Bala na Cesta

Arquivo : Uberlândia

Toda reverência ao grande Hélio Rubens, na final com Uberlândia e de novo em alta
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Fábio Balassiano

No dia 3 de maio de 2012, São José venceria Franca por 94-80 para avançar com um sonoro 3-0 (todos os jogos foram com dez ou mais pontos de diferença) às semifinais pela primeira vez e para decretar o fim da Era Hélio Rubens na cidade do basquete. Aos 71 anos, o veterano treinador ouviu de tudo um pouco quando anunciou a sua saída (“ele está defasado”, “sua saúde não está boa”, “o tempo dele já era”, entre outras coisas).

E aí o que aconteceu? Hélio rejeitou um convite do Sportv para aposentar a prancheta e assumir os microfones, assumiu o tradicional-e-conhecido time de Uberlândia pelo qual já havia ganho tudo anos atrás e pegou um time muito talentoso mas cujos últimos resultados não haviam sido muito bons.

Fez uma temporada regular muito boa, e quando o encontrei no Jogo das Estrelas em Brasília ele me disse: “Olha, ainda não jogamos com todos os titulares. Quando tivermos todos a disposição vamos brigar lá em cima”. E assim foi feito. Valtinho voltou, Helinho teve um problema gravíssimo mas já está a disposição, Lucas Cipolini, Collum e Day têm jogado demais e o time do Triângulo Mineiro está em sua primeira final de NBB na história da franquia depois de bater Bauru em três jogos

Aconteça o que acontecer na decisão do campeonato, o NBB tem um grande protagonista nesta sua quinta edição. Ele se chama Hélio Rubens Garcia e merece ser reverenciado a cada dia pelo que já fez e continua fazendo no basquete nacional. Prestes a completar 73 anos, Hélio ainda tem uma vitalidade incrível, uma energia invejável e (o principal) uma capacidade incrível de entender de basquete.

Uberlândia pode não ganhar o NBB, mas a história da volta por cima de Hélio Rubens já merece ser comemorada.


No sufoco, Uberlândia vence a terceira partida, varre Bauru e fará final inédita no NBB
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Fábio Balassiano

Por Ivair Ribeiro, direto de Uberlândia (MG)

Se o público que lotou a bela arena do Sabiazinho (mais de 6000 pessoas!) esperava um jogo fácil como foi a segunda partida entre o Uberlândia e Bauru, no jogo 3 os todas as expectativas foram superadas minuto a minuto durante o jogo 3. O time de Uberlândia venceu pelo placar apertado de 80-77, definindo apenas nos minutos finais da partida a sua classificação para a final do NBB pela primeira vez na história da franquia. O time agora espera o vencedor de Flamengo e São José (série empatada em 1-1) para saber o adversário e o local da decisão (contra o rubro-negro será no Riode Janeiro; contra os joseenses, no Sabiazinho)

“O grande objetivo era a disputa pelo título. Estamos dento do nosso objetivo então”, sintetizou o técnico Helio Rubens.

O terceiro confronto começou de forma bem similar ao que ocorreu nas duas primeiras partidas. Bauru forçava o jogo de garrafão com o pivô Jeff Agba (19 pontos e 10 rebotes) enquanto o Unitri investia como sempre no jogo de perímetro. As estratégias funcionaram bem e o placar permanecia próximo. Bauru chegou a ficar na frente, mas com uma bola de 3 de Robby Collum no estouro do cronômetro, o time da casa venceu o primeiro quarto por 26-25. Sem mudar o ritmo, o segundo quarto começou acirrado, com várias mudanças na liderança e uma ligeira vantagem dos visitantes. Ao encaixar o ataque, Bauru começou a abrir vantagem, fechando o primeiro tempo em 48-41.

Logo no início do terceiro quarto, a diferença no placar chegou a 10 pontos. Uberlândia então reagiu com uma boa defesa e contra ataques rápidos e cortou a diferença pra 3 (48 x 51). Enquanto Valtinho brilhava pelo lado dos mineiros (o incansável armador atingiu um belo duplo-duplo com 15 pontos e 14 assistências), Gui Deodato (cestinha da partida com 24 pontos) mantinha os visitantes vencendo. No final do quarto, o jogo coletivo dos mineiros deu resultado e o time terminou vencendo por 66-64.

