Bala na Cesta

Arquivo : dezembro 2014

Obrigado por 2014 e que tenhamos um ótimo 2015
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Fábio Balassiano

feliz2Foram exatos 551 textos neste blog neste incrível ano de 2014 (1,5/dia, digamos assim). Foi o ano que vimos o primeiro brasileiro ser campeão da NBA (Tiago Splitter). Foi o ano que vimos Kobe Bryant superar Michael Jordan entre os maiores cestinhas da NBA. Foi o ano que o Flamengo foi campeão Mundial de basquete.

Foi o ano de muita coisa que vocês que acompanham este espaço sabem muito bem e que não preciso ficar repetindo agora.

O que acho que vale, mesmo, é agradecer pelo apoio, parceria e paciência de vocês ao longo deste ótimo ano de 2014. Para mim (e muito pessoalmente falando) o ponto alto deste ano fica com a primeira vez que fui ao All-Star Game da NBA (será que repito a dose em 2015?). Ter visto um título mundial em um ginásio brasileiro e LeBron James e Dwyane Wade de perto, também.

Mais uma vez agradeço pelo apoio e saibam que em 2015, o ano pré-olímpico, será ainda mais forte neste espaço. Sempre mantendo o jornalismo crítico em alta e também com muita novidade por aqui. Fiquem ligados.

Muito obrigado por 2014 e que todos tenham um ótimo 2015! Fábio Balassiano.


NBA faz retrospectiva de 2014 com vídeo fantástico – assista!
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Fábio Balassiano

A NBA decidiu fazer uma retrospectiva diferente em 2014. Com performance do músico Aloe Blacc como pano de fundo, a melhor liga de basquete do planeta misturou a canção “Can You Do This” de Aloe aos momentos memoráveis do ano. O resultado você confere no fantástico vídeo abaixo! Ficou bem legal, hein…

Tags : NBA


Os melhores da temporada 2014/2015 do NBB até o momento – concorda comigo?
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Fábio Balassiano

jackson1Ontem coloquei aqui os melhores da temporada 2014/2015 da NBA, certo? Então vamos aos melhores do NBB até o momento? Vamos lá!

MVP: David Jackson (o melhor jogador do melhor time até o momento – na foto à esquerda)
MELHOR TÉCNICO: Dedé (Limeira) e Demétrius (Minas) empatados por aqui. O primeiro pela excepcional campanha (12-1). O segundo pela relação Elenco x Campanha (9-4)
MELHOR JOVEM: Henrique Coelho, do Minas (Aos 21 anos ele tem 14,8 pontos e 4,2 assistências)
JOGADOR QUE MAIS EVOLUIU: Leo Meindl, de Franca (O ala de 21 anos subiu suas médias de 11,8 para 15,8 pontos e é um dos líderes da equipe)
MELHOR DEFENSOR: Alex Garcia (Bauru)
leo2JOGADOR QUE EU MAIS GOSTO DE VER JOGANDO: Leo Meindl (Franca – na foto à direita)
TIME QUE EU MAIS GOSTO DE VER JOGANDO: Franca. Cito Bauru, que gosto de ver, também.
TIME QUE TERMINARÁ A FASE DE CLASSIFICAÇÃO NA LIDERANÇA: Bauru
MELHOR JOGO QUE VI EM 2014: Franca x Bauru no Pedrocão (mais aqui)
MELHOR GRINGO: David Jackson (Limeira). Valeria citar, também, Desmond Holloway (Paulistano) e Marcos Mata (Franca)
alex1MELHOR JOGADOR QUE NINGUÉM NOTA: Alex, do Minas (12,3 pontos e muita defesa – foto à esquerda)
JOGADOR DECEPÇÃO: Darington Hobson, que mal chegou a já saiu de Brasília
TIME DECEPÇÃO: Brasília (4-8)
MOMENTO INUSITADO DE 2014: O jogo cancelado entre Flamengo e Pinheiros (mais aqui)
MELHOR FATO FORA DE QUADRA DE 2014: A parceria entre NBB e NBA (anunciada aqui no blog em setembro)

Concorda comigo em relação aos melhores e aos piores? Comente aí você também!

