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Bala na Cesta

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Título Sul-Americano, mais um incrível passo deste novo modelo de gestão de Franca

Fábio Balassiano

15/12/2018 07h35

Conquista maiúscula de Franca ontem à noite em Córdoba. Não "só" pelos 94-90 contra o bom time do Instituto fora de casa em um jogo 3 de final de Liga Sul-Americana (David Jackson foi o MVP) com toda pressão de uma torcida que ficava a 50cm da quadra e com uma arbitragem HORRENDA, mas pelo que ela representa de forma mais ampla.

Franca não venceu "apenas" uma partidaça de basquete, talvez a mais importante de sua mais recente história (história gigantesca). Conquistou o segundo título (antes o Paulista) de uma temporada que ainda tem o Super8, o NBB e agora a Liga das Américas e mostra ao mundo que seu modelo de gestão tem dado absurdamente certo. De fora pra dentro de quadra é a reafirmação de seus conceitos.

O time, quase falido três anos atrás, se estruturou, se organizou, criou um modelo de governança, um conselho de administração e introduziu uma forma profissional de gerenciar seu esporte, algo raríssimo por aqui diga-se de passagem. Evoluiu aos poucos neste período, e ano passado teve muitos problemas de lesões que impediram que os avanços em termos de resultados fossem sentidos, mas nada resiste ao bom trabalho.

Também em uma prova de maturidade de gestão, Helinho, a quem desde sempre defendi porque ele também estava (e ainda está) em formação, foi mantido, sua comissão técnica cresceu, o Centro de Treinamento saiu e também se estruturou, o elenco se renovou neste ano, tornando-se mais atlético, móvel e "de perímetro", algo bem fundamental pro basquete atual, e aí as vitórias começaram a se multiplicar nesta temporada. O troféu do Paulista foi o começo, o da Sul-Americana pode não ter sido o final de um calendário de 2018/2019 que pode ser ainda mais magnífico.

E por um motivo bem simples. Quando a estrutura é sólida no momento em que os triunfos chegam, o gosto do título é sentido, a tendência é que tudo de bom se multiplique, se potencialize. Como acontece com Franca agora. De time quase fechando as portas a este que agora conquista a Sul-Americana houve uma transformação gigantesca, incrível e que merece ser exaltada.

É óbvio que há dinheiro para investir no elenco (patrocinadores grandes!), mas além da grana que há existe um modelo de gestão por trás, uma forma de pensar e trabalhar. Boa sorte a Franca. E que sua forma de pensar e agir, de forma pra dentro de quadra, seja reverberada pelo país.

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