Os últimos 10 minutos de jogo foram alucinantes. Leonardo (dois tocos seguidos em Pilar) e Gui (com uma “bandeja espírita” seguida de falta) colocam fogo na partida, que ficou ainda mais interessante. Os times trocaram 3 vezes de liderança, mas faltando menos de um minuto de jogo uma jogada estranha criada pelos mineiros deixou Lucas Cipolini livre e de 3 o ala-pivô colocou o time da casa à frente do placar (78-77). Guerrinha ainda tentou ajeitar o último ataque após um pedido de tempo, mas o Unitri defendeu bem e conseguiu segurar os visitantes, vencendo a partida por 80-77 após mais uma bela jogada de Valtinho e Leo para selar a vitória na partida, a varrida na série e a passagem pra final inédita do NBB.


Uberlândia joga muito, surra Bauru, abre 2-0 e está a uma vitória da inédita final do NBB
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Fábio Balassiano

Foi mais uma grande exibição do time de Hélio Rubens, este mito do basquete e cujo trabalho merece ser reverenciado mais uma vez. Jogando diante de um Sabiazinho lotado, o Uberlândia seguiu sem dar chances a Bauru, venceu todos os quatro períodos de jogo, ganhou a partida por fáceis 93-65, abriu 2-0 e agora está a apenas uma vitória de chegar a inédita decisão do NBB. O jogo 3 será no sábado às 21h45 novamente no Triângulo Mineiro (que horário bizarro, hein!).

Quem brilhou muito, mais uma vez, é este rapaz aí da foto do post. Ele se chama Lucas Cipolini, é um dos jogadores mais subestimados do basquete brasileiro, e registrou 21 pontos e 8 rebotes depois de ter feito 20+8 no jogo 1 no interior de São Paulo.

Eu, sinceramente, não consigo entender o que está acontecendo com o time de Bauru. É verdade que Coleman é um desfalque grande, que o garrafão está vazio, mas a falta de atitude/confiança da equipe é gritante. Para se ter uma ideia, o time tem chutado 27% dos três pontos (14/51) e não tem conseguido igualar nem a energia dos comandados de Hélio Rubens, que mais uma vez dá uma aula de basquete nos técnicos da nova geração, diga-se de passagem.

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Uberlândia joga bem e vence Bauru sem sustos no primeiro jogo da semifinal de NBB
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Fábio Balassiano

Por Rafael Placce, direto de Bauru (SP)

A Panela de Pressão estava lotada assim como no jogo cinco, contra Franca, na última sexta-feira, mas o clima estava longe de ser o mesmo. Enfrentando um adversário mais forte, apático na defesa e mal no ataque, Bauru não ameaçou Uberlândia e também não fez a torcida entrar no clima de playoff semifinal, experiência que viveria pela primeira vez no NBB. A equipe do triângulo mineiro, que não tinha nada com isso, jogou bem e venceu por 89-75.

O jogo começou com Uberlândia impondo seu ritmo. Já dava pra perceber que sem Coleman (viajou para os Estados Unidos para resolver problemas pessoais) no garrafão defensivo a vida do ótimo Cipolini (20 pontos e oito rebotes) seria mais fácil. Jeff Agba (13 pontos e cinco rebotes), que jogou depois de conseguir efeito suspensivo, não esteve nada bem defensivamente.

Enquanto o aproveitamento de Uberlândia estava na casa dos 60%, Bauru tentava muitas bolas de três, que não caíam (o time começou com 0 de 7 do perímetro). O time de Hélio Rubens aproveitou para administrar o placar cadenciando o jogo, não deixando Bauru jogar em velocidade. Em momento raro de inspiração, Gui Deodato acertou seus únicos dois arremessos de três pontos no fim do segundo quarto e fez Bauru ir para o intervalo com uma desvantagem de 35-42. Levando em conta quão superior Uberlândia foi no primeiro tempo da partida, Bauru estava no lucro.

Na volta do intervalo, o time mineiro continuou mandando no jogo com uma bela atuação do ala Audrei (cestinha da partida com 23 pontos), que fez seu time não sentir a falta do americano Robby Collum (totalmente apagado com apenas quatro pontos). Na metade do terceiro período, foi a vez de Pilar (22 pontos e cinco assistências) tentar recolocar Bauru no jogo, mas foi o último respiro do Dragão. Depois do tempo pedido por Hélio Rubens, Uberlândia voltou a abrir vantagem e administrá-la com tranquilidade até o final do jogo.

