Bala na Cesta

Arquivo : dezembro 2015

Os votos do blog para 2016
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Fábio Balassiano

magnano1Que em 2016 o Brasil consiga sediar a Olimpíada de maneira digna

Que em 2016 as duas seleções de basquete tenham boas campanhas no Rio-2016

Que em 2016 Rubén Magnano convoque apenas quem puder jogar

Que em 2016 Vanderlei, Carlos Nunes e a CBB trabalhem realmente para um basquete brasileiro melhor

Que em 2016 a CBB seja mais transparente e menos truculenta

Que em 2016 as contas da CBB estejam sangrando menos que em 2015

barbosa1Que em 2016 Antonio Carlos Barbosa minimamente converse com os clubes femininos

Que em 2016 a Liga Nacional consiga enfim um patrocinador para o NBB

Que em 2016 a NBA veja mais um campeão brasileiro

Que em 2016 Kobe Bryant se aposente no Rio de Janeiro, na Olimpíada

Que em 2016 a Liga de Basquete Feminino traga, além de novas ideias, mais clubes para o campeonato

grego1Que em 2016 a CBB enfim apresente um planejamento estratégico para popularizar a modalidade (se é que ela, CBB, sabe como fazer isso…)

Que em 2016 a gente fale menos vezes Grego e Carlos Nunes, e mais dos atletas (os verdadeiros artistas do espetáculo)

Que em 2016 os atletas sejam menos passivos, mostrando exatamente quão fortes eles podem ser com suas atitudes

Que em 2016 os dirigentes do basquete não culpem a imprensa pelos erros cometidos por eles

feliz1Que em 2016 a gente reclame menos e elogie mais. Não por complacência, mas por merecimento

Que em 2016 enfim surja uma aura de profissionalismo e gestão no basquete brasileiro

Feliz 2016 para todos. Muito obrigado pela companhia em mais esse ano,

Fábio Balassiano.


No penúltimo dia do ano, a derradeira partida de Kobe Bryant em Boston
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Fábio Balassiano

kobe24Tinha tudo pra ser um dia morno na NBA, né? Penúltimo dia do ano, muita gente viajando. Aí você abre o calendário e dá uma olhadinha com atenção (o print foi tirado no domingo, hein). Seria mais um dos inúmeros Lakers x Celtics da história das duas maiores franquias da história da liga. Seria.

O 30 de dezembro de 2015 marca, também, o último jogo de Kobe Bryant no ginásio do maior rival do Los Angeles Lakers, o Boston Celtics. Ginásio que, contra Kobe, presenciou duas decisões da NBA (em 2008 com título verde; em 2010, caneco angelino – este conquistado com vitória no sétimo jogo em Los Angeles).

kobe2Por isso este quase derradeiro dia de 2015 é pra lá de especial. Especial por ver Kobe Bryant pisando no TD Garden (eu sempre escrevo Boston Garden e depois mudo…), onde já foi muito vaiado (normal em se tratando da rivalidade que há entre as duas franquias), e muito especial porque todos querem saber qual será a reação da torcida dos Celtics diante de um dos maiores ídolos daquele que provavelmente é o maior rival verde na história da NBA.

kobe24A propósito da rivalidade vale falar um pouco sobre respeito e civilidade. Quando Kobe anunciou a aposentadoria das quadras um jovem de Boston chamado Jonathan Jacobsen, autor do blog Tommy Point (aqui), escreveu uma belíssima carta para o astro do Lakers (traduzida no final deste post).

Será que a visão de amor e ódio entre a torcida do Celtics terá um capítulo apenas de aplausos e reverência logo mais? Ou será que as (normalíssimas) vaias permanecerão mesmo na despedida de Kobe Bryant do ginásio verde? O que acham? Abaixo a carta de Jonathan!

kobe8“Querido Kobe Bryant

Eu te odeio.

Você pode me culpar? Sou um torcedor do Celtics, e há duas décadas torço contra você. Eu me alegrei com a sua agonia quando meu Celtics te derrotou nas finais de 2008. O Paul Pierce merecia muito mais do que você. Você já tinha três anéis naquela época. Mas três não eram suficiente para você. Você teve a sua vingança e seu quinto título em 2010 enquanto cortava meu coração no processo. Espero que você ainda saiba como foi sortudo por Kendrick Perkins estar fora do jogo 7.

kobe3Eu li a sua carta de despedida no “The Players Tribune” hoje e fiquei chocado. Pelo anúncio de sua aposentadoria – todos nós já sabíamos disso. Eu fiquei chocado pela forma como a sua carta me fez sentir. 

Na minha cabeça, sempre coloquei você e o Derek Jeter (ex-jogador do New York Yankees) juntos. Vocês são os jogadores que nós torcedores de Boston amargamente odiamos, mas inevitavelmente respeitamos. Vocês jogaram do jeito certo – com paixão, orgulho e profissionalismo. Vocês eram verdadeiros estudantes do jogo e perseguiram a grandeza, trabalhando mais duro do que todos. Vocês viraram ícones de gerações em seus respectivos esportes. Vocês abraçaram todos os desafios. Vocês deram tudo. Vocês levaram seus corpos ao limite. Vocês sabiam como vencer. Vocês respeitavam seu esporte, seu ofício, e sua rivalidade com Boston.

kobe1O dia 30 de dezembro marca a última vez em que você jogará em Boston. É também a última chance de nós, torcedores do Celtics, apoiarmos o nosso time a ganhar do, indiscutivelmente, jogador mais dominante na história da rivalidade entre Celtics e Lakers. Quando você partir, também se verá o que restou da rivalidade que um dia dominou a NBA. Talvez um dia essa rivalidade reacenda com novas caras. Talvez não.

Então quando você vier para o Garden esse mês, eu espero que a torcida faça você se sentir no inferno. Espero que a gente consiga te vaiar mais enfaticamente do que das disputas de título. Espero que você erre todos os seus lances-livres. E que você nunca esqueça o que é estar cercado de 17 mil torcedores que sangram verde e que dariam tudo para ver você falhar uma última vez. Eu espero que a gente derrote LA mais uma vez. E quando você for substituído no meio do último quarto, porque meus Celtics estão vencendo por 20 pontos, acredito que algo maravilhoso vai acontecer.

kobe2Cada pessoa no Garden vai parar de te vaiar. Nós vamos ficar de pé e mostrar respeito sob a forma da ovação mais alta, mais apaixonada que você já testemunhou. Nós vamos gritar o seu nome. Vamos enxugar nossos olhos. Vamos dar nosso adeus doce e amargo. Dizem que você não sabe o que você realmente tem até perder. Então antes de você partir, eu gostaria de te agradecer por ser bem mais do que apenas um grande jogador de basquete. Para uma geração inteira de fãs da NBA, você é o basquete.

Eu não acredito que estou dizendo isso… mas eu realmente vou sentir a sua falta.

Te amo (e odeio) para sempre. De um torcedor do Celtics, que nunca te apreciou o suficiente”


Sem acordo, dúvida sobre apresentação das atletas permanece no Feminino
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Fábio Balassiano

molina6Nos últimos dias você tem acompanhado aqui o embate imenso que se formou entre Confederação Brasileira e o Colegiado dos clubes da Liga de Basquete Feminino. Houve, até, uma explosiva entrevista de Ricardo Molina, presidente do Corinthians / Americana e um dos líderes do Colegiado, neste espaço em que ninguém foi poupado de críticas.

