Bala na Cesta

Arquivo : dezembro 2013

Um ótimo 2014 pra todos nós
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Fábio Balassiano

oscar1Foram mais de 1.000 textos por aqui em 2013 (sim, sim, mais de mil), e eu só posso agradecer novamente a vocês por acompanharem o blog de perto. É um “muito obrigado” sincero pra caramba! Coloquei a imagem de Oscar entrando no Hall da Fama porque considerei o momento mais bacana do basquete brasileiro em 2013.

Já são mais de 2 anos aqui no UOL, e sinto um orgulho danado do que, juntos, construímos em uma casa grande, cheia de vizinhos importantes, né. Ano passado fechei o ano falando sobre a dificuldade de se fazer jornalismo independente em um esporte cheio de problemas como o basquete, lembram? Poderia repetir o discurso, pois houve problemas graves (censura da CBB, estupidez do Magnano e muito mais), mas seria chatíssimo, né.

O que fica pra mim é que neste ano eu nunca consumi tanto basquete em minha vida (minha esposa, como vocês devem notar, ter uma paciência de monge!). Comprei, além do League Pass, dois programas de estatísticas pra ver a NBA com outros olhos, terminei 2013 com mais de 100 planilhas de Excel sobre basquete nacional (guardo todas), uma pancada de horas de entrevistas, exatamente uma dezena de livros de basquete lidos e incontáveis matérias impressas a respeito da modalidade que tanto amamos.

felizO motivo é um só: tentar fazer sempre o melhor para mim, como blogueiro, e consequentemente para vocês como leitores. Desde que decidi ter meu pequeno latifúndio falando de basquete tento fazer o meu melhor (ser O melhor é uma pretensão muito grande), e a única certeza que tenho é que, além de ter valido a pena em 2013, em 2014 terei que fazer muito mais porque o grau de exigência (minha e de vocês) será ainda maior.

Horas de sono a menos, quilos a mais, cabelos brancos surgindo, será que vale a pena? A resposta é: vale, vale sim porque minha vida seria muito vazia se eu não tivesse o basquete (mesmo com todos os seus problemas)! Sou crítico pra caramba, não posso torcer por muita coisa (jornalista que torce distorce), mas espero sinceramente que minhas críticas (das mais leves às mais contundentes) sejam lidas “apenas” como um desejo de ver melhor o basquete brasileiro e não como uma vontade destrutiva que realmente não tenho para absolutamente nada nesta vida. Para ser justo, no basquete brasileiro aos poucos as coisas vão melhorando e é fundamental notar isso também (otimismo de fim de ano? Talvez…).

Ótimo 2014 para todos nós e, de novo, meu muito, muito obrigado por toda força neste ano que termina em poucas horas.

Até 2014, até daqui a pouco.

Obrigado mesmo,
Fábio Balassiano.


Flamengo fecha 2013 com título da LDB
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Fábio Balassiano

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Que ano para o basquete do Flamengo. Apesar do (constante) problema do atraso nos salários, o time foi campeão do NBB e nesta segunda-feira conquistou o título da Liga de Desenvolvimento (LDB) ao bater o Minas por 51-42 no ginásio da Gávea, no Rio de Janeiro. Cristiano Felício, formado nas categorias de base do clube mineiro, foi o cestinha com 16 pontos e o melhor desta fase final da LDB sem dúvida alguma.

fla2A conquista sela o final do ciclo do armador Gegê (outra estrela da companhia) nas categorias de base do clube e coloca mais um troféu na prateleira deste vencedor chamado Paulo Chupeta (técnico sem fama, de fala mansa, de fala simples e isso talvez assuste muita gente…). O cara é uma figura, engraçado, tem uma série de manias, mas quando o negócio é vencer pelo Flamengo lá está ele. Nacional da CBB, NBB, Liga Sul-Americana, LDB. Ele tem tudo em casa. Grande personagem do basquete brasileiro – e ele tem a cara do clube rubro-negro.

