Bala na Cesta

Arquivo : maio 2013

Com promessa de equilíbrio, Flamengo e Uberlândia decidem NBB neste sábado
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Fábio Balassiano

Flamengo e Uberlândia decidem neste sábado (10h da manhã), na HSBC Arena lotada (mais de 15 mil pessoas são esperadas), no Rio de Janeiro, a quinta edição do NBB com promessa de bastante equilíbrio em quadra entre as duas equipes. Para quem ainda não se habituou a final é em jogo único para atender às exigências da parceira comercial da Liga Nacional, a Rede Globo, que exibirá pra todo país o duelo.

Espero, antes de traçar a análise, que a arbitragem não interfira no jogo, não queira aparecer mais do que os jogadores e treinadores. Se falo isso, não é perseguição, mas sim pelo que aconteceu neste NBB todo – show de vaidade dos apitadores e decisões pra lá de ruins em quadra.

Além disso, há a questão da (muito bem aplicada) suspensão em Caio Torres, do Flamengo. Se coloco “a questão” é porque, como sabemos, pode ser que o rubro-negro tente/consiga o efeito suspensivo ( escrevo às 11h de quinta-feira) e o pivô possa atuar. Caso o efeito ocorra, mais uma mancha negativa para o STJD, que demora horrores pra julgar e, quando o faz, dá brechas para que os advogados dos clubes consigam defender seus atletas.

No jogo, sinceramente acho que os duelos Marquinhos x Robert Day , Kojo x Valtinho e Caio/Shilton x Cipolini vão definir o campeão do NBB amanhã.

Na ala, Marquinhos e Day são pontuadores de mão cheia, e obviamente José Neto e Hélio Rubens vão pensar em como pará-los. O rubro-negro pode pensar em colocar Zanotti em alguns momentos no norte-americano. O paraguaio é ágil e forte, pode conseguir algo. HR deve tentar Audrei ou Gruber em cima do provável MVP do NBB.

Na armação, Kojo fez um campeonato incrível, mas seu playoff deixa um pouco a desejar. Sou fã do cara, acho que ele joga demais, mas do outro lado estará Valtinho, outro baita jogador em solo nacional e cujo talento nas quartas e semifinais foram vistos contra Pinheiros e Bauru. Deixar o jogador do Triângulo Mineiro solto é um erro que Neto certamente não pode cometer.

No pivô, aí sim eu quero ver como serão feitos os ajustes. Caso Caio jogue, o Flamengo levará vantagem física, mas não técnica. Caso ele não jogue, Lucas Cipolini seguirá brilhando – como tem feito no NBB há 2 anos (grande jogador, este).

Este é o cenário pra amanhã, amigo leitor. Agora deixo uma pergunta pra você. Pergunta simples, bem simples: quem ganha o NBB5? Comente!


Com 2-2 na decisão do Leste, Miami e Indiana lutam por vantagem hoje
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Fábio Balassiano

A partir das 21h30 desta quinta-feira (o Space exibe na TV e a Espn, na rádio) acontece o jogo 5 da final do Leste entre Miami Heat e Indiana Pacers na Flórida. Para surpresa da maioria, a série está 2-2 e quem ganhar hoje fica muito perto de enfrentar o San Antonio Spurs na decisão da NBA.

Independente do que aconteça, confesso minha surpresa e alegria ao ver que o Indiana conseguiu deixar um duelo que não parecia ser tão equilibrado em um confronto que vai no mínimo ao jogo 6. Mérito total de Frank Vogel, o técnico que ordenou que o jogo do time “migrasse” do perímetro para o garrafão sem medo de errar (e o técnico que deu mole pra caramba no jogo 1, bom lembrar), de Roy Hibbert (o pivô tem feito estrago na defesa do Miami em todo o duelo) e de Lance Stephenson (ele fez 20 pontos no jogo 5, mas seu principal mérito é na defesa – o cara marca demais, vale a pena prestar atenção). Pra vocês verem como o time do Indiana é bom pacas, não citei David West, Paul George e George Hill, trinca valiosa do Pacers, que tem dado uma aula de como explorar as fragilidades do adversário (principalmente nos rebotes e no jogo de garrafão).

