Bala na Cesta

Arquivo : julho 2012

Pontuação de hoje é a 14ª pior da história olímpica do basquete masculino brasileiro
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Fábio Balassiano

Fiquei curioso com a pontuação brasileira na tarde de hoje e fui pesquisar. Os 67 pontos do time de Rubén Magnano entram para a história como a décima-quarta pior marca de uma seleção nacional desde que o relógio dos 30 segundos passou a valer (1956).  Só lembrando: hoje o relógio é de 24 segundos (mais ataques acontecem, portanto) e há a linha de três pontos. Confira abaixo a lista completa.

  1. Brasil 47 x 53 União Soviética (1964)
  2. Brasil 50 x 58 Peru (1964)
  3. Brasil 52 x 64 Bulgária (1956)
  4. Brasil 53 x 86 Estados Unidos (1964)
  5. Brasil 53 x 70 União Soviética (1968)
  6. Brasil 54 x 61 Estados Unidos (1972)
  7. Brasil 60 x 53 México (1968)
  8. Brasil 61 x 54 Finlândia (1964)
  9. Brasil 62 x 64 União Soviética (1960)
  10. Brasil 63 x 90 Estados Unidos (1960)
  11. Brasil 63 x 64 Cuba(1972)
  12. Brasil 63 x 75 Estados Unidos (1968)
  13. Brasil 65 x 76 União Soviética (1968)
  14. Brasil 67 x 62 Grã-Bretanha (2012)

Especial 20 anos do Dream Team: depois de provocação, a resposta ao Brasil em quadra
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Fábio Balassiano

Há exatos 20 anos, a seleção brasileira de José Medalha entraria em quadra para enfrentar o Dream Team norte-americano. Mas antes de jogar em Badalona contra os EUA em 31 de julho de 1992, Marcel de Souza deu uma declaração não muito amistosa ainda no Pré-Olímpico de Portland ao dizer que os norte-americanos tinham ido a Espanha para passear e se divertir.

Quando perguntado sobre o que achara da frase de Marcel, Charles Barkley não teve dúvidas e disse: “Nos vemos amanhã na quadra, mas, pra mim, Marcel é nome de vinho. Nos vemos amanhã em quadra”.

E, bem, Barkley estava alucinado naquele 31 de julho. Sem sentir a ausência de John Stockton e Magic Johnson, ambos lesionados (Michael Jordan voltou a comandar as ações na armação com sete assistências), soltou os cotovelos nos rebotes (foram oito), defendeu como um louco (quatro roubos) e teve 30 pontos (12/14) em apenas 19 minutos na fácil vitória dos norte-americanos por 127-83 apesar dos 24 pontos de Oscar Schmidt (entrevistado de amanhã) e dos 16 de Paulinho Villas-Boas.

“Lembro-me que o nosso início foi muito bom, arrancando aplausos dos torcedores presentes. Porém com o desenrolar normal do jogo e com as trocas sucessivas de atletas deles a superioridade da equipe americana foi se consolidando. Mas o Barkley teve números fantásticos e foi o grande destaque deles”, disse José Medalha em entrevista ao blog.

Veja abaixo os melhores momentos da quarta partida do Dream Team nos Jogos Olímpicos de Barcelona.


Em partida horrível, Brasil joga mal, sofre demais, mas vence a Grã-Bretanha
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Fábio Balassiano

Era um jogo para o Brasil fazer três coisas: 1) vencer sem sofrer muito; 2) corrigir as erros da partida de estreia; e 3) dar ritmo de jogo a atletas importantes. Mas o que se viu, na prática, foi bem diferente.

Depois de um primeiro quarto assustador, em que marcou quatro pontos (sim, quatro pontos – chutou 2/20 – , índice que flertou com os três que a Austrália conseguiu contra a Grécia no último período das Olímpiadas de 2004!), o Brasil até que se recuperou nos dez minutos seguintes (23-16), mas seguiu sofrendo na segunda etapa. Venceu, sim, a Grã-Bretanha, um time fraco, bem fraco, por 67-62 (foi a segunda pior marca de um ataque vencedor nos Jogos, só atrás dos 60 da Nigéria na rodada inicial), alcançou a segunda vitória na Olimpíada de Londres, mas apresentou um nível tenebroso, horrível, cheio dos velhos vícios que tanto marcaram o basquete nacional na última década.

