Bala na Cesta

Arquivo : outubro 2015

Westbrook e Durant somam 91 pontos em vitória do OKC – veja vídeo!
Comentários Comente

Fábio Balassiano

westEra apenas o segundo jogo da temporada. Mas a internet brasileira já estava se coçando para criticar Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder, quando o Orlando vencia o Oklahoma em casa por 18 pontos no começo do quarto período, tinha o jogo na mão e naquele momento Westbrook tinha 3/14 e 5 desperdícios de bola. O coro dos descontentes começou a ser ouvido.

Mas vieram os 12 últimos minutos. E o OKC não desistiu. Fez 42-24, levou o jogo para a primeira prorrogação com uma bola do meio da quadra de Westbrook, viu Victor Oladipo marcar uma de três para levar ao segundo tempo extra e lá bateu o Magic por 139-136 para se manter invicto na temporada 2015/2016 (2-0). Números da dupla Westbrook e Kevin Durant? Estão realmente preparados? Então vamos lá:

OKCRussell Westbrook -> 48 pontos, 11 rebotes e 8 assistências. Depois dos 3/14, 14/22 e um desperdício de bola nos 22 minutos finais
Kevin Durant -> 43 pontos (15/30) e 12 rebotes

Deixa eu contar uma coisinha pra vocês: Durant e Westbrook é a primeira dupla que faz mais de 40 pontos em um mesmo jogo desde 1996. Sabe quem foi a última? Michael Jordan e Scottie Pippen pelo Bulls contra o Indiana Pacers (MJ teve 44; Pip, 44 – mais aqui com o vídeo e aqui com a estatística).

Não quer acreditar no que os dois do OKC fizeram, né?  Então clica aqui abaixo em TODOS os vídeos. Vai ser bacana…


Com Harden e reforçado, Houston busca o sonhado título da NBA
Comentários 2

Fábio Balassiano

harden1A temporada do Houston na NBA que começou na quarta-feira com derrota em casa contra o Denver (105-85) e segue hoje contra o Golden State Warriors também no Toyota Center é uma das mais importantes da história da franquia (quatro dos cinco primeiros duelos, aliás, são diante da torcida).

Desde que conseguiu contratar James Harden três anos atrás os texanos vêm subindo degrau por degrau no Oeste. Suaram para entrar no playoff, entraram bem na pós-temporada e no campeonato passado só caíram para os campeões Warriors na final do Oeste. E para 2015/2016, haverá mais uma etapa da evolução dos Rockets, ou o núcleo formado por Daryl Morey não passa disso?

lawson1Se ano passado a grande dúvida era em cima de Kevin McHale (se o técnico era realmente apropriado para levar os Rockets longe nos playoffs – algo que ele comprovou, ganhando até uma extensão em seu contrato), para este é se a chegada dos reforços será suficiente para colocar o Houston de novo em uma final de NBA (a última foi em 1995). O “doidinho” Ty Lawson (foto) chegou para comandar a armação após ser mandado embora de Denver ao se envolver em inúmeros casos de embriaguez (o recém-chegado Lawson acabou empurrando o bom Patrick Beverley para o banco), o bom ala calouro Sam Dekker reforça o perímetro e o útil Marcus Thornton (que chegou a ter duas temporadas com 18+ pontos de média quatro anos atrás) pode ser uma boa solução para as bolas longas.

d12Isso tudo, claro, com um quinteto titular que já conta com o craque James Harden (e eu aposto no barba para ser o MVP, lembram?), Dwight Howard (espera-se que ele esteja bem em termos físicos), Terrence Jones e Trevor Ariza, um dos mais subestimados jogadores da NBA há anos, e um banco bem bom que conta com, além dos acima citados, Jason Terry, Donatas Motiejunas e Corey Brewer.

