Bala na Cesta

Arquivo : Tarallo

‘Hortência dirige seleção como se fosse time de escola’, diz Ênio Vecchi, ex-técnico da feminina
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Fábio Balassiano

“Hortência dirige a seleção como se fosse um time da escola, e não é assim que deve acontecer, pois ela não é a dona do basquete. O basquete é do povo brasileiro. Se já temos jogadores estrangeiros e técnicos importados por aqui, por que também não importamos dirigentes para comandar o basquete brasileiro? “

A declaração, dada ao programa Tocando de Primeira, da Rádio Colméia (de Campo Mourão – PR), é de Ênio Vecchi, atualmente técnico do Joinville para o próximo NBB e terceiro dos quatro técnicos que Hortência colocou na seleção feminina desde que assumiu o cargo de diretora de seleções femininas da Confederação Brasileira da Confederação Brasileira de Basketball (os outros foram Paulo Bassul, Carlos Colinas e Tarallo).

Concorda com Ênio? Comente!


Técnico da seleção feminina se mostra ‘contente’ com péssima campanha na Olimpíada
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Fábio Balassiano

“Para um professor de educação física, que gosta muito de esporte, da educação física escolar, onde trabalho até hoje, conseguir chegar a uma Olimpíada com a seleção principal é uma experiência muito legal. Tive um crescimento profissional e pessoal muito grande. O grupo se dedicou ao máximo, deu o seu melhor possível e comprou a ideia. Fiquei contente com o trabalho que consegui com elas”

 

A declaração, divulgada pelo Jornal de Jundiaí, é de Luiz Cláudio Tarallo, que, não parece, mas foi o treinador responsável pelo mico da seleção brasileira feminina na Olimpíada de Londres.

Com todo respeito que Tarallo merece, não é possível que a seleção brasileira tenha um técnico tão conformado, tão passivo, tão “feliz” com uma campanha que, lembremos, foi ridícula (uma vitória em cinco jogos – e contra a fraca Grã-Bretanha em partida com os dois times já eliminados). E eu não sei se Tarallo sabe, mas, via de regra, todo técnico é um professor de educação física…

Fica a eterna questão: onde está o presidente Carlos Nunes, que não se manifesta de maneira alguma? Será que ele está tão feliz quanto Tarallo com os rumos do basquete feminino brasileiro? Será que ele vai manter esta estrutura de trabalho que tem levado o basquete feminino brasileiro a resultados pífios em torneios internacionais da base ao adulto? Cadê o aguardado plano para fazer renascer as divisões de base do basquete feminino brasileiro, que estão às moscas?

Perguntas que deveriam ser respondidas por Carlos Nunes (psiu, ele é o presidente da Confederação Brasileira, não custa lembrar) logo depois do mico londrino. Mas já se passaram mais de 30 dias e a única coisa que se vê de Nunes é o silêncio. Silêncio que só premia a passividade de Tarallo e a falta de visão/planejamento de Hortência, diretora de seleções femininas da CBB.

Agora respondam ao Bala: com um presidente assim, de 0 a 10 qual é a chance de o basquete feminino brasileiro ressurgir das cinzas? Talvez de -1, certo?


Seleção brasileira feminina enfrenta a Rússia nesta 2ª feira – vem aí um atropelamento?
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Fábio Balassiano

Depois da derrota para a França no sábado (aqui o meu post e aqui a estatística da partida), a seleção brasileira enfrenta nesta segunda-feira, às 12h45, um rival fortíssimo na segunda rodada da Olimpíada de Londres. É a Rússia (leia mais aqui sobre o time), que sofreu um bocado, mas venceu o Canadá por 58-53.

Se o Brasil tivesse ganho da França, poderia enfrentar a Rússia e a Austrália sem tanta pressão, esperando para definir a sua sorte contra Canadá e Grã-Bretanha, rivais bem mais fracos. Como isso não aconteceu, terá que lutar por um milagre contra russas e australianas para evitar uma eliminação precoce ou um avanço na quarta colocação do grupo.

A questão que fica na minha cabeça é: instável como sempre foi nos últimos oito anos, será que a equipe feminina consegue reverter aquele quarto período tenebroso de sábado (21-9) em uma vitória contra uma Rússia que certamente entrará mais ligada do que em sua não menos animadora estreia? Não sei se será todo dia que algum time deste quilate, medalhista de bronze nas duas últimas Olimpíadas, chutará 3/18 de fora um jogo de nível A, sinceramente.

