Bala na Cesta

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Chega ao fim a espetacular temporada de Russell Westbrook na NBA
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Fábio Balassiano

Chegou ao fim o histórico campeonato de Russell Westbrook na NBA. Autor de 42 triplos-duplos e a média de TD na temporada regular, o armador viu o seu Oklahoma City Thunder ser eliminado há instantes pelo Houston Rockets na derrota por 105-99. O Rockets, que mais uma vez contou com brilhante atuação do brasileiro Nenê (14 pontos e 7 rebotes), fechou o duelo em 4-1 e enfrentará o vencedor de San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies.

Em um jogo que serve de resumo de tudo o que foi a temporada do OKC, Westbrook teve anormais 47 pontos, 11 rebotes e 9 assistências (quase a metade dos pontos de seus companheiros), enquanto os demais titulares somaram módicos 30 pontos. Victor Oladipo, que renovou seu contrato recentemente com a franquia por surreais US$ 84 milhões pelos próximos quatro anos, por exemplo, teve 4/17 nos arremessos e 10 pontos nesta terça-feira. No confronto, média de 11 pontos e 28% nas bolas de três. Muito pouco para quem deveria se colocar como segundo melhor jogador do time.

Oladipo é o nome mais claro e que exemplifica quão horrível é o elenco de apoio que Russ teve nessa temporada, motivo pelo qual ele teve que “inflar” suas performances para colocar o Thunder nas costas durante 87 jogos (82 da fase regular e estes cinco dos playoffs). Um grupo de jogadores dispensados de times fracos ou medianos (Oladipo mesmo veio do Orlando, e Taj Gibson e Doug McDermott, do Bulls), jovens (Alex Abrines, Domantas Sabonis e Steven Adams) e outros não mais que regulares (Enes Kanter e Andre Roberson – porque sou educado aqui, hein…). Quem viu o jogo desta terça-feira em Houston sabe do que estou falando. O Oklahoma, com o camisa 0 em quadra, liderava a partida até o final do terceiro período por cinco pontos (na volta do intervalo ele anotou 20 dos 33 do time). Westbrook foi tomar um pequeno ar, das uma descansada, e em menos de 3 minutos o Houston abriu 14-2 no último quarto, sacramentou a virada e pavimentou o caminho de sua vitória.

Quem gosta de basquete, quem gosta de presenciar a história, quem gosta de ver grandes jogadores tem que abrir um sorriso e ficar feliz com o que Russell Westbrook fez na temporada 2016/2017 da NBA. Muitíssimas performances fora do normal, incontáveis momentos sublimes, inúmeras vitórias quase que exclusivamente por sua causa.

Agora é esperar pela nomeação do MVP da temporada regular. Em junho a NBA dirá se o prêmio vai para o feito histórico de Russell Westbrook ou para um não menos brilhante James Harden. Vale lembrar que o resultado dessa série não traz interferência alguma para o resultado.


Outro recorde: Westbrook consegue 1° triplo-duplo de 50 pontos dos playoffs da NBA
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Fábio Balassiano

Russell Westbrook segue em sua temporada histórica na NBA. Depois de ter batido o recorde (42) e terminar com média de triplo-duplo na fase regular, o armador do Oklahoma City Thunder terminou a partida de ontem contra o Houston Rockets, válida pelos playoffs, com 51 pontos, 13 assistências e 10 rebotes, tornando-se o primeiro jogador da liga a conseguir um triplo-duplo com mais de 50 pontos em mata-mata.

No final das contas, entretanto, seus belíssimos números não deram a vitória ao Oklahoma. Westbrook foi muito marcado nos 12 minutos finais, onde errou 14 de seus 18 arremessos tentados, James Harden brilhou (35 pontos e 8 assistências), o Houston fez 29-22 no último período, venceu a partida por 115-111 e agora tem 2-0 na série contra o Thunder. O jogo 3 será nesta sexta-feira em Oklahoma.

Abaixo os lances da noite histórica de Russell Westbrook.


