Bala na Cesta

Arquivo : Tijuca

Tijuca vence e estará no NBB6 junto com Macaé – e agora, haverá convite ao Fluminense?
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Fábio Balassiano

Terminou agora há pouco o torneio de acesso ao NBB6. O Tijuca venceu o Fluminense por 81-76 (14 pontos de Arnaldinho e Cesar) e se classificou com dois triunfos para a principal competição nacional junto com o Macaé, que terminou o triangular com uma vitória e uma derrota. O tricolor das Laranjeiras perdeu as duas partidas e está, na teoria, fora do próximo nacional organizado pela Liga Nacional.

E se digo “na teoria” no parágrafo acima é porque, durante a transmissão do Globo.com da partida desta sexta-feira, o comentarista (cujo nome não sei) disse que há, sim, a possibilidade de o Fluminense ser CONVIDADO pela LNB para participar do NBB6. E é sempre bom lembrar: Globo e Liga são parceiros comerciais no produto chamado NBB. Logo, o locutor, que creio ser um jornalista, deve saber do que está falando.

Bom, aí eu sinceramente não sei mais o que falar a respeito. Já escrevi aqui sobre esse lance de convite quando da entrada do Basquete Cearense e achei (erradamente, pelo visto) que as coisas iriam evoluir na Liga Nacional com a possível criação da Segunda Divisão e do Torneio de Acesso. Mas pelo que o comentarista disse na transmissão não é nada disso.

Acho, e seguirei defendendo até o fim, uma vergonha, um absurdo QUALQUER tipo de convite. Pode ser pro Fluminense, pro Corinthians, pro time da esquina, pro Barcelona, pro Chicago Bulls. É errado pelo conceito, é errado porque é no “achismo”, no empirismo da coisa. Não discuto o fim, mas o meio, a ideia. Abrem-se precedentes perigosos, terríveis e (essa é a palavra) subjetivos para a inclusão ou não de uma equipe na principal competição do país. Além do mais, ora bolas, se tem a possibilidade de um convite para que diabos existe a Super Copa Brasil e o Torneio de Acesso ao NBB que terminou há uma hora no Tijuca? Não faz sentido algum.

Há argumentos bem razoáveis sobre a inclusão de um time como o Fluminense no NBB (tem camisa, vem com um projeto forte, razoavelmente organizado, é de uma cidade importante e tem torcida), mas todos (insisto na palavra) subjetivos, empíricos, filosóficos demais. O basquete precisa de gestão, de profissionalismo, de planejamentos e execuções concretas. Juro que me sentiria muito decepcionado caso a LNB COGITE a possibilidade de mais uma vez vir o famigerado convite.

A Liga Nacional não se pronunciou, e nem sei se o fará, a respeito do tema, mas de verdade acho uma vergonha, um disparate que se pense em convite para qualquer time, clube, agremiação do Brasil. Quer jogar o NBB? Dispute a Super Copa Brasil, o Torneio de Acesso, a Segunda Divisão que será criada, o diabo. Mas dispute na quadra, e não nas trincheiras de uma sala fechada, em um jogo político que nunca dá certo pro esporte.

O Fluminense perdeu na quadra, perdeu para dois bons times (Macaé e Tijuca) fazendo um bom trabalho com a empresa que financia o projeto que tem a camisa do clube como seu maior ativo. Se o Flu quer mesmo disputar o NBB, que a Liga Nacional o encha de carinhos, de mimos, de elogios pela iniciativa, mas que exija que sua passagem para a elite do esporte seja feita da maneira digna, correta, decente – jogando e ganhando na quadra.

Concorda comigo? Comente!


Macaé vence Fluminense, e decisão dos dois classificados ao NBB6 sairá apenas hoje
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Fábio Balassiano

Ficou para o último dia a decisão das duas vagas via Torneio de Acesso ao NBB6. E ficou para o último dia por causa da grande vitória do Macaé contra o Fluminense por 82-81 na noite de ontem no ginásio do Tijuca graças a uma cesta no segundo final do argentino Pablo Espinoza, ex-Obras Sanitárias (ele é muito bom jogador).

Com isso, Tijuca e Fluminense se enfrentam hoje às 18h no ginásio do Tijuca (que horário bizarro para um jogo em uma sexta-feira, hein!) com todos os três times com chance de classificação ao NBB6. Os tijucanos têm uma vitória, os macaenses uma vitória e uma derrota e os tricolores, uma derrota.