O que mais me impressiona nisso tudo é a que ponto chegou o Basquete Feminino Brasileiro. Nas cordas, quebrado, totalmente sem planejamento por parte da Confederação e com os clubes fechando dia sim, outro também, choca o fato de as duas partes não terem conseguido chegar a um debate sério, amplo, profundo e sustentável para a modalidade. Impressiona, também, o fato de a LBF ter três clubes fortíssimos em regiões tão diferentes do Brasil (interior de São Paulo, com o Americana, Maranhão, com o Sampaio Correa, e Recife, com o América), algo que o masculino pena há anos para conseguir (a tal descentralização do eixo Rio-São Paulo-Brasília), e isso tampouco ser levado em consideração como algo pra lá de positivo por quem deveria pensar na popularização do esporte (a CBB, claro).

negociaca1Em uma dessas coincidências da vida, estou fazendo um curso online da Universidade de Michigan (aqui o link) que fala sobre Técnicas de Negociação (há uma versão com legendas em português para quem se interessar inclusive). Pelo que aprendo por lá, CBB e Colegiado estão fazendo TUDO errado (se o objetivo é chegar a um entendimento, claro). O mediador, tão importante em situações de conflito, foi colocado há cerca de duas semanas pra escanteio (por opção das duas partes envolvidas, diga-se de passagem) e o que vemos agora são tiros, secos, de Confederação e clubes via imprensa. Creiam, isso é péssimo para a modalidade e meios de comunicação – e vocês sabem o que penso sobre a entidade máxima, né?

robertoVale, desde já, dizer que nessa “guerra” toda não há NENHUM santo (nenhum mesmo!). A CBB utiliza métodos de pressão e de “convencimento” nas atletas pouco ortodoxos (e sabemos muito bem o que a entidade máxima faz quando se sente pressionada), e mostra uma arrogância surreal ao não abrir as portas da entidade para um diálogo que lhe favoreceria, pois trataria do Feminino como há anos não faz. Os clubes, por sua vez, são os empregadores das meninas e também puxam a corda para seus lados. Repito: não há ninguém que esteja jogando de forma, digamos, totalmente lúdica nessa.

feminino3Aqui, aliás, cabe uma observação pertinente. Pelo lado do Colegiado, movimento pelo qual tenho simpatia porque minimamente briga contra um establishment bizarramente mal administrado e porque lança luz contra uma Confederação que literalmente ANDA para as meninas há mais de 20 anos, vale dizer apenas a seu (dele) favor que houve inúmeras tentativas de resolver a situação dialogando, mas a Confederação sequer abriu a porta para conversas iniciais razoáveis. Qual o singelo motivo para a CBB não querer minimamente trocar uma ideia com os seis (heróicos) clubes que ainda fazem basquete feminino neste país? Sinceramente isso para mim é um mistério.

nunes1Mas, bem, voltando, Não saberemos, no entanto, NUNCA se as jogadoras irão se apresentar porque discordam do movimento ou se estarão com a seleção no evento-teste de janeiro de 2016 por medo de represália do presidente Carlos Nunes, do diretor Vanderlei e da entidade na grande cereja do bolo do próximo ano (a Olimpíada, obviamente). No dia de hoje, aliás, o UOL publica matéria em que a entidade máxima afirma, de forma categórica, que “o único pedido oficial de dispensa recebido até o momento foi o da ala-pivô Damiris (Corinthians/Americana), que tem uma fratura por estresse na perna“. Tampouco teremos noção de quão engajadas estão as meninas que pedirem dispensa da equipe nacional. Será que de fato elas estarão pedindo para não atuar em janeiro porque acreditam no Colegiado e em seus líderes, ou será que se ausentarão da seleção porque o Colegiado é o movimento dos empregadores que bancam seus (bons) salários? A verdade, portanto, estará longe de ser desvendada, antecipo a vocês.

janeiro1Por isso o Dia D para o basquete feminino brasileiro é mesmo o 6 de janeiro de 2016. Lá saberemos quem vai se apresentar para o evento-teste, quem terá pedido dispensa e como continuará a ser configurado o Colegiado dos times.

Infelizmente não houve acordo (muito por conta da CBB, que não aceita dialogar com os clubes; muito por causa dos clubes, que exigem coisas que sinceramente não é de sua alçada). Quando isso acontece, quando chegamos a esse ponto, perdem TODOS. Jogadoras, times, imprensa mesmo e, sobretudo, o combalido basquete feminino brasileiro. É uma lástima.


As boas surpresas individuais do NBB até agora – confira!
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Fábio Balassiano

lucasdiasO ano de 2015 já terminou pro NBB. Por isso separo as boas surpresas individuais da temporada até o momento. São atletas que têm conseguido superar as expectativas e ajudado seus times. Vamos lá:

1) Lucas Dias (Pinheiros) -> Escrevi outro dia dele, mas vale citar novamente. O ala de 20 anos do Pinheiros terminou 2015 anotando 27 pontos (6/6 de três pontos) contra o Vitória, na Bahia, sua maior marca individual na carreira, e fechou o ano com as ótimas médias de 31 minutos, 14,5 pontos (a décima-terceira maior do NBB), 6,5 rebotes e 16,5 de eficiência (quarto melhor índice do certame). Lucas é o ÚNICO atleta com menos de 22 anos a estar no Top-15 de pontos e de eficiência do maior campeonato do país até o momento. Ainda tem muito a evoluir, mas já é possível dizer que ele é um dos principais responsáveis por manter o Pinheiros com a boa campanha de 7-6.

gui12) Gui Deodato (Rio Claro) -> Sem espaço em Bauru, onde foi formado, o ala de 1,92m e 24 anos teve coragem, cortou laços emocionais com seu criadouro e foi buscar minutos em Rio Claro (5-9). Tem conseguido tempo de quadra (32 minutos de média), mas não só isso. Dobrou seus pontos em relação a temporada passada (14,9 no NBB atual), tem contribuído nos rebotes (2,6 de média) e ainda mantém a boa pegada defensiva que sempre o caracterizou. Sua regularidade é tão grande que nos 14 jogos desta temporada em apenas dois ele não chegou aos 10 pontos. Ainda pode melhorar nos fundamentos (2,4 desperdícios de bola/jogo) e na leitura de jogo. A presença de Dedé como técnico podem fazer com que ele cresça neste sentido também.

neto13) Neto (Liga Sorocabana) -> Ele está longe de ser um dos atletas mais badalados deste país, mas aí você olha a lista de cestinhas do NBB e quem é o primeiro? O rapaz da foto. O Arlindo Gomes Baltazar Neto, mais conhecido como Neto. Em sua segunda passagem pela Liga Sorocabana, o bom ala de 1,86m e 29 anos registra os ótimos 20,6 pontos por jogo que o colocam como o melhor no quesito no certame (o índice é 50% maior do que o alcançado pelo Palmeiras em 2014/2015, aliás). Em um time que não tem conseguido vitórias (3-9 até o momento), Neto tem conseguido se destacar na temporada.

