Bala na Cesta

Contra a parede, Bulls e Thunder buscam empate contra Heat e Grizzlies esta noite

Noite agitada esta da NBA logo mais. Depois de ter visto Jarrett Jack aniquilar o San Antonio Spurs no quarto período e na prorrogação ontem (97-87 pros Warriors, que empataram a série em 2-2 e mostraram, mais uma vez, uma força mental incrível para jogar contra um grande e experiente time), nesta segunda-feira é a vez de dois times que estão contra a parede tentar a reação para evitar um 3-1 e a provável eliminação.

Em Chicago a partir das 20h, os Bulls tentam juntar os cacos depois de duas dolorosas derrotas contra o Miami para empatar a série em 2-2. O rival tem mais time, um gênio das quadras (LeBron James, se você não associou o elogio a pessoa), o elenco completo e aprendeu a jogar no mesmo grau de intensidade do Chicago, mas a gente sabe que o time de Tom Thibodeau (foto à direita) é cascudo e não vai vender isso muito fácil, né. Kirk Hinrich é dúvida, Luol Deng também e Derrick Rose é mais do que certeza – certeza que não vai atuar, calma. Aqui deixo, desde já, minha decepção com Rose, de verdade mesmo. Sua equipe quebrada, precisando de gente pra entrar em quadra e o cara não se coça sequer pra jogar cinco, dez minutos. Pensamento um pouco egoísta (meus números e minhas vitórias na frente, deve ser o raciocínio do armador), não?

No outro jogo da noite, às 22h30 (com transmissão do Space), o Memphis, que venceu o Thunder no sábado por 87-81 em uma partida pra lá de estranha (Kevin Durant, que tem mais de 90% de aproveitamento em lances-livres em sua carreira de playoff, errou dois da marca fatal quando restavam 40 segundos). Com ou sem estranheza, os Grizzlies têm 2-1 na série e podem ficar muito próximos da primeira final de conferência da história da franquia. Pelo OKC, vale olhar pro desempenho de Kevin Martin. Na única vitória do time, 8/14 e 21 pontos. Nas duas derrotas, 8/28 e 19 pontos somando as duas pelejas. No Memphis, destaque absoluto para Marc Gasol (foto). O espanhol defende cada vez mais e melhor, e tem tido energia para pontuar (em cinco dos últimos seis jogos de playoff ele teve 20 ou mais pontos, e nesta semifinal do Oeste ele tem 48,7% nos arremessos).

O que será que acontece logo mais? Será que Bulls e Thunder empatam a série? Ou Miami e Memphis abrem 3-1 e encaminham a classificação? Comente!

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Grizzlies e Thunder abrem hoje semifinais do Oeste com duelo de pesos-pesados no garrafão

Começam hoje as semifinais de conferência da NBA. A partir das 14h deste domingo, o Oklahoma City Thunder abre as portas de seu ginásio para receber o Memphis Grizzlies na mesma fase em que se encontraram dois anos atrás, quando, em um duelo memorável, o Thunder avançou pela primeira vez a final do Oeste ao bater um difícil rival por 4-3.

E o equilíbrio de 2011 tem tudo pra se repetir agora. Sem Russell Westbrook, o jogo ficará ainda mais concentrado em Kevin Durant. O problema (problema para o OKC, claro) é que do outro lado estará um ótimo técnico (Lionel Hollins fez ajustes certeiros contra o Clippers e merece cada vez mais crédito) e uma das três melhores defesas da NBA – uma defesa que conta, no perímetro, com Tony Allen, Quincy Pondexter e o excepcional Tayshyan Prince para marcar o camisa 35 do Thunder. Dá só uma olhada no que Allen já fez em Durant nos playoffs de 2011 e preveja, agora, o que este time pode fazer com ele sem ter que se preocupar com Westbrook.


