Bala na Cesta

Arquivo : dezembro 2012

Muito obrigado por 2012, e um ótimo 2013 para todos vocês
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Fábio Balassiano

Foram 1.132 posts colocados aqui no blog em 2012 (média de três por dia), e eu só posso a agradecer a vocês pela paciência, parceria e companheirismo neste ano que termina hoje. Poderia fazer um texto sobre basquete aqui, mas acho que não faz muito sentido – e nem há clima pra isso. Quero apenas deixar um recado final aqui para vocês, que, curtindo ou não o que escrevo, aparecem aqui com razoável frequência (acho que a maioria até gosta).

Desde que me formei em Jornalismo (no final de 2005), decidi seguir o que um dos mestres da profissão, Millôr Fernandes, sempre disse: “Jornalismo é sempre oposição. O resto é armazém de secos e molhados”. “Cresci” ouvindo e lendo os conselhos do Melchiades Filho, ex-editor da Folha de S. Paulo, (não briga comigo, Melk), e vi que, sim, era possível fazer coisas mantendo senso crítico, distância e imparcialidade na medida certa. Não vejo outra maneira de praticar jornalismo que não usando e apurando o senso crítico a cada segundo, mesmo que por vezes, admito, eu passe do ponto na rabugice – só levem em conta que sou assim em tudo o que faço, não só no basquete (ou seja, sou uma mala nas 20 horas do dia em que permaneço acordado).

Não estou aqui, portanto, para fazer amizade, bater mãozinha com atletas/técnicos (como já vi “companheiros” fazendo em ginásio), ser querido por entidades (CBB, LNB, LBF ou o que quer que seja) ou me aproveitar do esporte (como muita gente, aliás, acaba fazendo). Jogador é, desde sua criação, um ser carente e mimado (ainda mais o do basquete, que vive numa draga de críticas há 15, 20 anos), e não é meu papel fazer o lado “amigo” para essa galera. Isso, vão me perdoar, eu não sei fazer e jamais farei.

Tampouco estou aqui (para usar uma expressão que a turma adora) para ajudar a modalidade (“você não faz nada em prol do basquete”, alguns dizem). Aqui neste espaço, para ser ainda mais claro, meu papel é simplesmente relatar, opinar, analisar e apontar o dedo para as feridas que estão sangrando no basquete há 20 anos. Se quase ninguém faz, e esta briga por um esporte da bola laranja melhor é quase uma guerra única que travo quase que diariamente aqui e em meus antigos lares há cinco anos, paciência. Brigarei enquanto tiver forças para que uma das minhas maiores paixões (talvez a maior) seja tratada com a seriedade, o profissionalismo e a transparência que merece.

Pra fechar, só a última coisinha: quem critica algo não é quem quer ver a coisa piorar, ir pro buraco. Quem critica é, pelo contrário, alguém que quer ver a situação melhorar, evoluir, se desenvolver (tal qual faço no basquete). Por mais difícil que seja, tenham em mente que quem só aplaude, só bate palminha ou passa a mão nas costas de jogador está de acordo com tudo o que temos visto na modalidade nos últimos 15, 20 anos. E vocês sabem como o basquete está, certo?

Ótimo 2013 para todos nós e, mais uma vez, muito, muito obrigado por tudo pela ajuda em 2012.
Fábio Balassiano.


Clubes de futebol no NBB: será que realmente vale a pena para o crescimento do basquete?
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Fábio Balassiano

Assunto bacana para fechar 2012. Recentemente foi noticiado aqui no UOL que o Fluminense deseja disputar a Super Copa Brasil para tentar vaga no NBB, e nesta semana, aqui no blog, Ives Costa, representante do Vitória/Faculdade 2 de Julho (da Bahia), falou que tem o mesmo objetivo (embora não a curto prazo, diga-se). Aí é que vem a pergunta: será benéfico para o basquete o ingresso dos famosos “times de futebol” no NBB?

É, antes de começar a análise, importante dizer que dois dos mais famosos clubes de futebol do país já estão no NBB (Flamengo, de enorme tradição na modalidade e um dos fundadores da Liga Nacional, e Palmeiras, em sua primeira temporada na principal competição do Brasil), e creio que ambos já deram demonstrações de que realmente querem participar e investir no basquete.