caio14) Caio Torres (Paulistano) -> Caio jogou a Olimpíada de 2012, é campeão do NBB pelo Flamengo (onde foi MVP da final anos atrás) e não é que estava mal em São José (14,4 pontos e 9,1 rebotes em 2014/2015). Mas estava claramente aquém do seu bom potencial técnico. Dezesseis quilos mais magro (parabéns à área de preparação física, nutrição e fisiologia do Paulistano) e motivado a entrar de novo no hall dos selecionáveis de Rubén Magnano na seleção, o agora fininho pivô é o melhor jogador do melhor time do NBB até o momento (10-2). São 16,6 pontos, 6,7 rebotes, 54% nos tiros de dois pontos e uma mobilidade há anos não vista para defender de pivôs mais ágeis e gigantes pesados. Por tudo isso Caio, de 28 anos, é, sem dúvida, uma das mais agradáveis surpresas do NBB até o momento.

sosa25) Sosa (Minas) -> Outro pouco badalado no NBB. Isaac Sosa, de 25 anos, chegou ao Minas (7-6) para dar um pouco mais de experiência a um elenco que tem nos jovens Coelho, Léo Demétrio e Danilo Fuzaro Siqueira o seu principal pilar. Aos poucos, o jogador de Porto Rico foi crescendo, crescendo e já é o maior cestinha da equipe no campeonato (14,7 de média) e décimo-primeiro no geral. Tem ótimos aproveitamentos nos tiros de dois pontos (60,5%) e também nas bolas de fora (39%), tornando-se assim uma das principais armas do time do técnico Cristiano Grama no certame.

bruno16) Bruno (Franca) -> Nezinho (lesionado) e Isaac foram contratados para dar um pouco mais de consistência ao jovem elenco de Lula Ferreira, mas em Franca quem tem dado as cartas mesmo é o jovem Bruno Irigoyen. Após completar toda a sua carreira na base do Minas, o gaúcho de Porto Alegre de 23 anos, 1,98m e bom potencial físico (apesar de muito magro, tem braços e passadas longas) é o cestinha da equipe com 12,8 pontos de média (52% nos tiros de fora e ótimos 60% nas bolas de dois). É o dobro do que conseguiu ano passado no Minas com pouco mais de tempo de quadra (27 minutos em 2015/2016 contra 21 em 2014/2015). Autor de 21 pontos, foi o principal responsável pela até certo ponto surpreendente vitória francana em São Paulo contra o Paulistano. Nos últimos cinco jogos, Bruno teve 10+ pontos em quatro deles, mostrando muita personalidade e espírito decisivo nos momentos mais críticos dos jogos.

pedro17) Pedro (São José) -> Pedro jogou os cinco primeiros NBB’s de sua carreira no Paulistano. Apesar de ter sido importante na campanha do vice-campeonato de dois anos atrás, nunca passou dos 10 pontos de média. Em São José, onde foi campeão paulista nesta temporada como protagonista, isso mudou definitivamente. Segundo maior cestinha do NBB na atual temporada, o bom ala de 1,90m e 28 anos tem sólidos 17,6 pontos, ótimos 50% nas bolas de três pontos, 3,1 rebotes e 2,6 assistências. Seu desempenho é tão completo que ele está também no Top-10 de eficiência do campeonato com 15,8 (quase o triplo do que conseguia na temporada passada). Livre para ser a arma decisiva mais importante do ataque joseense, Pedro não tem decepcionado – muito pelo contrário.

ronald18) Ronald (Brasília) -> O pivô de 24 anos e 2,07m entra na categoria dos atletas que a gente vivia reclamando de falta de espaço. Quando enfim se tornou titular da equipe de José Carlos Vidal (o treinador pediu para sair devido a problemas físicos – em seu lugar assume Bruno, seu ex-assistente), Ronald mostrou exatamente aquilo que todos imaginavam que ele poderia fazer. Explosivo no ataque, intenso na defesa, o jogador ainda carece de leitura de jogo e de maior noção do que pode ou não fazer na quadra (natural para quem ficava a maior parte do tempo assistindo – e não atuando), mas registra ótimos 14,2 pontos e 7,3 rebotes por jogo até o momento (melhores números de sua carreira, obviamente). É o quinto entre os cestinhas e torna-se a cada dia uma opção segura para os candangos no ataque.

São nomes para ficarmos ligados em 2016. Há outros que você lembra? É só escrever aí na caixinha de comentários!

Tags : LNB NBB


Com transmissão ao vivo, Real Madrid x Barcelona agita Liga ACB
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Fábio Balassiano

real1Como sempre acontece na Espanha, a Liga ACB separa o domingo entre Natal e Ano Novo pra colocar seu melhor jogo em TV aberta. É a mesma estratégia, diga-se, que a NBA pensa quando faz desde 1947 a rodada natalina em 25 de dezembro. A exposição é imensa, sabidamente inúmeras famílias estão em seus lares e há a chance de popularizar ainda mais a modalidade (algo que já disse inúmeras vezes que seria salutar de se fazer por aqui, com o NBB, aliás). Neste domingo, em Madri, Real Madrid e Barcelona medem forças às 16h e a FoxSports exibe ao vivo.

justin1A principal diferença deste para os últimos anos é que nem Real e nem Barcelona, as duas maiores potências do basquete espanhol, lideram a Liga ACB até o momento (ambos têm 11-1). O primeiro colocado na classificação é o até certo ponto surpreendente Valencia, que tem 12-0 e visita o Tenerife neste domingo para manter a liderança e a invencibilidade na temporada 2015/2016. O time do técnico Pedro Martinez (54 anos) tem no pivô norte-americano Justin Hamilton (foto) a sua principal estrela (16 pontos, 5,5 rebotes e 18,6 de eficiência) a sua principal estrela, mas tem conseguido vitórias mesmo através de sua ótima defesa (menos de 72 pontos sofridos por jogo).

sergioSobre Real Madrid e Barcelona, vale lembrar que este será o primeiro encontro dos dois gigantes espanhóis nesta temporada. Normalmente as equipes se encontram na Supercopa que precede a temporada, mas dessa vez o Real Madrid foi eliminado na semifinal (quatro dias depois do Mundial de Clubes no Brasil) e o embate inicial do Clássico será mesmo neste domingo, 27 de dezembro. No histórico da Liga Nacional e Liga ACB, 100 a 85 para os merengues. Aqui, aliás, cabe uma observação: em 1974 uma partida terminou EMPATADA em 85 (surreal!).

laso1Em casa, o Real, que vem de oito vitórias seguidas (cinco pela Liga ACB, três pela Euroliga), não perde do Barça há exatos seis anos na temporada regular (desde 27 de dezembro de 2009 aliás). A partir de então, o conjunto do técnico Pablo Laso, que teve seu contrato renovado essa semana até 2018, não viu mais os catalães aprontarem na capital espanhola. Laso, aliás, encontrará o antigo rival Xavi Pascual, treinador do Barcelona, pela 42ª em Ligas espanholas. Até o momento, o comandante do Real Madrid leva a melhor (22-19).

reyes1Em quadra, vale a pena ficar ligado nos veteranos Felipe Reyes e Juan Carlos Navarro. Após problemas séries de contusão nos últimos anos, Navarro, ou La Bomba, como é conhecido, tem conseguido ser efetivo pelo Barcelona e jogará hoje o seu clássico de número 58 (o maior número da história). Reyes, capitão merengue, voltou à boa forma neste ano pré-olímpico (como me disse aqui no Brasil inclusive) e ficará, esta noite, a apenas seis jogos de igualar o recordista de clássicos por parte do Real Madrid (José Biriukov, que fez 50). São dois mitos das duas equipes, duas referências para os elencos e dois atletas com história na seleção espanhola também. Da equipe nacional, aliás, teremos seis atletas que foram campeões do Eurobasket em 2015 (Rudy Fernandez, Sergio Rodríguez, Sergio Llull, Felipe Reyes e Willy Hernangómez pelo Real, e Pau Ribas pelo Barça).

tomicPor fim, vale lembrar que as duas equipes se classificaram para o Top-16 da Euroliga (o Real Madrid num sufoco danado) e que têm, as duas, problemas graves de lesão para resolver. O Real não terá Rudy Fernandez e Andres Nocioni é desfalque há quatro rodadas. Pelo Barça, Alex Abrines e o armador Carlos Arroyo são dúvidas que serão levadas por Xavi Pascual até momentos antes da peleja. No time catalão, olho total no pivô crotada Ante Tomic, único atleta que já defendeu as duas equipes e líder da temporada em eficiência (22).