Se Robby Collum esteve apagado, Larry Taylor (sete pontos) e Gui (seis pontos) também estiveram bem abaixo ofensivamente. É de conhecimento e surpresa geral a falta de infiltração no jogo do Gui, mas hoje isso atingiu outro nível. Foram 2 de 8 nas bolas de três e 0 de 1 nas de dois! E por duas vezes, depois de conseguir o rebote próximo ao garrafão, ele bateu bola até a linha de três para arremessar. Podemos dar um desconto na última tentativa, já que seu time perdia por 13 pontos no último quarto, mas a primeira tentativa foi no terceiro período.

Pilar foi um dos poucos jogadores bauruenses que reconheceram a apatia do time no jogo de hoje, mas mesmo assim continua confiante: “Mesmo com essa derrota em casa não estamos mortos na série. Temos dois confrontos em Uberlândia e podemos vencer lá também. Estamos nos superando a cada jogo e temos que mostrar isso mais uma vez”.


Debutantes, Bauru e Uberlândia abrem hoje semifinal do NBB no interior de São Paulo
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Fábio Balassiano

Depois de sobreviverem a cinco jogos nas quartas-de-final, Bauru e Uberlândia abrem hoje as semifinais do NBB no interior de São Paulo (às 19h, com promessa de transmissão do Sportv) em uma série que promete bastante equilíbrio e muita emoção (também em SP, São José e Flamengo jogam amanhã).

Alguns pontos interessantes sobre a semifinal entre Bauru x Uberlândia:

1) O time de Uberlândia tem o mando de quadra. Faz o jogo de logo mais na casa de Bauru, tem dois jogos no Triângulo Mineiro, volta (caso necessário) para São Paulo e, na necessidade do jogo 5, o faz diante de sua torcida.
2) Será a primeira vez que as duas franquias jogam uma partida semifinal do NBB. Campeões nacionais quando o torneio era organizado pela CBB, nenhum deles havia chegado a uma fase tão importante quando a Liga Nacional passou a comandar a competição.
3) Muito bacana o duelo entre dois treinadores. Hélio Rubens (foto) foi técnico de Guerrinha em Franca, e agora reencontra seu pupilo na condição de rival. HR em Uberlândia, Guerrinha em Bauru. Há muita história entre eles.
4) Estou bastante curioso para ver como se portará o jovem Gui Deodato nesta série contra Uberlândia. Um dos meus jovens favoritos, Gui não foi muito bem contra Franca nas quartas-de-final e tem jogado com pouca variação em seu arsenal ofensivo (só chute, chute e chute – o que, para alguém do seu tamanho, me parece incompreensível, visto que há possibilidade de infiltrar, jogar de costas pra cesta, pedir corta-luzes etc.).
5) Jeff Agba está fora, e DeAndre Coleman, outro pivô de Bauru, tampouco deve jogar devido a um problema pessoal. Do outro lado estará Lucas Cipolini, um dos melhores jogadores de garrafão do NBB. Perigo a vista para os bauruenses?
6) Na armação/ala é que este duelo deve ser definido. De um lado Larry Taylor, (o agora recuperado) Ricardo Fischer e Gui Deodato . Do outro, Robby Collum, Valtinho e Robert Day. Quem se der melhor por aí fica próximo da grande final.

Animado para a semifinal entre Bauru x Uberlândia? Quem vence? Comente!


Na primeira vitória dos mandantes, Uberlândia vence Pinheiros e chega a semifinal inédita
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Fábio Balassiano

Demorou, mas saiu a primeira vitória de um mandante na série. E saiu justamente no jogo 5, o decisivo, do duelo entre Uberlândia e Pinheiros, que haviam vencido apenas na casa do rival.

E saiu justamente no Triângulo Mineiro, no ginásio Sabiazinho. Com começo muito forte (23-14 no primeiro período), o Uberlândia manteve o ritmo do quarto duelo, bateu o Pinheiros por 92-85, fechou a disputadíssima série de quartas-de-final em 3-2 e se classificou pela primeira vez às semifinais do NBB. Na próxima fase, o time de Hélio Rubens enfrentará, com vantagem do mando de quadra, Franca ou Bauru, que disputam vaga na final nesta sexta-feira (21h, com Sportv).

Valtinho (na foto) foi o grande destaque do jogo com 22 pontos e 6 assistências, sendo seguido de perto por este ótimo e pouco valorizado Lucas Cipolini, pivô que saiu-se com 21 pontos e quatro rebotes.

“Foi uma grande vitória! Nosso time teve muitos problemas de lesão, então foi uma vitória da superação. Todo o time e nossa torcida que hoje deu um show estão de parabéns”, disse o técnico Hélio Rubens, mito do basquete brasileiro, ao site da Liga Nacional.


