Bala na Cesta

Arquivo : dezembro 2016

Feliz ano novo a todos vocês – o blog volta em 2017!
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Fábio Balassiano

obrigado1Foram mais de 500 textos (quando olhei o número ontem eu me assustei…). Foram mais de 50 entrevistas (com Milos Teodosic, com Maria Helena Cardoso, com Jonas Valanciunas, com Tom Thibodeau, com Cristiano Felício, com Rauzinho, com Tamika Catchings etc.). Foi ano de Olimpíada (e sou um sortudo de poder ter acompanhado as duas finais no ginásio). Foi ano de título inédito pro Cavs. Foi ano de tetracampeonato de NBB para o Flamengo. Foi ano de caneco para o Sampaio Correa na LBF. Foi ano de falência da CBB. Foi ano de aposentadoria de gênios (Kobe Bryant, Tim Duncan e Kevin Garnett). Foi ano de muita coisa legal (e agitada) no basquete, este esporte maravilhoso.

obrigado2Foi um ano, pessoalmente falando, de mais crescimento para o blog. A audiência por aqui cresceu (mais uma vez), fiz o meu primeiro evento (no Rio de Janeiro, com casa lotada, lista de espera e fila na porta!), a primeira série de camisas saiu (e logo se esgotou…), o reconhecimento tem sido satisfatório e o carinho de vocês todos é muito maior do que eu poderia esperar. Nas redes sociais passamos dos 14 mil seguidores no Twitter, alcançamos mais de 42 mil no Facebook e no Instagram já são mais de 12 mil pessoas. Não poderia deixar de citar o Podcast BNC, um dos “filhos” que mais gosto (e mais novos) desde a criação do blog, alcançou marcas inéditas e já está começando a caminhar sozinho (em termos de custo).

pjimage (1)Manter este espaço atualizado dá um trabalho absurdo, principalmente porque cobrir com força também o basquete nacional, algo que faço com muito orgulho e porque creio ser necessário, é MUITO mais difícil do que falar de NBA, onde as informações / dados / números / vídeos brotam de todos os cantos, de vez em quando a família fica em segundo (ou terceiro plano), mas é muito legal e recompensador ver que há uma galera que curte um trabalho independente e bem crítico, que é o que este espaço se propõe a fazer desde sempre (e pra sempre).

Chegou a hora, com esse tanto de coisa em 2016, de dar uma descansadinha (de leve). Será breve, mas é necessária. Feliz 2017 a todos vocês! No dia 2 de janeiro do próximo ano o blog volta com a corda toda.


Com Flamengo x Caxias do Sul, NBB terá pela primeira vez jogo de fim de ano
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Fábio Balassiano

fla1Seguindo tendência do que acontece na NBA e também em alguns países do mundo, chegou a ver de termos partidas no período entre festas (Natal e Ano Novo) aqui no Brasil. Pela primeira vez em nove edições o NBB verá um jogo nesta data. Acontecerá nesta noite, no ginásio do Tijuca, e terá Flamengo x Caxias do Sul se enfrentando às 19h30, com transmissão do Sportv.

Em quadra teremos o duelo de opostos. O Flamengo, com seu trio fantástico formado por Marcelinho, Marquinhos e Olivinha, o rei do duplo-duplo do NBB (ele chegou a 100, o primeiro a fazê-lo, na história da competição na semana passada), tem 9 vitórias em 10 jogos (perdeu apenas do Basquete Cearense). Dono do melhor ataque da competição (90,8 pontos por jogo), o rubro-negro anotou ao menos 81 pontos em todos os jogos até aqui.

caxias1O Caxias do Sul, por sua vez, é o inverso: venceu apenas uma das 12 partidas disputadas (contra Macaé recentemente) e está na lanterna da competição. Com o pior ataque (70,3 pontos por jogo) e a pior defesa (83,5 pontos sofridos por jogo), o time do técnico do técnico Rodrigo Barbosa já fez seis partidas como visitante, não venceu nenhuma e teve média de 20,3 pontos por jogo de desvantagem em suas derrotas longe do Rio Grande do Sul.

fla3Não consigo compreender o motivo, mas mesmo sem o final do primeiro turno esta será a segunda vez que as equipes se enfrentarão. No turno, lá no Rio Grande do Sul, vitória rubro-negra por 104-80. Isso, na verdade, importa até pouco perto do fato de que a LNB está tentando novas formas de atrair e cativas o público. Espero que o ginásio esteja lotado, que sejam realizadas ações promocionais para o público e que seja (oremos!) um ambiente tranquilo e familiar no Tijuca. No último jogo do NBB no ano, a gente só espera que tudo termine bem.