É o que nos espera logo mais. Quem vencer a peleja se classifica automaticamente para a Copa do Rei, que será disputada em fevereiro em La Coruña. Mais do que isso: quem ganhar se mantém colado ao Valencia e abre uma vitória sobre o rival. Quem será que fica com o jogaço de hoje à tarde? Comente!


Rinaldo, Liga Sorocabana, NBB e o amadorismo do esporte brasileiro
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Fábio Balassiano

rinaldo1E lá vamos nós de novo. O Natal, aquele momento em que eu deveria falar de coisas mais tranquilas, passou mas é impossível não falar do assunto. Você já deve ter ficado sabendo que domingo passado, em Sorocaba, aconteceu o segundo W.O. da história do NBB (o primeiro foi em 2014 aliás). Irritado após levar duas faltas técnicas, o técnico da equipe local, Rinaldo Rodrigues (foto), tirou sua equipe de quadra. A arbitragem, por sua vez, aplicou as regras e deu a vitória a Franca por 20-0. Como bem disse a Nota Oficial da Liga Nacional de Basquete,Os relatórios da arbitragem e do delegado da partida serão encaminhados para a Comissão Disciplinar, que após analisá-los, avaliará as possíveis punições”. Ou seja: ainda haverá muita coisa nessa história toda. Links de apoio e imagens aqui, aqui, aqui e aqui. E há muito para falar, né? Vamos nessa:

rinaldo21) Também houve algo BEM triste na Liga Argentina nestes dias. Na partida entre San Lorenzo e Peñarol até Sergio Hernandez, o técnico do Peñarol, se envolveu na briga (aqui e aqui). A diferença? O Ovelha pediu desculpa e disse que estava arrependido pelo péssimo exemplo que deu. Por aqui? Rinaldo age como se desse para corrigir a situação. Não tem, claramente, noção do dano que causa não à imagem dele e de seu time, mas do NBB e do basquete brasileiro quando assuntos como o de domingo ganham espaço na imprensa.

rinaldo32) Acham que foi o único problema que aconteceu no domingo? Não mesmo. Os sorocabanos foram punidos em R$ 2 mil. Não pelo W.O., mas sim por “não providenciar Ambulância e pelo menos um desfibrilador, disponíveis até o horário previsto para o início da partida e por decorrência disso a partida sofrer atraso“, como mostra Nota Oficial no site.

2.1) Aqui, aliás, cabe uma perguntinha rápida: sei que há essa questão da Comissão Disciplinar, do STJD, de todas as instâncias do esporte, mas a Liga Nacional e seus tribunais precisam ser mais rápidos para julgar casos graves como o de domingo. Esperar até 2016 para dar uma solução para algo que parece cristalino (de como ocorreu) e também uma resposta à sociedade não me parece adequado. No dia 22/12 mesmo a Liga Sorocabana jogou em casa (contra Bauru) como se nada tivesse acontecido. Poderia haver uma espécie de “tabela automática” de punições. Exemplo: Provocou W.O.? Perde dois pontos e paga R$ 50 mil reais à LNB.

rinaldo42.2) Aos que falam que a arbitragem brasileira é horrorosa e que deixa todos (jogadores, técnicos e dirigentes) por aqui malucos de raiva, eu só digo o seguinte: concordo com tudo isso. Mas há um ponto bem básico nesta discussão: não é saindo da quadra que você vai melhorar a situação. Para desenvolver os juízes deste país só há uma solução: investir em treinamento pesado para a turma do apito. E isso, creio, cabe também aos clubes, que devem pressionar URGENTEMENTE à Liga Nacional de Basquete para que isso aconteça o quanto antes.

3) Respeito Rinaldo, que sempre me tratou muito bem (educadamente inclusive) e que de fato é um amante do basquete em Sorocaba, mas este não é o primeiro caso (digamos assim) polêmico envolvendo seu nome. Sua folha de histórias bizarras no basquete é recheada, e se eu não enumero aqui os últimos acontecimentos é pelo simples motivo que ele irá negar, se fazer de vítima e mostrar que os errados são sempre os outros. Médico e Monstro total.

nbb14) Dito isso tudo, creio realmente ser mandatória que a discussão seja ampliada. Rinaldo Rodrigues é, talvez, o maior dos expoentes dos dirigentes amadores que temos por aqui. E uso o termo “amadores” no sentido de amarem o que fazem, mas sem possuir base “científica” para exercer as funções que desempenham – presidente, diretor, dirigente, técnico, financeiro etc. . Ele, porém, está LONGE de ser o único dessa linhagem. Com raríssimas exceções, o basquete brasileiro é amador, viciado em práticas tão antigas quanto abomináveis. O resultado disso? O produto “esporte brasileiro” nem de longe consegue colocar a excelência em primeiro lugar para seus consumidores. Além do amadorismo, convivemos muito facilmente com dirigentes HORROROSOS como se isso fosse normal (não, não é!). Times abrem e fecham com facilidade por aqui. Equipes com salários atrasados são uma praga de 30, 40 anos por aqui. Quase todos por aqui vendem o almoço para pagar o jantar. Quase todas as equipes que disputam o NBB em 2015/2016 não sabem COMO (e SE) disputarão o NBB em 2016/2017. Que tipo de planejamento é esse? Que tipo de gestão é essa? Por quê precisamos ser assim tão baixo nível assim em todos os princípios básicos de gerenciamento esportivo? Será que não aprendemos nada de útil nos últimos 40, 50 anos com as grandes empresas que por aqui surgiram ou cresceram para aplicarmos ao esporte? Nada mesmo?

bandeira15) Ampliando ainda mais o olhar. Com raríssimas exceções, o esporte brasileiro é amador (e falo isso nos últimos dias do ano que é véspera de uma Olimpíada, hein…). As práticas por aqui são, com todo respeito, deprimentes, retrógradas, antiquadas e que nem de longe mostram para que lado caminha o (palavrinha mágica) negócio chamado esporte no mundo atualmente (sem falar na conhecida falta de transparência).Está aí a CBB que não me deixa mentir. Olhem o mercado de trabalho em que vocês estão inseridos. Alguma prática do dia a dia é minimamente copiada no esporte brasileiro? Vejam aí o futebol, que mesmo com rendas cada vez mais crescentes consegue ver quase todas as agremiações fechar no vermelho ano após ano. O Flamengo, com sua diretoria de cabeça arejada capitaneada por Eduardo Bandeira de Mello (foto), não é oitava maravilha do mundo, mas vai pro lado contrário, evitando novas dívidas e pagando débitos antigos – ainda bem! Faz o mínimo, o básico, e já é muito quando comparamos com outros clubes.