Como se vê, a nona folha salarial mais alta da liga traz com ela um dos elencos mais profundos e completos do planeta. São inúmeras opções (times leves, equipes mais pesadas, muito potencial físico etc.) que fazem do Houston um dos grandes favoritos ao título do Oeste. Resta saber se James Harden e companhia conseguem elevar ainda mais o nível para dar o próximo passo em relação à temporada anterior, avançando assim à tão sonhada decisão da NBA.


Com Nezinho em Franca, o ‘auge da insanidade’ das férias do NBB
Comentários 10

Fábio Balassiano

nezinho1O dia de ontem começou com a divulgação de uma das notícias mais surreais do basquete brasileiro nos últimos tempos (a nota foi do Jornal do Comércio). Inimigo número 1 da torcida de Franca, Nezinho foi anunciado como reforço de… Franca para a temporada 2015/2016 do NBB.

Sem clube desde a extinção de Limeira, o armador chega para dar um pouco mais de peso ao elenco do técnico Lula Ferreira, com quem trabalhou em Ribeirão Preto, seleção brasileira e Brasília.

Se esta fosse a única notícia “insana” do basquete brasileiro nas férias do NBB até que a gente entenderia. Mas fui pensando, com um amigo, no número de acontecimentos inesperados que houve desde o final da última temporada até agora. Vejam só o tamanho do agito:

palmeiras11) Palmeiras anuncia fim do basquete

2) Limeira, time do presidente da Liga Nacional de Basquete, Cássio Roque, fecha as portas por problemas financeiros.

2.1) Vasco tenta suprir ausência de Limeira, encaminha acordo com a Liga Nacional, mas fica no quase e desiste do NBB8.

3) Liga Nacional de Basquete tenta, mas segue sem patrocinador

guerra64) Único técnico a ter dirigido em todas as edições do NBB pela mesma equipe, Guerrinha é demitido de Bauru

5) Para seu lugar, Bauru contrata Demétrius, ex-Minas

6) Sem Demétrius, Minas efetiva Cristiano Grama, ex-treinador da base, como técnico do time principal

7) Rafael Mineiro, que jogou o último NBB por Limeira, atua no Mundial contra o Real Madrid e nos amistosos da NBA por Bauru, fecha com o Flamengo

dede18) Melhor técnico do NBB7, Dedé está sem time para a temporada 2015/2016

9) Após fechar as portas em Uberlândia, franquia de Wellington Salgado vai para Salvador, onde jogará pelo Vitória-BA (abrindo mais uma praça no Nordeste).

10) Liga de Basquete Feminino e Liga Nacional de Basquete anunciam parceria.

11) Paco Garcia anuncia saída de Mogi após 3 anos (opção dele devido a um problema pessoal)

fla3Como se vê, houve um punhado de acontecimentos pra lá de interessantes desde que o Flamengo levantou a taça contra Bauru na final do NBB7. A próxima temporada começa na segunda-feira justamente com a reedição da decisão anterior (no interior de São Paulo), e a gente só espera que as emoções dentro da quadra sejam parecidas com a que vimos fora dela nestes meses que passaram.

Se isso acontecer, teremos facilmente o melhor NBB da história…


Com mesma filosofia, Memphis tenta fazer ‘NBA da antiga’ ir longe
Comentários 3

Fábio Balassiano

timePouco antes do playoff passado cheguei a comentar aqui que o Memphis representava a contracultura nas quadras da NBA. Usando e abusando do jogo pesado no garrafão, de uma defesa que tritura os adversários e sem nenhum pudor freando o ataque (ao contrário da velocidade extrema que vemos em alguns times), os Grizzlies não têm medo de mostrar ao mundo aquilo que ele (o mundo) quase não não vê mais por aí.

conleyO problema é que, apesar de três temporadas seguidas com 50+ vitórias, na temporada 2014/2015 a eliminação na semifinal de conferência para o Golden State Warriors poderia representar um fim de ciclo para o Memphis “da antiga”, pois muita gente alegava que com o estilo, digamos, mais turrão a franquia jamais chegaria à decisão da NBA.