Foi criado até um vídeo promocional para o duelo. Vejam só:

Tags : LNB NBB


NBA reconhece erro em último lance de Cavs e Warriors – Durant sofreu falta
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Fábio Balassiano

james1Para quem não conhece, todos os dias depois das rodadas a NBA coloca em seu site de arbitragem (aqui) análises e comentários oficiais sobre os dois últimos minutos de TODOS os jogos. Isso também foi feito no domingo com as partidas de Natal.

E a NBA reconheceu o erro em dois lances cruciais da partida entre Cleveland Cavs e Golden State Warriors (transcrição completa aqui). O primeiro deles a 01:43 do final, quando LeBron James enterrou e ficou pendurado no aro provocando a Draymond Green. Segundo a liga, James deveria ter tomado uma falta técnica (o mesmo que acontecera minutos antes com seu companheiro Richard Jefferson pelo mesmo motivo). Nada foi apitado.

durantO lance mais polêmico, porém, aconteceu no final. O Golden State tinha um ponto de desvantagem e a bola para vencer. Passe para Kevin Durant, que era marcado pelo veterano Richard Jefferson. Houve um contato, e Durant foi ao chão. A arbitragem nada marcou (seriam dois lances-livres para um cara que tem 87% de aproveitamento da linha fatal…) e o Cleveland venceu. Na revisão do lance, a NBA informa que houve, sim, falta de Jefferson no ala do Warriors “porque o contato dos pés (de Richard Jefferson) afetou sua velocidade, equilíbrio e ritmo na ação ofensiva”.

warriors1No final do jogo, o camisa 35 da franquia californiana, bem irritado (e pelo visto com toda razão), disse na coletiva de imprensa: “Eu caí, e eu não caí sozinho”. Do outro lado, Richard Jefferson, veterano e tentando tirar o seu corpo fora da polêmica, disse que todo lance é polêmico e todo atleta acha que sempre sofre a falta, mas que nada de grave teria acontecido.

O melhor jogo da temporada da NBA terminou, mas pelo visto não acabou ainda. Quem sabe em junho a gente não veja o tira-teima final destes dois timaços.


A magia do basquete no partidaço vencido pelo Cavs contra o Warriors
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Fábio Balassiano

cavs10Aí você se prepara para a rodada natalina, dispensa a família, se tranca no quarto e já se empolga com o Knicks e Celtics do Garden. Vitória do Boston (119-114), bom e jogo e tals. Se arruma na cadeira, pega uma água, se acomoda e começa a ver uma AULA de basquete. Golden State Warriors e Cleveland Cavs fazem em Ohio tudo aquilo que a gente espera encontrar em uma partida do esporte que a gente tanto curte: ataques ferozes, defesas tentando encontrar soluções, técnicos buscando vantagens com substituições, estrelas aparecendo, coadjuvantes buscando espaço e drama, muito drama.

warriors1Se o nível, de intensidade, técnico, tático, mental, físico, do primeiro tempo fosse mantido para o segundo já seria sensacional, mas os caras queriam mais. O Golden State foi pro intervalo vencendo por 55-52, chegou a abrir dígitos duplos no terceiro período, colocou 14 de vantagem nos 12 minutos derradeiros, mas o Cavs não desistiu.

Na verdade, aqui vale um registro desde já. O Cleveland em nenhum momento deixou de seguir o seu plano de jogo: fechar loucamente os espaços para tiros de três pontos no perímetro (Warriors tiveram “apenas” 9/30 de fora), nem que para isso significasse um garrafão mais aberto e disponível para infiltrações (50 pontos da franquia da Califórnia vieram assim). O problema é que para passar adiante não bastavam 16 pontos de LeBron James no terceiro período (ele teve 31 no total), 20 no total de Kevin Love e nem 7 roubos ou 10 assistências de Kyrie Irving. As peças de apoio precisavam aparecer. E naquela altura o banco não ajudava. Richard Jefferson e Iman Shumpert tinham, somados, 0/14 nos chutes. Só que, pessoal, isso se chama basquete e basta uma fagulha para a fogueira acender.

cavs1Jefferson, no alto de seus 36 anos, tomou a fonte da juventude e até enterrou. Shump matou bola de três. Channing Frye converteu duas. O banco acabou com 25 pontos, quase o dobro dos 13 do Warriors, e acabou sendo o responsável por colocar o Cleveland no jogo.