Além disso, tenho um pouco de receio do que acontecerá no duelo entre Adrianinha (foto) e Becky Hammon. A norte-americana naturalizada russa também é veterana (35 anos), mas ainda mantém boa velocidade, ótimo arremesso e não precisa carregar tanto assim o seu time nas costas. Se não houver ajuda, corre o risco de Hammon fazer uma série de bandejas simples. Dentro do garrafão, Érika continuará sendo vigiada, e se Tarallo mantiver a passividade e/ou a falta de criatividade, a pivô terá desempenho semelhante ao do jogo da estreia contra a França (sinceramente eu esperava que o Brasil jogasse muito com a jogadora do Atlanta Dream, mas não que tiver apenas uma única alternativa de jogo).

Para hoje, apesar de achar que a Rússia não é mais isso tudo, continuo achando muito improvável que o Brasil de Tarallo vença. E você, animado ou com medo pra partida contra a Rússia? Será que vem aí um atropelamento? Comente!


Brasil vacila, perde da França na estreia e vê situação se complicar nas Olimpíadas
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Fábio Balassiano

Foi um jogo equilibrado como se previa, mas no período final o Brasil sofreu uma pane mental-técnica-tática (21-9), parou, perdeu da França por 73-58 e viu a sua situação no Grupo B se complicar demais na competição.

Cestinha com 17 pontos, Érika foi muitíssimo bem principalmente no primeiro tempo (13 pontos), mas, com exceção de Karla (13 pontos), foi pouquíssimo auxiliada no ataque e errou demais na segunda etapa (seis erros!).

Ao contrário de Pequim-2008, não houve o famoso nervosismo da estreia. Nos minutos iniciais, o Brasil foi bem, chegou a abrir vantagem, mas fechou o primeiro quarto com 20-16 apenas. No segundo período, Érika precisou descansar, Tarallo esqueceu que não poderia deixar a pivô e Adrianinha ao mesmo tempo juntas no banco (que mancada, hein) e as europeias viraram a partida com uma parcial de 7-1. As duas mais experientes voltaram, a partida voltou a ficar equilibrada até o intervalo (34-34).

Mas, e isso eu também já havia notado nos amistosos, o Brasil voltou terrível do intervalo (mérito do técnico adversário, e uma falha anunciada na visão, ou na falta dela, de Luiz Claudio Tarallo). Não percebeu que Dumerc (23 pontos e cinco assistências) seguia comandando as ações, que as pivôs estavam somente preocupadas com Érika (no ataque, foram pouco acionadas), que as coadjuvantes ganhavam confiança a medida que seus arremessos caíram (Laborde saiu do banco para anotar sete rápidos pontos) e que o jogo de meia-quadra só fazia sentido para as europeias.

Com isso, a velocidade das brasileiras foi contida, as francesas jogaram completamente soltas e a vitória das europeias veio sem muito susto com um quarto período tenebroso do time de Tarallo, que não percebeu que o jogo de Dumerc estava fluindo sem a menor marcação por perto e que suas meninas perderam completamente a vibração e a intensidade.

O Brasil volta a jogar na segunda-feira contra a Rússia (12h45), e a situação agora é absurdamente preocupante. Depois das russas, é a vez das favoritas australianas. Depois, Canadá, que hoje quase venceu a Rússia, e Grã-Bretanha. Passar em terceiro para evitar os Estados Unidos passa a ser quase impossível. Passar de fase, difícil pelo basquete apresentado neste sábado.

Viu o jogo? Está decepcionado?


Rivais de Londres: no terceiro duelo, seleção feminina duela com Austrália – surra a vista?
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Fábio Balassiano

No dia 1/8, a seleção feminina fará o seu terceiro jogo nas Olimpíadas de Londres contra a Austrália, vice-campeã olímpica nos últimos três Jogos (em 1996, ainda conseguiu o bronze), às 10h30. É sem dúvida a peleja mais difícil da primeira fase, e a julgar pelos três amistosos em solo australiano, será muito complicado que um revés não venha.

