Bala na Cesta

Categoria : Bala na Base

Mais um pouco sobre o projeto de base de Americana no feminino
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Fábio Balassiano

Na semana passada escrevi um pouco aqui sobre o maravilhoso projeto de Americana no basquete feminino (aqui o link). A equipe é uma das mais fortes da próxima edição da Liga de Basquete Feminino (post anterior), mas o que é mais bacana é que no fim de semana passado ocorreu o “Festival Anual de Basquete Feminino” para as meninas que participam das escolinhas de basquete do Projeto Social na cidade.

E os números são expressivos: o evento reuniu mais de 500 crianças das três cidades da área de atuação do projeto (Santa Bárbara d’Oeste, Americana e Nova Odessa), e marcou o encerramento do ano letivo das escolinhas, que atendem crianças de sete a 12 anos. Além das jovens, estavam presentes atletas das categorias de base do Projeto Social, que atuaram como monitoras auxiliando as atividades oferecidas.

O Projeto Social de Basquete Feminino existe há mais de 13 anos e é um baita exemplo de como o esporte pode servir, também, como meio de inclusão social. Se a Liga de Basquete Feminino realmente quer fazer com que a modalidade cresça no país, é bom olhar para os bons exemplos de trabalho na base no país. Americana é um deles.


Bala na Base: conheça o brilhante trabalho de Americana no basquete feminino
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Fábio Balassiano

A Liga de Basquete feminino começa nos próximos dias, e a competição terá muitas atrações. Iziane está de volta, Alessandra também, Santo André luta para defender seu título e Americana também estará forte. O que pouca gente sabe, ou conhece, é como funciona uma das estruturas de basquete feminino mais fortes do país.

Localizada no interior de São Paulo, Americana (210 mil habitantes) tem tradição no basquete feminino há mais de uma década, quando o projeto foi idealizado pelo médico Mauro Bossi em 1998. Naquele ano, a Unimed ainda era apenas a patrocinadora de uma equipe de basquete da cidade e o clube filiado era o Rio Branco, de Futebol.

A cidade, que respira basquete feminino, parou com as atividades do basquete adulto por três anos (de 2003 a 2006), mas voltou forte com o patrocínio fiel da Unimed já com a Associação dos Cooperados e Funcionários da Unimed (ACDF), que faz a gestão da modalidade. Em 2007, com uma política de gestão aprimorada e estratégica, a equipe principal voltou com a parceria de grandes empresas locais. No mesmo ano, o projeto social e de base que antes era apenas na cidade de Americana foi estendido para Santa Bárbara d´Oeste e Nova Odessa, cidades próximas e que fazem parte da mesma “regional” da patrocinadora.

Americana tem, hoje, provavelmente o melhor trabalho de base do país (no time adulto estão lá Tássia, Leila Zabani, Debora e Fabiana – e na próxima fornada virão Aruzha, Izabella Sangalli, entre outras) e um trabalho social de dar gosto. São mais de 1.200 crianças de 7 a 12 anos atendidas mensalmente nas três cidades, além de 18 categorias de base. Santa Bárbara e Nova Odessa disputam o Torneio da ARB (Associação Regional) e Americana, os da Federação Paulista de Basquete. As meninas que se destacam jogando nos campeonatos regionais em Santa Bárbara e Nova Odessa vão para Americana disputar os torneios de base da Federação. Funciona como um plano de carreira e a atleta está sempre no projeto de acordo com seu desempenho técnico.

“Não estamos preocupados com a quantidade de crianças no projeto (isso é uma conseqüência). Estamos, sim, preocupados com a qualidade do trabalho. Estamos alinhados com o objetivo do sétimo princípio do cooperativismo, que é trabalhar para o bem estar de suas comunidades por meio da execução de programas sociais e culturais”, conta Ricardo Molina Dias, Superintendente de Negócios, Produtos e Marketing da Unimed e presidente da Associação responsável pela gestão do projeto que leva o nome de “Basquete Unimed, projeto completo”.

