Bala na Cesta

Arquivo : abril 2013

Contra a parede, Denver precisa parar Stephen Curry se quiser sobrevida nos playoffs da NBA
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Fábio Balassiano

Stephen Curry é o nome do playoff da NBA até o momento. Kevin Durant é craque e tem jogado muito contra o Houston Rockets. Tony Parker recuperou sua forma treinando contra o Lakers. LeBron James passeou contra o Bucks. Mas o que Curry tem feito contra o Denver Nuggets beira o absurdo.

Falei dele aqui ontem, citei seus números e quem tem visto os jogos sabe do que estou falando. O camisa 30 do Golden State, que vence o Denver Nuggets por 3-1 e pode avançar hoje às semifinais da conferência Oeste nesta terça-feira caso vença a quinta partida no Colorado (21h), está imarcável, eu sei, mas o Denver precisa encontrar uma solução para frear a sanha de Curry.

Uma boa saída seria colocar Andre Iguodala o tempo inteiro em cima do baixinho. O jogo ficaria mais físico para Curry, que teria dificuldade para cortar Iggy, mais alto, forte e ágil o bastante para conter o “primeiro passo” do armador do Warriors. Se nem isso estiver dando certo, George Karl (cadê os ajustes, professor?) pode abusar das coberturas com Wilson Chandler ou Corey Brewer em cima de Curry. O problema (e isso tem sido um problemão mesmo para os Nuggets) é que a rotação pós-ajuda precisa ser rápida e estar sempre pronta para evitar os chutes dos não menos certeiros Harrison Barnes (43,8%) e Klay Thompson (42,9%). Soltar Andrew Bogut um pouco pode ser um risco que Karl terá que correr, pois ficar do jeito que está, apostando que Curry passará a errar decididamente não é uma boa coisa, não.

Ao Golden State, sua tática de abdicar dos contra-ataques para fechar a defesa e evitar contra-ataques deve continuar (e quanto a isso o Denver não tem muito o que fazer), mas é bom saber que certamente a marcação será mais pesada logo mais contra Curry. Se não for exigir muito de seus atletas, George Karl pode pedir que as bolas de três, quase sempre estéreis e sem resultado na série (31%), sejam trocadas por arremessos mais seguros, mas isso talvez seja pedir demais para um time que se habituou a correr muito em toda a temporada regular.

Será que o Denver consegue segurar Curry hoje para permanecer vivo na série? Só a vitória interessa aos Nuggets. Comente!


Em jogo emocionante e com tempos distintos, Flamengo derrota Paulistano e abre 1 a 0
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

Paulistano e Flamengo fizeram ontem, no Ginásio Antônio Prado Júnior, em São Paulo, um jogo de muitas alternativas, que contou com uma reação incrível do time paulista mas que acabou sendo vencido pelos cariocas por  100-91. O placar alto mostra a eficiência ofensiva das duas equipes e, também, como as defesas não conseguiram se impor (exceto a do Flamengo no primeiro tempo, inibindo seu oponente a 28 pontos).

Marquinhos (foto à direita) fez grande partida e foi o cestinha do jogo com 24 pontos, destacando-se não só pelos números, mas por aparecer sempre nas horas difíceis, decisivas. Kojo (18 pontos e 10 assistências), Duda (18), Benite (16) e Caio Torres (10) foram os outros destaques do rubro-negro. Pelo Paulistano, Elinho (22 pontos) e Toyloy (18 pontos e 12 rebotes) foram os principais responsáveis por uma das reações mais espetaculares do NBB até aqui, ainda que não tenha sido concretizada.

No primeiro tempo, o Flamengo foi absoluto na partida. Parecia que o período sem jogos devido a folga conquistada na primeira rodada dos playoffs fazia a diferença naquele momento, e o Paulistano, que vinha de uma série duríssima diante do Basquete Cearense, não tinha pernas pra aguentar o ritmo de seu jogo. No intervalo, o placar mostrava uma diferença monstruosa e que parecia irreversível, 52-28 a favor do rubro negro.