Como é a eleição para MVP da NBA? Westbrook merece, mas Harden deve levar o troféu
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Fábio Balassiano

A noite de ontem foi mais uma vez histórica para Russell Westbrook. Ele chegou ao triplo-duplo de número 42, maior marca de todos os tempos da NBA. Com a performance absurda e não menos genial de James Harden, ala que leva o Houston Rockets a terceira posição da conferência Oeste com 29,2 pontos, 11,2 assistências e 8,1 rebotes de média, a disputa pelo troféu de MVP, o melhor jogador da temporada, ficou polarizada entre os dois. O que pouca gente entende é o sistema que escolhe o melhor do campeonato.

Realizada desde 1955/1956, a eleição funcionava com votos dos atletas. Ou seja: os próprios jogadores é que decidiam quem ia ficar com o troféu de melhor da temporada da NBA. A partir de 1980/1981 a liga decidiu modificar isso. Desde então quem escolhe o ganhador são jornalistas especializados. Cada um dos membros da imprensa escreve cinco nomes. Os colocados na posição 1 somam 10 pontos. Na 2, sete. Na três, cinco. Na quatro, três. E na cinco, um. Quem somar o maior número de pontos é o vencedor.

Como exemplo, Steph Curry foi eleito o MVP pela primeira vez em 2015. Ele teve 1.198 pontos contra 936 de James Harden, o segundo colocado. O armador do Golden State Warriors obteve 100 dos 130 possíveis votos em primeiro lugar (1.000 pontos logo de cara), 26 de segundo lugar, 3 de terceiro e um de quinto. Na soma, 1.198.

O Barba, por sua vez, conseguiu 25 primeiros lugares, 87 de segundo, 13 de terceiro e 4 de quatro lugar. Somou, portanto, 936 pontos. Até o momento o maior vencedor é Kareem Abdul-Jabbar, que conseguiu o caneco em seis ocasiões. Michael Jordan e Bill Russell têm 5. LeBron James e Wilt Chamberlain, 4. Larry Bird, Magic Johnson e Moses Malone, 3.

Um dado que vale a pena ser ressaltado é que, dado o histórico de como os norte-americanos votam, a campanha influencia demais no resultado. Em 1962 Oscar Robertson alcançou média de triplo-duplo. Ficou em… terceiro lugar na eleição para MVP (veja quadro ao lado). Seu time, o Cincinatti Royals, teve 43 vitórias. Wilt Chamberlain, o segundo na votação, levou o Philadelphia Warriors a 49. O vencedor, Bill Russell, guiou o Boston Celtics a 60 (17 a mais que Robertson).

Arte do Neto78

Não que eu concorde com isso, mas usando o histórico, a performance sensacional e a campanha do Houston (54-26) dá pra dizer que, apesar da média de triplo-duplo de Russell Westbrook e do desempenho até certo ponto surpreendente do classificado ao playoff Oklahoma City Thunder (46-34), James Harden tem predicados de sobra para levar o troféu de MVP pela primeira vez em sua brilhante carreira.

Outro nome que não pode ser desprezado é o de Kawhi Leonard. O ala do San Antonio Spurs é “bicho do mato”, zero midiático, aparece muito pouco e quase não se ouve seu nome. Mas o que dizer de suas médias? São 25,8 pontos, 5,9 rebotes e 3,6 assistências por jogo. Kawhi é o líder do Spurs que mais uma vez chega a mais de 60 vitórias (já tem 61), que está na segunda posição do Oeste e que irá brigar pelo título da NBA mais uma vez. Outros nomes como LeBron James, do líder do Leste Cleveland Cavs, e o baixinho Isaiah Thomas, do incrível Boston Celtics que ainda disputa a liderança da conferência Leste com o Cavs, também merecem ser lembrados.

O meu voto fica com Russell Westbrook. Não só pela média de triplo-duplo, mas sim porque ela (a média) faz com que o Oklahoma siga disputando o playoff da NBA mesmo com um elenco que perdeu dois titulares (Kevin Durant e Serge Ibaka) e que de um ano para o outro tornou-se BEM fraco.

