Bala na Cesta

Arquivo : fevereiro 2013

Ala de São José, Patricia Ribeiro mostra consistência e está pronta pra seleção brasileira
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Na semana passada falei aqui sobre a jovem Joice Coelho, que tem ido muito bem na equipe de Guarulhos nesta edição da LBF, cuja primeira fase terminou na segunda-feira (os confrontos das quartas-de-final ficaram assim definidos: Americana x Ourinhos; Maranhão x Guarulhos e São José x Santo André – o Sport/PE, primeiro colocado, está de folga). Joice merece elogios, mas quem também merece boas palavras é Patricia Teixeira Ribeiro, agora apelidada de Patty, ala de São José que tem ido muito bem em sua segunda temporada no clube comandado por Carlos Lima e cujo trabalho nas divisões de base merece aplausos.

Suas médias, praticamente repetidas da temporada passada (veja quadro abaixo), mostram que ela enfim chegou lá. Aos 22 anos, a jogadora de 1,74m tem 14,2 pontos, 3,8 rebotes, 1,2 assistências (algo semelhante ao que ela havia registrado na LBF2), o que mostra que sua maturidade como jogadora pode, enfim, ter chegado. Algumas coisas, porém, os números não mostram, embora os 53,1% nos chutes de dois pontos falem muito sobre ela.

Abaixo os números dela (clique na imagem para ampliá-la) nos cinco nacionais que disputou (os três primeiros anos foram em São Caetano; os dois últimos, em São José):

Patricia, de Caieiras (SP), sempre foi figurinha fácil nas seleções brasileiras de base (título no Sul-Americano Sub-15 de 2006 e bronze no Sul-Americano Sub-17 de 2007 e na Copa América Sub-18 de 2008). Fez parte do time que foi ao Mundial Sub-19 da Eslováquia de 2007 (a geração tinha Nádia, agora sua companheira em São José, Clarissa, de Americana, entre outras), onde teve as médias de 8,3 pontos e 1,6 rebotes no torneio em que a equipe não foi muito bem (décima posição). Terminou a competição muito bem (três dos últimos quatro jogos vieram com 11 ou mais pontos), e despontava como uma das revelações a serem seguidas.

O problema foi o passo seguinte (como quase sempre acontece, fazer a “migração” base/adulto tem sido um martírio para meninos e meninas deste país). Sob o comando do experiente Borracha, em São Caetano, Patricia parecia não conseguir dar o salto de qualidade para se tornar uma ala confiável e consistente. Não conseguia transformar seu jogo de finesse em pontos, não conseguia fazer com que sua habilidade passasse por marcações duras no adulto (algo que, obviamente, ela não enfrentava na base).

O tempo passou, ela trocou São Caetano por São José na temporada passada e passou a disputar espaço na rotação, tempo de quadra e touches com Ariadna, Izabela e Tatiane (todas boas jogadoras, é bom dizer!). Era o famoso “vai ou racha”. E Patty foi. Ganhou massa muscular sem perder a agilidade (seu físico, muito mirrado, quase sempre lhe trouxe problemas em jogos de mais contato), aprendeu a tirar proveito de sua velocidade sem “violentar” o time com desperdícios de bola a todo momento (os erros caíram de 2,8 para 1,2 nesta LBF) e ganhou movimentos interessantes no ataque (chamam a atenção o curl, aquele pêndulo que Reggie Miller fazia por trás da cesta para receber a bola na outra extremidade da quadra, os bloqueios na cabeça do garrafão que abrem espaço para suas infiltrações e um jogo interessante de um-contra-um que privilegia seu drible veloz). Tem dado muito certo.

No domingo passado, na vitória de seu time por 86-68, Patty foi muitíssimo bem contra Santo André. Comandou as ações do ataque com maturidade e liderança, teve 16 pontos, quatro rebotes, duas assistências e três roubos de bola em uma atuação segura, consistente e bem madura para quem até dois anos atrás ainda rateava em busca de espaço, regularidade, tempo de quadra e construção de identidade para seu próprio jogo.

Assim como Joice, citada na semana passada, Patricia não está pronta para guiar, por exemplo, uma seleção brasileira a vôos altos (quem está, aliás?), mas não convocá-la este ano após duas temporadas pra lá de consistentes seria um crime. Seu jogo ainda carece de ajustes, seu físico precisa ser lapidado, sua defesa pode evoluir muito (muito mesmo), mas seu crescimento é visível e merece ser premiado com uma convocação para a equipe nacional que disputará Sul-Americano e Copa América em 2013.

