Bala na Cesta

Leandrinho admite contato de Lakers, Suns e Nets, mas não traça prazo para voltar à NBA

Fábio Balassiano

11/09/2012 16h43

Conforme disse aqui mais cedo, Leandrinho Barbosa está treinando no Flamengo até que a sua situação na NBA se resolva. Na manhã desta terça-feira, estive lá na Gávea para bater um papo com ele. Na entrevista absurdamente sincera, ele disse que a pergunta que mais tem respondido a amigos é ‘pra que time você vai?’, falou sobre o desempenho da seleção brasileira na Olimpíada de Londres, contou que, através de seu irmão e agente Artur Barbosa, tem mantido contato com algumas equipes (Brooklyn Nets, Los Angeles Lakers e Phoenix Suns na frente), que a paciência tem sido sua principal aliada neste momento complicado de sua carreira e admitiu que, sim, acredita que os times estão tentando segurar ao máximo o acerto para que o valor final do contrato seja menor. Confira a íntegra da entrevista com o ala, escolhido o melhor reserva da temporada 2006-2007 da liga norte-americana de basquete

BALA NA CESTA: Como estão as negociações com a NBA? Você traçou algum prazo limite para que sua situação seja resolvida?
LEANDRINHO BARBOSA: Em termos de prazo, eu não tenho nenhum. Até mesmo se começar a temporada e acontecer de algum time estar interessado no meu basquete pode acontecer. Há alguns clubes que meus agentes estão conversando, e falei com meu irmão ontem sobre isso. O problema é que essas negociações são demoradas, por vezes se arrastam. Não foi só comigo, tem vários jogadores que estão na mesma situação. Mas pode também não acontecer. Estou sabendo disso, e preciso manter os pés no chão. Há times interessados, isso é o mais importante.

BNC: Você poderia falar quais times estão interessados no seu basquete?
LB: Estou conversando, entre outros, com o Phoenix Suns, franquia que tenho uma história, uma vida por lá, com o Brooklyn Nets, que nos procurou com mais força e com o Los Angeles Lakers – está bem quente com o pessoal de lá também. O Steve Nash (armador que jogou com Leandrinho em Phoenix) me mandou uma mensagem pra eu ir pra lá, inclusive. Quando estava nas Olimpíadas este papo aconteceu bem forte, mas aí eles assinaram com outro ala (Jodie Meeks) e depois esfriou um pouco. Eles têm muitos armadores (posição 1), e caso me contratem teriam que tirar um deles do elenco. Está cedo, tenho que esperar.

BNC: Hoje publiquei no blog que uma interpretação possível sobre o que está acontecendo com você é que, no português claro, as franquias estão tentando cozinhar ao máximo a negociação para que o seu valor seja diminuído. Você acha isso possível?
LB: Sim, pode ser, pode ser. É um negócio (ele fala em inglês a palavra business), então tudo que eles possam fazer pra poder abaixar o valor eles vão fazer. Acontece, e é preciso ter paciência. Não penso mais em dinheiro, mas sim na possibilidade de ser campeão.

BNC: Você cogita jogar pelo salário mínimo da NBA por uma temporada pensando em se valorizar e buscar um valor maior para o campeonato de 2013-2014?
LB: Se for para um time bom, grande, que busca título, sim, vale a pena. O teto salarial caiu, baixou muito com o locaute, e está muito diferente em relação ao que era. Já sei que vou receber bem menos do que eu recebia, mas eu não sei como vai ser. Se será o mínimo, o teto de veterano ou algo do gênero, ainda não sei. Depende muito do time, e de como as negociações desenrolam. Pode não acontecer também, e isso está bem claro em minha cabeça.

BNC: Houve alguma possibilidade de você jogar de armador em algum destes contatos, ou você continua sendo visto pelos times da NBA como um ala?
LB: Teve a possibilidade de eu jogar de armador reserva do Nash no Lakers. Seria como foi um pouco no Phoenix. Eu seria um ala reserva, mas também com algum tempo na armação. Disse que faria isso com o maior prazer, sem problema algum.

BNC: E como seria jogar com o Kobe? Vocês foram rivais durante muito tempo naquela época em que Phoenix e Lakers se “amavam”muito em quadra, né…
LB: (Risos) Seria diferente, né. Eu não sei, cara, não dá pra falar muito. A gente se gosta bastante fora da quadra. Dentro é um trabalho sério, todo mundo quer ganhar e tivemos duelos que ficaram marcados. Fora de quadra a gente é amigo, conversamos um pouco sobre isso na Olimpíada de Londres. Seria totalmente diferente, muito bacana, uma experiência bacana jogar ao lado dele e do Nash novamente. No Lakers a chance de título é bem maior. Aí sim vale a pena ganhar o salário mínimo da liga, ou seja, brigando pra ser campeão. Penso muito, neste momento, em título, em troféu, em jogar uma final de NBA.

BNC: Você é um cara com uma história na NBA, teve média de 18 pontos em 2007 e agora se vê em uma situação inusitada de não ter contrato para a próxima temporada. Você chega a pensar que esqueceram de você?
LB: Não penso assim, não. Fiz um trabalho legal lá. Meus agentes lá ficam falando que por causa do meu histórico os times pensam que vou pedir muito, mas não é nada disso. Eles reconhecem meu trabalho, isso é o mais importante.

BNC: Caso não aconteça a negociação com a NBA, você admite jogar no Brasil ou pensa em ir pra Europa?
LB: Se não for nos Estados Unidos, eu volto pro Brasil para ficar perto da minha família. Seria muito bom pra mim e principalmente pra minha filha (Alicia, de três anos).

BNC: Sua esposa, a atriz Samara Felippo, torce para que aconteça o quê?
LB: (Risos) Prefiro nem perguntar muito pra ela, cara. Ela fica ali, só escutando, não fala muito. Ela deve torcer para que eu venha pro Brasil, mas preciso esperar.

BNC: Como você enxerga essa relação do Flamengo com você. Ficou pouco tempo aqui, e até hoje sua foto está ali no ginásio.
LB: É um carinho muito grande, muito bacana, e eu não consigo nem explicar. Só consigo agradecer mesmo. Eu nunca vou esquecer na vida o que passei por aqui. Espero um dia estar de volta. Entrei aqui ontem e vi aquela foto (ele aponta pra parede onde está uma foto sua imensa, com a camisa 28). Fiquei muito feliz e disse: ‘Poxa, não tira ela dali, não’. Vontade de ficar sempre existe, é grande, mas eu não sei como serão os próximos dias. O Flamengo sempre abre as portas pra mim, e quem sabe o que pode acontecer no dia de amanhã. Não descarto nada, mas não dá pra dizer que vou ficar aqui.

BNC: Pra fechar: sobre a Olimpíada de Londres, qual é a avaliação que você faz do desempenho da seleção brasileira?
LB: Lógico que a gente poderia ter ido melhor, faltou pouco, mas estávamos há muito tempo longe da Olimpíada e fizemos uma boa campanha. Mostramos que temos capacidade de jogar em alto nível, mas infelizmente não cumprimos o objetivo e o sonho que tínhamos. O técnico Rubén Magnano fez um excelente trabalho e temos certeza que se continuarmos fazendo nosso trabalho os resultados virão. Foi nossa primeira experiência olímpica, tudo era novidade, e nos próximos campeonatos estaremos ainda mais fortes.

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