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O sonho acabou: Brasil perde dos EUA, está eliminado do Mundial e vê Argentina na Olimpíada

Fábio Balassiano

09/09/2019 09h10

Divulgação USA Basketball

O sonho acabou. A seleção brasileira lutou, lutou muito, mas está eliminada do Mundial de basquete masculino da China após perder, há instantes, dos Estados Unidos em Shenzhen por 89-73 (43-39 no intervalo). Com 15 pontos, Myles Turner e Kemba Walker foram os cestinhas norte-americanos. Pelo lado brasileiro, Vitor Benite com 21 pontos foi o maior pontuador.

Além de não brigar mais por medalha, a seleção brasileira não se classificou de forma direta para as Olimpíadas de 2020, em Tóquio, e viu as vagas das Américas serem asseguradas por Estados Unidos e Argentina. No ano que vem 24 seleções disputam, em 4 sedes diferentes, o Pré-Olímpico Mundial (a seleção nacional estará entre elas).

NO PODCAST, A ANÁLISE DO BRASIL NO TORNEIO

A partir de agora os EUA disputam as quartas-de-final na quarta-feira (contra a França) e o Brasil, por sua vez joga da nona a décima-segunda colocação. Nos outros jogos das quartas, Argentina x Sérvia (amanhã), Espanha x Polônia (amanhã) e Austrália x República Tcheca (quarta-feira).

"Não podemos abaixar a cabeça, não. Conseguimos passar em primeiro no grupo, vencendo a Grécia, que ninguém acreditava. Depois tivemos um jogo muito ruim contra a República Tcheca, que nos custou caro. Fizemos um jogo duro contra os EUA, mas não foi suficiente. Não é fácil ganhar deles, eles não são o que são por acaso. Demos o máximo aqui (na China), não fizemos vergonha, batemos de frente com todo mundo", disse ao Sportv o pivô Anderson Varejão logo depois da partida.

NICOLAS ASFOURI / AFP

O jogo começou de forma bem equilibrada, e foi assim até o final dos primeiros dez minutos. Com Marcelinho Huertas de titular e ditando o ritmo (7 pontos e 2 assistências), o Brasil se manteve na disputa desde o princípio. Tinha dificuldade para conter Myles Turner, perfeito perto da cesta (6 pontos), mas em nenhum momento viu os norte-americanos muito distantes do placar. Vindo do banco de reservas, Anderson Varejão trouxe energia, pegou 3 rebotes e ainda contribuiu com 4 pontos. No final, 21-18 para os EUA.

No começo do segundo período, o técnico croata Aleksandar Petrovic, da equipe brasileira, reclamou de forma bem dura da arbitragem, levou a sua segunda falta técnica e acabou expulso pelos juízes. A partida, no entanto, não mudou de panorama, com os americanos comandando o placar mas o Brasil se mantinha muito perto sobretudo graças a Vitor Benite, que marcou 15 pontos de maneira rápida e praticamente seguida.

Divulgação FIBA

No final do primeiro tempo, os EUA venciam por 43-39. Astro agora no Boston Celtics, o armador Kemba Walker tinha 10 pontos e 5 assistências. No lado negativo, a equipe nacional tinha 8 desperdícios de bola, muita coisa contra um time que punia a cada erro (9 pontos assim).

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No segundo tempo o ataque brasileiro começou "emperrado", com os norte-americanos conduzindo as ações com mais tranquilidade, defendendo com força e saindo em contra-ataques para abrir um pouco mais de vantagem. Novo comandante do Brasil na partida, o assistente César Guidetti pediu tempo com três minutos por jogar, quando o placar apontava 59-48 pros EUA. Dali em diante a marcação brasileira melhorou um pouco, mas o sistema ofensivo continuava empacado, sem conseguir pontuar com tranquilidade. No final de três períodos, 67-56 após um arremesso de três incrível de Marcus Smart contra o cronômetro na pior parcial da partida (24-17).

NICOLAS ASFOURI / AFP

Nos dez minutos finais o Brasil tentou pressionar a marcação, mas o ataque não conseguia pontuar para reduzir a diferença, que chegou a 18 com 6 minutos por jogar. A boa campanha brasileira na China chegava ao fim com os norte-americanos jogando muito bem e a equipe nacional muito abaixo na segunda etapa. Após 40 minutos, vitória dos EUA por 89-73.

Viu o jogo? O que achou da seleção brasileira?

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