Nos minutos finais, mais drama. Steph Curry, mal no jogo (4/11 e 15 pontos “apenas”), recebeu em contra-ataque e matou de três. O Warriors lideraria por 1 ponto. O Cavs tinha a bola com 10 segundos de jogo. E aí Kyrie Irving, então com 23 pontos, 10 assistências, 7 roubos e 6 rebotes, mandou um Feliz Natal para o Golden State.

cavs3É isso. Vitória do Cavs por 109-108 em um dos melhores jogos deste esporte chamado basquete dos últimos tempos. Vale dizer que no último lance Kevin Durant, autor de 36 pontos e 15 rebotes (cracaço de bola!), tropeçou em Richard Jefferson (acharam falta ou normal?), não rolou arremesso e o Cleveland venceu com bastante justiça. Soube manter a cabeça fria mesmo perdendo durante toda a partida, colocou a bola nas mãos de Irving e LeBron nos momentos cruciais e ainda viu os coadjuvantes aparecerem para ajudar as principais estrelas. Manual de resiliência e de como grandes times encontram sempre formas de vencer partidas em que parecem estar sendo dominados pelos adversários. Insisto: uma aula de basquete por parte da franquia de Ohio.

cavs2Ressalto que foi certamente a melhor partida da temporada. Intensa, física, com rivalidade pulsando, técnica e tática ao extremo. Arrisco-me a dizer que não haverá 5 deste nível de intensidade e qualidade até o final de 2017.

Quem trocou a rabanada pelo jogo de ontem ouviu lamúrias da família, mas certamente não se arrependeu. Vimos, neste domingo, um show de basquete. Um show do que é o esporte em seu mais alto nível. Um show de Kyrie Irving. Quero apenas dizer que em junho podemos ter mais cinco, seis, sete jogos deste nível entre estes dois timaços de basquete. Que venham!


Rodada de Natal da NBA tem reedição de final e Westbrook podendo bater outro recorde
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Fábio Balassiano

knicks1Já é tradição. Realizada desde 1947, quando o New York Knicks venceu o Providence Steamrollers no Madison Square Garden por 89–75, a rodada de Natal da NBA terá cinco jogos hoje. E com a melhor notícia pra quem gosta de basquete: todos exibidos pelos canais ESPN a partir das 15h (de Brasília).

Entre os destaques, além das camisas que são confeccionadas (e bastante vendidas) especialmente para a data de hoje (a da foto ao lado é a do Knicks, lindíssima), estão a reedição das duas últimas finais entre Cavs e Warriors, Russell Westbrook podendo bater outra marca relacionada a triplos-duplos, Dwyane Wade jogando partida natalina com camisa que não a do Miami Heat e muito mais. Vamos ao resumo das partidas deste domingo!

thomas1New York Knicks x Boston Celtics (15h – ESPN) – São dois times que melhoraram muito nas últimas semanas e que têm campanhas idênticas (Celtics com 17-13; Knicks com 16-13). Na quadra veremos duelos vários confrontos individuais interessantes em posições-chave. Na armação, Derrick Rose x Isaiah Thomas. Na ala, Carmelo Anthony x Jae Crowder (ótimo marcador). No pivô, Joakim Noah x Al Horford. Vai ser bem interessante ver o comportamento do letão Kritstaps Porzingis, cada vez mais habituado aos holofotes, como a torcida do Knicks, que viu seu time vencer 11 das 15 vezes atuando no Garden, reagirá diante de um ótimo rival e como os Celtics farão os ajustes necessários para defender um time que tem 105 pontos por jogo de média e ótimas armas no jogo exterior para pontuar.

