Bala na Cesta

Arquivo : março 2012

Começa hoje o Final Four da NCAA: duelo entre Kentucky e Louisville é o destaque
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Fábio Balassiano

Quem gosta muito de basquete deve, mesmo, ficar em casa neste sábado. Depois de São José e Paulistano no Sportv, é a vez de começar o Final Four do basquete universitário (o March Madness). E com direito a uma rivalidade histórica em quadra.

A partir das 19h (ESPN e Bandsports transmitem), Kentucky e Louisville colocam toda a rivalidade de quem divide o estado de Kentucky. São dois times excelentes (Kentucky tem mais vantagem por possuir, brincando, cinco que seriam escolhidos no Draft de 2012 – o primeiro, aliás, deverá ser Anthony Davis, ala-pivô da equipe que parece jogar sem fazer força), e dois técnicos altamente qualificados (na foto). Já passaram pela NBA, têm o respeito de seus jogadores e são absurdamente valorizados no basquete universitário.

Campeão em 1996 por Kentucky, Rick Pitino, desde 2001 em Louisville, é o único técnico a ir três vezes ao Final Four com times diferentes. Didático, paciente e dono de uma defesa por pressão que sufoca até mesmo quem está vendo o jogo pela televisão, Pitino é considerado um dos melhores profissionais e uma das melhores pessoas para se conversar sobre basquete. Sua antítese é John Calipari, cujos métodos de recrutamento são altamente polêmicos (ele já foi multado pela NCAA por causa disso), mas cujo talento é absolutamente inegável. Falta a ele um título em seu currículo. Ah, e só para aumentar a pimenta na partida: os dois treinadores não se bicam (para falar a verdade, eles se odeiam).

No outro jogo de hoje pelo Final Four, Kansas conta com o ótimo Thomas Robinson para vencer Ohio State, que conta com um ótimo técnico (Thad Matta) e a boa fase do cestinha Jared Sullinger, uma das estrelas deste March Madness. Promete ser um jogo animado, e disputado por duas faculdades que se conhecem bem (na fase de classificação, Kansas venceu por 78-67, mas Ohio não teve Sullinger).

Acho que Kentucky e Kansas avançam à decisão de segunda-feira, embora torça por Louisville e Ohio State. E vocês, o que acham que acontece nesta noite? Comentem na caixinha!


Rodada quente, bem quente, pelo NBB na tarde deste sábado – confira os destaques!
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Fábio Balassiano

Rodada bem quente pelo NBB neste sábado, hein. São seis jogos, e apenas o entre Vila Velha e Franca não chama muito a atenção. Vamos a um breve resumo dos demais.

A grande “decisão” da rodada fica por conta do duelo entre Liga Sorocabana e Minas (no interior de SP a partir das 18h). Com campanhas parecidas (9-16 para os Mineiros e 9-17 para os sorocabanos), quem vencer fica muito perto de avançar aos playoffs (passam os 12 mais bem colocados). Na verdade, A Liga Sorocabana pode garantir a vaga caso vença hoje e o Tijuca, que enfrenta o Limeira no Rio de Janeiro (às 17h), perca para o Limeira. É a briga mais bacana deste final de campeonato, na minha opinião (saber quem vai ao mata-mata).

Na parte de cima da tabela, São José faz um duelo interessante contra o Paulistano, que inacreditavelmente deixou escapar vantagem de 17 pontos e perdeu para Joinville após fazer seguidas besteiras (a última em uma condução de bola e erro de passe – incrível!). O jogo terá transmissão do Sportv às 18h e para os joseenses vale a manutenção do sonho de terminar a primeira fase na liderança. O time de Régis Marreli tem a mesma campanha que o Pinheiros (20-5), que enfrenta, no mesmo horário, Joinville fora de casa (se a turma de José Neto tem cinco vitórias seguidas e vencer garante no mínimo a oitava colocação).

E também é importante ficar de olho em Flamengo e Brasília. O rubro-negro, mesmo sem Marcelinho, conseguiu vencer Limeira na quinta-feira e hoje faz um jogo cuja vitória é mais do que esperada contra Araraquara (19h, no Rio de Janeiro). Vencendo a turma da Gávea garante a quarta colocação e ainda sonha com o mando de quadra em uma possível semifinal.