A partir do terceiro período, o jogo mudou completamente. O Paulistano voltou totalmente diferente, vibrando, lutando e jogando incrivelmente bem, algo inimaginável depois de um começo tão ruim. O Flamengo voltou disperso,  acomodado com a larga vantagem que obteve e sofreu muita pressão, tanto que em apenas 4 minutos a vantagem que era de 24 pontos caiu para 10 (e no fim do quarto caiu ainda mais, 75-68). Em dez minutos, o time de Gustavo de Conti fez mais pontos (35) dos que nos 20 anteriores (28), levando apenas 23.

No último período, o Paulistano manteve o ritmo e cortou a diferença para apenas 1 ponto, e naquela altura parecia que a virada iria realmente se concretizar. Mas não foi o que aconteceu. O Flamengo mostrou porque foi o melhor time da fase de classificação, e com muita frieza e maior poder de decisão manteve a dianteira no placar, controlou o jogo e sem sustos nos minutos finais venceu a partida por 100-91.

O ala-pivô Olivinha reconheceu que sua equipe bobeou em determinado momento da partida: “Sem dúvida nosso primeiro tempo foi excelente, conseguimos fazer uma grande defesa, diminuindo a pontuação do Paulistano e nosso ataque fluiu. Já no segundo, não voltamos com a mesma pegada e o adversário se aproveitou disso, principalmente no terceiro quarto, onde diminuíram bastante a diferença. Mas nossa equipe manteve a tranquilidade. Trabalhamos bem, e apesar dessa falta de concentração, nos mantivemos o jogo todo na frente e conseguimos uma grande vitória”.

Pelo lado do Paulistano, Alex lamentou a derrota e explicou o que mudou em sua equipe de um tempo para o outro: “Eu enxergo atitude e vontade de marcar. No começo do jogo pecamos muito na defesa, estávamos dispersos no ataque e no segundo tempo mostramos que temos força dentro de casa, sabíamos que era possível superá-los e infelizmente não conseguimos, mas vamos ao Rio de Janeiro para buscar uma vitória”.

Além da disputa em quadra, é importante falar das torcidas, que fizeram um show a parte e lotaram as dependências do Antônio Prado Júnior. Os flamenguistas como sempre compareceram em grande número, dividiram o ginásio com os donos da casa e apoiaram sua equipe para a vitória. Os torcedores do Paulistano também mostraram muito entusiasmo e foram a loucura com a reação de sua equipe. Tudo isso foi possível por conta de uma partida que foi realmente imprevisível e empolgante.


Na série mais equilibrada do Oeste, Memphis e Clippers jogam por vantagem em Los Angeles
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Fábio Balassiano

Grizzlies e Clippers fazem uma série estranha. Jogando em Los Angeles, os Clippers sofreram um bocado no jogo 1, mas venceram por 21 pontos devido ao último período (37-22). No jogo 2, equilíbrio até o fim, e vitória dos donos da casa no arremesso de Chris Paul, O confronto foi pra Memphis, os Grizzlies precisavam reagir, viram Zach Randolph (foto) renascer (28 minutos, 13 pontos e seis rebotes nos dois duelos iniciais; 25,5 pontos, 10 rebotes, 37 minutos e 57,1% nos arremessos) e empataram em 2-2 com vitórias maiúsculas (94-82 e 104-83).

Com isso, o jogo de hoje em Los Angeles (23h30 de Brasília) é mais do que fundamental. De acordo com estatísticas da NBA, 94% dos times que abriram 2-0 em séries melhor de sete saíram vencedores dos confrontos. Mas o fato é que o Los Angeles Clippers está acuado, com um pouco de temor pelo basquete apresentado pelo Memphis, que no ataque passou a rodar melhor a bola e a explorar Zach Randolph em quase todos os ataques, e, na defesa, conseguiu marcar muitíssimo melhor os pick’n’rolls de Chris Paul, algo que Marc Gasol deixou bem claro depois da segunda derrota na Califórnia (“Se a gente não quiser entrar de férias é melhor segurar o Chris (Paul). Ele está jogando solto e matando a gente”, disse ao site da NBA).