Na decisão do terceiro lugar o Pinheiros venceu Brasília por 80-70 e fica com terceiro lugar da LDB (melhor jogo da fase final que vi!). Brilhante campanha do time mais jovem da competição! Parabéns ao clube! Atuação (mais uma) de almanaque de Bruno Caboclo (foto à esquerda): 24 pontos (cestinha), 13 rebotes, 4 assistências, 3 roubos e assustadores 38 de eficiência! Odeio fazer projeções ou criar expectativas exageradas em cima de jovens, mas esse rapaz chamado Bruno Caboclo é espetacular! Tem TUDO pra ir longe! Potencial físico (envergadura absurda), boa cabeça, técnica em desenvolvimento e um clube que o apóia bastante. Se vai virar? Ninguém sabe. Mas tem tudo pra isso, sim.

caboclo1

Por fim, meus sinceros parabéns à Liga Nacional de Basquete e ao Ministério do Esporte, que organizaram e bancaram a competição. Ela tem uma série de imperfeições, uma série de pontos a aprimorar, mas sem dúvida é lindo acompanhar os meninos em quadra lutando, se matando para evoluir. O crescimento da LDB é fundamental para o crescimento do basquete brasileiro. E com as próximas edições já programadas (até 2016) a tendência é que o campeonato e a modalidade evoluam cada vez mais.


Flamengo e Minas fazem final da LDB hoje
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Fábio Balassiano

minas1Está definida a final da Liga de Desenvolvimento de Basquete, que acontece nesta segunda-feira.

Na primeira semifinal, o Minas fez um primeiro tempo ruim, saiu perdendo de 28-18, mas conseguiu se recuperar. Fez 40-23 no segundo tempo, venceu a partida por 58-51 e se classificou para a primeira final de LDB da história do clube. Rafael, pelos mineiros, teve 15 pontos e 8 rebotes e foi o cestinha. Pelo Pinheiros, Rodrigo teve 14 pontos. Houve 55 erros na partida e aproveitamento combinado de 6/39 em arremessos de três pontos. Os dois times tentaram 297 pontos e só conseguiram 109 (36,7% de aproveitamento). Não precisa falar muita coisa, correto?

No jogo de fundo, o Flamengo suou horrores, mas manteve o controle da partida desde o início, não dando margem a Brasília para passar no placar. Fez 61-52, bateu a turma da capital e se classificou para a final com brilhante desempenho de Cristiano Felício (18 pontos e 10 rebotes – ele na foto à direita). Na peleja houve 34 erros e 6/34 nas bolas de três pontos. Foram 317 pontos tentados e 113 convertidos (35,6% de aproveitamento). Pouco, não?

Durante a semana que vem (ou ano que vem, né) falarei mais sobre o nível técnico que vi nesta semana de LDB, mas pensem, desde já, que nesta fase final houve apenas um time que conseguiu superar a barreira dos 80 pontos – o Minas, na primeira rodada, contra o Ginástico (fez 81). Os times não estão conseguindo ter nem 40% de aproveitamento de pontos tentados (incluindo, aí, os lances-livres). Fala muito sobre a qualidade dos jogos – e das categorias formativas do país.

felicio1Então é isso. Logo mais, no ginásio da Gávea, Pinheiros e Brasília disputam, às 19h, o terceiro lugar e logo depois Flamengo x Minas fazem a decisão da LDB. Os dois jogos têm promessa de transmissão do Sportv. Três detalhes interessantes: a) Os rubro-negros podem conseguir o segundo título em três edições da competição; 2) Cristiano Felício, uma das estrelas do Fla neste campeonato, foi formado nas categorias de base do Minas; c) Hoje Diretor Executivo de Esportes Olímpicos do clube carioca, Marcelo Vido trabalhava até o final de 2012 na agremiação mineira.

Ingredientes, portanto, não faltam para a decisão de logo mais, a última do basquete brasileiro em 2013. Quem será que leva? A partida tem entrada franca, e quem for do Rio de Janeiro pode dar uma passadinha, hein…


Sem LeBron, Bosh decide para o Miami em Portland
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Fábio Balassiano

Sem LeBron James, sem problemas para o Miami Heat ontem em Portland. Contra um dos melhores times da NBA e sem o melhor jogador do planeta, Chris Bosh decidiu assumir a situação (tal qual fizera na temporada passada em San Antonio, aliás). O ala-pivô teve 37 pontos, 10 rebotes e acertou as suas três bolas de três pontos nos 3 minutos finais (quase um trava línguas isso, hein!). Foi decisivo e bem cruel ao matar a bola final depois de uma assistência de Dwyane Wade. Aldridge ainda teve a chance de ganhar a partida, mas seu tapinha não teve a direção certa. Vejam no vídeo abaixo os melhores momentos!