As férias vieram, e a direção do Memphis não teve dúvida: renovou com Marc Gasol (o espanhol, agente-livre, nem quis iniciar conversas com outras franquias, tamanho era o seu desejo de renovar com a sua equipe…), não trocou ninguém, foi ao mercado e trouxe dois jogadores com estilo parecido ao que o elenco já tinha (Matt Barnes para a ala e Brandan Wright para a rotação do garrafão) e sinalizou que iria apostar de novo na filosofia que, ora bolas, vem dando certo por lá há uma razoável tempo.

marcE é com um quinteto titular formado por Mike Conley (um dos melhores e mais subestimados armadores da liga), Tony Allen, Jeff Green, Zach Randolph e Marc Gasol, com Vince Carter, Courtney Lee, Matt Barnes, Brandan Wright e Beno Udrih no banco, que o Memphis inicia a sua caminhada logo mais em casa contra o Cleveland de LeBron James (22h, sem TV). Apostando na base que rende 50 vitórias há três temporadas, mas principalmente em um estilo de jogo que a NBA atual quase não vê mais.

memphisE quer saber? É bom demais ver esse Memphis jogar. Não por ser recheado de bons jogadores, mas sim por nos lembrar que é, sim, possível vencer e/ou jogar bem atuando de uma maneira diferente daquela que se convencionou jogar na NBA de anos para cá. Se para eternizar ou fazer uma forma de jogar se repetida pelos outros é preciso vencer, ir longe, está aí mais um ótimo motivo para torcer para estes Grizzlies irem longe no campeonato que começa hoje.


Podcast BNC: O começo da temporada da NBA – ouça aí!
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Chegou a hora de Pedro Rodrigues e eu nos arriscarmos dando palpites e analisando as duas conferências da NBA. Quem será o campeão? Quem será a surpresa? Alguma estrela será trocada? Ouve aí que falamos disso tudo!

Caso você prefira, o link direto está aqui. Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem e bom programa!

Tags : NBA


O dia que Michael Jordan jogou com a camisa 12 na NBA
Comentários 4

Fábio Balassiano

MJ1Véspera do começo da temporada 2015/2016 (palpitão do blog aqui), o dia 26 de outubro de 2015 marcou o aniversário da estreia de Michael Jordan na NBA. Em 1984, o ala do Chicago Bulls debutou contra o Washington Bullets (que depois seria o outro time pelo qual atuaria…) cercado de expectativa (MJ já era campeão olímpico em Los Angeles com a seleção norte-americana de Bob Knight e universitário com North Carolina de seu mestre Dean Smith) e teve 16 pontos, 7 assistências e 6 rebotes na vitória do Bulls, em casa, por 109-93 diante de 13.913 testemunhas do primeiro jogo profissional daquele que se tornaria, depois, o melhor atleta da história do basquete.

mj2Depois daquele 26 de outubro de 1984 muita coisa se passou, a camisa 23 virou um ícone mundial e uma das mais vendidas da NBA até os dias de hoje. O que pouca gente sabe é que Michael Jordan jogou uma vez com a camisa 12 do Chicago Bulls. Sim, com a camisa 12. Foi na temporada 1989/1990 (a primeira de Phil Jackson no comando da franquia) e aconteceu em 14 de fevereiro de 1990.

O Chicago estava em uma série de seis jogos fora de casa e chegou a Orlando para enfrentar o Magic no último deles longe do lar. No vestiário, a equipe notou que a camisa 23 havia sido furtada por um fã (que até hoje não apareceu).

mj3O roupeiro do Bulls ainda tentou, em uma ação desesperada, ir às arquibancadas para ver se havia algum torcedor com a camisa 23 do Bulls, mas ninguém estava com a vermelha (do visitante que seria usada minutos depois por MJ) e com o tamanho adequado para vestir um cara de quase 2m de altura.

