Bala na Cesta

Arquivo : Scott Machado

Depois de perder o pai, brasileiro Scott Machado assina por 10 dias com o Warriors na NBA
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Fábio Balassiano

Não foram fáceis os últimos dias para o armador brasileiro Scott Machado. No dia 28 de março, seu pai, Luiz Mauro faleceu em uma situação ainda estranha e que está sendo investigada nos Estados Unidos (leia mais aqui). Autoridades locais dizem que Machado (pai) passou mal ao receber voz de prisão no Aeroporto John F. Kennedy. Passou mal, teve uma parada cardíaca, foi levado ao Jamaica Hospital mas os médicos não conseguiram reanimá-lo.

Mesmo assim Scott manteve forças e foi recompensado neste domingo. O Golden State Warriors, que pode garantir vaga nos playoffs da NBA neste domingo, decidiu assinar um contrato de 10 dias com o brasileiro (até o final da temporada regular, portanto), dando ao armador, que jogou 21 minutos em sua primeira experiência na liga com o Houston Rockets (na D-League, onde estava até a noite passada com o Santa Cruz Warriors, ele teve 22 pontos e quatro assistências em 25 minutos – mais aqui).

Não dá pra saber se Machado será incorporado ao elenco do Warriors para os playoffs (é pouco provável, pra ser sincero), mas é uma boa notícia pra ele. Será reserva de Stephen Curry nos jogos que restam do campeonato e treinado por um ex-especialista da posição (Mark Jackson). Sorte a ele neste momento!


Após ser dispensado, Scott Machado ainda não tem futuro definido – prioridade é ficar nos EUA
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Fábio Balassiano

Muita gente tem me perguntado aqui sobre o brasileiro Scott Machado, que começou a temporada no Houston Rockets antes de ser dispensado pela franquia texana. Pois bem. Falei com a assessoria do atleta, que me disse o seguinte sobre seu futuro profissional:

“O Scott Machado ainda não definiu o futuro dele. Não sabe se fica na D-League, se vai para a Europa ou outra coisa. Ele tem inclusive evitado as entrevistas. Por isso não tenho nada dele para te passar de concreto”, disse-me o sempre educado Eduardo Antonialli, da XYZ Live.

Pelo que apurei depois disso, a expectativa de Scott era ser pinçado por alguma franquia da NBA mesmo. Surgiu um rumor de que o Dallas o traria para um contrato de dez dias, mas a fase do time melhorou, as vitórias vieram e as conversas esfriaram. Pelo que consta, agora é esperar alguma equipe de D-League (Liga de Desenvolvimento) chamar para que ele recomece seu caminho. Por conta de sua família toda morar nos Estados Unidos, sair de lá não está na ordem do dia para o armador brasileiro que vive na Terra do Tio Sam desde sua infância.

Sorte a ele, e vamos continuar acompanhando.


Fora do Houston Rockets, qual o próximo passo para o armador brasileiro Scott Machado?
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Fábio Balassiano

Não durou muito o sonho de Scott Machado na NBA. Ao todo foram 21 minutos, seis jogos e pouco mais de três meses treinando e tentando no Houston Rockets. Mas o final da linha, ao menos na franquia texana, chegou ao fim para o armador brasileiro, filho de pais gaúchos, na tarde de ontem, quando ele foi dispensado da franquia, que achou por bem contratar o atlético Patrick Beverley, que estava na Rússia.

Agora, então, fica a pergunta: o que será de Scott Machado nos próximos dias? D-League? NBA? Europa? NBB? Muita gente me perguntou isso no twitter ontem, e vamos lá ao que penso.

De cara, acho que a possibilidade de Scott Machado vir para o Brasil é quase nula. Europa tampouco creio que seja o caso, pois, como dito por ele mesmo aqui há algum tempo, jogar no Velho Continente não é o seu desejo desde a noite do Draft. A não ser que ele seja recolhido nos waivers  da NBA por qualquer franquia, o caminho mais lógico é mesmo a Liga de Desenvolvimento, a D-League que está fazendo tão bem para Fab Melo neste exato momento.

