Bala na Cesta

Arquivo : agosto 2013

Fab Melo é dispensado do Memphis, e seu futuro é incerto
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Fábio Balassiano

No dia 16 de agosto escrevi aqui sobre Fab Melo, pivô brasileiro que havia sido trocado de Boston para Memphis, em uma tentativa dos Celtics de limpar ainda mais a sua folha salarial. Pois muito bem. Fab nem sequer vestirá o uniforme dos Grizzlies na pré-temporada da NBA. De acordo com Adrian Wojnarowski, jornalista fera do Yahoo, o jogador foi dispensado pela franquia nesta sexta-feira por não fazer parte dos planos de John Hollinger, manda-chuva do time.

Aliás, antes de continuar no post, uma observação. O Brasil, que poderia ter quase dois times completos na próxima temporada da NBA, tem, agora, apenas Anderson Varejão, Tiago Splitter, Vitor Faverani e Nenê confirmados. Lucas e Raulzinho só no próximo ano. Leandrinho, Scott Machado e agora Fab Melo procuram alucinadamente um lugar ao sol ainda para o campeonato que começa em novembro.

A questão agora é tentar entender qual o futuro de Fab Melo no basquete profissional. Dono de fundamentos ainda em formação aos 23 anos, alguns ainda acreditam que ele será contratado por uma franquia da NBA para esta temporada devido a sua boa defesa e tempo para rebotes e tocos. Outros, que sua vida na NBA terminou depois dos 36 minutos que atuou pelos Celtics. Eu, sinceramente, não sei dizer exatamente qual o melhor caminho. Talvez, e pode ser que tampouco dê certo, abrir mão dos Estados Unidos, tal qual disse a respeito de Scott Machado, seja uma boa opção – não financeira, obviamente, mas justamente para lapidar suas habilidades, algo que lá, com a necessidade do produto pronto e do rendimento alto, provavelmente não aconteça.

Fab claramente nunca esteve pronto para jogar no altíssimo nível (físico, técnico e de intensidade até) da NBA. Quem sabe retornar ao Brasil, para uma, duas temporadas no NBB com algum técnico que desenvolva seu jogo seja uma boa solução. O principal, agora, é recuperar sua confiança, que deve estar baixa, e ter senso crítico para notar que seu jogo precisa de ajustes (muitos ajustes). Não é nada de outro planeta, já aconteceu com outros jogadores e seguirá acontecendo, mas é bom Fab Melo ter consciência que suas ações erradas nos tempos de faculdade (Jim Boeheim, técnico de Syracuse, avisou…) estão sendo colhidas justamente agora. Ainda dá tempo de se recuperar, e ter cabeça fria pra tomar a melhor e mais difícil decisão de sua carreira será fundamental.


A derrota do Brasil e o decisivo jogo contra o Canadá
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Fábio Balassiano

A esta altura dos acontecimentos você já sabe que o Brasil perdeu de Porto Rico por 72-65 nesta sexta-feira em partida válida pela abertura da Copa América que está sendo disputada em Caracas, na Venezuela, né (foi 24-14 pros adversários no período derradeiro, um absurdo). Foi um jogo pobre, bem pobre, em termos técnico, mal jogado pelas duas equipes e que contou com excelente atuação de Renaldo Balkman (foto à direita), ala-pivô que alucinou a defesa de Rubén Magnano e terminou com 24 pontos e 8 rebotes em 37 minutos de ótima atuação.

Sobre o jogo em si, não há muito o que comentar. Sem surpresa alguma (ou seja, não havia coelhos guardados, como alguns diziam…), a seleção apresentou exatamente o que havia mostrado nos amistosos: irregularidade (depois de um ótimo terceiro período, apagão de cinco minutos no último quarto que custou a vitória…), falta de confiança pra decidir (36% nos arremessos de quadra; 24% nas bolas de fora), problemas no garrafão (Rafael Hettsheimeir está sem ritmo de jogo, JP Batista não está bem, Caio Torres tem problemas de contusão e de balança e Cristiano Felício não atuou) e um Marcelinho Huertas (foto à esquerda) que cada vez mais perde a mão entre o que é liderar com pontos (16 ontem) e o que é liderar envolvendo seus companheiros. Mais do mesmo, portanto. Além disso, me chamou atenção que Rafael Luz e Raulzinho sequer tenham entrado. Por fim, uma pergunta: por que Magnano deixou Caio Torres tanto tempo em quadra, a ponto de ser surrado por Daniel Santiago (com 174 anos…) e Balkman?