Com jogos 5 e muita tensão, NBB conhece hoje outros dois semifinalistas – quem passa?
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Fábio Balassiano

Será uma noite agitada esta de quinta-feira no NBB. Serão dois jogos 5 (ganha, avança; perde, férias), e é uma pena que o único canal que tem os direitos de transmissão não exiba as duas pelejas.

Em Brasília, às 19h (é quase o começo da “A Voz do Brasil” isso, hein!), com Sportv, o time da casa e São José decidem um dos semifinalistas em uma série que só quem jogou em casa ganhou. Às 20h, sem TV, Uberlândia e Pinheiros duelam em um confronto que até agora só viu triunfo dos visitantes (muito surreal isso, não?).

Na capital federal, a reedição da final do NBB5 tem, nas quartas-de-final desta edição, um dado bastante interessante: nos 4 jogos disputados na série até aqui, nenhuma partida “disputada”, pegada até o final. Em São José, os donos da casa bateram os atuais tricampeões por 14 pontos duas vezes. Nos jogos em solo candango, 21 e 15 pontos de margem favorável ao time de Nezinho (foto) e companhia. Difícil prever o que acontecerá hoje, mas é bom lembrar que apenas este time do Brasília (no NBB4) e o Paulistano (nas oitavas-de-final contra o Basquete Cearense) venceram jogos 5 na casa do adversário. Ou seja, a tarefa de Murilo, Fúlvio, Laws, Jefferson e Dedé não será nada fácil.

Já no Triângulo Mineiro, infelizmente o foco ficou para assuntos extra-quadra (mais uma vez…). Este, aliás, é um tema chatíssimo no NBB e que tem me privado de comentar mais sobre o campeonato, pois, sinceramente, já passou de todos os limites do aceitável. O nível de competitividade deste torneio está excelente, mas o de organização, principalmente dos playoffs, está tenebroso, com horários de jogos horríveis, calendário sufocante, advogados no centro das coisas e assuntos que não cestas tomando conta do noticiário.

Mas, voltando, eu li na matéria do Aleixo que Uberlândia quis jogar no UTC o jogo 5 desta noite, ao invés do previamente marcado Sabiazinho. O problema, e isso a diretoria do clube esqueceu, é que havia um Estatuto do Torcedor no meio do caminho, o que impede a troca de um local de jogo com menos de 48h de antecedência. Paulo Bassul, Diretor Técnico da Liga Nacional, tentou comunicar da troca ao Pinheiros depois do jogo 4 na terça-feira (o time perdeu, imagina o climão pra receber uma notícia dessa…) e houve até discussão entre Bassul e Cláudio Mortari. Fato é que o clube mineiro não agiria de acordo com o Estatuto, e uma troca dessas a menos de 48h do jogo 5 seria uma tragédia – mais uma deste NBB.

De todo modo, as decisões acontecem em quadra logo mais. Brasília ou São José, Uberlândia ou Pinheiros, quem será quem avança às semifinais do NBB nesta quinta-feira?


Com grande atuação, São José vence Brasília em casa; Uberlândia bate o Pinheiros em SP
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Fábio Balassiano

Foram dois bons jogos na sequência das quartas-de-final que o Sportv exibiu. Antes de falar deles, deixo um aviso desde já aos rubro-negros e torcedores do Paulistano: o post do jogo virá logo mais, com o correspondente Bruno Mesquita.

Em São Paulo, o Pinheiros fez um bom primeiro período (27-24), mas depois foi completamente engolido pelo ótimo time de Uberlândia (24×7 e 21×11 nos dois quartos seguintes) e perdeu em casa por 86-67 em um placar que não reflete o que foi o jogo. Com a bola que jogou, o time do triângulo mineiro poderia ter vencido por ainda mais. Os grandes destaques do jogo foram o pivô Lucas Cipolini (fez 24 pontos e pegou cinco rebotes) e o armador Robby Collum (foto), que saiu-se com 21 pontos, 11 rebotes e seis assistências. Pelo time da capital paulista, um dado absurdo: o time chutou 29 bolas de longe e errou 24. Alguém explica tamanha insistência?