Quem vê as partidas do Thunder nota a dificuldade que atletas como Andre Roberson, Domantas Sabonis, entre outros, têm de pontuar. Colocar o OKC no mata-mata mais uma vez, e perto das 50 vitórias, é um feito absurdo de alguém que entrega mais de 100% de sua intensidade em todas as noites.

Russ é o meu MVP. E o seu?


Após treino na madrugada Westbrook chega a histórico 42° triplo-duplo e decide jogo na NBA
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Fábio Balassiano

Russell Westbrook ficou chateado com sua atuação de 6a feira na derrota do Oklahoma City Thunder contra o Suns (errou 19 de 25 arremessos tentados). Entrou no vestiário, tomou banho, fez a entrevista e chamou um funcionário do Phoenix. Pediu para treinar arremessos. Depois do jogo. Com seus companheiros já indo pro hotel. Ele queria mais.

Não seria possível, pois o ginásio seria fechado em uma hora. Russ olhou para Mo Cheeks, assistente técnico, e pediu uma solução. Mo conversou com o pessoal do Suns, e seria possível arremessar na quadra de treinamentos do Phoenix. Do outro lado da cidade. Nenhum problema. Westbrook e Mo pegaram um táxi (ou Uber) junto com um funcionário do Suns, abriram o Centro de Treinamento às 23h e ficaram treinando até 01h30. Comeram algo e voltaram pro hotel. Chegando lá, Cheeks desejou um “boa noite” para Russ e ia se encaminhando ao seu quarto quando viu o camisa 0 do Thunder parado, meio que esperando algo. Westbrook disse: “Pedi o vídeo dos dois últimos jogos para ver. Não joguei bem. Vou ver no quarto antes da viagem de volta pra Oklahoma. Deve estar na recepção e vou pegar pra assistir”.

O resultado disso? Russell Westbrook anotou, neste domingo, mais um triplo-duplo. O 42° em 80 jogos. A partida contra o Nuggets, em Denver acabou de terminar e o craque do Thunder teve 50 pontos, 16 rebotes e 10 assistências, tornando-se o jogador com o maior número de triplos-duplos da história da NBA, superando Oscar Robertson, que teve 41 em 1961/1962. É um feito absurdamente especial, de alguém que já tinha assegurado a média de triplos-duplos, como disse aqui esta semana. E não foi só isso. Russ ainda teve forças para matar a bola final que deu a vitória a sua equipe, que se garantiu na sexta colocação do Oeste. Veja abaixo.

Com o que acabou de fazer Russ também ultrapassou Wilt Chamberlain na lista de triplos-duplos na carreira. Agora o camisa 0 do OKC tem 79 contra 78 de um dos melhores pivôs de todos os tempos. Na frente dele agora estão Jason Kidd (107), Magic Johnson (138) e Oscar Robertson (181).

Westbrook é um fenômeno do basquete. E a prova que muito treino sempre resulta em coisas boas.


A história escrita: Westbrook se torna o segundo jogador da NBA a ter média de triplo-duplo
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Fábio Balassiano

A história está escrita: Russell Westbrook se tornou oficialmente o segundo jogador da NBA a conseguir MÉDIA de triplo-duplo em uma temporada. Mesmo sem ter conseguido dois dígitos em três fundamentos diferentes na derrota do Oklahoma City Thunder para o Phoenix Suns por 120-99 nesta sexta-feira (foram 23 pontos, 12 rebotes e 8 assistências) Russ garantiu o feito, já que restam apenas três jogos para acabar o campeonato e mesmo que ele termine os duelos contra Denver (domingo), Minnesota (terça) e Denver de novo (quarta) zerando em todos os fundamentos fechará o campeonato com mais de 10 em assistências, pontos e rebotes.

A única vez que isso tinha acontecido na NBA foi no longínquo ano 1961/1962, quando Oscar Robertson obteve 30,8 pontos, 12,5 rebotes e 11,4 assistências. Atualmente Westbrook tem 31,7 pontos, 10,7 rebotes e 10,4 assistências, levando o Oklahoma a sexta posição do Oeste com 45 vitórias e 34 derrotas. O feito, como disse aqui nesta semana, é extraordinário por inúmeros motivos.

