Bala na Cesta

Arquivo : julho 2011

Brasil bate Austrália e fica com medalha de bronze no Mundial Sub19
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Fábio Balassiano

O Brasil acaba de vencer a Austrália por 70-67 para conquistar a medalha de bronze no Mundial Sub19 do Chile. Esta é a primeira vez na história dos mundiais da categoria que a seleção feminina conquista uma medalha, e a esperança que fica é que esta geração seja aproveitada nos times de cima (principalmente em seus clubes). Damiris (foto), que começou o jogo errando demais (4/14 no primeiro tempo), teve absurdos 6/7 no segundo para fechar com 26 pontos, 13 rebotes, quatro roubos e dez (10!) faltas sofridas. Atualização do post (21:33): Damiris foi escolhida a MVP da competição (sensacional isso!).

O Brasil começou bem o jogo (20-16), mas novamente caiu de produção no segundo período. Levou uma sequência de 18-4, viu as australianas abrirem diferença e foram pro intervalo perdendo por dois pontos. Na volta, porém, tudo mudou. Damiris passou a acertar, Mariana Lambert esteve sublime (14 pontos em 14 minutos) e Tássia controlou a peleja (13 pontos e duas assistências). No último período, o nervosismo das duas equipes ficou latente (natural, claro!), mas as brasileiras conseguiram segurar a vantagem e foram felizes nos lances-livres finais.

Parabéns às meninas e ao técnico Luiz Cláudio Tarallo, que lutaram e conseguiram atingir o objetivo (a festa no final, com direito a dança – inclusive de Hortência, a diretora do departamento feminino – foi bacana demais!). Que a Confederação Brasileira continue investindo nessa geração, que, conforme este blogueiro vem dizendo há mais de seis meses, é excelente, e que os técnicos da seleção adulta e dos clubes passem a dar tempo de quadra para elas. É com Damiris, Tássia e companhia que o basquete feminino deve seguir daqui para frente. Elas e Tarallo merecem aplausos.


Em amistoso de futebol, Kobe Bryant se arrisca batendo pênalti
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Fábio Balassiano

Barcelona e Manchester United reeditaram ontem a final da Copa dos Campeões em amistoso em Washington. Os ingleses venceram por 2-1, mas pro basquete o que valeu foi a presença de Kobe Bryant, torcedor do Barcelona e fã de Ronaldinho Gaúcho (ex-atleta do clube catalão).

No intervalo da peleja o astro do Los Angeles Lakers foi convidado para bater um pênalti. E olhem o que ele aprontou…

Foi bem o Kobe, hein (o detalhe interessante é que o patrocinador é do país que corteja Kobe para atuar durante o locaute da NBA, a Turquia, e também estampa a sua marca na competição mais importante da Europa, a Euroleague). Sem garantia de temporada em 2011-2011 nos EUA, será que Bryant faria feio no meio-campo de alguma equipe de futebol? Pensando em, ele não faria pior que os “astros” da seleção brasileira na Copa América, hein…

Tags : Kobe Bryant


Brasil perde dos EUA e disputa o bronze neste domingo no Mundial Sub19
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Fábio Balassiano

O começo até que foi bom (11-5), mas o Brasil não suportou o melhor jogo dos EUA, levou 82-66 e perdeu na semifinal do Mundial Feminino Sub19 do Chile. Neste domingo, o time de Luiz Cláudio Tarallo disputa o bronze contra a Austrália, que perdeu da surpreendente Espanha por 55-49 em jogo muito fraco.

Foi uma atuação coletiva ruim, uma atuação do técnico Tarallo ruim e uma atuação individual de peças importantes ruim. No primeiro tempo foram assustadores 13 rebotes ofensivos para as norte-americanas, apenas dois lances-livres cobrados pelas brasileiras (prova da falta de agressividade ofensiva e da falta de leitura de jogo – a defesa por zona das norte-americanas precisava ser atacada, e não evitada com tiros longos) e uma infinidade de chutes de três convertidos das rivais sem marcação alguma (Bria Hartley acertou quatro de fora e anotou 20 nos primeiros 20 minutos). Por fim, uma pergunta importante: por que diabos a marcação por zona existiu por tanto tempo? Alguém consegue explicar?