A defesa teve que “subir” um pouco e acabou conseguindo conter a melhor arma do Clippers, não dando espaço também para os tiros de longe. Nos dois jogos mais recentes, as bolas de fora não caíram (13/44 ou 29%), os rebotes ofensivos não vieram (23 nas duas rodadas iniciais; 10 nas duas seguintes) e Blake Griffin até que teve espaço (17,5 pontos de média em Memphis), mas teve que “conduzir” sozinho suas ações ofensivas. Foi um grande trabalho liderado por Marc Gasol (o melhor defensor da temporada), Tony Allen, Tayshuan Prince e Mike Conley, que cortaram as linhas de passe e praticamente liberaram aquilo que o rival não gosta de fazer  – atuar dentro do garrafão em jogadas de mano a mano. Para se ter uma ideia de como caiu a eficiência dos passes, nos dois primeiros jogos Chris Paul teve 16 assistências e o Clippers, 39 ao todo. Nos dois últimos, CP3 obteve 10 e o Clippers, 31 (queda de 37% e 23%, respectivamente). Muita diferença, sem dúvida alguma.

Quem será que vence logo mais? Comente!


Com grande atuação, São José vence Brasília em casa; Uberlândia bate o Pinheiros em SP
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Fábio Balassiano

Foram dois bons jogos na sequência das quartas-de-final que o Sportv exibiu. Antes de falar deles, deixo um aviso desde já aos rubro-negros e torcedores do Paulistano: o post do jogo virá logo mais, com o correspondente Bruno Mesquita.

Em São Paulo, o Pinheiros fez um bom primeiro período (27-24), mas depois foi completamente engolido pelo ótimo time de Uberlândia (24×7 e 21×11 nos dois quartos seguintes) e perdeu em casa por 86-67 em um placar que não reflete o que foi o jogo. Com a bola que jogou, o time do triângulo mineiro poderia ter vencido por ainda mais. Os grandes destaques do jogo foram o pivô Lucas Cipolini (fez 24 pontos e pegou cinco rebotes) e o armador Robby Collum (foto), que saiu-se com 21 pontos, 11 rebotes e seis assistências. Pelo time da capital paulista, um dado absurdo: o time chutou 29 bolas de longe e errou 24. Alguém explica tamanha insistência?

No outro jogo televisionado, o São José começou mal, viu Brasília abrir vantagem e passou o filme da temporada passada na cabeça. Mas na segunda etapa a história mudou. O time fez 22×18 no terceiro período, 32×15 no derradeiro e venceu com autoridade os atuais tricampeões por 90-76 com atuações de gala de Fúlvio (20 pontos e 13 assistências), Murilo (21 pontos e nove rebotes) e do cada vez mais decisivo Jefferson Willian (20 pontos e seis rebotes). Os joseenses tiveram 20 assistências em 32 arremessos convertidos, 11 rebotes ofensivos e viram o rival errar muito na segunda etapa e nos tiros longos (10/30). Repito a pergunta que fiz ao Pinheiros: insistir de três pontos pra quê?

Viu os jogos? Gostou? Comente!


Escolhida pelo Minnesota ano passado, Damiris confirma: ‘Não irei para a WNBA neste ano’
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Fábio Balassiano

Escolhida no Draft do ano passado pelo Minnesota Lynx (décima-segunda posição), da WNBA, a ala-pivô Damiris Dantas do Amaral decidiu que ainda não é a hora de fazer o salto para a liga de basquete norte-americana. Ainda definindo em qual clube jogará a próxima temporada, a jogadora de 20 anos e 1,90m conversou com o blog e disse que esperará mais um ano antes de partir para os Estados Unidos.