Além do perímetro e do duelo entre Durant e a defesa dos Grizzlies, há algo que chama a atenção no confronto. Será o embate entre os pesos-pesados de cada equipe. Pelo Oklahoma, Serge Ibaka e Kendrick Perkins, dupla casca grossa e cada vez mais entrosada. Os dois são especialistas em defesa, e Ibaka tem evoluído sensivelmente no ataque, sua maior deficiência até aqui em sua carreira. Do outro lado estarão os não menos excelentes Marc Gasol (o pivô, companheiro de Ibaka na seleção espanhola, foi eleito o melhor defensor da temporada) e Zach Randolph, um dos mais técnicos e habilidosos alas-pivôs da NBA atual. Foi a partir do crescimento de Z-Bo, aliás, que os Grizzlies tiraram forças para derrotar o Clippers em 4-2 depois de terem perdido as duas primeiras.

Essa série, de verdade, eu não tenho a menor ideia do que pode acontecer. O Oklahoma segue forte e tem Kevin Durant para guiá-lo. Mas o Memphis é fortíssimo na marcação e certamente saberá explorar a ausência de Russell Westbrook do outro lado.

E você, amigo leitor, tem algum palpite? Comente!

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Também buscando virada histórica, Houston pode igualar série contra o Thunder hoje

Hoje a partir das 22h30 (de Brasília) a Toyota Center poderá presenciar mais um capítulo da estranha série entre Houston Rockets e Oklahoma City Thunder, que vence por 3-2 depois de abrir 3-0. Vamos a alguns fatos, mas antes gostaria de chamar a atenção para mais uma bela ilustração de Neto78, ou Antonio de Padua Carvalho Neto, que enviou “James Harden” gentilmente pro blog. O cara é fera, e você pode olhar todo o seu trabalho clicando aqui . Agora vamos lá:

1) O armador do Thunder Russell Westbrook, o cara que nunca havia “faltado” a um jogo da NBA, se machuca em lance bobo e está fora da temporada.
2) No jogo seguinte a sua ausência, o terceiro da série (já estava 2-0 pro OKC), Kevin Durant toma as rédeas, anota 41 pontos e ajuda o Oklahoma a abrir 3-0 na série. Tudo ganho, certo?
3) Com 3-0 e meio mundo achando que o confronto estava definido, Kevin McHale, técnico do Houston, tenta uma cartada tão decisiva quanto louca: dar minutos a Francisco Garcia, jogador tão talentoso quanto inconstante. E não é que o rapaz tem dado conta do recado? Anotou 18 pontos, apanhou cinco rebotes e mostrou que pode, sim, ser eficiente em jogos grandes.
4) Kevin Durant, o cracaço, não jogou bem no quarto período do jogo passado. Anotou 18 pontos no terceiro período, mas nenhum no último, quando o Thunder tentava, mas não conseguia diminuir a vantagem do Houston.
5) O Oklahoma, que chutou 37,4% na temporada regular em 19 tentativas de três pontos por jogo, errou 25 de seus 33 arremessos de fora no jogo 5 (24,2%). O Houston, por sua vez, teve índice parecido na fase regular (36,4%), e esteve uma jornada incrível na terça-feira (14/35 e 40% de aproveitamento). James Harden, o barba, acertou sete em nove tentativas (ele estava imarcável!)

Com isso, vitória do Houston por 107-100, diferença de 3-2 para o Oklahoma e, tal qual o Boston Celtics com o New York Knicks, a chance de fazer história contra o Thunder. Agora, vamos combinar uma coisa: seria sensacional e ao mesmo tempo bizarro que um time classificado como número 1 perdesse, depois de estar ganhando por 3-0, para o oitavo colocado. Some-se a isso o fato de o rival ser o elenco mais novo da temporada (média de 23 anos) e a estrela adversária ser ex-jogador do time.

É este o cenário que o Houston pode aprontar para o Oklahoma em um eventual jogo 7. Será que os texanos conseguem?

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Com a lesão de Russell Westbrook, o que será do Oklahoma no restante do playoff da NBA?

E então o jogador que nunca havia perdido um jogo da NBA se machuca. E se machuca de um jeito idiota, bobo. E no meio dos playoffs, gente! Patrick Beverley, armador imprudente do Houston Rockets, se meteu na frente de Russell Westbrook, que chocou seu joelho com o de Beverley e acabou tendo rompimento do menisco lateral do joelho direito. O resultado? De quatro a seis semanas parado e teoricamente afastado do restante dos playoffs da NBA.