Tarallo, que vinha bem na competição até então, falhou demais hoje também. Não conseguiu verificar (ou se verficou não fez nada para mudar) que a defesa norte-americana fora alterada após os cinco primeiros bons minutos brasileiros, não conseguiu fazer com que Damiris (a principal jogadora da equipe!) fosse alimentada no garrafão (alguém achou que ela estaria solta? Não, né…) e ainda mexeu mal pacas na metade do terceiro período (quando a diferença era de cinco pontos, a menor desde que as adversárias dispararam no segundo quarto, o técnico sacou Tássia para colocar Aruzha – quando a armadora titular voltou, era de 12 o rombo). Além disso, Joice, uma das melhores neste sábado, permaneceu em quadra por apenas 18 minutos, em que pese a sua soberba defesa e seus 12 pontos. Prefiro não falar da bagagem tática por apenas um jogo, então vou me abster de comentar sobre a falta de variação tática defensiva e sobre a inexistente carga ofensiva do time – isso, repito, porque apenas hoje conseguimos ver a equipe atuar.

No lado individual, Damiris, que carregou o Brasil até as semifinais, foi muito bem marcada, mas esteve muitíssimo nervosa desde o começo, precipitando arremessos e sendo dominada na defesa. É até injusto criticá-la (o que a menina já fez no Mundial é inacreditável), mas ela teve sua menor pontuação na competição (13 pontos) e errou nove de seus 13 arremessos. Carina também foi mal (quatro erros em 16 minutos), Tássia alternou bons e maus momentos (4/11 e três desperdícios) e Thamara levou um baile no garrafão.

Há, por fim, uma forma “poliana” de ver essa derrota. Com praticamente os mesmos times, o Brasil perdera dos EUA na Copa América de 2010 por 43 pontos. Neste sábado, por 16. É, de fato, uma evolução. Mas há, também, o lado de que esta equipe norte-americana não é excepcional, e que poderia ter sido vencida caso o Brasil tivesse jogado um basquete nota 8, nota 9. Fica o lamento por esta noite, e a esperança que as meninas recuperem o ânimo para a importante disputa do bronze neste domingo contra a Austrália.


Vale o registro sobre a vitória brasileira contra a Austrália
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Fábio Balassiano

A respeito da vitória brasileira contra a Austrália, conversei com três pessoas que estão acompanhando o Mundial Sub19 no Chile. Todos me garantiram que a Austrália NÃO entregou absolutamente nada contra o Brasil. Pelo que todos disseram, foi tudo dentro da normalidade, e as australianas não conseguiram jogar por causa da marcação do time de Tarallo. Melhor assim, e é ótimo que a duvida se dissipe logo.

E é bom lembrar que este blogueiro aqui jamais disse que houve alguma irregularidade (até porque ninguém daqui viu a peleja, né). Foi ótimo ter ido apurar e receber estas informações. Vida que segue.


O espelho é 1994 para a seleção feminina Sub19 nesta noite contra os EUA
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Fábio Balassiano

Que ninguém leia este post com ar comparativo, pois esta não é a intenção. Mas a seleção feminina que enfrenta logo mais os EUA (22h) nas semifinais do Mundial Sub19 do Chile precisa olhar 17 anos para trás se quiser vencer as norte-americanas nesta noite. Foi a penúltima semifinal entre as duas seleções em torneios classe A (Mundiais ou Olimpíadas). Na última, vitória de Lisa Leslie e cia. no Mundial de 1998 por 93-79 apesar dos 25 pontos de Paula e dos 24 de Janeth.