O cenário, portanto, é o seguinte:
1) Se o Tijuca ganhar do Flu, passam pro NBB6 Tijuca e Macaé
2) Se o Fluminense vence o Tijuca por até cinco pontos de diferença, Flu e Tijuca classificados.
3) Se o Fluminense ganhar por seis ou mais pontos, Flu e Macaé classificados.

Ou seja: só a vitória interessa tanto para Fluminense quanto para Tijuca. Não dá pros tijucanos jogarem com a calculadora na mão, pois é muito arriscado. E para os tricolores voltarem a elite do basquete masculino qualquer vitória já basta. Responda aí: quais clubes se classificarão ao NBB nesta sexta-feira? Comente!


Fluminense pode garantir vaga e classificar Tijuca pro NBB6 nesta quinta-feira no RJ
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Fábio Balassiano

Dia bacana para o basquete do Rio de Janeiro nesta noite com a segunda rodada do torneio de acesso ao NBB6. Estão em disputa duas vagas, três times disputando (o Suzano, vexame maior da temporada brasileira, desistiu de participar) e ontem o Tijuca já venceu o Macaé por 83-80. Arnaldinho (na foto à direita) foi o grande destaque do jogo. O camisa 32 lembrou o velho e bom Arnaldinho (aquele dos tempos insinuantes de Botafogo e Araraquara) e anotou incríveis 32 pontos com oito bolas de três convertidas. Além dele, brilhou pelos tijucanos o voluntarioso ala Cesar, com 14 pontos e oito rebotes.

“Fiquei muito feliz por ter conseguido me destacar nesse jogo, já que sofri com uma lesão no quadríceps durante praticamente toda a temporada do NBB. Entramos em quadra focados em conseguir sair com a vitória e deu tudo certo. Mas ainda não acabou e temos que seguir concentrados”, disse Arnaldinho ao site da LNB.

Com isso, no jogo das 19h no ginásio do Tijuca entre Fluminense e Macaé uma vitória do tricolor carioca garante vaga não só ao time das Laranjeiras mas também aos tijucanos (os macaenses fechariam a participação sem vitória, e Flu e Tijuca ficariam com uma vitória e se enfrentariam nesta sexta-feira apenas para decidir quem seria o campeão do torneio de acesso).

Por isso o jogo de hoje é importante demais para o Fluminense, que não disputa um Nacional adulto masculino desde a temporada 2002. Apesar do clube não estar apoiando em praticamente nada, seja em termos de finanças, comunicação ou estrutura (é importante discutir se isso é válido para a agremiação, embora, diga-se, a torcida não tenha nada a ver com isso), esta quinta-feira pode marcar a volta do Flu a elite do basquete nacional – e isso é algo bacana demais para quem, como eu, se acostumou a acompanhar o clube ali no começo do século.

Daquele time de 2002 faziam parte Marcelinho Machado, Duda, Espiga (hoje assistente-técnico do Basquete Cearense), Keith Nelson e outros (saberia escalar os 12 aqui de cabeça, mas vou poupá-los) e o último jogo foi contra o Vasco de Hélio Rubens em uma série disputada e decidida apenas no último jogo (101-86 para os vascaínos, que estiveram perdendo de 0-1 e 1-2 antes de virar o confronto).

Por coincidência o último jogo foi justamente no ginásio do Tijuca que nesta noite pode servir de cenário de festa. Será que Flu e Tijuca garantem vaga no NBB6 logo mais?


Paulistano encerra participação na fase de classificação com vitória e mira playoffs do NBB5
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

O Paulistano fez na tarde deste sábado o que dele se esperava ao derrotar o Tijuca no Antônio Prado Júnior por 84-65. Com o resultado, o time da capital paulista fechou a participação na primeira fase do NBB5 com uma campanha de 50% de aproveitamento (17-17). Já os cariocas acumularam mais uma derrota (campanha de 5-27) e mesmo com mais dois jogos a disputar (Flamengo e Suzano) só esperam o encerramento dessa fase do NBB para jogar o quadrangular contra o rebaixamento.

No início, o Tijuca demonstrou “leveza” e começou o jogo mais solto, passou boa parte do primeiro quarto na frente, mas o Paulistano logo impôs sua melhor técnica para fechar os primeiros 10 minutos em vantagem (26-19). No segundo período, além de melhores ações defensivas, o time da casa foi preciso nas bolas de três (Alex com 14 pontos teve 100% nos chutes de longe 4/4). Os contra-ataques exploraram a fragilidade da defesa do adversário, e uma pequena queda impediu que o Paulistano fosse para os vestiários com uma vantagem maior (44-34). O jogador nº32 do Tijuca, Arnaldinho, sofreu uma pancada na cabeça numa dividida forte, e no término do segundo quarto foi levado de maca para atendimento no centro médico do clube pois estava se sentindo muito mal.