Embora há casos, como o de Metta World Peace/Ron Artest, de atletas que voltem antes, a tendência é que Westbrook, que nunca (é bom repetir isso) havia ficado de fora das 396 partidas em que seu time, o Oklahoma City Thunder, disputou nas últimas cinco temporadas, fique mesmo afastado das quadras. Com isso, a pergunta que fica é: o que será do Thunder de agora em diante?

De cara, está óbvio que Scott Brooks, o técnico, terá que ajustar sua rotação. Contratar alguém agora é impossível, e o jeito será dar mais tempo de quadra a Reggie Jackson e Derek Fisher, armadores que faziam parte do grupo de armadores com Russell Westbrook. Outra opção seria colocar o reserva Kevin Martin (ala) em um time sem armador de ofício e testar Kevin Durant na função de “LeBron”, ou seja, de armador-ala (point forward). É bem provável que Brooks use as duas em parte dos jogos, e é bem provável também que o jogo do time tenha que ser ajustado para convergir mais para Durant, agora a estrela solitária do time (Westbrook, até pelo seu jeito atabalhoado, dividia as responsabilidades nos tiros e nos momentos difíceis com o camisa 35). A marcação, porém, será ainda mais apertada em KD, e isso trará problemas a ele.

Em termos de resultado, não acredito que o Oklahoma deixe de ganhar a série do Houston, mas antevejo problemas com Memphis ou Clippers e principalmente com o San Antonio Spurs em uma eventual final do Oeste sem Westbrook (nem falo em uma final contra o Miami, porque seria visualizar cenários demais – e estamos longe de uma definição na conferência Oeste ainda).

Não consigo cravar que “ah, o OKC sem o Westbrook está eliminado, não longe, não” porque lá ainda está Kevin Durant e o cara joga uma barbaridade. Ao mesmo tempo, é óbvia a perda de força do Thunder: o cara que inicia todas as ações ofensivas (mesmo as mais estéreis, as que terminam em seu próprio arremesso…) não estará mais lá. E o cara tem mais de 20 pontos e sete assistências por noite, sendo um dínamo ofensivo que mistura força, desinibição, explosão e um pouco de loucura. Chegar a final de conferência? Possível. Passar do Spurs sem Westbrook? Sinceramente não sei se apostaria minhas fichas, não.

Concorda comigo? Comente!

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Com armadores em alta, Denver bate Oklahoma fora de casa e alcança 13 vitórias seguidas

Não foi uma noite fácil para Russell Westbrook, armador do Oklahoma City Thunder. Não que ele tenha jogado mal (25 pontos e seis assistências), mas do outro lado havia uma dupla de armadores a infernizá-lo por todo jogo. Ty Lawson (foto) correu como um louco, terminou com 25 pontos, quatro rebotes e quatro assistências e foi muitíssimo bem. E Andre Miller, que completou 37 anos nesta terça-feira, deu um presentão a si mesmo anotando 13 de seus 20 pontos no último período para terminar com 20, nove assistências e sete rebotes em 23 minutos de ação. Com tudo isso foi difícil para o Denver Nuggets, que fez 114-104 fora de casa, bateu um importante rival e chegou a ótima marca de 13 vitórias consecutivas na NBA.

Dados interessantes trazidos pela ESPN, aliás: nunca na história da liga houve duas sequências simultâneas de 13 ou mais triunfos como há agora com os Nuggets e Miami Heat. O Denver (lidera a liga com 58 por noite), que anotou absurdos 72 pontos no garrafão ontem, ganhou de seus rivais em pontos desta maneira nos últimos 50 jogos, maior série da liga desde 1996 (quando a NBA passou a ter este tipo de estatística).

Havia escrito aqui sobre o Denver (quando falo e ganho vocês não me chamam de pé-quente, né…), e acho que vale uma atenção ainda mais especial ao trabalho de George Karl (foto à direita) no Colorado. Não que ele seja pouco valorizado, mas Karl conseguiu extrair dos Nuggets o melhor dentro de seu plantel (e isso é um baita mérito). Isso tudo, é bom lembrar, sem ter grandes chutadores (o time é o 24º em 3 pontos – ontem foram 4/21).