Na quinta-feira, às 12h45, o Brasil enfrenta a Rússia, e é bom evoluir muito para enfrentar um time muito, muito bom. Insisto: a seleção brasileira luta por medalha, e precisa mostrar um basquete mais condizente com o objetivo que almeja na Olimpíada de Londres. Hoje foram 3/22 de três pontos (não há muitas jogadas com os pivôs, e isso é irritante demais), uma falta de concentração absurda no começo da partida, leseira para começar as jogadas de ataque e 12 rebotes ofensivos permitidos a um time bem fraco, fraquinho.

Acho que o Brasil jogará bem contra equipes melhores, mas é preciso mostrar um pouco mais de basquete antes de passar às quartas-de-final. Por enquanto, o que vimos é bem preocupante, embora, digamos, as duas vitórias vieram.

Viu o jogo? Não gostou, certo? Comente na caixinha!


Em jogo chave, Argentina tenta vencer a França para se consolidar como 2ª força do Grupo A
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Fábio Balassiano

Antes de começar as Olimpíadas, havia dito aqui que, no grupo A, França, Lituânia e Argentina disputariam do segundo ao quarto lugares já que os Estados Unidos deverão vencer todas as partidas. Pois muito bem. No domingo, os franceses tentaram, mas não resistiram aos EUA. No jogo de fundo, uma aula platense. Os hermanos fizeram 102-79 na Lituânia, empolgaram pacas e se colocaram muito bem para a partida chave desta terça-feira contra a França, às 16h (de Brasília).

E qual a razão para o jogo de hoje ser tão chave assim, você pode estar se perguntando. Caso os hermanos vençam a França no primeiro duelo entre Manu Ginóbili e Tony Parker (companheiros de San Antonio Spurs), restariam aos vizinhos sul-americanos apenas as partidas contra Tunísia e Nigéria antes do duelo final contra os norte-americanos (derrota previsível). Triunfo contra os franceses e os argentinos se colocam como virtuais segundos colocados na chave, olhando para o grupo B para esperar Brasil, Rússia ou Espanha (mais para os dois primeiros, claro).

E eu não sei você, amigo leitor, mas eu fiquei absurdamente impressionado com a exibição da Argentina no domingo contra a Lituânia. Não que eu não esperasse (disse aqui que os hermanos incomodariam pacas nestas Olimpíadas), mas o comprometimento, a força e a intensidade platense me chamaram a atenção. E nem falo sobre os 21 pontos, dez rebotes, quatro roubos e seis assistências de Manu Ginóbili, muito menos sobre os 32 pontos, cinco rebotes e cinco assistências de Luis Scola, mas sim pelo lance que coloco no vídeo abaixo.

Sobre este vôo de Andres Nocioni, líder emocional da equipe, Manu Ginóbili escreveu em sua brilhante coluna no jornal La Nación (leia completa aqui): “Quando Chapu (Andres Nocioni) mergulhou para tentar buscar aquela bola que não era tão importante, Luifa (Scola) e eu saímos correndo para buscá-lo. Primeiro, porque é um colega que está deixando a vida pelo grupo. Mas principalmente porque tais ações são vistas pelos rivais. Isso também conta. Os caras sabem que somos uma equipe e que não será fácil nos bater. E são por jogadas como as do Chapu que eu voltei a ver em quadra o time que conquistou a medalha de bronze em 2008. Eu tive que ver de fora aquele jogo por causa de uma lesão no tornozelo, mas agora eu sinto que joguei. Foi lindo. Nós fizemos a coisa certa”.

E ele continuou: “Me emociona muito fazer parte disso tudo. É difícil explicar o desempenho que teve a equipe contra a Lituânia. (…) Foi uma partida impressionante. Para ser sincero, nunca sonhei com tudo isso. (…). Senti-me bárbaro em quadra, com uma energia incrível para buscar cada rebote. Acho que a adrenalina para começar de novo uma Olimpíada te dá forças. Além disso, vimos um grupo de argentinos durante o hino e isso ajudou muito também”.