Na volta do intervalo, depois de alguns minutos de trocas de cestas entre as equipes, o Tijuca ameaçou complicar o jogo, muito devido à dispersão do Paulistano. Irritado, o técnico Gustavo de Conti parou o jogo para cobrar uma reação de sua equipe. “Falem um com o outro!”, foi a bronca que ecoou no ginásio. A chamada funcionou, e a diferença voltou a aumentar a cada minuto, e tranquilo, o Paulistano garantiu sua vitória por 84 a 65. Destaque para Manteguinha, cestinha da partida com 20 pontos. Wanderson e Fred fizeram 15 pontos cada um pelo Tijuca.

O Paulistano agora pensa única e exclusivamente nos playoffs. Gustavo de Conti falou sobre o comportamento de sua equipe nos grandes jogos, usando a perspectiva das partidas mais difíceis até então (exemplificado com a derrota diante do Flamengo também): “Temos que ver o lado bom, estamos fazendo jogos equilibrados com grandes elencos, com a diferença de investimentos e de filosofia. Tem times que entram no campeonato para serem campeões e tem time que entra com intuito principal de revelar jogadores e se desenvolver, que é o nosso caso. Mas se há exemplos de derrotas no fim (Flamengo, Pinheiros, Brasília), há também o exemplo das vitórias também, como a sequência de três prorrogações em Minas e mais três em Vila Velha, contra Bauru e Pinheiros também do final. O melhor que podemos fazer é ficar em oitavo pelo mando de quadra, e se não der, porque não depende só de nós (Minas e Basquete Cearense ainda tem jogos a fazer e podem alcançar o Paulistano), jogaremos como nono da mesma forma”.

Já o ala Alex lamentou algumas falhas durante a campanha, mais segue confiante: “A campanha não foi da forma que a gente queria devido a alguns tropeços dentro de casa para equipes inferiores a nossa. Poderíamos estar bem melhor, brigando para estar entre os quatro melhores, mas infelizmente não conseguimos. Agora o Playoff é outro campeonato, fizemos bons jogos nas ultimas semanas, por isso vamos forte para essa fase. Sabemos que é a hora da verdade e a equipe está preparada e focada, determinada a vencer”.


Em clima de ‘ressaca’, Brasília vence Tijuca em casa e chega a 10 vitórias seguidas no NBB
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

No duelo entre o vice-líder e o vice-lanterna do NBB 5, o Brasília, de “ressaca” depois de bater o Flamengo na quinta-feira, levou a melhor e venceu por o Tijuca na tarde deste sábado, alcançando assim a 10ª vitória seguida. A equipe candanga continua na segunda colocação com 19-4, enquanto a equipe carioca permanece na vice-lanterna com 4-21. Na próxima terça-feira o time da capital federal vai até Fortaleza enfrentar o Basquete Cearense, em jogo atrasado da 21ª rodada. Já os cariocas recebem no dia 07 de março a equipe do Bauru.

O jogo foi no Nilson Nelson, já que a estrutura será deixada para o Jogo das Estrelas e a diretoria cobrou apenas 1 kg de alimento tendo um público de 3.025 presentes, o que no Nilson Nelson dá uma impressão de vazio tremendo, embora esse público seja 3 vezes a média da ASCEB.

O Brasília entrou em casa ainda num clima de ressaca após a vitória sobre o Flamengo e isso, aliado aos desfalques de Paulão Prestes e Guilherme Giovannoni, ambos lesionados, deixou o primeiro quarto muito morno, fazendo com que a equipe do Tijuca dominasse o período, fechando assim 19 a 21, com vitória dos visitantes, tendo como destaque o Bishop, que anotou 9 pontos no período. No segundo quarto o time da casa passou a mandar na partida, abrindo 15 a 0 no período, mas depois o Tijuca se recuperou e aproximou-se no placar diminuindo a vantagem do Brasília para apenas 1 ponto: 41 a 40.

