Bala na Cesta

Arquivo : novembro 2012

Spurs poupam estrelas em jogo da TV, e NBA promete punição – quem tem razão nisso?
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Fábio Balassiano

Rapaz, meus poderes de pé-frio estão atingindo proporções mundiais, hein. Ontem escrevi por aqui sobre a expectativa do jogão entre San Antonio Spurs e Miami Heat, na Flórida. E aí o que fez Gregg Popovich (foto), técnico dos texanos? Pouco antes do jogo ele anunciou que pouparia Tim Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker, suas três melhores peças, da peleja. Aí pronto, virou um pandemônio.

Primeiro, a explicação de Popovich (você pode ver o vídeo aqui): “Não fiz isso porque era o Miami Heat. Não há relação alguma com o adversário ou pelo fato de ser uma partida que passaria na TV (na TNT, uma das parceiras da NBA). Só fiz isso por causa do calendário. Você lida com ele (calendário) da maneira que achar melhor, da maneira que você julga mais inteligente para o seu próprio time. Se minhas principais estrelas tivessem 23, 24 anos, certamente minha decisão seria outra. Como não têm, é assim que lido com a situação. É muito fácil de entender”, afirmou em entrevista pré-jogo.

Logo depois de ouvir a explicação, David Stern (foto à direita), comissário geral da NBA, soltou o verbo: “Peço desculpas a todos os torcedores da liga. Esta foi uma decisão inaceitável do San Antonio Spurs e punições substanciais virão a seguir. Peço desculpas sinceras”.

Vamos ao que acho:

1) Popovich é uma mala, um cara que deve ser chato até quando vai ao mercado comprar pão, mas acho que só cabe a ele a decisão de poupar, ou não, seus jogadores – seja ele Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginóbili ou Matt Bonner. Ele é o técnico da franquia, sabe muito bem o que está fazendo e paciência. Goste-se ou não ele, ou da atitude, o fato é: o time é dele. Sua única preocupação é com o bem estar de seus atletas, com a forma física deles, e não com televisão ou coisas do genêro. Não sei se cabe discussão aqui.

2) Se isso não fosse argumento suficiente, vamos lá: na noite de quinta-feira o San Antonio faria o seu quarto jogo em cinco dias. Duncan (36), Manu (35) e Parker (30) já não são meninos atléticos. Não sei se há explicação mais razoável que essa, não. De todo modo, se precisar, é só olhar os minutos de Ginóbili nessa temporada: os 23,8 são os menores desde sua temporada de estreia na liga (com o francês acontece o mesmo), o que mostra que Pop tem controlado o temo de quadra do trio para tê-los frescos onde realmente importa – nos playoffs. Só pra refrescar a cuca: o Spurs perdeu no campeonato passado para o Oklahoma, cuja força física ajudou a amassar os texanos.

3) David Stern só pode estar maluco ao sugerir uma punição a uma franquia que decide poupar atletas. Popovich, insisto, é uma mala, fez questão de esfregar na cara da liga que acordos comerciais têm, sim, menos valor (ao menos pra ele) que opções técnicas, mas isso não dá razão a Stern para punir ninguém. Mídia e liga cansaram de (com perdão do termo) andar para os Spurs, chamando-os de chatos, velhos, ranhetas e bobos durante anos. O técnico decide poupar atletas em UM jogo e vem esse furacão? Não dá…

4) No momento que escrevo este post, o Miami vai PERDENDO dos reservas do Spurs por 42-41 (dois minutos por jogar no primeiro tempo). Vão falar alguma coisa agora?

E você, leitor, concorda comigo ou com Stern nessa? O San Antonio Spurs merece mesmo punição por ter poupado suas principais estrelas? Ou este é mais um devaneio de Stern, o comissário que proibiu hip-hop nos ginásios e ordenou que os atletas usassem ternos antes e depois das partidas? Comentem na caixinha!


Com Marcelinho Machado fora, como ficará o Flamengo para o restante do NBB?
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Fábio Balassiano

Conforme você leu em matéria aqui do UOL, o ala Marcelinho Machado teve mesmo uma lesão grave em seu joelho direito. Ele rompeu o ligamento cruzado anterior e ficará afastado das quadras por no mínimo seis meses de acordo com a sua assessoria.

Marcelinho ainda tem esperança de jogar os playoffs do NBB, mas eu, deste canto, dudivo demais que isso aconteça (com menos de sete meses é quase impossível um atleta atuar em nível de competição). Por isso, a pergunta que fica é: como se sairá o Flamengo sem a sua principal estrela no restante da temporada?