lebron2Cleveland Cavs x Golden State Warriors (17h30 – ESPN) – O jogo mais aguardado não só da rodada natalina, mas provavelmente um dos cinco mais esperados de toda temporada regular. É a reedição das duas mais recentes finais, o décimo-oitavo encontro dos dois times nos últimos 24 meses, os dois líderes de suas conferências (no Leste, o Cavs tem 22-6; No Oeste, Warriors possui 27-4) e mais uma chance de vermos dois dos melhores times do planeta dividindo a mesma quadra de basquete. Pelo lado do Cavs, desfalque de JR Smith, que, lesionado, ficará de fora muito provavelmente do restante da temporada regular.

durant1Pelo Warriors, deve ser muito bacana poder dizer que você vai para uma revanche contra o adversário que o venceu na última final com um nome diferente no quinteto inicial quando esta peça chama-se Kevin Durant. Cada vez mais adaptado ao esquema do Golden State, Durant lidera a equipe que possui três atletas com 20+ pontos (ele tem 25,9; Steph Curry, 24,4; e Klay Thompson, 21,4) e que tem tentado defender melhor nas últimas semanas. Não tem sido fácil, porque o estilo acelerado do ataque faz com que a defesa fique sempre exposta a contra-ataques ferozes dos adversários, mas até o camisa 35, não um especialista em marcação, se esforça para conter arremessos dos rivais. Vai ser muito interessante ver como Durant, como protagonista de um timaço que tem Curry, Klay e também Draymond Green, se sairá logo mais contra LeBron James.

kawhi1San Antonio Spurs x Chicago Bulls (20h – ESPN) – É o confronto do time mais regular das últimas duas décadas contra o mais inconstantes deste campeonato. O San Antonio é a melhor franquia da NBA desde o final do século passado, se mantém forte há 20 anos e joga o basquete que o mundo inteiro aplaude desde sempre. O Chicago, por sua vez, é um dos cinco times a já ter batido o San Antonio nesta temporada. O Chicago, porém, é de uma instabilidade atroz e hoje está fora da zona de playoff do Leste (tem 14-15 e sete derrotas nos últimos dez jogos). O alto (triunfas contra o Spurs) e o baixo (derrotas em sequência) se misturam na temporada do Bulls e é justamente por isso que é impossível prever o que irá acontecer logo mais.

wade1Se o time do (não menos instável) técnico Fred Hoiberg jogar com todo o potencial que o elenco que possui Jimmy Butler, Dwyane Wade, que jogará a partida de Natal com a camisa do Bulls pela primeira vez, e Rajon Rondo possui, teremos uma ótima partida no Texas. Do contrário, o San Antonio, tema de texto aqui esta semana, e seu jogo de passes maravilhoso terão imensas chances de sair com vitória no duelo natalino. Vale dizer que o Spurs venceu o Portland na última sexta-feira jogando muitíssimo bem (110-90) mesmo tendo poupado Pau Gasol, Manu Ginóbili e Tony Parker, três de seus veteranos mais importantes.

westbrook1Oklahoma City Thunder x Minnesota Timberwolves (23h – ESPN+) – Apenas cinco jogadores conseguiram anotar triplos-duplos na história da rodada de Natal: Oscar Robertson, LeBron James, Russell Westbrook, Billy Cunningham e John Havlicek. Apenas Robertson (1960, 1961, 1963 e 1967) conseguiu o feito em mais de uma oportunidade. É bem verdade que LeBron também estará em quadra neste 25 de dezembro, mas se tem alguém que poderá dizer que terá mais de um triplo-duplo na rodada de Natal da NBA este é Russell Westbrook. Vivendo temporada magnífica, com 31,8 pontos, 10,8 assistências e 10,5 rebotes, o armador do Thunder, que não terá de novo Victor Oladipo (lesionado), já atingiu dígitos duplos em três fundamentos em 14 ocasiões nesta temporada da NBA (inclusive o animalesco contra o Boston na sexta-feira fora de casa com 45-11-11). Com sua força física descomunal, é bem provável que ele atinja o feito logo mais contra um Minnesota que defende terrivelmente mal (cede 106 pontos por noite aos rivais) e que tem na armação um cara (Ricky Rubio) que tem um potencial físico e uma defesa bem abaixo daquilo que se espera para deter Westbrook. Vale a pena, pelo lado do Wolves, ficar de olho na molecada formada por Andrew Wiggins, Zach LaVine e Karl-Anthony Towns. Eles jogarão o primeiro jogo natalino de suas carreiras. Os três já são muito, muito bons e quando encontrarem o meio termo entre serem ousados e responsáveis serão excepcionais.