– Foi uma decisão que tomei com meus agentes de ficar mais um ano no Brasil. Não irei para a WNBA este ano. Quero me desenvolver muito, evoluir mesmo, antes de jogar lá. É meu sonho, mas para realizá-lo da maneira mais apropriada eu preciso estar bem preparada. Estou apostando na minha melhora pessoal antes de jogar pelo Minnesota. Faz parte do meu planejamento de carreira mesmo – afirmou a ala em contato telefônico com o blog na tarde de ontem.

Deste canto, só posso aplaudir a decisão da jovem atleta. O Minnesota é o atual vice-campeão da WNBA (foi campeão dois anos atrás) e tem um dos melhores elencos do país. Chegar na liga norte-americana apenas para dizer um “ah, olha, fui lá jogar” não faz muito sentido. Deve ser uma experiência fascinante, mas Damiris sabe que pode ir além. Ela é talentosa, habilidosa e só precisa de ajustes em seu jogo (desde que surgiu no Mundial Sub-19 de 2011 pouca coisa melhorou). Apenas como registro: em 2011/2012, jogando pelo Celta, da Espanha, ela teve 13,1 pontos, sete rebotes e 38,7% nos tiros de quadra. Na LBF, pelo Maranhão Basquete, ela saiu-se com 12,4 pontos, 8,7 rebotes e 50,5% nos arremessos.

Nesta temporada (independente de com que técnico ela jogará) a aposta dela faz todo sentido, e a palavra (usando uma que ela falou pra mim) ‘evolução’ deve mesmo estar na ordem do dia. Sorte a ela nesta decisiva etapa de sua carreira, e que seu desenvolvimento seja visto tanto em clube quanto em seleção.


Mais três séries das quartas-de-final do NBB começam hoje – veja análises e duelos
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Fábio Balassiano

Ontem começou a fase de quartas-de-final do NBB com Franca e Bauru (vitória dos francanos por 72-69) e nesta segunda-feira mais três duelos iniciam. Sempre lembrando do formato: Só lembrando: os duelos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Bem, agora vamos às análises dos três confrontos (com asterisco o time que tem mando de quadra).

FLAMENGO* x PAULISTANO (Primeiro jogo hoje, às 20h, em São Paulo) – É o confronto de dois técnicos que se conhecem bem (Gustavo de Conti, hoje técnico do Paulistano, foi assistente de Neto há quase uma década no time da capital paulista) e de dois elencos bem diferentes (o do Flamengo, caríssimo; o do rival, bem mais modesto). Até pelo cansaço de uma série de cinco jogos que o rival teve contra o Basquete Cearense nas oitavas-de-final, não creio que o rubro-negro tenha problemas para avançar. Não será fácil, mas não creio que o Paulistano consiga chegar às semifinais dessa vez.

BRASÍLIA* x SÃO JOSÉ (Primeiro jogo hoje, às 21h, em São José, com Sportv) – Reedição da final da temporada passada, só que agora em cinco jogos e com mando de quadra invertido. São José venceu o Minas, tem Fúlvio e Murilo, além de Jefferson e Laws (embora, é bom dizer, Dedé esteja com o joelho baleado), mas não sei se consegue superar os tricampeões. Brasília é e sempre será muito forte enquanto o núcleo formado por Giovannoni, Alex, Nezinho e Arthur estiver junto (some-se a eles Paulão, que agora parece estar em melhor forma). Gosto muito do trabalho de Régis Marrelli no Vale do Paraíba, e será interessante ver os ajustes dele para tentar conter os candangos. Série promete ser duríssima e longa.

UBERLÂNDIA* x PINHEIROS (Primeiro jogo hoje, às 19h, em São Paulo, com Sportv) – Outra série que promete ser muitíssimo equilibrada. Embora Uberlândia tenha levado vantagem na fase de classificação, não me arrisco a dar qualquer palpite aqui. O Pinheiros está com confiança lá em cima após o título da Liga das Américas, a virada contra Limeira e com a fase esplendorosa de Shamell (foto), mas do outro lado há a experiência de Hélio Rubens em playoffs, a mira certeira de Robert Day (grande jogador!) e o mando de quadra de um time que se sente muitíssimo bem atuando no Triângulo Mineiro.