A Austrália não terá Penny Taylor (lesionada), mas mantém em sua equipe a base que colocou o basquete do país como o segundo melhor do mundo (cinco estiveram em Pequim-2008). Contando com o sempre excelente AIS (Instituto Australiano de Esporte) na formação de suas atletas, o time de Londres mescla craques consagradas como Lauren Jackson a promessas como Liz Cambage (20 anos), Abby Bishop (23) e Rachel Jarry (20).

Na fase de preparação, vitórias contra o Brasil (três vezes), China e um revés inesperado contra a França na última segunda-feira.

O TIME: Kristi Harrower, Belinda Snell, Lauren Jackson e Suzy Batkovic. Quarteto bem conhecido, né. Pois então. As quatro devem fazer em Londres a despedida da seleção, e colocam quase 300 partidas oficiais pelo time australiano a disposição de Carrie Graf, a técnica do time (ela já treinou na WNBA, em 2004). Além delas, destaque para a jovem Jenna O’Hea e Abby Bishop, jovens, altas, fortes e prontas para ganhar tempo de quadra. Há opções de sobra para Graf rodar seu elenco sem perder a qualidade.

ONTEM FALEI AQUI SOBRE A RÚSSIA. SE AINDA NÃO LEU, CLIQUE AQUI

DESTAQUE: Poderia (e talvez deveria) colocar Lauren Jackson por aqui, né. Campeã mundial (2006, aqui no Brasil) e três medalhas olímpicas no currículo, ela seria a escolha mais óbvia. Mas eu vou optar por Liz Cambage (o nome dela é Elizabeth, tem 20 anos, 2,03m e cheguei a entrevistá-la em 2010). A pivô é boa tecnicamente, forte pra caramba, com bom arremesso e tem tudo pra ser um dos grandes destaques das Olimpíadas de Londres. Escolhida na segunda colocação do Draft de 2011 na WNBA, Cambage tem tudo pra brilhar em Londres e colocar seu nome no hall das grandes jogadoras do planeta na atualidade.

E DA FRANÇA NA ESTREIA, O TIME DE TARALLO VENCE? LEIA!

PALPITE PARA O JOGO CONTRA O BRASIL: Gostaria muito de dizer que a seleção brasileira aprontará uma zebra absurda, mas não creio ser possível. Assim como diante das russas, torço para que a derrota que deve vir não mine a confiança das meninas de Tarallo para os próximos jogos contra Canadá e Grã-Bretanha.

Concorda comigo? Comente na caixinha!


Em último amistoso, seleção feminina vence a China e afina jogo coletivo pras Olimpíadas
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Fábio Balassiano

A atuação da seleção feminina ontem contra a Austrália (leia aqui) já deixou uma boa impressão.

E da manhã deste domingo, no último amistoso antes das Olimpíadas de Londres, foi ainda melhor. Em Lille, o time de Luiz Cláudio Tarallo venceu a China por 71-62 (estatísticas aqui) usando e abusando do jogo coletivo como deveria ser sempre (isso é basquete, né!). Foram quatro meninas com dez ou mais pontos, e Clarissa (na foto) com uma atuação monstruosa com 20 pontos e 17 rebotes.

Além dela, Karla teve 14 pontos, quatro rebotes e três assistências, Adrianinha saiu-se com ótimos 17 pontos e seis rebotes, e Érika, por sua vez, foi regular com dez pontos e dez rebotes em um time que teve 36 pontos (mais que a metade, portanto) de dentro do garrafão e 17 através dos 15 rebotes ofensivos da equipe.

O Brasil desembarca em Londres amanhã, e estreia no sábado nas Olimpíadas contra a França (16h). Insisto: o time não é uma sumidade em termos técnicos, mas se jogar coletivamente e defender com correção pode ir longe (lembremos: o basquete feminino tem menos concorrência que o dos rapazes, e até os grandes bichos-papões como Rússia e Austrália são vencíveis – como mostrou o jogo de ontem contra as australianas).

Que as lições deste dois últimos dias tenham sido aprendidas pelo técnico Luiz Cláudio Tarallo e pelas meninas. E repetindo o que digo há um mês: a estreia é O jogo, o mais importante da seleção. Bater a França é meio caminho andado para tentar terminar entre os quatro.

Estou mais confiante. E vocês?


Érika brilha e Brasil faz jogo disputado, mas perde da Austrália no final
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Fábio Balassiano

Não dá pra ficar feliz com derrota, não, mas do jeito que as coisas andavam, temia-se uma surra, uma lavada (mais uma, diga-se de passagem). E depois do primeiro período, o temor aumentou (25-9 para as australianas).