Mas, bem, voltando ao tema, de cara eu não curto a ideia de que times de futebol apenas “coloquem” suas logomarcas em times de basquete (ou de vôlei, ou de Futsal etc.). Tampouco curto casos de clubes que investiram horrores em times adultos, esqueceram-se da base e, quando a grana cessa no profissional, simplesmente acabam com o projeto (o melhor exemplo disso é grandíssimo time do Vasco, que ganhou tudo no começo do século com Hélio Rubens no comando e Charles Byrd, Vargas – foto ao lado -, Helinho, Rogério e Demétrius em quadra). Outro bom exemplo de investimentos fugazes é o que foi feito recentemente pelo Santos Futebol Clube no Futsal com o craque Falcão. Durou um ano e fechou as portas. É preciso, também, levar em conta o aspecto da violência que já houve em partidas assim (quem viu Fla-Flus, Vasco x Botafogo aqui no Rio de Janeiro sabe do que estou falando).

Não estou dizendo que estes exemplos acima sejam os casos de Fluminense (que possui bom trabalho na base) e Vitória (pelo que me conta, a Faculdade 2 de Julho tem tentado fazer a sua parte por lá), mas me parece muito claro que ter apenas times com apelo popular para fazer o basquete crescer não é o melhor dos mundos (e é ilusório pacas). Outro ponto a ser levantado: é preciso que os clubes de futebol, que têm potencial de investimento infinitamente maior aos, digamos, clubes sociais e/ou de cidade, possuam verbas APENAS para o basquete, não usando o “fundo” do esporte mais popular do país para montar suas equipes. Não é justo com os demais e tampouco salutar para a modalidade (criam-se “bolhas” financeiras terríveis para o longo prazo).

De todo modo, clubes de massa poderiam trazer… as massas de volta ao basquete, às quadras, ao noticiário, criando um ambiente de entusiasmo nos ginásios que, sabia que iria esbarrar nisso, o vôlei jamais conseguiu fazer. Por exemplo: um Fla-Flu no NBB traria charme, história, tradição e enorme potencial para exploração de comunicação com torcedores e patrocinadores. Se os clubes de camisa tiverem realmente interesse em participar deste novo momento da modalidade através da Liga Nacional, e aceitarem as condições mínimas para isso (longo prazo, fundo financeiro específico para o basquete, investimento na base também e segurança total e absoluta nos ginásios) pode ser bacana.

Concluindo: para não ficar em cima do muro, digo, de cara, que não vejo problema na maneira que, por exemplo, Fluminense e Vitória querem entrar no NBB. Mas me parece muito claro que o crivo da Liga Nacional para a entrada dos mesmos precisa subir alguns pontinhos (aumentar o degrau de exigência mesmo) para que todo o ganho em termos de organização e seriedade que a LNB construiu em tão pouco tempo não se perca por causa de uma tentativa de se ganhar público dentro e fora dos ginásios a qualquer custo (e nem acho que a entidade que colocou o basquete nos trilhos tenha este pensamento, hein).

E vocês, o que acham do assunto? Vale a pena ter times de futebol no basquete? Comentem!


Principal evento de base do país, LDB não ‘vê’ NENHUM representante da Confederação
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Fábio Balassiano

No dia 19 de setembro, coloquei aqui um post bacana com as primeiras declarações do técnico Rubén Magnano depois das Olimpíadas de Londres. O treinador argentino falou sobre o problema na formação dos atletas brasileiros, mas ao meu ver posicionou errado o seu canhão.

Disse ele: “Um atleta tem dez meses no clube e dois meses na seleção. É uma equação que não é muito boa para uma seleção. Ele pertence durante os próximos 10 meses aos clubes, então é muito difícil, o calendário não nos permite fazer muita coisa”.

Pois muito bem. Embora sua (torta) ideia de seleção permanente (na Argentina ninguém ousa pensar nisso porque simplesmente mataria os clubes) não vá dar em nada em curto prazo, principalmente agora com a diminuição da verba da Eletrobras para a Confederação, confesso estar chocado ao confirmar, agora há pouco, a informação que a Confederação Brasileira de Basketball, a minha querida e amada CBB, não enviou nenhum representante a principal competição de base do país na atualidade, a Liga de Desenvolvimento de Basquete, a LDB, que está acontecendo atualmente em Brasília e Belo Horizonte (no site da Liga Nacional há cobertura completa).