russel1Los Angeles Lakers x Los Angeles Clippers (01h30 – ESPN+) – O Clippers perdeu (de novo!) Blake Griffin por lesão (de três a seis semanas), mas é absurdamente favorito contra um Lakers que começou bem a temporada, mas que com suas lesões e inconstância acabou se perdendo (são quatro derrotas seguidas, 9 nos últimos 10 jogos e a amarga campanha de 11-22). Para quem sonhava em brigar pelo playoff, o Lakers está talvez vivendo a (sua) realidade e terá do outro lado da quadra um rival que não vence desde a abertura de 2013/2014 (faz tempo, hein!). O Clippers (22-9), por sua vez, tem tentado se adaptar ao jogo sem Griffin, que vinha fazendo excelente campeonato, mas vê o Houston Rockets coladinho na luta pela terceira posição do Oeste. Quem conseguir ficar acordado até tarde deve ficar atento ao duelo entre Chris Paul, um dos melhores armadores da liga (CP3 não está 100% mas deve atuar), e D’Angelo Russell, um dos mais jovens e talentosos titulares da posição 1 da NBA.

Meus palpites pra hoje? Knicks, Warriors, Spurs, Thunder e Clippers. E o de vocês? Comentem!


Feliz Natal a todos vocês!
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Fábio Balassiano

natal1Queridos leitores, desejo a todos um Feliz Natal. Recheado de comidas incríveis, encontros maravilhosos com a família de vocês e aquelas piadas bizarras dos tiozões que não podem faltar.

O blog para amanhã, mas dia 25 estamos de volta com texto e tudo mais que for possível. Todo mundo sabe o motivo, né?

É que teremos mais uma rodada natalina da NBA e a gente sabe como é – passa de mal educado perante a família, mas não perde as partidas do Natal nem por decreto. A partir das 15h de 25 de dezembro a ESPN vai exibir TODOS os cinco jogos (motivo de post aqui amanhã).

Feliz Natal a todos!!


Podcast BNC: Especial de fim de ano com Rômulo Mendonça, o mensageiro do caos
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Fábio Balassiano

romulo2Já é tradição. No programa especial de fim de ano temos, pela segunda vez seguida, ninguém menos que Romulo Mendonça, narrador dos canais ESPN e um dos caras mais bem informados e bem humorados do país, no Podcast.. Fizemos, com ele, uma bela retrospectiva de todo ano esportivo, falamos da repercussão olímpica dele, de NBA, MLB, NFL e muito mais. Espero que vocês gostem!

Caso prefira, o link direto está aqui. Caso queira, também estamos no iTunes ! O código RSS está aqui. Críticas, perguntas ou sugestões ou é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e divirtam-se!


Fiel a seu estilo, Spurs ‘relógio’ continua brigando no topo do Oeste
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Fábio Balassiano

spurs1Após 28 jogos na temporada 2015/2016 o San Antonio tinha a campanha de 23 vitórias e cinco derrotas. Em 2016/2017, com o mesmo número de jogos, adivinhem qual é o retrospecto dos texanos na NBA? Sim, 23 triunfos em 28 partidas. Jogando da maneira que caracteriza a equipe há duas décadas, o Spurs, que hoje enfrenta o Los Angeles Clippers fora de casa, está na vice-liderança do Oeste, atrás apenas do Golden State Warriors (25-4), e vem de sequência de nova confrontos vencidos nos últimos dez embates.

pop1Se no começo do campeonato Gregg Popovich soltou o cachorro em cima de seus atletas, reclamando do comprometimento, da falta de ética profissional e outras coisas, como na vitória contra o Dallas mesmo (mais aqui), agora aparentemente a situação está mais controlada. As sete novas peças (entre elas estão David Lee, Pau Gasol, Nicolas Laprovittola, Dewayne Dedmon e Davis Bertans) estão compreendendo mais a filosofia da franquia que tem o excepcional índice de 0,61 assistência por arremesso convertido (aula de basquete!) e que permite apenas 33% dos arremessos de três pontos sendo convertidos pelos rivais. No ataque, o mesmo relógio citado no parágrafo anterior: se em 2015/2016 eram 104 pontos por jogo e 48,4% de conversão nos tiros de quadra, em 2016/2017 são 104 pontos e 47% (números idênticos).