O pior é que nem dá pra dizer que foi um revés inesperado. Não, não foi. O Brasil não está com time completo e (conforme disse no post de ontem) está nesta Copa América pra se classificar pro Mundial de 2014 (e não pra dar show ou sinais absurdos de evolução).

Precisa jogar como um time pra conseguir isso, porém, e melhor teste para nervos do que este de domingo (12h30 de Brasília) eu não creio que haverá. O Brasil enfrentará um adversário que, se não é um primor técnico, ao menos é bem organizado por Jay Triano e que conta com bons valores.

Ainda acho que a classificação virá sem grandes problemas, mas é bom não bobear e bater os canadenses pra evitar sofrimento até o fim. Na segunda rodada, um jogo decisivo. Este é o cenário para o time de Rubén Magnano.

Viu o jogo ontem? Foi mal o time brasileiro, não? E amanhã, será que ganha do Canadá? Comente!


Na LDB, nenhum representante da CBB – alguma surpresa?
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Fábio Balassiano

Você leu aqui no post passado elogios desse escriba sobre a LDB, né. Pois muito bem. Nem tudo são flores no basquete brasileiro, obviamente. E a culpa não é da Liga Nacional de Basquete, que tem tentado de todas as maneiras desenvolver a modalidade.

Nesta quinta-feira em que estive na Gávea fiquei um pouco chocado quando cheguei ao ginásio e não vi nenhum representante da Confederação Brasileira – algo que já tinha acontecido na quarta-feira também pelo que soube. Havia jogadores (Marquinhos e Olivinha estavam lá), agentes (muitos empresários, diga-se de passagem), familiares, a meninada em quadra e ninguém da CBB para olhá-los com o devido carinho e respeito. Não foi uma surpresa, pois a entidade máxima sempre diz presente quando o assunto é ausência, mas confesso que fiquei absolutamente chocado com o pouco caso da entidade máxima com essa rapaziada.

É óbvio que este é um período complicado (de seleções, muitas seleções), mas é inadmissível que com 10 times atuando, de diferentes regiões do país e na cidade da sede da Confederação Brasileira (nem citei Bauru, onde também está rolando a LDB, hein), não exista ninguém pra conhecer, ver, analisar os jogadores que estão começando a despontar na modalidade (e tinham no mínimo 120 pra serem analisados).

Alguém da Confederação sabe quem é Murilo Veloso, ótimo ala do Goiânia que anotou 26 pontos? Alguém viu o duelo espetacular protagonizado por Bruno Caboclo (32 pontos) e Danilo (20 pontos) no jogaço entre Pinheiros e Minas? Alguém conseguiu dissecar o jogo agressivo de Diego Marques, que fez 33 pontos pelo Flamengo? Alguém viu o espetáculo de Carioca, do Ginástico, autor de 37 pontos, marca maior da LDB? A resposta é: infelizmente não…

Será mesmo, presidente Carlos Nunes, que não vale a pena um pouco de esforço pra monitorar e também incentivar essa molecada? Caso sua resposta seja afirmativa, peça a algum de seus funcionários para comparecer a Gávea até domingo.