Na carência absurda de jogadoras de bom nível que temos, esta Liga de Basquete Feminino conseguiu a proeza (sim, porque é uma proeza a competição, tão mal organizada e planejada, ter conseguido isso) de revelar duas alas que podem render frutos em pouco tempo. Que a comissão técnica da seleção esteja de olho nisso, porque perder a chance de efetivar Patricia (principalmente ela) e Joice seria uma loucura.

Concorda comigo? Comente!


Com 54 pontos, veja o show de Stephen Curry na derrota do Warriors para o Knicks no Garden
Comentários Comente

Fábio Balassiano

O baixinho Stephen Curry estava com a macaca na noite de ontem. Aos 24 anos, o armador do Golden State Warriors não saiu de quadra por um minuto sequer nesta quarta-feira e acertou simplesmente 11 bolas de três pontos (ficou a uma de igualar o recorde da NBA, de Kobe Bryant e Donyell Marshall), terminando a partida com 54 pontos e sete assistências. Mesmo assim não evitou a derrota de seu time para o Knicks, no Garden, por 109-104.

Mas o show, a noite, foi de Curry, que agora é o terceiro maior rival do Knicks a anotar mais pontos contra a franquia de Nova Iorque no Madison Square Garden (ele só está atrás de Michael Jordan, que fez 55 em 28 de março de 1995, e de Kobe Bryant, que teve incríveis 61 em 2 de fevereiro de 2009).

Ah, só mais um detalhe: Curry na terça-feira contra o Indiana: 7/10 de 3. Ontem, 11/13. total nas últimas duas partidas: 18/23 (78,2%).

Veja os lances abaixo.


No playoff da LBF, times escolherão 2 jogadoras adversárias pra fazer exame anti-doping
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Não parecer ter fim as decisões polêmicas da Liga de Basquete Feminino. Depois de atrasar o seu começo em quase quatro meses (só lembrando: a competição, que deveria iniciar em 2012, só abriu os trabalhos em 19 de janeiro de 2013), ter um campeonato apenas com turno e com todas as sete equipes avançando para os playoffs, eis que a direção da LBF anuncia a tabela e suas surpresas para o mata-mata do torneio. Vamos lá:

1) A principal novidade é que, ao contrário da fase de classificação, haverá, sim, exame antidoping nos playoffs (o que é ótimo, obviamente). Não dá pra entender, porém, a forma como a LBF colocará isso em prática (só lembrando: na edição passada, a armadora Natália já foi pega). Embora não seja ilegal, não é usual. Vamos lá: diferentemente do que ocorre, por exemplo, no futebol, quando atletas são escolhidos por sorteio, no mata-mata da Liga de Basquete Feminino os times escolherão duas jogadoras do adversário para fazer o exame (sim, um representante, por exemplo, do Maranhão Basquete olhará para o time de Guarulhos e pinçará duas meninas para fazer o exame). Explicação de Celso Diniz, Gerente Executivo, da Liga: “A respeito do exame anti-doping, não necessariamente será o técnico. Deverá ser um representante da equipe adversária. O exame antidoping não é somente por sorteio, pode ser feito por indicação conforme está em nosso regulamento ( elaborado em conjunto com todas as equipes)”.

2) Guarulhos segue sem jogar em sua cidade. Nos playoffs, o time paulista jogará contra o Maranhão como mandante em… São Luís (MA). Meio absurdo, não? O time, que não tem ginásio disponível, mandou seus jogos na fase de classificação em Americana. Não repetiu a dose no mata-mata. Situação terrível, é o mínimo que se tem a dizer. Explicação de Celso Diniz: “Guarulhos não jogará na cidade pelo mesmo motivo que não jogou nenhuma partida em casa até agora. Os ginásios da cidade de Guarulhos estão sem condição de uso, conforme informação fornecida pelo Secretário de esportes do Município. Na série de quarta-de-final, eles (Guarulhos) optaram por jogar em São Luís, no Maranhão. Apenas para esclarecimento: o Maranhão Basquete, quando atua em casa, arrecada alimentos em troca dos ingressos. No ano passado foram arrecadadas mais de 30 toneladas de alimentos. Isto foi noticiado, bem como, a respeito da arrecadação feita já neste ano. E o mesmo acontecerá nesta partida”.