lnb16) Voltando ao basquete. Repito o que falo há tempos: a Liga Nacional veio para salvar o basquete brasileiro da draga em que estava inserido há oito anos. Este é um mérito que ninguém tirará da turma da LNB. São todos, por lá, bem intencionados e que trabalham para fazer a modalidade evoluir a cada dia. Mas a verdade, vendo hoje (2015), é que a Liga, que tem uma parceria com a NBA (o maior exemplo de gestão profissional esportiva do planeta provavelmente), já pode, sim, começar a cobrar FORTEMENTE mais profissionalismo dos clubes que participam do NBB – e deve ser cobrada por imprensa e sociedade a aplicação de medidas preventivas e punitivas também. Não dá mais para aturar algumas coisas que vemos no basquete. Como diz um amigo, entrar no NBB há sete, oito anos atrás, era uma questão de querer. Atualmente, deveria ser uma questão de poder – e conseguir entregar soluções razoáveis em termos de gestão esportiva (dentro e fora da quadra).

nbb2A conclusão é óbvia. Se Rinaldo Rodrigues errou no domingo passado (e errou, claro!), ele está LONGE de ser o único problema que o NBB tem atualmente. Quantos times estão com salário atrasado? Todas as quadras possuem realmente condição de jogo? Os ginásios foram vistoriados de um ano pra cá, como deveria ter sido feito? Os placares e pisos do Ministério do Esporte estão mesmo sendo utilizados em todos os jogos? Quantos times possuem departamentos organizados em suas estruturas (financeiro, marketing, comunicação, fisiologia etc.)? Poderia fazer, aqui, umas 100 perguntas básicas sobre gestão e creio que, em um levantamento com os 15 times, 90% delas teria resposta não muito positiva.

O que espero para 2016 é, sinceramente, que a Liga Nacional de Basquete tenha rigor nas prevenções e cobranças a TODOS os times não para que as bizarrices que vimos no domingo tenham punições exemplares e/ou pesadíssimas, mas simplesmente para que não aconteçam mais por aqui. Já passou da hora do basquete brasileiro tirar de cena dirigentes que possuem (ou fazem parte de) times apenas porque amam a modalidade mesmo sem ter tino algum de gestão para gerenciá-los como o esporte mundial de primeiro nível exige.


Com reedição da final passada, os jogos do Natal da NBA
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Fábio Balassiano

nba1Mantendo a tradição desde 1947 (mais aqui), vem aí mais uma rodada de Natal na NBA (ao lado os horários de Brasília). Serão cinco jogos, 33 jogadores estrangeiros de 19 países, camisas comemorativas para a data e (foto abaixo) e confrontos bem interessantes. Vamos lá:

Em Miami, o instável Heat (16-11 na temporada e 9-2 em jogos de Natal) enfrenta o New Orleans Pelicans, uma das maiores decepções da temporada até o momento e estreante em jogos natalinos. Está muito claro que a NBA tem tentado colocar Anthony Davis em todos os eventos e/ou vídeos promocionais do campeonato, mas a campanha do time até agora, de 9-19, não ajuda em absolutamente nada. Será interessante ver Monocelha contra Chris Bosh, sem dúvida, mas a tendência é que o Miami lute loucamente para vencer o duelo, se consolidando nas primeiras posições do Leste.

natal1Logo depois, em Oklahoma, o Chicago (15-11), que vem de três derrotas consecutivas e uma crise interna imensa após Jimmy Butler ter criticado publicamente o técnico Fred Hoiberg após derrota para os Knicks no sábado passado (o ala disse que Hoiberg “pega leve” demais com o elenco que precisa, segundo ele, ser mais e mais cobrado), enfrenta Russell Westbrook, Kevin Durant e Serge Ibaka. Durant, aliás, é o vice-líder em média de pontos em jogos de Natal (31,8 pontos, pouco atrás de Jerry West, líder com 32,2). Um confronto pra lá de complicado para os Bulls, mas dada a instabilidade do time é impossível prever qualquer coisa. Para o OKC (20-9), é mais uma oportunidade de, em rede nacional, mostrar que a equipe vem evoluindo nas mãos do técnico Billy Donovan, como disse aqui.

curry1Às 20h (a ESPN exibe), a reedição da final da temporada 2014/2015 e o jogo mais aguardado deste 25 de dezembro. A NBA (e eu também) esperava que o Golden State Warriors chegasse invicto ao duelo contra o Cleveland Cavs, mas existia um Bucks no meio do caminho e o time de Steph Curry chega ao duelo natalino com respeitáveis 27-1 e mirando fortemente as 72 vitórias do Chicago Bulls em 1996 (na mesma altura daquele certame Jordan e companhia tinham 25-3). Do outro lado está o líder do Leste (19-6, cinco vitórias seguidas e com LeBron James começando a voar), que contará com a volta de Kyrie Irving, lesionado justamente durante a decisão do campeonato passado. Este é o duelo que vale brigar com a família para assistir, não há a menor dúvida disso.

leonard1Às 23h, também com exibição da ESPN, outro embate excelente. O San Antonio Spurs é o vice-líder do Oeste (25-5 e sete triunfos consecutivos), tem jogado muitíssimo bem, conta com a dupla Kawhi Leonard e LaMarcus Aldridge cada vez mais entrosada (o que faz com que Gregg Popovich consiga poupar Tony Parker, Manu Ginóbili e Tim Duncan com tranquilidade) e mostra-se cada vez mais pronto para, lá na frente, desafiar o Golden State Warriors em uma eventual final do Oeste. Do outro lado estará o ex-titubeante Houston Rockets. O time demitiu Kevin McHale, e tem tentado melhorar na tabela. Venceu 6 dos últimos 10 duelos, tem 15-15, está em sétimo na Conferência e, com Patrick Beverley de titular na armação, concentra esforços em melhorar na quadra basicamente com o mesmo elenco da temporada passada (a franquia já tenta trocar Ty Lawson, uma decepção do tamanho do mundo).

kobe1A partir da 01h30 do dia 26/12 o clássico de Los Angeles. No Staples Center o Lakers, que deve jogar o seu último jogo natalino a partir de hoje (sem Kobe Bryant eu duvido MUITO que a NBA siga escalando a franquia nos próximos anos), mede forças com o Clippers. Seria, mesmo, um confronto desequilibrado, com os Clippers (16-13) podendo amassar os Lakers (5-24). Há, porém, dois fatores que me impedem de dizer que isso irá acontecer: 1) Kobe Bryant não vai querer sair de cena em seu último jogo de Natal com essa mancha; e 2) os Clippers, de Chris Paul, ainda não estão jogando bem nesta temporada. Para nós, aqui do Brasil, é a partida mais difícil de assistir (pelo horário), mas não tão descartável assim.

O que será que acontece na rodada natalina? Tem palpite? Comente aí!

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O último jogo de Natal para Kobe Bryant
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Fábio Balassiano

kobe2Amanhã falarei aqui de cada um dos jogos de Natal da NBA, prometo desde já. Por enquanto, vale dizer que o dia 25 de dezembro de 2015 marcará o derradeiro duelo natalino da carreira de Kobe Bryant (o último do hoje técnico Byron Scott como jogador angelino, em 1996, foi o primeiro do então menino Kobe aliás).