E cereja do bolo ainda pode chegar. Russ igualou os 41 triplos-duplos de Oscar Robertson na terça-feira, mas superar a marca de Big-O ainda não foi possível. Ele tem mais três partidas para chegar a 42 TD’s e se colocar sozinho como o atleta com o maior número de partidas com dois dígitos em três fundamentos em uma única temporada.


Por que o feito de Russell Westbrook na NBA é tão histórico assim?
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Fábio Balassiano

A noite de 4 de abril de 2017 foi, como eu avisei na manhã de ontem, histórica. Diante de seus fãs Russell Westbrook precisou de apenas 27 minutos para escrever mais um capítulo em sua incrível temporada 2016/2017 da NBA.

O armador do Oklahoma City Thunder anotou 12 pontos, 13 assistências e 13 rebotes para chegar a 41 triplos-duplos e igualar a marca o recorde de Oscar Robertson em 1961/1962. Vocês já pararam para pensar nos motivos que fazem este feito ser tão especial assim?

Desde que me conheço por gente ouço das pessoas que alguns recordes nunca seriam batidos na NBA. Os 41 triplos-duplos e a média de TD em uma única temporada de Oscar Robertson, por exemplo. Em seus mais 60 anos de história, apenas um rapaz tinha conseguido isso. Desde então passaram pelas quadras da melhor liga de basquete do mundo gênios como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Isiah Thomas, Kobe Bryant, LeBron James, entre outros. Nenhum deles chegou perto do que Russell Westbrook acabou de fazer.

Pensa que é só? Já são 41 triplos-duplos para o camisa 0 do Thunder e faltam 5 jogos para acabar a fase regular. A chance de Russell Westbrook terminar o campeonato sem SUPERAR a marca de Robertson é mínima. Ou seja: se ontem ele igualou algo quase inimaginável, é muitíssimo provável que nos próximos dias ele supere o que Big O fez há 50 anos. E o que dizer de quem pode terminar a temporada com MÉDIA de dois dígitos em três fundamentos? Russ tem 31,9 pontos, 10,6 rebotes e 10,4 assistências. Chances imensas de isso ocorrer também. Vale lembrar que o armador tem sete triplos-duplos consecutivos, a segunda maior série da história da liga. Apenas Wilt Chamberlain, em 1967-1968, conseguiu mais (9 seguidos).

Por fim: com o triplo-duplo de ontem Russell Westbrook igualou Wilt Chamberlain, que em sua carreira conseguiu 78 triplos-duplos. Jason Kidd está em terceiro na lista com 107. Magic Johnson é o vice-líder com 138 e Oscar Robertson o primeiro com 181. Seguindo nesse ritmo Russ supera todos eles em menos de cinco anos.

O placar final do jogo de ontem? Foi 110-79 a favor do Thunder contra o Bucks. Mas quem liga pra isso quando a história é escrita por Russell Westbrook?

O camisa 0 do Thunder é o meu MVP da temporada. Respeito quem discorda, mas quem escreve a história, ainda mais jogando nesse OKC que está longe de ser um esquadrão merece o troféu de melhor jogador da NBA. James Harden é craque. Kawhi Leonard é fenomenal. LeBron James é gênio.

Westbrook é histórico em 2016/2017. E isso faz dele o MVP.


Russell Westbrook pode igualar recorde histórico da NBA nesta noite
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Fábio Balassiano

Este 4 de abril de 2017 tem tudo para ser uma data histórica para o basquete mundial. A partir das 21h o Oklahoma City Thunder enfrenta o Milwaukee Bucks tentando se recuperar de duas derrotas consecutivas (Spurs e Hornets, ambas em casa), mas sobretudo ver o maior ídolo da franquia alcançar algo que a liga jamais imaginou acontecer.