Após o intervalo o time da capital federal continuou melhor e com a defesa um pouco mais atenta e em determinado momento chegou a abrir 12 pontos de vantagem (61 a 49), mas os cariocas novamente reagiram na partida e, ao fim de três períodos, o marcador apontava vitória parcial do Brasília por 62 a 57. No último período o Brasília ampliou a vantagem conquistada no decorrer do jogo e, chutando um pouco mais da linha de três pontos, fechou a  partida pelo placar de 90 a 79. Alex foi o cestinha da partida com 19 pontos, enquanto que Rashaun anotou 17 pontos pelo Tijuca.

Para Vidal, técnico do time da casa, “já vim preparado para esse tipo de comportamento na partida, pois a equipe focou no jogo contra o Flamengo e é natural essa perda de concentração, ainda mais o jogo sendo aqui no Nilson Nelson, sem a atmosfera da torcida apoiando como na ASCEB (ginásio bem menor). Minha função na partida era manter o nível mínimo de concentração para ganharmos o jogo, independente da diferença”.

Para a partida contra o Basquete Cearense Paulão estará a disposição (está com endema no joelho direito) quando voltar da partida fará tratamento e ficará 10 dias sem jogar. Já Giovannoni ainda é dúvida para a partida

Arbitragem
A arbitragem voltou a ser um capítulo a parte. Embora não tenha comprometida o resultado da partida, voltou a incomodar muito os jogadores em quadra, principalmente Nezinho e Alex. Vale ressaltar que parte do trio foi a mesma daquele jogo 1000 do NBB, onde os dois, além do Vidal foram expulsos. Para Nezinho, “a arbitragem foi muito mal, eles devem só apitar a partida e não usar o apito como arma. Além disso ele trouxe a história do outro jogo para este jogo”. Para Alex, “no ano passado fomos o time que mais levou falta técnica e nesse ano já somos também, mas porque eu, Nezinho e Giovannoni somos os únicos que brigamos para tentar ter uma solução, cabe a equipe de supervisão tomar uma atitude”. Já Vidal adotou um discurso mais tranquilo “eles (os árbitros) as vezes irritam os jogadores, dando falta técnica mas cabe aos jogadores usar a experiência e manter a calma”.

Opinião
O Brasília jogou para o gasto, entrou realmente num clima de “ressaca” abrindo a vantagem e deixando o Tijuca encostar, sem passar perigo, embora o Tijuca no primeiro quarto tenha dominado o jogo. A pressão da Torcida na ASCEB realmente fez falta. O Nilson Nelson é um excelente ginásio, mas menos de 10 mil pagantes já deixa de ser um “caldeirão”. No time da capital fluminense destaco os dois americanos, Bishop e Rashaun. Sobre a arbitragem, não influenciou a partida, mas achei que em relação a Alex e Nezinho eles já vem mais espertos e em qualquer lance exageram nas punições, embora estes dois realmente reclamam muito.


Em jogo bastante irregular, Basquete Cearense faz ótimo 4º quarto e vence o Tijuca no sufoco
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Fábio Balassiano

Por Thiago Carvalho, direto de Fortaleza (CE)

A equipe do SKY/Basquete Cearense sofreu um bocado, mas derrotou o Tijuca/Rio de Janeiro na noite de ontem no Ginásio da Unifor em Fortaleza por 92-86. Com a vitória, o time nordestino segue em 10º, agora novamente com 50% de aproveitamento em 22 jogos. Já o time carioca permanece na vice-lanterna com apenas 4 triunfos em 24 pelejas.

Na próxima rodada, o elenco comandado pelo técnico Alberto Bial receberá nada mais nada menos que o líder Flamengo no Ginásio Paulo Sarasate (maior, bem maior) às 16 horas (com transmissão do Sportv). Enquanto os treinados por Miguel Ângelo da Luz jogarão contra o Brasília, fora de casa, às 16h30m do mesmo sábado no Ginásio da ASCEB.

“Foi uma vitória importantíssima, já que agora temos os dois principais clubes do país (Flamengo no sábado e Brasília na terça) pela frente. Quando há esse desequilíbrio é muito preocupante porque se fosse um jogo contra o Flamengo, por exemplo, seria praticamente irreversível, e o Tijuca chegou a abrir cinco pontos. Precisamos buscar uma regularidade, fazer com que essa alternância entre bons e maus momentos seja menor”, afirmou Alberto Bial, técnico do Basquete Cearense, antes de falar sobre próximo jogo contra o Flamengo: “Imagina a minha expectativa. Venho trabalhando e visualizando esse Paulo Sarasate lotado há muito tempo”.