A camisa ao lado, lançada antes mesmo de Kobe fazer o anúncio de sua despedida, nasce histórica (encontra-se à venda no site da loja da NBA aliás) e será utilizada pelo craque do Los Angeles Lakers no clássico contra o Los Angeles Clippers (no Brasil o embate se inicia a 01h30 já do dia 26 de dezembro e NÃO terá transmissão em TV – apenas no League Pass).

tenis1A Nike, patrocinadora de Kobe Bryant em quase toda carreira, sabe que tem uma ótima oportunidade nas mãos e também está aproveitando a data. A empresa lançará, esta noite, o novo modelo de tênis do craque que estará à venda na internet e nas lojas a partir do dia 26 (depois de amanhã portanto) por preços que variam de US$ 135 a US$ 180 (não vou nem fazer a conversão para reais para não chorarmos juntos por aqui, hein…). É o Kobe X, que está na foto ao lado e que faz uma alusão aos cinco anéis conquistados pelo camisa 24 do Lakers (2000, 2001, 2002, 2009 e 2010).

kb24E por falar em Kobe, para quem não sabe o astro é o jogador que mais vezes jogou na rodada de Natal na história da NBA (desde 1947). Pelo Lakers, desde 1996 o cara entrou em quadra em 15 vezes e tem 383 pontos (maior marca da liga também).

Como Kobe Bryant estava lesionado e não jogou em 2013 e 2014, vale a pena relembrar o último duelo em que ele esteve em quadra no Natal. Foi em 2012, quando o camisa 24 estava em chamas e anotou 34 pontos, ultrapassando assim o lendário Oscar Robertson (377) como o maior cestinha dos jogos de 25 de dezembro. Naquele dia Kobe chutou 14/24, terminou com 34 pontos e foi muito bem coadjuvado pelas estrelas que deveriam fazer aquele Lakers vencedor (Dwight Howard teve 14 pontos, Steve Nash outros 16 e Pau Gasol, 13). No final, vitória angelina contra o New York Knicks por 100-94.

Depois de amanhã, os jogos de Natal de Kobe Bryant, que teve 42 em 2004 contra o Miami, serão apenas lembrança. Arrisco-me a dizer, aliás, que os Lakers ficarão longe do calendário especial da NBA por LONGA data também por motivos óbvios. Vale, portanto, separar a rabanada para acompanhar o último jogo do camisa 24 na rodada natalina.


Líder do Colegiado do Feminino, Ricardo Molina dispara contra CBB
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Fábio Balassiano

molina4“Bala, chegou a hora de dar o nome aos bois. Estou ouvindo muita coisa por aí que é mentira e preciso falar em nome do colegiado. Precisa ser com você pelo teu histórico sempre imparcial. Pode ser?”. Foi assim que começou a ligação de Ricardo Molina para o blogueiro na tarde de ontem. Recebi com surpresa a chamada do Presidente do Corinthians/Americana e um dos líderes do Colegiado de Clubes que tentou, sem sucesso, dialogar com a Confederação. Molina não poupou ninguém.

Falou de Vanderlei Mazzuchini, Diretor Técnico da CBB, Carlos Nunes, presidente da entidade máxima, do caso do Sampaio Correa, que abriu mão dos pedidos feitos pelo colegiado para ceder às atletas à seleção para o evento-teste de janeiro de 2016 e também de presidentes da Federação. Tudo, exatamente tudo, o que ouvi de Molina está na entrevista abaixo.

molina2BALA NA CESTA: Afinal, qual o panorama da briga envolvendo colegiado e confederação brasileira atualmente?
RICARDO MOLINA: Preciso voltar um pouco neste tema. Depois de entendermos quão desrespeitado o basquete feminino é no Brasil nós tivemos a coletiva de imprensa dezembro. Foi um ato posterior, e não anterior. Você se lembra bem e chegou a reportar no blog. É, aliás, mentira do Sr. Vanderlei, Diretor da CBB, dizer que viemos a público antes de tentar resolver internamente. Liguei para o presidente Carlos Nunes no início de novembro antes de pensar em qualquer tipo de movimento. Falei que estava muito complicado fazer basquete feminino no país porque, apesar de os clubes estarem bem, a seleção feminina não tinha nenhuma perspectiva e isso matava nosso trabalho do dia a dia. O Carlinhos disse que me ligaria depois do dia 9 de novembro em função do feriado. Ele queria entender o que estava acontecendo. Já naquele momento disse de um evento que faria no início de dezembro com entidades, Ministério do Esportes e COB. Eu respondi que não era hora de fazer política, mas sim reconstruir a seleção feminina para que depois das Olimpíadas não reclamássemos pelo fim do basquete feminino.

feminino3BNC: O estopim foi a ausência dos dirigentes centrais da CBB no evento da LBF ou isso é exagero?
MOLINA: Vou explicar. Sem resposta de nenhuma de nossas propostas, o desrespeito chegou ao ponto máximo com a ausência, por parte da CBB, no lançamento Liga de Basquete Feminino. Prestigiar outras modalidades, como foi o caso do evento-teste de tênis de mesa, e se ausentar do lançamento do campeonato da modalidade que ele é presidente fez com que acabasse a paciência, por exemplo, de um cara calmo como o Antonio Carlos Vendramini, técnico da minha equipe, e sem seguida de todos os clubes. A consequência foi o que todos sabem. Pela manhã a coletiva de imprensa dos clubes em São Paulo. E à tarde a reunião da CBB, um evento político para obter verba do Ministério do Esporte para a seleção feminina se preparar para as Olimpíadas. Aí eu pergunto: como a CBB gastaria esse dinheiro, cujo valor muita gente estima em cerca de R$ 5 milhões? São apenas maio, junho e julho, Bala. Cadê a planilha de receita e despesa? Isso não vimos ainda. Se o próprio Antonio Carlos Barbosa, novo técnico, disse em entrevista que por ser no Brasil será mais fácil fazer amistoso gastando menos… Talvez seja um dos motivos pelo qual a verba do Ministério não tenha saído ainda. Como comprovar este gasto? É uma pergunta que aflige não aos clubes, mas a sociedade neste momento.

molina3BNC: Da proposta inicial de vocês, que era ter os técnicos dos seis clubes envolvidos na preparação para as Olimpíadas, alguma coisa foi conversada com a CBB? Ou não houve diálogo alguma?
MOLINA: Nossa proposta era que os seis técnicos, de forma pontual, fizessem parte do departamento tecnico da CBB para um real planejamento até as Olimpíadas. Não adianta pensar depois das Olimpíadas. Primeiro precisamos conseguir ser respeitados pelas outras equipes do mundo como sempre fomos. E uma apresentação honrosa nas Olimpíadas seria o primeiro passo. Não se dá o segundo passado sem passar pelo primeiro, concorda? Ninguém falou em cargo, ninguém falou em nada. Houve uma oportunidade, quando da saída do técnico Zanon, mas nada do que pedimos foi feito. Fizeram por conta própria. Nós fazemos o basquete feminino no dia a dia e não tivemos sequer a resposta da CBB da nossa proposta. Nada, zero. O Vanderlei, diretor técnico da CBB, demonstrou que o que os clubes, atletas e técnicos do feminino fazem não representa nada para a CBB. É uma pena realmente.