E como é que os caras conseguem ter a ótima campanha de 47-22 com 13 vitórias seguidas, a maior da história da franquia? É simples. Ele dividem a bola e correm pra cacete. Sem estrelas de primeira grandeza (quanta diferença do período de Billups, Melo e Iverson, hein!), o Denver abusa do coletivo, rouba muitas bolas (9,2, só ficando atrás do Clippers, que tem 9,7) e fez com que seus jogadores entendessem a filosofia do “chuta quem estiver bem posicionado”. Cinco jogadores tentam de 10 a 14 arremessos por noite, seis têm média superior a 10 pontos (ao todo são 106,1, terceira melhor marca da competição) e nove jogam mais de 20 minutos por jogo. Em pontos de contra-ataque são 19,8 pontos, melhor índice disparado da NBA. E nos rebotes ofensivos o time é uma máquina (ontem foram 17; na temporada, são 13,4, primeiro lugar geral no torneio).

Não sei, sinceramente, o que isso tem a ver com playoffs, visto que na pós-temporada o jogo muda um pouco, a experiência pesa e o talento coletivo precisa estar intimamente ligado a uma dose boa de capacidade individual para resolver partidas no final, mas está sendo um baita prazer ver este time de George Karl jogar. Leve, rápido, inteligente e sabendo usar a capacidade máxima do elenco (só lembrando: os pivôs são Kosta Koufos, JaVale McGee e Kenneth Faried, ou seja, nenhum virtuoso), mostra que o basquete pode ser, e é mesmo, bem simples.

Será que eles conseguem transformar o jogo coletivo em vitórias nos playoffs? Com o triunfo de ontem os Nuggets empataram com os Clippers na quarta posição do Oeste. Comente!

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Spurs batem Oklahoma, se consolidam na ponta do Oeste e colocam pulga na cabeça do rival

O primeiro quarto do jogo deu a impressão que o Oklahoma City Thunder não tomaria conhecimento do desfalcado San Antonio Spurs (melhor jogador do time na temporada, Tony Parker ainda se recupera de lesão e está fora). Os 32-22 nos primeiros 12 minutos deram uma falsa impressão, porém. Nos outros 36, o que se viu foi um show absurdo se basquete dos texanos, que fizeram 35-18 antes do intervalo. Na segunda etapa, a vantagem chegou a 18, e a vitória veio por assustadores 105-93.

Mais do que a vitória que mantém os Spurs na primeira colocação do Oeste (com 49-15, agora duas vitórias na frente do vice-líder Oklahoma, que tem 47-17), 0 triunfo do San Antonio, que contou com primorosa atuação do cestinha Tiago Splitter (21 pontos, dez rebotes e três assistências em 34 minutos – na foto, o camisa 22, cada vez mais confiante e com melhor posicionamento no garrafão) e valiosa ajuda da dupla Danny Green (16 pontos e cinco assistências) e Kawhi Leonard (17 pontos, quatro rebotes e três roubos), além de uma aula de defesa (forçou 17 erros e viu o rival errar 11 das tentativas de fora) e altruísmo no ataque (25 passes nos 43 arremessos convertidos), deixa uma pulga atrás da orelha do turma do Thunder: será que o time que foi eliminado por eles na temporada passada por 4-2 (o OKC virou depois de estarem perdendo por 0-2, lembram?) tem essa força toda em uma eventual final do Oeste?

Pelo que se viu hoje, com um plano de jogo perfeito e com as subidas de produção de Green, Leonard e Tiago (+24 no +/- hoje, coisa incrível!), a resposta é sim. Pelos ajustes feitos por Popovich para inibir que Kevin Durant tivesse a bola em suas mãos por muito tempo, a resposta também é sim (não é a toa que Russell Westbrook, que já gosta de chutar, teve 27 arremessos contra 13 de Durant – que ainda desperdiçou cinco bolas). Pelo tempo de descanso que Pop tem conseguido dar às suas estrelas, a resposta também é sim. Pela produção do banco de reservas (34 pontos e 14 assistências hoje; 39,2 e 10,9 passes na temporada), sim.

Será que, enfim, chegou a hora de o San Antonio Spurs voltar às finais da NBA que não frequentam há quase sete anos? Depois da atuação de hoje, que deu dois jogos de vantagem no Oeste, fica difícil dizer que não. O que você, estimado leitor, acha? Comente!

