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NBA 'esquece' Supertimes, e imprevisibilidade marca temporada que começa hoje

Fábio Balassiano

22/10/2019 05h01

Foi no dia 28 de julho de 2007 que o Boston Celtics fez uma verdadeira engenharia em seu elenco para ter o arremessador Ray Allen através de uma das mais conhecidas transferências da NBA. Três dias depois, outra notícia (à época) gigante: os verdes conseguiram um dos melhores jogadores de toda liga, Kevin Garnett, também em uma troca, deixando o elenco com o garoto Rajon Rondo, o experiente Paul Pierce e duas novas estrelas (Allen e Garnett).

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Sem querer (querendo), os Celtics acabaram (re)inaugurando uma Era de Sueprtimes que a NBA viu até a temporada passada (na década de 80 os próprios verdes e os Lakers, mais notadamente, davam as cartas neste sentido). O Boston foi campeão em 2008, finalista em 2010 (provavelmente só não o foi em 2009 porque Kevin Garnett, a âncora defensiva da franquia, estava lesionada) e acabou passando esse bastão para o Miami Heat (bicampeão em 2012 e 2013) de LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade, Cleveland Cavs (LeBron, Kyrie Irving e Kevin Love) e Golden State Warriors (Steph Curry, Klay Thompson, Draymond Green e Kevin Durant), este último cinco vezes finalista nos últimos cinco campeonatos e formado praticamente via Draft (mais aqui).

A temporada 2019/2020 que começa nesta terça-feira com New Orleans Pelicans, que jogará sem o calouro sensação Zion Williamson (lesionado, ficará de seis a oito semanas fora), x o atual campeão Toronto Raptors no Canadá (21h, Sportv) e Los Angeles Lakers x Los Angeles Clippers (23h30, Sportv) traz um traço diferente.

Ao invés de Supertimes com três, quatro estrelas de renome, a NBA tem um quê de imprevisível devido ao fato das estrelas estarem mais espalhadas e lembrando muito o famoso jogo "NBA Jam", que fez sucesso na década de 90 e possuía sempre duas estrelas por franquia.

Exageros à parte, é mais ou menos como funcionará a partir de agora, com mais de dez estrelas tendo trocado de time no último verão americano para equilibrar de novo a NBA para mais times competitivos.

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No Lakers teremos LeBron James e Anthony Davis. No Clippers, rival de cidade, Kawhi Leonard e Paul George. No Rockets, Russell Westbrook e James Harden. No Nuggets, Jamal Murray e Nikola Jokic. No Warriors, Steph Curry e Klay Thompson (este volta em março/2020) continuam por lá). No Spurs, DeMar DeRozan e LaMarcus Aldridge. No Blazers, Damian Lillard e CJ McCollum. No Mavs, Luka Doncic e Kristaps Porzingis, dois estrangeiros aliás. E assim vai no Oeste.

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Pelo lado o mesmo caminho. No Nets, Kyrie Irving e Kevin Durant (este machucado e com presença incerta na temporada). No Bucks, Giannis Antetokounmpo e Khris Middleton. No Sixers, Ben Simmons e Joel Embiid. No Celtics, Kemba Walker e Jayson Tatum. No Raptors, Kyle Lowry e Paskal Siakam. No Wizards, John Wall (lesionado ainda) e Bradley Beal.

Se antes era quase certo saber quem chegaria à final da NBA, nesta temporada é quase impossível. Darei meus palpites no próximo texto, logo no começo da tarde, mas é preciso uma bola de cristal muito apurada para acertar tudo logo de cara. O poder da liga está muito na mão dos atletas, o que é ótimo, e eles optaram por reequilibrar o campeonato novamente.

Apertem os cintos, porque a NBA mais imprevisível dos últimos anos começa hoje.

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