3) Ainda sobre regulamento desta fase, duas outras coisas me chamaram a atenção: o intervalo de sete dias em dois dos confrontos (Americana x Ourinhos terão o jogo 1 em 2/3 e o jogo 2 em 9/3; São José x Santo André iniciam a série em 3/3 e fazem o jogo 2 em 10/3) e o time de melhor campanha fazer a primeira partida fora de casa. Explicação de Celso Diniz: “O regulamento, forma de disputa, distribuição das despesas e outros assuntos pertinentes ao campeonato foram definidos durante a reunião com as equipes. Sobre o motivo deste intervalo entre os dois jogos que você cita, a razão é financeira, pois a logística é mais favorável. Evita maior número de viagens. Esta decisão também foi tomada em reunião com as equipes”.

4) Por fim, uma perguntinha básica: Americana, um dos times que mais investe no basquete feminino deste país (da base ao adulto), não terá nenhum de seus jogos contra Ourinhos nas quartas-de-final exibido no Sportv. Qual é a explicação?

Bom, depois disso tudo não há muito mais o que possa ser dito sobre o basquete feminino brasileiro. Atletas se calam, técnicos também, clubes acabam assinando o regulamento e não contestam nada, a direção da LBF não ajuda muito, a Confederação Brasileira finge que não vê nada e o basquete feminino vai se afundando cada vez mais.

Há luz no fim do túnel? Eu não a vejo…

Tags : LBF


Monta Ellis dá vitória ao Bucks contra o Houston com giro sensacional – Lakers e Blazers sonham
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Escrevo logo depois da performance espetacular de Stephen Curry, que teve 54 pontos (11 bolas de três e 54 pontos no Madison Square Garden (voltarei ao tema amanhã com calma), mas desde já eu deixo aqui uma jogada sensacional de Monta Ellis para dar a vitória ao seu Milwaukee Bucks contra o Houston Rockets fora de casa por 110-107. O ala recebeu de Brandon Jennings meio de lado, viu o relógio estourando e teve que jogar pra cima. Veja só no que deu. Incrível!

Com a derrota, o Houston agora tem 31-28 e o Utah, que também perdeu, 31-27. Lakers (28-30) e Portland (26-31) ainda sonham.


Em jogo tenso e com show de Nezinho, Brasília supera o Basquete Cearense na prorrogação
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Por Thiago Carvalho, direto de Fortaleza (CE)

Parecia confronto de playoff, com bastante intensidade física e emotiva do início ao fim e até mesmo confusão envolvendo Alex e Rogério (ambos na foto). Foi assim que o Uniceub/BRB/Brasília saiu de Fortaleza com a suada vitória, a 11ª consecutiva, após bater o SKY/Basquete Cearense na prorrogação por 104×100 no Ginásio da Unifor na noite da última terça.

Quando o confronto estava 83-80 pró-Basquete Cearense, um fato lamentável aconteceu: Alex e Rogério se desentenderam e causaram um conflito bem tenso com ambos se peitando e se xingando.  Treinadores e árbitros tiveram que intervir para apaziguarem os ânimos. Depois de uns cinco minutos de jogo paralisado pelo tumulto, os 2 jogadores foram expulsos e tiveram que acompanhar o restante da partida pelas janelas dos vestiários (veja vídeo abaixo).

Com atuação de gala em solo cearense, o armador Nezinho somou 40 pontos, quebrando sua melhor marca no NBB, que era de 35, e igualando o recorde da temporada registrado por Paulinho, do Pinheiros/SKY diante do Vila Velha no dia 13 de dezembro de 2012. Detalhe que foram 24 pontos provenientes de chutes de 3, acrescentados de 8 lances livres, ou seja, apenas 8 pontos de arremessos de 2 pontos. “Joguei 7 anos em Ribeirão Preto, senti a fúria da torcida de Franca do lado e aprendi a tornar isso ao meu favor”.

Outro que mereceu destaque pela excelente atuação foi o ala-armador André (foto à direita) que também fez recorde pessoal contribuindo com 31 pontos. “Somos uma equipe nova, enquanto que Brasília joga junto há anos e o entrosamento deles prevaleceu”.