vanderleie2BNC: Qual o problema entre vocês e o Vanderlei? Já houve conversa entre as partes ou não? Houve ao menos tentativa para que as partes se entendam?
MOLINA: Bala, até então nunca tive problemas com o Vanderlei. Sempre quis ajudá-lo. Tanto que me ligou para indicar um técnico para este ciclo olímpico e eu indiquei o Zanon. Não só falei do Zanon como me coloquei à disposição no que fosse mais necessário. E falei umas 10 vezes que não queria dinheiro. Queria apenas ajudar. Se eu fosse sustentado pelo basquete já estava morto aliás. Eu só quero que o basquete feminino brasileiro dê certo. Mas de uns tempos pra cá não houve contato. Tentei, te digo do fundo do meu coração. Eu tentei, mas nenhuma das minhas chamadas foram respondidas. Todas ignoradas. Hoje o Vanderlei se tornou o câncer do basquete brasileiro feminino. Ele está mais preocupado com a vaidade e questões administrativas do que com o feminino. Ele fez contato com todo mundo deste planeta, mas não teve coragem de me ligar. Tudo o que tentava falar com ele era via intermediário porque ele não tem coragem de falar comigo. Na semana anterior ao anúncio do Antonio Carlos Barbosa (novo técnico) mandei uma mensagem, ele leu, mas não fez questão alguma de me retornar. Por que não dialogar? Por que não nos atender ao menos para conversar? Ele está preocupado com a sala dele, com a parte administrativa, mas não com o basquete feminino. Do colegiado, que eu tenha informação, não sei se falou, mas comigo nunca mais. Pra jogadora eu sei que ele ligou. Uma atleta inclusive nos mostrou isso. Como o Vanderlei não tem credibilidade com o basquete feminino, ele não tem condição sequer de ligar para técnicos e diretores dos clubes. O Vanderlei mal sabe o nome delas, cara. Ele nunca deu as caras, não seria agora que faria isso. Mal acompanhou os torneios feminino desde que assumiu e desafio ele a dizer o nome de 10 jogadoras sem ler. Mesmo assim, com intermediários ou notas oficiais, tudo fizemos para que ele parasse 5 minutos para ouvir ou clubes. Em vão.

vanderlei1BNC: Peraí. Houve pressão nas atletas mesmo?
MOLINA: O colegiado sabe que eles (CBB) têm sido de uma irresponsabilidade terrível. Eles têm ligado para as atletas. Uma hora é o Bruno (Supervisor) perguntando se a jogadora de Santo André chegou bem da sub-17, coisa que nunca fez. Depois puxou conversa de convocação. Outra hora o Vanderlei diretamente chamando. O Zanon mesmo fez contato. Depois voltou o Bruno para falar mal de mim e do Colegiado. Agora é a vez da Adriana Santos. As atletas estão sendo coagidas para se apresentar no dia 5 de janeiro pelo Vanderlei e por todos os paus-mandados que cercam a CBB. Nos últimos anos, nunca vi tanta ligação e preocupação da CBB com as atletas. Por que será? Antes convocavam as meninas e as atletas tinham que sair correndo atrás de passaporte, deslocamento, tudo. Agora estão oferecendo ajuda? Qual o motivo?

adriana2BNC: Nem com a Adriana Santos houve diálogo?
MOLINA: Olha, com a Adriana Santos, apesar de morarmos na mesma cidade, não falava há tempos. Ela me ligou faz dois dias dizendo que estava de peito aberto para tentar ajudar, para tentar comunicação. Disse: “Tá bom”. E desligamos. Todos respeitam muito a Adriana pelo que ela fez dentro das quadras, inclusive eu. Só ela sabe o que passou nas quadras e onde chegou. Campeã mundial, medalhas olímpicas. Isso ninguém tira e ninguém contesta. Eu convivi com a Adriana por quatro, cinco anos, em Americana e sei o que ela pensa sobre Confederação e destes dirigentes de lá. Aí do nada ela se coloca como funcionária em um grupo do qual ela criticava? Ela sabe que não vai conseguir mudar o Feminino com esses caras que estão na CBB. A Adriana meteu o pé pelas mãos e pode acabar perdendo a grande credibilidade que ela sempre teve. A propósito. O papel da Adriana, ultimamente, é representar as jogadoras junto à FIBA em uma comissão que foi criada. Você sabia? Ela estaria cumprindo esse papel se tivesse ido no evento que fizemos com as atletas, e não naquele que a Confederação fez sem ninguém do feminino por lá. Creio que ela tomou uma decisão muito errada. Representar as atletas não significa empurrá-las para a CBB. Ela deveria ter uma posição neutra justamente por ser nomeada pela FIBA para representar as jogadoras. Desejo de coração que a Adriana reveja sua decisão, assim como outros profissionais que atuam para essa Confederação dirigida por Vanderlei e Carlos Nunes. Estes e outros sabem muito mais que nós a lama que é aquilo. Aliás, acho que acabei me sensibilizando demais por esses profissionais que, em um momento tão importante, preferem estar neutros ou até a favor da CBB por medo de perder o emprego ou de sofrer represálias. Nunca vi, desde que o Vanderlei assumiu, ninguém que passou pela seleção Brasileira Feminina, em qualquer categoria, voltar feliz com a retaguarda e planejamento da CBB. Ninguém. Uma pena estas pessoas, até mesmo ex-jogadoras, se calarem em um momento tão importante.

nunes3BNC: O Carlos Nunes é considerado um ser político, que consegue conversar para chegar a um denominador comum. Nada com ele foi conseguido tampouco?
MOLINA: Vou abrir um negócio aqui pra você. Mesmo sem reposta da CBB, antes de programar qualquer coletiva de imprensa como fizemos em dezembro, me encontrei com o presidente Carlinhos no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, através de um intermediário e com aprovação do colegiado. Ninguém sabia disso, né? Vamos lá. Foi uma conversa boa. Ele ainda não havia entendido a nossa proposta, e eu expliquei detalhadamente. A resposta dele foi: “Coerente a proposta”. Disse que falaria com o Vanderlei e me retornariam – ele ou o Vanderlei. Simplesmente nenhum dos dois me deu retorno. O Vanderlei ligou para a pessoa que estava conosco e disse que essa possibilidade de entendimento era um absurdo. Após essa postura dos dois, o colegiado decidiu fazer a coletiva de imprensa para explicar tudo o que estava acontecendo pois não temos nada para esconder. Objetivo, antes de tudo, era evitar conversa errada como estava acontecendo e como está ocorrendo agora novamente. Ainda estou na dúvida: se o presidente não é confiável ou se de fato não é ele que preside a Confederação.

lbf1BNC: Como está a posição da LBF em relação a esse caso? Vocês sentem falta de uma retaguarda mais institucional nisso?
MOLINA: Boa pergunta. Estamos tentando ajustar o entendimento de Liga de Basquete Feminino em conjunto. Ao mesmo tempo que a LBF são os clubes, algumas decisões são feitas não pelos clubes, mas pelos executivos da LBF apenas. Creio que seja um organismo vivo, que ainda precisa se encontrar da melhor forma possível. Vamos conseguir. Estamos aprendendo muito com a Liga Masculina, o NBB. No momento o colegiado não se sentiu confortável em fazer esse movimento através da Liga de Basquete Feminino porque ninguém de lá se pronuncia a nosso favor. No site, por exemplo, não há nenhuma palavra do que estamos fazendo. Creio que esse seja um movimento importante, não?

