Bala na Cesta

Arquivo : Tiago Splitter

Spurs batem Oklahoma, se consolidam na ponta do Oeste e colocam pulga na cabeça do rival
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Fábio Balassiano

O primeiro quarto do jogo deu a impressão que o Oklahoma City Thunder não tomaria conhecimento do desfalcado San Antonio Spurs (melhor jogador do time na temporada, Tony Parker ainda se recupera de lesão e está fora). Os 32-22 nos primeiros 12 minutos deram uma falsa impressão, porém. Nos outros 36, o que se viu foi um show absurdo se basquete dos texanos, que fizeram 35-18 antes do intervalo. Na segunda etapa, a vantagem chegou a 18, e a vitória veio por assustadores 105-93.

Mais do que a vitória que mantém os Spurs na primeira colocação do Oeste (com 49-15, agora duas vitórias na frente do vice-líder Oklahoma, que tem 47-17), 0 triunfo do San Antonio, que contou com primorosa atuação do cestinha Tiago Splitter (21 pontos, dez rebotes e três assistências em 34 minutos – na foto, o camisa 22, cada vez mais confiante e com melhor posicionamento no garrafão) e valiosa ajuda da dupla Danny Green (16 pontos e cinco assistências) e Kawhi Leonard (17 pontos, quatro rebotes e três roubos), além de uma aula de defesa (forçou 17 erros e viu o rival errar 11 das tentativas de fora) e altruísmo no ataque (25 passes nos 43 arremessos convertidos), deixa uma pulga atrás da orelha do turma do Thunder: será que o time que foi eliminado por eles na temporada passada por 4-2 (o OKC virou depois de estarem perdendo por 0-2, lembram?) tem essa força toda em uma eventual final do Oeste?

Pelo que se viu hoje, com um plano de jogo perfeito e com as subidas de produção de Green, Leonard e Tiago (+24 no +/- hoje, coisa incrível!), a resposta é sim. Pelos ajustes feitos por Popovich para inibir que Kevin Durant tivesse a bola em suas mãos por muito tempo, a resposta também é sim (não é a toa que Russell Westbrook, que já gosta de chutar, teve 27 arremessos contra 13 de Durant – que ainda desperdiçou cinco bolas). Pelo tempo de descanso que Pop tem conseguido dar às suas estrelas, a resposta também é sim. Pela produção do banco de reservas (34 pontos e 14 assistências hoje; 39,2 e 10,9 passes na temporada), sim.

Será que, enfim, chegou a hora de o San Antonio Spurs voltar às finais da NBA que não frequentam há quase sete anos? Depois da atuação de hoje, que deu dois jogos de vantagem no Oeste, fica difícil dizer que não. O que você, estimado leitor, acha? Comente!


Popovich, enfim, elogia Tiago Splitter: ‘Está saudável, consistente e tem nos ajudado muito’
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Fábio Balassiano

“Tiago está saudável, ganhando minutos de forma consistente e tem nos ajudado muito. Não só ao time, mas também a Tim Duncan. Outro dia alguém me perguntou o que Tiago havia melhorado. Eu respondi o básico: ‘Nada. É que ele simplesmente ainda não havia jogado muitos minutos’. A diferença é que agora ele está com seu físico em dia, e fazendo o que fez na Europa por anos e anos. É um ótimo defensor, pega muitos rebotes e é fantásticos nos pick-and-rolls. Ele não tem tantos movimentos ofensivos e não é uma ameaça no ataque, mas ele é o jogador dos sonhos de qualquer treinador porque ele faz tudo de forma muito tranquila e natural”

A declaração, que está no site da NBA, é de Gregg Popovich, técnico do San Antonio Spurs. Ele, enfim, parece ter se rendido ao talento de Tiago Splitter, pivô titular da equipe há cerca de um mês.

Bacana, não? Legal ver Tiago, que fez 28 anos no primeiro dia de 2013, ser reconhecido e valorizado como grande jogador que é.