Desde o começo já se notava que seria um jogo diferenciado. Afinal, era o atual tricampeão brasileiro como visitante, o time em melhor momento no campeonato e, por isso mesmo, o mais visado pelos adversários.  Pois bem, não deu outra: torcida inflamada e colocando bastante pressão nos árbitros, principalmente em alguns lances polêmicos. Um exemplo? Num determinado momento, a equipe candanga chegou a ter 6 jogadores em quadra e não foi punida com falta técnica.

Sem poder contar com o pivô Dragovic e o ala Robinson, ambos machucados, o treinador Alberto Bial resolveu inovar e pôs o André como armador principal do time no quinteto titular, deixando o armador Matheus no banco. Já pelo lado dos visitantes, o Brasília não pôde contar com os alas Isaac e Ronald, que estavam disputando a Liga de Desenvolvimento de Basquete em São José. Entretanto, o ala-pivô Guilherme, que até então era dúvida, jogou normalmente (15 pontos e seis rebotes).

O time nordestino começou com um ataque explosivo, sabendo tirar proveito da zona imposta pelo oponente, rodando bem a bola e infiltrando mais do que o costume, além de pegar mais rebotes (9 a 4). Destaque para o experiente ala-pivô Rogério que começou com tudo (9 pontos), bem energético (a 220v). Principal marcador de Brasília, o ala Alex sofreu com 2 faltas e teve que dar lugar pro ala Rossi. Outro que entrou, o pivô Alírio, conseguiu a proeza de fazer 3 faltas em menos de 5 minutos em quadra. Resultado disso tudo foi mostrado no placar parcial de 28-21 pro Basquete Cearense.

O segundo quarto iniciou-se com o Brasília viciando no jogo de perímetro, já que o pivô Paulão estava no banco. E o time conseguiu converter as 4 primeiras bolas de 3 em 4 arremessos, totalizando 7 em 10 chutes em apenas 13 minutos de peleja.  Os anfitriões até estavam bem no ataque, mas não conseguiam parar esse forte potencial do adversário e por isso Brasília se manteve próximo no placar (chegou a virar com cesta de Nezinho, anotando 33-31 com apenas 3 min de período). O ala-pivô Drudi e o André foram os destaques dos mandantes com ambos anotando 7 tentos no quarto, enquanto Guilherme (7) e Nezinho (6) foram os cestinhas dos visitantes.  Placar parcial apontou 27-23 pró-Brasília e a diferença foi cortada para 3 pontos (51-48). Detalhe que o principal destaque do Basquete Cearense no torneio, o ala-pivô Felipe, anotou apenas 3 pontos dos 51 do time àquela altura.  Outro aspecto curioso é que metade dos 48 tentos de Brasília no primeiro tempo foi proveniente dos tiros de longe.

A partida seguiu bem atrativa no segundo tempo.  O Brasília começou um pouco melhor e logo empatou em 57, porém o Basquete Cearense não se abalou e soube manter o jogo lá e cá. Foi a partir do terceiro quarto que o Nezinho chamou a responsabilidade para si e se sobressaiu, anotando incríveis 15 pontos no período e dando a liderança pro seu time a 5 segundos do final após 2 lances livres convertidos: 74-73 após 26-22 nos 10 minutos.

O início do último quarto não foi bom, as equipes passaram a errar mais do que acertar. O time fortalezense fez muita falta boba e desnecessária, estourando o limite das mesmas cedo e permitindo que o time brasiliense anotasse 10 dos 19 pontos no quarto através de lances livres. Após a confusão envolvendo Alex e Rogério, a equipe comandada por Alberto Bial ainda abriu 86-80, mas pecou demais no excesso de faltas e com posses inoperantes, não ao acaso se viram atrás do marcador (88-93) restando 59 segundos, resultando em tempo do Bial. Pelo visto, deu certo. O André anotou 5 pontos seguidos (2 lances livres + chute de 3 a 19 segundos do fim) e levou o jogo para a prorrogação, após 20-19 no período pros mandantes.  Destaques para André (10) e Nezinho (11) nos 10 minutos regulares derradeiros.

O tempo extra foi uma guerra de nervos. A equipe comandada pelo José Carlos Vidal começou na frente, mas o time local empatou. Nezinho, que anotou 3 pontos na prorrogação, sai com 5 faltas. Outro que foi excluído no mesmo período por excesso de faltas foi o Felipe. Mesmo sem Nezinho, Artur e Cipriano fora por faltas, além de Alex expulso, o time da capital soube tirar proveito da sina adversária em perder jogos apertados. Resultado final foi 104-100 após 11-7 nos 5 minutos complementares.

