Bala na Cesta

Arquivo : outubro 2016

‘Renascido’, Guerrinha fala do título Paulista com Mogi e da expectativa para o NBB
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Fábio Balassiano

guerUm dos grandes personagens do título paulista de Mogi conquistado na semana passada é Jorge Guerra, o Guerrinha. Técnico de inúmeros títulos no cenário nacional, ele foi inexplicavelmente demitido de Bauru no começo da temporada passada e viu a sua carreira de sucesso ser travada. Menos de um ano depois ele deu a resposta: contratado pelos mogianos para 2016/2017, em menos de três meses de trabalho já levantou o caneco do Estadual e credencia o time para os títulos da Liga Sul-Americana e também do NBB. Como cereja do bolo, na decisão do Paulista Guerrinha viu do outro lado ninguém menos do que o time que o mandou embora há menos de 12 meses. Falei com ele sobre isso tudo. Confira!

guerrinha2BALA NA CESTA: Quando você assumiu Mogi estava claro que o time estava bem desesperado para ganhar um título para solidificar o belo trabalho que tem feito nos últimos anos. Vencer esse Paulista logo na largada da temporada faz a equipe tirar bastante do peso que vem carregando nos últimos anos?
GUERRINHA: Eu acho, sim, que tira pra algumas pessoas tira o peso que você cita, mas ao mesmo tempo aumenta muito a nossa responsabilidade. Cada dia mais vamos marcando terreno no basquete nacional como também no Sul-Americano. O time vai ganhando mais responsabilidades e aí é importante que os jogadores saibam que quando a equipe vence ela passa a ter ainda mais compromisso com a vitória. E eu já disse aos meus atletas que iremos trabalhar muito neste sentido. A primeira etapa foi concluída e sabemos como é difícil chegar ao título, ao primeiro título, principalmente pelo peso que tínhamos, mas agora temos que trabalhar dobrado porque, vou insistir nessa palavra, a responsabilidade é maior para todos.

guerrinha11BNC: Pessoalmente falando, é uma volta por cima sua também, concorda? Você saiu de Bauru de maneira bizarra, ficou quase 1 ano parado, assumiu Mogi e em menos de 3 meses já é campeão. Você não precisa provar nada pra ninguém, mas como diz um autor que sei que você gosta, a nossa vida é sempre um “provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém”, não?
GUERRINHAGraças a D’s eu consegui chegar a um nível de maturidade que eu não trabalho mais pra provar nada pra ninguém, mas sim para o basquete, porque (o basquete) me ofereceu muita coisa. E alguns lugares, em especial Mogi hoje, um lugar que me acolheu tão bem e me deixou confortável desde que cheguei, eu sabia que mesmo tendo um trabalho muito legal dentro e fora de quadra com meu jeito de trabalhar, com minha experiência, poderia acrescentar muito à equipe. Principalmente neste início, da equipe conseguir títulos, isso é muito bom e dá uma relevância maior para o nosso trabalho.

guerrinha80Lógico que isso tudo coincidiu de ser contra a minha ex-equipe, com quem tanto eu construí durante oito anos. O trabalho dentro da quadra, o de fora da quadra, usando meu nome e credibilidade para crescer, mas essa parte toda eu deixo para D’s. Eu tenho muita fé que a gente tem que fazer as coisas certas. Estou muito certo que eu tomei as decisões corretas, com maturidade. Nunca agredi ninguém e nem baixei o nível como fizeram comigo. Me desrespeitaram. Mas dentro da quadra eu não vou mentir pra você, não. Dentro da quadra é uma vitória de lavar a alma mesmo. Você vê. As coisas que me tiraram de Bauru foram provadas que não mudaram nada, ou melhor, mudaram pra pior. Hoje é uma equipe que continua, segundo os erros deles, com muitas bolas de três pontos, mas piorou na marcação. Antes era uma equipe muito agressiva ofensivamente, com a segunda melhor média do campeonato, e em todos os campeonatos disputamos a melhor defesa. Agora estou aqui em Mogi e, veja só você, temos a melhor defesa do campeonato e continuamos bem agressivos no ataque. Eu busco o equilíbrio dentro das características dos jogadores. Foi, sim, uma vitória com sabor bem especial.

guerrinha100BNC: Ganharam o Paulista, o que é ótimo, sem dúvida alguma, mas agora vem o NBB e a Liga Sul-Americana. Qual a expectativa do time para as 2 competições? Dá pra pensar em novas conquistas ou ainda é cedo?
GUERRINHA: A expectativa é continuar forte. A gente sabe que cada competição que iremos disputar agora é necessário subir um degrau. A equipe precisa pensar dessa forma, evoluir, crescer e saber que o NBB é mais forte, que a cada etapa da Liga Sul-Americana aumentam as dificuldades. Vai ser muito importante manter o nível de concentração. Vamos deixar o Paulista, deixar pra comemorar depois, ano que vem ou sei lá quando. Esta semana já começa um trabalho pesado pra Liga Sul-Americana e pro NBB. O lema é trabalhar sempre e comemorar sempre que pode. Mas acima de tudo trabalhar muito.