Tags : LNB NBB


Os melhores da temporada 2014/2015 da NBA até o momento – concorda comigo?
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Fábio Balassiano

curryNão sei se vocês repararam, mas hoje é a última segunda-feira do ano. E com isso eu resolvi escrever sobre os melhores jogadores da NBA na temporada 2014/2015 até o momento. Como sempre há as categorias padrão (MVP, Técnico…) e algumas que costumo colocar aqui nos meus palpitões (time que mais gosto de ver, essas coisas). Vamos lá!

MELHOR DO LESTE: Kyle Lowry (guiando o Toronto à liderança da Conferência sem DeMar DeRozan a seu lado)
MELHOR DO OESTE: Stephen Curry (lidera o melhor time da temporada com maestria)
MVP: Stephen Curry (foto à direita)
MELHOR TÉCNICO: Dwane Casey (na relação elenco x campanha, ele tem o melhor saldo da temporada)
MELHOR CALOURO: Andrew Wiggins, do Minnesota (Um detalhe interessante: a tão decantada turma de 2014 só tem dois jogadores com 10+ pontos na temporada – Wiggins e o já lesionado Jabari Parker)
MELHOR RESERVA: Isaiah Thomas (Suns)
butler1JOGADOR QUE MAIS EVOLUIU: Jimmy Butler (foto à esquerda), do Chicago (acho que essa é barbada…)
MELHOR DEFENSOR: Marc Gasol (se eu fizesse qualquer lista da temporada e não incluísse ele seria uma tristeza para mim…
TIME QUE EU MAIS GOSTO DE VER JOGANDO: Portland Trail Blazers
JOGADOR QUE EU MAIS GOSTO DE VER JOGANDO: Anthony Davis (Pelicans)
lillard2JOGADOR MAIS DECISIVO: Damian Lillard (Blazers – foto à direita)
JOGADOR DECEPÇÃO: Lance Stephenson (Hornets)
TIME DECEPÇÃO: Lakers
SITUAÇÃO INUSITADA DE 2014: A demissão do técnico Michael Malone do Sacramento Kings
MELHOR BRASILEIRO: Nenê (Wizards)

Concorda comigo em relação aos melhores e piores de 2014? Vote você também!

Tags : NBA


Bruno Caboclo faz 13 pontos em sua estréia na D-League
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Fábio Balassiano

caboclo1Como era esperado, o Toronto Raptors enviou Bruno Caboclo para a D-League, uma espécie de Liga de Desenvolvimento que as franquias da NBA usam para dar tempo de quadra a seus jovens jogadores sem muito espaço nas rotações de suas equipes. O anúncio foi feito na quinta-feira e ontem mesmo o ala brasileiro estreou pelo Fort Wayne Mad Ants diante do Iowa Energy.

E foi uma boa estreia. Sem demonstrar timidez Caboclo (que vestiu a camisa 13, como demonstra a foto à direita) arremessou 14 vezes (ficou atrás apenas de Andre Emmett, que tentou 16), acertou 5, terminou com 13 pontos e ainda contribuiu com sete rebotes e dois tocos nos 20 minutos em que esteve em quadra na Wells Fargo Arena, que recebeu 4 mil pessoas na noite de sábado em Iowa. Seu time foi derrotado por 111-106 em um bom jogo de basquete. Abaixo você vê todos os arremessos convertidos por ele.

É bem verdade que o brasileiro desperdiçou 4 bolas e errou duas vezes de forma não muito bacana no final (um arremesso precipitado e um passe na saída de bola), mas o saldo é extremamente positivo (o link completo da peleja está aqui e você pode assistir a tudo se quiser). Para quem fez um módico treino com a equipe e não domina a língua (como é o caso dele), é de se espantar a naturalidade como ele entrou na rotação do time e chamou a responsabilidade em algumas jogadas de um-contra-um sem muita cerimônia.