No outro jogo televisionado, o São José começou mal, viu Brasília abrir vantagem e passou o filme da temporada passada na cabeça. Mas na segunda etapa a história mudou. O time fez 22×18 no terceiro período, 32×15 no derradeiro e venceu com autoridade os atuais tricampeões por 90-76 com atuações de gala de Fúlvio (20 pontos e 13 assistências), Murilo (21 pontos e nove rebotes) e do cada vez mais decisivo Jefferson Willian (20 pontos e seis rebotes). Os joseenses tiveram 20 assistências em 32 arremessos convertidos, 11 rebotes ofensivos e viram o rival errar muito na segunda etapa e nos tiros longos (10/30). Repito a pergunta que fiz ao Pinheiros: insistir de três pontos pra quê?

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Mais três séries das quartas-de-final do NBB começam hoje – veja análises e duelos
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Fábio Balassiano

Ontem começou a fase de quartas-de-final do NBB com Franca e Bauru (vitória dos francanos por 72-69) e nesta segunda-feira mais três duelos iniciam. Sempre lembrando do formato: Só lembrando: os duelos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Bem, agora vamos às análises dos três confrontos (com asterisco o time que tem mando de quadra).

FLAMENGO* x PAULISTANO (Primeiro jogo hoje, às 20h, em São Paulo) - É o confronto de dois técnicos que se conhecem bem (Gustavo de Conti, hoje técnico do Paulistano, foi assistente de Neto há quase uma década no time da capital paulista) e de dois elencos bem diferentes (o do Flamengo, caríssimo; o do rival, bem mais modesto). Até pelo cansaço de uma série de cinco jogos que o rival teve contra o Basquete Cearense nas oitavas-de-final, não creio que o rubro-negro tenha problemas para avançar. Não será fácil, mas não creio que o Paulistano consiga chegar às semifinais dessa vez.

BRASÍLIA* x SÃO JOSÉ (Primeiro jogo hoje, às 21h, em São José, com Sportv) - Reedição da final da temporada passada, só que agora em cinco jogos e com mando de quadra invertido. São José venceu o Minas, tem Fúlvio e Murilo, além de Jefferson e Laws (embora, é bom dizer, Dedé esteja com o joelho baleado), mas não sei se consegue superar os tricampeões. Brasília é e sempre será muito forte enquanto o núcleo formado por Giovannoni, Alex, Nezinho e Arthur estiver junto (some-se a eles Paulão, que agora parece estar em melhor forma). Gosto muito do trabalho de Régis Marrelli no Vale do Paraíba, e será interessante ver os ajustes dele para tentar conter os candangos. Série promete ser duríssima e longa.

UBERLÂNDIA* x PINHEIROS (Primeiro jogo hoje, às 19h, em São Paulo, com Sportv) - Outra série que promete ser muitíssimo equilibrada. Embora Uberlândia tenha levado vantagem na fase de classificação, não me arrisco a dar qualquer palpite aqui. O Pinheiros está com confiança lá em cima após o título da Liga das Américas, a virada contra Limeira e com a fase esplendorosa de Shamell (foto), mas do outro lado há a experiência de Hélio Rubens em playoffs, a mira certeira de Robert Day (grande jogador!) e o mando de quadra de um time que se sente muitíssimo bem atuando no Triângulo Mineiro.

Palpites para quem avança às semifinais? Comente!


Com show de Robert Day e homenagem a Hélio Rubens e Helinho, Uberlândia vence Franca e estraga a festa
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Fábio Balassiano

Por Marcella Murari, direto de Franca (SP)

Franca precisava vencer para ficar no G4. Era obrigação após a vitória do Bauru em cima do Minas na noite de ontem em Belo Horizonte. E a obrigação trouxe frustração e surpresa. O time da casa, detentor do “título” de maior defesa do NBB 5, foi derrotado nesta sexta-feira pelo Uberlândia por 75-73. Os destaques foram Lucas Mariano (22 pontos) e Figueroa (6 assistências) pelo Franca, e Robert Day (17 pontos – foto à direita) e Robby Collum (5 assistências) pelo Uberlândia.

Quem pensou que os torcedores cairiam no esquecimento de tudo que Hélio Rubens, ícone do basquete nacional, fez para Franca se enganou. Após 50 anos de sua vida dedicados ao time como jogador e técnico, ele recebeu das mãos do presidente José Guilherme Calil Maia uma placa de agradecimento aos serviços prestados e ficou muito emocionado com a atitude da torcida, que o aplaudiu e o ovacionou. Seu filho Helinho, outro ídolo de Franca, foi merecidamente homenageado no início do jogo com uma faixa das mãos de garotos que sonham, um dia, em jogar basquete também e serem tão bons como ele.