barbosa1BNC: Na semana passada o Barbosa disse na rádio Globo em um debate do qual eu fiz parte que meninas do Sampaio se apresentarão…
MOLINA: Vou te cortar. Eu conheci o Barbosa quando ele estava em Ourinhos e depois do Maranhão. Uma vez aqui em Americana falamos longamente. Quando ventilou-se o nome dele, eu tinha certeza que não aceitaria sem falar com os clubes, pois ele sabe que a indicação não seria pelo lado técnico mas sim pelo lado político. Barbosa é do grupo do Grego, que agora tem relações bem próximas com Carlos Nunes. Você escreveu isso, Bala. Então não foi uma escolha técnica, mas sim a mais confortável politicamente pro Vanderlei. Fiquei decepcionado com o Barbosa. Ele não falou com os clubes e desde sempre foi ferrenho crítico da gestão do Carlos Nunes e Vanderlei e resolveu esquecer tudo isso. Quando nos encontramos, ele ainda como técnico, me disse poucas e boas da dupla (Vanderlei/Carlos Nunes). Como ele não tinha provas prefiro não mencionar.

nadiaBNC: Mas as meninas do Sampaio (Nádia – na foto -, Iziane e Isabela Ramona) irão se apresentar?
MOLINA: Nós temos uma posição clara. Trabalhamos desde o começo em seis clubes. O Sampaio estava conosco desde o começo e participou da reunião que fizemos em São Paulo inclusive. No grupo, por e-mail ou mensagem, estava clara a posição. Até que o Barbosa deu a entrevista da qual você participou afirmando que as três meninas iriam se apresentar. Ou seja: o dirigente do Sampaio estava no mesmo grupo que a gente e ouvindo o outro lado também. Quando estive com o Carlos Nunes ele, o presidente, me disse que não entendia o motivo do Sampaio estar na mesma situação que nós. Ou seja: não era uma posição clara do Sampaio com o colegiado. O que eles irão fazer é decisão deles. Aqui vale falar dos presidentes de Federações. Recebi uma ligação do presidente de Rondônia, Edilson França, que educadamente se apresentou e pediu para eu explicar o que estava acontecendo. Depois de meia hora de explicação ele, por várias vezes, se mostrou assustado com os desmandos do Vanderlei e Carlos Nunes. Disse que os clubes estavam certos quanto a proposta, que falaria com o Carlos Nunes e me retornaria. Nunca mais ligou e ainda continuou falando diretamente com as atletas.

molina1BNC: Qual a expectativa do colegiado pra apresentação das jogadoras em 5 de janeiro de 2016? Elas vão jogar o evento-teste ou não? Essa é a pergunta básica para entender em que pé anda o movimento.
MOLINA: A posição é: colocamos uma proposta para a CBB com o objetivo de dividir a responsabilidade da participação do feminino nas Olimpíada. Infelizmente a CBB, através do Sr. Carlos Nunes e Vanderlei, demonstrou que não temos importância alguma para o processo e que não precisam das jogadoras destes clubes para promover a seleção. Provavelmente eles têm uma bola mágica ou outras 12 jogadoras que possam representar a seleção. Sendo mais claro: o colegiado vai se dedicar ao que investiu, se estruturou, contratou jogadoras, ou seja, para a disputa da Liga Feminina de basquete, que vai indo muito bem. Continuaremos com nossa programação normal para os jogos da LBF. Para quê gastar mais tempo tentando convencer a CBB de uma coisa se a postura executiva deles é de menosprezo e politicagem? Com certeza eles têm soluções muito melhores que propomos e não precisam das atletas e dos clubes. As atletas sob contrato conosco já receberam suas programações visando o ano de 2016. Todas elas recebem do clube, com o qual têm compromissos firmados há algum tempo. A posição não mudou, portanto.

robertoBNC: Você teme que o colegiado fique muito personificado em você e no Roberto Dornelas (foto), técnico do América-PE?
MOLINA: Discordo. Estou muito feliz que todos têm aparecido, como a Lais Elena, de Santo André, o diretor do América, o Walter, o Amauri e o Flavinho de Presidente Venceslau. A Arilza, de Santo André, tem sido muito importante, assim como o Professor Vendramini, que sabe o que o verdadeiro basquete feminino não é isso que estamos vendo. Nós temos alguns pontos diferentes como toda relação existe, mas o respeito entre nós prevalece a todo momento. Nenhuma dessas pessoas quer bagunçar o basquete feminino. Essa posição dos clubes é, claramente, para reconstruirmos o basquete feminino de uma forma definitiva e visa, através do conhecimento do conhecimento dos seis técnicos, colocar em prática, na quadra, uma atuação digna na Olimpíada. O objetivo é claro: que o feminino não acabe depois de Setembro, quando termina a Olimpíada. É o que podemos fazer de imediato. Não interessa quem tem falado, dado entrevista. Quem fala representa esse grupo com total liberdade e compromisso. Eu pra te ligar falei antes com o colegiado, cara. Se a CBB entende que eu sou o problema, que sou uma ameaça ou bicho papão, que receba os demais que representam muito mais o basquete feminino do que eu. Depois que acabar a Olimpíada os times voltam pra buscar patrocínio, investimento, começar tudo de novo. Vanderlei e Carlos Nunes, por sua vez, voltam pro ar condicionado e para as viagens internacionais. Vale a pena, Bala?

nunes1BNC: Por fim: você acha que tem alguma chance de solução do problema?
MOLINA: O problema chama-se Vanderlei e Carlos Nunes. O trabalho do colegiado vai ser com quem realmente quer o bem do basquete feminino. A Confederação, hoje representada pelo Vanderlei e Carlos Nunes, não representa o feminino na sua essência. Hoje, então, continuaremos representando o feminino através da Liga e dos campeonatos que participamos. Só queríamos ter uma participação respeitável nas Olimpíadas. Mas pelo visto Vanderlei e Carlos Nunes já tinham a solução, o tal do planejamento, até porque já sabem financeiramente de quanto precisam, não é? Agora é aguardar para ver. E os clubes devem focar para aquilo que investiram, que é a Liga Feminina. Ou você acha que vamos gastar toda essa grana com essas atletas e entregar para a CBB, que “devolve” as meninas arrebentadas, sem seguro, sem compensação financeira para que possamos continuar o campeonato? Não, né? Enquanto os critérios técnicos de definição dos profissionais que trabalharão direto com nossas atletas for simplesmente o da vontade e da cabeça do Sr. Vanderlei, eles não usarão nossas atletas se depois todos somem. No ofício da convocação não vem escrito que as atletas receberão isso ou aquilo, terão seguro, se pagarão as atletas no período que estiverem disponível, a honra de estarem representando o país. Não, não vem nada. O que vem no oficio agora é bem destacado: “O Descumprimento ou não atendimento desta convocação acarretará responsabilidade a clubes, dirigentes e atletas convocadas nos termos previstos no artigo”. Pergunto: isso é uma convocação ou intimação? Se tudo estivesse funcionando bem, precisaria ser assim? Eles sabem que não.


Podcast BNC: Um Feliz Natal especial com o narrador Romulo Mendonça
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Fábio Balassiano

romulo2Chama a Sebastiana. O último programa do ano é com uma fera da narração esportiva. Falamos, claro, do Golden State Warriors, que perdeu sua invencibilidade, e do Oklahoma City Thunder. Mas falamos principalmente com Romulo Mendonça, narrador da ESPN e conhecido como ‘mensageiro do caos’ por seu estilo próprio de narração e pelo conhecimento que demonstra nas transmissões. Neste programa pra lá de especial Pedro Rodrigues e eu entrevistamos Romulo, que falou de sua carreira, de sua família, de seus bordões e dos próximos passos de sua carreira.

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