Rodada tem 8º triunfo seguido do Memphis, show de Rondo e brasileiros discretos na NBA
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Fábio Balassiano

Rodada interessante da NBA na noite de ontem, hein. Vamos a alguns destaques (LeBron James já foi falado pelo UOL Esporte aqui, ó):

1) Rajon Rondo (foto à esquerda) voltou ontem para a armação do Boston Celtics. E não foi uma volta comum. O camisa 9 teve inacreditáveis 20 assistências (o rival, 22) na fácil vitória de 107-89 contra o fraco Toronto Raptors. Com o retorno de Rondo, Leandrinho voltou ao banco de reservas e teve oito pontos e três assistências em 16 minutos.

2) Tá ruim demais a fase do Washington Wizards. Em casa, o time perdeu a oitava seguida (desta vez por 83-76 para o Utah Jazz em jogo feio pacas – 32 erros e 7/25 dos três pontos somados) e manteve-se como único time da NBA a não ter vencido sequer uma partida na temporada. É bem verdade que Nenê e John Wall, as duas estrelas da equipe, ainda não estrearam devido às lesões, mas acho que o campeonato já está no ralo. E teve gente (eu) que ainda apostou no Washington como possível surpresa na temporada, hein…

3) E o Memphis, hein. A turma de Lionel Hollins está embaladíssima mesmo. Passou pelo Charlotte Bobcats ontem por 94-87 e chegou ao oitavo triunfo consecutivo na temporada (os cinco titulares tiveram 12 ou mais pontos – destaque para Mike Conley, que saiu-se com 20 e Zach Randolph, que teve 18 pontos e 12 rebotes). O time tem, agora, 8-1 e parece bem disposto a brigar por coisas grandes no campeonato.

4) Ontem o Cleveland voltou a jogar em casa, e a expectativa era que Anderson Varejão brilhasse como fez na estrada. Mas não foi uma noite feliz para o brasileiro contra o Dallas, não. A derrota veio (103-95), e Varejão errou nove de seus 11 arremessos na peleja, terminando com apenas quatro pontos e sete rebotes em 39 minutos. Foi o primeiro jogo ruim do brasileiro na temporada.

5) E, bem, o que dizer de Tiago Splitter? Conforme escrevi aqui ontem, não estava muito fácil saber o que aconteceria com ele ontem diante do Denver Nuggets já que a cabeça de Gregg Popovich é complicadíssima de ser desvendada. E o brasileiro teve apenas 18 minutos de quadra, mesmo com a fácil vitória texana por 126-100. Tiago obteve cinco pontos e três rebotes, e viu seu companheiro de posição DeJuan Blair sair-se com incríveis 19+8 em 23 minutos (Boris Diaw teve 29 minutos). Não é fácil a vida de Tiago por lá, não…

6) E que campanha bonita do Milwaukee, hein. O time, que venceu ontem o New Orleans Hornets em casa por 117-113, tem agora seis vitórias e duas derrotas e conta com uma das mais explosivas duplas de armadores da NBA. Monta Ellis e Brandon Jennings têm, somados, 37,8 pontos, 13,9 assistências e 6,4 rebotes por noite. Mais um ótimo trabalho de Scott Skiles.

Viu algum jogo na noite de ontem? Comente na caixinha!


Depois do melhor jogo da temporada, como será o desempenho de Splitter hoje contra Denver?
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Fábio Balassiano

Ontem você leu aqui elogios a Tiago Splitter, que realmente jogou muitíssimo bem contra o New York Knicks (teve 13 rápidos pontos no último período de jogo e, quando saiu, o time perdeu mobilidade no ataque). Suas médias, porém, ainda estão baixas (6,7 pontos e 3,4 rebotes em 16 minutos), e aquela preocupação aqui mencionada na semana passada se mantém – como será o futuro dele no San Antonio Spurs particularmente e na NBA de modo mais amplo.

Sinceramente não sei mais o que esperar, e olhando para a temporada do San Antonio Spurs a palavra ‘imprevisível’ se faz necessária. Gregg Popovich entende muito de basquete, e tem mudado o pivô titular de acordo com o adversário. Contra os Knicks, DeJuan Blair saiu jogando para marcar Carmelo Anthony. Diantes dos Lakers, Tiago foi bater de frente, e foi muito bem aliás (9+9 em 29 minutos), contra Dwight Howard. Nos outros jogos, o técnico Boris Diaw, que encanta pela habilidade e irrita pela falta de cuidado com seu físico, foi o escolhido.