paco3BNC: Li um texto muito bacana do Paco Garcia, ex-treinador de Mogi, falando que você merecia demais esse título. Você chegou a conversar com ele quando assumiu, durante a competição ou depois do título ?
GUERRINHA: Eu fiz o correto, que foi valorizar o ótimo trabalho que tinha sido feito aqui antes da minha chegada. O Paco sempre foi muito educado e carinhoso comigo quando éramos rivais e não há motivo algum para ser diferente disso em nossa profissão. Já existia um trabalho em Mogi. Trabalho que foi duro, participando vários treinadores, entre eles o Paco. Pouca gente sabe, mas toda vez que eu ia pra Espanha estudar, fazer clínicas, ver treinos, ele colocava os contatos dele à disposição. Agora, neste tempo desde que eu cheguei aqui em Mogi não havia tido tanto contato, mas nos últimos dias chegamos a nos falar e ele me agradeceu muito. Eu fiz o mesmo e continuamos a manter o contato. Acho isso muito legal. Ser grato às pessoas e saber que todos constroem é muito legal. Ninguém ganha nada sozinho, principalmente em um esporte de equipe como é o basquete.

guerrinha10BNC: Por fim: como foi esse período fora do basquete? O que você fez para melhorar como técnico, como foi controlar a ansiedade, as auto-cobranças, essas coisas? Como você se vê hoje, diferente de como era 6 meses atrás, por exemplo?
GUERRINHA: Pensando agora, analisando o que passou comigo eu diria que esse período que eu fiquei fora de competição, de treinamento, é excelente. Todos os treinadores deveriam, a cada quatro, cinco anos, se afastar seis meses, uma temporada para fazer essa reciclagem. Não só tecnicamente, taticamente, mas sair da floresta e observar o que está a sua volta. Outras equipes, outros profissionais, outros métodos. Tive a felicidade de ir para a Argentina e observei os treinamentos do Julio Lamas e Carlos Duro, dois dos melhores treinadores do basquete sul-americano e isso foi muito vantajoso para mim. Eles me receberam muito bem lá e passei um tempo trocando ideias. Nesse tempo vi muitos jogos universitários, NBA e também partidas do NBB. Isso ajuda muito a construir o seu novo repertório, aprimorar a sua maneira de pensar. É sempre muito bom olhar de outro ângulo, perceber que ninguém é insubstituível. É bom também tirar esse tempo para fazer coisas diferentes, ver o mundo de outra forma, pra você crescer como profissional e também como ser humano.


A volta por cima de Guerrinha e a consolidação de Mogi com o título Paulista
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Fábio Balassiano

mogi1Vocês sabem bem o que eu acho sobre os Estaduais de basquete (mais desnecessários do que necessários), mas em alguns casos a conquista tem um valor muito especial.

É o caso da de Mogi no Paulista de 2016. Os mogianos fizeram 69-61 contra Bauru ontem à noite em um ginásio Hugo Ramos completamente lotado, fecharam a decisão em 2-0 e conquistaram o primeiro caneco do time desde que regressou à elite do esporte no Brasil em 2011 e o segundo da história da cidade (o outro foi exatamente há 20 anos, em 1996!).

mogi5O troféu Paulista é um prêmio, sem dúvida alguma, a jogadores como Filipin, que estão desde o começo do projeto, Shamell, um baita jogador, Caio, Gerson, Tyrone, Larry, Vithinho, Jimmy, Elinho, entre outros, mas sobretudo uma reverência à torcida mogiana, uma das mais fanáticas e ativas do país (eles lideram as estatísticas de média de público do NBB sempre!!!), e também a uma diretoria que tem investido a cada ano mais não só no time, mas também em estrutura e também na modalidade – o que não é fácil quando as conquistas não vêm, como foi o caso nos últimos anos. Costumava dizer que para o bem do basquete e também para a continuidade do time profissional em Mogi um título se fazia necessário para sedimentar a semente plantada lá atrás. E assim foi feito.

guerra2Não posso terminar esse texto sem citar Jorge Guerra, o Guerrinha. Técnico de personalidade forte e bastante carismático, ele foi demitido de maneira bizarra antes do NBB passado por Bauru, ficou um ano estudando, tentando montar projetos, vendo a modalidade de longe. Era um desperdício para o basquete brasileiro tê-lo de fora por tanto tempo, mas sempre há um motivo para as coisas acontecerem, né?

Quando foi contratado por Mogi para essa temporada pelo gestor Nilo Guimarães pensei que poderia ser uma volta por cima para ele. Mogi é um clube de orçamento imenso, com ótimo elenco e que precisava apenas dar o próximo passo, ou seja, ganhar um título. E o caneco veio rápido e justamente contra a equipe que o dispensou antes do início da temporada 2015/2016 (deve haver alguma explicação psicanalítica para isso…). Guerrinha é um trabalhador incansável, autêntico e que sempre conseguiu fazer muito bem a sinergia entre clube, elenco e torcida. Foi assim em solo bauruense e acho que está claro que ele está conseguindo isso com os mogianos.

mogi400Títulos estaduais, insisto nisso, valem muito pouco. No caso de Mogi não é bem por aí. O time vem forte para Liga Sul-Americana e NBB, e a conquista do Paulista de ontem, em partida exibida pelo YouTube, serviu para que o time aumentasse a sua confiança para o restante da temporada, para Guerrinha voltar a sorrir e sobretudo para premiar uma fanática e fiel torcida.