Do outro lado está o Miami, que obviamente não deve estar tão assustado assim quanto a maioria das pessoas, mas cuja preocupação com o rival deve ter subido de nível sem dúvida alguma (o time levou 14-3 nos últimos 5 minutos do jogo passado). Não sei se isso serve de parâmetro, mas se o Heat já está tendo problemas com West-Hibbert, prevejo tempos difíceis em uma eventual de NBA contra Duncan-Splitter. Haslem + Bosh não têm conseguido levar vantagem alguma na defesa, e o jogo só fica parelho quando Chris Andersen aparece pra marcar. Bosh, pra vocês terem uma idéia, tem apenas 16 rebotes em TODA série.

O que será que acontecerá logo mais na Flórida? Vencedores do jogo 5 em uma série melhor de 7 empatada em 2-2 vencem o duelo em 85% das vezes. E hoje, quem leva vantagem? Comente!


Na final da NBA, Tiago Splitter supera desconfiança e se firma no Spurs
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Fábio Balassiano

Tiago Splitter comeu o pão que Popovich amassou nas últimas três temporadas. Melhor pivô da Europa atuando pelo Baskonia, teve praticamente seu currículo rasgado quando passou a vestir a camisa 22 do San Antonio Spurs.

Não era falta de carinho ou “burrice”, como alguns pachecos chegaram a alegar, mas sim parte do planejamento de Pop e do Spurs com Splitter – algo semelhante ao que fora programado com o argentino Fabricio Oberto no mesmo Spurs do começo de século.

Na primeira vez que falei com Oberto, em uma entrevista, ele me disse o seguinte quando da chegada de Tiago no Spurs: “Se tiver paciência ele vai vencer. Popovich é chato, vai mudar o jogo dele, mas se tiver sangue frio vai longe. Comigo foi assim: primeiro ano só treino, no segundo quadra e no terceiro eu era titular”.

Deixei aquilo anotado, mas confesso que em alguns momentos cheguei a duvidar do que Oberto me disse. Ano passado Splitter levou um esporro homérico na decisão do Oeste, mas (seguindo o que o argentino pedia) teve paciência.

Mudou o arremesso, fico mais ágil, corrigiu a mecânica dos até então erráticos lances-livres e manteve a técnica de sempre. Virou titular absoluto do San Antonio Spurs e peça fundamental no esquema do antes-carrasco-agora-mito-da-pachecada Gregg Popovich.

Na final do Oeste contra o Memphis, Tiago inibiu Marc Gasol, que tinha acabado com o Thunder, moeu Zach Randolph (contra o brasileiro Z-Bo chutou menos de 32%), foi elogiado por Tim Duncan, pelo treinador adversário (Lionel Hollins disse que a marcação de Splitter nos picks foi se sensacional) e ganhou o respeito da
mídia norte-americana que antes o chamava de “lento” pra baixo.

Tiago venceu, venceu na liga mais difícil do mundo. Será o segundo brasileiro na final da NBA e terminará a temporada como um dos agentes-livres mais cobiçados do mercado para o próximo campeonato.

Onde quer que ele jogue, o mundo agora sabe que o melhor pivô da Europa de anos atrás conseguiu, sim, fazer a “migração” para a NBA. Seguindo as dicas de Oberto, teve paciência, ganhou a confiança de Pop e agora é referência em um timaço de bola.

Tiago só nos enche de orgulho, não?


Após retirada do tumor no cérebro, toda sorte a Oscar na recuperação
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Fábio Balassiano

Há cerca de três semanas um leitor deste blog enviou a seguinte mensagem pra mim: “Bala, conheço o Oscar e ele está passando por um problema de saúde meio grave”.

O cara pediu anonimato, e eu deste canto sabia o que era, mas não conseguia a confirmação – e, o mais importante neste caso, a autorização de Oscar e da família dele para divulgação.

Ontem à tarde tudo veio a tona. O Mão-Santa foi operado para retirar um tumor (maligno) no cérebro e agora passa por radioterapia. Li declarações do médico dele afirmando que o eterno camisa 14 da seleção está ótimo, já fazendo suas palestras e tendo uma vida normal.

Deste canto eu desejo muita sorte a Oscar e a sua unida família nesta recuperação – e que nada de mais grave aconteça. Ele sempre foi um vencedor, um guerreiro, e vai lutar como sempre lutou em sua vida.

Boa sorte, Oscar!