gasol1A teoria Popovichiana é linda, mas obviamente só dá certo porque há jogadores excepcionais para executá-la. Além de Tony Parker e Patty Mills, que se revezam muito bem na armação (eles somam 21 pontos e 8 assistências por noite) e Manu Ginóbili, que traz qualidade vindo do banco (o argentino de 39 anos, que possui 7,8 pontos de média, descansará até o Natal para repousar as pernas), destacam-se os pivôs titulares. LaMarcus Aldridge tem 16,6 pontos em 32 minutos por jogo, suas menores médias na carreira desde o ano de calouro. O mesmo acontece com Pau Gasol, que tem 11,8 pontos em módicos 26,3 minutos por noite. Não deve ser fácil para atletas que sempre tiveram papéis essenciais nos planos de jogo de suas equipes se adaptar a isso, mas eles sabem que a franquia funciona assim – todos jogam, o playoff é uma certeza e na pós-temporada o corpo estará descansado. De longe, Gasol parece compreender melhor isso. Aldridge, craque no Portland e pouco notado no “low-profile” Spurs, quase sempre parece estar desconfortável com isso, mas ao menos nunca verbalizou nada de ruim.

kawhi1O craque, craque mesmo da franquia no momento, chama-se Kawhi Leonard. Acrescentando sempre uma coisinha diferente ao seu jogo a cada temporada, o camisa 2 veio para a temporada 2016/2017 disposto a se manter entre os melhores da NBA. Está quase perfeito nos lances-livres (92%), muito bem nos roubos de bola (2 por jogo) e cada vez mais seguro no ataque. São 23,9 pontos, 46,8% nos arremessos de quadra e 38% nos tiros de três pontos. Dono de potencial físico descomunal, Leonard tem convertido cada vez mais seus pontos de dentro do garrafão (16% de suas tentativas vêm assim) e em bolas de costas para a cesta (1,18 pontos por posse de bola desta maneira). Há um número meio incrível, que é o de defesa: o Spurs sofre potencialmente menos 13 pontos por 100 posses de bola quando ele está FORA de quadra em relação aos momentos em que ele está DENTRO dela. Certamente a comissão técnica da equipe irá analisar isso e desvendar o porquê disso, já que Leonard sempre se caracterizou por ser um excelente defensor.

kawhi2Assim vai o Spurs para mais uma temporada com mais de 60 vitórias e disposto a desafiar o Golden State Warriors pelo título do Oeste. Se falta o poder de fogo de Kevin Durant, Klay Thompson e Steph Curry ou a intensidade de Draymond Green ou Andre Iguodala, sobram ao time texano organização e o melhor técnico da NBA.

Como recomenda-se há 20 anos, é bom manter os olhos bem abertos no San Antonio Spurs.


Hall da Fama divulga pré-lista da turma de 2017 – Amaury, Marquinhos e Kanela podem entrar
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Fábio Balassiano

pjimageNotícia legal para o basquete brasileiro no final desta quinta-feira. Foi divulgada de forma oficial agora há pouco a lista dos pré-selecionados para entrar no Hall da Fama em 2017 (mais aqui), honraria máxima do esporte da bola laranja.

Entre os nascidos no país estão Amaury Pasos, o técnico Kanela (ambos fizeram parte da geração bicampeã mundial) e Marquinhos Abdalla Leite (da geração seguinte, a mesma de Oscar Schmidt).

Na lista dos norte-americanos pré-selecionados, os nomes mais conhecidos são os de Tracy McGrady (indicado pela primeira vez!), Mark Aguirre, Kevin Johnson, Theresa Weatherspoon, Rudy Tomjanovich, Mark Price e Tim Hardaway.

hof2Vale dizer que a nomeação final será conhecida apenas no dia 03 de abril de 2017. Até lá, quem gosta de basquete por aqui tem 2 coisas a fazer: aplaudir pela nomeação prévia, porque desde já é um reconhecimento e tanto para Amary Pasos, Kanela e Marquinhos (clap, clap, clap e mais clap!), e torcer para que eles sejam realmente eleitos pelo Comitê do Hall da Fama.

Atualmente o Brasil possui três integrantes no Hall da Fama: Oscar Schmidt (2013), Hortência (2005) e Ubiratan (2010).