Faltando uma hora pro jogo todos estavam sem saber o que fazer até que abriram todas as malas e notaram que havia uma camisa 12 sem nome justamente para o caso de alguma urgência. Era uma urgência. E Michael Jordan jogou com a camisa 12. Sem nome nas costas. Com ela foi anunciado pelo locutor do ginásio (veja vídeo abaixo). Com ela fez 49 pontos (21/43 nos chutes), apesar de não ter saído com a vitória (135-129 pro Magic na prorrogação).


Palpitão da temporada 2015/2016 da NBA que começa hoje – vote você também!
Comentários 16

Fábio Balassiano

wadeComeça hoje a temporada 2015/2016 da NBA com três jogos (Atlanta x Detroit, Chicago x Cleveland e Golden State x New Orleans). E como não poderia deixar de ser vamos com os palpites para todo campeonato.

FINAL DO LESTE: Cleveland Cavs x Miami Heat
OS 8 DO LESTE (não está na ordem): Heat, Bulls, Hawks, Bucks, Pacers, Raptors, Wizards e Cavs
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO LESTE: New York Knicks
duncan1FINAL DO OESTE: Los Angeles Clippers x San Antonio Spurs
OS 8 DO OESTE (não está na ordem): Spurs, Oklahoma, Memphis, Houston, Clippers, Warriors, Pelicans e Dallas
TIME QUE PODE ENTRAR NO PLAYOFF DO OESTE: Sacramento Kings
FINAL DA NBA: Cavs x Spurs (Cavs campeão)
MELHOR DEFENSOR: Marc Gasol
RESERVA DO ANO: Jamal Crawford (Clippers)
hardenMVP: James Harden (foto)
QUEM NUNCA FOI E SERÁ ALL-STAR: Kawhi Leonard (Spurs)
MELHOR TÉCNICO: Doc Rivers (Clippers)
TIME SURPRESA: Sacramento Kings
TIME DECEPÇÃO: Detroit Pistons
MAIOR EVOLUÇÃO: Otto Porter Jr. (Wizards)
JOGADOR SURPRESA: Danilo Gallinari (Nuggets)
JOGADOR DECEPÇÃO: Nick Young (Lakers)
CALOURO DO ANO: Emmanuel Mudiay (Nuggets)
MALA DO ANO: Mark Cuban (voto nele todo ano…)
PRIMEIRA CONFUSÃO DE RON ARTEST: 28/10/2015 (estreia do Lakers)
dj3JOGO DO ANO: Mavs x Clipppers no Texas em 11 de novembro, o primeiro encontro entre Dallas e DeAndre Jordan
MELHOR BRASILEIRO DA TEMPORADA: Tiago Splitter

E você, concorda comigo? Quais serão os destaques? Comente!


O que esperar dos brasileiros na temporada 2015/2016 da NBA?
Comentários 16

Fábio Balassiano

Nos últimos dias falei sobre alguns dos times que deverão se destacar na temporada 2015/2016 da NBA (faltou o Memphis, na verdade, mas o Grizz estará aqui ainda esta semana, prometo). Agora é a hora de fazer um pequeno “esquenta” sobre os nove brasileiros que entrarão em quadra a partir de amanhã. Preparados? Vamos lá!

huertas3MARCELINHO HUERTAS (LAKERS) – Marcelinho Huertas demorou para assinar com a NBA, chegou ao Lakers e não entrou em quadra de cara na pré-temporada e deixou todo mundo preocupado porque seu contrato é não garantido. Foi só ele pisar na quadra que o “humor” mudou. Chamado de “Steve Nash brasileiro”, ele encantou a todos com seus passes incríveis e com sua rápida adaptação ao jogo e aos companheiros angelinos. Chamado de “mágico” por Nick Young (que vai ficar realmente feliz com os passes de Huertas), Huertas tem tudo não para ficar no elenco de Byron Scott até o final do campeonato, mas para fazer parte efetiva da rotação do Lakers neste certame. Como os garotos D’Angelo Russell e Jordan Clarkson poderão sentir a pressão em algum momento, é bem capaz de Scott confiar a armação em alguém mais experiente e que até agora não sentiu nenhum peso em estar na NBA. Resta saber como a parte física de Huertas reagirá ao cavalar calendário de 82 jogos da liga norte-americana. Da parte técnica, como venho falando há tempos, não dá pra falar nada – ele sabe jogar e com confiança quem sabe jogar atua em qualquer lugar.