Brazilian Basketball player Bruno Caboclo drafted 20th over all by the Raptors arrives on Porter Airlines from Newark NJ at Billy Bishop Airport in Toronto. Toronto Star reporter Isabel Teotonio (in Red) talks to Bruno as he arrived.Sei bem que a expectativa (e a ansiedade) de todos por aqui é que Bruno Caboclo entre nos jogos da NBA e tenha 45 pontos toda noite, maltratando de Kobe Bryant a Kevin Durant com suas enterradas furiosas, mas (desculpe dizer isso) não é bem assim que acontece no mundo real – e no mundo competitivo da melhor liga de basquete do planeta menos ainda.

Caboclo tem 19 anos, chegou ao Toronto há menos de seis meses sem NINGUÉM conhecê-lo (todos lembram como foi aquela noite do Draft, certo?), entrou em dois jogos, está fazendo treinos específicos e provavelmente a franquia o enviou para a D-League para ver, em quadra, em uma partida, como ele se sai e/ou provavelmente para sentir como ele se sai longe de sua mínima zona de conforto criada no Canadá (não nos esqueçamos que lá ele é muito querido pelos torcedores e tem um companheiro brasileiro ao lado, o pivô Lucas Bebê). É natural, é normal, aconteceu e vai continuar acontecendo com muita gente que chega ainda em um estágio que precisa amadurecer seu jogo.

A ideia é que Caboclo fique uma semana, duas no máximo, na D-League com o Fort Wayne e depois retorne ao Canadá para voltar a fazer parte do elenco do Toronto na NBA. Para ele o importante é manter a cabeça no lugar, a paciência e principalmente a (recomendável e ótima) falta de vergonha para seguir tentando colocar em prática o que ele tem feito nos treinamentos com os Raptors. Ontem foi uma boa – e primeira – demonstração disso. Aos poucos não há dúvida que ele irá evoluir.


Josh Smith estreia e coloca Houston como um dos favoritos a ganhar o Oeste
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Fábio Balassiano

josh1Deixei para escrever sobre o tema justamente quando Josh Smith fizesse sua estreia pelo Houston Rockets. Então vamos lá.

No começo da semana o ala, cujo potencial físico é incrível, foi sumariamente dispensado pelo Detroit Pistons (rescindiram o contrato dele e pagarão TUDO o que resta nos US$ 28 milhões pelas próximas duas temporadas – o valor, em termos de folha salarial, será diluído nos cinco próximos anos). Dando sopa no mercado, cinco ou seis times se interessaram no cara. O Houston, do amigo Dwight Howard, levou a melhor.

E Josh já fez a estreia ontem contra os Grizzlies em Memphis. E com estes números: 21 pontos (9/21), 8 rebotes (4 ofensivos) e 3 assistências. No final, importante vitória dos Rockets por 117-111 na prorrogação (no final do texto os melhores momentos da peleja desta sexta-feira). Como se vê, o rapaz está longe de ser o pereba que o Detrois quis pintar. Alguém que tem a média de 15 pontos em 10 anos de NBA está LONGE de ser ruim, vamos combinar.

josh2Analisando a situação de Smith em primeiro lugar. É claro que ele não valia tudo o que os Pistons estavam pagando por ele (US$ 14 milhões por temporada até 2017). Depois de ter assinado Ben Gordon e Charlie Villanueva a gente esperava que Joe Dumars tivesse aprendido a não colocar tanto dinheiro na mesa de forma equivocada. Mas não foi isso o que aconteceu e Josh recebeu uma proposta imensa dos Pistons há duas temporadas. O ala-pivô sempre será um ótimo complemento de elenco (role player) mas nunca um jogador que irá carregar uma franquia rumo a um título (franchise player). Entender isso, para a equipe que o contrata e para o próprio atleta, é fundamental.