Visivelmente abalado, o Alberto Bial respondeu: “Não merecíamos perder. O jogo se desenhou pra uma vitória da gente, onde infelizmente, em momentos capitais, não andaram da maneira que gostaríamos. Temos que sair de cabeça em pé, pois foi contra o tricampeão brasileiro, mas não gostei, estou bem triste, e muito impressionado com a qualidade que nossa equipe demonstrou”. E resumiu sem dar muito detalhe sobre o lance da confusão: “Acho que a gente tem que respeitar a história do Rogério, onde ele joga em alto nível com 41 anos, e é um exemplo. Então, a partir do momento em que foi desrespeitado, ele fez com o nosso time se inflamasse. Somos uma grande equipe e muito se deve a ele”.

Opinião:
O Basquete Cearense fez o jogo da temporada, ao menos ofensivamente falando. Sua defesa não foi ruim, achei que o Nezinho estava num dia inspirado e isso pode acabar apagando um pouco o bom trabalho defensivo da equipe na maior parte do confronto. Afinal, o Brasília é o segundo melhor ataque do NBB com média de 90 pontos e ainda anotou 14 bolas de 3 em 31 chutes (45%), no qual tem média de 10 acertos por partida.  O jogo foi nervoso, a flor da pele dentro e fora da quadra, houve 5 exclusões por excessos de faltas e 2 expulsões.  Acredito que o time nordestino teve tudo para ganhar em determinados momentos, mas por detalhes estratégicos e táticos acabou perdendo. Não sei por que o Bial não pôs o Adriano no jogo (atuou somente 5 minutos na metade final do 2º quarto). O maior pivô do time entrou bem nos 2 lados da quadra, fazia um duelo interessante contra o Paulão. Na prorrogação quando o Felipe saiu com estouro de faltas, o treinador resolveu colocar um jogador frio que até então não tinha entrado na partida (Jimmy), deixando o quinteto mais baixo e sofrendo nos rebotes com Edu marcando o Paulão nos minutos decisivos finais.

VÍDEO


De novo inovando, Franca inaugura loja oficial de produtos de olho em sua fanática torcida
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Foi inaugurada, na semana passada, no Complexo Galo Branco, a primeira Loja Oficial de produtos licenciados do Franca Basquete, o mais tradicional do país. A iniciativa, inovadora, é mais uma desta diretoria que tem tentado resgatas a história da equipe (elenco novo, mentalidade nova, gestão nova). Camisas, camisetas, short, moletons, malas, bolsas para viagens, calças, tênis, tudo relativo ao Franca Basquete já estão à venda (os sócios torcedores terão 15% de desconto). Bati um papo bacana com José Guilherme Calil Maia, presidente do clube, a quem desde já parabenizo pela iniciativa, sobre a loja. Confira:

BALA NA CESTA: Qual o objetivo de Franca com a abertura deste espaço? Para quem não é daí, dá pra explicar a dimensão de se ter uma loja de basquete na cidade do basquete?
JOSÉ GUILHERME CALIL MAIA: O principal objetivo é servir ao nosso torcedor e nossa comunidade. Este é um sonho antigo do Franca Basquete e do cidadão francano. Sempre tivemos uma marca forte, mas faltava um ponto de referência. Não havia um local para o torcedor comprar a camisa do seu ídolo, tínhamos sempre queixas de pessoas que recebiam parentes e amigos que queriam levar alguma lembrança e não conseguiam. Esta loja vem suprir um grande vazio.

BNC: A diretoria de Franca tem estimativa de receita com a criação da loja?
JGCM: Ainda não deu para ter uma dimensão dos números. A procura está grande e a tendência é aumentar. É claro que uma receita extra ajuda e muito, e como todo clube, especialmente do interior, temos que estar sempre buscando novas fontes de receita. Pretendemos aumentar a gama de opções de vendas, confeccionando diversos tipos de produtos, mas esta será uma segunda etapa, uma vez que priorizamos o setor de confecções neste primeiro momento.

BNC: Existe a possibilidade de o Franca ter produtos vendidos em seu site?
JGCM: Existe, sim. Este é outro projeto que em breve estaremos implantando. Posso te antecipar que já estamos trabalhando para que isto aconteça, até porque também é um pedido do torcedor.


