Bala na Cesta

Grizzlies e Thunder abrem hoje semifinais do Oeste com duelo de pesos-pesados no garrafão

Começam hoje as semifinais de conferência da NBA. A partir das 14h deste domingo, o Oklahoma City Thunder abre as portas de seu ginásio para receber o Memphis Grizzlies na mesma fase em que se encontraram dois anos atrás, quando, em um duelo memorável, o Thunder avançou pela primeira vez a final do Oeste ao bater um difícil rival por 4-3.

E o equilíbrio de 2011 tem tudo pra se repetir agora. Sem Russell Westbrook, o jogo ficará ainda mais concentrado em Kevin Durant. O problema (problema para o OKC, claro) é que do outro lado estará um ótimo técnico (Lionel Hollins fez ajustes certeiros contra o Clippers e merece cada vez mais crédito) e uma das três melhores defesas da NBA – uma defesa que conta, no perímetro, com Tony Allen, Quincy Pondexter e o excepcional Tayshyan Prince para marcar o camisa 35 do Thunder. Dá só uma olhada no que Allen já fez em Durant nos playoffs de 2011 e preveja, agora, o que este time pode fazer com ele sem ter que se preocupar com Westbrook.


Além do perímetro e do duelo entre Durant e a defesa dos Grizzlies, há algo que chama a atenção no confronto. Será o embate entre os pesos-pesados de cada equipe. Pelo Oklahoma, Serge Ibaka e Kendrick Perkins, dupla casca grossa e cada vez mais entrosada. Os dois são especialistas em defesa, e Ibaka tem evoluído sensivelmente no ataque, sua maior deficiência até aqui em sua carreira. Do outro lado estarão os não menos excelentes Marc Gasol (o pivô, companheiro de Ibaka na seleção espanhola, foi eleito o melhor defensor da temporada) e Zach Randolph, um dos mais técnicos e habilidosos alas-pivôs da NBA atual. Foi a partir do crescimento de Z-Bo, aliás, que os Grizzlies tiraram forças para derrotar o Clippers em 4-2 depois de terem perdido as duas primeiras.

Essa série, de verdade, eu não tenho a menor ideia do que pode acontecer. O Oklahoma segue forte e tem Kevin Durant para guiá-lo. Mas o Memphis é fortíssimo na marcação e certamente saberá explorar a ausência de Russell Westbrook do outro lado.

E você, amigo leitor, tem algum palpite? Comente!

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Com 8 vitórias seguidas, Oklahoma ‘sobrevive’ sem Harden e mostra estar pronto pra ir longe na NBA

Ontem acabei dando uma olhada com mais “carinho” para o Oklahoma City Thunder, que venceu o Indiana Pacers por 104-93 para atingir a sua oitava vitória seguida na temporada (lidera o Oeste com 17-4, mesma campanha do San Antonio Spurs). Foi uma vitória tranquila de um time cada vez mais maduro, mais pronto para ganhar um título da NBA que escapou de suas mãos na temporada passada.

No primeiro campeonato depois da saída de James Harden, eleito o melhor reserva no certame passado, o Oklahoma tem se virado muitíssimo bem com Kevin Martin fazendo a função do barbudo. Vindo do Houston, o magriça sai do banco entendendo bem a sua função e não forçando chutes – tem 15,4 pontos e 47,8% nos tiros de três pontos (a melhor marca de sua carreira ajuda o time a ter a melhor da NBA, com 42,6%). Mas não é por causa dele, claro, que o Thunder é candidatíssimo ao título da NBA nesta temporada.

Mantendo o alto padrão, Kevin Durant, um dos gênios do basquete (e acho que ninguém duvida disso) e Russell Westbrook, em que pese seu instinto louco para atacar a cesta a cada ataque, têm jogado muitíssimo bem (principalmente em momentos críticos), mas quem tem comido a bola é o congolês (ou espanhol, caso queiram) Serge Ibaka (foto).