Um mês após suspensão da FIBA, CBB finge que nada aconteceu mas acumula problemas
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Fábio Balassiano

fiba1No dia 14 de novembro o mundo caiu para quem acompanha a modalidade por aqui. A Federação Internacional suspendeu o basquete brasileiro até 28 de janeiro de 2017 devido a falta de “controle total” da Confederação Brasileira, como a FIBA descreveu a situação da CBB (aqui).

O tempo passou, a CBB adiou a sua coletiva de imprensa (até hoje não feita), muitos rumores sobre os próximos passos surgiram e a Confederação tem tentado fingir que absolutamente nada aconteceu. É um método comum para a entidade máxima, aliás. Acha que está tudo bem, passa uma imagem de que nada disso é culpa dela e vida que segue. Meio bizarro, mas é assim que funciona a cabeça retrógrada de quem comanda o basquete brasileiro na Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro. É a turma que finge que a suspensão não é com ela, e na prática, vejam só o absurdo dos absurdos, não é mesmo porque na prática quem está sofrendo na pele com a sua falta de competência são os três clubes do NBB que não jogarão a Liga das Américas por causa dela (Flamengo, Mogi e Bauru).

cbb1Aqui, aliás, cabe um parêntese. O fantástico mundo de Carlos Nunes e de seus colegas na Confederação é tão irreal, tão surreal, tão fantasioso, que ontem à noite a entidade máxima desejou um ótimo… 2014 para quem (ainda) ama basquete neste país. Beira o bizarro que em um mesmo dia a Confederação tenha pago um mico deste nível no seu site oficial (imagem ao lado) e outro no Facebook, quando afirmou que o Phoenix Suns, de Leandrinho, teria vencido um jogo contra o Minnesota – jogo que, na verdade, perdeu. Fica a pergunta: o que a turma da CBB faz de BOM neste planeta? Se alguém souber, vale avisar.

cbb10Seria o bastante, mas não é. Em movimento insano, mas que pode ser interpretado como recado claro de incômodo ao excelente trabalho feito pela Liga Nacional nos últimos oito anos, a CBB abriu fogo ontem contra a LNB em relação ao STJD da organizadora do NBB (aqui). Liga que lançou a Liga Ouro de 2017 (Segunda Divisão), que pode ter 9 times.

Acham que é só? Em matéria publicada no UOL nesta terça-feira (aqui), o Comitê Olímpico Brasileiro, que tem tido conversas com a FIBA para decidir se intervirá ou não na Confederação como estava praticamente certo até o final do mês passado, informou que a entidade máxima do basquete brasileiro “precisará resolver sua suspensão junto à Federação Internacional para ficar com a verba federal repassada pelo COB” de R$ 3,6 milhões em 2017. Para quem devia, até o final de 2015, mais de R$ 17 milhões, digamos que não é o melhor dos recados, né?

nunes3A verdade é que mais de 30 dias se passaram desde a suspensão da FIBA à CBB e só quem perdeu até o momento foi o NBB – e seus clubes afiliados. A CBB acumula problemas, divulga um mico atrás do outro em suas redes sociais, mas Carlos Nunes segue no seu lugarzinho, calado e sem ser incomodado.

Clubes, federações, ligas, atletas, técnicos e até mesmo a imprensa estão anestesiados esperando uma solução por parte dos órgãos responsáveis (COB, FIBA, Ministério do Esporte e quem mais está arquitetando algo desde 14/11). A dúvida é: será que vem mesmo? E se vier, o que vem? Com quem vem?

nunes8Enquanto isso, Nunes e seus comandados passarão Natal e Reveillon tranquilos, bem tranquilos à frente de uma CBB falida. Tranquilos, bem tranquilos e achando que de fato nada fizeram de errado, pois até o momento as consequências não chegaram até seus portões.

O mais bizarro de tudo é que de tanto fingirem que a suspensão não foi por causa deles, como de fato foi (e foi MUITO!), os rapazes da Confederação devem acreditar que está, de fato, tudo bem, que a gestão de Nunes e seus comandados por oito longos anos foi sensacional para o esporte da bola laranja. Que situação triste a do basquete brasileiro. Situação que está, no final das contas, entre a tristeza e a comédia. É rir pra não chorar. Ou chorar pra não rir.

Tags : CBB FIBA