Palpites para quem avança às semifinais? Comente!


Warriors vence com show de Stephen Curry – veja vídeo dos 22 pontos dele no 3º quarto
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Fábio Balassiano

O Golden State Warriors está pertinho, pertinho da semifinal da conferência Oeste (quem vencer enfrenta o San Antonio Spurs, que varreu ontem o Los Angeles Lakers). O time de Oakland deixou os quase 20 mil torcedores que foram a Oracle Arena alucinados ao vencer na noite de domingo o Denver Nuggets por 115-101 (quando eu escrevo e o time ganha ninguém me chama de pé-quente, mas tudo bem).

E o Golden State só venceu devido ao magrinho aí da foto. Stephen Curry vinha mal, com dores no tornozelo esquerdo, mas ouviu de seu técnico Mark Jackson que precisava ao menos tentar na volta do intervalo. E, bem, ele mais que tentou. Curry anotou anormais, absurdos, incríveis 22 pontos no terceiro período para impulsionar a vitória do Warriors contra o Nuggets. Na verdade, Curry fez isso tudo em seis minutos e meio de ação, com cinco bolas de três. No mesmo período de minutos, o Denver parou e fez, AO TODO, apenas dez pontos.

Curry terminou com 31 pontos, 7 assistências, 4 roubos e 3 rebotes em mais uma performance para a história. Nos playoffs, o primeiro de sua vida, ele tem 27,3 pontos, 10 assistências, 50% nos tiros de quadra e 47,4% nas bolas de fora (já foram 18 arremessos longos convertidos na pós-temporada).

Aqui, aliás, cabe uma observação sobre o Denver. O time não tem conseguido fazer o jogo que mais gosta, o de contra-ataque. O Golden State tem sido eficiente demais ao conter a correria dos Nuggets, e George Karl não parece ter resposta pra isso (a tática de Mark Jackson, técnico rival, é “sacrificar” o rebote ofensivo e correr pra defesa assim que o arremesso sai das mãos de seu atacante). No jogo de ontem o time do Colorado cometeu 23 erros (23% de suas posses de bola) e viu o adversário mais uma vez ser muito efetivo nas bolas de três (11/20) e eficiente para deter o jogo de contra-ataque (foram 25 pontos assim, mas “apenas” 36 no garrafão – a média do time na temporada regular ficou em 59,9 pontos/jogo. Com isso, o jogo de chutes, que Ty Lawson e companhia fazem tão mal, não fluiu (6/20 de fora e apenas 14 assistências nos 33 arremessos convertidos).

Para se ter uma noção do tamanho do buraco em que se meteu o Denver, em 438 séries de playoff  na história da NBA, em apenas oito vezes um time saiu de 1-3 para vencer em 4-3. Do jeito que Stephen Curry está jogando, fica difícil imaginar que os Warriors não saiam dessa série vitoriosos. O jogo 5 acontece nesta terça-feira no Colorado, e o 6, caso necessário, na quinta-feira em Oakland. Concorda comigo?

Abaixo o vídeo da atuação de gala de Curry no terceiro período!


Após jogo épico de sábado, Chicago tenta fechar a série contra o Nets hoje à noite
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Fábio Balassiano

O sábado foi realmente incrível para quem gosta de NBA. No final da noite, Kevin Durant anotou 41 pontos e a bola decisiva (veja aqui os melhores momentos dele) para dar a vantagem de 3-0 ao Oklahoma contra o Houston Rockets (o Thunder pode fechar hoje mesmo no Texas).

Horas antes, o Chicago Bulls contou com uma atuação incrível de Nate Robinson (foto) para vencer o Brooklyn Nets em uma partida histórica: 142-134 após três prorrogações. O baixinho de 1,75m (baixinho pros padrões da NBA, claro) saiu do banco para salvar o Chicago no último período, quando os Bulls começaram perdendo de oito pontos.