Mas não é só isso. Fui dar uma olhada em alguns números da equipe texana, e ficou ainda mais complicado entender a cabeça de Pop (insisto: o cara entende muito de basquete e tem suas razões). Depois das melhores atuações da temporada, Gary Neal e DeJuan Blair não tiveram a famosa e necessária sequência para seguirem brilhando – algo que Splitter tanto necessita. Dá só uma olhada!

E o que temos hoje na NBA? O San Antonio Spurs recebe o Denver Nuggets, dono da segunda melhor marca de garrafão da liga (seus alas, alas-pivôs e pivôs têm 64,7 pontos por noite e 40,7 rebotes por noite) e time que pega mais rebotes no campeonato (50,7 por jogo), e eu de verdade não tenho ideia do que esperar do desempenho de Tiago Splitter.

O que será que acontece logo mais? Arrisque na caixinha!


Knicks mostram força, vencem Spurs no Texas e quebram tabu de quase dez anos na NBA
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Fábio Balassiano

Foi a melhor partida que este blogueiro aqui viu na temporada até agora. Intensa, brigada, com atletas conscientes dentro de quadra e, claro, muita emoção no final.

E em San Antonio, contra os Spurs, o New York Knicks mostrou força, fez 32-24 no último quarto para tirar uma diferença que chegou a nove pontos e bateu os rivais por 104-100 (primeira partida com três dígitos na defesa da turma da Big Apple na temporada, embora a última, de três de Kawhi Leonard, tenha sido já com a peleja decidida), atingindo, assim, a sexta vitória em seis partidas e dando mais uma demonstração de força. Foi a primeira vez que os nova-iorquinos bateram os Spurs no Texas desde 18 de março de 2003, quando fizeram 105-97 (daquela partida, estavam no mesmo ginásio esta noite Tony Parker, Stephen Jackson, Manu Ginóbili, Tim Duncan e Kurt Thomas).

Pelos Knicks, grandíssima atuação de Jason Kidd no último período (foram três arremessos de três convertidos para ajudar na reação quando a equipe mais precisava), 25 pontos de Raymond Felton (ele ainda teve sete assistências), um esforço imenso de Carmelo Anthony na defesa (dá pra ver o rapaz da foto se esforçando pra evoluir na marcação – teve 12 rebotes e nove pontos) e boas participações de Tyson Chandler (13+11) e JR Smith (17+5). Do lado do Spurs, Tiago Splitter foi muitíssimo bem no último período, anotando 13 pontos seguidos antes de, claro, ser substituído pelo técnico Gregg Popovich. Naquele momento, o brasileiro era importante não pela pontuação, mas pela mobilidade que trazia consigo para para os bloqueios com Tony Parker. Ele saiu, e o ataque texano se perdeu (mandou mal o Pop…).

Insisto que ainda não dá pra saber o que será dos Knicks até o final da temporada (lesões podem atingir um elenco veterano, vocês sabem), mas uma coisa é certa: os nova-iorquinos já têm um ótimo time pra torcer novamente. Hoje foi uma prova de maturidade, de força, de consistência e de consciência. Ninguém bate o San Antonio Spurs, no Texas, tirando uma diferença de nove pontos no último período se não for uma equipe razoavelmente organizada e comprometida. O New York, que teve apenas cinco pontos em contra-ataque (como o mundo muda, não?) e sete erros (pouquíssimo!) foi tudo isso esta noite, e mereceu vencer para manter a sua invencibilidade.

Viu a peleja? Ainda surpreso com os Knicks neste começo? Comente!


O que podemos esperar dos brasileiros na NBA? Tiago Splitter é o primeiro no Raio-X
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Fábio Balassiano

Serão seis brasileiros na NBA, e até o final dessa semana eu pretendo analisar o que pode ser a temporada 2012-2013 de Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Scott Machado, Fab Melo e Tiago Splitter. Comecemos, então, pelo pivô do San Antonio Spurs.