O placar do primeiro quarto mostrou a superioridade em quadra do time cearense diante dos cariocas. Liderados pelo Felipe (10 pontos no período, e 27 e 14 rebotes ao todo – na foto à esquerda) e Drudi (7), o Basquete Cearense abriu uma boa vantagem no marcador e venceu por 24×13 mesmo com o ala americano Rashaun se destacando pelo time visitante (11 pontos no período). A partir daí a tônica do jogo foi o equilíbrio com ambas as equipes alternando bons e maus momentos. Com a vantagem obtida no 1º quarto, o técnico Bial optou por colocar jogadores que costumam ter poucos minutos de quadra (o pivô Rômulo jogou pela segunda vez apenas na competição). E a inovação parece ter funcionado na primeira metade do quarto. A equipe mandante chegou a abrir 16 pontos (38-22) e obrigou o Miguel Angelo da Luz a pedir tempo. Após a parada, os cariocas vieram dispostos a reagir e, com boa atuação do outro americano da equipe (Bishop), que somou 9 somente no 2º quarto, o Tijuca conseguiu empatar o placar parcial (20-20) e a diferença se manteve em 11 pontos (44×33).

Destaco a utilização do banco do Basquete Cearense que, já antes do intervalo, possuía 11 jogadores com minutos de quadra, além de 24 rebotes (sendo incríveis 7 ofensivos) e 12 assistências. Acredito que a intenção do Alberto Bial tenha sido rodar o elenco para não desgastar tanto seus principais jogadores, sobretudo para dar moral e confiança aos mais subaproveitados.

O confronto recomeçou com tudo para o time carioca. Enganou-se quem achou que seria fácil ou que eles desistiriam antes do apito final. Com um aproveitamento excelente dos tiros de quadra (9-12 nos 2 pontos e 3-6 nos de 3), o Tijuca não só encostou como virou o duelo pela primeira vez depois de um bom tempo (56-54 após cesta de Rashaun). E digo mais, só não foi pior pro time anfitrião porque o Rogério converteu uma bola de 3 quase do meio da quadra pra cortar a diferença pra apenas 2 pontos após três quartos (63-61 pra Tijuca com 30-17 na parcial), o que ajudou a reanimar a torcida e incendiar o caldeirão fortalezense. Destaque para o trio Wanderson (7), Bishop (9) e Renan (7), que contribuiu bastante para essa reviravolta no período em questão.

O último quarto iniciou com uma sequência de 7-0 pros mandantes, obrigando o treinador adversário a parar o jogo. Deste então, os ataques foram se sobressaindo sobre as defesas e a liderança foi mudando de lado por várias vezes até o Basquete Cearense conseguir um gás final e abrir 2 posses de bola restando menos de 3 minutos. Bem que Marcellus (cestinha do time no quarto) e companhia tentaram, mas não foi suficiente para a dupla André (foto à direita) e Felipe (11 e 10 pontos respectivamente nos dez minutos finais). Placar parcial de 31-23 e resultado final em 92×86 com ótimo aproveitamento do BC no quarto: 5 de 7 na linha de 2 pts e 4 de 5 na zona de 3, além de 9 lances livres convertidos em 11 tentados. Outra observação que faço é no baixo número de pontuadores do BC (apenas 6 dos 11 que jogaram), contra o bom jogo coletivo do esforçado Tijuca (8 pontuando dos 9 em ação).

Ao ser perguntado se esse foi O jogo de sua equipe na competição, o Miguel Ângelo da Luz respondeu: “A cada jogo é o nosso jogo da vida, principalmente daqui para frente onde ainda teremos alguns confrontos diretos contra Palmeiras e Suzano (ambos no Rio de Janeiro). E não tem jeito, é vencer estes jogos e pelo menos mais dois. A nossa defesa está entre as 8 melhores do campeonato. O problema é o nosso ataque, que tem média de pouco mais de 60 pontos”. Sobre os próximos jogos (Brasília, Bauru, Liga Sorocabana e Flamengo), ele me disse: “Só tem pedreira, o time não pode entrar derrotado, tem que ter outra postura, assim como nós fizemos neste segundo tempo”.


Em jogo ruim, defesa de Franca garante vitória da equipe sobre o Tijuca no NBB
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Parece que o clima de ressaca pós-carnaval contagiou as equipes do Tijuca e de Franca. Num ginásio às moscas, cariocas e paulistas fizeram um jogo de muitos erros na noite desta quinta-feira. No fim, melhor para o jovem time francano, que com uma defesa muito forte superou seu baixo aproveitamento ofensivo para vencer o duelo por 63-59. Os comandados de Lula Ferreira agora têm 14 vitórias em 22 jogos e estão na sexta colocação do NBB. Já o Tijuca conheceu sua 18ª derrota na temporada. O time de Miguel Ângelo da Luz tem apenas quatro vitórias no torneio e se encontra na penúltima posição.