A referência do “projeto completo” pode ser vista através de uma das mais antigas meninas do projeto. A americanense Babi começou nas escolinhas do projeto com 8 anos e passou por toda as categorias de base e hoje é armadora titular da equipe adulta. Campeã no Pré-Olímpico e medalhista no Pan-Americano, ela é a identidade do projeto da Unimed.

E se os resultados “sociais” são ótimos, os das categorias de base também não ficam atrás. Sob o comando da dupla Anne de Freitas Sabatini (treinadora do pré-mini, mini e infantil) e Adriana Santos (a campeã mundial em 1994 e medalhistas olímpica em 1996 e 2000 é do infanto-juvenil e juvenil), quem acompanha um pouco do basquete feminino sabe que Americana é uma espécie de fábrica de talentos na base. E é com Anne na iniciação e formação e Adriana na sedimentação que o clube tentará continuar brilhando.

Quando estive em Americana para o jogo da seleção feminina, vi as arquibancadas cheias com meninas do projeto e uma professora carregando uma mala com os uniformes das meninas e anotando a presença de cada uma das presentes. Cansada, porém com uma calma de invejar, era Anne de Freitas quem comandava tudo, tudinho com a maior paciência para suas “crianças”. Como disse Molina a mim, “Anne é a alma do projeto de Americana atualmente”.

É bem verdade que os resultados no adulto ainda não vieram com tanta força (título paulista na temporada passada apenas) e nem as meninas da base têm tanto espaço ainda como este blogueiro gostaria, mas é inegável que o trabalho de Americana precisa ser exaltado e estimulado em outras praças.


Bala na Base: bom jogo entre Flamengo e Vasco no Carioca juvenil
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Fábio Balassiano

Estive ontem à noite na Gávea para acompanhar a primeira partida das quartas-de-final do Carioca masculino de basquete, categoria juvenil. O Flamengo bateu o Vasco por 67-43 e largou na frente (o jogo 2 será na segunda-feira, em São Januário). Quem vencer enfrenta, na semifinal, o vencedor de Fluminense e América de Três Rios. Abaixo alguns pontos sobre a peleja:

1- Não consegui conversar com os técnicos Marquinhos (Flamengo) e Cristiano (Vasco) após a partida, mas gostei do jogo. Foi bem disputado e com duas defesas bem razoáveis. O único ponto que realmente eu não curti foi a velocidade excessiva no ataque dos dois times. Houve uma exagerada precipitação das duas partes, e consequentemente os erros vieram.

2- O Vasco teve um grande momento no jogo quando marcou por pressãoa no final do primeiro período. Anotou dez pontos seguidos, controlou as ações e forçou erros do Flamengo. Mas depois não tentou mais este tipo de marcação. Não entendi, de verdade.

3- Essa precipitação é exatamente a mesma que vemos nos jogos adultos, e precisa ser olhada com mais carinho. Inúmeras vezes o armador veio correndo a quadra toda (algumas vezes pela lateral, para desespero dos técnicos), trocou um passe e chutou de longe. O pior é que os aproveitamentos nos chutes de três pontos foi muito, muito ruim.

4- Conversei com João Batista, assistente-técnico do adulto do Flamengo que por lá estava, e ambos ficamos impressionados com a mesma coisa: as duas equipes possuíam uma estatura média bem baixa (me assustou mesmo). Para se ter uma ideia, os dois pivôs não tinham mais de 2,05m? Pouco, não?

5- De destaques individuais, gostei muito do pivô do Flamengo (não lembro do nome), cuja defesa foi soberba e de Gabriel Andrade (foto), figurinha fácil nos papos comigo no twitter e aniversariante do dia. Rápido, bom defensor e com ótima leitura de jogo, ele saiu do banco para roubar uma série de bolas e controlar as ações ofensivas do rubro-negro. Anotou 11 pontos e foi um dos destaques da partida.

6- No intervalo, conversei com Fred Varejinho e Gegê, destaques do Flamengo na LDO Sub21. Com campanha invicta, os rubro-negros ganharam a chave e agora aguardam o hexagonal final. Em breve eles estarão aqui no blog para uma entrevista grande. Paulo Chupeta também estava no papo, e elogiou bastante os rapazes, que também falaram bem do treinador do Fla.