No dia 11 de junho de 1994, na madrugada brasileira, o time de Miguel Ângelo da Luz bateria uma das seleções norte-americanas mais fortes da história. Estavam por lá Lisa Leslie (que até hoje se refere como a melhor atuação que um adversário dela teve em seus tempos de EUA), Teresa Edwards, Sheryl Swoopes, Dawn Staley, entre outras. E o Brasil venceu por 110-107, provavelmente na melhor atuação de um time nacional feminino em toda a sua existência. Tinha 11 anos e vi a peleja com meu saudoso avô, e lembro de ser “apresentado” a Hortência (32 pontos), Paula (29) e Janeth (22) numa jornada em que a equipe não abusou das bolas de três (3/7), marcou por zona para conter o jogo de garrafão das rivais (que tentaram de longe, mas erraram 17 de suas 26 tentativas) e teve o excelente aproveitamento de 56,5% nos tiros de quadra.

Não vai ser fácil, claro, mas os EUA são, sim, um time batível. Antes do Mundial a seleção de Tarallo viajou para treinar e enfrentar as norte-americanas na Disney. Perdeu uma, é verdade, mas venceu a outra. É um caminho. É o caminho da retomada de sucesso do basquete feminino brasileiro, que mesmo sem fazer um trabalho bacana na base segue complicando a lógica ao produzir uma geração tão excelente como esta.

Que a genialidade de 1994 representada por Miguel Ângelo da Luz Paula, Hortência, Janeth, Leila, Helen, Cintia, Adriana Santos, Alessandra, Simone, Dalila, Roseli e Ruth inspire a de 2011 em Tarallo, Tássia, Damiris, Ramona, Joice, Izabella Sangalli, Vanessa, Drielle, Aruzha, Thamara, Camila, Vanessa e Mariana.

Sucesso para as meninas nesta noite tão importante para elas e para a modalidade.


Brasil bate a Rússia, vai às semifinais e faz história no Mundial Sub19
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Fábio Balassiano

O Brasil acaba de vencer a Rússia por 73-71 para se classificar para as semifinais do Mundial Sub19 do Chile. Nas semifinais, a primeira de um torneio da categoria desde 1997, será neste sábado contra os EUA (o horário ainda está indefinido). Até onde se sabia o Sportv disse que exibiria a partida. Na outra semi, Austrália e Espanha, que bateu as até então invictas canadenses, se enfrentam.

É chover no molhado, mas mais uma vez Damiris (18 anos, gente, 18 anos!) foi o destaque da seleção. Sem descansar (40 minutos em quadra) ela anotou 23 pontos, apanhou 17 rebotes e deu duas assistências. Tássia também foi muito bem com 12 pontos e cinco rebotes. Em que pese os 21 erros de lances-livres (muita coisa, muita coisa), é bem legal verificar que o time de Tarallo (parabéns a ele, sempre tão criticado, também!) errou pouco (11 vezes) e manteve a cabeça fria para permanecer na liderança mesmo quando as russas tentaram reagir.

Apenas um detalhe: Damiris teve a sua sétima partida seguida com mais de 15 pontos, a quarta consecutiva com duplo-duplo (foram cinco no Mundial – nas outras duas faltou um rebote) e ainda acertou uma bola de três pontos neste noite. Joga pouco a menina, não?

Neste sábado o osso é durísimo, mas é bom lembrar que os EUA já perderam na competição e em amistoso recente, lá na Disney, as norte-americanas perderam do Brasil. É difícil? É. Impossível? Não. Afinal, nessa geração a gente pode confiar. Sucesso, meninas!


Duas boas notícias na base
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Fábio Balassiano

Comentei aqui há pouco mais de uma semana sobre o Encontro Sul-Americano de basquete de base em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul (aqui e aqui você lê mais sobre o assunto).  As partidas têm acontecido (aqui o site oficial) e ao menos uma das falhas foi corrigida: a Confederação Brasileira enviou representantes para acompanhar os jogos masculinos (Ricardo Oliveira, técnico da Sub15) e femininos (Guilherme Vos, assistente da Sub15 de acordo com nota do site da competição).

