Bala na Cesta

Arquivo : São José

Com confusão no fim, São José bate Flamengo, empata e semi será decidida no jogo 5
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Fábio Balassiano

O jogo foi tão bom, mas tão bom, que eu estava achando tudo muito bacana até Marcelinho Machado me lembrar que isso aqui, ô, ô, é um pouquinho de Brasil, iá, iá. E este Brasil, o Brasil do basquete, não cantará e será feliz enquanto momentos como os que assisti agora há pouco continuarem acontecendo.

O ala do Flamengo, que nem jogando estava, entrou em quadra, meteu o dedo na cara de Fúlvio (na foto) e acabou por começar uma confusão terrível, bizarra, vergonhosa e que quase transformou a quadra em um campo de batalha por conta, teoricamente, de uma atitude pouco bacana (segundo Marcelinho, diga-se) do armador de São José. Independente de quem tenha razão, isso não pode mais acontecer. E decididamente o NBB não precisava (em um momento tão bom, com viés de alta, uma atitude assim, tão tosca, sanguinária, merece ser mais do que punida!).

A imagem da televisão foi bem clara. Marcelinho, que no final ainda soltou a seguinte pérola “é assim que ele (Fúlvio) quer jogar em seleção?”, como se fosse Wlamir Marques ou Amaury Pasos (será que ele já parou pra perceber que fez parte, como protagonista absoluto, da geração que deixou o basquete brasileiro longe da Olimpíada por quase 20 anos? Vai dar exemplo, meu chapa, de quê?), chegou, colocou o dedo no rosto de Fúlvio e depois tentou uma cabeçada. Isso, insisto, de um cara que já arrumou confusão em Brasília, em Joinville, em São Paulo, o diabo. Isso, insisto de novo, de um cara que nem jogando estava, nem escalado foi devido a uma lesão no joelho. Na boa, não dá mais pra aturar isso. Um cara totalmente destemperado assim o basquete brasileiro não precisa.

Deveria começar o post falando do jogo, que foi ótimo, né, mas não deu. São José jogou muito bem, apesar de sua conhecida irregularidade quando as trocas ocorrem, venceu o Flamengo por 96-88, empatou a semifinal em 2-2 e levou a decisão do outro finalista do NBB para o quinto e último jogo, que será disputado no sábado no Rio de Janeiro às 21h30 com um clima pesado, pesadíssimo na HSBC Arena. Jefferson, com 23 pontos, Murilo, com 22, e Dedé, com 18 foram os melhores do time vencedor.

Não sei quais, mas espero sinceramente que nesta sexta-feira a Liga Nacional puna severamente os envolvidos. Se tiver que tirar três, quatro, cinco jogadores do quinto e decisivo jogo desta ótima série de basquete, que o faça. O basquete brasileiro não pode mais conviver com imagens assim.

Viu o jogo? Gostou? E a confusão no final, o que achou? Vergonha, não? Comente! Abaixo o vídeo da confusão!


Em casa, São José tenta evitar eliminação no jogo 4 contra o Flamengo na semi do NBB
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Fábio Balassiano

Promessa de jogão logo mais no Vale do Paraíba. A partir das 19h (o Sportv promete transmitir), São José, que perde a série semifinal para o Flamengo por 2-1, tentará o empate e a sobrevida no confronto jogando diante de sua torcida. Para se manter vivo, o time de Régis Marrelli contra o perfeito retrospecto jogando em casa na pós-temporada (cinco vitórias). Na fase de classificação, apenas três derrotas em 17 jogos.

Para São José, aliás, o roteiro é igualzinho ao que aconteceu na série de quartas-de-final contra Brasília. A Águia venceu o jogo 1 em casa, perdeu os dois seguintes na capital federal, buscou a vitória no quarto jogo e foi decidir, para sua felicidade com vitória, em solo candango no dá-ou-desce jogo 5 (o jogo mais agoniante do basquete, sem dúvida alguma).