Com pequena diferença de minutos (27 contra os atuais 31), o ala-pivô, um “cavalo” na defesa (3,1 tocos e 7,5 rebotes por noite), tem mostrado incrível evolução ofensiva. Tem conseguido mais touches (quase 50% mais que em 2011/2012), e se virado muito bem com eles. Saltou dos 9,1 para respeitáveis 14,4 pontos, e com direito a incremento no percentual de arremessos convertidos (de 53,5 para 58,9%), tornando-se, assim, uma força de pontuação no garrafão que o Oklahoma até então não tinha. Com isso, o time tem o ataque mais positivo da liga (106,2 por jogo, 14-1 quando consegue 100 ou mais pontos e 12 jogos seguidos com contagem centenária).

Se isso tudo será suficiente para guiar o Oklahoma a um título inédito ainda é impossível dizer, principalmente porque a gente sabe que o San Antonio Spurs é um timaço de bola. Mas que o Thunder tem mostrado uma maturidade absurda e uma capacidade imensa de evoluir com suas peças, isso tem.

Será que dessa vez o caneco da NBA vem? Comente!

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Serge Ibaka renova, e Oklahoma manterá núcleo jovem por longo período na NBA

Foi o congolês/espanhol Serge Ibaka que comentou no Twitter. Depois a ESPN trouxe a informação completa. O ala-pivô de 23 anos acertou a renovação de seu contrato com o Oklahoma City Thunder, que acabaria ao final da temporada 2012-2013, por quatro anos. Ou seja: até 2016-2017, Ibaka receberá a bolada de US$ 48 milhões (nada mal).

Com isso, o núcleo jovem do Oklahoma (Kevin Durant, Russell Westbrook e agora Ibaka) estará no Thunder por muito, muito tempo. É um time, como disse, jovem, atlético pacas, talentoso e que pode ganhar um ou mais título nos próximos anos. Se o Los Angeles Lakers vem com a experiência de Steve Nash na armação e com a força física de Dwight Howard no garrafão, o Oklahoma acena com o entrosamento do mesmo quinteto titular que chegou às finais da liga na temporada passada.

E mais experiente, ainda mais entrosado e com a evolução técnica de Ibaka e Westbrook (o primeiro ofensivamente; o segundo, em termos de leitura de jogo) a tendência é que tenhamos uma briga interessante no Oeste entre o Oklahoma, o Lakers e (nunca nos esqueçamos deles) Spurs.

Agora o que se espera é que Sam Presti, ótimo gerente-geral da franquia (o cara se casou ontem e estava cuidando dos últimos detalhes da negociação com Ibaka – é mole?), renove rapidamente com James Harden (não sei se haverá tanta grana na mesa depois de três renovações longas…), eleito o melhor reserva da liga na temporada passada e um dos pilares do time que chegou a decisão da NBA contra o Miami. Seu contrato vence no final do próximo campeonato, e ele será agente-livre restrito. Ou seja: alguma equipe poderá fazer uma oferta por ele, e o Oklahoma terá que cobrir caso não queira perder o seu barbudo.

De todo modo, é muito animador para a torcida local que Ibaka-Westbrook-Durant estejam garantidos por lá por muito, muito tempo. Oklahoma City Thunder dará as cartas no Oeste por alguns bons anos, concordam? Comentem!

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Oklahoma mostra força, vence Spurs de novo e deixa final do Oeste empatada na NBA

Que jogaço de bola, gente. Passaram-se duas, três horas e cá estou pensando na belíssima vitória do Oklahoma City Thunder por 109-103 contra o San Antonio Spurs neste sábado. Com o resultado, o Thunder empatou a decisão do Oeste em 2-2, colocou o momento psicológico a seu lado na série e vem com tudo para chegar a sua primeira final de NBA. O jogo 5 é na segunda-feira no Texas. Alguns pontos importantes sobre o jogo 4:

- O cidadão aí da foto chama-se Serge Ibaka, ganha US$ 1,2 milhões por esta temporada (um dos salários mais baixos da liga), e teve uma atuação histórica. Onze arremessos convertidos em 11 tentados, 26 pontos, cinco rebotes, três tocos (um deles espetacular em Tony Parker – vídeo abaixo) e mais uma defesa assustadoramente excelente. O cara é muito, muito fera!

- Além dele, brilharam no garrafão Kendrick Perkins e Nick Collison. O trio de pivôs terminou com 49 pontos em 22/25. Para um time que se notabilizou por ser uma força apenas no perímetro, é ótimo saber que os gigantes estão lá para o resgate dos “baixinhos”. No sábado, Russell Westbrook e James Harden tiveram apenas 18 pontos (6/23 nos chutes) e outros seis desperdícios.