Vale a pena ficar de olho nos hermanos nesta terça-feira (16h). É a despedida olímpica de uma geração espetacular, de um gênio do esporte e de um time que marcou/marca época no basquete. Será que a Argentina vence a França? Comente na caixinha!


Contra a Grã-Bretanha, seleção masculina tem chance de corrigir os erros da estreia
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Fábio Balassiano

Não será, sem dúvida, um jogo tão fácil quanto tem muita gente esperando nesta terça-feira às 12h45, não.

A Grã-Bretanha fez um jogo bem razoável contra uma Rússia que contou com uma atuação excepcional de Andrei Kirilenko (aqui os números do jogo de estreia e aqui um pouco mais sobre os donos da casa), tem Luol Deng (imagino que ele dará um trabalho absurdo a Marquinhos/Alex/Leandrinho/Marcelinho) e uma dupla de pivôs (Joel Freeland e Pops Mensah-Bonsu) que, se não é excepcional, ao menos tem o seu valor (no jogo de abertura, 35 pontos e 19 rebotes somados).

De todo modo, o Brasil tem um elenco melhor, um armador (Huertas – na foto) em estado de graça, também um ótimo garrafão e um técnico muito competente. Se não será fácil, eu só espero que a vitória não seja tão sofrida quanto a de domingo contra a Austrália. Além disso, esta terça-feira é o último dia para corrigir os erros do jogo de estreia antes de medir forças com o excelente time russo na quinta-feira.

Que Marcelinho Machado use um pouco da cabeça para selecionar melhor os arremessos, que Leandrinho pense um pouco antes de começar a correr, que Magnano dê mais tempo de quadra e confiança a Marquinhos e que Larry Taylor consiga dar um pouco de descanso a Marcelinho Huertas (o armador titular não pode chegar tão “estourado” ao mata-mata, não). É “só” o que espero para a peleja desta terça-feira.

E você, amigo leitor, qual a expectativa para o jogo de hoje contra os britânicos? Comente na caixinha!


Especial 20 anos do Dream Team: Marcel conta como foi a véspera do duelo contra os EUA
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Fábio Balassiano

O Brasil enfrentaria o Dream Team dos Estados Unidos no dia 31 de julho de 1992. Antes, havia perdido por muito da Croácia (93-76, com 22 pontos de Drazen Petrovic), por apenas um da Espanha (101-100 apesar dos 44 pontos de Oscar Schmidt) e vencido de Angola por 76-66. O blog foi conversar com Marcel de Souza (quatro Olimpíadas, cinco Pan-Americanos e cinco Mundiais), que se despediria da seleção brasileira naqueles Jogos de Barcelona. Confira a rápida entrevista do eterno camisa 11 do time.

BALA NA CESTA: No dia 31 de julho de 1992, a seleção brasileira enfrentaria o Dream Team dos EUA nas Olimpíadas de Barcelona. Na véspera do grande duelo, como foi a preparação?
MARCEL DE SOUZA: Como todas as outras.  Treino pela manhã e jogo à noite, pois o  Dream Team só jogava à noite. Não dava pra mudar muita coisa, já que o resultado a gente já imaginava qual seria.

BNC: Houve algum momento inesquecível, engraçado ou curioso que você possa nos contar?
MDS: Eu quase dei um toco no Michael Jordan, sério. É só rever o jogo..

BNC: O Brasil perderia por 127-83, mas você marcou 12 pontos nos 18 minutos em que atuou. Do que você mais lembra?
MDS: Eu me lembro que o Scottie Pippen e o Clyde Drexler passavam por mim como faca quente na manteiga. Eu dei um tapão na mão do Barkley, que vinha na bandeja, e ele nem sentiu. O cara fez a cesta e saiu rindo. De todo modo, não sentimos como se um trator passasse em cima de nós. Eles abriram 30 pontos e ficaram enrolando. Não deu nem pra notar.