Nem sempre a palavra ‘merecimento’ se faz presente no esporte. Nesta quinta-feira ela (a palavra) foi bem empregada. Mogi merecia demais uma conquista.


O ótimo começo de temporada de Vitor Benite na Espanha
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Fábio Balassiano

benite5Em que pese a campanha ruim na Olimpíada, dois nomes saíram fortalecidos do Rio-2016: Nenê e Vitor Benite (7,8 pontos por jogo em inconcebíveis 13 minutos por partida). O primeiro está iniciando a sua trajetória com o Houston Rockets, na NBA. Benite, por sua vez, tem tido começo brilhante de temporada em seu segundo ano pelo Murcia.

Autor de seis pontos que ajudaram o seu time a vencer o russo Zenit ontem à tarde por 85-83 em partida válida pela Eurocup, competição que está um degrau abaixo da Euroliga mas que conta com times fortíssimos, Benite tem barbarizado mesmo é na Liga ACB espanhola. Tem as médias de 15,2 pontos em cinco jogos (a maior de seu time e a oitava maior de todo campeonato) e em seus últimos três jogos fez 23, 19 e 17 pontos. Vale citar, também, o seu incrível aproveitamento nas bolas de fora (47%). Ainda é muito cedo, mas seus 15,2 pontos representam mais do que o dobro do que os 7,6 atingidos em sua temporada de estreia no Velho Mundo em 2015/2016.

benite4Em um deles, o de domingo retrasado, não se intimidou diante do renomado Real Madrid e cravou 19 pontos em 20 minutos, com direito a 4 bolas de três pontos. Sua fase é realmente impressionante, arranca elogios dos companheiros mais próximos como o argentino Facundo Campazzo e também do técnico Oscar Quintana, mas o ala não coloca uma meta específica para o restante dos campeonatos que irá disputar.

“A meta segue sendo a mesma – melhorar como jogador ofensiva e defensivamente, entender melhor o jogo, buscar a regularidade, algo muito importante para todo atleta, e ajudar a equipe de Murcia a crescer. Temos o objetivo de colocar o Murcia entre os grandes da Europa. Sempre coloco estas metas, independente do time em que esteja e vou seguir fazendo isso sempre em minha carreira”, disse Benite por telefone ao blog na noite de ontem após a partida contra o Zenit.

benite1Um dos aspectos que mais têm chamado a atenção na Espanha é a sua forma física neste começo de temporada. Enquanto muitos atletas ainda retornam de férias, buscando o melhor ritmo, Benite já está em outra marcha, em uma frequência mais acelerada. Tudo isso, segundo ele, devido à continuidade do trabalho que foi feito na seleção brasileira.

“A minha preparação para a temporada na verdade começou na seleção brasileira. Não tive muito tempo de férias, então eu comecei a me preparar, vindo de uma temporada muito dura, com a própria seleção brasileira visando os Jogos Olímpicos. Fiz um trabalho muito bacana com o pessoal da preparação física, fisioterapia, essa galera, com o objetivo de me deixar mais forte, mais rápido, mais preparado mesmo em termos físicos para as Olimpíadas. Isso me ajudou muito a começar a temporada bem aqui no Murcia. Sem dor, fisicamente bem, sem nenhuma lesão. Eu devo muito do meu estado hoje ao pessoal da seleção”, finaliza.


Projetando a temporada dos Brasileiros na NBA – comente você também!
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Fábio Balassiano

Rockets1Você já leu aqui a previsão para a temporada da NBA que começou ontem, né? Então vamos lá analisar todos os brasileiros que farão parte do campeonato.

Nenê -> Contratado pelo Houston Rockets, o brasileiro há mais tempo na NBA (o tempo passa rápido e pouca gente nota que ele está no melhor basquete do mundo desde 2002/2003) terá boa minutagem no time texano. Disputará tempo de quadra com o razoável Clint Capela com a vantagem de ter armas que melhor se adequam ao estilo de jogo de Mike D’Antoni, novo treinador da franquia. O camisa 42 passa melhor que Capela, o que é fundamental para um time que acelera o jogo até dizer chega, e apesar dos 34 anos ainda consegue fazer bloqueios e partir em direção a cesta para pontuar. Se pode lhe faltar o vigor físico devido a idade, sobra experiência para um elenco que está tentando encontrar a sua identidade. Gosto das possibilidades dele, que está totalmente recuperado da fascite plantar e que fez excelente Olimpíada.