- Quem também merece destaque é Kevin Durant. O astro, craque de bola, anotou 18 de seus 36 pontos no último período (foram 14 seguidos), quando parecia totalmente imarcável (Manu Ginóbili, Stephen Jackson, Kawhi Leonard, todo mundo tentou detê-lo sem sucesso). Ele ainda teve oito assistências e seis rebotes em uma atuação de gala. Veja os 18 pontos de KD nos últimos sete minutos no vídeo abaixo!

- Do lado do San Antonio Spurs, a tática de Gregg Popovich deu muito certo no começo. Ao invés de jogar com os picks (corta-luzes) de Tony Parker (muito bem marcados no jogo 3 pelo Thunder), Pop começou as suas jogadas com jogadas de um-contra-um para Tim Duncan. O veterano respondeu, anotou 13 pontos no primeiro período, mas cansou depois (terminou com 21). Parker continuou bem vigiado (sem trocas na marcação, lembram?), penou para conseguir 12 pontos (5/15), o jogo de passes acabou não saindo por causa da ótima defesa do Thunder (17 assistências, contra 27 do rival) e viu seu companheiro de armação, Manu Ginóbili, ter uma noite para esquecer (seis erros – alguns bobos, bobos).

Como disse acima, o momento psicológico da série mudou completamente. Agora o San Antonio volta para casa em uma situação ainda confortável (lembremos que não houve quebra de mando de quadra ainda, e tanto texanos quanto o Thunder ainda estão invictos em seus domínios nos playoffs), mas sabendo que o rival possui uma maneira para vencê-lo.

O “basquete total” de Pop e sua turma encontrou um antídoto, e a “melhor de três” para decidir o representante do Oeste na final da NBA promete ser sensacional. Ah, e para os que gostam de história, aqui vai uma: na única vez que os Spurs viram um 2-0 ser revertido para um 4-2, Derek Fisher estava do outro lado (foi naquela série histórica, com direito ao famoso arremesso de 0,4s no Texas). O veterano mudou de time (Lakers, Oklahoma), mas ele pode repetir o feito nesta temporada.

Viu o jogo? O que achou? Comente na caixinha!

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O ‘espanhol’ Serge Ibaka

As fotos que ilustram este post são da linha de roupas lançada por uma marca esportiva. Seu garoto propaganda é Serge Ibaka, excelente ala do Oklahoma City Thunder, da NBA. Como você pode reparar, o mote das peças é o “Air Congo”, uma referência ao apelido do jogador que nasceu no Congo, mas que aos 15 anos decidiu deixar a África para jogar basquete em alto nível (se você quiser ir além, clique aqui e veja o vídeo do All-Star Game em que ele entra com uma camisa com o mapa do seu continente no peito).

Mais novo de 18 irmãos, Ibaka foi para a Espanha jogar basquete. Ficou lá por cinco anos (de 2005 a 2009), foi muito bem tratado (como deve ser sempre!) e depois rumou para a NBA. O que aconteceu ontem? O rapaz foi convocado, e aceitou defender a Espanha no próximo campeonato europeu. Aqui está uma de suas declarações de hoje: “A Espanha sempre me acolheu, me recebeu bem quando joguei lá, é minha segunda casa”.

Apenas para esclarecer: Ibaka jogou cinco anos na Espanha (não foram três), onde foi literalmente transformado em um profissional do basquete. Sua gratidão de fato tem razão de existir, mas acho que tampouco justifica uma convocação para o selecionado espanhol (como ele mesmo deixa transparecer em sua fala, o país é a sua segunda casa – e não a primeira). Cada caso é um caso (conforme dito por mim na Twitcam de ontem à noite), mas eu acho que a FIBA precisa começar a dar um basta nestes processos de naturalização rapidamente.

Eu sinceramente acho graça quando agora vejo a opinião pública brasileira agora criticar os espanhóis pela convocação do Ibaka ou justifica a convocação do norte-americano para o time brazuca com um simplório “eles fazem também, olha lá”. Como se isso fosse razoável…

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