E aí, animado para a rodada do NBB que começa daqui a pouco? Acho que Liga Sorocabana, Limeira, São José dos Campos, Pinheiros e Flamengo vencem. E vocês?


Clica aí: as melhores jogadas dos últimos dias na NBA
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Fábio Balassiano

Como vocês devem saber, este escriba aqui estava sem internet há três dias (foi quase como me tirarem chocolate e batata frita). Mas agora está tudo melhorando. Selecionei alguns vídeos muito legais sobre os últimos dias na NBA. Vamos dar uma olhada?

Na quinta-feira, Derek Fisher jogou pela primeira vez como um Thunder em Los Angeles, contra os Lakers. Venceu o jogo por 102-93, marcou sete pontos, mas o mais bacana foi a recepção. Clica aí



Na sexta-feira, Chris Paul deu uma mãozinha salvadora para os Clippers vencerem o Portland em Los Angeles.

 

Também na sexta-feira Dirk Nowitzki mostrou a Hedo Turkoglu com quanto talento se faz um arremesso decisivo. Olhem quanta técnica do alemão (reparem nos pés).

Durante a semana, o Oklahoma jogou contra o Portland. Olhem o que Serge Ibaka fez com Nicolas Batum.

Faltou alguma? Diga aí na caixinha!


Com 44 duplos-duplos, Kevin Love pode ser MVP sem ir aos playoffs?
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Fábio Balassiano

Eu disse aqui que não valeria mais a pena acompanhar o Minnesota Timberwolves depois da lesão que tirou Ricky Rubio de combate. Mas eu me enganei. E me enganei porque acabei esquecendo que ainda há graça em acompanhar Kevin Love, o nerd com um dos maiores QI’s da NBA na atualidade. É verdade que o Minnesota está em décimo-primeiro no Oeste (com 25-27, não deve chegar aos playoffs), mas Love tem barbarizado.

Ontem, diante de um Charlotte cada vez mais em frangalhos (coitado do Michael Jordan), Love despejou 40 pontos e 19 rebotes na vitória de 88-83 (ou seja, quase 50% dos pontos de seu time). Na temporada, são 48 jogos, 44 duplos-duplos (líder da liga, obviamente), 26,6 pontos (6,4 a mais que na temporada passada, e quase o dobro em relação há dois anos, quando registrou 14), 13,9 rebotes e ótimos 45,4% nos chutes (seu volume de arremessos também cresceu – de 14,1 para 19,4 – por conta de um ritmo mais acelerado na armação e por causa da própria confiança do time em sua estrela).

Se isso tudo não fosse pouco, Love tem em marços as incríveis médias de 31,3 pontos, 14,1 rebotes e 4741% nos arremessos. Tem mais: já são 20 pontos em 14 das últimas partidas, e 95 bolas de três pontos convertidas até aqui (quase duas por partida, com aproveitamento de 38,8%).

Por isso fica a dúvida: mesmo com o Minnesota quase fora dos playoffs, é impossível considerar (considerar, eu disse) Kevin Love para a disputa de melhor jogador da temporada? De verdade, verdade mesmo, o basquete que ele vem jogando é de altíssimo nível, e acho que não fica nada a dever em relação a Kevin Durant, Kobe Bryant e LeBron James, os outros candidatos ao troféu (e é bom lembrar que o trio citado possui um elenco de apoio bem melhor que o do ala dos Wolves).

Abaixo está o vídeo da atuação de ontem, e quero saber de vocês: Kevin Love merece disputar o troféu de MVP, ou com o Minnesota caindo na fase regular isso “invalida” a sua candidatura? Comentem na caixinha!