José Neto e Hélio Rubens, duelo de estilos entre técnicos na final do NBB deste sábado
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Fábio Balassiano

Todo mundo aí já sabe que a final deste sábado envolverá Flamengo e Uberlândia aqui no Rio de Janeiro, né. A HSBC Arena estará certamente lotada (mais de 15 mil pessoas, espera-se), e um duelo interessante será travado fora das quadras. O veterano Hélio Rubens e o jovem José Neto, ambos na primeira temporada pelos clubes, disputarão uma final de NBB pela primeira vez.

Sobre Hélio Rubens (à esquerda), muito é sabido. Disciplinador, coerente, totalmente alucinado por treinamentos, o técnico forjou sua filosofia em Franca com o Professor Pedroca e depois de idas e vindas está de volta a Uberlândia, por onde já foi campeão nacional quando o campeonato era gerido pela CBB. Depois de sair de solo francano na temporada passada recebeu convite do time do Triângulo Mineiro e, com o mesmo time praticamente, soube trazer um pouco mais de jogo coletivo para uma equipe que vivia batendo cabeça entre as individualidades de Collum e Day, dando ainda mais “poder” para Lucas Cipolini e força para o reforço Gruber, um dos melhores jogadores do time no campeonato.

Do outro lado estará José Neto, cuja carreira é até difícil de explicar. O cara começou muito bem no Paulistano, parecendo ser o sopro de renovação e inconformismo que a gente sempre pedia nas pranchetas. Aos poucos tornou-se “mais do mesmo”, o que não necessariamente é ruim, e foi se reencontrar com o Neto do começo de carreira quando passou a ser assistente-técnico de Rubén Magnano, argentino treinador da seleção que sempre lhe deu muita força. Na temporada passada fez brilhante trabalho em Joinville, quando quase eliminou o poderoso Pinheiros e teve a grande chance de sua carreira no Flamengo. Não desperdiçou, montou um ótimo time mesmo sem Marcelinho, sua principal estrela e liderança, trouxe mais capacidade defensiva a um elenco cuja força no ataque é imensa e está na final com inteira justiça. Cravou a segunda melhor campanha na fase regular da história do NBB, não perdeu em casa na pós-temporada e está a um passo de conquistar o primeiro título de sua carreira profissional.

Quem será que vence no próximo sábado, levando Uberlândia ou Flamengo ao título do NBB? Comente!


A um passo da primeira final em 6 anos, Spurs podem varrer Grizzlies esta noite em Memphis
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Fábio Balassiano

A partir das 22h desta segunda-feira o San Antonio Spurs pode sentir o cheiro do champanhe que não sente há seis anos: o champanhe que se abre quando é campeão do Oeste.

Aquele meio tímido, meio devagar, porque ainda se tem um trabalho a ser feito na decisão da NBA, mas é um champanhe que uma das melhores franquias das duas últimas décadas não sente desde 2007, quando foi às finais da liga e venceu o Cleveland Cavs, de LeBron James (corrigido aqui), para conquistar o quarto e até então último título de sua história.

Para isso os texanos “só” precisam vencer o Memphis Grizzlies nesta noite fora de casa para consumar algo que é praticamente inevitável – a classificação às finais. A gente sabe que nenhuma equipe na história da NBA virou um 0-3, e parece difícil crer que o Memphis, por mais tenacidade e raça que tenha (e tem mesmo) consiga isso diante de um adversário tão bem treinado (parabéns, Popovich, mais uma vez!), tão bem liderado em quadra (Tony Parker é um cracaço – na fot0) e com um garrafão cada vez mais azeitado (Tiago Splitter tem sido constantemente elogiado por Tim Duncan, e isso é mérito do brasileiro, que acreditou no projeto da franquia pra ele e jamais desistiu).

Ao San Antonio Spurs é só manter o ritmo, ganhar hoje ou na quarta-feira e descansar até a final da NBA que começa em 6 de junho. Prorrogar a série pode ser perigoso não só para entrar na história pela porta dos fundos (perder depois de ter um 3-0) mas principalmente pensando no cansaço de suas estrelas veteranas visando a grande final da liga.

Será que é hoje que os Spurs voltam às finais da NBA como campeões do Oeste? Comente!