Vão me desculpar, mas isso é um absurdo imenso. Magnano, que, é sempre bom dizer, é um técnico excelente (e isso ninguém discute), cansa de falar sobre formação, sobre clubes, sobre divisão de base, mas tem ido a pouquíssimos jogos do NBB (atletas com quem conversei perguntaram o porquê da ausência dele nos ginásios, inclusive) e agora deixar de comparecer a um evento que conta com jovens valiosos como Ricardo Fischer, Ronald, Isaac, Gegê, Gui Deodato, Leo Meindl (foto à direita), Lucas Mariano, Cauê, Leonardo Demétrio, Lucas Dias, entre outros.

Chega a ser engraçado, se não fosse trágico, que o mais importante treinador do país, funcionário da principal responsável pelo patético estado em que se encontra o basquete por aqui (a CBB, claro), não vá a um evento desse quilate no primeiro ano de um ciclo olímpico fundamental não para a seleção brasileira, mas principalmente para o basquete deste país. Como diria o saudoso Joelmir Betting, na prática, a teoria (magnaniana) é outra.

Por fim, uma observação importante: aponto o dedo para Rubén Magnano, mas o principal mesmo é entender por que diabos a gestora dele, no caso a CBB mesmo (Carlos Nunes, Andre Alves e Vanderlei), não enviou NINGUÉM para BH ou para a capital federal neste fim de ano. Pode ser que o recesso para essa turma (leia mais aqui) seja mais importante do que acompanhar as principais revelações do país e outras que podem vir a aparecer em um evento como este, mas para uma modalidade que precisar urgentemente de oxigenação e mais e mais gente jogando em alto nível, esquecer da LDB, e consequentemente da base, não me parece muito inteligente.

Que pena, não?


Técnico do mês de novembro na NBA, Avery Johnson é demitido do Brooklyn Nets
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Fábio Balassiano

LeBron James definiu muito bem no Twitter: “Avery Johnson foi demitido? Ele foi o técnico do mês passado, não foi? É como se o jogador do mês da NBA fosse demitido no mês seguinte”. E, bem, foi o que aconteceu na tarde de ontem na melhor liga de basquete do mundo.

Eleito o técnico do mês de novembro, Avery Johnson, do Brooklyn Nets, foi demitido pela franquia na tarde desta quinta-feira após 14 vitórias em 28 jogos pela nova franquia de Nova Iorque (três vitórias e dez derrotas em 13 partidas em dezembro, quando as lesões vieram). Sem dúvida uma das mais controversas demissões que eu já vi no basquete.

Avery é um técnico muito, muito bom (levou o Dallas de 2006 às finais da NBA contra o Miami, lembram?), competente pacas e um viciado em defesa. Tentava transformar um time bem médio em um candidato ao título do Leste com a chegada de Joe Johnson, astro cujo ego é tão inflado quanto seu salário. Mas acabou esbarrando em alguém cujos poderes são maiores do que a gente consegue imaginar.

Este rapaz com a camisa 8 aí da foto é Deron Williams, e já foi responsável por “aposentar” Jerry Sloan do Utah Jazz há cerca de dois anos. Criticou duramente o trabalho de Avery Johnson em dezembro, dizendo que o time não estava jogando tão bem quanto poderia, e viu Avery cair. Coincidência, não? Não, certamente que não.

A imprensa norte-americana usou o termo ‘quit‘ (desistiu) para descrever a relação de D-Will, que tem as médias de 16,6 pontos, 8 assistências, 39,8% nos tiros de quadra e 29% nos chutes de três pontos (piores números desde sua temporada de calouro, só isso…), com Avery Johnson, afirmando que Deron simplesmente ignorava as ordens do treinador. Ou seja: derrubou mais um.

Espero, sinceramente, que Mikhail Prokhorov, novo dono do Nets, não siga a cartilha dos seus compatriotas donos do futebol (Chelsea principalmente), que demitem técnico a qualquer sinal de (pra usar uma palavra que a imprensa dos EUA usou) desistência de suas principais estrelas. Deron Williams é apenas um jogador, e não faz o menor sentido uma equipe que está começando agora ceder às pressões para mantê-lo feliz e no controle das ações.