Times como Dallas Mavericks (que já dispensou Chris Douglas-Roberts) ou Boston Celtics (só tem Rajon Rondo por lá na posição 1) seriam boas opções para o brasileiro, mas acho prematuro fazer qualquer especulação atualmente, sinceramente. No momento, o negócio dele é ir para a D-League, treinar, evoluir principalmente em seus arremessos, conseguir bons números e, aí sim, voltar em boas condições.

Scott é um guerreiro, um cara que passei a admirar e a acompanhar seus passos. A concorrência na NBA é dura e seu sonho de pisar uma quadra da melhor liga de basquete do mundo já foi realizado. O baque deve ser grande para ele, é óbvio, mas a hora é de limpar os cacos e recomeçar a trilhar o caminho para tentar, sim, voltar o quanto antes. Talento ele já provou que tem.

Será que Scott volta para a NBA ainda este ano?


Fab Melo obtém triplo-duplo com 14 tocos na D-League – na NBA, Scott Machado jogou
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Fábio Balassiano

O UOL já falou aqui que Steve Nash voltou ao Los Angeles Lakers na importante vitória angelina (a quarta seguida) contra o Golden State Warriors e em mais um jogo com mais de 20 pontos de LeBron James (o 24° jogo seguido).

A noite de sábado, na NBA, teve também Nenê saindo de titular pela primeira vez no Washington Wizards (o pivô teve dez pontos, sete rebotes e cinco assistências na derrota para o Detroit Pistons, que obteve o sétimo triunfo seguido, por 96-87) e Scott Machado atuando pela segunda vez pelo Houston Rockets – na fácil vitória de 121-96 contra o Memphis Grizzlies. O armador teve, em quatro minutos, dois pontos, duas assistências, um rebote e dois desperdícios (foi a sua segunda chance em atuar na liga).

Mas o grande destaque brasileiro no sábado foi Fab Melo. Na D-League, o pivô, que pertence ao Boston Celtics, registrou seu primeiro triplo-duplo da carreira. E foi um TD de respeito: 15 pontos, 16 rebotes e 14 tocos (ei, eu disse 14 tocos!) na derrota do seu time, o Maine Red Claws, para o Erie Bayhawks por 85-78 (aqui os números completos).

Torçamos para que a monstruosa e histórica (recorde de tocos na história da D-League) seja o começo de uma nova era para Fab, que vem tendo uma primeira temporada não tão fácil no Boston Celtics. Na liga de desenvolvimento ele tem 8 pontos, 6,4 rebotes e 3,3 tocos por jogo, mas sabe que para ingressar na NBA precisará evoluir principalmente no setor ofensivo.

Depois da noite de ontem, dá pra ficar otimista, não? Confira abaixo o vídeo com os tocos do cara!


Em estreia na D-League, armador brasileiro Scott Machado brilha e beira o triplo-duplo
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Fábio Balassiano

Começou ontem a D-League, torneio de desenvolvimento da NBA. E começou muitíssimo bem para o armador brasileiro Scott Machado, enviado pela sua equipe, o Houston Rockets, para ganhar experiência na liga (Toney Douglas e Jeremy Lin têm dado conta do recado no Texas, é bom lembrar).

Na partida desta sexta-feira (exibida na íntegra pelo Youtube – aqui o link completo) em que seu time, o Rio Grande Valley perdeu para o Bakersfield Jam por 115-113, Scott teve 20 pontos, oito assistências e sete rebotes, ficando perto do triplo-duplo nos 36 minutos em que esteve em quadra. Certamente seu desempenho foi visto pelo Houston, que também teve outro atleta brilhando (o lituano Donatas Montejunas saiu-se com 31 pontos e oito rebotes).