De cara, a resposta mais básica é: “Ferrou pro Flamengo”. É uma verdade. Marcelinho tem sido a principal arma ofensiva do time há cinco temporadas, deu dois nacionais para o clube da Gávea, tem média de 25 pontos na história do NBB e, querendo ou não, é um dos melhores jogadores em atividade por aqui (o que mostra, também, o nível técnico do NBB). Mas há um outro ponto interessante a ser analisado.

Nesta semana, já sem Marcelinho (ele ainda não sabia a gravidade da lesão), o Flamengo deu enorme demonstração de força ao bater, em São Paulo, Pinheiros (por 30 pontos) e Brasília (por outros dez). O basquete apresentado pela equipe de José Neto foi consistente, com poucos momentos de oscilação, forte na defesa e bem razoável no ataque (não apelou tanto assim para as jogadas de um-contra-um de Marquinhos, Benite e Olivinha, novos reforços da equipe). Caso continue assim, demonstrando evolução e comprometimento com a causa (a do jogo coletivo), Neto e o clube só têm a ganhar – e a ausência do camisa 4 não será tão sentida assim.

Não é questão de o Flamengo ser mais forte ou fraco com Marcelinho, mas sim de se adaptar a uma ausência que, agora se vê, é inevitável e irremediável para jogar de forma diferente (ninguém tem dúvida de que com ele, Marquinhos, Benite, Olivinha e Kojo seria difícil não acelerar demais o ataque). Acho que, sim, o rubro-negro sentirá falta do ala, mas José Neto dará enorme demonstração de maturidade como técnico caso consiga fazer com que seu time repita o ótimo e solidário basquete apresentado essa semana na Liga Sul-Americana. Perderia-se, então, em técnica, e ganharia-se em consistência e altruísmo ofensivo, equação bem razoável para manter o rubro-negro na briga por todos os títulos da temporada.

Será que o Flamengo sem Marcelinho terá força para brigar de igual para igual contra Brasília, Pinheiros, São José e Bauru pelo título do NBB? Eu acredito que sim. E você?


Brasília vence Pinheiros e também se classifica na Liga Sul-Americana junto com Flamengo
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Fábio Balassiano

Não foi um bom jogo nesta quinta-feira em São Paulo, não. Os dois times começaram nervosos, não defenderam absolutamente nada e correram como se não houvesse amanhã. No final das contas, o Brasília venceu o mandante Pinheiros por 89-86 (fez 21-16 no último período), conseguiu a sua segunda vitória no grupo e se classificou para a fase final da Liga Sul-Americana ao lado do Flamengo, que na partida que abriu a rodada bateu o Tiburones por 101-87 em ritmo de treino. Os dois times brasileiros se juntam aos argentinos Regatas e Peñarol.

Por Brasília, mais do mesmo. Muita luta e força física de Alex (o camisa 10, na foto, teve 29 pontos), muita técnica de Guilherme Giovannoni (23 pontos e nove rebotes), chutes certeiros de Arthur (19 pontos) e quase nenhum jogo de garrafão. Tem dado certo isso por aqui há anos, não? Um museu de grandes novidades, portanto.

Sobre o Pinheiros, mais uma vez ficou evidente o cansaço da equipe, que vem de uma maratona absurda de jogos. O time da capital paulista sentiu o desgaste, sai desta fase da competição com um déficit de -14 nos dois quartos períodos contra Brasília e Flamengo. Outro fator importante: se a defesa dos comandados de Cláudio Mortari não é lá essas maravilhas (e marcar bem não significa tomar poucos pontos), contra candangos e rubro-negros foi uma tragédia do perímetro. Simplesmente levou 26/43 (60,4%). Muita coisa, não?

Viu o jogo? O que podemos esperar de Flamengo e Brasília no quadrangular contra Regatas e Peñarol? Comentem!


Lance sensacional: Joe Johnson dribla e deixa Paul Pierce no chão – veja o vídeo!
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Fábio Balassiano

Ontem a partida entre Brooklyn Nets e Boston Celtics (vitória do Nets por 95-83 fora de casa) foi marcada pela briga entre Rajon Rondo e Kris Humphries (leia mais por aqui), mas houve coisa bacana por lá. No começo do quarto período, Joe Johnson chamou Paul Pierce para dançar, o veterano do Boston aceitou o desafio e os dois foram pro baile.

Veja só no que deu. Drible magistral, Paul Pierce no chão, cesta do Nets. Fantástico!