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Lakers desafia Thunder pra ficar com campanha positiva pela 1a vez desde novembro de 2012

O Los Angeles Lakers parece realmente ter encontrado a melhor forma de jogar na NBA. Sem Pau Gasol, o técnico Mike D’Antoni optou por uma formação que se adapta bem ao jogo de Dwight Howard (com alas-pivôs, Earl Clark e Antawn Jamison, móveis e abertos) e tem se dado bem até.

Já são 13 vitórias nos últimos 18 jogos, cinco nos seis mais recentes, 30-30 na campanha geral e a possibilidade real de ficar com campanha positiva pela primeira fez desde 20 de novembro de 2012, quando os Lakers bateram o Brooklyn Nets por 95-90 para chegar a 6-5 (ainda era começo de temporada, como se vê). Os angelinos estão em nono no Oeste, na esperança que Houston (33-28), Utah (32-27) e Golden State (33-27) derrapem a qualquer momento.

E qual é o prêmio que Kobe Bryant e seus companheiros terão logo mais como presente por uma grande recuperação na NBA? Enfrentar o Oklahoma City Thunder fora de casa (23h30 de Brasília) nesta terça-feira. Molezinha, não? Definitivamente não é a resposta. Em segundo lugar no Oeste, o Thunder tem 43-16 e vem de uma importante e ótima vitória contra o Los Angeles Clippers fora de casa por 108-104. Isso, claro, sem falar no reencontro de Kobe com seu seu eterno escudeiro Derek Fisher, que agora estará do outro lado.

Para os Lakers, defender a dupla Russell Westbrrook e Kevin Durant é a chave. Mas não será fácil. Aqui vai um dado interessante. Westbrook, o “armador” que cria muito pra si e pouco para os outros, tem 18,7 chutes/jogo e 23,3 pontos por noite. Durant, provavelmente o melhor arremessador do planeta na atualidade, possui 17,9 chutes/jogo e 28,5 pontos. Parece estranho que o armador do time tenha menos touches que o craque do time, mas é exatamente assim que o Oklahoma funciona. É sua fortaleza e ao mesmo tempo sua fraqueza, sem dúvida alguma. É a previsibilidade que não existe na armação, e a loucura que há na ausência de um pensador no comando das ações ofensivas.

Quem será que vence logo mais? Será que os Lakers aprontam? Ou o Thunder, favoritaço a chegar a decisão do Oeste, atropela os angelinos (na atual temporada, 2-1 para o Oklahoma)? Comente!

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Antes do All-Star, Durant e LeBron duelam em jogaço entre Thunder e Heat nesta noite

Tem tudo pra ser um jogaço de bola a partir das 23h (creio que o Space exiba). Jogaço de bola como foram todos os últimos Oklahoma City Thunder x Miami Heat desde a temporada passada (6-3 para o time da Flórida, com direito aos 103-97 do Natal de 2012 em uma partida com arbitragem polêmica pacas). São os atuais finalistas, um dos melhores elencos do atual campeonato e com os mais talentosos atletas do momento na minha opinião – Kevin Durant e LeBron James, que, aliás, disputam palmo a palmo o troféu de melhor jogador da temporada regular da NBA (a dupla, por sinal, é amiga e treinou junto depois das Olimpíadas de Londres).

Sobre LeBron James, não há muito mais o que se possa dizer (mas coloco aqui um número interessante: com ele em quadra, o Miami tem saldo positivo de +9,6. Com ele fora, -7,3. A diferença é de +16,9, a maior da liga). Sem nenhuma comparação com Michael Jordan (nem eu e nem ele vamos entrar nessa – ontem no Twitter, LeBron colocou o seguinte: “Não sou MJ. Sou LJ”). Já são seis jogos com média superior a 30 pontos e chutando acima de 60% nos tiros de quadra (um absurdo estes números!).

Como o técnico Erik Spoelstra disse, é o melhor jogador deste e de outros planetas sem dúvida alguma (LeBron, aliás, está cada vez mais decisivo, acertando 56,8% de seus arremessos quando o cronômetro de posse de bola marca quatro ou menos segundos pra acabar). Tem sido um prazer vê-lo atuar, e tem sido um martírio para quem tentou pará-lo nos últimos dias. Nesta noite, aliás, será a vez de Serge Ibaka, Thabo Sefolosha e Kevin Durant. A eles, desejo, desde já, um muito boa sorte, pois irão precisar muito. Com LBJ em estado de graça o Miami venceu as seis partidas mais recentes e 11 das últimas 13 (inclusive contra Lakers, Clippers, Houston e Portland, times bons do Oeste).