Do outro lado, porém, estará o Flamengo, que demonstrou poder de reação incrível nas duas partidas na HSBC Arena diante de sua fanática torcida (mais de 12 mil pessoas estiveram no ginásio para apoiar o time de José Neto) e uma força coletiva que ficou um pouco apagada no primeiro jogo contra São José. Destaco, aqui, alguém que quase sempre critico e é, pra mim, um dos personagens centrais desta belíssima campanha do rubro-negro no NBB. É o ala Duda, que tem comido bastante tempo de quadra do titular Vitor Benite e que teve 13 e 15 pontos nas vitórias no Rio de Janeiro. Ao Fla, vale a revanche do ano passado contra o rival que o eliminou na semifinal e o regresso a decisão do NBB depois de duas edições.

O que acontece logo mais em São José? Será que o Flamengo vence e volta a decisão do NBB depois de duas temporadas? Ou São José empata a série? Comente!


Ataque brilha, Flamengo vence com tranquilidade e abre 2 a 1 na semifinal diante de São José
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Coletividade. Não há palavra melhor para resumir a virada do Flamengo na série semifinal do NBB contra São José. O rubro-negro fez uma partida impecável na noite deste domingo na HSBC Arena, que recebeu cerca 6500 torcedores. A vitória por 106-86 deu ao time de José Neto a vantagem de 2-1 no confronto. Se triunfar novamente na próxima quinta, em São José, o Flamengo volta à final do NBB após duas temporadas caindo na semi. Para a Águia do Vale, resta vencer em casa e forçar o jogo cinco, no sábado que vem, novamente no Rio.

Infelizmente, antes de falarmos sobre a ótima partida de basquete desta noite, somos obrigados a ressaltar a confusa participação da arbitragem, de novo tentando chamar para si o protagonismo que tem que ser dos jogadores. Está certo que os atletas reclamam demais, outro hábito que precisa mudar urgentemente, mas é lamentável constatar o quanto os árbitros do NBB gostam de aparecer com excesso de faltas técnicas nos momentos em que é possível segurar um pouco essas marcações pelo bem do espetáculo. Acho que muitos juízes não compreendem que uma arbitragem boa é aquela que passa despercebida.

Dito isso, podemos falar de bola. Para se ter uma ideia da força coletiva do ataque do Flamengo, cinco atletas do time passaram dos 10 pontos. Olivinha foi o cestinha da equipe com 18. Marquinhos fez 17. Duda anotou 15, um a mais do que Caio e Benite, que terminaram a partida com 14. Assim como no segundo jogo da série, o primeiro quarto foi o mais equilibrado neste domingo. Os cariocas começaram fulminantes e abriram 6 a 0, mas o experiente time de São José não se abateu com o início ruim. Murilo e Dedé estavam bem e a equipe equilibrou as ações. Uma bola de três do armador Gegê, quase no estouro do cronômetro, colocou o Flamengo quatro pontos na frente: 26 a 22.

No segundo período, o rubro-negro acelerou o jogo. Com a mão calibrada nos chutes de fora e contra-ataques velozes, os mandantes abriram 13 de vantagem (41 a 28). Faltando cinco minutos para o fim, um lance polêmico. Fúlvio ficou pressionado por Zanotti no canto da quadra e para não perder a posse, jogou a bola no paraguaio. O ala do Flamengo não gostou da jogada e foi para cima do adversário, chegando a encostar a cabeça no armador joseense, que desabou. Acho que o Fúlvio deu uma valorizada ao cair no chão (não era para tanto), mas o Zanotti perdeu completamente o controle e nada justifica sua reação desproporcional. A arbitragem assinalou uma técnica para cada um quando, a meu ver, o correto seria punir apenas o ala do Flamengo.

Após a confusão, São José chegou a encostar no placar (43 a 40), mas os comandados de Neto brecaram o bom momento dos paulistas e fecharam a primeira etapa vencendo por oito: 50 a 42. Na volta do intervalo, mais uma reação dos visitantes, que contaram novamente com apoio de seus fanáticos torcedores na Arena. Liderado pelo tripé Murilo, cestinha do jogo com 20 pontos, Jefferson e Dedé (ambos com 16), São José fez 14 a 7 em quatro minutos, cortando a vantagem do Flamengo para apenas um ponto: 57 a 56. Na hora do aperto, o ataque rubro-negro voltou a fluir e os cariocas abriram novamente. Duda veio bem do banco. Seus gatilhos de três, às vezes precipitados, foram perfeitos neste domingo (2/2). Aliás, o Flamengo teve excelente aproveitamento nas bolas de longa distância (10/18), enquanto São José não foi tão preciso, apenas 6/21.