Com 40 triplos-duplos na temporada, Russell Westbrook pode igualar nesta noite a marca de Oscar Robertson, que em 1961/1962 obteve 41 triplos-duplos, recorde da NBA até os dias de hoje.

E a julgar pelo que tem feito na temporada a terça-feira terminará mesmo com a história sendo escrita. Em 75 jogos Westbrook já tem 40 triplos-duplos e as médias de 31,8 pontos, 10,4 assistências e 10,6 rebotes. Nas últimas seis partidas, seis triplos-duplos. Nas 12 mais recentes, em dez ele obteve dígitos duplos em três fundamentos. Ou seja: o cara é uma verdadeira máquina.

Do outro lado estará um Bucks desesperado por sacramentar a vaga nos playoffs e com o grego Giannis Antetokounmpo sendo cada vez mais dominante nos dois lados da quadra (é bem provável até que Giannis vá marcar Westbrook em alguns momentos).

Com ou sem Antetokounmpo em seu encalço, acho muito improvável que Russell Westbrook não termine a noite de 4 de abril de 2017 comemorando o triplo-duplo de número 41, igualando-se a Oscar Robertson e colocando-se em posição de superar a marca de Big O caso consiga novo TD nos cinco jogos que faltarem depois deste contra o Bucks.


Westbrook consegue triplo-duplo com maior número de pontos da história da NBA
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Fábio Balassiano

Em mais um movimento de sua temporada histórica Russell Westbrook adicionou um capítulo “surreal” na noite desta quarta-feira na Flórida. Com o Oklahoma City Thunder perdendo por 21 pontos o armador comandou a histórica reação de sua equipe (a maior da franquia desde que se mudou de Seattle para Oklahoma) e levou o seu time a vitória por 114-106 (32-20 no último período). De quebra, anotou uma bola de três quase do meio da quadra nos últimos dez segundos para levar o duelo para o tempo extra. Com o triunfo o OKC chegou a 43 vitórias em 74 jogos, se garantiu no playoff e sacramentou mais uma temporada com mais vitórias que derrotas.

Mas não foi só isso, não. Russ fechou o jogo com inacreditáveis 57 pontos, 13 rebotes e 11 assistências, cravando o seu trigésimo-oitavo triplo-duplo na temporada (está a apenas 3 de igualar o recorde histórico de 41 de Oscar Robertson em 1961/1962) e obtendo o triplo-duplo com maior número de pontos nos mais de 60 anos desde a criação da NBA (antes o recorde pertencia a James Harden, rival de Westbrook na luta pelo troféu de MVP da temporada 2016/2017, que obteve 53 pontos, 16 rebotes e 17 assistências em 31/12/2016).

Russell Westbrook mantém os inacreditáveis números de 31,4 pontos, 10,4 assistências e 10,5 rebotes. Vale lembrar que apenas Oscar Robertson, na mesma temporada 1961/1962 citada anteriormente, conseguiu finalizar a fase regular da NBA com MÉDIA de triplo-duplo (30,8 pontos, 11,4 assistências e 12,5 rebotes). Como curiosidade, naquele ano o melhor jogador da temporada (MVP) foi Bill Russell, do Boston Celtics. Naquele ano, Robertson ficou na terceira posição da votação (Wilt Chamberlain terminou em segundo).

Abaixo a bola de Westbrook “do meio da rua” que levou a partida para a prorrogação.


Cinco motivos que fazem o encontro de Durant com Oklahoma ser o jogo do ano na NBA
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Fábio Balassiano

durant10Não há mais escapatória para a torcida de Oklahoma que não queria ver Kevin Durant pisando na Chesapeake Energy Arena vestindo o uniforme do Golden State Warriors.