Do outro lado estará o Oklahoma City Thunder, que perdeu a liderança do Oeste para o sempre excelente San Antonio Spurs após derrota para o Utah Jazz na terça-feira, mas antes havia vencido quatro seguidas. Vamos ver como se sairá Kevin Durant (15,6 pontos e 53,4% nos tiros de quadra do garrafão pra fora) diante de LeBron James, diante da forte marcação que tem sido feita pelo Miami (méritos para o quase sempre criticado Spoelstra) e diante da pressão em guiar um excelente time ao título da NBA. Ao seu lado estará Russell Westbrook, que só fez besteira no jogo de Natal e errou demais na leitura de jogo nas finais da temporada também. Se colocar na cabeça que passar oara o melhor arremessador da atualidade é o mais inteligente que ele pode fazer, Westbrook e o Thunder se sairão muito bem logo mais e nos playoffs também.

Quem será que vence logo mais? Quem será que se sai melhor no duelo entra LeBron e Durant? Comentários na caixinha sobre o jogão de logo mais!

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A esperada rodada de Natal da NBA – confira jogaços e análises desta terça-feira

Poderia fazer um preâmbulo natalino por aqui, mas vamos logo ao que interessa, né. Logo mais são cinco aguardados jogos na rodada da NBA – todos muito bons e com um motivo especial para assistir (os times em negrito jogam em casa). Vamos lá:

1) Celtics x Nets (15h de Brasília) – São dois times que não vivem dias maravilhosos, isso é um fato. O Boston perdeu quatro das últimas cinco. O Brooklyn, que duelava com os Knicks pela liderança do Leste, três das últimas quatro. Pelo Nets, vale a pena ficar de olho em Joe Johnson e nas jogadas de isolação que invariavelmente ele chama (24,6% de suas ações ofensivas saem assim, com 0,96 pontos por posse – o 15º na NBA no quesito). Quem irá marcá-lo provavelmente será Paul Pierce, que está em 25º na liga em defesas a jogadas de um-contra-um (0,65 ppp). Pode sair daí e do duelo de armadores (Deron Williams x Rajon Rondo, dois excepcionais jogadores) o vencedor do embate. Só lembrando: no último jogo entre os dois times, houve confusão e baile de Joe Johnson em cima de Pierce (relembre aqui).

2) Knicks x Lakers (18h) – Será o confronto de Mike D’Antoni contra sua ex-equipe. E sua ex-equipe que faz questão de jogar bem diferente do padrão que Mike queria implantar em Nova Iorque. Com ataque ponderado (o time se divide muito bem em jogadas de um-contra-um, post-up, arremessos livres – os Knicks lideram a liga no quesito, com 1,13 pontos por posse desta maneira -, e transição – 1,26 ppp nos ataques feitos assim), Mike Woodson fez com que sua defesa agredisse mais (lembremos que não se pode dividir o jogo) e que seu ataque trocasse mais passes antes de decidir (outro dia li um dado que, embora não seja muito bom em assistências, o time troca, em média, 8,4 passes antes de arremessar – recorde na liga). Ou seja: para os Lakers correr pode não ser a solução. Vamos ver, também, o que D’Antoni fará para marcar Carmelo Anthony, agora ala-pivô do time. Será que Pau Gasol sai, de cara, para defender um dos melhores jogadores da temporada? E do outro lado, o que Woodson fará para tentar deter Kobe Bryant, que tem 29,7 pontos de média e no último jogo angelino chutou anormais 41 vezes? O camisa 24 é o 5º da liga (1,03 ppp) em jogadas de pick-and-roll, e do outro lado estará o nono pior time (0,82 ppp do adversário) neste tipo de defesa (pode ser por aí a chave da vitória dos californianos).