O preparo foi grande e a expectativa maior ainda. A torcida compareceu em peso – cerca de 5500 pessoas assistiram este verdadeiro espetáculo no Pedrocão e participou ativamente do jogo, gritando, vibrando e, logicamente, cornetando –, algo que faz muito bem desde o jogo mais simples até em clássicos como este.

A partida começou movimentada, com direito a uma bela enterrada do capitão francano, Teichmann. E ele não demorou a repetir o feito. Foram três encravadas consecutivas, levando o público ao delírio. Em seguida, Jhonathan fez uma cesta de três pontos, viu o time de Uberlândia tentando reagir e o pivô Lucas Mariano pontuando para Franca. Hélio, em seu estilão “tranquilo”, pediu tempo e cobrou uma reação de seus jogadores, que acataram e viram seu companheiro, Robert Day, fazer uma cesta de três também. Mas isso não significou uma reação completa, pois o time estava errando o suficiente para que Franca se distanciasse no placar. O primeiro quarto terminou 23-18.

Para o segundo quarto, o técnico Hélio Rubens, pelo que entendi, chamou a atenção de sua equipe para a intensa marcação de Franca (lembrando que o time tomou menos de 65 pontos do Pinheiros e menos de 55 do São José, comprovando a razão de ser a melhor defesa do campeonato). Mas a defesa não deixava vazar muitas jogadas de seus adversários. A troca de passes, muito bem orquestrada, funcionava e levava à uma generosa diferença entre os times no que diz respeito à pontuação. Não foi à toa que, quando as equipes foram para o intervalo, Franca saiu vencendo com 13 pontos de diferença (44 a 31). Jhonathan torceu o tornozelo durante este período, mas não foi nada alarmante e ele pôde voltar no próximo período para ajudar Lula e companhia.

O terceiro quarto trouxe um jogo mais morno e menos pegado. Hélio pediu tempo novamente (time perdendo por 47 a 35) para corrigir as falhas de sua equipe. E não só o Uberlândia estava errando. Franca também deixou espaços em quadra, mas não o suficiente para que o adversário mostrasse um ataque consistente. Por isso a diferença chegou, em determinado momento, a 19 pontos. Focado em mudar a história do jogo e explorar as falhas francanas, o Uberlândia entrou de verdade em quadra e o quarto terminou 58 a 49.

Restavam poucos minutos para que o time alcançasse seu objetivo depois de tanto trabalho. A renovação da equipe não foi em vão. Foi a melhor atitude que a diretoria teve, e não poderia contratar alguém mais indicado para o cargo de técnico. O trabalho de Lula tem chamado a atenção de muita gente que não acreditava que o Franca faria uma campanha como esta. E quem poderia dizer, meses atrás, que o Franca Basquete possuiria a melhor defesa, com média de 72,2 pontos por jogo? O mérito é da equipe, da comissão técnica, da diretoria e da torcida, que atua como sexto jogador e não desacredita em momento algum e sempre vai ao Pedrocão para incentivar. Mas parece que o cruzar de dedos, apelos e cornetadas não funcionaram. Franca estava errando demais no ataque e a diferença caiu para cinco pontos aos seis minutos do último quarto. Lula percebeu que o time precisava se reencontrar e pediu tempo. Não funcionou porque logo o Uberlândia empatou através de uma boa jogada de Robert Day.

A equipe francana parecia perdida em quadra, algo que não condizia com a atitude de todo um jogo. Com menos de 30 segundos para acabar a partida e o Uberlândia vencendo (70 a 72), Lula pediu tempo outra vez. Não adiantou de novo. O time deixou escapar a vitória de uma maneira que não reconheci. O Franca Basquete foi o Franca Basquete até o começo do terceiro quarto. Depois, deu lugar à uma equipe repleta de erros e que não soube segurar o resultado. Bom para o Uberlândia, time experiente e mais organizado taticamente, que aproveitou os deslizes e derrotou o time da capital do basquete, que ficou em quinto lugar na classificação.

“Faltou tranquilidade. Abrimos uma boa diferença no placar, mas não conseguimos segurar a vantagem nos dois últimos períodos”, disse Cauê Borges. Lucas, destaque do time, não escondeu a frustração. “Não importa se o time é novo ou não. A derrota foi dolorida. Vamos levantar a cabeça e treinarmos para voltarmos a vencer”.

Na próxima terça-feira, o Franca Basquete volta às quadras. O confronto fora de casa com a Liga Sorocabana dá início à uma nova saga de Lula e seus comandados. Mais emoções vêm por aí.

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