7- Para quem conhece o basquete de base do Rio de Janeiro, uma notícia inédita: Alzira não foi a mesária na noite de ontem. Acho que deve ser a primeira vez isso não acontece nos últimos 40 anos…


Uma boa ideia sobre os brasileiros de base, por Marcelo Nogueira
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Fábio Balassiano

Todo mundo sabe que um dos assuntos que este blog mais curte é o basquete de base. Principalmente do amplo debate que acaba surgindo por aqui. E ontem, para a minha surpresa e alegria, recebi um email do Marcelo Nogueira, entusiasta da modalidade aqui no Rio de Janeiro e leitor fiel deste espaço. Marcelo mandou uma sugestão bem interessante. Olhem só!

“Oi, Bala, o motivo desse meu e-mail foi uma idéia que tive a partir da realização do Torneio da Liga de Desenvolvimento Olímpico (torneio promovido pela Liga Nacional de Basquete com equipes Sub21). Ainda que com todas as modificações realizadas na fórmula da disputa dessa competição, estou bastante esperançoso com a realização deste torneio da base – e agora com a chancela da LNB! Mas você sabe que não adianta ter esse tipo de trabalho somente na categoria sub-21. Então pensei: por que não realizar um torneio de âmbito nacional com as outras categorias de base, a partir do sub-15, mais ou menos nos mesmos moldes dessa LDO?

Uma idéia que poderia ser colocada em pauta junto a LNB, com o devido apoio da CBB e das federações, seria a realização de um torneio no início do ano com os campeões e vice-campeões estaduais das categorias infantil, infanto-juvenil e juvenil de cada estado, para se tirar daí o “campeão brasileiro da base”. A fórmula poderia ser nos mesmos moldes da LDO e as divisões classificadas de acordo com a colocação de cada estado no brasileiro de seleções estaduais. Sabemos que faltam recursos e que os calendários são muitas vezes conflitante. Além disso, alguns times do NBB não estariam representados, mas um torneio desses no final de janeiro seria ótimo para o começo da temporada dos times de base e também um incentivo ímpar para a garotada dos clubes. Fica aqui a idéia para ser debatida!

O que você acha? Saudações basquetebolísticas! Abraço, Marcelo”.

Vou deixar para responder ao Marcelo amanhã ou depois, mas queria saber de vocês o que pensam da ideia do Marcelo. A caixinha está aberta para o debate!


Vício de origem: seleção Sub15 é convocada e repete erros
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Fábio Balassiano

O técnico Cristiano Cedra convocou ontem 20 atletas para a seleção feminina Sub15 que disputa o Sul-Americano entre os dias 7 e 13 de novembro. Os treinamentos serão em Barretos (SP), Helen Luz será a administradora (estava indo tão bem de comentarista…), mas de verdade não gostei do que vi. Não pelos nomes, que mal conheço, obviamente (apenas ouvi informações a respeito das meninas), mas sim pelo retrato que está sendo desenhado – pela milésima vez.

Na convocação de Cristiano 12 das 20 meninas jogam em São Paulo (60%), centro com maior investimento do país. O problema é que pelo visto a Confederação Brasileira não quer mudar este cenário. Mesmo com os dois assistentes-técnicos sendo de fora de São Paulo (Julio Patrício é de Santa Catarina e Guilherme Vos, cujo sobrenome aparece errado no site da entidade até o momento em que escrevo este texto, é do Rio de Janeiro), a primeira categoria que estará treinando para um torneio com a seleção nacional (nacional?) possui uma lista com uma concentração absurda de atletas de apenas uma localidade.

Se o objetivo é formar e aumentar o número de praticantes de basquete de alto nível, por que não convocar mais jogadoras, trazer mais atletas para aprenderem um pouco com os treinadores em um período tão importante como este (o do desenvolvimento)? Será que no Nordeste inteiro só há duas meninas que podem treinar com a Sub15? No Sul do país só há uma atleta? De verdade eu estranho muito isso. Além disso, cabe mais questionamentos importante aqui: Como ficará o ano escolar destas meninas, que treinarão em Barretos de 11 de outubro a 4 de novembro, período mais importante do ano letivo? Torço muito para que a CBB tenha pensado nisso (ATUALIZAÇÃO: Uma boa maneira de se corrigir isso seria se os treinos fossem marcados ao longo do ano, em diferentes períodos).