A pivô Érika (foto), no entanto, decidiu apareceu, jogou uma barbaridade (24 pontos e sete rebotes), o Brasil cresceu horrores (fez 48-31 no segundo e terceiro períodos), chegou a estar ganhando de um ponto no minuto final, mas não resistiu. Perdeu da Austrália por 78-75 (Adrianinha ainda teve a chance de empatar com um tiro longo), mas ao menos deixou uma boa impressão antes da estreia nas Olimpíadas de Londres.

Além de Érika, Adrianinha teve 15 pontos, e o trio de pivôs formado por Franciele, Damiris e Nádia teve 28 pontos e 14 rebotes. Se isso acontecer nos Jogos Olímpicos, o Brasil tem chance de alguma coisa.

Sem Iziane (confirmada a saída, apesar do apelo dela para retorno), é fato que faltará técnica, habilidade, mas o grupo pode se fechar, jogar como uma verdadeira equipe. Que siga explorando Érika, e que as coadjuvantes continuem aparecendo.

Gostou do resultado deste sábado contra a Austrália?


Ao contrário da seleção masculina, meninas do Brasil inspiram cuidados antes de Londres
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Fábio Balassiano

“Queremos utilizar esse jogo como uma espécie de exercício de busca pela vitória”. Foi o que disse Luiz Cláudio Tarallo ao site da CBB antes do jogo de segunda-feira contra os Estados Unidos, em Washington. O exercício pode até ter sido bom, mas o resultado (90-67) e o que se viu em quadra, não.

Não vou ficar aqui colocando números, porque não é necessário. Quem viu a partida e quem tem acompanhado a fase de preparação da seleção feminina se preocupa, e se preocupa demais. O time não tem padrão ofensivo algum, não explora Érika como deveria, sacrifica Damiris colocando-a na ala (e o pior: perde a grande qualidade dela na posição de ala-pivô para ter uma jogadora da posição 3 que não sabe atuar assim ainda), desperdiça bolas com uma facilidade incrível, tem uma transição defensiva ruim e marca muitíssimo mal (no mano-a-mano, na ajuda e no lado contrário).

É, sim, um pavor só, e não adianta fazer só trabalho psicológico, não. Treinar, como bem mostra Rubén Magnano, vale mais do que mil palavras, mil exercícios de psicologia. O time do Brasil é fraco, ninguém duvida e todo mundo que acompanha este espaço sabe disso há séculos.

Mas duas coisinhas me preocupam: 1) o time está treinando faz quase 70 dias e até agora não apresentou padrão tático e técnico algum; 2) A França, que perdeu de pouco da Austrália, perdeu da Grã-Bretanha. Ou seja: a fase do time de Tarallo é ruim, e adversários até pouco tempo atrás “batíveis”, como as britânicas, tornam-se perigosas.

Se antes eu olhava pra situação brasileira pensando no terceiro lugar da chave e mirando as quartas-de-final com carinho e esperança, hoje eu penso que está no lucro total o time de Tarallo caso avance para o mata-mata.

Concorda comigo?


Como esperado, seleção brasileira feminina leva surra dos Estados Unidos em amistoso
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Fábio Balassiano

Não deu nem pro começo (28-14 no primeiro período). A seleção feminina do Brasil teve hoje o seu mais duro teste antes das Olimpíadas de Londres. E levou a sua mais doída surra. Perdeu dos EUA, que treinam desde sábado (três dias, portanto!) em Washington por 99-67 e mostrou que ainda está longe (ou que talvez nunca estará com este elenco) entre os grandes times do mundo.

Chegou a dar pena, vergonha e tristeza (lembremos que o time está treinando há mais de dois meses). No final do primeiro tempo, eu cheguei a pegar o DVD da semifinal do Mundial de 1994, como que para mostrar para mim mesmo que, sim, já foi possível vencer as norte-americanas. Tempos em que se fazia basquete feminino sério e com qualidade no país. Mas os tempos mudaram, e como diz aquele ditado, o que vimos nesta segunda-feira “é o que tem pra hoje”.