BNC: Muita gente compara times americanos com o Dream Team de 1992. Pra você, existe algum tipo de possível comparação, ou é devaneio?
MDS: Naquele momento não havia nada de melhor no mundo. Hoje o próprio exemplo deles levou as outras equipes a diminuir a distância entre nós, mas ainda seguimos muito longe de ver o que assistimos em Barcelona. Dizer que não vai mais acontecer talvez seja exagero, mas que é muito difícil, é.

BNC: Quando você foi pra Bradley University, imagino que tenha visto muitos jogos de Magic Johnson, Bird e companhia. Imaginou enfrentá-los, todos juntos, algum dia?
MDS: Certamente que não, mas veja como as coisas são engraçadas. O Larry Bird, por exemplo, eu acabei nunca enfrentando, pois ele não estava na quadra quando eu estava (ou vice-versa). Eu joguei contra o Magic Johnson aqui no Brasil quando a Michigan State fez dois torneios contra a seleção brasileira antes do Mundial das Filipinas em 78. Ganhamos no Rio de Janeiro, perdemos na segunda prorrogação em São Paulo e ele sempre menciona esses duelos que fizemos aqui no país. Contra o Michael Jordan, além Barcelona, joguei contra ele duas vezes no Pan de Caracas 83. Perdemos a primeira por três pontos, e a segunda, por oito. Fomos vice-campeões.

BNC: Barcelona-1992 foi a sua despedida olímpica da seleção brasileira e a penúltima participação brasileira nos Jogos até Londres-2012. Muita coisa mudou, não? Naquele ano o Brasil terminou em quinto, atrás apenas dos EUA, Croácia, CEI e Lituânia.
MDS: Isso mesmo. De lá para cá o jogo se transformou muito, as portas da NBA se abriram, as regras mudaram e o Brasil infelizmente perdeu espaço internacional.


Seleção feminina evolui e luta, mas perde da Rússia e se complica ainda mais em Londres
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Fábio Balassiano

O Brasil bem que tentou, fez um jogo mais equilibrado do que se supunha, mas acabou não resistindo. Perdeu da Rússia por 69-59 (números aqui) na segunda rodada das Olimpíadas de Londres e vê a sua situação se complicar ainda mais nos Jogos.

Foi mais uma atuação decepcionante da seleção feminina. Começou bem, mas outra vez perdeu por causa de suas deficiências mais do que manjadas: erros de fundamento absurdos (foram 19, o que faz uma pergunta vir rapidamente ao pensamento: este time treinou por dois meses mesmo?), péssima pontaria dos três pontos (31%) e péssima transição defensiva (foram 14 pontos através das dez roubadas de bola russas). É um time fraco, dependente de Érika (15 pontos, 18 rebotes e três tocos) e sem a menor imaginação no ataque. Triste, bem triste.

Com o resultado, o time de Luiz Cláudio Tarallo segue sem vencer nas Olimpíadas de 2012, e enfrenta a Austrália na quarta-feira às 10h30 em mais uma partida complicada.

Viu o jogo? Decepcionante ainda, não? Comentem!


Australiana Belinda Snell leva jogo à prorrogação com chute do meio da quadra – veja vídeo!
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Fábio Balassiano

A Austrália perdia da França por 65-62, em jogo válido pela chave B feminina, quando Isabelle Yacoubou errou o segundo lance-livre pelo time francês. O relógio marcava 3,3s para o fim, Belinda Snell recebeu a bola e do meio da quadra decidiu tentar a sorte. Veja no que deu.

De todo modo, a França se recuperou na prorrogação, venceu por 74-70 e se mantém invicta na fase de classificação olímpica. A Austrália perdeu o jogo, mas pode ter visto a sua atleta ter feito a jogada mais linda do basquete em Londres.


Seleção brasileira feminina enfrenta a Rússia nesta 2ª feira – vem aí um atropelamento?
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Fábio Balassiano

Depois da derrota para a França no sábado (aqui o meu post e aqui a estatística da partida), a seleção brasileira enfrenta nesta segunda-feira, às 12h45, um rival fortíssimo na segunda rodada da Olimpíada de Londres. É a Rússia (leia mais aqui sobre o time), que sofreu um bocado, mas venceu o Canadá por 58-53.