Parece que não adianta muito a Confederação ler que a próxima edição da LBF está ameaçada de não acontecer porque os clubes estão quebrados, né? Com um método de trabalho tão reducionista, não há como o basquete feminino crescer mesmo. O tamanho da concentração mostra o tamanho do planejamento da entidade máxima do basquete brasileiro com o crescimento da modalidade por aqui.

Pode parecer um texto forte, mas acho absolutamente lamentável que após duas classificações olímpicas nada mude por aqui. Todo mundo voltou a falar de basquete, das seleções, se interessou pelos clubes e nem um pingo de mudança veio na primeira convocação de um time nacional de base. Formar seleção permanente é a solução para todos os problemas do país? Penso que não.

Tags : CBB


Pará fica em 3º no Brasileiro Sub19 e mostra força do Norte
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Fábio Balassiano

Terminou ontem, em Anápolis (GO), o Brasileiro Sub19 de base entre seleções estaduais (modelo, diga-se, que é mais do que ultrapassado). Como era de esperar, São Paulo, do técnico Julio Malfi, ficou com o título ao bater o Rio de Janeiro, de Marcos Vinicius, por 76-72 na final (leia mais aqui). Não dá para comentar muito sobre as revelações, porque novamente o site da CBB não consegue sequer dizer os elencos que participaram (dá para ver as estatísticas, mas sem saber nome completo e altura dos rapazes).

A grande surpresa, porém, ficou por conta do Pará, que fez 64-58 contra Santa Catarina (19 pontos e cinco rebotes de Felipe Silva) para ficar com a medalha de bronze. Mérito do brilhante trabalho que o técnico Adriano Geraldes (foto) tem feito na região. Ex-treinador da Hebraica, Geraldes fincou raízes em Belém e tem feito um brilhante garimpo e desenvolvimento dos jovens da região. Como hoje o contato é bem mais fácil, pelo twitter do Bala na Cesta chegam inúmeros elogios a ele.

Acho que mais do que enxergar uma conquista de um Estado que não tem o basquete tão desenvolvido, o interessante é ver que com um pouco de trabalho é possível formar uma equipe e lapidar os talentos que há por aqui (e há aos montes, como se pode ver por aí). Geraldes é um dos que ainda fazem basquete bom – e sério – no país, e isso deve ser mais do que valorizado – deve ser incentivado pela Confederação Brasileira principalmente.

O Pará já revelou inúmeros talentos (alguns com passagem pela seleção inclusive) e ninguém é maluco de duvidar que no Norte/Nordeste, regiões que lutam para entrar na elite do basquete brasileiros faz tempo, há talentos e uma demanda reprimida de basquete. Seria demais pedir um trabalho forte de divulgação da modalidade por lá? Que tal usar escolas/federações/clubes para tentar aumentar o número de praticantes na região? Como mostra Adriano Geraldes, resultados aparecem quando há trabalho bem feito.


Bala na Base: a final do Sub19 feminino do Rio de Janeiro
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Fábio Balassiano

Estive ontem no Botafogo para ver a final do Sub19 feminino entre o time da casa e a Mangueira. Como havia vencido a primeira partida por cinco pontos (75-70, se não me engano), as alvinegras precisavam apenas de uma vitória para ficar com o caneco (o presidente da Federação Carioca compareceu, como não poderia deixar de ser). Talvez por isso o ginásio tenha ficado razoavelmente cheio e muito barulhento (foi bacana demais isso!). Até o Grego, ex-presidente da Confederação Brasileira, estava por lá. Mas o troféu não saiu nesta quinta-feira.