E aparentemente foi isso que os Rockets (21-7 e na vice-liderança do Oeste) mostraram a ele. A ESPN norte-americana reportou que ele será titular (uma das exigências dele), mas isso é o menos importante. Ontem ele saiu do banco (provavelmente porque foi a estreia), teve uma participação excelente, foi o líder do time em arremessos tentados (21), mas todo mundo ali sabe que a equipe, no ataque, gira em torno de James Harden (27,2 pontos e 18,9 arremessos/jogo). Josh Smith sabe disso. Kevin McHale (o técnico com ele na foto à esquerda) sabe disso e certamente passará essa mensagem, de forma suave, a ele.

josh3O fato é que com Josh Smith o Houston, que recentemente já havia contratado Alexey Shved (armador russo) e Corey Brewer (ala físico e ótimo marcador), fica ainda mais forte e se coloca em condição de igualdade com QUALQUER time do Oeste na luta pelo título da conferência. É um elenco tão talentoso quanto o do Spurs, o Warriors, o Clippers, o Grizzlies e o Mavs (para mim as principais peças deste quebra-cabeça selvagem que é o Oeste) e que ganha, com Josh e Brewer, dois atletas experientes, com fome de ir longe na pós-temporada e com bons potenciais físicos para defender – no perímtro e perto da cesta.

A se lamentar, para os Rockets, apenas o espaço que Josh Smith terá na rotação nos lugares de Terrence Jones (14 pontos e 7,5 rebotes/jogo) e Donatas Motiejunas (10,3 pontos e 6,4 rebotes). Ambos são jovens (22 e 24 anos, respectivamente), estavam se desenvolvendo e certamente a chegada do novo camisa 5 lhes tirará boa parte do tempo de quadra que a posição 4 (ala-pivô) aberta lhes proporcionava.

josh4De todo modo, este é o tipo de contratação que os times da NBA chamam de oportunidade de mercado. Ninguém pagaria o que o Detroit tinha de contrato por um ótimo-porém-caro jogador. Solto no mercado e com a possibilidade de gastar módicos US$ 2 milhões até o final da temporada (o que o Houston irá pagar) Josh Smith tornou-se natural e automaticamente uma peça interessante para quase todos os elencos da liga. Os Rockets deram sorte de tê-lo livre no mercado, foram ágeis para seduzir o rapar e colocam no mesmo quinteto James Harden, Trevor Ariza, ele e Dwight Howard.

É ou não uma excelente forma de brigar pelo título do Oeste? Comente aí!


Podcast BNC: análises dos jogos de Natal da NBA
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Fábio Balassiano

O Natal chegou, e com ele os jogos da NBA. Pedro Rodrigues e eu, Fábio Balassiano, falamos sobre as partidas desta quinta-feira e lembramos os jogos inesquecíveis desta data tão especial. Vocês sabem que, depois da rabanada, não há nada mais importante neste dia, certo?

Se preferir, o link direto está aqui. Caso queira, o episódio também está disponível no iTunes! Críticas, sugestões ou qualquer tipo de mensagem é só enviar para podcastbalanacesta@gmail.com . Obrigado, aproveitem muito e bom programa! Feliz Natal a todos!

Tags : NBA Podcast


O pior aconteceu: Com lesão no tendão Varejão está fora da temporada
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Fábio Balassiano

andy3O pior realmente aconteceu. A lesão do brasileiro Anderson Varejão ocorrida ontem à noite no jogo contra o Minnesota Timberwolves foi realmente grave. Exames feitos na manhã desta quarta-feira em Ohio constataram a ruptura do tendão de Aquiles do pé esquerdo e com isso o capixaba está fora da temporada pelo Cleveland Cavs, da NBA.

“Não vou passar o Natal do jeito que esperava. Estou triste, chateado, claro, esta é uma temporada especial, estava me sentindo bem, jogando bem, mas aconteceu. Faz parte. Agora é trabalhar fora de quadra, pensar na recuperação, manter a cabeça boa, sem pressa, para voltar bem. Vou ficar na torcida pela equipe, estar sempre por perto do time, torcendo e apoiando o Cleveland. Tenho que agradecer muito aos fãs, amigos, minha família, pelas mensagens de carinho, recebi muitas e isso me dá força, faz eu me sentir melhor”, afirmou Anderson através de sua assessoria de imprensa.