E aí também temos uma notícia excelente para o basquete brasileiro. Ao que parece a CBB está trazendo para as suas fileiras um técnico muito, muito bom. Para quem conhece e frequenta ginásios no Rio de Janeiro, Guilherme Vos (foto) é uma referência. Coordenador e técnico do bom projeto de basquete da Mangueira, quase todo mundo se perguntava por que diabos ele nunca havia sido chamado para ajudar um pouco naquilo que ele tanto conhece – na formação de atletas.

Pois agora (e isso merece elogios!) a CBB corrige isso trazendo Guilherme Vos para a função de auxiliar-técnico da seleção Sub15 que disputa o Sul-Americano da categoria entre 7 e 13 de novembro (de acordo com o site da Fiba Americas, ainda sem local definido).  Sorte pra ele, que merece (Guilherme é um cara educadíssimo e, o principal, entende muito de basquete), e parabéns para a Confederação pela nova aquisição.


Com seguro em dia, Argentina confirma equipe ‘dourada’ no Pré-Olímpico
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Fábio Balassiano

Demorou, mas o seguro dos jogadores argentinos que atuam na NBA saiu ontem. Com isso, Luis Scola (foto), Manu Ginóbili, Carlos Delfino e Andres Nocioni poderão treinar com a equipe que inicia a fase de preparação nesta sexta-feira. O valor total do pagamento da Confederação Argentina chega a US$ 540 mil, mas não havia outro jeito – sem o seguro os atletas já haviam dito que não atuariam.

Sendo assim a Argentina confirma o status de grandíssima favorita a uma das vagas do Pré-Olímpico de Mar del Plata. Mesmo com pouco tempo de treinamento (das grandes seleções, é a última a se apresentar), talento não falta ao time que será dirigido por Julio Lamas (o comandante que ajudou a formar a geração que viria a conquistar o ouro olímpico em 2004 com Rubén Magnano).

Ao que parece Brasil, República Dominicana (também com seus NBA e com John Calipari no comando) e Porto Rico disputarão a segunda e última vaga direta para as Olimpíadas de Londres. Terceiro, quarto e quinto colocados disputam o Pré-Olímpico mundial (três passam). Será que a seleção brasileira de Magnano consegue carimbar o passaporte lá em Mar del Plata (aqui o infográfico da FIBA)? Comente na caixinha!


A hora da decisão para a Sub19
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Fábio Balassiano

Seis jogos passaram, e agora chegou a hora da decisão para a seleção feminina Sub19 no Mundial do Chile. Contra a Rússia, às 22h de Brasília, o time de Luiz Cláudio Tarallo tenta vaga na semifinal da competição, feito obtido apenas uma vez em campeonatos da categoria (em 1997, em Natal, em um time que tinha Adrianinha e Micaela).

O adversário da noite, a Rússia, não começou bem, levou três pancadas (diferença média de 21,6 pontos nas derrotas contra Canadá, Japão e Estados Unidos), mas venceu as duas últimas partidas (China e Itália) para se classificar na bacia das almas. Tem na dupla de garrafão formada pelas altas Ksenia Tikhonenko (1,94m de altura e 11,9 pontos e 9,4 rebotes de média) e Yulia Poluyanova (1,87m e 9,3 pontos e 4,8 rebotes) a sua maior virtude, mas não deixa de ser um time com problemas crônicos: seu ataque, o quinto pior do torneio, registra 60,2 pontos e sua média de erros é altíssima (20,3, a terceira mais alta).

O Brasil tem time e Damiris (médias de 21 pontos, 12 rebotes e única atleta do Mundial que anotou 15 pontos ou mais em todas as partidas da competição) para vencer as russas e chegar às semifinais. Sem televisão exibindo a peleja, o nervosismo ficará restrito às estatísticas da competição. Sorte para as meninas. Elas merecem.

Para você, amigo leitor, a seleção feminina Sub19 chega às semifinais do Mundial? Comente na caixinha!