Na LDB, Flávio Davis e Guerrinha exercem função de orientador-técnico, excelente ideia
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Fábio Balassiano

Estive ontem na Gávea (Rio de Janeiro) pra acompanhar dois jogos da terceira edição da Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB. Vi o Tijuca vencer o Goiânia em partida disputada (70-66 para os tijucanos, mas quem me chamou a atenção mesmo foi Murilo Veloso, dos goianos) e o Flamengo sofrer um bocado contra o voluntarioso time do Vitória (ES) até bater os rivais por 85-65 com 33 pontos e 12 rebotes do ala Diego (foto à direita), cujo talento cresce a cada temporada (este rapaz, tão marrento quanto talentoso, precisa jogar o NBB de qualquer maneira pra explodir de vez – e jogar é estar na quadra, e não no banco de reservas).

Poderia fazer uma análise técnica e/ou tática sobre as duas partidas, mas o fato mais importante me foi alertado por Guilherme Buso, Gerente de Comunicação da Liga Nacional. Uma das iniciativas da Liga Nacional para esta edição (algo que já foi feito na passada também) é ter um orientador-técnico assistindo às partidas. No Rio de Janeiro, Flávio Davis. Em Bauru, outra sede desta fase da competição, Guerrinha, técnico do time adulto da equipe do interior paulista.

Coordenador Técnico da Base do Minas e um dos mais estudiosos da modalidade, Flávio Davis tem um jeito calmo, analítico e bem ponderado pra função. Aos 46 anos e dono de fala mansa e calma, o encontrei no último andar da arquibancada conversando com João Victor Freitas, jovem técnico (23 anos) de Vila Velha (ambos na foto).

O objetivo da função, segundo Flávio Davis, não é criticar e muito menos avaliar os treinadores, mas sim trocar ideias, experiências, conversar e identificar pontos de melhorias em técnicos que lidam com jovens – e que muitas vezes, tal qual acontece com João Victor, são jovens pacas também. Sem citar nomes, o mineiro me contou que uma das dicas que ele deu a um treinador foi sobre o temperamento explosivo dele, que o impediu de dar instruções adequadas ao time, custando a vitória em uma partida recente da LDB.

Saí bem, bem animado da rápida conversa que tive com Flávio e João Victor, que escutava a tudo atentamente (deve ser uma baita experiência pra quem ouve e também pra quem fala, evidentemente). Além dos jovens em quadra, que evoluem com os (no mínimo) 28 jogos desta terceira edição da LDB, os técnicos crescem bastante quando são monitorados de perto (ponto pra LNB nessa também) por alguém disposto a ajudá-los.

Foi um fim de tarde feliz. Vi o basquete brasileiro tentando sair da cova, vi meninos com brilho nos olhos buscando espaço (ou, se quiserem ler algo mais brusco, cheios de tesão pra vencer no basquete), vi técnicos trocando ideias e uma turma, a da Liga Nacional, disposta a desenvolver a modalidade. É bom? É, é sim. É o ideal? Não, não é. Pode melhorar? Óbvio que sim. Mas que a Liga de Desenvolvimento, que mexe com formação (esportiva e pessoal), algo tão raro no esporte brasileiro (e uma das minhas grandes paixões também), melhora a cada dia não há a menor dúvida.

Que assim continue.


Começa hoje a Copa América pra seleção brasileira
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Fábio Balassiano

Chegou o dia pra Rubén Magnano e seus comandados. Começa hoje, em Caracas, Venezuela, a Copa América adulta masculina, que garante quatro vagas para o Mundial de 2014, na Espanha. O Brasil, provavelmente sem Caio Torres e Cristiano Felício (lesionados), estreia às 18h30 (Sportv e ESPN Brasil exibem) contra Porto Rico, rival conhecido e de dificuldades históricas (lá estão os intermináveis Ayuso, Daniel Santiago e Arroyo, além de JJ Barea e Renaldo Balkman).

Abaixo detalhes do regulamento da competição, cujos grupos ficaram assim:

A: Brasil, Canadá, Jamaica, Porto Rico e Uruguai
B: Argentina, México, Paraguai, República Dominicana e Venezuela

O sistema da competição é bem simples. São 10 seleções em 2 grupos de cinco, se enfrentando dentro da chave (quatro jogos, portanto). Os 4 primeiros de cada grupo se classificam pra a segunda fase, quando as equipes de “A” jogam com as de “B”. As quatro primeiras vão às semifinais e ao Mundial.