nene1NENÊ (WIZARDS) – O ala-pivô do Washington Wizards, o brasileiro há mais tempo na NBA (está indo para a sua décima-quarta temporada, algo espetacular!), vai para o ano final de seu contrato com o Washington em uma situação não muito agradável. Seu tempo de quadra em 2014/2015 (25,2 minutos) foi o menor desde 2004/2005 (contando apenas os certames em que ele esteve em quadra – sem lesões graves) e a franquia acenou com a ideia de jogar com o famoso “quatro abertos”, ficando apenas com um pivô fixo (Gooden, Gortat, Humphries ou ele). Isso já seria preocupante. Mas tem mais. Com inúmeros problemas físicos, Nenê quase não foi visto em quadra na pré-temporada. Quando o campeonato começar, muita gente diz que ele tampouco será titular. Aos 33 anos e ganhando US$ 13 milhões (segundo maior salário da equipe), será necessário que o talentoso e dedicado camisa 42 encontre rápido a melhor forma para mostrar que pode, sim, receber boa proposta do time da capital norte-americana ao final da temporada.

tiago1TIAGO SPLITTER (HAWKS) – Tiago Splitter terá vida nova em Atlanta, disso não se tem dúvida. Trocado pelo San Antonio Spurs, ele reencontrará Mike Budenholzer (seu assistente no Texas) e deve começar o campeonato como reserva principal da dupla Paul Millsap e Al Horford no garrafão. Aos poucos, porém, é bem provável que Tiago ganhe minutos e a confiança para jogar até mais “solto” do que quando atuava para Gregg Popovich (e tinha limitadas ações ofensivas para executar) sem que isso necesariamente signifique que ele será titular (acho pouquíssimo provável). Será um ano de ajuste (nova cidade, novo time, novas funções, novos companheiros, nova conferência…), sem dúvida alguma, mas o cenário pós-troca lhe foi muito favorável (ele poderia ter “caído” em um time bem ruim…). Certamente ele estará na pós-temporada e terá bom tempo de quadra.

varejaoANDERSON VAREJÃO (CAVS) – O capixaba tem uma única meta (individual) para esta temporada: manter-se longe das lesões durante toda temporada. Pelos mais variados motivos tem sido assim nos últimos anos com o camisa 17. E sabemos quão importante, na quadra, ele é para o Cleveland. A boa notícia pra ele (e isso tira muito da pressão também) é que os Cavs, reconhecendo seu trabalho e sua importância dentro e fora da quadra para a franquia há 11 anos, renovaram seu contrato pelo menos até 2016/2017 (2017/2018 é opção da franquia). Para Varejão, que está no grande favorito para o título do Leste, ficar longe do departamento médico significa participar jogando de uma campanha que promete ser histórica para a turma de Ohio.

lb13LEANDRINHO (WARRIORS) – O atual campeão da NBA entra para a sua segunda temporada com o Golden State para repetir exatamente o que (muito bem) fez na temporada passada: descansar Steph Curry e Klay Thompson, manter a velocidade no ataque e passar um pouco de sua experiência aos mais jovens do elenco. É algo que Leandrinho conseguiu fazer no campeonato passado, quando conquistou o título com os Warriors, e que certamente continuará fazendo . Desta vez, ao lado de seu antigo fiel escudeiro em Phoenix – Steve Nash está em Oakland como “desenvolvedor de talentos” e para o brasileiro ter um cara como Nash, que tem um carinho todo especial por ele, é uma notícia pra lá de excelente. O GSW obviamente estará nos playoffs e o ala-armador seguirá com a sua importância (e provavelmente com o mesmo tempo de quadra de 2014/2015 – 15 minutos/jogo). Um detalhe interessante: será a primeira vez desde 2009/2010 que Leandrinho fará a pré-temporada inteira com o mesmo time do ano anterior. Para alguém que depende muito da velocidade, isso conta muito.