Via Tony Parker, Spurs iniciam série de jogos no Texas para fincar pé na liderança do Oeste
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Ontem falei aqui sobre o Miami Heat, grandíssimo favorito ao título da NBA. Mas aí você olha pro outro lado e vê que o San Antonio Spurs, aquele time que todo ano chega, todo ano incomoda, e repara que os velhinhos que jogam muito no Oeste venceram 17 das últimas 19, têm 45-13, lideram a conferência e iniciam hoje uma série de seis jogos em casa (se quiserem ir além, serão 13 no Texas nas próximas 15 rodadas). Para um time que tem 22-2 jogando em seus domínios, fica difícil imaginar que os comandados deixarão de sair como primeiros cabeças-de-chave nos playoffs, certo?

É bem por aí, sim. Para quem gosta de basquete puro, lúdico, educativo, é sempre lindo ver os Spurs, que hoje enfrentam o Phoenix no Texas, jogar. É o time que melhor “divide” a bola na NBA (são 24,8 assistências por noite do quarto ataque que mais anota com 104,5 pontos por noite e do segundo com melhor aproveitamento de arremessos no campeonato com 48,5%), um dos únicos da NBA (Denver também está nessa) que tem seis atletas com dez ou mais pontos (Tiago Splitter tem 10,5 e 5,8 rebotes, aliás) e o banco que produz mais do que 38 pontos por noite (sexto melhor índice da temporada).

Mas talvez o número mais surpreendente (até chegar aos de Tony Parker, calma), além do estupendo 1,7 de assistências/erro (o segundo melhor), seja este aqui (atenção): os Spurs lideram a NBA em pontos no quarto período com 26,5 pontos (só lembrando que Parker, Duncan e Manu é um dos núcleos mais “velhos” da parada, né).

Mas se o desempenho é estupendo por causa do coletivo, o coletivo é estupendo por causa de Tony Parker. O francês, na moita, sem fazer alarde, sem gritar para ser considerado um dos candidatos a MVP (quem pode negar isso?), tem jogado uma enormidade essa temporada. Tim Duncan, incrível, tem 16,7 pontos e 9,6 rebotes chutando 49,6%, mas é Parker quem tem ditado o ritmo para os Spurs (é sempre bom lembrar que o armador foi o único a “roubar” um dos MVP’s das finais de Duncan em um dos títulos conquistados pelos texanos). No campeonato ele tem 21,1 pontos (20% a mais do que a média de sua carreira e perto do recorde de sua carreira, 22,1), 7,6 assistências, 3,1 rebotes, anormais 53,6% de aproveitamento nos chutes de quadra (nos arremessos perto da cesta ele tem 67,4% e sete pontos por noite) e 37,4% nos tiros longos. Se isso é bom, dá só uma olhada no que Parker conseguiu em fevereiro: 26,6 pontos, 8,4 assistências, quatro rebotes, 55,2% nos tiros de quadra e oito vitórias em dez jogos. Nada mal, hein!

Pode ser que falte perna, pode ser que o potencial físico do Oklahoma novamente destrua o altruísmo do San Antonio Spurs, mas com a bola que vem gastando Tony Parker é bom não duvidar de nada, não. O time tem tradição, técnico, descanso para as estrelas (Parker joga 33; Duncan, 29; e Manu, tímido pacas nesta temporada, menos de 24) e um craque cada vez mais decisivo na armação (ele tem 5,5 pontos nos últimos períodos dos jogos, o nono da NBA, e o aproveitamento de 46,6% quando o relógio marca quatro ou menos segundos em cada posse de bola).

Será que os Spurs chegam a decisão da NBA novamente? Será que Tony Parker pode ser considerado, ao lado de Chris Paul, o melhor armador da atualidade? Comente na caixinha!


Breves notas: Liga de Desenvolvimento, Liga das Américas e a menina Mô, do Sport-PE, na LBF
Comentários Comente

Fábio Balassiano

– Começa hoje o segundo quadrangular da Liga de Desenvolvimento, em São José. O time da casa, Flamengo, Suzano e Brasília disputam as duas vagas restantes para a grande final da competição. Franca e Bauru já estão classificados para a fase final, que será disputada no fim de semana das estrelas, em Brasília, a partir de domingo (estarei lá com notícias fresquinhas)

– Sobre a Liga das Américas, estava devendo um post amplo. Flamengo, Pinheiros, Brasília e agora São José avançaram para a próxima fase, que será disputada também no sistema de quadrangular (ainda nada definido). Os joseenses passaram neste fim de semana, ao vencerem Mavort e Pioneros de Quintana Roo (foram derrotados pelo Capitanes, de Arecibo). Murilo voltando a jogar muita bola foi a melhor notícia do mundo para o time de Régis Marreli.