E como já coloquei aqui, esta será a primeira competição que a seleção brasileira jogará sem atletas da NBA desde 2008 (e a segunda desde 2003). Sigo achando, sinceramente, que o time de Magnano avançará ao Mundial. Haverá sustos, rivais complicados, mas são quatro vagas e os rivais estão tão ou mais desfalcados que o Brasil. Como diria o Chapolin, “não criemos pânico”. Ao menos ainda…

E aí, animado pra estreia da seleção masculina na Copa América? Acha, também, que a vaga no Mundial virá? Comente!


Deron Williams, Ricky Rubio e a transformação pra próxima temporada
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Fábio Balassiano

Desde seu ano de novato, Deron Williams nunca havia dado tão poucas assistências (8,7 e 7,7) quanto nas duas últimas temporadas da NBA. Forçado a pontuar devido às necessidades do time, D-Will, tão craque quanto genioso (já ajudou a derrubar dois técnicos, é bom lembrar – Avery Johnson e Jerry Sloan), agora terá que novamente mudar de chip. Em entrevista esta semana, Jason Kidd, novo técnico do Brooklyn Nets (ambos na foto), disse o seguinte:

“Quando conversar com Deron vou estimulá-lo a passar mais, a ter novamente dígitos duplos em assistências”, afirmou Kidd, lembrando que D-Will já foi 10+ em passes em cinco de suas oito temporadas completas.

E o motivo é bem, bem claro. Ao contrário dos dois últimos anos, agora não faltam armas ofensivas aos Nets. Com bolso cheio, o time foi às compras e trouxe Jason Terry, Andrei Kirilenko, Paul Pierce, Kevin Garnett e ainda manteve Joe Johnson e Brook Lopez. Se não está óbvio o que Kidd quis dizer a seu armador titular, é só escrever aqui: “Meu filho, agora você tem pra quem passar. Faça o time jogar que esta é sua missão”. Está claro que deverá ocorrer um processo de mutação em D-Will pro começo da próxima temporada, não?

Outro que terá que se adaptar a novas – e diferentes – funções é o espanhol Ricky Rubio (foto à direita). Mestre nos passes em suas duas primeiras temporadas na NBA (8,2 e 7,3 assistências), comparado a Pistol Pete Maravich pela sua velocidade em achar seus companheiros e visão de jogo, ele ouviu uma recomendação do novo manda-chuva do Wolves essa semana: “Passando a bola ele é fenomenal, mas precisará arremessar mais e muito melhor. Estamos de olho nisso e é o que precisaremos dele daqui pra frente. Assim, com o pacote completo, ele deixará o jogo ainda mais fácil pra ele e seus companheiros”, afirmou Flip Saunders sobre o camisa 9.

E de fato Flip tem uma dose de razão. Se não é um mão-de-pau na pontuação (10,6 e 10,7 pontos), Rubio tem índices muito baixos nos arremessos (média de 35,9% nos chutes totais e 31,7% nas bolas de três pontos em sua curta carreira na NBA). Ao contrário de Deron Williams, citado acima, ele não terá um número tão imenso de opções assim pra pontuar (no garrafão, sim, com Kevin Love e Nikola Pekovic, mas fora dele a situação não é muito confiável assim) e precisará assumir novos, digamos, compromissos para enfim colocar o Wolves nos playoffs (embora pontuar seja, de fato, sua grande e eterna carência).

Não serão processos fáceis tanto para Williams como para Rubio, isso está claro pra mim. Deron Williams tem uma facilidade absurda pra pontuar (de longe, de perto, infiltrando, arremessando por cima dos outros armadores, o diabo) e sabe que pode resolver a parada chutando (mesmo com quatro ou cinco armas no elenco capazes de fazer o mesmo). É um problema mais mental e de liderança do que de qualquer outra ordem. Ricky Rubio, por sua vez, sempre teve problemas com seu arremesso (ele é “baixo”, com uma mecânica dura até) e terá que evoluir muito pra deixar seus tiros tão confiáveis quanto quer Flip Saunders e necessita o Minnesota para os próximos anos.