O outro brasileiro, o pivô Fab Melo, do Boston Celtics, não foi lá tão bem. Ele teve dois pontos, quatro tocos e um rebote em 20 minutos na partida em que seu time, o Maine Red Claws venceu o Canton Charge por 123-115.

Que Scott siga brilhando e que Fab consiga evoluir na D-League. Suas franquias certamente estão de olho no desempenho deles.


Para Scott Machado, é hora de exercitar a arte da paciência e continuar trabalhando muito
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Fábio Balassiano

Continuando a falar dos brasileiros na temporada 2012-2013 da NBA, é a hora de abordarmos a questão de Scott Machado no Houston Rockets. A primeira vitória ele já conquistou: passar pelo crivo de Kevin McHale (o técnico) e Daryl Morey (gerente-geral da franquia) e ficar no grupo dos 15 para o campeonato. Mas, sabemos, isso não quer dizer nada em termos de garantia para o futuro.

Houve um rumor (ainda não confirmado) que Scott, que não usará mais o número 14 da foto (o reforço Daequan Cook, vindo do Oklahoma na troca de James Harden, usará) seria enviado para a D-League com o objetivo de ganhar mais experiência, e acho isso uma ótima ideia. De todo modo, acredito que o talento do armador seja suficiente para ganhar minutos de Toney Douglas, errático ex-jogador do Knicks.

A receita para Scott Machado é exatamente a mesma de toda a sua carreira: ter paciência para esperar a melhor oportunidade e treinar como um condenado para estar preparado quando a chance surgir. Jeremy Lin terá problemas durante a temporada, Douglas certamente não é nenhum Chris Paul e o tempo de quadra de Machado poderá surgir.

É manter a cabeça no lugar, melhorar em seu arremesso (suas assistências são ótimas e encantaram a todos no Texas) e ficar pronto. A temporada é longa, lesões vão acontecer e minutos virão. Sucesso pra ele.

 


Alguns números interessantes da segunda-feira de pré-temporada da NBA
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Fábio Balassiano

14.219 - Foi o público do primeiro jogo do Brooklyn Nets em sua nova casa, o Barclays Center, na noite de ontem. Foi num jogo de pré-temporada (de dar inveja ao Brasileirão de futebol, hein!), e a franquia de Jay-Z venceu o Washington Wizards por 98-88 com 18 pontos e 11 rebotes de Brook Lopez (não tem D12, vai de Lopez, né…).

0 - É o número de pontos do brasileiro Fab Melo até aqui na pré-temporada da NBA. Ontem ele entrou em quadra pelo Boston Celtics, teve sete minutos, errou seus três arremessos e cravou seu quarto jogo sem pontuar com os verdes. Não está sendo fácil o começo para o pivô.

6-7-4 - Foram os pontos, assistências e rebotes do brasileiro Scott Machado (foto) na noite de ontem, na partida em que teve mais tempo de quadra na pré-temporada da NBA. A má notícia é que Jeremy Lin não jogou, mas Toney Douglas foi o titular da equipe. Scott teve 27 minutos de quadra, foi o líder em assistências de sua equipe, mas seu +/- foi de -7 e o Houston perdeu para o Dallas por 123-104.

4-8 - Foram os pontos e rebotes de Anderson Varejão, que aos poucos vai ganhando tempo de quadra (20 minutos nesta segunda-feira) e confiança na posição de titular do Cleveland Cavs. Ontem o jovem time de Byron Scott venceu o Orlando Magic por 114-111 e mostrou evolução com Dion Waiters, Kyrie Irving e Tristan Thompson

Animado para o começo da NBA? Tem visto a pré-temporada? O que tem achado? Comente! Começa logo, NBA! Já deu de férias, pô!