Ele marcou 23 pontos nos últimos 12 minutos (ficou a apenas um de igualar a melhor marca da franquia, que pertence ah – vocês devem imaginar – Michael Jordan), levou o jogo para a primeira prorrogação (Joe Johnson salvou o Nets algumas vezes também, é bom dizer) e viu seus companheiros ganharem após ser eliminado com seis faltas (no final do post você vê o vídeo com a atuação de gala do armador). Vale ressaltar, também, a ótima condução de jogo de Kirk Hinrich, que jogou anormais 60 minutos (uma hora de basquete, gente!) e registrou 18 pontos, 14 assistências, três roubos e quatro rebotes em uma grande atuação.

A questão que fica para hoje, quando acontece o jogo 5 no Brooklyn às 20h, é: como os dois times entrarão em quadra logo mais? Cansados, é óbvio, mas com que espírito? O Nets teve o jogo 4 na mão, e poderia ter empatado a série. O Chicago, que não jogou bem no sábado, está confiante e sabe que pode contar com o (perdão da palavra feia) porra-louquismo de Nate se nada estiver dando certo (a média dele na temporada é de 13,2 pontos, 4,4 assistências e 44% nos arremessos, números bem respeitáveis). Caso vença, terá tempo para se preparar antes do duelo contra o Miami, que despachou o Bucks com a esperada varrida.

O que será que acontece logo mais? Será o fim da temporada do Brooklyn? Ou será que Deron Williams e Joe Johnson têm forças para diminuir e depois virar a série? Comente!


Curtinhas: Boston sobrevive, Heat avança, Lucas Bebê brilha e a homenagem a Kobe Bryant
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Fábio Balassiano

– O Boston Celtics está vivo. Não se sabe por quanto tempo, mas está vivo. O time abriu 19 pontos no primeiro tempo, mas perdeu força no segundo e quase viu a varrida chegar. Mas manteve a compostura, jogou bem a prorrogação, fez 13-6 e ganhou do Knicks por 97-90. Perde agora por 3-1, e tem a missão mais difícil da história da NBA: virar um 0-3 para um 4-3, fato até então inédito. Dá pra acreditar nos verdes?

– No outro jogo da tarde, o Miami Heat não teve Dwyane Wade (poupado com dores no joelho), mas mesmo assim venceu o Milwaukee Bucks fora de casa por 88-77 e fechou a série em 4-0. Agora espera o vencedor de Chicago e Nets, cuja série está 3-1 para o Chicago Bulls. LeBron James, genial como quase sempre, teve 30 pontos, 8 rebotes e 7 asssistências.

– Quem também esteve muito bem neste domingo foi Lucas Bebê (foto). O pivô brasileiro do Estudiantes saiu do banco, jogou apenas 21 minutos e saiu-se com incríveis 21 pontos, cinco rebotes e três tocos (28 de eficiência) para cravar a sua melhor atuação na Liga ACB. Seu time, o Estudiantes, bateu o Murcia por 94-85 e mantém chances (ainda que remotas) de classificação aos playoffs.

– Outro momento bacana deste 28 de abril foi o vídeo que a Nike divulgou em homenagem a Kobe Bryant. Na semana passada a Nike fez anúncios com o mote “You Showed Us” (“Você nos Mostrou”), homenagem a tudo que Kobe Bryant, agora lesionado, já fez no basquete. Hoje a Nike lançou um filme com o mesmo título. Vejam aí. Sem palavras!


Jovem Leo Meindl sai do banco, Franca vira no segundo tempo e bate Bauru no playoff do NBB
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

A pressão era forte e a promessa de um grande jogo estava no ar. Apesar do horário (às 13h), 3.495 torcedores compareceram ao Pedrocão para o primeiro dos prováveis cinco jogos da série entre Franca e Bauru pelas quartas-de-final do NBB. As campanhas parecidas e a tradição das duas equipes trouxeram um jogo truncado e com vitória do time da casa por 72-69. Destaques para Léo Meindl (o jovem de 20 anos saiu do banco e anotou 14 pontos – foto ao lado) pelos francanos e Larry Taylor (cestinha da partida com 21 pontos e 6 assistências) pelos baruenses.