andy2,jpgEm ótima temporada pelo Cleveland, Anderson Varejão tinha 10 pontos, 6,6 rebotes, 55% nos arremessos de quadra e 25 minutos por jogo até se lesionar na noite de ontem. Titular no pivô e elogiado a cada segundo por LeBron James (líder do time) e David Blatt (técnico), a expectativa era saber se o corpo do brasileiro aguentaria o forte ritmo da temporada da NBA. E a lesão veio justamente no momento em que a equipe muito bem se entrosava e que seus picks com LeBron estavam se azeitando.

andy17Nas últimas temporadas Anderson sofreu com uma série de problemas, e esteve presente em mais de 70 (das 82) partidas pela última vez em 2009-2010. Em 2013/2014 o camisa 17 jogou em 65 jogos depois de ter atuado em 81 partidas somadas nas três temporadas anteriores. É bem provável, inclusive, que os Cavs busquem alguma opção de pivô no mercado para suprir a ausência do brasileiro até o final deste certame (os nomes de Kosta Koufos, do Grizzlies, Timofey Mozgov, do Nuggets, e de Samuel Dalembert, do Knicks, , já aparecem na imprensa norte-americana).

andyfinaNo momento vale torcer pela sua recuperação e que seu retorno seja o mais breve possível (deve ser mesmo lá no começo da próxima temporada mesmo). Recentemente Anderson renovou contrato com o Cleveland e estará na franquia pelos próximos três campeonatos (até 2018 portanto).


Anderson Varejão se machuca sozinho – gravidade ainda não é conhecida
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Fábio Balassiano

andyA imagem ao lado diz tudo – e não é boa. Nesta terça-feira, quando restavam menos de oito minutos por jogar no terceiro período da partida entre Cleveland Cavs e Minnesota Timberwolves em Ohio, Anderson Varejão caiu sozinho no campo de ataque de seu time , que depois venceria o Wolves por 125-104.

O pivô brasileiro de 32 anos colocou a mão no rosto, ficou no solo por algum tempo (parecia “procurar” a sua perna) e só conseguiu sair de quadra amparado pelos seus companheiros.

andy2A cara de preocupação dos jogadores do Cleveland (LeBron James parecia não acreditar) e da comissão técnica liderada por David Blatt mostra quão importante é Anderson (10 pontos, 6,6 rebotes e peça fundamental nos 25 minutos em que fica em quadra nesta temporada) e quão crítica pode ser a sua ausência caso algo de ruim tenha de fato acontecido.

No momento ainda não é conhecida a gravidade da lesão, mas seu (dele) histórico não é muito bom. Nas últimas temporadas Anderson sofreu com uma série de problemas, e esteve presente em mais de 70 (das 82) partidas pela última vez em 2009-2010. Em 2013/2014 o camisa 17 jogou em 65 jogos depois de ter atuado em 81 partidas somadas nas três temporadas anteriores.

Vale a pena torcer para que Varejão não tenha sofrido nada de muito sério e que já esteja disponível para o Cleveland contra o Miami no tão aguardado jogo de Natal desta quinta-feira na Flórida.


Fala, Leitor – Impressões de um brasileiro no 1º jogo de NBA de sua vida
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Fábio Balassiano

* Por Jorge Eduardo Scarpin – Professor do Programa de Pós Graduação em Contabilidade (Universidade Federal do Paraná – UFPR)

foto1Vou narrar a experiência de assistir um jogo no lendário Madison Square Garden em Nova Iorque falando não do jogo em si, mas sim os bastidores e qual a sensação do torcedor no ginásio (a partida foi entre New York Knicks e Dallas Mavericks). Primeiramente vale destacar a facilidade na compra do ingresso. A compra é feita pela internet e você ou apresenta o ingresso impresso ou então o QRCODE (leitura de código) via celular. Não é preciso trocar nada em bilheteria, um avanço muito grande para quem é brasileiro. Como os assentos são marcados, não há, também, a necessidade de se chegar horas antes do jogo. A grande maioria dos torcedores chega faltando meia hora para o início mesmo.