– Por fim, a história de Lucas Fitipaldi, repórter do Diário de Pernambuco sobre a local Mô, que ontem fez a sua estreia na LBF na vitória do Sport-PE contra Guarulhos. Palavras aqui não serão suficientes para descrever a emoção da menina (na foto, também do Diário de Pernambuco), cuja história você pode ver no vídeo abaixo. Se você conseguir assistir e não se emocionar, vai se tratar.


Sem sustos, Sport-Recife vence jovem time de Guarulhos e termina invicto primeira fase da LBF
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Por Aluísio Gomes Jr., direto de Recife (PE)

Apesar de já entrar em quadra com o primeiro lugar na primeira fase garantido, o Sport- Recife não mediu esforços e atropelou o Guarulhos com uma vitória de 92-51 no ginásio da Ilha do retiro, em Recife (PE), na noite de ontem.

Ao contrário das partidas anteriores em que o time entrou num ritmo lento, as rubro-negras dominaram o jogo desde o início (“Nós tivemos o exemplo do jogo contra o Santo André, que fizemos uma partida muito ruim e sabíamos que era preciso manter o foco desde o início”, falou o técnico Roberto Dornelas). Com Adrianinha (21 pontos, 5 assistências – foto ao lado) e Palmira (14 pontos) com as mãos calibradas da linha de três pontos (as duas juntas acertaram 9 de 11 arremessos para três no jogo) o Sport Recife abriu uma vantagem de 27-12 logo no primeiro quarto.

A disparidade técnica entre os dois times era enorme. Para tentar equilibrar o confronto, Guarulhos precisaria fazer uma defesa muito forte, mas não foi isso que se viu. Para se ter uma ideia de como a marcação, de ambos os lados, estava frouxa o primeiro lance livre da partida só foi ser batido a cinco minutos do fim do segundo quarto (Fernanda para Guarulhos). O técnico Roberto Dornelas aproveitou o final desse período para fazer experimentações no time, usando um quinteto mais baixo, com Franciele jogando na posição 5 (“Nós sempre aproveitamos para fazer variações que podem ser uteis lá na frente”, explicou). Essa formação (com Gatei, Skylar, Alex, Fabiana e Franciele) mostrou uma marcação por pressão muito forte e velocidade nos contra-ataques. As pernambucanas fecharam o primeiro tempo liderando por 53 a 26.

Se no primeiro tempo os arremessos de fora eram a principal arma do Sport Recife, as rubro-negras voltaram para o segundo tempo explorando mais o jogo dentro do garrafão. Com Adrianinha descansando no banco, Érika (16 pontos, 13 rebotes) foi o destaque dessa parcial. Alessandra (10 pontos, 4 rebotes – foto ao lado) foi outra pivô que se estacou no jogo (a gente ainda não tinha jogado ainda tão bem na Ilha, hoje tudo encaixou o jogo dentro, fora, defesa, mas tem que manter o foco, falou a experiente pivô). O time de Guarulhos estava batido em pé (apenas nove pontos no quarto), se fosse boxe ou MMA o árbitro pararia a peleja e decretaria nocaute técnico. A diferença chegou a constrangedores 40 pontos, enquanto isso a armadora Adrianinha corria em quadra como se o jogo estivesse empatado e se jogava na bola para salvar lateral, questionada se essa disposição poderia estar novamente a serviço da seleção brasileira a atleta respondeu, “Se me convocarem, se eu puder ir, é difícil dizer não a seleção brasileira”, disse. É difícil também ver no Brasil outra armadora mais qualificada.

No último quarto o técnico Roberto Dornelas aproveitou para dar tempo de quadra a jogadoras pouco utilizadas como Laís, Viviane e Mô. Mô, xodó da torcida rubro-negra, já vinha sedo pedida desde a metade do terceiro quarto aos gritos de “Olê, lê, Olá, lá, a Mô vem aí é o bicho vai pegar”. O ginásio foi ao delírio quando a 16 segundos do fim, a ala-pivô fez o lance livre que definiu o placar em 92-51. Agora, Guarulhos enfrenta a equipe do Maranhão basquete nas quartas de finais. Enquanto o Sport Recife já garantido nas semifinais aguarda o vencedor do confronto entre São José x Santo André.