Podcast BNC sobre o começo da temporada

barbosa1Leandrinho -> É óbvio que para Leandrinho o melhor que poderia ter acontecido em termos profissionais era mesmo ficar no Golden State. Mas a franquia de Oakland optou por seguir em outra direção e coube ao brasileiro saciar o seu lado, digamos, emocional. Ele vai para a sua terceira passagem em uma franquia que o venera, cujos torcedores o amam e conhecendo perfeitamente o ambiente. O agora camisa 19 vem, porém, com uma missão bem diferente das que anteriormente cumpriu no Arizona. Agora Leandrinho entra para ensinar ao jovem Devin Booker (19 anos) os atalhos da liga e para ser uma espécie de mentor do garoto. É natural, acontece com todos os atletas da liga e é uma função pra lá de respeitável. Se não chegará longe, como ocorreu ou ocorreria com os Warriors, que Leandrinho aproveite o momento para passar a sua experiência para Booker e para sentir o carinho dos fãs de Phoenix.

tiago1Tiago Splitter -> Não será um ano fácil para Tiago Splitter. Em primeiro lugar porque ele será reserva do principal reforço do Hawks para a temporada. Dwight Howard chegou e ele sabe que o camisa 12 “comerá” no mínimo 30 minutos/jogo. Depois porque ele vem de uma lesão séria no quadril – e a gente sabe que retornar de uma cirurgia nem sempre é fácil. Isso tudo em último ano de contrato. Ou seja: em um cenário não tão fácil o pivô precisará mostrar que está recuperado e que tem basquete (e eu acredito que tenha sobrando…) para permanecer na liga por mais e mais tempo. A vantagem disso tudo é que a cabeça de Tiago é muito boa e sua força mental será sem dúvida importante para superar este difícil recomeço.

O palpitão do blog para a temporada 2016/2017

felicio1Cristiano Felício -> Se tem alguém entre os brasileiros que pode surpreender nesta temporada, este alguém é Cristiano Felício. O pivô começará como reserva de Robin Lopez, mas quem acompanha o ex-jogador do Knicks sabe que ele está longe de ser confiável. Felício, então, poderá comer pelas beiradas e ganhar espaço da mesma maneira que já fez no campeonato passado – defendendo muito bem, saindo ferozmente dos picks para enterrar a bola na cesta e convertendo arremessos de média distância. Jogar com Dwyane Wade, pelo lado da experiência, e Rajon Rondo, armador que não tem muito arremesso e que por isso procura demais a seus companheiros para que estes finalizem, também será muito bom para o brasileiro. Que Felício mantenha a cabeça no lugar, porque as oportunidades de mostrar talento irão aparecer.

andy1Anderson Varejão -> Chegou enfim a hora de Anderson Varejão se sagrar campeão da NBA? Ele chegou perto duas vezes nas finais passadas (com o Cavs contra o Warriors e com o Warriors diante do Cavs), mas bateu na trave. Para sua sorte ele permaneceu no Golden State mesmo que seu rendimento não tenha sido tão brilhante assim no certame passado. Aparentemente, porém, a franquia confia nele para fazer o trabalho sujo na defesa e por ser uma ótima influência no vestiário. Em um elenco que pode, sim, ter problemas com os egos de Steph Curry, Klay Thompson e Kevin Durant (não acredito que isso ocorra, mas que é possível, é), uma figura carismática, experiente e tranquila como Anderson Varejão é uma grande vantagem. Que ele se mantenha saudável para tentar concretizar um de seus grandes sonhos – ganhar o anel de campeão da liga.

raul2Raulzinho -> Não será um ano fácil para Raulzinho, não. Se o começo de sua temporada de estreia no Utah foi animador, do meio para o final do campeonato passado não foi bem assim. Shelvin Mack chegou e seu tempo de quadra reduziu. Para 2016/2017, cenário ainda pior. George Hill chegou, Dante Exum se recuperou de lesão no joelho e Mack ficou. Se estava difícil arrumar minutos em Salt Lake City em 2016, o que dizer do atual panorama? Não consigo projetar o ano de Raulzinho justamente porque não se tem ideia, ainda, de quantos minutos ele terá por jogo, quais serão as suas reais funções e como serão os desempenhos dos dois que Quin Snyder, o treinador, mais confia para este início (Hill e Exum).

huertas9Marcelinho Huertas -> O titular da posição 1 do Lakers chama-se D’Angelo Russell. Não por esta temporada, mas aparentemente por muitos e muitos anos. D-Lo, como é conhecido, tem tudo para ser a cara da franquia e um dos melhores da liga em pouco tempo. Fiz essa introdução para explicar em que cenário se encontra Marcelinho Huertas, que disputará os minutos restantes de Russell com outro armador experiente (José Calderon). Pelo que vi na pré-temporada o brasileiro conta com a simpatia de Luke Walton, o técnico, e tem ótimo relacionamento com alguns dos caras que sairão do banco de reservas com ele (Larry Nance Jr. principalmente). Ele continuará jogando pouco e precisará mais uma vez se acostumar com isso. Não é nenhum problema ser reserva do Lakers, mas eu sinceramente acho que Huertas tem mais basquete do que o que será visto em Los Angeles em poucos minutos por noite.

cabocloBruno Caboclo -> Não é animador o panorama para Bruno Caboclo mais uma vez. O Toronto segue fortíssimo no Leste, não há a menor chance de entrar em reconstrução e com os contratos longos de DeMar DeRozan e DeMarre Carroll os minutos nas posições 2 e 3 ficam muito restritos no Raptors. Para piorar, o camisa 20 não foi muito bem na pré-temporada, quando o tempo de quadra dos titulares mais experientes é reduzido e os jogadores que precisam de espaço normalmente tentam mostrar algo. Caboclo continua baseando seu ataque apenas em bolas de fora e na defesa segue com dificuldade de leitura de jogo – potencializada por uma natural barreira de linguagem entre ele e os atletas. Seu contrato vence apenas ao final do campeonato de 2017/2018, mas é bom ele começar a mostrar à franquia o motivo pelo qual ele foi escolhido anos atrás no Draft.