Semifinais da LDB estão definidas
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Fábio Balassiano

flamengo1Estão definidas as semifinais da Liga de Desenvolvimento. Às 17h jogam Minas x Pinheiros (dois dos maiores formadores de atletas do país), e logo depois, às 19h, Flamengo x Brasília (os dois vencedores do NBB – dois títulos rubro-negros e três da turma da capital). Vamos ao que vi neste sábado na Gávea, Rio de Janeiro.

1) Jogo incrível entre Ginástico e Brasília. Os mineiros precisavam ganhar de 14 pra avançar sem depender de resultado algum. Conseguiram essa vantagem a menos de 30 segundos do fim, mas levaram uma cesta e no ataque final erraram um passe. Vitória por 65-53 e vaga de Brasília na semifinal. O Ginástico, único time que não disputa o NBB, fez uma campanha belíssima, jogos duros em TODAS as fases e sai de cabeça mais do que erguida. A vitória de ontem foi grande, imensa, diante de um clube fortíssimo. Faltou um pouquinho para ser épica.

danilo12) No jogo seguinte, o Minas viveu situação inusitada. Caso perdesse, estaria eliminado (Ginástico passava). Vencendo, primeiro lugar da chave. Por isso o nervosismo do time de Cristiano Grama desde o começo da peleja diante do Basquete Cearense, cujo técnico, Espiga, foi expulso após levar duas faltas técnicas logo no primeiro período. No fim, com 23 pontos de Danilo Fuzaro (foto à direita) os mineiros fizeram 66-59 e avançaram. Fuzaro é um grande jogador, hein. Bom ficar de olho. Jogando de armador (Coelho está machucado), ele consegue ser bom na distribuição de passes (seis assistências hoje) e agressivo para atacar a cesta. No final da partida conversei rapidamente com ele. Pareceu-me ter a cabeça no lugar, atitude bem positiva e muito foco nos próximos passos de sua carreira. Não gosto de cravar isso, mas saí da conversa com boa dose de otimismo quanto ao seu futuro profissional.

caboclo3) Na partida de 17h, São José e Pinheiros fizeram um jogo ruim, bem ruim. Mas o motivo foi um só, e não teve nada a ver com eles: a quadra estava absurdamente escorregadia. No último período, até 3 minutos do final, os atletas mal conseguiam ficar parados na quadra e o placar apontava 2-2. O jogo foi paralisado duas ou três vezes, mas voltou e deu andamento. Os joseenses precisavam ganhar de mais de 9, tiveram 15 de frente, mas coincidentemente depois da expulsão do técnico do Pinheiros, Brenno (ele disse impropérios para a arbitragem), o time da capital conseguiu reagir. Anotou 18 pontos em menos de três minutos marcando por pressão, roubando bolas, matando bolas de fora e reduzindo a vantagem. Chegou a ter chance de ganhar o jogo, mas acabou perdendo de 62-60 e se viu obrigado a torcer pelo Flamengo, que teria que vencer Bauru. Pinheiros, então, foi pra arquibancada torcer pelos rubro-negros no jogo de fundo. Sobre esta partida, duas coisinhas: a) não dá pra traçar qualquer comentário técnico/tático simplesmente porque não houve jogo (principalmente na segunda etapa) devido às péssimas condições da quadra – muito escorregadia, com atletas caindo direto, atuando com medo; b) por que diabos os atletas continuaram na quadra?