Vamos ver quem se adapta às novas funções mais rápido. Você apostaria em quem? Concorda com as análises de Kidd e Saunders? Comente!


Em derrota, Érika chega a média de dígitos-duplos em pontos e rebotes pela 1a vez na carreira
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Fábio Balassiano

12,5 + 10,0 -> O resultado final não foi o esperado (derrota na prorrogação, em casa, para o Washington Mystics por 85-80), mas lá estava Érika de Souza (foto) pra tentar ajudar o Atlanta Dream com 15 pontos, 14 rebotes e 2 tocos nos 40 minutos em que esteve em quadra.

Mas apesar do revés a pivô brasileira tem o que comemorar, sim. Pela primeira vez em oito anos de WNBA, Érika tem dígitos-duplos em pontos e rebotes na média da temporada (agora 12,5 pontos e exatos 10,0 rebotes – o máximo de rebotes havia sido em 2009, com 9,1), feito que neste campeonato só é compartilhado com Sylvia Fowles (Chicago Sky) e Tina Charles (Connecticut Sun).

Parabéns a Érika!


Gui Deodato estreia na LDB, mas seu lugar era na seleção adulta de Magnano
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Fábio Balassiano

Quem acompanha este blog sabe que um dos favoritos deste espaço atende pelo nome de Guilherme Pereira Deodato, ou simplesmente Gui Deodato (foto à esquerda). Com 1,90m e 22 anos, o explosivo ala de Bauru, campeão e melhor jogador da Liga de Desenvolvimento da temporada passada (leia mais aqui), estreia nesta quarta-feira às 17h contra o Sport/PE na terceira fase da terceira edição da LDB.

Mas aí eu fiquei pensando: será que Gui Deodato (poderia citar Ricardo Fischer, armador de primeira qualidade e também inscrito pra esta etapa da LDB) deveria mesmo estar atuando na Liga de Desenvolvimento neste momento? A resposta é: não, não deveria. Pelo simples motivo que ele já tem bola, talento, rodagem e (o principal) potencial pra estar na seleção adulta de Rubén Magnano que chega a Venezuela para a Copa América em uma posição carente demais (a ala que Marquinhos, lesionado, não pôde pegar o posto de titular).

Sem o ala do Flamengo, Magnano tem colocado Arthur de titular e Alex no improviso. Com Gui Deodato, o time ganharia em força física na defesa e poder de fogo no ataque (ele é forte, ágil e desenvolveu ótimo jogo de pernas pra começar as infiltrações, deixando um pouco de lado o vício de chutar de três pontos – o que para alguém com sua impulsão e capacidade atlética parecia mesmo uma decisão não muito sábia), além de altura para defender os alas adversários em uma formação que não deixaria, por exemplo, Marcelinho Hurtas tão exposto nos duelos de mano-a-mano contra os armadores adversários (com Alex e ele, Deodato, na ajuda, a situação do camisa 9 não ficaria tão feia quanto os amistosos mostraram). Foi uma opção de Magnano, temos que respeitar, mas que o jovem de Bauru tinha espaço neste time ninguém me convence do contrário. E não dá nem pra alegar falta de experiência, não.

Com 35 minutos de média no atual Paulista (15,6 pontos, 65,9% nos tiros de dois pontos e 40% nas bolas de três) e titular no fortíssimo quinteto de Guerrinha para a temporada 2013/2014, Gui cresceu muito da temporada passada do NBB (onde já teve ótimos 30 minutos por partida). Além disso, parece ter aproveitado muitíssimo bem o recente período de treinamentos nos Estados Unidos (na mesma academia em que também esteve Lucas Mariano, de Franca, outro que evoluiu demais) e o tempo que esteve na seleção que fez um torneio na França e a Universíade.