bebeLucas Bebê -> Outro que não tem situação confortável no Toronto. Bebê foi bem em alguns momentos na temporada passada, esperava ter mais chances quando o congolês Bismack Biyombo assinou com o Orlando Magic, mas a franquia optou por trazer outro pivô no Draft. O austríaco Jakob Poeltl vem da Universidade de Utah, tem 21 anos, 2,13m e jogou bem e bons minutos na pré-temporada torontina. Todo mundo sabe que o dono da posição cinco dos Raptors é Jonas Valanciunas. Ficará entre o brasileiro e Poeltl a disputa pelos minutos restantes do lituano. Se Lucas Bebê ganhar esse confronto interno pode se dar muito bem e se estabilizar como reserva de Valanciunas e peça importante na rotação de Dwane Casey.

O que você acha? Concorda comigo? Comente você também!


Palpitão da temporada 2016/2017 da NBA – dê os seus também!
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Fábio Balassiano

lebron1Como acontece em todos os anos eu coloco os palpites para a temporada da NBA. Vamos nessa sem muita enrolação!

FINAL DO LESTE: Cleveland Cavs x Indiana Pacers
OS 8 DO LESTE (não está na ordem): Cavs, Pacers, Raptors, Bulls, Knicks, Celtics, Hawks e Pistons.
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO LESTE: Orlando Magic
FINAL DO OESTE: Los Angeles Clippers x Golden State Warriors

Leia aqui sobre os 30 times da NBA

durant10OS 8 DO OESTE (não está na ordem): Warriors, Clippers, Spurs, Rockets, Jazz, Blazers, Grizzlies e Thunder
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO OESTE: Mavs
FINAL DA NBA: Cavs x Warriors (Warriors campeão)
MELHOR DEFENSOR: Dwight Howard (Hawks)
RESERVA DO ANO: Andre Iguodala (Warriors)
MVP: Kevin Durant (Warriors)

Podcast BNC sobre o começo da temporada

giannis4QUEM NUNCA FOI E SERÁ ALL-STAR: Giannis Antetokounmpo (Bucks)
MELHOR TÉCNICO: Doc Rivers (Clippers)
TIME SURPRESA: Minnesota Timberwolves
TIME DECEPÇÃO: Sacramento Kings
MAIOR EVOLUÇÃO: D’Angelo Russell (Lakers)
JOGADOR SURPRESA: Devin Booker (Suns)
JOGADOR DECEPÇÃO: Lance Stephenson (Pelicans)
CALOURO DO ANO: Ben Simmons (Sixers)
MALA DO ANO: Mark Cuban (voto nele todo ano…)
PRIMEIRA CONFUSÃO DE RON ARTEST: Não haverá confusão de Ron Artest (surpresa!)
JOGOS DO ANO: Celtics x Clippers em 5 de fevereiro de 2017 (despedida de Paul Pierce dos torcedores de Boston) e Thunder x Warriors em 11 de fevereiro de 2017 (primeiro retorno de Kevin Durant a Oklahoma)
MELHOR BRASILEIRO DA TEMPORADA: Cristiano Felício

E você, concorda comigo? Quais serão os destaques? Comente!

Tags : NBA


Temporada começa hoje e NBA pode ter final repetida 3 vezes seguidas pela 1ª vez
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Fábio Balassiano

Cavs1Acabou a espera. A temporada 2016/2017 da NBA começa nesta terça-feira com o Cleveland Cavs, o atual campeão, recebendo o renovado New York Knicks (21h30, com Sportv) em um campeonato que tem tudo pra ser um dos mais empolgantes dos últimos tempos.

Minha análise sobre os 30 times da liga

Empolgante e ao mesmo tempo histórico. A NBA pode ver pela primeira vez em sua história de mais de 50 anos uma final se repetir pela terceira vez seguida. Caso vençam respectivamente a conferência Leste e Oeste, Cleveland Cavs e Golden State Warriors, que mediram forças nas decisões de 2014 e 2015 (uma vitória para cada lado), se encontrarão novamente, abrindo um capítulo inédito na liga. O máximo que o principal campeonato de basquete do planeta viu até agora foram 14 finais com os mesmos times em dois anos consecutivos. Três, até agora, nunca.

Meus palpites no Podcast BNC

curry2Os meus palpites completos vocês verão ainda hoje neste blog e o a análise sobre os brasileiros virá amanhã, mas é muito difícil não apostar que isso vá mesmo acontecer em junho de 2017. O Golden State Warriors perdeu a final passada, mas conseguiu um reforço de ótimo nível chamado Kevin Durant. Se perdeu Harrison Barnes, Leandrinho, Mo Speights e Andrew Bogut, conseguiu se reforçar também com David West e Zaza Pachulia para o garrafão. Se Spurs e Clippers continuam fortes, se o Grizzlies renovou com Mike Conley e Marc Gasol, se o Houston vai acelerar bastante com Mike D’Antoni, é impossível não apostar no Warriors como campeão do Oeste. A não ser que aconteçam problemas de relacionamento no vestiário entre as suas estrelas o GSW tem tudo pra fazer a sua terceira final consecutiva.