quadra4) Devido ao problema relatado acima, Flamengo e Bauru começaram a jogar com mais de duas horas de atraso. Jogaram magnésio na quadra, uma outra fórmula química, refrigerante, outro líquido lá, o diabo (tanto que ela ficou como mostra a foto ao lado – divulgada pela equipe bauruense em seu Facebook). Mas não tinha jeito, não. Bauru não queria jogar (com boa dose de razão), alegando falta de condição e perigo para os atletas (chegou a ser cogitada a possibilidade de as duas equipes duelarem no domingo pela manhã – algo que seria péssimo não só para elas, mas também para o Pinheiros, que fora prejudicado horas antes). Paulo Bassul, Gerente Técnico da Liga Nacional, chegou a tentar uma quadra ali por perto, mas, sabe como é, já eram 21h de sábado e era difícil mesmo. Flamengo quis jogo, a Liga exigiu o começo, disse que se houvesse algum problema suspenderia o confronto e lá fomos nós para o começo da peleja. No primeiro lance, um atleta do rubro-negro escorregou, aumentando o temor (veja vídeo aqui). Mas, bem, a partida continuou. O Flamengo, mesmo classificado, jogou com uma vontade incrível, foi buscar o placar na partida inteira e acabou vencendo por 80-70 na prorrogação com ótima atuação de Douglas Correa (23 pontos). Importante falar sobre a atitude dos comandados de Paulo Chupeta. Poderiam se acomodar com a situação da quadra, pois já estavam classificados, mas foram lá, jogaram como nunca, correram, se mataram e foram recompensados. A única preocupação é com o cansaço da equipe, pois ela terá menos de 20h de descanso para o duelo semifinal contra Brasília neste domingo às 19h.

Algo a acrescentar? Alguém aí vai à Gávea neste domingo? Programação começa, com jogos de quinto ao oitavo, ao meio-dia. Jogos às 12h, 14h, 17h e 19h.


O que eu vi na LDB desta sexta-feira
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Fábio Balassiano

rafa1Como vocês devem saber, ontem estive na Gávea para acompanhar o segundo dia das finais da Liga de Desenvolvimento. Vamos lá a alguns pontos bacanas:

1) Vou falar jogo a jogo, mas a definição dos semifinalistas ficou para este sábado. Na Chave B, o Flamengo tem 2 vitórias, com Bauru e Pinheiros com 1 e São José sem nenhuma. Neste sábado Flamengo x Bauru e Pinheiros x São José. Se Flamengo vencer, Pinheiros precisa de vitória simples para avançar. Caso Bauru derrote os rubro-negros e o Pinheiros passe pelos joseenses, saldo de cestas entre os três. Para São José, só uma chance: passar pelo Pinheiros e vitória do Flamengo contra Bauru para decidir em saldo com os três que teriam 1-2. Na Chave C, Brasília tem 2-0, com Minas e Ginástico com 1-1 e Basquete Cearense com 0-2. Neste sábado, Brasília x Ginástico e Minas x Basquete Cearense. Mesmo panorama dado acima, ok.

2) O primeiro jogo que vi nesta sexta-feira foi entre o Ginástico e Basquete Cearense. Vitória até certo ponto fácil do time de Belo Horizonte (o único que não joga o NBB entre os 8 finalistas da LDB, hein) por 73-51. A partida, porém, não foi boa, não. Os dois times amassaram o aro (4/34 de fora) e erraram demais (47 desperdícios de bola). Valeu pelo coração mineiro, pela vontade do time e por Rafael (foto à esquerda), jogador com boa técnica e que teve 28 pontos.

brasilia13) A partida seguinte foi entre Brasília e Minas. O primeiro tempo foi péssimo, bem ruim mesmo (21-18 pra turma da capital). No segundo, a intensidade melhorou, as defesas foram mais fortes e houve mais combatividade, embora as pontarias não estivessem em dia (4/30 de fora). Foi pra prorrogação a peleja, e lá os brasilienses venceram por 62-61. Ronald, com 22, foi o cestinha pelos vencedores, mas eu gostei mesmo foi do menino Maxwell, ala de Brasília. Aos 22 anos e com 1,97m, ele teve 19 pontos (alguns decisivos no tempo normal e outros na prorrogação), ótima leitura de jogo, paciência para rodar a bola e ainda boa postura defensiva. Natural de Pelotas (RS), ele jogou em Joinvile com Ênio Vecchi antes de chegar ao time da Capital. Olho nele!