Ótimas notícias do fim de semana: os brilhos dos armadores Raulzinho e de Scott Machado
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Fábio Balassiano

Foi, sem dúvida, um ótimo fim de semana para os brasileiros. Ainda sem o NBB, o olhar fica focado na Espanha, cuja temporada já termina a sua terceira rodada, e na NBA, cujos jogos de pré-temporada animam os mais fanáticos. Na Liga ACB, Paulão foi bem com 12 pontos e quatro rebotes, Vitor Faverani esteve discreto com oito pontos e sete rebotes e Lucas Bebê ganhou e aproveitou seus 16 minutos (sete pontos, cinco rebotes e dois tocos). Na liga norte-americana, Tiago Splitter e Anderson Varejão ganham ritmo a cada dia em Spurs e Cleveland.

Mas ninguém chamou mais a atenção do que os armadores Raulzinho e Scott Machado. Cada um a seu modo, os dois foram muito bem pelo Gipuzkoa Basket Club e pelo Houston Rockets. Embora com derrota de seus times no final, ambos foram muito, muito bem.

Com 19 pontos (sua maior pontuação desde que chegou a Espanha ano passado), nove rebotes e quatro assistências em quase 35 minutos de quadra, o agora titular Raulzinho teve o terceiro melhor índice de eficiência da rodada espanhola com 29. Na liga, após três rodadas, ele tem 13,7 pontos, 3,7 assistências, 4,4 rebotes e 16,7 de eficiência (está entre os 20 melhores neste quesito).

No Texas, Jeremy Lin amassou o aro do San Antonio Spurs (1/10) e viu seu reserva roubar a cena. Scott Machado foi muito elogiado pela imprensa local, saiu-se com nove pontos e incríveis 11 assistências em menos de 23 minutos de atuação e prova, a cada dia, que tem potencial para ficar no time do Houston Rockets por toda a temporada 2012-2013. Tal qual aconteceu na Liga de Verão, Scott começou devagar, ainda tímido, mas aos poucos tem ganho confiança para arriscar mais e tentar seus passes. O resultado é que seu basquete tem fluído e seu desempenho, muito elogiado.

Como se vê, os pivôs e agora os armadores brasileiros têm ido muitíssimo bem neste começo de temporada (esqueci de listar lá em cima, mas Marcelinho Huertas, o melhor em atividade há algum tempo, saiu-se com 14 pontos e sete assistências ontem). Daquela lista imensa de pivôs que publiquei aqui semana passada, coloquemos os três armadores que estão acima da média (Huertas, Scott e Raulzinho).

Faltam os alas e Rubén Magnano já tem praticamente um seleto grupo de convocáveis para o próximo ciclo olímpico sem tanto trabalho assim.


Após recusar Spurs no Draft, Scott Machado projeta carreira com o Houston Rockets na NBA
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Fábio Balassiano

O dia 28 de junho foi um turbilhão de emoções para o brasileiro Scott Machado, de 22 anos. Melhor armador do circuito universitário norte-americano, ele vivia a expectativa de ser escolhido no Draft daquele dia no Madison Square Garden que ele conhecia tão bem (“já vi muito jogo do Knicks e atuei ali em meus tempos de colégio e pela Universidade de IONA também). A primeira rodada passou (“eu suava e nada acontecia”), as primeiras escolhas da segunda rodada vieram, seu nome não era chamado e a frustração aumentava.

Até que na penúltima escolha (a 59ª) o San Antonio Spurs foi conversar com seu agente, o ex-jogador Aylton Tesch. Aylton, em seguida, foi anunciar para Scott que, sim, havia um time interessado em seu basquete. Acostumado a pensar rápido, o rapaz disse: “Não quero. Vão me mandar pra Europa. Pode declinar que vamos tentar via Liga de Verão”. E assim foi feito. Os Spurs selecionaram Marcus Denmon e Scott Machado ficou esperando o telefone tocar. Não demorou muito, e naquela mesma noite o Houston Rockets perguntou se ele não gostaria de jogar a Liga. Ele aceitou, foi muito bem e logo depois assinou contrato com os texanos (rivais do Spurs, diga-se) por três anos. Sem saber com que número ele estreará na NBA (“eu quero o 4 ou o 14 – este, data de nascimento de sua mãe-, porque os outros já estão escolhidos – o 3, sem preferido, está com Omer Asik, outro recém-chegado). Na noite de ontem ele deu a sua primeira entrevista como jogador da NBA ao Bala na Cesta.