Após um primeiro tempo equilibrado (34-25), a Mangueira contou com exuberante atuação da armadora Fátima (18 anos, 19 pontos) para passar fácil pelo Botafogo (no final, a diferença foi de quase 30 pontos). Além dela, destacaram-se a ala Raphaella (ela esteve na seleção brasileira vice-campeã da Copa América Sub-17 e foi responsável por um dos tocos mais bonitos que já vi em uma partida feminina) e as também armadoras Maria (a “magriça” de 16 anos joga com elegância, cabeça no lugar e uma rapidez impressionante – na foto) e a alvinegra Marcelinha (muito rápida). Quem acompanhou o twitter (@balanacesta) sabe que acabei falando muito na Maria. É muito bonito vê-la jogar – e não falo por isso por ser uma técnica primorosa na execução dos fundamentos, mas pela sua simplicidade e leveza em quadra. Na arquibancada, sua mãe, tão silenciosa quanto a filha, aplaudia orgulhosa.

Entretanto, nem tudo são flores, claro. Os dois elencos são muito baixos, houve muitos (muitíssimos!) erros de fundamento (principalmente no primeiro tempo) e uma correria desenfreada das duas partes – isso sem falar nos árbitros, que foram muito mal, travando o jogo o tempo inteiro.

No final, conversei com os dois técnicos (Guilherme Vos e Orlando Assumpção, do Botafogo), que concordaram com minha análise (para ser justo, o técnico mangueirense disse que a sua correria fazia parte da sua tática, já que o jogo de 5×5 não lhe favorecia). Foi ótimo ter ido a ver a partida, e é bom muito bom notar que ainda há equipes que fazem um bom trabalho na base – por maiores que sejam as dificuldades. A peleja final do Sub19 do Rio de Janeiro acontece no domingo, às 16h, na quadra da Vila Olímpica da Mangueira.

Além disso, vamos a duas notas sobre o basquete de base:

1- Jundiaí anunciou a contratação de quatro jogadoras que estavam na seleção Sub19: Joice Coelho, Drielle (ambas de Barretos), Ramona (Mangueira) e Thamara (Osasco). Irão jogar com Tarallo, técnico delas na seleção que conquistou o bronze no Mundial do Chile. Além delas, integram o elenco de Jundiaí Damiris e Mariana Lambert. Seria bom se a equipe participasse da LBF, não? Atração e tanto para a competição.

2- Está acontecendo em Anápolis (Goiás), a primeira edição do Brasileiro de seleções Sub19. Para mais informações, clique aqui.

Tem mais informações sobre o basquete de base do Brasil? Comente na caixinha ou envie email para fabio.balassiano@gmail.com !


Em evento da NBA para jovens, brasileiros contam suas experiências
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Fábio Balassiano

Neste sábado estive no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, o CEFAN, para acompanhar um pouco do NBA Without Borders, evento que reúne boa parte das grande revelações do basquete das Américas aqui no Rio de Janeiro. Entre os técnicos estão lá Alex English (um dos grandes craques da liga na década de 80), Phil Weber (assistente-técnico do New York Knicks e o responsável por implantar o sistema ofensivo alucinante do Phoenix Suns – aquele de contra-ataque incessante, lembra?), Dominique Wilkins (outro ícone do basquete norte-americano – na foto), Allan Houston (ídolo dos Knicks no final da década de 90 e começo de século XXI) e Alvin Gentry (atual treinador do Phoenix Suns).

Para Kimberly Bohuny, vice-presidente de operações internacionais da NBA, o Brasil e a América Latina são mercados em expansão e vistos com bons olhos pela liga: “O crescimento do basquete na região é fantástico, e com certeza estamos de olho nisso. Aqui temos uma economia forte, em crescimento, e muito material humano. O desenvolvimento internacional da NBA, com a presença cada vez mais constante de jogadores estrangeiros, também é um motivo forte para que o nosso campeonato tenha, para usar um pouco do nome do evento, ultrapassado fronteiras”, comenta Kimberly.

E os brasileiros estão participando muito bem do evento, que termina na segunda-feira. Entrevistei os três campeões Sul-Americanos (o armador Deryk Ramos, o ala Leonardo Demétrio e o pivô Felipe Braga), além do também pivô Felipe Rech, de Joinville. Aumente o som e confira.