Notas:

– Apesar do fraco desempenho de Guarulhos, gostei do que vi da ala Joice Coelho (13 pontos e dois roubos). Atlética, atacando a cesta, lembra a Micaela do começo de carreira. Sim, isso é um elogio.
– Mô, que entrou no final, é a Brian Scalabrine do Sport Recife. Isso é um elogio maior ainda.


Lakers perde, mas conferência segue embolada e briga pelo playoff esquenta no Oeste
Comentários Comente

Fábio Balassiano

Pra provar de vez que essa história de pé-frio é coisa da cabeça maluca de vocês o Lakers foi a Denver e… perdeu dos Nuggets na noite de ontem por 119-108 horas depois de eu ter colocado um post aqui sobre o time (tipo, nem se eu tivesse falado bem da galera do Colorado é possível vencer levando 119 pontos, vocês devem concordar comigo).

Com o resultado, os angelinos não conseguiram zerar a campanha, estão com 28-30, mas venceram quatro das últimas cincoe estão a apenas três jogos do oitavo colocado, o Houston Rockets, que tem 31-27.

Com isso, a briga pelos playoffs no Oeste ficou animada de vez. Se do outro lado, no Leste, apenas o Toronto Raptors, repaginado de vez com a chegada de Rudy Gay briga por alguma coisa com o Bucks (engraçado é que o Memphis não parece estar sentindo a falta do ala – venceu as últimas sete e está colado no Clippers brigando pela terceira colocação da conferência), no Oeste o bicho promete pegar de vez com Lakers, Rockets, Warriors, Jazz e Nuggets se engalfinhando (tem o Portland também, mas, engraçado, eu não vejo os Blazers nessa briga, não). Abaixo algunas detalhes interessantes:

5. O Denver tem 36-22 e parece estar longe dessa briga toda. Mas é bom não bobear. Já são quatro derrotas nos últimos sete jogos e um calendário não muito amigo nas próximas três rodadas: Portland, Oklahoma e Atlanta (e depois do Sacramento ainda há o Clippers pela proa). Não é um bom momento para cair na tabela, certo?

6. O Golden State Warriors (33-23) perdeu seis seguidas antes de ganhar três consecutivas e parece de volta ao melhor ritmo. Tem quatro jogos fora de casa (Pacers, Knicks, Celtics e Sixers) e eu sinceramente não creio que a trupe de Mark Jackson (foto ao lado) dê mole a ponto de cair fora dos playoffs.

7. O Utah (31-26), que perdeu ontem do Boston em casa, é o time mais surpreendente da NBA pra mim. Longe de ter um timaço, mantém a consistência desde o começo da temporada, joga um basquete absurdamente constante e tem uma defesa bem razoável. Para ajudar, os próximos jogos não são difíceis: Atlanta e Charlotte em casa, Bucks, Cavs, Bulls, Knicks e Pistons antes de, aí sim o bicho pega, medir forças com Oklahoma, Memphis, Knicks, Houston, Spurs e Dallas.

8. O Houston perdeu do Washington, tem 31-27 e podem duvidar do time de James Harden. Mas os próximos jogos ajudam pacas: Orlando, Dallas (duas vezes), Warriors, Phoenix duas vezes, Minnesota, Warriors de novo, Utah e Cleveland. Se não tropeçar ou fizer besteira pode ficar próximo da vaga antes de Spurs, Indiana, Memphis e Clippers.

9. Os Lakers ainda tentam zerar a campanha pela primeira vez desde 28 de dezembro de 2012 (surreal isso, hein!). O momento é bom, inegavelmente (11-5 nos últimos 16 jogos), mas só um cego não vê que os problemas de defesa ainda estão lá. Kobe é um gênio, Dwight Howard tem jogado bem, Steve Nash lembra Steve Nash mas confiar em um time de Mike D’Antoni beira a loucura. De todo modo, o calendário não é tão difícil (Minnesota, Atlanta, Thunder, Hornets, Raptors, Bulls e Magic) e sonhar é, sim, possível.

Dos cinco times citados, quem é vai sobrar no Oeste? Diga aí, leitor!