Rodada de hoje da NBA tem reedição da final de 2011 e duelo entre Kobe Bryant e Kevin Durant
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Fábio Balassiano

Quinta-feira animada esta na NBA, hein. Em Los Angeles, os Lakers fazem um confronto pra lá de interessante contra o Oklahoma City Thunder (confesso que estou curioso para ver como Ron Artest, o famoso Metta World Pierce, marcará Kevin Durant, e como Serge Ibaka tentará minar Pau Gasol com seu jogo físico no garrafão). É o duelo entre o time que foi e que quer continuar sendo muito bom e a franquia que quer se tornar vencedora. Do jeito que as coisas caminham, a segunda possibilidade é bem mais forte. Ah, e será a primeira vez que Derek Fisher jogará no Staples Center vestindo a camisa do Oklahoma. Imagino que a salva de palmas será imensa.

Mas, de verdade, Thunder x Lakers não é O jogo da noite, não. Às 21h (de Brasília), com direito a um correspondente de peso deste blog no ginásio (meu irmão estará na American Airlines Arena), o Miami recebe o Dallas Mavericks na reedição da final da temporada passada. Pouca coisa mudou nos Heat, que continuam baseando tudo em LeBron James e Dwyane Wade (o que é péssimo), embora o jogo tenha um ponto emblemático para o Miami: depois de perder duas seguindas em dígitos duplos pela primeira vez desde que o trio se juntou, vencer um rival bem conhecido depois de dois dias de folga tem lá o seu valor.

Já o Dallas Mavericks mudou demais – e para pior. A campanha de 29-22 fala muito pouco sobre um elenco instável pacas (é impressionante como há sequências de vitórias e derrotas na temporada – e sem explicação “lógica” alguma) e cujas médias despencaram em relação à temporada passada: para ficar em dois exemplos, o ataque, que produzia 100,2 por partida, agora só faz 95,1, e o jogo de passes parece não fluir tanto – as 23,8 assistências caíram para 21,2.

Os Mavs perderam muito com as saídas de JJ Barea, Caron Butler, DeShawn Stevenson e Tyson Chandler, e os que chegaram pouco acrescentam (Vince Carter, Delonte West e Lamar Odom, que demonstra uma falta de comprometimento terrível desde que foi trocado pelo Los Angeles Lakers por duas mariolas mordidas). Tanto é assim que o jovem Rodrigue Beaubois tem ganho cada vez mais espaço na rotação (28,8 minutos nas últimas dez partidas) de uma franquia que inspira pouquíssima confiança para os playoffs embora não falte talento.

Quem será que vence os grandes jogos desta noite? Lakers x Thunder e Heat x Mavs? Comente na caixinha!


Nas últimas 3 rodadas, Minas, Liga Sorocabana e Tijuca lutam por 2 vagas nos playoffs do NBB
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Fábio Balassiano

Tem sequência hoje a antepenúltima rodada da fase regular do NBB4 (ontem, na abertura, o Uberlândia foi a Vila Velha e bateu os donos da casa, que venceram apenas uma vez na competição, por 73-71).

E embora muita coisa esteja em jogo, como a liderança, as quatro primeiras colocações (uma folga a mais) e os donos do mando de quadra, vale muito para Minas, Liga Sorocabana e Tijuca, que disputam as duas últimas vagas nos playoffs (na verdade, Limeira ainda pode ser alcançada, mas é muito difícil). Vamos lá avaliar o que cada um dos três vai precisar passar para chegar aos playoffs.

MINAS – Com 9-16, o Minas tem disparada a pior tabela entre os três candidatos. Jogará fora contra a própria Liga Sorocabana, Brasília e Bauru. Ou seja: não terá moleza e precisará de, no mínimo, uma vitória no confronto direto diante dos sorocabanos para atuar diante de dois favoritos ao título com mais tranquilidade. Para um elenco jovem, é uma prova de fogo e tanto. Aqui as datas: Liga Sorocabana (31/3), Brasília (6/4) e Bauru (8/4).

LIGA SOROCABANA – Também com 9-16, o time de Rinaldo Rodrigues e Kenny Dawkins (ambos na foto) tem os mesmos adversários que o Minas, mas com mando de quadra invertido. Jogará todas em casa diante de uma torcida inflamada contra Brasília, Minas e Bauru, e precisa vencer duas para dormir com a vaga. Para isso, precisará esquecer as últimas três atuações (derrotas para Paulistano, Pinheiros e Franca) e lembrar da última vitória (foi contra Limeira, em 3 de março). Aqui as datas: Brasília (29/3), Minas (31/3) e Bauru (6/4).