Já faz tanto tempo que escrevo e leio sobre Tiago Splitter que eu confesso ter me assustado quando confirmei que ele tinha “apenas” 27 anos. Depois de uma década na Espanha, ele está na NBA há duas temporadas e enfrenta, no campeonato que começa nesta terça-feira (pro Spurs, na verdade, só na quarta, quando enfrentam os Hornets em Nova Orleans), o seu maior desafio profissional sem dúvida alguma.

Em primeiro lugar, este será o último ano de seu primeiro contrato na liga e conseguir minutos em quadra será fundamental para permanecer na NBA por mais anos. Por isso sua briga está contra, digamos, o departamento médico. Se conseguir se manter afastado das lesões, e consequentemente dos médicos, seu tempo de quadra certamente crescerá. Caso contrário, ele será visto sempre como um jogador mediano – coisa que, decididamente, ele não é (quem conhece seu passo e seu basquete tem plena noção disso).

Quando, na temporada passada, teve sequência, mostrou evolução e chegou a lembrar o Splitter que conhecemos na Espanha. De todo modo, a série de problemas físicos foi grande e o momento Tiago “Baskonia” durou pouquíssimo. De todo modo, seus números ainda são tímidos (os 4,6 pontos, 3,4 rebotes e 12 minutos por jogo saltaram para regulares 9,3 pontos, 5,2 rebotes e 19 minutos). Não é ruim, mas é sempre bom lembrar que o camisa 22 aí da foto foi, durante quatro, cinco anos, o melhor pivô da Europa.

Por isso eu insisto: é o ano mais importante da carreira de Tiago Splitter na NBA. Caso consiga demonstrar a Gregg Popovich que tem talento e físico para jogar na melhor liga do mundo, seu tempo de quadra crescerá (sua concorrência nem é tão grande assim – DeJuan Blair e Boris Diaw) e a confiança do elenco nele também. É hora de arregaçar as mangas, ter um pouco menos de timidez (é de sua personalidade, eu sei) e provar que o talento que foi visto em uma década de Baskonia enfim chegou ao Texas.

Será que esta será A temporada de Tiago Splitter? Comente!


Com excesso de pivôs, fica a pergunta: o que fará Magnano nas próximas convocações?
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Fábio Balassiano

Nenê, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Rafael Hettsheimer, Vitor Faverani, Lucas Bebê, Paulão Prestes, Fab Melo e Augusto Lima. Nove nomes. De cara, nove nomes. Sem pensar muito, nove nomes de alas-pivôs e pivôs brasileiros que têm feito sucesso lá fora e que são, sem dúvida, nomes a serem considerados na próxima convocação. Sei que ainda é cedo, mas ontem me peguei pensando nisso e resolvi compartilhar com vocês a dúvida básica: o que fará Magnano com esse montão de gigantes?

É óbvio que os três primeiros da lista, Nenê, Splitter e Varejão, levam vantagem pela experiência, talento e anos de Europa e NBA. Agora no Real Madrid, Hettsheimer foi fundamental no Pré-Olímpico de Mar del Plata ano passado e seria nome certo em Londres caso não tivesse machucado. Lucas Bebê tem ganho cada vez mais espaço no Estudiantes, e merece ser observado com carinho (o mesmo acontece com o jovem Augusto, no Málaga). Paulão Prestes teve ótima atuação no fim de semana pelo Gran Canarias e pode reeditar bons momentos na Espanha rapidamente.

Restam, pois, dois nomes mais complexos. Fab Melo parece ser uma baita promessa, mas ainda não engrenou no Boston Celtics. Seu nome foi, inclusive, cogitado para ir a D-League, a liga de desenvolvimento da NBA. Mas ninguém seria maluco de descartá-lo de cara para uma convocação de seleção brasileira, seria? O mesmo pode-se dizer de Vitor Faverani, considerado um dos melhores pivôs da Espanha na atualidade que se saiu com 27 de eficiência na segunda rodada da Liga ACB no fim de semana. Ele teve um problema grave com Rubén Magnano, mas acho que uma conversa franca, frente a frente resolve a situação. O cara é bom, e precisa ser testado. Simples assim.