Via defesa, Indiana tenta abrir vantagem contra o Miami no jogo 3 da final do Leste hoje
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Fábio Balassiano

O “se” não joga, eu sei disso, mas ninguém que está acompanhando a final do Leste pode negar que o Indiana Pacers, que venceu o jogo 2 para empatar a série em 1-1 na sexta-feira, poderia estar tranquila e surpreendentemente vencendo a decisão da conferência por 2-0 caso tivesse defendido bem a infiltração de LeBron James naquele primeiro duelo de quarta-feira.

Águas passadas não movem moinhos, sabemos disso, e logo mais às 21h30 Indianápolis recebe o Miami Heat para o jogo 3 da até agora empatada série decisiva do Leste (o Space exibe na TV e a ESPN manda bala nas ondas do rádio). Para se ter uma ideia da importância do jogo, é o primeiro jogo de uma final de conferência na cidade desde 30 de maio de 2004, quando o indiana perdeu do Detroit de 83-65. A última vitória do Pacers em uma final do Leste jogando em casa veio justamente nesta série contra o Pistons, mas no dia 22 de maio de 2004, quando venceu por 78-74 o Detroit (há mais de nove anos, portanto).

E mais uma vez os Pacers contarão com sua estupenda defesa para manter o Miami fora de sua zona de conforto. O time não tem tido remédio para segurar LeBron James (ninguém no mundo tem, pra ser sincero), mas tem contido muito bem as armas coadjuvantes do Miami que foram tão bem nos últimos anos. Shane Battier, que chutou para mais de 43% de três pontos na temporada regular, registra 0/6 nos dois primeiros jogos contra o Indiana. Outro mão quente, Ray Allen teve 41% na fase de classificação e contra os Pacers tem 1/6. Ou seja: está claro que o trabalho de Frank Vogel para segurar as peças de apoio do Miami tem surtido muito efeito.

Aliás, Vogel falhou demais no jogo 1 ao retirar de quadra Roy Hibbert o momento decisivo (algo que ele mesmo admitiu), mas tem sido brilhante na estratégia nesta série. Ele tem começado forçando o jogo em cima dos pivôs (reparem que a bola praticamente só “procura:” David West e Hibbertt nos priumeiros minutos), deixando a marcação do Miami concentrada nos gigantes, para depois liberar George Hill e Paul George para os arremessos. Como não tem muitas armas para segurar os grandalhões do Pacers, o Miami fica de mãos atadas em alguns momentos do jogo. Quando ajusta, Vogel solta os rapazes de fora do garrafão para brilhar. Nota 9,75 pra ele até então.

E hoje, será que Erik Spoelstra tem algum remédio para Vogel? Será que o Indiana continua moendo na defesa e vence o jogo 3 da final do Leste? Comente!


Detalhes da classificação do Flamengo à decisão do NBB5 direto da HSBC Arena
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Uma série que, se não foi brilhante tecnicamente, em termos de emoção, intensidade e nervosismo entrou para a história do NBB. Na noite deste sábado, com cerca de 12 mil pessoas na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, o Flamengo derrotou São José por 88 a 76, fechando a semifinal em 3 a 2. O rubro-negro retorna à decisão do NBB após duas temporadas de ausência e, de quebra, devolve a eliminação sofrida para os joseenses na semifinal do ano passado, também por 3 a 2. Flamengo e Uberlândia vão lutar pelo título no próximo sábado (lamentavelmente em jogo único, mas falamos disso depois), às 10h, na HSBC Arena.

O duelo de ontem à noite marcou a redenção de um dos jogadores mais questionados do elenco rubro-negro. O ala Duda, que vinha de duas temporadas ruins e chegou a cogitar a ideia de deixar o clube, fez uma partida exuberante. Com seis bolas certeiras de três e 26 pontos no total, Duda foi o cestinha da partida e grande responsável pela vitória do Flamengo.

A tensão criada ao longo da série, especialmente pela briga entre os atletas no fim do quarto jogo, acabou afastando boa parte dos torcedores de São José que viriam ao Rio para a partida decisiva. Uma pena. Mas é importante ressaltar que o ambiente ruim durante os confrontos ficou apenas dentro da quadra. Não houve nada, além de provocações naturais, nas arquibancadas, tanto no Rio, como em São José. Entre as equipes, aí sim. O clima estava tão pesado que os quintetos titulares nem se cumprimentaram antes da bola subir. E desde o primeiro quarto, o que se viu foi um jogo muito pegado, com bastante contato físico. O Flamengo começou trabalhando bem os ataques, enquanto a Águia do Vale tinha em Murilo sua grande peça ofensiva. Aliás, o pivô foi um verdadeiro gigante. Superou a contusão sofrida no jogo três, ajudou a equipe a vencer o jogo quatro e foi o principal destaque do time no quinto duelo, anotando 23 pontos.