Apesar do jogo feio e do placar baixo, há de se destacar um ponto positivo: as duas defesas, especialmente a dos paulistas, funcionaram bem. A partida foi muito amarrada e no primeiro quarto o Tijuca levou a melhor, aproveitando a altura do pivô Renan: 17-15. O segundo período pareceu uma repetição do primeiro. Jogadas precipitadas de ambas as equipes no ataque e um bom trabalho defensivo. Os tijucanos venceram a parcial por apenas um ponto, 16 a 15, indo para o intervalo com três de vantagem: 33-30.

Na volta do vestiário, Franca começou a mudar a história do jogo com uma receita que sempre deu muito certo na tradicional equipe da chamada capital do basquete brasileiro: marcação cerrada e contra-ataques rápidos. É fato que os grandes times francanos, que conquistaram muitos títulos para a cidade, primavam pela qualidade defensiva. E isso é que o experiente técnico Lula Ferreira está tentando resgatar. Durante a partida, dava para perceber que quase todas as instruções do treinador eram para a defesa. Com uma marcação agressiva, induzindo o Tijuca aos erros, Franca conseguiu a virada e abriu oito pontos de vantagem: 51-43. Destaque para o jovem e talentoso ala Cauê Borges, cestinha da partida com 14 pontos. O garoto Lucas Mariano, principal pivô do time de Lula, contribuiu com 10.

No último período, os cariocas buscaram a reação na base da raça. Comandado pelo seu único destaque individual no jogo, o americano Bishop, autor de 13 pontos, o Tijuca foi tirando a diferença e chegou ao minuto final perdendo por apenas três (59 a 56). Faltando menos de 30 segundos, o jovem Léo Meindl (foto à direita) coverteu dois lances-livres, aumentando a diferença para cinco. No ataque seguinte, Bishop fez a cesta, sofreu falta e converteu o lance de bonificação, encurtando para dois pontos a vantagem dos paulistas. Mas Léo foi novamente preciso nos lances-livres, anotando mais dois e sacramentando a vitória francana. No entanto, apesar da precisão do ala nos momentos decisivos, o time de Franca precisa dar mais atenção aos arremessos livres. A equipe teve um aproveitamento pífio (37%), acertando apenas 7/19.

Após exigir muita defesa de seus atletas durante a partida, Lula valorizou o comportamento do elenco, que mesmo numa noite ruim no ataque, conseguiu a vitória. “A gente está implantando uma filosofia de defesa forte, contra-ataque e jogo coletivo, que sempre marcou a história de Franca. Não temos um jogador que faça 30 pontos na partida, mas temos vários que fazem seis, sete, oito. Sabemos das nossas limitações ofensivas e por isso temos que compensar na defesa. O time está evoluindo bem, graças à ousadia da diretoria, o apoio da torcida e ao tripé formado pelo Jonathan, o Figueroa e o Teichmann (jogadores mais experientes do grupo), que exercem uma liderança na equipe sem qualquer tipo de vaidade”, afirmou um dos técnicos mais vitoriosos do basquete brasileiro atual.

Do outro lado, o armador Fred ressaltou a garra do Tijuca e apesar do time ter se revoltado com algumas decisões da arbitragem, especialmente no fim do jogo, ele preferiu não colocar a culpa pela derrota nos juízes. “Não temos que colocar a responsabilidade na arbitragem. Acho que pecamos no segundo tempo porque permitimos muitos pontos em contra-ataques deles. Nossa defesa no cinco contra cinco foi muito boa, mas tomamos muitos pontos em contra-ataques. Eles abriram quase 10 pontos e ficou difícil tirar a diferença”, disse o experiente armador.

Na próxima rodada, no sábado, Franca vai tentar tirar a invencibilidade do líder Flamengo. O duelo, que é considerado um dos maiores clássicos do basquete brasileiro, promete agitar o ginásio do Tijuca às 16h. Depois, às 18h, no mesmo local, o Tijuca tenta se reabilitar contra o forte time do Uberlândia.