caboclo14) Esperava demais da terceira partida do dia entre Pinheiros e Bauru. Os pinheirenses têm o elenco mais jovem da LDB (o núcleo formado por Caboclo, Humberto, Lucas Dias e Wesley poderá jogar as próximas quatro ainda de tão novos que são…), e do outro lado estavam os bauruenses, de Ricardo Fischer e Gui Deodato – são os atuais campeões, né. Mas a bola quicou e a turma mais novinha não deu a menor chance – a menor mesmo. Venceu por 71-60 sem deixar a menor sombra de dúvida sobre quem foi o melhor time em quadra. Bruno Caboclo (foto à esquerda) teve uma atuação magnífica (e os números de 19 pontos, 9 rebotes e 4 tocos falam muito pouco), conduzindo o clube da capital a uma importante vitória. O Pinheiros marcou demais, conseguiu contra-ataques e também viu seu pivô brilhar perto da cesta (Wesley, com 20 pontos e 5 rebotes). O lance mais bonito da partida foi quando Caboclo deu um toco na defesa, Georginho saiu com a bola em transição e lançou no alto para Caboclo, que veio correndo como um louco efetuar a ponte-aérea. O ginásio aplaudiu de pé. Foi lindo mesmo. Ricardo Fischer teve 15, mas errou 7 vezes. E Gui, 11, com 8 erros. Bauru esteve longe de fazer uma boa partida, tendo sido anulado pelo Pinheiros nos quatro períodos de jogo.

felicio15) Na última partida do dia (fiquei apenas no primeiro tempo), o Flamengo não jogou legal, mas contou com Cristiano Felício (27 pontos e 16 rebotes) inspirado para bater São José por 69-52, ficando próximo da vaga nas semifinais. O rubro-negro é fortíssimo jogando em casa e contando com Gegê e Felício tem tudo para ir longe novamente.

6) Falei disso ontem em Twitter e Facebook, e registro aqui também. Rubén Magnano esteve na Gávea para acompanhar a partida. Aproximei-me para entrevistá-lo, disse meu nome e ouvi dele: “Com você não falo, com você não falo. Pode ir embora”. Virei, sem dizer uma palavra, e fui embora (repito: sem dizer uma palavra). Algumas coisas importantes: a) O técnico da seleção brasileira adulta fala realmente com quem ele quer e quando ele quer. Se não deseja falar comigo, paciência, só me resta virar as costas e ir embora – o que fiz; b) Não perderei um minuto do meu sono por isso por um motivo muito simples. Se as críticas aqui feitas a ele e à administração de sua empregadora (a CBB) o incomodam, eu só tenho uma coisa a dizer: elas continuarão. Cara feia pra mim é hambre; c) Tenho dois graves defeitos: fui muito bem educado pelos meus pais (não sei ser estúpido com ninguém) e tendo a não reagir quando as pessoas são grossas comigo (não sei reagir na mesma moeda de estupidez…); d) Eu não sei em que Faculdade de Comunicação o treinador da seleção brasileira se formou, mas ele espera o quê depois do desempenho assustador do time nacional na Copa América deste ano, de suas declarações horríveis sobre os atletas da NBA após o vexame ou da performance da entidade máxima que dirige pessimamente o basquete do país? Elogios? Só tapinha nas costas? Faça-me rir, né!; e) Por fim, eu só posso agradecer a Magnano. Simplesmente porque o que aconteceu nesta sexta-feira (tal qual já havia acontecido com a censura da Confederação em Anápolis) é a prova de que estou fazendo meu trabalho direito. Sem ele saber, foi o melhor elogio que eu poderia ter recebido. Ele talvez não conheça o Millôr Fernandes, mas ele dizia algo que sigo fortemente até hoje: “Jornalismo é SEMPRE oposição. O resto é quitanda de Secos e Molhados”.

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É hora de mandar Jason Kidd embora?
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Fábio Balassiano

kidd1No jogo de Natal de dois dias atrás a torcida de Brooklyn ficou enfurecida com a apatia e a falta de qualidade do time. Foi realmente bem feio ver o Chicago, cujo ataque está longe de ser um primor, navegar em águas tão tranquilas diante da tenebrosa defesa do Nets (a sétima pior da NBA, com 102,3 pontos/noite) na vitória de 95-78.

Aí, obviamente, a frustração ganhou voz e o coro de “Fire Kidd”, ou ‘Fora, Jason Kidd’, apareceu com toda força. A campanha do time que deveria (ou fora montado para isso) brigar pelo título do Leste de igual para igual com o Miami Heat (Indiana? Quem lá no Nets pensou no Indiana?) tem medíocres 9-19, realmente não sabe sair do buraco (ainda mais agora, sem Brook Lopez, decididamente o melhor jogador do time na temporada ao lado de Joe Johnson) e tem pela frente, depois do jogo de hoje contra o Bucks, simplesmente Indiana, Spurs e Thunder fora de casa (só isso…).

kidd2A dúvida que fica é: vale a pena mandar o técnico Jason Kidd embora agora, começando 2014 com um novo comando, uma nova mentalidade, um treinador com experiência e currículo para domar feras como Kevin Garnett, Deron Williams, Paul Pierce, Johnson e Andrei Kirilenko? A resposta, creiam, não é tão fácil assim de ser respondida.