Evento BNC acontece hoje no Rio de Janeiro

lebron11No Leste o raciocínio é idêntico. O Toronto segue forte, o Indiana se reforçou, o Knicks está querendo dar uma nova vida a Carmelo Anthony e o Chicago terá Dwyane Wade, cracaço de bola, mas ninguém tem LeBron James, Kyrie Irving, Kevin Love, Tristan Thompson e o doido-porém-talentoso JR Smith juntos no mesmo elenco.

É o Cleveland, que jogará pela primeira vez na história da franquia uma temporada como atual campeão com a confiança nas alturas e com a motivação de LeBron James lá no alto para provar que pode bater o quarteto de estrelas do Warriors (Steph Curry, Klay Thompson, Durant e Draymond Green).

Será que a NBA se repetirá pela terceira vez? O que acham? Comentem!


Podcast BNC: Vai começar a temporada 2016/2017 da NBA – confira palpites!
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Fábio Balassiano

SuperIngressos

west100No Programa dessa semana, o centésimo da história do Bala na Cesta, fazemos os tradicionais palpites para a temporada 2016/2017 da NBA que começa amanhã. Para meu desespero, o Pedro Rodrigues trouxe uma série de perguntas espinhosas acerca do campeonato que se inicia nesta terça-feira. Confiram que ficou bem legal!

Caso prefira, o link direto está aqui. Caso queira, também estamos no iTunes ! O código RSS está aqui. Críticas, perguntas ou sugestões ou é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e divirtam-se!

Tags : NBA Podcast


Os 30 da NBA: Com Durant, Warriors vão pro tudo ou nada na liga
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Fábio Balassiano

Durant1Imagina você perder uma final de NBA depois de estar ganhando de 3-1, com o sétimo jogo em casa e com suas duas principais estrelas sumidas quando mais se esperava delas. Aconteceu com o Golden State Warriors contra o Cavs em 2016. Como a franquia respondeu? Mexendo praticamente em todo elenco de apoio pra trazer ninguém menos que Kevin Durant como reforço. Se foi “pra isso” que o GSW perdeu a final contra o Cleveland, acho que dá pra dizer que depois da tempestade vem a bonança, não?

Lakers evolui, mas conseguirá playoff?
Spurs sem Duncan, mas ainda muito fortes
Cavs mantêm elenco e querem o bicampeonato
Com Wade, Rondo e Butler, Chicago sonha alto
Toronto briga para manter patamar no Leste

Knicks voltarão ao playoff com D-Rose

Wolves tentam iniciar nova Era
Boston não tem O cara, mas pode subir outro degrau
Indiana cerca Paul George com reforços para brigar no topo do Leste

Há vida sem Dwyane Wade em Miami?

durant3E que bonança, hein! Já abordei aqui a questão de Durant, mas agora claramente não interessa mais nada. O busílis, no momento, é entender como será este aparentemente fenomenal Golden State Warriors, que terá quatro All-Star no quinteto titular (ao redor de Steph Curry, Klay Thompson, Durant e Draymond Green estará Zaza Pachulia no pivô). Para a chegada de KD saíram Leandrinho, Brandon Rush, Harrison Barnes, Andrew Bogut e Mo Speights. Além do novo camisa 35 vieram o calouro Patrick McCaw e David West, ex-Spurs e desesperado para ganhar um anel de campeão no ocaso de sua carreira. Anderson Varejão, o pivô brasileiro, ficou por lá.

Mavs se reforça para dar fim de carreira digno à Nowitzki
Clippers entram na ‘última dança’ com seu núcleo
Mike D’Antoni assume e Rockets vai pro tudo ou nada

Portland quer provar que não é mais surpresa
Como será o Sixers de Ben Simmons?
Sem Durant, como Westbrook vai liderar o OKC?
Pistons querem seguir evoluindo

Atlanta entra em ano-chave da franquia com Dwight Howard como estrela

curry2Dentro de quadra a grande chave do sucesso do Warriors será encaixar Durant em um esquema que sempre baseou muitas de suas ações em Klay Thompson e Steph Curry. Aparentemente isso não será problema, porque os estilos de Klay, Curry e também de Draymond Green, um dos principais responsáveis por trazer Durant para Oakland, são bem parecidos – e todos bem tranquilos e com egos bem pouco inflados. Não me parece, ao menos de fora e sem nenhum problema que tenha surgido, que seja um problema, mas é sempre bom ficar de olho.

Wizards tem novo técnico para mudar de patamar
Grizzlies e sua profissão de fé para a temporada
O longo caminho do Nets para ter um time
Phoenix e a difícil administração de elenco
Pelicans conseguirá cercar Anthony Davis com talento?

curry1Deste canto eu só espero que por mais atraente que seja vencer todos os jogos, algo possível quando se junta tanta gente boa em um mesmo espaço (gente, vocês têm ideia do que é ter Klay, Curry e Durant juntos, né?), mas o foco de Steve Kerr e seus comandados precisa estar lá na pós-temporada. O recorde de vitórias foi batido em 2015/2016, com os 73 incríveis triunfos, mas no final das contas faltou perna – e isso não é uma crítica porque sei bem que é complicadíssimo evitar que jovens não queiram bater um recorde tão incrível como era o do Chicago de Michael Jordan.