Neste sábado a partir das 23h30 (horário de Brasília) o ala que vestiu a camisa do Thunder por oito temporadas estará no ginásio de Oklahoma pela primeira vez desde 28 de maio do ano passado para se reencontrar com uma torcida que sempre o venerou e com companheiros que hoje o tratam com desdém desde que ele anunciou que estava de saída rumo ao Warriors em julho de 2016. O duelo será transmitido pela ESPN e é o jogo da temporada regular da NBA mais aguardado de 2017 até agora (ao menos pelo lado afetivo). Quer entender o motivo? Vamos lá:

durant11) Por mais que tenha sido transparente e “dentro das regras do jogo”, ou seja, assinando com outra franquia sendo agente-livre no mercado passado da NBA, ninguém em Oklahoma perdoa a forma como Kevin Durant saiu do OKC. A franquia que lhe abriu as portas e todas as possibilidades do mundo nos últimos oito anos acenou com um salário máximo, reforços de peso (Al Horford incluído nisso), a manutenção de Russell Westbrook por mais tempo e grandes chances de voltar à decisão da liga. Durant ouviu, ouviu, ouviu e escolheu o Warriors.

2) Não foi só sair do Oklahoma que irritou a torcida. Mas principalmente o fato de Kevin Durant trocar o Thunder por um rival que a franquia ficou a três minutos de eliminar na final de conferência passada. Pouca gente lembra, mas o OKC tinha 3-2 na final do Oeste, vencia o jogo 6 em casa por 10 pontos faltando três minutos para acabar quando a equipe entrou em colapso e permitiu que o rival virasse o jogo, empatasse a série e ganhasse em casa no sétimo e decisivo duelo, fechando a decisão de conferência em 4-3. Para a cidade de Oklahoma, Durant escolheu a opção mais fácil, a menos trabalhosa, a menos tortuosa.

west3) Ex-companheiro inseparável de Durant, Russell Westbrook não aceita ouvir e nem falar no ex-camisa 35 de Oklahoma. Para Russ, personagem de texto aqui essa semana, que o seu ex-companheiro de time fez foi inaceitável. Na cabeça dele, trocar tudo aquilo que eles tinham construído juntos e o que eles ainda poderiam construir por uma solução pronta não faz sentido. KD tentou contato com Westbrook logo que comunicou a decisão de ir ao Warriors para a imprensa, mas Westbrook não quis contato. Os dois não se falam desde o jogo 7 da final da conferência Oeste. No primeiro jogo envolvendo Warriors e Thunder, na Califórnia, Westbrook chegou com um colete em que estava escrito “Fotógrafo oficial”, uma alusão ao hobby preferido de Durant (fotografia). Quando o Cleveland venceu o Golden State no jogo do Natal, Russ saiu da quadra de treinamento gritando um sonoro “Obrigado, Kyrie”. Kyrie Irving acabara de matar a bola decisiva do Cavs para vencer o Warriors de Durant. A amizade ficou pra trás…

4) O Thunder moldou a franquia para acomodar Durant e Westbrook por muito, muito, muito tempo. Fez todas as movimentações possíveis para que os dois ficassem confortáveis e felizes por lá. Entre outras coisas despachou James Harden, hoje no Rockets e um dos candidatos a MVP da temporada, trocou recentemente Serge Ibaka para dar salários máximos a dupla, contratou pivôs novos e leves para sustentar o jogo veloz e móvel do duo e quando viu que o antigo treinador (Scott Brooks) não conseguia mais elevar o nível tático da equipe o mandou embora. Kevin Durant, na primeira oportunidade de mercado que teve, pulou fora do barco.

durant15) Há um lado sentimental nisso tudo também. Oklahoma é uma cidade pobre, sofrida e que recentemente foi devastada por um tornado há quatro anos. Kevin Durant era um dos caras que dava alegria, auto-estima e confiança para a população da cidade levantar a cabeça e seguir em frente. Quando ele troca Oklahoma por uma cidade charmosa, rica e bem mais descolada da Califórnia não deixa de ser um tapinha na cara dos cidadãos da cidade também. Foi profissional, mas é difícil para quem o amou por tanto tempo desassociar as coisas, obviamente.

Insisto que todas as ações de Kevin Durant estão dentro das regras do jogo e são extremamente aceitáveis dentro do mundo profissional da NBA. Na cabeça do torcedor, nem sempre funciona assim, né? Então cabe a pergunta: qual será o comportamento da torcida de Oklahoma com Kevin Durant logo mais? Muitas vaias ou haverá espaço para aplausos também?