Em primeiro lugar, há um fator bem básico: Jason Kidd não é só o técnico da franquia, mas também tornou-se um dos sócios do Nets quando comprou a parte minoritária que pertencia ao cantor Jay-Z (não chega a 1%, mas é alguma coisa). Em segundo lugar, seria um tiro no pé da diretoria da franquia, que, contra tudo, assinou com Kidd achando que o ex-jogador se tornaria um grande técnico de cara mesmo sem ter minimamente um tempo para respirar antes de assumir uma nova função. E em terceiro lugar: no basquete são raríssimos os times que conseguem ganhar do dia para a noite. Perder, portanto, faz parte do processo de montagem de um grande e vencedor time de NBA, como sempre gosta de dizer Phil Jackson.

kidd3O fato é que eu jamais teria contratado Jason Kidd simplesmente porque ninguém, nem ele mesmo, o considera (ainda) um técnico de verdade. Foi um risco assumido, e dos grandes, por uma franquia que queria ser vencedora muito rápido (e na verdade precisa ser forte rapidamente, pois o elenco tem veteranos e contratos imensos) justamente por ter investido os tubos (a folha, de mais de US$ 102 milhões, é a maior da NBA).

Mas, ok, vocês olham este espaço esperando que eu diga alguma coisa, certo? Então vamos lá. Se eu tivesse a caneta do Nets na mão, eu NÃO demitia Jason Kidd. Não dá pra contratar nenhum grande jogador agora, Andrei Kirilenko volta em breve a atuar, Brook Lopez está fora, não há picks disponíveis no próximo Draft e o playoff é um sonho distante neste campeonato. Eu cercaria, portanto, Kidd com assistentes experientes, pensaria já na próxima temporada e daria um voto de confiança ao elenco e ao técnico. Jogar tudo pro alto agora seria péssimo para a imagem da franquia, do treinador, dos donos e dos atletas.

kidddO Leste tem dono – Miami ou Indiana – e achar que dá pra brigar com eles nestes playoffs é insano demais (se houvesse chance de ir às finais da NBA agora, beleza, que o trocasse rápido). Que o Nets, do magnata Mikhail Prokhorov (ambos na foto ao lado), se contente em, desde já, arrumar a sua tenebrosa defesa e achar um esquema de jogo sábio para o ataque visando a próxima temporada (o time, lento, é o que menos pontua em contra-ataque na liga).

Jason Kidd não é técnico, mas pode ficar mais próximo disso caso acreditem no potencial que ele apresentou na entrevista de emprego. Entrevista de emprego que rendeu um… emprego de técnico pra ele há menos de seis meses. Despachá-lo agora seria uma confissão de incompetência e uma sentença de falta de paciência contra a franquia. Não vale a pena, em minha opinião.

Concorda comigo?


Pra fechar o ano, as finais da LDB
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Fábio Balassiano

dupla1Não terminou o ano do basquete brasileiro ainda, pessoal. E quem está no Rio de Janeiro tem ótimos motivos para deixar de lado a rabanada e chegar na Gávea para acompanhar as finais da Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB. Xodó e sonho antigo do blogueiro, a LBD é a maior competição Sub-22 do país e reuniu 20 equipes nesta edição.

Para esta fase, os oito melhores times estarão divididos em dois grupos, com os dois melhores se classificando para as semifinais e os vencedores destes duelos fazendo, obviamente, a final (pena é o horário da decisão no dia 30/12 – às 21h, uma insanidade, sem dúvida alguma). O site da Liga Nacional fez um guia sensacional, e qualquer coisa que eu escrevesse seria muito pior. Logo, segue o link pra leitura e conhecimento de vocês.

gege2No grupo B estão Bauru (o atual campeão), Flamengo (campeão duas temporadas atrás), São José e Pinheiros (é, disparada, a chave mais difícil). No C, Basquete Cearense, Brasília, Ginástico (o time mineiro é o único que não disputa o NBB a se classificar para a etapa final) e Minas (um dos melhores trabalhos e base do país).