Com Murilo voando no final, São José bate Tijuca e interrompe série de cinco derrotas seguidas
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Fábio Balassiano

Por Lucas Vinicius, direto de São José (SP)

São José e Tijuca se enfrentaram ontem no interior paulista com o mesmo pensamento: vencer para espantar a má fase. O time joseense vinha de cinco derrotas seguidas. O carioca, lutando para escapar do rebaixamento. No final, melhor para Fúlvio e companhia, que venceram por 81-65.

O jogo começou de forma fria. Erros nos ataques das duas equipes contribuíram para que os dez primeiros minutos tivessem poucas emoções. O pivô Deivisson foi o único que entrou “ligado” no time joseense e aproveitou para deixar sua contribuição nesta parte da partida. Principalmente na parte defensiva, congestionou as tentativas de ataque dos cariocas, o que proporcionou bons contra-ataques para o time joseense. Faltando ainda 5 minutos para o fim do quarto, o pivô Murilo entrou, mas ainda sentindo a falta de ritmo não conseguiu finalizar os letais Pick And Rolls que ele e Fúlvio adoram. Mesmo assim vitória joseense por 17-10.

O segundo quarto contou com Rashaun e Bishop, do Tijuca, entrando de vez na partida. Com bom suporte de Wanderson, os norte-americanos dominaram as investidas, contando com o fraco aproveitamento do time do Vale do Paraíba. Com duas cestas seguidas de 3 pontos de Bishop, o Tijuca passou à frente e não saiu mais até o intervalo (31-34).

Depois de uma boa conversa no intervalo, o São José voltou mais ligado e pegou confiança para utilizar uma de suas mais poderosas armas: os tiros de 3 pontos de Dedé e Jefferson. Precisos como sempre, os alas comandaram a virada da águia, mas não conseguiram a tranquilidade necessária para o torcedor pois Bishop (23 pontos) estava impossível. Castigando da linha de 3 pontos, o norte-americano manteve o Tijuca no jogo, indo para o último quarto com 1 ponto apenas atrás. Vitória de 22-18 para o São José.

E o último quarto reservava um presente ao torcedor. Uma atuação de gala de Murilo Becker, que terminou o jogo com 15 pontos. Após Deivisson receber a quarta falta, ele entrou ainda sob a apreensão do torcedor e mostrou que está voltando em grande estilo. Cesta de 3 pontos. Cestas seguidas de falta. Tiros de média distância e um domínio soberano no garrafão com 5 rebotes, todos nos últimos minutos de partida, levando a torcida ao delírio e às lembranças das grandes atuações do pivô joseense.

Convém destacar a arbitragem polêmica na partida, motivo de muitos protestos por parte do elenco do Tijuca. Uma falta anti-desportiva de Fred e uma técnica por reclamação de Rodrigo Bahia revoltaram o elenco carioca que tentou cercar os árbitros após o fim da partida.


Depois do primeiro turno do NBB, meus prêmios para os melhores do campeonato até aqui
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Fábio Balassiano

Assim como fiz com a primeira metade da NBA, vale a pena citar os melhores do NBB até aqui. Terminou, oficialmente, o primeiro turno na segunda-feira, com os jogos de Flamengo e Brasília contra Uberlândia e Bauru, respectivamente, e acho que chegou a hora de fazer a mesma coisa com o campeonato mais importante do país. Coloquei as categorias ortodoxas, e outras que vieram da minha cuca-maluca, ok?