Sacramento e a casa da Mãe Joana
Denver segue em busca de identidade
Orlando esquece reconstrução e vai pra ação
Bucks entregam chave da franquia a Antetokounmpo
Jazz mira volta ao playoff com elenco mais experiente
Charlotte perde força – e agora?

durant2Além do foco precisar estar nos playoffs, segurando a onda, os minutos e as feras na fase regular sempre que possível, os Warriors terão que conviver do jogo 1 até o último do campeonato com uma pressão imensa: qualquer resultado que não o título da NBA será considerado negativo. E é normal isso, porque (de novo) com 4 All-Stars no elenco, sendo dois deles MVP’s de temporada regular recentemente (Steph Curry e Kevin Durant). Tampouco me parece um problema mas é algo que precisa, sim, estar no radar de todo elenco.

durant10Será que eles chegam a 150 pontos em um jogo? Será que baterão o recorde de bolas de três pontos? Será que teremos 3 atletas com 25+ pontos/jogo, algo insano mas possível. Não sei, não sei mesmo. Por enquanto, só quero é me divertir vendo esse animadíssimo Warriors jogar.

Campanha em 2015/2016: 73-9
Projeção para 2016/2017: Briga pelo título da NBA (entre 65 e 75 vitórias).
Olho em: Kevin Durant


Os 30 da NBA: Spurs tentam manter identidade mesmo sem Tim Duncan na equipe
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Fábio Balassiano

tim1Muitos de vocês não devem lembrar quando foi a última vez que o San Antonio Spurs iniciou uma temporada sem Tim Duncan no elenco, né? Pois foi em 31 de outubro de 1997. Desde então a franquia texana venceu sempre 50+ jogos da temporada regular (menos nas do locaute, claro!), conquistou cinco anéis de campeão e deu exemplos e mais exemplos de como se joga o verdadeiro e altruísta basquete.

Só que agora as coisas mudam de figura. Tim Duncan se foi, Tony Parker e Manu Ginóbili estão cada vez mais velhos e a garotada, com exceção de Kawhi Leonard, precisa aprender na marra que chegou a hora de comandar a franquia. E isso vale a partir de 2016/2017.

Lakers evolui, mas conseguirá playoff?
Cavs mantêm elenco para tentar bicampeonato
Com Wade, Rondo e Butler, Chicago sonha alto
Toronto briga para manter patamar no Leste

Knicks voltarão ao playoff com D-Rose

Wolves tentam iniciar nova Era
Boston não tem O cara, mas pode subir outro degrau
Indiana cerca Paul George com reforços para brigar no topo do Leste

Há vida sem Dwyane Wade em Miami?

gasol1Para essa temporada chegou basicamente Pau Gasol para ser o titular do pivô do San Antonio Spurs e formar um garrafão absurdamente técnico com LaMarcus Aldridge. Não sei se vocês já pensaram nisso, mas o espanhol é um privilegiado mesmo. Jogará, em sua carreira, para dois dos melhores treinadores da história da NBA – Gregg Popovich agora no Texas e há alguns anos para Phil Jackson, com quem conquistou dois títulos e chegou à duas finais no Lakers. O veterano David Lee e os novatos Davis Bertans e o ex-flamenguista Nicolas Laprovittola chegam muito mais para compor elenco e dar descanso aos titulares do que qualquer outra coisa.

Mavs se reforça para dar fim de carreira digno à Nowitzki
Clippers entram na ‘última dança’ com seu núcleo
Mike D’Antoni assume e Rockets vai pro tudo ou nada

Portland quer provar que não é mais surpresa
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laprovittolaSobre Nicolas Laprovittola creio que valha um parágrafo especial. Que história legal a do argentino, não acham? Começou em seu país-natal, ficou dois anos jogando no Flamengo, onde ganhou absolutamente tudo (Mundial, Liga das Américas, NBB etc.) e se tornou um dos maiores ídolos recentes da fanática torcida, e depois foi para a Europa jogar primeiro na Lituânia (Rytas) e depois na Espanha (Estudiantes). Após excelente Olimpíada do Rio de Janeiro não se sabia bem o que seria dele, mas veio um convite do Spurs para participar da pré-temporada e Laprovittola decidiu arriscar, mesmo sabendo que um corte, como o que aconteceu com seu hermano Patricio Garino, seria ruim para o seu reposicionamento na Europa. O agora camisa 27 do San Antonio foi aprovado, aprenderá muito com Gregg Popovich, Tony Parker e Patty Mills, e iniciará a sua trajetória na NBA em uma das melhores escolas de basquete do planeta.