O próximo jogo será em Bauru, no dia 1º de maio, às 19h30, com nova transmissão do canal pago SporTV. E fica aqui novamente a promessa de outro grande jogo. Pelo menos é isso que garantem Douglas Kurtz e Guilherme Teichmann. “Temos que valorizar esta vitória em casa e é muito importante que, na quarta, possamos fazer uma boa partida no Ginásio Panela de Pressão”, afirmou o pivô Douglas. O capitão francano concorda. “Esperávamos, aqui, um jogo muito competitivo. E assim foi. Queremos ter um jogo lá com a mesma forma que jogamos aqui”, analisou Teichmann.

Sem Ricardo Fischer, um de seus principais jogadores, o Bauru abriu o placar com uma bela cesta de três de Larry Taylor, que, pra variar, mostrou que sabe jogar basquete e foi um dos principais jogadores em quadra neste domingo. Figueroa retribuiu a “gentileza” e marcou quatro pontos em seguida. As defesas estavam bem postadas e roubavam muitas bolas graças à firme marcação que impunham. O Bauru chegou ao garrafão novamente com uma ponte aérea entre Larry Taylor e Coleman, e Franca seguiu combatendo até o final do primeiro quarto, no qual a equipe francana saiu vencendo por 22 a 21.

O segundo quarto começou com a mesma maneira pegada do primeiro. Os times apresentavam igualdade e a qualidade técnica foi a mesma. Como o Bauru atacou e começou fazendo 4 a 0 neste quarto, o técnico Lula Ferreira pediu tempo para reorganizar seus comandados e explicar o que ele queria que fosse feito para evitar essa chegada baruense. A conversa funcionou e o time empatou graças a um ataque de Cauê Borges (26 a 26). Após uma falta francana, o Bauru errou novamente na hora de atacar e foi a vez de Guerrinha pedir tempo para ver o que era possível fazer para evitar o revés. Isso não foi suficiente para evitar uma enterrada do pivô Douglas Kurtz, que levantou a torcida. Mas a vibração do público não durou muito tempo, e o quarto terminou com saldo positivo, desta vez, para o time de Guerrinha: 35 a 37 (13 a 16).

A esperança era de que, no terceiro quarto, as coisas melhorassem e uma das equipes se sobressaísse através de jogadas individuais. Porém, como o jogo até aqui mostrou, as marcações fervorosas permitiam faltas mas não deixavam uma das equipes ficar em ampla vantagem. No máximo o Bauru abria um ponto de diferença ou o Franca ficava três na frente, bem como foi ao final do terceiro quarto. O time da casa estava vencendo por 56 a 53 (21 a 16). A única coisa negativa para a equipe da capital do basquete foi a saída de Jhonathan, cestinha do Franca no campeonato, que se machucou após uma “cama de gato” feita por Jeff Agba e foi para o hospital. A suspeita, até o final do jogo, era de fratura no braço e nas costelas (nota do editor às 19h12: o ala foi operado e perderá o restante do NBB).

O último quarto trouxe um Léo Meindl ainda melhor e mais empolgado. Oriundo do banco francano, o ala foi o cestinha da partida e teve uma atuação de gala, bem como foi a das defesas, que não permitiram um placar maior e mais elástico. O jogo inteiro foi assim: Fechado, pegado e com uma marcação rígida de ambos os elencos. Com menos de um minuto, o jogo ainda estava indefinido. Qualquer uma das equipes podia vencer o primeiro confronto. E Larry Taylor deixou tudo ainda mais interessante quando marcou outra cesta de três com menos de 25 segundos para o fim alucinante que aguardava o público presente. O que levou os anfitriões à vitória por 72 a 69 (16 a 16) foi a inspiração que cercou Cauê Borges e Léo Meindl.