Há grandes nomes para se acompanhar (alguns deles já fazendo sucesso no NBB, como Gegê e Ricardo Fischer), pois é uma geração bem bacana surgindo e uma ótima chance para medirmos a quantas anda o trabalho de base do país. A LDB já é um sucesso, uma realidade e o fecho de ouro será a partir de hoje, quinta-feira, quando Basquete Cearense e Brasília abrem os trabalhos desta fase final na Gávea a partir das 14h (serão quatro jogos por dia até sábado).

Quem vai acompanhar? Quem será que vence? Comente!

Tags : LDB LNB NBB


A rodada de Natal sabor chuchu na NBA
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Fábio Balassiano

will1Todo mundo sabe que a NBA dá um valor danado à rodada de Natal. Não duvido que, quando eles programam o calendário de jogos, eles comecem justamente pelos jogos natalinos. Mas neste ano, sem culpa alguma da liga, a situação não saiu muito bem, não. Lesões, lesões e mais lesões fazem das partidas desta quarta-feira uma das mais insossas da história.

Pra começar (15h de Brasília) teremos este Chicago Bulls x Brooklyn Nets com cara de enterro. Era pra ser o duelo de Derrick Rose contra Deron Williams (na foto à direita – a imagem diz muita coisa). Entre o candidato ao título Chicago e o reforçado Nets. Mas Derrick Rose está fora devido a novo problema no joelho, a turma de Illinois ainda joga de luto e a campanha de 10-16 fala por si só. Mas nada é tão ruim quanto no Brooklyn, onde os Nets têm 9-18, perderam as três últimas, estarão sem Brook Lopez até o fim do campeonato e jamais se encontraram na temporada. No final do jogo de segunda-feira contra o Indiana, Jason Kidd, o técnico, disse que seu time tem aceitado passivamente as derrotas. Paul Pierce, Kevin Garnett e D-Will disseram que discordam fortemente do treinador. Climão…

melo1Às 17h30 o Madison Square Garden abre as portas para receber o vice-líder do Oeste (Oklahoma City Thunder), que tem 22-5, venceu 9 das últimas 10 e tem a dupla Kevin Durant e Russell Westbrook voando. Seria um jogaço se os Knicks estivessem repetindo o desempenho da temporada passada. Mas, ei, os nova-iorquinos têm 9-18 e uma performance tenebrosa no campeonato atual, com discussões internas e JR Smith fazendo birra por não querer mais ser banco de reservas (ficou um jogo inteiro sem arremessar – sendo que ele só sabe arremessar…). Para piorar, Carmelo Anthony (foto à esquerda) e Raymond Felton se machucaram na vitória diante do Orlando e podem não enfrentar o Thunder logo mais. Chance de surra do OKC?

Às 20h, todo mundo salivaria para ver o duelo entre Kobe Bryant e LeBron James mesmo com o time do Lakers sendo muito ruim (como é mesmo). Seria o duelo entre o melhor do mundo na atualidade e um craque em fim de carreira e voltando de lesão. Só que aí Kobe se lesionou, ficará seis semanas fora devido a fratura no joelho e a partida desta quarta-feira tem tudo para ser um vareio dos atuais bicampeões da NBA em pleno Staples Center. O clima em Los Angeles é tão bom, mas tão bom (só que ao contrário), que Mike D’Antoni, quando perguntado depois da surra que levou em Phoenix por mais de 20 pontos, o que os torcedores do Lakers deveriam estar pensando com a situação do time (13-15), respondeu: “Se eles não estão satisfeitos ou animados, que procurem outro time pra torcer”. A torcida angelina pode, muito bem, replicar e dizer que torce apenas para times com bons técnicos, né…

james1Logo depois, às 23h, o San Antonio Spurs, timaço e cada vez mais descansando suas estrelas, recebe o Houston Rockets em um grande clássico do Texas. Só tem um probleminha: James Harden (foto à direita), uma das estrelas do Rockets, está com problema no tornozelo e pode não atuar (os médicos dizem que ele jogará, sim, mas no sacrifício). Caso não jogue, a atração perde muito em sua força, sem dúvida alguma.