cabocloBRUNO CABOCLO (RAPTORS) – De número novo (o 5, utilizado por ele na temporada passada, a de estreia, estará com DeMarre Carroll, maior reforço do time), Caboclo começa o campeonato 2015/2015 com a expectativa não só de ser emprestado para a franquia canadense da D-League, mas também de ser aproveitado pelo técnico Dwane Casey no Raptors durante a temporada. Em cinco jogos da pré-temporada, o ala teve 12,4 minutos e bons momentos (como o toco no calouro Karl-Anthony Towns, do Minnesota), mas seus arremessos não caíram (26,7%) e sua insistência nas bolas longas (2/11) podem lhe custar a confiança de Casey e do restante da comissão técnica apesar da já anunciada renovação de seu contrato até o final da temporada 2016/2017. Quanto melhor aproveitar as chances que houver, mais minutos ele irá adicionar no percurso do campeonato de 2015/2016.

lucas2LUCAS BEBÊ (RAPTORS) – Eis uma situação preocupante. Lucas Bebê pouco foi aproveitado em sua temporada de estreia no Toronto e para este campeonato ganhou ainda mais concorrência – chegaram Luis Scola, Anthony Bennett e Bismack Biyombo para se juntar a Jonas Valanciunas (titular absoluto no pivô) e Patrick Patterson. Ou seja: se ganhar espaço na rotação era complicado em 2014/2015, para Bebê ficará ainda mais difícil em 2015/2016. Ele também teve seu contrato renovado com a franquia canadense até 2016/2017, mas não sei se isso é um ótimo sinal, não. É bem comum os times se garantirem com jogadores novos, mas não necessariamente isso garante aos atletas tempo de quadra e oportunidade no time principal. É bem provável que, tal qual Caboclo, o pivô brasileiro passe muito tempo na D-League. Torçamos para que, com a cabeça no lugar, ele ganhe confiança, evolua em seu jogo (principalmente na parte ofensiva), cresça fisicamente e mostre a equipe que ele pode, sim, fazer parte dos pensamentos de Dwane Casey.

felicioCRISTIANO FELÍCIO (BULLS) – Cristiano Felício será tema de um texto mais profundo aqui no blog mais tarde, mas desde já ele merece os parabéns. Saiu da reserva do Flamengo para fazer parte do elenco do Chicago Bulls que começará a temporada 2015/2016 da NBA. Foi muito bem na pré-temporada apesar do pouco tempo de quadra (menos de 10 minutos/jogo), ganhou elogios de toda comissão técnica do Bulls e fincou pé em um elenco fortíssimo e que conta com Pau Gasol, Joakim Noah e Taj Gibson como peças principais do garrafão. De todo modo, é um baita mérito para Cristiano se tornar o primeiro jogador brasileiro e vestir oficialmente a camisa do Chicago em um jogo de temporada regular da NBA. É muito difícil prever o que acontecerá daqui pra frente, pois (como disse acima) a concorrência é imensa no garrafão e de agora em diante o jogo é pra valer mesmo.