Em duelo de estilos, Miami recebe San Antonio em jogaço desta quinta-feira na NBA
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Fábio Balassiano

Que jogaço esta quinta-feira de NBA nos reserva, hein. Às 23h, o Miami Heat, que tem 10-3 e vem de quatro vitórias seguidas, recebe o San Antonio Spurs, líder do Oeste com 13-3 e com cinco vitórias consecutivas na manga (a última, ontem, contra o Orlando, na Flórida, por 110-89). Duelo de duas baita times, mas sobretudo um duelo de dois estilos bem diferentes.

De um lado estará o Miami, que tem jogado sem pivô fixo (LeBron James virou ala-pivô e Chris Bosh, pivô), usa e abusa da individualidade de seus atletas (que, é bom dizer, são muito acima da média mesmo). Joga em altíssima velocidade (são 112 posses de bola por jogo, recorde na atual temporada da NBA), pontua demais em contra-ataque (dos 104,7 por noite, 23,4 vêm desta maneira) e deixa que LeBron, o melhor jogador da atualidade, decida o que quer fazer no ataque. Não é recomendável, não é a essência do basquete, mas dado certo – são duas finais seguidas e um título. É o mais difícil teste dos atuais campeões até aqui, e depois disso serão nove dos próximos 11 jogos em casa.

Do outro lado da quadra, ou da moeda, estará o time mais cerebral, aquele que parece possuir todos os jogadores com um QI de basquete acima, bem acima da média. O San Antonio Spurs joga o melhor basquete da NBA há dois anos, e se não tem conseguido voltar às finais, azar das finais da liga. O trio formado por Tony Parker, Tim Duncan e Manu Ginóbili está em fim de carreira, mas possui ótimos coadjuvantes que mantêm o alto nível de campanhas. É, disparadamente, a equipe que mais gosto de ver jogar em toda a NBA.

Quem será que vence logo mais? Promessa de jogão, hein!


Flamengo joga muito bem, vence Pinheiros e se classifica na Liga Sul-Americana
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Fábio Balassiano

Não é muito comum eu dizer isso, mas quando é preciso, vamos lá: foi um BOM jogo o de ontem entre Flamengo e Pinheiros, em São Paulo, pela Liga Sul-Americana na noite de ontem. Vitória rubro-negra por 107-77 após 57-35 na segunda etapa e classificação garantida para o clube da Gávea ao Final Four da competição (será jogado em Corrientes, Argentina).

Houve excessos, oscilações, claro e porque ninguém por aqui é de ferro, mas foi um dos melhores jogos que vi por aqui em muitos meses – principalmente no primeiro tempo. E o Flamengo merece muitos elogios.
O time de José Neto, que jogou sem Marcelinho e soube lidar bem demais com isso (forçou menos chutes e não concentrou o ataque em apenas um jogador), defendeu demais, teve ótimos momentos (houve uma seqüência de 21-7 entre o final do primeiro tempo e o começo do terceiro período excelente), saiu fácil em velocidade para se aproveitar da transição defensiva ruim do Pinheiros e teve estupendo aproveitamento dos três pontos (13/18) sem exagerar na dose (o rival chutou 29, mas só acertou 11). Kojo (15), Benite (15 – na foto), Marquinhos (19), Olivinha (15+7) foram muitíssimo bem.
A situação do grupo, então, é a seguinte: o Flamengo, que hoje enfrenta o Tiburones (20h, com Sportv2), da Venezuela, está classificado. Quem vencer hoje o jogo entre Pinheiros e Brasília (22h com Sportv2), também passa ao Final Four.
Viu o jogo entre Flamengo e Pinheiros? Quem será o outro clube brasileiro a avançar na Liga Sul-Americana? Comente!

Agora no Houston, James Harden faz primeiro jogo contra Thunder esta noite em Oklahoma
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Fábio Balassiano

Noite bacana esta para quem gosta de NBA, hein. A rodada começa com um bom Nets x Celtics, em Boston, tem o Knicks diante da sensação Bucks e, às 23h (de Brasília), o primeiro encontro de James Harden com a sua antiga torcida, como me alertou o amigo Thiago Risi. Vestindo vermelho, o barbudo levará o Houston Rockets e suas três vitórias consecutivas (7-7 no total) para enfrentar o Thunder em Oklahoma (11-4 na vice-liderança do Oeste).

Para quem não lembra, James Harden foi envolvido em uma troca por Kevin Martins e outros contrapesos justamente por não aceitar o que o gerente-geral do Oklahoma, Sam Presti, lhe propunha como salário. Decidiu comprar a briga, recebeu uma bolada de dinheiro do Houston Rockets (US$ 80 mi em cinco anos) e rumou para o Texas com a responsabilidade de ser O cara de uma franquia que buscava uma estrela desde a saída de Tracy McGrady. E ele tem jogado muito bem.

