Bala na Cesta

Arquivo : junho 2011

O locaute da NBA vem aí
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Fábio Balassiano

“A diferença entre o que eles pedem e o que podemos pagar é assustadoramente grande”. Foi com essa frase que David Stern, comissário geral da NBA, resumiu a pendenga que se encaminha para a paralisão da liga norte-americana – ou seja, a próxima temporada corre grande risco de não acontecer.

Se nada de extraordinário acontecer, os jogadores estarão sem acesso aos clubes e à equipe técnica a partir de 00:01 desta sexta-feira, e ao que parece não há muito o que se fazer mesmo. A diferença em relação à de 1998, quando também houve o mesmo (aqui no Brasil traduziu-se o lockout para locaute), é que há 13 anos os atletas pareciam dispostos a negociar e a “baixar as cifras”. Agora, pelo que Stern diz, não.

Amanhã volto com um post mais completo e com diferentes visões sobre o assunto, mas a situação da NBA, e dos esportes americanos também (lembremos que a NFL, de futebol americano, enfrenta o mesmo problema), é terrível neste exato momento.

E você, o que acha? Comente na caixinha!


Foto do leitor
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Fábio Balassiano

O leitor Rafael Silva, de Brasília, enviou foto com Leandrinho, tirada depois do Jogo 1 das finais do NBB na capital federal (para quem não lembra, o ala do Toronto Raptors comentou as partidas no Sportv)

Tem foto com personalidades da modalidade? Envia para fabio.balassiano@gmail.com que eu publico.


Derrota no fim – e com dor
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Fábio Balassiano

O Brasil acaba de perder da Rússia na estreia do Mundial Sub19 (e nenhuma Tv exibiu isso, hein!) por 81-78 após tiro de três no estouro do cronômetro de Sergey Karasev (ao que parece, do meio da rua). Uma derrota doída, sem dúvida alguma, mas em competição de tiro curto, não tem tempo para lamentação. Amanhã já tem duelo contra a Polônia. Raulzinho (foto) teve 20 pontos, Lucas Bebê outros 14 e nove rebotes.

Acompanhou pelas estatísticas? Então comente na caixinha que depois eu volto. Até.


Alto-falante
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Fábio Balassiano

“A verdade é que Luis Scola é mais imprescindível que eu atualmente para a seleção argentina. Eu tenho um Carlos Delfino na reserva, o que está de bom tamanho para torneios continentais. No banco do Scola nós não temos por aqui. Por aqui, não. No mundo, eu diria. Ele nos garante 20 pontos e muita atenção da defesa rival”

A declaração é de Manu Ginóbili, craque argentino, em ótima entrevista ao Olé de ontem (clique aqui para ler). No papo, o ala do San Antonio Spurs fala sobre as vezes em que não esteve com a seleção, sobre a importância de Fabricio Oberto, sobre o favoritismo do time em Mar del Plata e sobre a emoção de defender a camisa do time nacional. O papo é imperdível. Aliás: Julio Lamas convocou 15 atletas nesta quarta-feira (bem como Porto Rico).


Chegou a hora
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Fábio Balassiano

Começa hoje, às 10h, o Mundial Sub19 para a seleção masculina (sinceramente não sei mais qual emissora vai exibir a peleja – se é que alguma exibirá). Sob o comando de José Neto, os brasileiros enfrentam o forte time da Rússia (vice-campeão europeu da categoria) e uma vitória é fundamental se formos pensar lá na frente – o de um posicionamento mais favorável em cruzamentos no mata-mata.

Não será fácil, sem dúvida, principalmente porque sabemos que, via de regra, time brasileiro sempre sofre do “pânico da estreia”. Tomara, sinceramente, que Lucas Bebê, Raulzinho e cia. mostrem que a parte psicológica está em dia, porque talento o Brasil já mostrou ano passado na Copa América que possui.

Se esta é uma geração que enche o país de esperança de dias melhores no futuro, torçamos para que ela comece a demonstrar os motivos a partir de hoje, no principal teste dos jovens em suas carreiras. Mais do que uma medalha ou um troféu na Letônia, o que vale é projetar em que estágio estes meninos estarão em cinco, dez anos. E melhor termômetro não poderia haver do que este Mundial que começa hoje. Sorte pros rapazes.

E você, amigo leitor, vai ver o jogo? Será que o Brasil passa pelos russos? Comente na caixinha!


A decisão de Nenê
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Fábio Balassiano

Nenê tem até o final do dia de hoje (quinta-feira) para decidir se aceita ou não cumprir o seu último ano de contrato com o Denver Nuggets, mas ao que parece ele já tomou a decisão. De acordo com o Denver Post, o pivô brasileiro se tornará um agente-livre, e “testará” o mercado a partir de julho (eu, sinceramente, não acreditava que ele sairia do Colorado).

A questão, agora, é: pra que equipe Nenê irá? A caixinha é toda sua para palpitar.


Inferno astral
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Fábio Balassiano

Não tem sido fácil a vida de Candace Parker. Desde que teve a sua primeira filha, Lailaa (nascida em 13 de maio de 2009), emplacar uma boa sequência de jogos tem sido complicado. Naquele ano, suas médias despencaram de para 13,1 e 48,1% (em 2008, 18,5 pontos e 52,3% de aproveitamento). Mas isso seria apenas o começo.