raulRAULZINHO (JAZZ) – Raulzinho começa a temporada de estreia na NBA com o Utah Jazz cercado de muita expectativa. Inicialmente contratado para ser o terceiro armador de uma franquia que sonha em dar o passo seguinte apesar do elenco muito jovem (leia-se chegar aos playoffs), o brasileiro acabou sendo “beneficiado” com a lesão no joelho de Dante Exum (o australiano rompeu os ligamentos em uma partida com a sua seleção – dá pra imaginar a “alegria” da equipe de Salt Lake City com isso…). Ganhou, de cara, a chance de ser o reserva de Trey Burke na pré-temporada. Mas não se contentou com isso e foi ganhando espaço jogo após jogo, terminando os amistosos como TITULAR do Jazz diante do Denver (1o pontos e 1 assistência contra o Denver) e deixando uma pulga atrás de todas as orelhas. Será que o técnico Quin Snyder confiará a armação de sua equipe para Raulzinho logo no começo de sua estrada na NBA? O técnico, aliás, tem elogiado bastante o brasileiro por sua mentalidade altruísta (pass-first), mas sabe lá como ele decidirá isso. Independente do começo, vale ficar de olho em Raulzinho, estreante no melhor basquete do mundo mas que conta com uma baita vantagem: ao contrário de muitos calouros que saem da universidade direto para o esporte profissional, ele já tem anos de experiência na Europa e também em competições com a seleção brasileira. Falando ótimo inglês e já atuando no basquete profissional há tempos, pode ser que a dificuldade na armação seja atenuada. Tempo de quadra já estamos vendo que ele terá. Agora é aguardar pelo seu desempenho – que foi bastante animador na pré-temporada.

E você, concorda comigo? O que você está esperando dos brasileiros?


‘Milionário’, Cleveland abre o cofre para enfim conseguir título da NBA
Comentários 1

Fábio Balassiano

tristan1Se tem um quesito que o Cleveland ganha de todos os times antes mesmo da temporada 2015/2016 da NBA começar é o da folha de pagamento. Ninguém tem um orçamento maior para o pagamento dos atletas que os Cavs, que ligaram o fo… dane-se para o teto salarial da liga, optaram por, sim, pagar a taxa de luxo (quando você fica acima do teto) e terão aproximadamente US$ 110 milhões comprometidos para o campeonato que está por vir (aí já contando com a incrível renovação de Tristan Thompson – foto – de US$ 82 milhões por cinco anos).

Dan GilbertO dono, Dan Gilbert (foto), não é totalmente maluco, mas sim obcecado por dar à cidade o inédito título da melhor liga de basquete do planeta. Como se vê, o patrão abriu a carteira para contratar quem fosse possível.

Pagou caro por Kevin Love e Tristan Thompson na posição quatro, não mediu (obviamente) esforços para segurar sua estrela maior (LeBron James) e ainda teve fôlego para obter os experientes Sasha Kaun (pivô), JR Smith, Mo Williams e Richard Jefferson. Nesta equação toda ainda estão os nomes de Kyrie Irving (lesionado, ele só retorna ao time mais pra frente), Anderson Varejão, Timofey Mozgov, James Jones e Matthew Dellavedova. Se havia algum possível buraco na composição do elenco da turma de Ohio, David Griffin, o gerente-geral, fez questão de tapá-lo.

lebron1Muita gente (inclusive eu, antecipando desde já o palpitão da temporada) acredita que chegou a hora de LeBron James e do Cleveland na NBA. Elenco, como se vê, há (de sobra). O núcleo é basicamente o mesmo que na temporada passada chegou à decisão (e perdeu do Golden State sem os lesionados Kevin Love, Anderson Varejão e Kyrie Irving, não custa lembrar), mas ir longe passa obviamente por LBJ estar em ótima condição física (ele mal entrou em quadra até agora devido a dores nas costas).

lebronNem ia, mas vale mencionar o bom trabalho defensivo de David Blatt do meio para o final da temporada. O treinador ficou muito nas manchetes quando a ESPN americana divulgou que LeBron não dava ouvidos para ele, mas isso não impede que falemos bem de seu trabalho, né? Por menor que seja o controle dele no vestiário (e pelo visto é mesmo LBJ que dá as cartas em quase tudo em Cleveland – até na renovação de Thompson ele influenciou ao colocar nas redes sociais que o cara era o futuro da franquia…), bagagem tática sabemos que Blatt tem e a melhora coletiva do Cavs durante a temporada foi muito significativa.