A torcida de Bauru tem que estar feliz mesmo de tê-lo em quadra defendendo a camisa do clube. Deste canto, porém, eu gostaria mesmo de estar vendo Gui Deodato com o uniforme do time de Rubén Magnano na Copa América. Aos 22 anos, seu basquete ainda não está totalmente maduro, pronto, mas ele é, sem dúvida alguma, uma das maiores promessas que o basquete brasileiro tem em quadra na atualidade.


CBB lança Copa Brasil Feminina – ótima iniciativa
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Fábio Balassiano

Está longe de ser o melhor dos mundos (até pela falta de explicação que há no site da entidade máxima e pela logomarca – ao lado – de péssimo gosto), mas ao que parece a Confederação Brasileira, através do patrocínio com a Eletrobrás, deu um passo adiante pra tentar renascer o basquete feminino do país, esfacelado há quase duas décadas.

A Confederação Brasileira anunciou nesta segunda-feira a criação da Copa Brasil de Basquete Feminino, nos moldes da que já existe no masculino inclusive. As equipes interessadas têm até o dia 6/9 pra se inscrever. As Fases Regionais serão disputadas entre 1/10 e 10/11. As campeãs das cinco regionais e mais três equipes escolhidas por critério técnico se classificam para a Supercopa Brasil, de 26 a 30 de novembro.

Sem dúvida é uma grande, grande notícia, embora algumas coisas precisem ser esclarecidas (como assim não haverá passagens pagas até a grande final? como assim, na final, serão apenas 12 passagens? onde ficam os técnicos, médicos, preparadores físicos nisso?) até o começo da competição.

Que este seja o primeiro passo para o basquete feminino brasileiro sair da lama em que se encontra há anos. Torço, sinceramente, para as ações que visem a massificação e a descentralização da modalidade continuem por parte da Confederação, cuja principal missão, é sempre bom lembrar, é desenvolver o esporte no país.


Terceira fase da LDB começa amanhã – vale ficar de olho
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Fábio Balassiano

Começa nesta quarta-feira a terceira fase da Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB. Maior competição de base do país, com 20 clubes disputando no mínimo 28 jogos (na fase de classificação), ela chega a sua terceira fase e será disputada em duas sedes (Bauru e Rio de Janeiro) para finalizar os duelos contra os times do outro sub-grupo (cinco jogos para cada equipe).

O regulamento não é lá muito fácil, mas eu vou tentar explicar. Os 20 times fazem parte de um mesmo grupo, mas com dois subgrupos (A1 e A2). Na primeira fase, os clubes jogarão duas vezes entre si (uma vez já rolou) nos subgrupos e uma vez contra os do outro subgrupos em partidas que valerão o dobro de pontos na classificação (28 jogos ao todo) com peso da vitória dobrada em caso de triunfo contra clubes de outro sub-grupo. Os oito primeiros se classificam, formam dois novos grupos e decidem vaga na semifinal e, posteriormente, na final.

Aqui no Rio de Janeiro estarão Flamengo (de Gegê – na foto), Tijuca, Ginástico, Pinheiros, Goiânia, Vitória, Minas, Paulistano, São José e Vila Velha. Em Bauru, o time da casa, Sport/PE, Brasília, Basquete Cearense, Limeira, Náutico (PE), Círculo Militar (PR), Vitória, Franca e Grêmio Náutico União (RS). Até o momento, os rubro-negros lideram a LDB invictos (9 vitórias), seguidos de Minas, Basquete Cearense, Pinheiros, São José, Brasília, Paulistano e Bauru (os oito primeiros).

Este é um campeonato que conta com dinheiro federal envolvido (são estinados R$ 4,6 milhões para a organização da competição deste ano, que conta com o número recorde de 20 times de quase todas as regiões do país – só o Norte ficou de fora, uma pena) e que vale a pena ficar ligado. O basquete brasileiro sobrevive graças a uma ideia como a Liga de Desenvolvimento. Estarei na Gávea para acompanhar alguns dos jogos e trago mais informações pra vocês aqui, no Facebook e no Twitter. Fiquem ligados.

Tags : LDB LNB NBB