Pessoalmente, os resultados têm vindo muitíssimo bem. Ele é o quinto da NBA em pontos (com 25,1, quase o dobro de sua média na carreira), o décimo-primeiro em eficiência (com 22 por noite), tem 5,4 assistências (o 25º no geral) e bons 44,2% nos tiros de quadra. Para quem é a principal arma ofensiva de sua equipe (a mais jovem da liga, diga-se de passagem) pela primeira vez na carreira, estatísticas espetaculares, não?

Além dos números, outro ponto pesa a favor de Harden. Com um elenco jovem e sem experiência alguma de NBA (1,96 temporada de média no grupo), ele tem dado uma de professor para os mais crus. Não é raro vê-lo conversar com Jeremy Lin, Chandler Parsons ou Patrick Patterson. Talvez por isso seus 4,1 erros por noite se expliquem. O camisa 13 carrega demais a responsabilidade, retém muito a bola para decidir – com o aval da comissão técnica. E não dá pra dizer que o resultado do Houston não é bom. De equipe para ficar no final do Oeste, os Rockets estão em oitavo, brigando por vaga no playoff.

Não sei como será a reação da torcida do Oklahoma (creio que o aplaudirão), mas certamente Harden entrará em quadra com um sentimento especial. Estrela em uma liga recheada de jogadores talentosos, ele foi procurar espaço justamente por acreditar que poderia estar entre os maiores. Até agora ele vem conseguindo. Ter uma atuação de gala contra sua ex-equipe seria um passo a mais para a consolidação do status de estrela e um tapa na cara de Sam Presti, que acabou por não pagar o que o barbudo desejava.

Será que ele consegue? Comente na caixinha!


Lakers dá outro vexame e perde a terceira em quatro jogos – time será a decepção da NBA?
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Fábio Balassiano

Podem dizer que estamos no começo da temporada (embora, diga-se, com quase 20% do certame jogado), que o time já trocou de técnico, que o armador titular mal jogou e o diabo, mas uma coisa é certa: é preocupante, sim, a situação do Los Angeles Lakers que conseguiu perder para o Indiana Pacers (sem Danny Granger) ontem, em casa, por bizarros 79-77 (a partida teve 37 erros somados e 10/47 dos três pontos).

Foi a terceira derrota nos últimos quatro jogos do time de Mike D’Antoni, a campanha está de novo no negativo (7-8), o aproveitamento nos lances-livres está baixíssimo (66,8%, o segundo pior da liga), mas o que preocupa mais são dois fatores que assolam os Lakers há anos: a dependência absurda de Kobe Bryant (o veterano da foto que jogou cheio de dor pra não deixar seus companheiros na mão ontem) e a falta de um banco de reservas minimamente decente.

Embora tenha chutado 12/28 e tenha desperdiçado dez bolas, Kobe terminou com 40 pontos e dez rebotes. O aproveitamento do Lakers, tirando seus arremessos, ficou em 25% na noite de ontem (12/48). Ou seja: o camisa 24 acertou a metade dos arremessos de TODA a equipe na noite de ontem. Na temporada, o craque tem 50,2% (sua melhor marca na carreira!) em 18,3 tentativas por noite. O restante do time, 43,8% e 77,1 chutes por jogo. Muita discrepância, não?

Outro ponto é o banco de reservas, o segundo que menos joga e pontua em toda a NBA (21,1 pontos em 13,8 por noite). É bem verdade que o veterano Antawn Jamison foi bem partidas recentes, mas o desempenho, nestes 15 jogos, é catastrófico. Ontem foram 2/15 (13,3%), e na temporada, 39,3%. Pouco, não? Uma boa solução, e já falo isso há um ano, seria trazer Pau Gasol do banco, pra ajudar os reservas na pontuação e em confiança. Mas pelo visto não será isso que acontecerá com o espanhol, que, é bom dizer, vive com seu nome nos rumores de troca da liga.

Kobe tem culpa no cartório, claro, pois sua sanha ofensiva sempre foi grande e domesticada apenas por Phil Jackson, mas está muito claro que a comissão técnica do Los Angeles Lakers precisa fazer com que seus companheiros se envolvam mais, tenham mais a percepção que são parte, sim, de um time que era cotado como um dos favoritos ao título da temporada mas que até agora é uma decepção só.

Será que tem solução?


Sem ser pacheco, mas um artigo necessário: por Anderson Varejão no All-Star Game da NBA
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Fábio Balassiano

Não sou daqueles que curte aquelas campanhas pra colocar um jogador do país no All-Star Game da NBA – tipo aquela da China com Yao Ming. Tampouco curto as práticas pachecas que a gente cansa de ver por aí.