TIJUCA – Com 8-17, o Tijuca também joga três vezes seguidas em casa para decidir a sua sorte. Hoje contra Araraquara no bizarro horário das 16h de um dia útil, no sábado contra Limeira e no dia 5 de abril contra o Flamengo. Para não depender de ninguém, o time de Miguel Ângelo da Luz precisa vencer as três. Aqui as datas: Araraquara (29/3), Limeira (31/3) e Flamengo (5/4).

Desde já deixo minha insatisfação com a tabela, que deixa clubes jogando três vezes em casa ou fora no final da temporada regular – isso não é saudável – e jogos finais em datas tão diferentes. Na boa, é inadmissível que Liga Sorocabana e Minas façam jogos tão decisivos com um time diretamente envolvido na disputa já tendo realizado todas as suas partidas (além disso, é horrível que o clube de Belo Horizonte ainda tenha um jogo no dia 8 de abril, quando dois dos outros concorrentes já terão encerrado suas participações). De verdade é uma lástima isso.

Dos três, quem será que fica de fora? Comente na caixinha!


De novo no Baskonia, argentino Andres Nocioni diz que estava cansado de ser ‘número’ na NBA
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Fábio Balassiano

“Estava cansado de ser um número a mais no banco de reservas. Quase não tive chance no Philadelphia, e agora volto para uma cidade que conheço e gosto bastante, e para um time que amo. Estou muito feliz de voltar a fazer parte desta grande família. “

A declaração é de Andres Nocioni, que trocou o banco do Philadelphia 76ers, da NBA, pelo Baskonia, onde é ídolo, da Espanha (jogou de 2001 a 2004 e foi campeão da Copa do Rei e da Liga ACB). O argentino de 32 anos, que deve estrear no dia 9 de abril contra o Real Madrid na inauguração do novo ginásio da equipe (terá capacidade para 15 mil pessoas), foi apresentado domingo na Buesa Arena, foi ovacionado pelos fãs (vídeo abaixo) e será a grande arma do Baskonia nos playoffs da Liga ACB Espanhola (o time está em terceiro com 19-7).

Com contrato assinado até o final do campeonato, ele optou por voltar a casa que tão bem conhece para, além do carinho dos fãs, ganhar ritmo de jogo para as Olimpíadas de Londres, onde atuará ao lado de Pablo Prigioni, agora também companheiro no Baskonia.


Ilustrador da Dinamarca faz projeto de animação estrelando Michael Jordan – confira!
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Fábio Balassiano

Kasper Nyman é um ilustrador da Dinamarca. Aos 25 anos, ele foi contratado pela Nike para alguns trabalhos e decidiu homenagear seu ídolo Michael Jordan. Kasper conta a história do ídolo através de três ilustrações. Duas já foram divulgadas. Confira só que legal o trabalho do rapaz!

TREINAMENTO (PRACTICE)

 

PARTE 1

PARTE 2

 

E aí, curtiu?


Após cestas decisivas em vitória, Kobe Bryant solta o verbo sobre fase do Lakers
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Fábio Balassiano

“Vocês (da imprensa) são engraçados. Por que estão tratando a gente como se estivéssemos em oitavo lugar no Oeste? Desde o começo da temporada vocês ficam puxando saco do Los Angeles Clippers, que, por sinal, está atrás de nós. E agora olham para a gente com espanto por estarmos em terceiro do Oeste. Juro que não consigo compreender isso”

A declaração é de Kobe Bryant, astro do Los Angeles Lakers, e foi dada após a vitória do time ontem contra o Golden State Warriors fora de casa por 104-101. O craque anotou as duas últimas cestas em arremessos improváveis (veja vídeo abaixo) e decidiu a partida a favor de seu time com 30 pontos (nenhuma novidade, certo?).