Pra fechar, 0h130 da quinta-feira, este que pode ser o melhor jogo da noite. Em Oakland, o Golden State Warriors, completo, enfrenta o Los Angeles Clippers. Os Warriors vêm de duas vitórias seguidas e estão em oitavo no Oeste com 16-13. Os Clippers, cada vez mais embalados com o técnico Doc Rivers, têm 20-9 e cinco vitórias seguidas. Chega a ser irônico que o jogo que não teria tanto apelo de popularidade assim surja como a melhor atração da rodada natalina.

Chega a ser até cruel, pois daquele vídeo maravilhoso que a NBA preparou para a rodada de Natal apenas LeBron James, Kevin Durant e Stephen Curry estão na ponta dos cascos. James Harden é dúvida, e deve jogar porque todo mundo sabe quão representativo é um jogo nesta data. Derrick Rose e Steve Nash estão fora. Dois dos times que deveriam ser sucesso (Nets e Knicks) estão na ponta final da tabela. Que tristeza, hein.

chuchu1Sem dois dos melhores times da liga (Portland e Indiana, com 23-5), a última rodada pós-rabanada da gestão David Stern, sempre animadíssima, terá sabor chuchu hoje. É uma pena.


Um presente pra cada time da NBA
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Fábio Balassiano

rondo1Já fiz algum tempo atrás, e achei bacana repetir. O que cada time da NBA pediria ao Papai Noel para 2014? Já pararam pra pensar? Eu bolei alguns presentinhos pras franquias. Vamos lá (em ordem alfabética) e Feliz Natal a todos!

Atlanta – Que a temporada continue assim – e já está bom demais!

Boston – Que Rajon Rondo (foto à direita) fique e que o contrato imenso de Gerald Wallace (US$ 30 milhões até 2016) consiga ser trocado

Brooklyn – Que o departamento médico fique vazio o mais rápido possível

Charlotte – Que Michael Jordan rejuvenesça 20 anos pra jogar de novo

Chicago – Que Luol Deng renove o contrato e que Derrick Rose volte novinho em folha o quanto antes

Cleveland – Que LeBron James volte pra casa como agente-livre e que Andrew Bynum consiga se manter saudável

Dallas – Juízo para Monta Ellis e mais força para o garrafão

galloDenver – Que Danilo Gallinari (foto à esquerda) volte em ótima forma para colocar os Nuggets entre os grandes do Oeste

Detroit – Um pouco mais de regularidade e que o trio Josh Smith, Andre Drummond e Greg Monroe consiga, enfim, jogar bem junto

Golden State – Que Andrew Bogut se mantenha saudável e que a defesa do time melhore

Houston – Que Dwight Howard ganhe um par à altura no garrafão

Indiana – Mando de quadra pro mata-mata e sabedoria na hora de decidir nos playoffs do Leste

Los Angeles Clippers – Um pouco mais de defesa para aguentar o tranco na pós-temporada

Los Angeles Lakers – Um técnico e saúde para os veteranos Pau Gasol, Steve Nash e Kobe Bryant

Memphis – Mais peças para o banco de reservas e que Marc Gasol volte logo, logo

lbjMiami – Que LeBron James (foto à direita) renove logo seu contrato

Milwaukee – A primeira posição no Draft de 2014

Minnesota – Regularidade, regularidade, regularidade

New Orleans – Que Anthony Davis se torne exatamente aquilo que ele está aparentando que será

New York – Que Carmelo Anthony renove logo seu contrato e que JR Smith jogue como o antigo JR Smith

Oklahoma City – Que o banco de reservas continue produzindo

Orlando – Boa posição no Draft de 2014

Philadelphia – Igual ao do Orlando

Phoenix – Uma (antes improvável) vaga no playoff

Portland – Mais banco de reservas para sustentar esse quinteto titular fantástico

Sacramento – Juízo e cabeça para DeMarcus Cousins e o restante do elenco

San Antonio – Pernas para a turma da antiga aguentar os playoffs

andrewToronto – O canadense Andrew Wiggins (foto à esquerda) no Draft de 2014

Utah – Que essa temporada acabe logo!

Washington – Uma vaga nos playoffs e que Nenê se mantenha saudável

Concorda? Faltou algo? Comente! Feliz Natal!

 

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