MVP: Marquinhos (Flamengo – na foto à direita)
REVELAÇÃO: Lucas Mariano (Franca)
MELHOR TÉCNICO: José Neto (Flamengo)
MELHOR TIME: Flamengo
JOGADOR QUE MAIS EVOLUIU: Guilherme Deodato (Bauru)
MELHOR DEFENSOR: Alex Garcia (essa é barbada por aqui)
MELHOR JOGADOR QUE NINGUÉM NOTA: Olivinha (Flamengo) 
QUINTETO IDEAL: Fúlvio, Marquinhos, Robert Day, Giovannoni e Lucas Mariano.
QUINTETO IDEAL SUB22: Benite (alterei aqui), Ricardo Fischer, Leonardo Meindl, Gui Deodato e Lucas Mariano.
TIME SURPRESA: Basquete Cearense (estreante, tem 9-8 e está em oitavo)
JOGADOR SURPRESA: Desmond Holloway, da Liga Sorocabana (20,4 pontos e 4,5 rebotes por jogo – a torcida de Sorocaba tem até música pra ele, cantando o sobrenome do ala no ritmo de Holiday, de Madonna – deve ser sensacional isso)
MELHOR REFORÇO DA TEMPORADA: Marquinhos (Flameng0)
MELHOR REFORÇO DA TEMPORADA QUE NINGUÉM NOTOU: Kojo (Flamengo) e Joe Smith (Pinheiros)
TIME DECEPÇÃO: Tijuca e Palmeiras (2-15 e lanterna)
JOGADOR DECEPÇÃO: Estevam (cadê o basquete deste pivô, alguém viu por aí?)
MELHOR ESTRANGEIRO: Robert Day (Uberlândia)
TÉCNICO SURPRESA: Daniel Wattfy (Vila Velha, com menção honrosa a Rinaldo Rodrigues, da Liga Sorocabana)
MALA DO ANO: Os juízes (haverá post sobre isso logo mais)
PIOR MOMENTO DA TEMPORADA: O jogo 1.000 do NBB entre Flamengo e Brasília
MELHOR JOGO QUE EU VI: Flamengo x Pinheiros, no último sábado
TIME MAIS DIVERTIDO DE VER JOGAR: São José e Franca
TIME QUE DÁ MAIS RAIVA DE VER JOGAR: Brasília (com o time que tem, joga o basquete mais feio do país – e ainda assim ganha por causa da reserva técnica que possui)
JOGADOR PARA FICAR DE OLHO NO SEGUNDO TURNO: Paulão Prestes (Brasília)
TIME PARA FICAR DE OLHO NO SEGUNDO TURNO: Pinheiros (ainda não jogaram completos a temporada toda!)
MELHOR TIME QUE NINGUÉM NOTA: Bauru (11-6)

E aí, concordam comigo? Comentários na caixinha!


Correspondente BNC: Palmeiras perde pro ex-lanterna Tijuca e cai para penúltimo do NBB
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

A queda diante do Tijuca por 79-77, no Ginásio Palestra Itália na noite desta quinta-feira, talvez seja a mais dolorosa para a equipe palmeirense nesta série de nove derrotas consecutivas até o momento no NBB. Primeiro por se tratar do adversário que era o lanterna do campeonato (o Tijuca tinha campanha de 1-12), e também pela forma como perdeu, com um chute de três a 0,5 segundos do estouro do cronômetro – isso dentro de casa. A equipe alviverde agora é a 17º colocada (2-12) e foi ultrapassada pelo próprio Tijuca nos critérios de desempate.

O técnico Arturo Alvarez disse antes do início da partida que a ideia era fazer o Palmeiras esquecer o que tinha acontecido até então, focando ao máximo nos 40 minutos diante do Tijuca. Só que durante a partida o Palmeiras pareceu sentir o peso da sequência negativa e se mostrou novamente muito nervoso. O alviverde iniciou o jogo com uma formação um pouco diferente devido a ausência de Tyrone Curnell. Arthur Pecos foi o armador principal da equipe, enquanto Caleb Brown vinha do banco na maioria das vezes para fazer a função de ala.

O primeiro tempo de partida foi muito tenso, com erros dos dois lados e disposição de sobra (o pivô Tiagão – 17 pontos – contagia nesse quesito). O equilíbrio foi tanto que o primeiro tempo terminou empatado em 36. O terceiro período foi o de maior descontrole da equipe palmeirense, que forçava demais nas infiltrações e abusava dos erros, permitindo ao Tijuca a maior vantagem do jogo no final do quarto (59-52). No último quarto, o ala Guto (17 pontos) comandou a reação alviverde, que chegou a estar na frente por 77-76 a poucos segundos do fim. Porém, o armador Bruninho acabou convertendo uma bola de três a 0,5 segundos do fim para decretar a vitória dos visitantes.

No final do jogo, o técnico Miguel Ângelo da Luz falou sobre o alívio que a vitória depois de dez derrotas seguidas trouxe ao Tijuca: “Foi punk esse período, é o que eu posso te dizer. A gente lavou roupa suja lá no Tijuca. A diretoria continuou firme comigo e os atletas também. Nos fechamos, e embora ainda falte muita coisa essa vitória foi muito importante. Apesar de estarmos numa situação incômoda, acredito que com a chegada do americano (Rashaun), com a volta do Fred e com um pouco mais de entrosamento a gente consiga impor um ritmo que acho necessário para conseguirmos brigar por uma vaga nos playoffs”.

Já as perspectivas palmeirenses não são tão positivas assim. A reação parece improvável na próxima rodada, já que a equipe enfrenta o Flamengo, líder invicto da competição até aqui.