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aldridge2Outro nome que chama a atenção neste Spurs sem Duncan é o de LaMarcus Aldridge. Contratado na temporada passada como peça-chave de um San Antonio que estava se remontando já esperando as saídas de Duncan, Manu e Parker, Aldridge foi, sim, bem em seu campeonato de estreia dentro de um novo sistema. O que incomoda a ele, ainda, é que no Texas ele não é, e nunca será, o centro de todas as atenções como foi em Portland. Ano passado surgiram rumores. No começo desta pré-temporada, notícias. Sabe lá o que acontecerá, mas a gente sabe bem como funciona na Escola de Popovich. Ou se segue a cartilha direitinho ou é rua – e bem rápido. A grande vantagem, pra ele, é que todos na equipe sabem que para o time ir longe o camisa 12 e Kawhi Leonard são mais do que fundamentais.

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kawhi1Vamos ver o primeiro momento do San Antonio sem Tim Duncan. Cada vez mais será o time de Kawhi Leonard, este projeto de cracaço que está ainda em formação (tem apenas 25 anos o camisa 2), e de LaMarcus Aldridge. Para a sorte deles, ainda estarão por lá para passar experiência nomes como Manu Ginóbili (último ano da carreira dele?) e Tony Parker.

Aparentemente o Spurs seguirá brigando no topo do Oeste, mas obviamente é uma fase de adaptação que o time irá passar. Foram 20 anos com Tim Duncan e por mais que ele esteja ao redor, com alguma função na diretoria, será muito diferente ouvir a escalação e não ter o camisa 21 por lá.

Campanha em 2015/2016: 67-15
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Olho em: Kawhi Leonard


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Comentários 2

Fábio Balassiano

lebron1Todo mundo sabe como terminou a temporada passada para o Cleveland Cavs, né? O time jogou completo até o final, ganhou o título (e a revanche) contra o Golden State Warriors, LeBron James mudou de patamar no panteão dos grandes gênios da história do esporte e a cidade de Ohio enfim conquistou o sonhado título.

A questão que fica agora é: na primeira temporada completa do técnico Tyronn Lue (ele entrou durante o certame, quando o Cavs mandou David Blatt embora…) e jogando como atual campeão, como se sairá o Cleveland?

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irving1A grande vantagem é que para 2016/2017 o elenco foi praticamente todo mantido. Saíram apenas Timofey Mozgov (foi pro Lakers), Matthew Dellavedova (Bucks) e Mo Williams (se aposentou). Para seus lugares chegaram Toney Douglas para ser o reserva de Kyrie Irving na armação, mas na fase de treinos mesmo Douglas foi dispensado e a alcunha por enquanto será de Kay Felder, garoto novato, Chris Andersen para segurar os minutos de Tristan Thompson no pivô e Mike Dunleavy para ser outra opção nas bolas de perímetro. No mais, continuam todos lá.

Kyrie, um dos heróis do jogo 7 contra o Golden State em Oakland, seguirá em sua escalada para cravar seu nome como um dos melhores da liga. JR Smith, que renovou contrato por mais 4 anos e US$ 57 milhões, e LeBron James comandam as alas. Kevin Love e Tristan Thompson são os titulares no garrafão.

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love1Com um time titular desse nível, seria cruel exigir um banco à altura. Ninguém na NBA teria ou tem algo tão espetacular assim. Da suplência sairão Kay Felder, Iman Shumpert, Chris Anderesen, Mike Dunleavy, James Jones, o amigão do LeBron, Richard Jefferson, que havia afirmado que iria se aposentar mas mudou de ideia e Channing Frye.

Se não é a oitava maravilha do mundo, há boas opções de defesa (Shump e Andersen), de bolas de três pontos (Frye e Dunleavy) e experiência (Jefferson e Jones).

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lue2Estou curioso para ver como se sairá Tyronn Lue. Entrando em sua primeira temporada completa como técnico do Cavs, Lue tem o respeito do elenco desde sempre, um anel de campeão com menos de 100 jogos treinados em sua vida profissional e agora a responsabilidade de provar que pode colocar coisas diferentes no tabuleiro de xadrez do Cleveland.

Não sei se Lue terá essa pré-disposição ou se tentará manter praticamente tudo que deu certo com a franquia de Ohio desde que assumiu (muitas jogadas de isolação para LeBron e Kyrie no ataque, por exemplo) ou se tentará evoluir ainda mais o nível de um time que pode, sim, desafiar o Golden State Warriors (de novo!) ou qualquer outro time da NBA.

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lebron4Não que tenha certeza que aconteça, mas creio que apenas uma loucura fará com que o Cleveland de novo não chegue à final da NBA pelo terceiro ano seguido – e já antecipando meu palpite, contra o mesmo rival aliás. O que é um risco. E explico.

A gente sabe como LeBron James tem funcionado ultimamente (levando a fase regular como uma espécie de de pré-temporada e os playoffs mais a sério), mas dessa vez o mando de quadra no mata-mata vale muito, muito mais. Ninguém quer jogar um eventual jogo 7 de final da NBA de novo fora de casa, né? Ganhar, como aconteceu em 2015, é muito mais uma exceção na história do que o contrário. Liga a máquina desde terça-feira, 25 de outubro, contra o Knicks, LBJ.

Campanha em 2015/2016: 57-25
Projeção para 2016/2017: Briga pelo título da NBA (entre 60 e 65 vitórias).
Olho em: LeBron James