São nove nomes, e teoricamente cinco vagas para pivôs (isso que nem coloquei os que atuam no Brasil e Cristiano Felício, uma das maiores promessas – o ex-jogador do Minas está tentando a sorte no Junior College, nos EUA, em um movimento que pode ser tão bom quanto perigoso para o andamento de sua carreira). Então vamos lá, querido leitor. Agora é a sua vez de Magnaniar aqui no blog.

Pensando com a cabeça do treinador, como você escolheria seus CINCO pivôs para a Copa América de 2013? Comentários na caixinha!


Evento da NBA em São Paulo terá torneio de trincas e presença do brasileiro Tiago Splitter
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Fábio Balassiano

Entre os dias 14 e 16 de setembro acontece no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, o NBA3X, evento organizado pela NBA e Netshoes que traz pela primeira vez na história o torneio de trincas para o Brasil e também uma área interativa que oferecerá aos fãs entretenimento de primeira linha.

A principal atração do NBA3X, o torneio de trincas, terá competições masculinas e femininas, com divisão por faixas etárias: 12 a 14 anos, 15 a 17 anos e maiores de 18 anos. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Dúvidas que surgiram na caixinha: o evento é gratuito e começa às 10h todos os dias. Haverá, ainda, um espaço grande pra fotos, brindes, inclusive com o troféu da NBA, conforme dito abaixo. 

Além do torneio de trincas, o público pode se inscrever para participar de competições de 3 pontos, de habilidades e do 1 contra 1, entre outros, que serão realizadas em duas quadras oficiais. Tiago Splitter, pivô do San Antonio Spurs, tem presença garantida, participando de todas as ações e das clínicas com os fãs. Além dele, as dançarinas do Brooklyn Nets e Harry, o mascote do Hawks, também farão parte do NBA3X. Os fãs terão ainda a oportunidade de tirar fotos com o Troféu Larry O’Brien, taça que é entregue aos campeões da liga, que a liga vai trazer especialmente ao Brasil.

Se você é de São Paulo, não perca. Estes eventos da NBA são absurdamente organizados e muito bacanas para quem é fã do esporte. Exemplos de experiência para o consumidor. Vale a pena!


Nada mais importa: Brasil faz hoje o jogo mais importante da década contra a Argentina
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Fábio Balassiano

São os dois times que menos erram na Olimpíada (os EUA não contam), são dois brilhantes treinadores (e do lado argentino ainda há um Sergio Hernandez como assistente) e um punhado de jogadores espetaculares.

Sobre os duelos individuais, acabei me antecipando lá atrás, quando imaginava um Brasil x Argentina em Londres e já escrevi bastante (leia aqui), mas a partida de hoje é muito mais um “simples” jogo olímpico (se é que existe jogo simples neste tipo de torneio).

Vale bastante para a Argentina, claro, que deseja dar um fim belíssimo a um dos mais vitoriosos e sensacionais times de basquete de todos os tempos. Conquistar uma terceira medalha olímpica de forma seguida colocaria Manu Ginóbili, Luis Scola, Andres Nocioni, Carlos Delfino e Pablo Prigioni em um patamar de idolatria ainda maior no país vizinho. Motivação para os platenses, como se vê, não falta. Pode, é bom ficar esperto quanto a isso, ser o último jogo de Manu com a camisa da seleção.

Mas do lado brasileiro há muita coisa em jogo também. Assim como os hermanos, muita gente que entrará em quadra hoje pode começar a se despedir da seleção nacional (Giovannoni, Alex, Marcelinho e Larry Taylor não são mais garotos) e a impressão que eles vão querer deixar não é, evidentemente, a de ter ido a uma Olimpíada apenas e ter ficado entre os oito. Além disso,

Não é só isso, no entanto. Vale, para o basquete brasileiro, a oportunidade de voltar a ficar entre os quatro melhores times de uma Olimpíada (fato que não acontece desde 1968), a oportunidade de recomeçar a febre por um esporte que estava adormecido há quase 20 anos e a chance de o país começar a plantar coisas muito boas para uma modalidade que, vamos combinar, é pra lá de emocionante e belíssima.