DERYK RAMOS

LEONARDO DEMÉTRIO

FELIPE BRAGA

FELIPE RECH


Duas boas notícias na base
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Fábio Balassiano

Comentei aqui há pouco mais de uma semana sobre o Encontro Sul-Americano de basquete de base em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul (aqui e aqui você lê mais sobre o assunto).  As partidas têm acontecido (aqui o site oficial) e ao menos uma das falhas foi corrigida: a Confederação Brasileira enviou representantes para acompanhar os jogos masculinos (Ricardo Oliveira, técnico da Sub15) e femininos (Guilherme Vos, assistente da Sub15 de acordo com nota do site da competição).

E aí também temos uma notícia excelente para o basquete brasileiro. Ao que parece a CBB está trazendo para as suas fileiras um técnico muito, muito bom. Para quem conhece e frequenta ginásios no Rio de Janeiro, Guilherme Vos (foto) é uma referência. Coordenador e técnico do bom projeto de basquete da Mangueira, quase todo mundo se perguntava por que diabos ele nunca havia sido chamado para ajudar um pouco naquilo que ele tanto conhece – na formação de atletas.

Pois agora (e isso merece elogios!) a CBB corrige isso trazendo Guilherme Vos para a função de auxiliar-técnico da seleção Sub15 que disputa o Sul-Americano da categoria entre 7 e 13 de novembro (de acordo com o site da Fiba Americas, ainda sem local definido).  Sorte pra ele, que merece (Guilherme é um cara educadíssimo e, o principal, entende muito de basquete), e parabéns para a Confederação pela nova aquisição.


Confederação mais uma vez esquece da base – alguma surpresa?
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Fábio Balassiano

A respeito do post que fiz sobre Encontro Sul-Americano realizado em Novo Hamburgo, recebi um email interessante que acho válido compartilhar com vocês. Veio de um diretor de um renomado clube que prefere não ser identificado, mas que tem muito a dizer. Veja só.

“Fábio, tudo bem? Infelizmente meu clube não irá ao Encontro Sul-Americano de Novo Hamburgo deste ano. E o motivo é bem simples. Vou contá-lo resumidamente.

Em 2009, as condições da quadra estavam ruins (para ficar em um exemplo, as tabelas estavam sem proteção adequada e colchões de cama eram colocados para tentar solucionar o problema). Sempre presente nas aberturas do evento, o Carlos Nunes, presidente da Confederação Brasileira, foi questionado por nós (dirigentes) e pelos técnicos. Perguntamos como a CBB dava chancela para um torneio disputado em condições tão ruins e por que a entidade não ajudava a Sociedade Ginástica Novo Hamburgo a organizar o evento. Obviamente estamos sem resposta até agora.

Se é verdade que a entidade máxima não é A responsável pelo torneio, ela dá a chancela e ao menos deveria ajudar aos abnegados profissionais de Novo Hamburgo. Por isso resolvemos não ir. Se isso não fosse o bastante, devido ao inchaço da competição não há como jogar muitas partidas, a tabela de jogos é alterada constantemente e as arbitragens não são preparadas para serem educativas (e é um torneio para crianças, vale salientar).

Fábio, em Novo Hamburgo temos uma oportunidade única de podermos discutir a base no Brasil. E o que é feito? Nada! Não há seminários, palestras, clínicas, atividades paralelas de discussão, nada. Todo ano o presidente Carlos Nunes promete melhorias e ajuda ao evento, mas elas nunca vêm. Por inúmeras vezes pedimos que fosse feito também um encontro técnico, mas nada evoluiu. Ali temos a base do Brasil (SP, RJ, PE, AM, SC, PR, MG, DF, entre outros) e seria muito importante se sentássemos para debater. Nisso, no meu modo de ver, a CBB deveria ajudar, já que é (ou deveria ser) a maior interessada em ver o esporte se desenvolver.

O pior disso tudo é que nem o diretor técnico da CBB aparece por lá para ver a competição. Em 2010 o (técnico) André Germano esteve por lá apenas na premiação e o Carlos Nunes na abertura. Ora bolas, a base não precisa de social. Precisamos de ações objetivas, e é impossível que ninguém da CBB tenha interesse em pelo menos ver como está a base no Brasil. Por ali passam em duas semanas de 500 a 600 meninos e meninas que acreditam e amam o basquete. São 15 dias vivendo o basquete. Acho que seria suficiente, não?”.

Triste, não?