BALA NA CESTA: Onde você está no momento e como tem sido a sua rotina desde que você assinou contrato de três anos com o Rockets na semana passada?
SCOTT MACHADO: Já estou aqui em Houston treinando com quase todo o time. É uma ralação absurda, e não termina na quadra. Tem treino físico, fisioterapia, tudo. A estrutura é impressionante. E depois que os treinos acabam eu preciso procurar um apartamento pra morar. Vou ficar longe dos meus pais, mas vai valer a pena. Não há muita diferença entre o basquete universitário e o da NBA. O jogo é o mesmo, mas os talentos são diferentes e você acaba se forçando a jogar melhor. Isso é que é o mais diferente, o mais complicado. Mas, na realidade, não tem muita escolha. Quando você sai da escola para a universidade é a mesma coisa – só que na NBA os jogadores são melhores. Você acha que é diferente, mas não é tanto assim.

BNC: Poderia explicar como será a situação do seu contrato? É parcialmente garantido, certo?
SM: Sim, é parcialmente garantido, sendo que o terceiro ano é opção do time. No primeiro ano o valor total é de US$ 400 mil, no segundo, de US$ 600 mil e no terceiro, de quase US$ 1 milhão. E funciona assim a situação da garantia. Eu começo a temporada 2012-2013 recebendo a metade do valor do primeiro ano. Caso eu fique até janeiro, recebo a outra metade. A mesma mecânica se repete no segundo e terceiro anos.

BNC: E como foi a sensação de não ter sido escolhido no Draft? Imagino que a frustração tenha sido grande, mas ao mesmo tempo a alegria pelo convite do Houston foi imensa.
SM: Por incrível que pareça, não ter sido escolhido no Draft acabou sendo melhor pra mim. A intenção era a primeira rodada, e como não aconteceu, preferi que na segunda rodada eu fosse escolhido. Foi até engraçado, porque o San Antonio Spurs me queria com a escolha 59, e eu acabei recusando. Disse ao Aylton (Tesch, seu agente) que preferia tentar a sorte nas Ligas de Verão, porque sabia que os Spurs iriam me mandar jogar fora dos Estados Unidos, algo que eu não queria. Foi uma decisão rápida, na hora mesmo, e que acabou dando certo. Logo depois o Houston Rockets me chamou pra jogar.

BNC: Como foi a Liga de Verão que você atuou, e como você recebeu a notícia de que eles queriam assinar um contrato com você?
SM: Cara, foi uma sensação muito estranha, posso definir assim. Nos dois primeiros jogos com o Houston eu não estava jogando bem, estava preso, ansioso, pensava muito para fazer qualquer jogada. Meus irmãos e meus pais me ligaram, disseram para eu relaxar e comecei a atuar como estava jogando em IONA. Apareci e a oportunidade surgiu. Eu recebi a notícia na semana passada, mas até sair de nova Iorque minha ficha não tinha saído. Mas na última quinta-feira passada comecei a chorar e vi que era real, que não era um sonho. Realizei que as coisas iriam acontecer mesmo. Fiquei muito mais feliz, minha família também e agora estou de corpo e alma com os Rockets. Posso te dizer que o momento mais emocionante foi quando minha mãe avisou ao meu avô paterno, que está hospitalizado aqui nos EUA, que eu tinha conseguido atingir meu objetivo, concretizar meu sonho. Ela chorou e eu também. Sinto como se estivesse conseguindo vencer na vida.

BNC: E o que você espera da concorrência para ser o armador reserva do Jeremy Lin? Tem Toney Douglas, Shaun Livingston, Courtney Fortson e você…
SM: Vou ter que jogar muita, muita bola, conquistar meu espaço a cada dia, a cada treino. O time é jovem, todos vamos ter muitas oportunidades de mostrar o talento. O bom é isso. A equipe está sendo construída, e teremos muitas chances para aprender, evoluir como uma equipe. Eu não gosto de ficar falando dos outros, porque armador tem que se dar bem com todo mundo, tem que ser amigo de todo mundo.