Após fechar o terceiro período vencendo por 81 a 70, os mandantes praticamente definiram a partida no primeiro minuto do último quarto, anotando sete pontos seguidos. Para piorar ainda mais a situação da Águia do Vale, Murilo caiu de mau jeito na quadra e teve que sair de maca. Ainda não se sabe a gravidade da lesão, mas se for algo que tire o pivô da série, o time de Régis Marrelli vai ter que se superar muito, pois não há substitutos à altura de Murilo no elenco. O campeão paulista teve outra perda logo depois. Fúlvio, revoltado com algumas marcações da arbitragem, tomou mais uma técnica e foi excluído da partida com cinco faltas. Se aproveitando do momento favorável e em estado de graça com a torcida, o Flamengo sacramentou sua segunda vitória na série. A diferença chegou a 30 pontos: 106 a 76. Nos últimos minutos, o rubro-negro relaxou um pouco, permitindo 10 pontos seguidos aos visitantes, mas nada que comprometesse o triunfo por 106 a 86.

Empolgado com o ótimo basquete apresentado pelo time, o ala Marquinhos valorizou o bom trabalho de equipe do Flamengo. “Essa coletividade foi o que fez a diferença hoje. Nosso mérito foi envolver quase todo mundo nas jogadas de ataque. Quem veio do banco também entrou muito bem, caso do Duda, do Gegê e do Shilton”, afirmou o ala da seleção. O pivô Caio Torres também estava muito feliz com a atuação do plantel. “Se nós jogarmos sempre do jeito que jogamos hoje e com o apoio dessa torcida, temos tudo para chegar ao título”, sintetizou o grandalhão, que além dos 14 pontos anotados, contribuiu com 10 rebotes.

Do outro lado, o clima era de tristeza pela derrota, mas de confiança na recuperação dentro da série. “Jogar contra o Flamengo aqui é complicado, nossa defesa não encaixou e eles jogaram o tempo inteiro na frente do placar, com mais confiança para atacar. Agora vamos jogar em casa, com o apoio da nossa torcida. Esse time já provou que é possível reverter situações e vamos acreditar sempre”, disse o ala-pivô Jefferson, um dos destaques da equipe de São José no NBB.

Vale lembrar que a Águia do Vale conseguiu grandes viradas nesta temporada. Nas semifinais do Campeonato Paulista, o time estava perdendo de 2 a 0 para Bauru e reverteu a série de forma brilhante, fechando em 3 a 2. Nas quartas do NBB, os joseenses perdiam por 2 a 1 para o poderoso tricampeão Brasília e viraram com uma atuação de gala no jogo cinco, em pleno Nilson Nelson.


Flamengo conta com apoio da torcida pra virar semifinal contra São José neste domingo
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Fábio Balassiano

Foram dois jogos bem diferentes até aqui na série semifinal mais equilibrada desta edição do NBB (a outra, como sabemos, terminou ontem com varrida de Uberlândia em Bauru). Cada um com um enredo diferente. No primeiro, São José teve um quarto período perfeito e levou a melhor contra o Flamengo no Vale do Paraíba. No segundo, realizado na sexta-feira na HSBC Arena, Rio de Janeiro, o troco rubro-negro com ótima exibição coletiva e ataque fluindo nos 40 minutos.

Por isso a terceira partida, que será disputada na mesma HSBC Arena a partir das 20h (o Sportv promete transmitir), é fundamental para as pretensões das duas equipes na série. O Flamengo conta com o apoio de sua torcida, que, se não encheu o ginásio, foi em bom número na sexta-feira para dar força ao clube que quer voltar a decisão do NBB depois de três anos (cerca de 4.500 rubro-negros enfrentaram frio, chuva e trânsito para vibrar com a equipe em uma atmosfera bem incrível). São José, por sua vez, sabe que levando 100 pontos do rival tem chances reduzidas de vencer uma partida de playoff.