Em 2010, uma grave contusão no ombro fez a temporada durar apenas dez jogos (apesar disso, ótimas médias de 20,6 pontos e 10,1 rebotes). Agora, quando tudo caminhava bem, outro baque: no sétimo jogo do campeonato, Candace se chocou com Quanitra Hollingsworth, do Minnesota, e torceu o joelho. Resultado? Meniscos afetados, seis semanas de molho e o Los Angeles Sparks em apuros (para piorar, as angelinas estão no meio de uma série de sete jogos consecutivos longe do lar – por enquanto, três derrotas seguidas).

Candade Parker é craque, tem apenas 25 anos, muito carisma e seria muito bom se as contusões se afastassem dela um pouquinho. Quem gosta de bom basquete gosta de ver CP3 em quadra e não de molho (quem não se lembra das enterradas em sua temporada de estreia?). Ainda dá tempo.


Um agora, o outro em breve
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Fábio Balassiano

Na segunda-feira, David West (na foto, com a camisa 30) anunciou que não renovará o seu contrato com o New Orleans Hornets antecipadamente. Ele disse, talvez educadamente, que até pode ficar, mas que quer “testar o mercado de agentes-livres”. Ou seja: o cara está aberto a propostas (ou, num linguajar mais popular, “na pista pra negócio”).

E o que de cara isso significa? Que David West se torna, ao lado do brasileiro Nenê, um dos mais fortes nomes do mercado de 2011, e que o New Orleans está prestes a perder uma de suas peças mais importantes já para a temporada que começa dentro de cinco, seis meses (ao que parece, Knicks, Nets e Orlando já demonstraram interesse em contar com os serviços do ótimo ala-pivô).

Mas como tudo que é ruim pode piorar, vamos lá: sabe esse rapaz que aparece ao lado de West na foto deste post? Então, é Chris Paul, um dos melhores jogadores da liga na atualidade. Irritado com a leseira da diretoria em contratar reforços na temporada passada, ele disse que daria uma última chance para permanecer na equipe. Ou seja: os dirigentes deveriam trazer gente graúda para se juntar a ele na luta por um título. E o que os engravatados conseguiram fazer? Perder David West, principal escudeiro de CP3 e responsável por finalizar quase todos os passes do excepcional armador. Bacana, hein…

Chris Paul tem contrato com o New Orleans até o final da próxima temporada, e me parece cristalino que ele não fica por lá depois disso (ou até antes). O Orlando acena com a união dele, Paul, a Dwight Howard, em uma possível dupla do barulho na Flórida. Mas isso é apenas o começo de uma conversa que tem tudo para durar muito tempo. Por ora, a sensação que fica é que os Hornets bobearam, e bobearam muito. Perderão uma estrela agora, e a outra dentro de 12 meses. E por pura incompetência.

Não cercar um craque, como é Chris Paul, com jogadores talentosos é um pecado mortal. E normalmente acaba em “divórcio”.

Tags : NBA


A inspiração
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Fábio Balassiano

A seleção brasileira começa amanhã a sua caminhada no Mundial Sub-19 da Letônia. Na primeira fase, medirá forças com Rússia (primeiro rival), Polônia e Tunísia, e se quiser ir longe pode olhar para um passado não tão distante como inspiração.

Foi em 2007 que o país teve um dos melhores desempenhos em competições classe A das categorias de base. No Mundial Sub19 da Sérvia, o time comandado por José Neto (que também será o técnico na edição deste ano) chegou na quarta colocação e empolgou tanto pelos resultados quanto pela postura apresentada em quadra.

E as semelhanças não param por aí. Paulão (23 pontos e 14,7 rebotes), em 2007, e Lucas Bebê, agora, são os pivôs dominantes, e Betinho (14,3 pontos e 2,9 assistências apesar dos trágicos 2/17 na semifinal e no jogo do terceiro lugar) e Raulzinho, as bolas de segurança de fora do garrafão. Além disso, o elenco de quatro anos atrás era consistente e bem aproveitado por Neto (sete jogaram por 12,5 minutos ou mais e cinco registraram 7,5 pontos pra cima). Agora o mesmo treinador pode acontecer com Taddei, Erick, Bruno, Cristiano, Vezaro, Aguirre, Leonardo etc.

Se isso não fosse o bastante, o time de 2007 conseguiu entender quão importante era “alimentar” Paulão no garrafão para garantir um lugar entre os quatro melhores do mundo (ele arremessou 24,3% dos tiros do time na competição, e não decepcionou com 56,3,% nos chutes). O resultado foi o melhor em mundiais da categoria desde 1983 (o time comandado por Claudio Mortari tinha Paulinho Villas Boas, Pipoka, entre outras feras) e deu alguma esperança de renovação no basquete brasileiro (que acabou não acontecendo, pois poucos “vingaram” de fato – talvez, na verdade, apenas o pivô ainda jogue em grande nível).

Que o time de 2007 sirva de inspiração para o time de 2011. O basquete brasileiro precisa de resultados internacionais positivos. Sucesso pra eles a partir de amanhã.


Marcel de Souza e as referências
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Fábio Balassiano

Marcel de Souza está em Paris, e tem gravado os seus excepcionais programetes (sempre divulgados no Databasket) de lá. Desta vez, dentro do Museu Rodin (um dos meus preferidos da cidade, diga-se de passagem) e em frente à obra “Porta do Inferno”, o ex-jogador falou sobre a falta de referências no basquete brasileiro. Acho muito interessante o que ele fala, e decidi compartilhar com vocês por aqui.

Clique no link abaixo e divirta-se. Acham que faz sentido?