Agora começa a busca por um novo treinador. Alguém que acate as ordens não de Prokhorov e Jay-Z, os proprietários, mas sim do principal jogador do time. Phil Jackson? Stan Van Gundy? Qualquer um que for sabe que quem mandará ali não será o treinador, mas sim o camisa 8.

Tristeza, não?


De volta, Leandrinho terá que reconquistar minutos no Boston – será que ele consegue?
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Fábio Balassiano

Acabou o mistério. Leandrinho colocou ontem no Twitter que, após resolver problemas pessoais no Brasil, onde chegou no dia 25 de dezembro (o famoso Natal), voltará a Boston nesta sexta-feira (talvez dê tempo de enfrentar o Golden State hoje – menos provável – e o Sacramento no dia seguinte).

– Amanhã (sexta-feira) volto para Boston. Graças a Deus já está tudo bem com a minha família. Queria agradecer a toda diretoria e comissão técnica dos Celtics por todo apoio e suporte neste momento. Aos fãs, sinto muito ter perdido alguns jogos, já estou com saudades. Logo mais estarei de volta em ação com meus companheiros – disse Leandrinho na rede social.

Fora dos jogos do Boston desde o dia 21, ele agora tem a missão de reconquistar espaço na rotação de Doc Rivers (há rumores de uma possível investida, dita inclusive pela TNT dos EUA no jogo de ontem à noite entre Mavs e Thunder, dos Celtics em DeMarcus Cousins, pivô maluco do Sacramento Kings, em uma negociação que envolveria o brasileiro, mas ainda é pura especulação). O problema pessoal que ele menciona sem dúvida deve ter mexido com ele, mas depois de ótimo começo com os verdes, Leandrinho não joga mais de 21 minutos desde o dia 15 de novembro, quando teve 30 diante do Brooklyn Nets. Desde então, Jason Terry virou titular na posição 2, e Courtney Lee, o reserva na rotação dos armadores.

A questão, agora, é saber quanto tempo ele demorará para reconquistar um espaço que parecia ser dele (o de reserva de Rondo e Terry). Só lembrando: há mais de um mês que ele não atua com regularidade e em breve o titular da posição 2, Avery Bradley, estará de volta. Não será, portanto, missão das mais fáceis para o brasileiro, não.

Será que ele consegue? Comente!


Em crise elétrica, Eletrobras vai reduzir verba da CBB de R$ 13 para R$ 7,5 mi em 2013
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Fábio Balassiano

Matéria muito boa do Globoesporte.com na tarde de ontem, não sei se vocês viram. A reportagem de Leonardo Filipo dá conta que, em meio a crise elétrica que todos vocês têm visto, a Eletrobrás, principal patrocinadora da Confederação Brasileira, “reduziu quase pela metade a proposta de renovação de contrato com a CBB”. Os R$ 13 milhões deste ano cairiam para R$ 7,5 mi, pelos próximos quatro anos (cicolo olímpico, lembremos). Mesmo com tudo isso, “a assinatura do novo acordo está prevista para o início do próximo ano, quando a parceria completa uma década”.

Ato contínuo, a diretora de seleções femininas, Hortência, deu declaração ao portal: “A Eletrobras não tem culpa nenhuma. Nós é que estamos no lugar errado, na hora errada e com o patrocinador errado. Se há um monte de empresas estatais patrocinando as confederações, alguma tem que patrocinar a gente. O vôlei tem R$ 70 milhões por ano por méritos próprios. Imagina o basquete com esse dinheiro. Eu não sou de pular do barco, mas como faz para resolver esse problema?”, falou.

Bem, é uma questão pra lá de delicada, não há dúvida alguma disso. Por mais que o Ministério dos Esportes diga que vai ajudar (já está investindo na Liga de Desenvolvimento da LNB e manterá verbas nas seleções Sub-19 do país, o que é louvável e excelente), o orçamento da Confederação é mantido pela Eletrobrás em quase 50%. Dos 25 milhões da entidade neste ano, R$ 13 mi vieram (ou deveriam vir) da estatal (a maioria não foi recebido porque a Confederação não prestou as contas, sabemos disso, né).