Após vencer o quarto inicial por vantagem mínima, 23 a 22, o rubro-negro voltou mal para o segundo período. O aguerrido time de São José aproveitou o momento ruim dos cariocas e chegou a colocar seis na frente (38 a 32). Após tempo pedido por José Neto, o Flamengo cortou um pouco a diferença, mas foi para o intervalo perdendo por três (42 a 39) e com o ala-armador Benite contundido.

Podemos dizer que terceiro quarto foi determinante para os rumos da série. A equipe da Gávea voltou para quadra bem diferente. Jogando com muita intensidade na defesa e um baita aproveitamento no ataque, o Flamengo virou o placar, incendiando a torcida. Destaque, além de Duda, em noite épica, para Gegê. O jovem armador rubro-negro jogou mais tempo que o titular da posição, o ótimo Kojo, e demonstrou muita personalidade ao conduzir bem a equipe, distribuindo seis assistências. Uma bola de três de Marquinhos (13 pontos), no estouro do cronômetro, deu ao Flamengo uma vantagem de 11 pontos no fim do período: 69 a 58 (30 a 16 no terceiro quarto).

Nos últimos dez minutos, os mandantes mantiveram a diferença confortável e garantiram presença na decisão, vencendo por 88 a 76. A equipe de São José seguiu lutando até o final, com muita garra, mas faltou um pouco mais de perna. Vale lembrar que os comandados de Régis Marreli fizeram uma temporada exaustiva (Paulista, Liga Sul-Americana, Liga das Americas e NBB) e sofreram com vários problemas de contusão ao longo das competições. Além de Murilo, Jefferson também foi bem, terminando com 13 pontos e sete rebotes. Baita campeonato fez o ala-pivô da Águia, está de parabéns. Fulvio, que se envolveu em confusões durante a série, esteve um pouco apagado nos arremessos. Mas mesmo assim, chegou a flertar com um triplo-duplo (nove pontos, nove assistências e sete rebotes). Ao final da partida, o técnico Régis Marreli se mostrou feliz pela campanha realizada por seu time e fez um balanço positivo da temporada. “Tivemos dificuldade para manter esse time, por conta do vice-campeonato ano passado e o assédio de outros clubes aos nossos principais jogadores. Mas conseguimos e realizamos uma ótima temporada, com o título do Paulista e as semifinais do NBB, eliminando o atual tricampeão. Sofremos muito com desfalques na fase de classificação e por isso tivemos uma campanha irregular, mas nos playoffs mostramos nosso grande basquete. Infelizmente a equipe não foi muito bem nos jogos aqui no Rio”, afirmou o competente treinador de São José, que ao lado de Guerrinha (Bauru) é o único técnico que se manteve no cargo desde o NBB 1, acumulando dois títulos paulistas e um vice nacional.

Do outro lado, os rubro-negros comemoraram bastante a classificação. Duda era o mais assediado pelos torcedores na saída da quadra. Sereno, ele agradeceu as pessoas que estiveram ao lado dele nos momentos de incerteza. “Só tenho a agradecer ao Neto e a diretoria pelo apoio que tive para continuar no clube. É uma honra vestir essa camisa e se hoje eu tive uma grande atuação foi porque meus companheiros me ajudaram”, disse o ala, que se mostrou contrário a realização de uma final em jogo único. “Não é o mais justo. A gente joga uma temporada inteira, consegue bons resultados e acaba tendo que decidir tudo em uma única partida. Às vezes você não entra bem e põe tudo a perder, mas temos que superar isso. Nossa equipe vai entrar focada e fazer um grande jogo”, completou.