Para se chegar no Madison Square Garden o melhor mesmo é usar o metrô (a estação, 34st – Penn State). Há diversas linhas que chegam na estação que fica literalmente embaixo do Madison. Ou seja, você caminha praticamente nada para chegar ao ginásio (ótimo nessa época do ano, pois o frio é grande). Assim que você entra e há pôsteres em tamanho real dos jogadores para os torcedores tirarem fotos. Passando pelos pôsteres, há a inspeção de segurança (normal em todos os lugares dos EUA) e então você cai nas lojas (como tudo nos EUA) onde há absolutamente tudo do time – desde as tradicionais camisas até gorro, cachecol, luva, caneca e tudo o mais que imaginar. Nem precisa dizer o quanto de dinheiro o clube ganha com isso. Eu, mesmo sem querer ou ter a intenção prévia de compra, não consegui passar “ileso” das lojas. Mesmo sendo um jogo de temporada regular, com o ginásio com uns 70% de lotação, as lojas estavam abarrotadas de gente. Como o ginásio é muito grande, fiquei com medo de me perder para achar o meu lugar. Entretanto o ginásio é muitíssimo bem sinalizado e há diversos funcionários para te indicar o lugar.

prof1Entrando no ginásio, você percebe a ótima estrutura de lanchonetes para compra de cachorro quente, pizza, pretzel, refrigerante, cerveja (para maiores e com documento) e tudo o mais que você desejar. Os banheiros também são ótimos e limpos. Fiquei na parte alta do ginásio (ingresso mais em conta) e fiquei com medo de ter que ver o jogo de binóculos. Entretanto, em 99% dos assentos a visão da quadra é ótima e nos pouquíssimos lugares onde há ponto cego há um monitor de TV para o torcedor acompanhar o jogo melhor.

O ponto alto para mim foi o telão em cima da quadra. Além de transmitir o jogo todo, com replays e tudo o mais (exatamente como se estivesse assistindo o jogo pela TV) ainda aparecem as estatísticas do time (% de acertos de 3 pontos, 2 pontos e lances livres), de cada jogador em quadra (pontos, assistências, rebotes etc.) e também a quantidade de tempos disponíveis para cada time, separado em tempo cheio e os de 20 segundos. Enfim, ao contrário do Brasil, o torcedor do ginásio tem muito mais informação do que o torcedor que assiste o jogo pela TV. Nas extremidades da quadra há informativos menores com os resultados dos outros jogos da rodada. Como nesse dia o time de hockey da cidade estava jogando no Canadá, aparecia também o resultado do hockey. Quando saiu gol, o telão central da quadra mostrou. Nos pedidos de tempo e nos intervalos, sempre havia algo na quadra, sejam apresentações das cheerleaders, seja o mascote jogando camiseta para a torcida e até um show de calouros infantil no intervalo (achei de gosto meio duvidoso, mas tudo bem).

foto3Outra coisa que me chamou atenção foi o número de turistas no jogo. Se pudesse arriscar, cerca de 30% do público total era formado por turista, o que mostra que o sistema de turismo da cidade funciona. No Brasil, o Maracanã consegue algo parecido (embora não nessa proporção), mas é algo que no Brasil ainda somos muito ruins. No final do jogo, a volta para o hotel foi super tranquila. Mesmo tendo cerca de 15 a 18 mil pessoas no ginásio, como o sistema de metrô funciona bem não havia tumulto para ir embora.

E quanto ao jogo? Bem, foi um mero detalhe. Os Knicks levaram um passeio do Dallas. O alemão Dirk Nowitzki acabou com o jogo no primeiro tempo, os Knicks marcaram como os times brasileiros marcam (sofrível) e no segundo tempo o Dallas apenas cozinhou o jogo, jogando com os reservas a maior parte do tempo. E a torcida? Se comportou de maneira exemplar (apenas com algumas vaias isoladas no final do jogo).

No final das contas é óbvio constatar: a experiência foi incrível. Fiquei abismado com a organização e a lógica do esporte de fazer dinheiro o tempo todo e com tudo o que for possível.

Tags : Knicks NBA