Só lembrando: o jogo 4 será disputado em São José na próxima quinta-feira. Caso os joseenses vençam, portanto, fazem a próxima partida em casa para avançar à final pela segunda vez seguida. Caso o Flamengo jogue como na sexta-feira e repita o triunfo, o time de Régis Marrelli ficará em situação semelhante à da série contra Brasília, quando abriu o confronto com uma vitória em casa, duas derrotas fora e foi ao quinto e decisivo duelo na capital federal para o ganha-ou-férias. Não sei se poderia ser mais importante o jogo de logo mais, não.

Quem será que vence logo mais? Comente!


Em casa, Flamengo busca recuperação contra São José para manter sonho do título de pé
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Fábio Balassiano

Teste de fogo para o Flamengo a partir das 21h de hoje (Sportv exibe) na HSBC Arena. Perdendo por 1-0, o time de José Neto não pode nem pensar em perder de São José se quiser manter intacto o segundo título do NBB. Para isso, precisará mudar demais o panorama que foi visto no jogo 1 da série no Vale do Paraíba.

Pontos interessantes:
1) Flamengo venceu os últimos cinco jogos de playoff no Rio de Janeiro (um contra Uberlândia e dois contra o próprio São José na temporada passada; mais dois contra o Paulistano nesta edição do NBB5).

2) Na série da temporada passada entre os dois times, Flamengo e São José não conseguiram vencer na casa do inimigo. A diferença é que ano passado o mando de quadra era dos joseenses.

3) A HSBC Arena está longe de ser o palco preferido da torcida rubro-negra, e estou curioso pra saber qual será o público de logo mais. A carga de ingressos será de 9 mil pessoas, se se não estiver cheio o time de São Paulo jogará sem pressão alguma.

4) Jefferson Willian, de São José, anotou 15 ou mais pontos nas últimas quatro partidas de playoff. Ele tem jogado demais, e a defesa em cima dele será fundamental para o Flamengo logo mais.

5)  Benite e Olivinha tiveram, juntos, 14 pontos no jogo 1 da série em São José. Na temporada, a média deles é de 27,1.

Será que a reação rubro-negra vem? Ou São José vai jogar com a faca nos dentes pra abrir 2-0 e se aproximar da segunda final seguida? Comente!


De novo com quarto período fulminante, São José bate Flamengo e abre 1-0 na semi do NBB
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Fábio Balassiano

No dia 29 de abril, São José abriu a série quartas-de-final contra o todo poderoso Brasília em casa e sofreu um bocado no começo do jogo. Parecia cansado, até respeitando demais os tricampeões. Mas no segundo tempo o time se soltou, fez 32-15 no último período e venceu o jogo 1 da série por 90-76, impulsionando uma vitória no confronto que viria exatos dez dias depois com outra exibição de gala no quarto derradeira (29-20 no dia 9 de abril pra fechar em 3-2 o duelo contra os candangos).

Tudo isso pra falar que o roteiro se repetiu ontem contra outro bicho-papão do NBB, o Flamengo. São José começou um pouco preso, sem conseguir fazer um bom jogo de contra-ataque e fez apenas 34 pontos. A sorte, pra eles, é que o rubro-negro também não estava em uma noite inspirada, e terminou a primeira metade com 33.

No segundo tempo, o roteiro se repetiu no terceiro período, mas no último lá veio São José para o abafa de novo. E deu certo novamente. Os joseenses fizeram 28-17, sufocaram o Flamengo, venceram um difícil rival em uma partida não tão boa em termos técnicos (pra variar) por 80-72 e abriram 1-0 na série. Agora há os dois jogos no Rio de Janeiro e o time de José Neto joga muito pressionado. Qualquer vitória dos paulistas e a semifinal pode acabar no quarto jogo lá no Vale do Paraíba. Alguns números interessantes:

1) Foi a terceira vitória seguida de São José nos playoffs
2) São José fez cinco jogos em casa na pós-temporada e venceu todos. Nos três últimos, contra Brasília (duas vezes) e Flamengo a diferença média nos triunfos foi de 12 pontos.
3) Fúlvio jogou muita bola ontem. Teve 17 pontos, 13 assistências, 6 rebotes e 29 de eficiência.
4) Outro que foi muitíssimo bem foi Jefferson Willian. O ala, cada vez mais regular e com mão calibrada, jogou contra seu ex-time e teve incríveis 27 pontos e 13 rebotes (32 de eficiência).
5) Sobre o vício dos três pontos brasileiro. São José teve 8/21 (38%), mas Jefferson sozinho conseguiu 5/8. Ou seja, o restante do time saiu-se com frágeis 3/13 (23,1%). O Flamengo, por sua vez, foi ainda pior: errou 17 de suas 22 tentativas e seguiu insistindo em chutar de longe. Fica sempre a pergunta: se não está caindo, insistir pra quê?

Viu o jogo? Gostou? Será que São José elimina o Flamengo? Ou o rubro-negro se recupera na série com os dois próximos jogos no Rio de Janeiro (17 e 19 de maio, na HSBC Arena)? Comente!


São José e Flamengo reeditam semifinal do ano passado a partir de hoje no NBB5
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Fábio Balassiano

Promessa de grande jogo no Vale do Paraíba nesta noite (19h, com Sportv). Depois de bater o todo poderoso Brasília, São José abre seu ginásio para receber o Flamengo, que bateu o Paulistano sem problemas por 3-0, e reeditar, na mesma fase da competição, a semifinal da temporada passada (vencida, aliás, pelos joseenses por 106-90 com 32 pontos e sete rebotes de Murilo, que teve atuação de gala naquele dia).

Os joseenses estão com uma moral danada depois de terem vencido os tricampeões (time que o derrotou na decisão do ano passado, aliás), mas do outro lado da quadra está o time de melhor campanha nesta temporada e cujo descanso pode fazer a diferença não só hoje, mas principalmente no duelo semifinal.

O Flamengo folgou na primeira rodada do playoff (São José jogou contra o Minas), precisou de apenas três jogos para despachar o Paulistano (os joseenses foram às últimas consequências contra Brasília) e está há mais de uma semana só relaxando e treinando. Muitos times dizem que essa período sem jogo, e com adversário em ritmo de jogo e confiante, não é bom, mas o fato é que o rubro-negro, que tem um elenco fortíssimo e um bom trabalho de José Neto está mais “fresco” que o ótimo rival que terá pela frente a partir de hoje nas semifinais do NBB.

Só lembrando: jogo 1 em São José, os dois seguintes no Rio de Janeiro (na HSBC Arena), um em São José (caso necessário) e o quinto no RJ caso preciso. Quem será que passa pra final do NBB? Flamengo ou São José? Comente!


São José vence 5º jogo, elimina os tricampeões do NBB e vinga final do ano passado
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Fábio Balassiano

Por Jackson Alves, direto de Brasília (DF)

Após duas vitórias de cada lado, ficava a dúvida: quem iria ganhar o quinto e decisivo jogo? Para o Brasília significava a manutenção de uma hegemonia em quadra. Para o São José, a chance de avançar na competição e se vingar da final do NBB4, perdido em casa para o adversário. Após 40 minutos de uma partida tensa, cheia de altos e baixos de cada lado, São José foi mais eficiente e venceu por 98-81. Agora o time do vale do Paraíba enfrenta o Flamengo pelas semifinais do NBB 5.

O jogo começou bem truncado, com as duas equipes alternando bons momentos na defesa mas errando muito no ataque. O Brasília foi muito eficiente no garrafão – Paulão fechou o quarto com 9 rebotes – mas não refletia essa vantagem em pontos. Melhor para a equipe de São José, que fechou o período em 18 a 17. O segundo quarto começou com os visitantes administrando a vantagem e o time da casa abusando das bolas de três pontos. O São Jose não aproveitou o momento e deixou que o Brasília empatasse o jogo, mas depois chegou a abrir 10 pontos e novamente o time candango encostou, encerrando o placar do primeiro tempo em 36-34 com vantagem para os visitantes.