Fico aqui pensando como seria sensacional uma decisão em cinco jogos entre Flamengo e Uberlândia. Ginásios lotados nas duas cidades, emoção, polêmica, tudo que uma grande série poderia ter. Mas, isso vai ficar só na imaginação, porque os motivos comercias falaram mais alto e desde o ano passado a final do NBB se realiza em um único duelo. O Flamengo fez 42 jogos no campeonato, Uberlândia entrou em quadra 44 vezes e agora eles colocam o trabalho de uma temporada inteira em apenas uma partida. Nos resta apenas torcer para que seja um grande espetáculo.


Com terceiro período fulminante e Duda genial, Flamengo vence São José e volta à final do NBB
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Fábio Balassiano

Que roteiro de cinema para o Flamengo nesta noite de sábado na HSBC Arena. O time começou meio sonolento, viu São José comandar as ações na primeira etapa (39-42) e teve que entrar de cabeça nos 20 minutos finais para tentar chegar à final do NBB pela terceira vez e pela primeira desde 2010.

E deu certo. Com um terceiro período espetacular (30-16), o Flamengo levou os rubro-negros que encheram a HSBC Arena a loucura (mais de 10 mil educados-corretos-comportados torcedores, certamente), venceram por 88-76, fecharam o confronto semifinal contra os joseenses em 3-2, garantiram vaga na final contra Uberlândia no próximo sábado e consagraram um herói inesperado, um herói que no começo da temporada era muito mais contestado do que elogiado (inclusive por este blogueiro que por aqui escreve).

O herói chama-se Eduardo Magalhães Machado, tem 30 anos e neste sábado fez a partida da vida dele. Duda saiu do banco, cravou seis bolas de três pontos, incendiou a torcida, inflamou o time, somou 26 pontos (o cestinha do jogo) e foi disparadamente o melhor em quadra. Não dá pra dizer que ele saiu da vida pra entrar na história, mas é quase isso. O cara jogou demais, acabou com todas as esperanças do rival e salvou a pele de titulares que não foram muito bem na série inteira.

Parabéns a São José, que fez uma série e um playoff de NBB excelentes, mas muitos felicitações ao Flamengo, que fez uma fase regular de NBB fora do comum, manteve a pegada na pós-temporada e agora volta à decisão (em jogo único, céus…) do campeonato. E muitas felicitações aos torcedores e atletas, que nesta noite tiveram comportamento exemplar, sem zona, baderna ou confusão. Basquete bonito é basquete jogado e decidido em quadra – como foi hoje.

Viu o jogo? Flamengo bate Uberlândia na final? Comente!


Memphis recebe Spurs esta noite sem poder perder para manter sonho de chegar à final da NBA
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Fábio Balassiano

A ESPN transmite a partir das 22h deste sábado o terceiro jogo da final do Oeste entre Memphis Grizzlies e San Antonio Spurs direto de Memphis. E o time da casa não pode nem sonhar em perder se quiser realmente jogar a tão sonhada final da NBA. Perdendo a decisão do Oeste por 2-0, o time de Lionel Hollins sabe que novo revés logo mais será praticamente um adeus antecipado de uma temporada incrível.

Para isso o time conta com a força de jogar no Fedex Forum, que mais do que uma casa é um amuleto. Lá, o time venceu 32 das 41 partidas que fez na temporada regular, 19 das últimas 20 no ginásio (desde o começo de fevereiro, o torcedor do Grizz que vai ao ginásio só viu uma derrota – incrível, não?) e todas as cinco partidas que fez na pós-temporada (além deles, apenas o Indiana Pacers ainda não foi derrotado em casa nos playoffs). Se não for pedir muito, é meio que urgente que Marc Gasol e Zach Randolph (ambos na foto) joguem bem juntos.

Do outro lado estará o fortíssimo San Antonio Spurs (10-2 na pós-temporada), que ainda não sabe em que condições estará o armador francês Tony Parker (foto), lesionado na panturrilha (ele passou por exames na tarde desta sexta-feira e nada foi detectado) mas com a confiança lá em cima após vencer quatro partidas seguidas de playoff (duas contra Warriors e duas contra o Memphis, adversários com estilos completamente distintos) e com os três dias de descanso para recuperar não só Parker mas também para dar mais treinamento a Tiago Splitter, brasileiro que ainda busca as melhores condições depois de torcer o tornozelo na série inicial contra o Lakers.

Quem será que vence logo mais? O Memphis se recupera, ou o Spurs fica a um passo da primeira final do time desde 2007? Comente!