Seis fatos incríveis sobre Russell Westbrook, o rei do triplo-duplo na atual temporada da NBA
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Fábio Balassiano

russ1Armador do Oklahoma City Thunder que entra em quadra amanhã contra o Cleveland Cavs disposto a manter o bom momento na temporada 2016/2017 da NBA (campanha de 30-23 e sétima colocação na Conferência Oeste), Russell Westbrook é o rei do triplo-duplo (atingir dígitos duplos em três fundamentos) do campeonato.

O camisa 0 já tem 25 TD’s, quase o dobro do segundo colocado (James Harden, do Houston Rockets, tem 14), soma 62 em sua carreira (se anotar mais 17 nos 29 jogos restante ultrapassa Wilt Chamberlain e fica na quarta posição entre os que têm mais na carreira) e pode se tornar o segundo atleta da história a terminar uma temporada de NBA com média de triplo-duplo, feito atingido apenas por Oscar Robertson em 1961-1962. Até o momento Russ tem 30,9 pontos, 10,2 assistências e 10,5 rebotes e está perto de alcançar a incrível marca.

O que pouca gente sabe é que Westbrook é tão talentoso dentro de quadra quanto excêntrico fora dela. Quer ver só? Vamos a cinco fatos incríveis, e nem tão conhecidos assim, sobre o craque do Thunder.

russ111) Conhecido por suas roupas, digamos, extravagantes, Russell Westrbook nunca usa uma vestimenta por mais de uma vez. Russ compra, usa e depois doa suas roupas para instituições de caridade (uma delas é a sua, a “Who Cares”). Comprou, vestiu, retirou, doou. É rápido.

2) Seu gosto por moda também rendeu a ele a ampliação de sua fortuna. Westbrook lançou em 2014 a “Westbrook Frames“, marca de óculos despojada e irreverente. Os primeiros óculos possuíam nomes de cidades de Los Angeles, terra natal de Russ (Santa Monica, Inglewood, Chino, Westwood etc.). O sucesso foi tão grande que a NBA decidiu embarcar na dele e criou a linha “Westbrook Frames” para os times da liga.

russ313) Nina Earl é o amor da vida de Westbrook. Eles se conheceram na UCLA, faculdade que os dois estudaram, e estão juntos desde 2014. Recentemente Russ pediu Nina em casamento. O horário do pedido? Exatamente meia-noite (00:00). Tudo pelo número 0, pelo qual o armador é apaixonado.

4) Khelcey Barrs III é o nome do melhor amigo da infância de Westbrook. Nascidos e criados em Long Beach, Califórnia, os dois tinham o sonho de jogar na UCLA, tradicional faculdade californiana. Mas em 2004, antes de entrarem na faculdade, Barrs passou mal durante um jogo de basquete no colégio e faleceu, vítima de ataque cardíaco. Até hoje o atleta do Thunder usa uma munhequeira com as iniciais de seu amigo (KB3).

Russ10005) Michael Jordan o admira. Além de patrocinar o atleta do Thunder através da marca Jordan Brand, MJ elogiou a postura de Westbrook de ficar no Oklahoma após a saída de Kevin Durant. Recentemente Jordan fez questão de comparecer e de discursar na cerimônia em que Russ entrou no Hall da Fama do esporte da cidade.

6) Além de sua Fundação, Westbrook é conhecido por ser um dos maiores doadores da NBA atual. Em Oklahoma há um punhado de salas de leituras com o seu nome nas escolas públicas e em 2014 ele doou mais de US$ 1 milhão para ajudar na reconstrução do departamento de esporte da UCLA. Um ano antes, depois dos tornados na cidade de Oklahoma, Russ estava consternado. Ligou para o assessor do Thunder, Matt Tumbleson, e exigiu: “Me leve pra ver as pessoas”. Estava lá ele nas ruas encorajando o povo e doando alimentos, roupas e utensílios domésticos. Tudo pago por ele mesmo.