Na volta do intervalo o São José voltou bem aceso na defesa, induzindo o Brasília a forçar as jogadas e foi se distanciando cada vez mais no placar, chegando a abrir 11 pontos mas fechando o quarto em 69 a 61. No último e decisivo quarto esperava-se que o time da casa voltasse com mais ímpeto, mas o que se viu foi um time muito nervoso em quadra, chutando do perímetro e marcando mal, o que permitiu aos visitantes um distanciamento ainda maior, fechando a partida na frente e a série em definitivos 3-2.

O cestinha, e grande destaque, da partida foi Laws, do São José, que marcou 29 pontos. Já pelo lado do Brasília, Nezinho anotou 16 pontos. Para Giovannoni, um dos jogadores mais abatidos após a derrota, “Eles (São José) jogaram muito bem e mereceram a vitória”. O jogador agradeceu ainda a torcida “temos que agradecer a torcida, que fez a sua parte e, infelizmente não fizemos a nossa. Esporte é assim, agora é  fazer o balanço e já pensar na próxima temporada”.

Para Dedé, “viemos focados em acertar na defesa, apertando a marcação e dificultando a vida de Nezinho. Nossa estratégia deu certo pois ele não acertou as bolas que vinha acertando e fomos felizes”. O atleta deixou ainda uma mensagem para a torcida do São José, que levou cerca de 50 torcedores até Brasília, “a torcida pode esperar mais dedicação ainda de nossa parte, saímos do sétimo lugar e ganhamos do segundo, a primeira vez que isso acontece no NBB. O Flamengo tem grande jogadores mas podem esperar que vamos lutar sempre”.

Por falar em torcedores, conversamos com o Osvaldo Horle, um dos torcedores do São José presentes no ginásio, que definiu bem o que representou essa vitória: “Uma sensação de dever cumprido, viemos e vencemos e vingamos o ano passado, uma doce vingança”.

O jogo foi bom do ponto de vista de raça e disposição, mas deixou a desejar no aspecto técnico. Um bom público presente no ginásio viu o time candango jogar muito mal, se rendendo a boa marcação do São José. Não ofereceu nenhuma variação tática, algo a ser revisto para a próxima temporada, e simplesmente ficou arremessando bolas de 3 a esmo, sem armar uma jogada para furar o bloqueio montado pelo São José. Paulão que jogou muito bem o primeiro quarto, caiu muito de produção ao longo da partida. Arthur, Nezinho e Alex mais uma vez reclamaram muito levaram técnicas. A equipe do São José, por sua vez, teve em Laws um excelente jogador, que só não fez chover no Nilson Nelson. Acertou muito bem a marcação e dificultou a vida do time da casa. A classificação foi muito comemorada pela equipe que agora tem uma pedreira pela frente.


Incrível, São José vence Brasília, elimina tricampeões e fará semifinal contra o Flamengo
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Fábio Balassiano

Foi um jogo muito bom de basquete na capital federal. Em um Nilson Nelson com bom público, o São José fez o que manda o figurino em partidas número 5 (ou 7 na NBA) fora de casa: impediu que os mandantes abrissem vantagem, jogou com uma concentração fora do comum, aproveitou-se dos erros (12) do rival e, quando teve a chance, abriu vantagem no placar.

Manual cumprido a risca, e a vitória veio com méritos e talento acima da média. Os joseenses, que contaram, vejam só vocês, com torcida na capital federal nesta quinta-feira, fizeram 29-20 no último período, bateram Brasília por 98-81 (tipo, os caras venceram os atuais tricampeões do NBB em um jogo 5 por 17 pontos, vocês têm noção do tamanho disso?), fecharam o duelo que até então só havia visto vitória dos donos da casa por 3-2 e se classificaram para as semifinais para enfrentar o Flamengo, time de melhor campanha na fase de classificação e que passou pelo Paulistano por 3-0. Andre Laws (foto à esquerda) foi o grande nome do jogo com 29 pontos, 6 assistências e 4 rebotes (atuação monstruosa!).