andyÉ assim que chega o ‘milionário’ Cleveland, que terá mais uma vez Anderson Varejão em busca de continuidade (já são quatro campeonatos seguidos com lesão, motivo pelo qual David Blatt disse que seu tempo de quadra será mais do que monitorado), para a temporada que começa na terça-feira. Como grandíssimo favorito ao título do Leste e na minha modesta opinião como eventual campeão da NBA. Seria a coroação de LeBron James e a realização do sonho do dono Dan Gilbert. Dinheiro não compra a felicidade, sabemos bem. Mas no Cavs os cheques do patrão fazem com que ela (felicidade) fique mais próxima de acontecer.


Forte no passado, presente e pronto pro futuro, Spurs quer novo título
Comentários 3

Fábio Balassiano

BKN-NBA-FINALS-SPURS-HEAT-GAME 7Faltam adjetivos para falar do San Antonio Spurs. É a melhor franquia da NBA (dos esportes americanos?) nos últimos 20 anos (desde 1998 com mais de 60% de vitórias em TODAS as temporadas), dona de cinco títulos, com um trio de Hall da Fama pra ninguém botar defeito (Tim Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker) e que consegue a proeza de ter a nona MENOR folha salarial da liga mesmo com um dos elencos mais fortes do planeta. Não resta dúvida: o Spurs é um caso para ser estudado com mais profundidade.

aldridgeÉ como escrevi aqui há quase três meses: o San Antonio Spurs foi muito forte no começo de século, continuará sendo nesta temporada com os reforços (principalmente) de LaMarcus Aldridge e David West no garrafão e continuará brigando por títulos do Oeste e da NBA mesmo que Tim Duncan e Manu Ginóbili se aposentem ao final deste campeonato (os dois atletas possuem a opção de rescindir caso queiram). Não custa lembrar: Kawhi Leonard, Tony Parker, Aldridge e Danny Green ficarão no Texas NO MÍNIMO até 2018 sendo comandados por Gregg Popovich e seus brilhantes assistentes (Ettore Messina e Becky Hammon, entre outros).

spurs1Para o campeonato que começa em pouco mais de uma semana, o foco é recuperar a coroa do Oeste perdida na última temporada (derrota para o Los Angeles Clippers no jogo 7 da primeira rodada). Campeão da conferência mais forte da NBA em 2014 e 2013 (foi finalista em 2012 também), parece muito claro que os Spurs têm tudo nas mãos para brigarem contra Clippers, Rockets, Warriors, Grizzlies e quem mais vier pela frente – elenco experiente, boas doses de juventudade, comissão técnica genial, ótimo ambiente e alguns craques.

aldridge2A única dúvida, mesmo, é saber como será o ajuste tático que Popovich fará com LaMarcus Aldridge e Tim Duncan. O técnico sabe que terá que fazer algumas mudanças para deixar duas de suas estrelas navegando onde se sentem mais confortáveis (do “meio” do garrafão para dentro) ao mesmo tempo em que não “povoa” muito a mesma área, dificultando a criação dos tão desejados espaços para as investidas de Tony Parker rumo à cesta e os tiros de três pontos livres ocasionados pela ótima rotação de bola do time.

popQue Pop, novo técnico da seleção dos EUA depois dos Jogos de 2016, irá conseguir isso pouca gente duvida. A questão, mesmo, é quando isso irá acontecer em um Oeste cada vez mais selvagem. Se isso demorar um pouco, pode ser que um eventual mando de quadra nos playoffs seja perdido. Não muito o estilo do San Antonio, que vira e mexe poupa seus atletas, mas seria muito recomendável que os Spurs começasse o campeonato tentando encontrar o melhor ritmo o quanto antes.

É meio óbvio isso, mas em se tratando do Oeste isso faz total sentido.