BNC: Se você pudesse se definir como atleta, como seria?
SM: Sou um armador que gosta de ajudar meu time a achar o arremesso mais fácil, sou um passador que adora achar o melhor chutador na quadra. Sou um líder, um passador e amo jogar esse jogo. É minha vida. Quando era mais novo, tinha o John Starks, do Knicks, como ídolo, mas também gostava muito do John Stockton, cujo estilo é mais parecido com o meu, e do Tim Hardaway. Talvez por causa desta questão da visão de jogo eu pense em ser técnico depois que parar de jogar.

BNC: Pouca gente o conhecia até que você estourar aí na Universidade de IONA. Poderia contar um pouco mais sobre seu lado familiar, seus irmãos, tudo?
SM: Claro. Nasci aqui, pois meus pais, Solenir e Luis Mauro, vieram viver nos Estados Unidos logo que se casaram. Tenho cinco irmãos: um é médico, o outro é assistente-social, o mais novo, Juninho, joga basquete no colégio, o outro é cantor de Hip-Hop (ouça aqui a canção Sunshine, de Greg Machado, irmão de Scott) e a minha única irmã, Stephanie, quer ser modelo. Esta vai dar trabalho pra família, mas todos aqui cuidamos muito dela (risos). Como tem muito brasileiro, conseguimos manter os laços com o país. Torço pro Internacional, de Porto Alegre, e gosto de dançar e ouvir forró e samba. Minha mãe sempre tenta ensinar a gente a dançar. Gosto do Revelação, do Zeca Pagodinho, gostava do Alexandre Pires no Só pra Contrariar e curto muito Tim Maia e Raça Negra.

BNC: Por fim, uma pergunta sobre seleção brasileira. Você nasceu aí, seus laços todos estão aí, mas você diz que pensa em jogar pelo Brasil. Qual é a sua expectativa em relação aos próximos anos? Já chegou a falar com o pessoal da Confederação?
SM: Ainda não falei depois que assinei com o Houston Rockets, mas ainda não estou preocupado. Tem tempo para resolver a situação, mas quero jogar pela seleção. Já defendi o país na Universíade de 2011, e foi muito bacana. Em 2016 quero estar com o Brasil jogando a Olimpíada do Rio de Janeiro. Seria muito emocionante pra mim e pra minha família.


Empolgado, Scott Machado projeta parceria com sensação Jeremy Lin no Houston Rockets
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Fábio Balassiano

“Vai ser muito bom poder jogar ao lado do Jeremy Lin. Ele tem um grande numero de fãs e jogou muito bem ano passado, então sei que todos depositam muita confiança nele. Além disso, nós temos um ponto em comum: nós não fomos chamados no Draft da NBA e conseguimos entrar na liga depois. Acho que esta parceria será no mínimo interessante”

A declaração é de Scott Machado, novo brasileiro na NBA. Ele assinou contrato de três anos (não garantidos) com o Houston Rockets, e lutará para ser reserva do norte-americano Jeremy Lin, sensação da temporada passada jogando pelo New York Knicks.

New York Knicks, aliás, que é o time do coração de Scott: “O Knicks sempre foi o time que torci quando era mais jovem. Sempre gostei muito do estilo de jogo do John Starks e do Allan Houston. E como brasileiro de coração, também gosto muito de futebol e sou torcedor do Internacional de Porto Alegre”, admite o armador de 22 anos.

Só lembrando que Scott terá que superar muita concorrência para ser efetivamente o reserva de Lin (Toney Douglas, Shaun Livingston e Courtney Fortson). Sucesso pra ele, que merece tudo de bom por toda a luta e perseverança que teve para chegar à NBA.