3) Thunder x Heat (20h30) – É a reedição da final da temporada passada, e não sei se algo mais precisa ser dito depois disso. LeBron James bateu o recorde de Karl Malone (20 ou mais pontos em TODOS os jogos até aqui), tem jogado uma barbaridade de ala-pivô mas nessa noite terá Serge Ibaka a marcá-lo e para marcar. Nada de outro mundo para ele, sem dúvida alguma, mas o congolês tem sido um dos diferenciais do Oklahoma, que lidera o Oeste com 21-5. O Thunder, que tem Kevin Durant cada vez mais maduro e completo, possui o melhor ataque da liga (1,3 ppp nos contra-ataques, 105 pontos por noite e 48% nos chutes). Muita coisa, não? Do outro lado, o atual campeão terá Ray Allen, Dwyane Wade evoluindo a cada dia e, óbvio, o apoio da torcida. Tem tudo pra ser o melhor jogo do dia.

4) Rockets x Bulls (23h) – O Chicago venceu sete das últimas dez, o Houston, seis das últimas dez, mas o que vale mesmo logo mais é ficar de olho em como os Bulls tentarão deter James Harden. Na sexta-feira, diante de outro incrível cestinha (Carmelo Anthony, do Knicks), Tom Thibodeau simplesmente destruiu tudo o que Melo pensava em fazer. Provavelmente usará antídotos parecidos para tentar parar o time de melhor pick-and-roll da NBA (0,92 pontos por posse de bola), mas não será fácil. Estou curioso, também, para ver como será o duelo entre Joakim Noah, que tem jogado muitíssimo bem, e Omer Asik, ex-Bull e agora principal reboteiro do time texano (11,4 por jogo).

5) Nuggets x Clippers (1h30 de quarta-feira) – São 13 vitórias consecutivas do melhor time de Los Angeles, só isso a dizer. Maior sequência da atual temporada, time jogando o basquete mais “redondo” da NBA, a dupla Chris Paul e Blake Griffin funcionando muitíssimo bem. Do outro lado, o bom time de George Karl, que demorou um pouco, mas que agora se firma entre os oito do Oeste. Começará tarde aqui pra gente, muita gente trabalha, mas vale reservar pedaço de panetone e algumas rabanadas para ver essa peleja também.

Vai assistir alguma partida? Tem palpite? Comente na caixinha!

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Em jogão, Spurs e Thunder reeditam final e colocam melhores campanhas do Oeste em quadra

Que jogão teremos logo mais na NBA, hein. A partir das 23h, o Oklahoma City Thunder recebe o San Antonio Spurs não apenas para reeditar a final do Oeste da temporada passada (foi uma das melhores séries que eu vi), mas principalmente para colocar, frente a frente, os dois melhores times da Conferência (o OKC é o melhor da liga, aliás).

Na temporada passada, o Spurs abriu 2-0 no playoff contra o Oklahoma, mas ajustes táticos do Oklahoma fizeram a franquia virar para 4-2 quando Thabo Sefolosha foi marcar Tony Parker (releia aqui). Thabo não só defendeu muitíssimo bem, mas também liberou Russell Westbrook de uma missão que ele não estava sendo tão efetivo (marcar os picks do Parker). Perdido na defesa, Westbrook estava ainda mais ansioso no ataque, e tirá-lo da defesa ao francês foi importantíssimo não só na marcação, mas também porque a mudança refletiu-se no outro extremo da quadra. Até hoje eu não entendo como o quase sempre cirúrgico corpo técnico do Spurs não conseguiu fazer nenhum ajuste a isso.

Vamos ver qual será a decisão de Gregg Popovich para começar a partida de logo mais. No sábado, Tiago Splitter foi muito bem como titular no pivô diante do Boston (16 pontos, oito rebotes e quatro assistências), mas é óbvio que contra Serge Ibaka e Kendrick Perkins o buraco será bem mais diferente – e mais duro. Além disso, é preciso saber como Pop, artífice da quinta melhor defesa da NBA (0,85 pontos sofridos por posse de bola), tentará parar a melhor transição ofensiva da NBA (o Thunder, que usa o contra-ataque em 13,4% de suas jogadas, tem 1,29 pontos por posse de bola, uma coisa absurda!) e o ataque mais efetivo do campeonato (105,7 pontos por noite, 1,01 pontos por posse de bola).

Quem será que leva o jogo logo mais? Comente na caixinha!

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