Ou seja: com metade disso previsto para 2013, por mais que o Ministério diga que vai prestar auxílio, alguém vai ficar sem grana. Mas não por ser pouca grana, porque obviamente dá pra fazer esporte com R$ 18, 17 milhões, com um mínimo de competência, gestão, planejamento e criatividade, mas sim porque a gente sabe quem administra o orçamento, né. A falta de seriedade e gestão da CBB já são conhecidas de quem habita este espaço aqui, certo?

E aí é que vem as perguntas: se com toda a dinheirama de 2012 o presidente Carlos Nunes (foto) investiu bizarramente mal, o que fará em 2013 com metade disso? Será que ele manterá o arsenal todo de assessores, que, é bom dizer, têm um custo absurdo para a entidade? Será que ele continuará a pagar por um serviço inexistente (o da empresa de marketing de José Carlos Brunoro) por mais um ano? Se Hortência considera o valor abaixo do esperado, por que diabos a Confederação não arregaça as mangas e procura/encontra um patrocinador que lhe pague o quanto (e como) a CBB diz que merece? Rubén Magnano falará alguma coisa sobre a ridícula gestão de recursos da entidade máxima neste ou nos próximos anos, ou mais um vez colocará a culpa nos clubes?

Perguntas que terão que ser respondidas por Nunes o quanto antes, mas neste momento obviamente não haverá resposta alguma. Em primeiro lugar porque ele não saberá o que dizer, nem o que fazer com metade de um orçamento que ele não consegue usar de maneira correta. Depois porque está mais preocupado com a eleição da CBB, que acontece em março de 2013, do que com qualquer outra coisa (a propósito: é possível renovar contrato com uma estatal às vésperas do pleito presidencial na entidade?).

Comentários na caixinha!


Da Bahia, Vitória/Faculdade 2 de Julho entra na Liga de Desenvolvimento mirando NBB
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Fábio Balassiano

Conforme coloquei aqui ontem, a Liga de Desenvolvimento (LDB) começou ontem em Brasília e Belo Horizonte. Franca bateu o Tijuca por 76-41 (15 pontos de Cauê Borges e 13 de Leo Meindl), Bauru mostrou sua força ao passar por Vila Velha (98-57 com 21 pontos de Gui Deodato e Ricardo Fischer – ambos muito bons jogadores!) e São José venceu a Liga Sorocabana por 74-63. Mas pra mim o jogo que mais chamou a atenção foi o de Brasília contra Vitória/Faculdade 2 de Julho.

Não pelo placar (vitória do time da capital por 93-52), mas sim pela estreia do primeiro time do Nordeste na competição (o outro, o São Luís, joga hoje contra a Liga Sorocabana às 18h). Foi por causa da participação do time baiano que conversei ontem com Ives Costa (na foto com o time ele é o último à direita), coordenador-técnico da equipe e também presidente da Liga Nacional Nordeste, que, por sua vez, começará em 19 de janeiro de 2013 com a participação de 79 equipes nas categorias masculina e feminina (mais de 5.500 atletas). De acordo com Ives, devem ser realizadas mais de 550 partidas e as finais, que serão disputadas em Salvador com transmissão de TV Aberta (da TVE), acontecerão entre 29 de maio e 2 de junho.

“Nossa intenção é vir aqui e aprender um pouco, jogar. Temos um campeonato legal lá na Bahia em que ganhamos invicto, mas sabemos que precisamos jogar mais e mais vezes. Essa oportunidade da Liga de Desenvolvimento é ótima para os meninos justamente para dar mais experiência a eles. Quando o pessoal da Liga Nacional conheceu a nossa estrutura da Supercopa Nordeste logo nos convidou para participar da LDB. Foi bacana e trouxemos o campeão adulto (nós) e o vice, o São Luís”, contou Ives, coordenador de um projeto que conta com mais de 500 alunos de Salvador (todos usando a estrutura de fisioterapia, musculação, médica da Faculdade 2 de julho), por telefone pouco antes de enfrentar o Brasília.

Mas os planos de Ives vão além da participação na LDB. Com a parceria assinada em março deste ano com o Esporte Clube Vitória, que recentemente assinou contrato com a Magazine Luiza para os esportes olímpicos, a expectativa é de ainda mais força a modalidade na Bahia e obviamente mais investimentos. Já classificado para a Copa Brasil, o Vitória/Faculdade 2 de Julho pode até mesmo jogar o NBB6.

