois da peleja que é difícil se acostumar a um local totalmente novo e que isso teria influenciado na partida. Alguns torcedores do Flamengo, inclusive, disseram que por ser um ginásio amplo o clima entre time e torcida fica mais frio. Desculpem, acho isso superficial. As finais do NBB desde sempre, aqui no RJ, são na HSBC Arena. O Flamengo joga lá basicamente as decisões – ou seja, uma vez por ano. Não é, portanto, seu porto-seguro, sua casa (que é o Tijuca). Sobre ser um ambiente menos “quente” que o Tijuca, a HSBC Arena também deixa a galera mais longe da quadra e o time da Gávea sempre venceu campeonatos lá com uma torcida enfurecida. Não creio, sinceramente falando, que isso mexa com o ponteiro. O ginásio é só um ginásio. E não uma peça que liga torcedores a atletas.

bauru12) O que fez a diferença mesmo a favor de Bauru foi corrigir algo que não foi muito bem no jogo inicial da final do NBB – as rotações. Não que o técnico Demétrius tenha ido mal no jogo 1 (pelo contrário), mas ciente que o banco de reservas do Flamengo fizera um estrago no último período de sábado passado o treinador sabia que deveria acelerar suas trocas desde o primeiro período, mesclando quintetos (com titulares e reservas) para evitar que o rival rubro-negro levasse vantagem e tendo boas formações a todo instante na quadra. E assim foi feito. Demétrius quebrou o ritmo do jogo diminuindo a aceleração da partida (como ele mesmo disse após a peleja), contando com ótimas atuações dos reservas Leo Meindl (13 pontos) e Murilo (11 pontos) e vendo o Flamengo ter baixíssimo aproveitamento nos chutes de 2 pontos (37%) e nos de 3 também (23%). Sua administração durante os 40 minutos foi perfeita, não há outra palavra para usar aqui.

bauru53) Quem merece um elogio especial (e por isso um tópico só pra ele) é o armador Paulinho. Desde sempre pressionado por ser o substituto de Ricardo Fischer, o camisa 3 foi mal no jogo 1, não estava tendo uma atuação muito boa (errou um passe feio em contra-ataque e foi cobrado de forma áspera por Jefferson William em quadra inclusive), mas conseguiu reverter e ser o cestinha de seu time com 17 pontos. Paulinho ainda deu 7 assistências e provou que, atacando a cesta, é um dos jogadores de perímetro que conseguem causar o pânico nas defesas adversárias. A maneira como ele costura as marcações é muito boa, e quando ele consegue (como conseguiu nesta quinta-feira) dosar o momento exato do arremesso com o do melhor passe sua atuação é sempre muito boa. Seu problema continua sendo na defesa, mas o Flamengo não fez questão de atacá-lo como seria recomendável (e como Bauru fez em cima de Marcelinho Machado no último período inclusive).

bauru64) Outro que foi muitíssimo bem foi Alex Garcia (como quase sempre aliás). Se não tanto pela pontuação (13 pontos, mas com apenas 3/9 nos chutes), mas por sua intensidade absurda, fora do comum, durante os 31 minutos em que esteve em quadra. Alex é um dos melhores marcadores da história do basquete brasileiro e a forma como ele lidera seus companheiros em quadra (e do banco de reservas) é muito fenomenal. Quem vê um jogo de um time dele (Ribeirão Preto, Brasília ou Bauru) de perto da quadra nota como ele é um cara diferenciado, obcecado por vitórias e sabedor que pequenos detalhes fazem a diferença nas grandes partidas.

bauru35) Sem tirar o mérito de Bauru, mas foi uma das piores partidas que vi do Flamengo nos últimos anos (e com detalhes bizarros, como Marcelinho Machado, dono de aproveitamento de quase 90% nos lances-livres na carreira, errando dois seguidos no final da peleja). Não sei exatamente o que deu errado (talvez Marquinhos, Ramon e Olivinha ficaram tempo demais no banco – embora essa seja uma decisão de José Neto, que deve ter as suas razões para isso), mas pra mim é muito claro que o rubro-negro esteve muito abaixo de suas capacidades, errando arremessos livres e de atletas que possuem altíssimo aproveitamento (Marquinhos teve 2/7 de três pontos; Machado, 2/6; e Ramon, 1/4). Um ponto chama a atenção: foram 18 rebotes ofensivos a seu favor (10 a mais que Bauru), e mesmo assim as oportunidades extras não foram aproveitadas em cestas.

mark16) Um dos grandes erros do Flamengo ao meu ver foi ter sido pouco rápido no começo das ações de ataque, fazendo com que Bauru posicionasse a sua marcação antes da armação ofensiva do Flamengo e causando problemas aos rubro-negros. Outro ponto importante: Marquinhos precisa ser mais envolvido no sistema ofensivo. Nesta final ele tem sido acionado basicamente no um-contra-um. Ele consegue se virar, criar seus arremessos porque é um cara absurdamente bom, mas vê-lo comandando um pouco mais as jogadas pode ser bom pra todo mundo – inclusive para Rafael Luz, que pode ser muito mais útil sem a bola do que com ela nas mãos quase que o tempo todo (como seu arremesso não tem caído a marcação sempre dá um passo atrás, fecha o garrafão e trava o rubro-negro com extrema facilidade). Marquinhos poderia chamar os pivôs para os bloqueios na cabeça do garrafão e aí sim o Fla iniciar as suas jogadas – com Rafa responsável por movimentações sem a bola.

bauru117) Sobre a arbitragem, quero dizer duas coisinhas: a) o lance mais importante do jogo eu não consegui ver porque de onde estava era impossível. Marquinhos teria sido agredido por Murilo, mas eu só vi o ala do Flamengo deitado no chão e a confusão iniciada. Logo, eu não tenho muito o que dizer deste caso; b) Minutos depois desta confusão houve outra, envolvendo Marcelinho Machado e Murilo. Machado deu um empurrão em Murilo, e ambos levaram faltas técnicas (surreal isso). Apesar disso tudo, não vi a arbitragem comprometer como muita gente está dizendo.

bauru100Bauru jogou muito bem principalmente no último período (fez 38 dos seus 85 pontos nos 10 minutos finais) e venceu. O Flamengo esteve abaixo do seu potencial e perdeu. Jogar a responsabilidade da vitória de um ou da derrota do outro na arbitragem é um equívoco. O jogo 3 está batendo na porta e os dois clubes têm muito para corrigir até sábado. Deste canto, creio sinceramente que tudo leva a crer que iremos a cinco jogos nesta decisão do NBB. E você, viu o jogo de ontem? Achou o quê? Comente aí!