Um pouco disso tudo já pôde ser visto desde segunda-feira, quando muita gente que nunca falou da bola laranja se interessou, comparou Magnano a Mano Menezes, traçou paralelo entre Oscar (o meia) e Huertas e trocou ideias sobre BASQUETE em bares de todo país.

Que o Brasil tenha muita cabeça no lugar para um jogo que pode mudar o rumo do basquete neste país a partir de hoje. Não serei louco de dizer que é a partida mais importante da história de uma nação que já tem campeonato mundial, medalha olímpica e muito mais. Mas seguramente Huertas, Splitter, Varejão, Nenê, Alex, Machado, Caio, Raulzinho, Larry, Giovannoni, Leandrinho e Marquinhos não estarão sozinhos em quadra logo mais.

Quarenta minutos, 12 jogadores, uma grande chance de fazer do basquete um esporte de respeito novamente. Será?


Depois de bronca monumental, a pergunta: vale a pena ficar no Spurs, Tiago Splitter?
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Fábio Balassiano

Vocês sabem bem que o San Antonio está eliminado da NBA e que no último jogo, de quarta-feira, Gregg Popovich deu uma bronca em Tiago Splitter, após ter colocado e tirado o brasileiro em 39 segundos de atuação, que chegou a ser vergonhosa (vídeo abaixo). Acho que não preciso dizer que sou completamente contra pachequismos, brasileirismos, mas uma pergunta se faz necessária: será que o pivô precisa passar por isso tudo?

E se pergunto isso, não é por causa de seu visual desempenho na NBA, não. Seus números na liga norte-americana são apenas medianos, e embora a evolução seja óbvia (4,6 pontos e 12,3 minutos em 2011, 9,3 pontos e 19 minutos em 2012), acho que está muito claro que Tiago joga muito aquém do que sua técnica permite. Nos playoffs, ele jogou 10,4 minutos contra o Oklahoma, e nos últimos três jogos não somou 18 em quadra. Muito pouco, não?

Não dá para culpar apenas Gregg Popovich por isso, de verdade (ele é uma mala, manda em San Antonio e não vai mudar por causa do brasileiro, não), e nem alegar xenofobia contra o brazuca em um time que tem dois franceses, um australiano, um canadense, um de Ilhas Virgens etc. . Acho que a questão é maior que isso, e Fábio Sormani conversou com Marcelo Maffia, agente do atleta a respeito do tema também. Tiago é um cara tímido, na dele (longe de ser aquele cidadão que chega chutando a porta), e em um elenco de “cobras” ele talvez não esteja sabendo como se encaixar (ou Pop quer que ele faça uma coisa que ele não sabe fazer plenamente).

Ele tem mais um ano de contrato com o San Antonio Spurs, mas já se especula que ele não permaneça por lá (mais do que nunca, portanto, ele precisará de tempo de quadra). De concreto não há nada, e uma volta a Europa também não está descartada (não acho que seria ruim, de verdade), mas acho que Tiago tem jogo, cabeça e talento para ficar na liga norte-americana por mais tempo. Se não em San Antonio, onde não é um dos queridinhos de Popovich (isso está claro), que seja ali do lado mesmo, no Texas, onde o Dallas passa por uma reformulação e precisa de pivô (seu jogo combina com o de Dirk Nowitzki muito mais do que com o de Duncan, diga-se) ou em qualquer outro lugar.

Insisto e repito: Tiago Splitter foi o melhor pivô da Europa por anos seguidos até chegar a NBA. Ninguém desaprende, e seu comportamento sempre foi exemplar. Tomar bronca dentro de quadra é normal, faz parte, até Michael Jordan já levou. O problema é que no final de sua segunda temporada ele ainda não conseguiu atuar por mais do que 33 minutos em uma partida (para ser ainda mais exato, ele só passou dos 30 minutos duas vezes em TODO campeonato). Ou ele se contenta com o que foi Fabricio Oberto na NBA (veja aqui os números), ou está na hora de mudar para tentar saltos maiores.

E você, qual decisão tomaria se fosse Tiago Splitter? Comente na caixinha!