“Sabemos das dificuldades, mas estamos classificados, juntamente com o São Luís, para a Copa Brasil, da Confederação Brasileira. Podemos ir bem e nos classificarmos direto para o quadrangular contra os dois últimos do atual NBB, mas nem é a real intenção. Temos um projeto novo, mas sabemos onde queremos chegar. Se não der direto no NBB6, vamos montar um time para a segunda divisão que existirá a partir da próxima temporada e caminharemos passo a passo. Nosso planejamento é seguir como uma das principais forças do Nordeste, mas principalmente evoluir e mostrar que podemos jogar em cenário nacional”, conclui Ives.


Começa hoje a Liga de Desenvolvimento – ótima oportunidade para jovens mostrarem valor
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Fábio Balassiano

Não sei se tem alguém que bate mais na tecla que jovens do Brasil precisam de espaço, tempo de quadra, jogos para evoluírem. Então tá. Começa hoje, com sedes em Brasília e Belo Horizonte, a segunda edição da Liga de Desenvolvimento de Basquete (a primeira foi vencida pelo Flamengo, aqui no Rio de Janeiro, lembram?).

No site da Liga Nacional (aqui, aqui e aqui) você encontra mais informações, mas vamos lá. São quatro grupos, e os dois melhores avançam para a próxima fase. Aí os oito classificados serão divididos em dois grupos, que jogarão quadrangulares entre 9 e 11 fevereiro. Os dois melhores de cada chave avançam para a etapa final da competição, que será disputada nos dias 28 de fevereiro e 1/3 em Brasília, sede do Jogo das Estrelas do NBB. Abaixo os grupos:

Grupo A – Brasília (DF)
Londrina, Flamengo, Pinheiros e Limeira

Grupo B – Brasília (DF)
Brasília, Vitória/Faculdade 2 de Julho (Bahia), Franca, Palmeiras e Tijuca

Grupo C – Belo Horizonte (MG)
Bauru, São José, Ginástico/CETAF, Liga Sorocabana, São Luís Basquete (Maranhão)

Grupo D – Belo Horizonte (MG)
Minas Tênis Clube,  Vitória Basquete, Paulistano e Suzano

Ótima oportunidade para jovens como Gegê (campeão ano passado pelo Flamengo e atualmente integrando, com enorme talento o elenco adulto do rubro-negro) mostrarem ainda mais talento. Vale, também, a pena ficar de olho na turma de Franca (Leo Meindl, Lucas Mariano e Cauê Borges estarão em ação), na galera de Bauru (Ricardo Fischer e Gui Deodato, dois dos melhores jogadores desta geração, tentarão conquistar o título que quase veio em 2011), nos misa-tenistas Leonardo Demétrio, Bruno Irigoyen e no pinheirista Lucas Dias (nos próximos dias haverá um perfil dele por aqui). Para quem não lembra, fiz uma lista com os dez jogadores que mais poderiam brilhar no NBB5, e todos eles jogarão a LDB.

Oportunidade de ouro para a molecada, não? Torçamos para que realmente a próxima edição seja maior (pelo que consta, será) e que estes jovens jogadores tenham, de fato, cada vez mais espaço nos times do NBB.

Tags : LDB LNB NBB


Com Nash jogando o fino, Lakers vencem a 5ª seguida, ‘zeram’ campanha e mostram força
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Fábio Balassiano

Foi um bom jogo na tarde/noite desta terça-feira de Natal. Jogando em Los Angeles, os Lakers tiveram um pouco de dificuldade em conter Carmelo Anthony no começo, mas Metta World Peace/Ron Artest entrou e mudou um pouco o panorama. Na segunda etapa, os Knicks melhoraram, chegaram a liderar em boa parte do terceiro período, mas viram os Lakers fazerem 23-16 e vencerem a partida, a quinta seguida, por 100-94.

Foi, sem dúvida, uma demonstração de força dos angelinos, que venceram a quinta consecutiva, ‘zeraram’ a campanha (agora 14-14) e viram Kobe Bryant tornar-se o maior cestinha em partidas de Natal (agora ele tem 383 – Oscar Robertson, 377) e chegar ao nono jogo seguido com 30 ou mais pontos. Mas não foi só isso.