Se o Brasil tivesse ganho da França, poderia enfrentar a Rússia e a Austrália sem tanta pressão, esperando para definir a sua sorte contra Canadá e Grã-Bretanha, rivais bem mais fracos. Como isso não aconteceu, terá que lutar por um milagre contra russas e australianas para evitar uma eliminação precoce ou um avanço na quarta colocação do grupo.

A questão que fica na minha cabeça é: instável como sempre foi nos últimos oito anos, será que a equipe feminina consegue reverter aquele quarto período tenebroso de sábado (21-9) em uma vitória contra uma Rússia que certamente entrará mais ligada do que em sua não menos animadora estreia? Não sei se será todo dia que algum time deste quilate, medalhista de bronze nas duas últimas Olimpíadas, chutará 3/18 de fora um jogo de nível A, sinceramente.

Além disso, tenho um pouco de receio do que acontecerá no duelo entre Adrianinha (foto) e Becky Hammon. A norte-americana naturalizada russa também é veterana (35 anos), mas ainda mantém boa velocidade, ótimo arremesso e não precisa carregar tanto assim o seu time nas costas. Se não houver ajuda, corre o risco de Hammon fazer uma série de bandejas simples. Dentro do garrafão, Érika continuará sendo vigiada, e se Tarallo mantiver a passividade e/ou a falta de criatividade, a pivô terá desempenho semelhante ao do jogo da estreia contra a França (sinceramente eu esperava que o Brasil jogasse muito com a jogadora do Atlanta Dream, mas não que tiver apenas uma única alternativa de jogo).

Para hoje, apesar de achar que a Rússia não é mais isso tudo, continuo achando muito improvável que o Brasil de Tarallo vença. E você, animado ou com medo pra partida contra a Rússia? Será que vem aí um atropelamento? Comente!


Especial 20 anos do Dream Team: contra a Alemanha, o último suspiro de Larry Bird
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Fábio Balassiano

Depois do atropelo contra a Croácia de Toni Kukoc (ou seria Jerry Krause?), os Estados Unidos tinham pela frente a Alemanha de Detlef Schrempf, ala que marcou época no Seattle Sonics do começo da década de 90 (quem lembra dos duelos contra o Chicago, de Michael Jordan, certamente recorda das narrações em que Luciano do Valle o chamava de ‘Detléf’). Alemão de Leverkusen, Schrempf morava nos EUA desde a adolescência, e sabia muito bem o que iria enfrentar pela frente.

Então com 29 anos, ele passou pelo colegial, jogou na Universidade de Washington e em 1992 já possuía sete anos de experiência na NBA (depois, em 1996, jogaria a sua final contra os Bulls).

Conhecia todos os rapazes contra quem duelaria, e até que foi bem naquela noite. Saiu-se com 15 pontos e oito rebotes, mas não foi o suficiente para evitar a surra de 111-68 do time de Chuck Daly (o primeiro tempo terminou em incríveis 58-23). Karl Malone (18 pontos e cinco rebotes), Chris Mullin (13) e Barkley (14) foram muito bem, mas há duas histórias bem mais interessantes.

Ainda sem John Stockton, Chuck Daly teve um susto quando descobriu no treino da manhã que não poderia contar com Magic Johnson. Sua decisão foi simples: colocar Michael Jordan como armador. Já tendo atuado nesta função no Chicago Bulls, o camisa 9 teve 15 pontos e espantosas 12 assistências. A maioria para Larry Bird, que estava até então sumido na competição.

Disputando a sua última competição oficial e tendo problemas constantes na coluna (é comum olhar as imagens daqueles jogos e vê-lo estirado no chão para alongar as costas), Bird não vinha muito bem, mas contribuiu com 19 pontos (três bolas de três e sua melhor marca de pontos no torneio olímpico) e deu a sua última demonstração de talento em quadras de basquete.

Saiu ovacionado pelo público e pelos companheiros, que sabiam do esforço que ele fazia para estar ali.

Confira abaixo os melhores momentos da partida, que contou com a ilustre presença do tenista alemão Boris Becker no ginásio de Badalona!