Mas nem tudo são flores para os Lakers (em terceiro no Oeste como Kobe mencionou com 31-19). Irritado com mais uma tentativa de arremesso de três pontos de Andrew Bynum, o técnico Mike Brown sacou o gigante, colocou-o em apenas cinco minutos da segunda etapa e irritou Bynum: “Acertei uma no domingo e tentei de novo. Mike não gostou, mas eu quis ajudar”, afirmou.


À argentina, Peñarol vence Pinheiros e conquista o bicampeonato do Torneio Interligas
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Fábio Balassiano

Não dá para dizer que foi uma vergonha, não. O Peñarol é o atual bicampeão argentino, lidera a atual Liga Nacional local, tem um baita elenco e o melhor treinador (Sergio Hernandez – na foto) do continente há pelos menos cinco anos (aliás, como seria bom se Hernandez treinasse por aqui, hein). Por isso venceu, até com certa facilidade (a vantagem chegou a 20 pontos), o Pinheiros por 88-75 para conquistar o bicampeonato do Torneio Interligas na noite de ontem diante de quatro mil pessoas que foram em bom número ao ginásio Islas Malvinas.

E se não se pode dizer que foi uma vergonha, acho que é possível dizer que eu esperava mais do time da capital paulista. Todo mundo sabia que a principal arma do Peñarol eram os chutes de três, e o esquema de jogo montado por Sergio Hernandez “cheira” a isso o tempo inteiro (na Liga Argentina, o time chuta 28,7 vezes por noite, acerta 11,3 e tem aproveitamento de 39,2% – fique atento a estes números, sério).

Por isso eu não entendi a movimentação defensiva do Pinheiros desde o começo do jogo. A bola entrava para o garrafão, para Martin Leiva, e a marcação dos paulistas “convergia” para tentar vigiar o pivô argentino com “dobras” (e isso não era necessário, já que o nome dele é Leiva, e não Luis Scola). O que acontecia, então? Leiva, inteligente e sabedor de suas deficiências, passava para fora, a bola rodava e encontrava o arremessador livre após alguns passes-extras (outra baita qualidade do time de Sergio Hernandez). Simples, não? E fazia parte de um plano de jogo que, insisto, é repetido na Liga local dos hermanos há algumas temporadas (o aproveitamento no torneio nacional é de 39,2%; contra o Pinheiros foi de 40%).

Foi assim que o Peñarol acertou seis vezes no primeiro tempo, e outras quatro no segundo. Os números, obviamente, não explicam a vitória dos argentinos, até porque o Pinheiros acertou mais e melhor de fora (11/25 dos brasileiros contra 10/25 dos hermanos), mas a troca de passes dos rivais machucou o time de Cláudio Mortari. Tanto machucou que quanto a marcação “quis” subir, os espaços para infiltrações e movimentos de Leiva já estavam pavimentado e aí a defesa dentro do garrafão ficou vazia, murcha (os argentinos mataram 63,8% de perto – na Liga local, o aproveitamento é de 54,2%. O pivô, que começou lento, lento, terminou com 17 pontos, 15 rebotes e 26 de eficiência diante de uma marcação que nunca se encontrou.

O Pinheiros é um bom time, lutou pra caramba e jogou diante de um adversário poderoso, bem poderoso (e vocês estão vendo que não falo do ataque aqui, pois obviamente ele foi “prejudicado” porque precisou apressar as coisas, já que a defesa não resolvia e a diferença só subia). Não é demérito algum perder, e espero que o revés não tire a força do time para a sequência do NBB. Mas acho muito sintomático que nas três edições do Torneio Interligas nenhum time brasileiro tenha vencido (a outra conquista foi do Obras no ano passado).

Não é uma questão de o estilo “à argentina” (lá do título) ser melhor que o brasileiro, mas sim que são estilos absolutamente diferentes. Não é uma questão de avaliar, agora, no calor das emoções, qual funciona melhor. De todo modo, acho, de verdade, que serve para refletirmos sobre que tipo de basquete queremos ver sendo praticado por aqui.

O Obras venceu a Liga Sul-Americana, os argentinos venceram as três edições do Interligas e, querendo ou não, o Brasil se classificou para as Olimpíadas com um técnico argentino jogando (perdão) à argentina.