O mais importante para os Lakers, que sofreram horrores para bater os fracos Charlotte e Washington recentemente, foi ter Steve Nash de volta ao controle do jogo. Ainda sem ritmo em sua segunda partida depois da lesão que teve (ficou um mês fora, e isso é mais do que normal), o veterano de 38 anos jogou uma barbaridade na noite de hoje em Los Angeles. Terminou com 16 pontos, 11 assistências e seis rebotes, mas não são os números que dizem quão bem ele foi, não.

No primeiro período, Kobe Bryant chutou dez dos 23 arremessos dos Lakers. Esperava-se, então, mais uma noite com 30, 40 tentativas do astro angelino, mas o canadense tinha outra ideia na cabeça. Começou a envolver MWP/Artest (2o pontos e 11 arremessos), Pau Gasol (13 e 13 arremessos) e Dwight Howard (14 e oito arremessos), mostrando que eles não eram apenas “apanhadores e passadores” de bola de Kobe. Foi Nash que colocou seus companheiros em posição de definir as jogadas, foi Nash quem deu um baita abraço no quase sempre contestado Gasol quando o espanhol definiu a partida com uma difícil enterrada no fim (e o ibérico ficou feliz com o reconhecimento, nítido isso), foi Nash quem meio que tirou a bola das mãos nervosas de Bryant (ele deu “apenas” 14 arremessos nos três períodos seguintes).

Não dá pra dizer, ainda, que o que se viu em quadra hoje será uma tendência nos Lakers, porque sabemos que este ainda é o time de Kobe Bryant, mas Steve Nash tem talento, liderança e carta-branca de Mike D’Antoni para buscar outra forma de os angelinos atuarem que não simplesmente deixando Kobe se virar (e sabemos o que isso quer dizer, não?). Kobe é um gênio, um craque, mas além de arremessador louco é um líder que cobra demais e quase sempre deixa seus companheiros malucos com seu grau de exigência (não é um defeito, mas um estilo).

Nash, por sua vez, é capaz de ser a voz mansa que Derek Fisher já foi. É capaz, além disso, de tirar a bola das mãos de Bryant, colocar nas de seus companheiros (dois Hall da Fama, é sempre bom lembrar) e fazer dos Lakers, aí sim, um time perigoso e com alguma chance no Oeste (em que pese a falta de banco de reservas razoável e a leseira defensiva de Mike D’Antoni, que hoje teve o disparate de colocar o armador Morris para tentar deter Melo no começo – não deu certo, claro). Pode ser que, enfim, o período de piadas com os angelinos tenha acabado.

Pelas mãos de Nash, pelas mãos de um dos melhores armadores da última década. Será que ele aguenta o ritmo e consegue mostrar a Kobe Bryant que é, sim, possível vencer desta maneira todas as noites? Comentem!


Leandrinho está no Brasil, aumenta rumores, mas tem volta prevista para Boston até 1/1/2013
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Fábio Balassiano

Todo mundo tem achado estranho que, depois de bom começo, Leandrinho tenha perdido espaço na rotação do Boston Celtics de duas semanas pra cá, fato que gerou o descontentamento de sua mulher e que foi reportado pelo Lancenet inclusive (aqui o link).

Converso diariamente com o brilhante companheiro Fábio Aleixo, do Lance!, e hoje ele me mostrou matéria que apontava o ala-armador chegando ao Brasil com sua esposa (aqui o link).

Tentamos, ele e eu, contato com seu empresário, Arthur (irmão de Leandrinho), mas não foi possível. Mas logo depois surgiu outro link, este dizendo que o brasileiro foi liberado pelo Boston para resolver problemas pessoais no Brasil, tendo sua volta provável para os EUA no primeiro dia de 2013 (aqui a matéria).

Ou seja do ou seja: está tudo muito, muito estranho. Se há um problema pessoal, Leandrinho tem todo direito de tentar resolver sem fazer barulho/alarde. Se for algo diferente disso, logo saberemos.

No momento, portanto, os rumores só tendem a aumentar por causa da falta de informação provocada por um cara que, insisto, vinha jogando muitíssimo bem pelo Boston Celtics neste começo de temporada. Só lembrando: não é comum franquias da NBA liberarem seus atletas durante a temporada. Sorte e sucesso para ele neste momento, aconteça o que estiver acontecendo.

Qual será o futuro dele na NBA? Comente!