Dito isso, vamos lá: não há a menor dúvida em afirmar que Anderson Varejão merece ir ao All Star Game desta temporada da NBA. Seus números, os melhores em seus nove anos no melhor basquete do mundo, falam por si, e merecem ser colocados aqui como prova de maturidade e consolidação de um jogador que era apenas conhecido por sua (ótima e invejável) defesa.

Em 35,7 minutos por jogo (escrevo antes do duelo contra o Phoenix, na noite de ontem) são 51% de acerto nos arremessos de quadra, 77,8% nos lances-livres, 14,1 pontos, 14,7 rebotes (líder da liga), nove duplos-duplos (o quarto melhor – são cinco seguidos, e todos com 15 ou mais rebotes!), 26 de eficiência (o terceiro, atrás apenas de Kevin Durant e LeBron James, dois craques!), 3,2 assistências (o triplo de sua média na carreira) e 1,54 roubos (o número 23 do campeonato). É ou não é um espetáculo absurdo?

É bem verdade que seu time, o Cleveland Cavs, não ajuda em nada com a campanha de apenas três vitórias em apenas 14 partidas (selando, assim, praticamente a sua eliminação do campeonato antes mesmo de viar o ano), mas se a seleção dos All-Star da liga tem a ver com desempenho técnico, não há motivo algum, cabível, para que ele não participe da festa com LeBron James, Kobe, Durant, Chris Paul etc.

O cara foi elogiado por LeBron James (na foto à direita), por Zach Randolph (seu adversário de segunda-feira disse que o brasileiro parece um louco nos rebotes) e Byron Scott, seu técnico. Não faz sentido algum diminuirmos, por aqui, seus feitos. Ele é uma estrela da melhor liga de basquete do mundo e merece ser valorizado como tal. Contrato longo e bom ele já tem. Só falta usar a camisa do Leste no jogo que acontecerá no dia 17 de fevereiro de 2013 em Houston, no Texas.

Alguma dúvida de que Anderson merece estar no All-Star? Comente!


Com duas boas vitórias e elenco mais experiente, Paulistano começa bem no NBB5
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Fábio Balassiano

Rodada bem interessante a de ontem pelo NBB5. O Vila Velha conseguiu a sua primeira vitória ao bater o Tijuca por 58-56 (jogo feio, como se percebe pelo placar), Franca também obteve seu primeiro triunfo ao bater o Basquete Cearense por 90-68 (15+10 de Lucas Mariano e 15+3+3 de Leo Meindl) e Bauru, no jogo que marcou os dois mil pontos de Fernando Fischer na competição, bateu Mogi das Cruzes, que teve duplo-duplo de Baby (15+14), fora de casa por 80-73 na prorrogação para vencer seu segundo jogo na competição.

Mas o jogo que mais chamou a atenção foi entre Paulistano e Joiville. Não tanto pela vitória por 95-71 (forçou 22 erros do rival e fez 56-27 no primeiro tempo – uau!), em casa, do time da capital paulista, mas sim pelo desempenho apresentado nestas primeiras duas rodadas.

Depois de vencer Limeira, a quem já havia eliminado no estadual por 3-1 nas quartas-de-final, por 86-82 no sábado com 20 assistências em 32 arremessos convertidos, hoje foram 23 passes em 32 chutes certos (ótimos índices, sem dúvida alguma). Fala muito sobre a concepção de jogo que Gustavo de Conti, o técnico da foto, gosta e muito sobre o entendimento dos atletas da filosofia do treinador.

O Paulistano não é mais aquela equipe jovem que entra no campeonato pra ganhar experiência. Contratou Manteguinha, Toyloy e Wagner, e tem um elenco cuja média de idade supera os 26 anos (talvez por isso tenha errado apenas 14 e 13 vezes nas duas primeiras partidas – números baixos). Não é um time novo, um time cru, e a expectativa é que o nível de resultados aumente, creça. Se não for pedir muito, que o conceito de passes se mantenha, e que o volume nas bolas de três pontos diminua um pouco (em partida fácil como a de ontem o time de SP errou 14 de seus 21 tiros longos).

É a hora da afirmação para Gustavo, o técnico, e para o clube. Ficar entre os quatro primeiros pode parecer muito, mas é, ao menos pra mim, sonho possível para qualquer equipe que conseguir jogar um basquete organizado por aqui. E o Paulistano tem ao menos tentado isso nos últimos anos. Nem sempre consegue, é verdade, mas o time tenta e isso merece ser louvado.