“Eu senti meu momento bom no jogo e soube aproveitar isso. Jogamos muito bem tanto na defesa quanto no ataque e conseguimos sair com a vitória. Sei que as defesas rivais se preocupam mais com Fúlvio e Murilo, mas minha característica sempre foi de pontuar. Consegui mais uma boa atuação em um jogo importante e o time está de parabéns”, disse Laws ao site da Liga.

O São José conseguiu algumas coisas na noite de quinta-feira:
- Provocou a primeira eliminação de Brasília na história do NBB. Atuais tricampeões da competição, os candangos haviam perdido apenas na decisão para o Flamengo no já longínquo ano de 2009.
- Tornou-se o terceiro time a vencer um jogo 5 fora de casa (Brasília contra o Pinheiros ano passado e Paulistano contra o Basquete Cearense neste ano foram os outros)
- Fez com que o NBB já saiba que terá uma final inédita, já que Brasília esteve em todas as finais do torneio.
- Repetirá o feito do ano passado e o de Franca de dois ano atrás quando enfrentou, na mesma edição do NBB, Flamengo e Brasília no mata-mata. Por coincidência, nos dois anos Brasília foi campeão (NBB4 e NBB3). Sem os candangos pelo caminho, resta o rubro-negro para São José voltar a decisão.

Viu o jogo? Gostou? Comente!


Com jogos 5 e muita tensão, NBB conhece hoje outros dois semifinalistas – quem passa?
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Fábio Balassiano

Será uma noite agitada esta de quinta-feira no NBB. Serão dois jogos 5 (ganha, avança; perde, férias), e é uma pena que o único canal que tem os direitos de transmissão não exiba as duas pelejas.

Em Brasília, às 19h (é quase o começo da “A Voz do Brasil” isso, hein!), com Sportv, o time da casa e São José decidem um dos semifinalistas em uma série que só quem jogou em casa ganhou. Às 20h, sem TV, Uberlândia e Pinheiros duelam em um confronto que até agora só viu triunfo dos visitantes (muito surreal isso, não?).

Na capital federal, a reedição da final do NBB5 tem, nas quartas-de-final desta edição, um dado bastante interessante: nos 4 jogos disputados na série até aqui, nenhuma partida “disputada”, pegada até o final. Em São José, os donos da casa bateram os atuais tricampeões por 14 pontos duas vezes. Nos jogos em solo candango, 21 e 15 pontos de margem favorável ao time de Nezinho (foto) e companhia. Difícil prever o que acontecerá hoje, mas é bom lembrar que apenas este time do Brasília (no NBB4) e o Paulistano (nas oitavas-de-final contra o Basquete Cearense) venceram jogos 5 na casa do adversário. Ou seja, a tarefa de Murilo, Fúlvio, Laws, Jefferson e Dedé não será nada fácil.

Já no Triângulo Mineiro, infelizmente o foco ficou para assuntos extra-quadra (mais uma vez…). Este, aliás, é um tema chatíssimo no NBB e que tem me privado de comentar mais sobre o campeonato, pois, sinceramente, já passou de todos os limites do aceitável. O nível de competitividade deste torneio está excelente, mas o de organização, principalmente dos playoffs, está tenebroso, com horários de jogos horríveis, calendário sufocante, advogados no centro das coisas e assuntos que não cestas tomando conta do noticiário.

Mas, voltando, eu li na matéria do Aleixo que Uberlândia quis jogar no UTC o jogo 5 desta noite, ao invés do previamente marcado Sabiazinho. O problema, e isso a diretoria do clube esqueceu, é que havia um Estatuto do Torcedor no meio do caminho, o que impede a troca de um local de jogo com menos de 48h de antecedência. Paulo Bassul, Diretor Técnico da Liga Nacional, tentou comunicar da troca ao Pinheiros depois do jogo 4 na terça-feira (o time perdeu, imagina o climão pra receber uma notícia dessa…) e houve até discussão entre Bassul e Cláudio Mortari. Fato é que o clube mineiro não agiria de acordo com o Estatuto, e uma troca dessas a menos de 48h do jogo 5 seria uma tragédia – mais uma deste NBB.

De todo modo, as decisões acontecem em quadra logo mais. Brasília ou São José, Uberlândia ou Pinheiros, quem será quem avança às semifinais do NBB nesta quinta-feira?