Apenas Karla (19 pontos) mostrou coragem e se salvou, e, embora a previsão para as Olimpíadas não mude por causa de um jogo contra as melhores do mundo, é um balde de água fria vermos que há pouquíssima evolução tática e técnica do time de Tarallo em dois meses completos de trabalho (por que diabos ele insiste com Damiris na posição 3, alguém explica?). E o descontrole de Iziane, uma das mais experientes, que cometeu quatro faltas (uma técnica) logo no primeiro período? E os erros sucessivos, e excessivos, de fundamento? E a falta de um jogo consistente para Érika, uma das melhores pivôs do mundo? Com mais de 60 dias de trabalho, é isso que vemos a menos de 20 dias das Olimpíadas? Que coisa!

Viu o jogo? Esperava algo diferente? Podemos tirar alguma coisa de útil da surra aplicada pelos Estados Unidos hoje? Comentários na caixinha!


Seleção brasileira feminina joga mal, mas vence Cuba novamente – o time está pronto?
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Fábio Balassiano

Acaba de terminar o segundo amistoso da seleção feminina contra Cuba em Foz do Iguaçu (aliás, o ginásio estava absolutamente vazio – não havia mil pessoas, um horror). O time de Luiz Claudio Tarallo (foto) jogou mal demais (quando o adversário marcou por zona foi terrível a falta de passes para as pivôs), sofreu mais do que deveria diante de um adversário frágil, bem frágil, oscilou bastante, mas acabou vencendo por 91-61. Alguns pontos:

1) Impressiona-me o número de erros de fundamento da seleção brasileira. Treinando há algum tempo (45, 60 dias?), é absurdo o volume de desperdícios em passes, falta de posicionamento e outros, como dizem, detalhes (detalhes, que, é sempre bom lembrar, devem ser treinados). Na sexta-feira foram 20 erros. Hoje, 22 (sete apenas no primeiro período, 13 no primeiro tempo), índice maior que o de assistências (20). Isso, repito, contra um rival bem fácil, sem pressão por resultados.

2) Não gosto muito de falar isso, porque é uma crítica fácil, a mais fácil de todas, diga-se, mas Tarallo precisa domar Iziane. Na Austrália, a camisa 8 arremessou mais de 30% de TODAS as bolas da seleção. Em Foz este volume diminuiu, é verdade (ficou em 19,4%), mas sua seleção de chutes está muito, muito ruim. E aí não é uma questão de ela ser uma chutadora voraz, mas sim de o técnico mostrar a ela que é, sim, possível jogar de maneira mais pensada. No Atlanta Dream a treinadora conseguiu isso, e a ala joga muitíssimo bem.

3) Confesso não entender muito bem a insistência em se marcar por pressão quadra toda. Acho muito, muito difícil que Tarallo repita isso contra França, Rússia ou Austrália. Se este tipo de estratégia só vale contra rivais mais fracos (Cuba, Chile etc.), não seria mais válido treinar variações das marcações (zona/individual) na meia quadra pelo maior tempo possível?

4) Se a defesa de mano a mano não está ruim (principalmente no garrafão, a grande força da equipe), as rotações e a marcação do lado contrário precisam de ajustes urgentes. Na sexta-feira, Ávila teve tiros livres pós-cortes da armadora cubana devido a falhas nas coberturas brasileiras. Hoje o problema se repetiu.

5) É uma tentativa, e a gente sabe bem o porquê (as outras não são muito confiáveis), mas eu não gosto de Damiris como ala (3) titular. Acho que pode ser uma opção de variação durante alguma partida, mas não para começar. A camisa 12 é um dínamo, um fenômeno, mas ainda não é ala. Converge muito para o garrafão antes de ter a bola, é batida nos cortes das rivais mais baixas e acaba por não usar o que tem de melhor (quando abre para arremessos longos menos marcados e os cortes para uma zona menos povoada). Não explorar o máximo de Damiris pode ser um erro grande nas Olimpíadas.

6) Só lembrando: hoje é dia 8 de julho, faltam 20 dias para a estreia, e no dia 16 de julho a seleção enfrenta os Estados Unidos em Washington. Tenho um pouco de medo do que acontecerá por lá caso os erros básicos que têm sido vistos persistam.

Viu o jogo da feminina? Gostou? Está otimista para as Olimpíadas? Comente!

ABAIXO O VÍDEO DO TARALLO (DO SITE DA CBB) FALANDO SOBRE A PREPARAÇÃO DA SELEÇÃO