Bala na Cesta

Arquivo : Pinheiros

Na primeira vitória dos mandantes, Uberlândia vence Pinheiros e chega a semifinal inédita
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Fábio Balassiano

Demorou, mas saiu a primeira vitória de um mandante na série. E saiu justamente no jogo 5, o decisivo, do duelo entre Uberlândia e Pinheiros, que haviam vencido apenas na casa do rival.

E saiu justamente no Triângulo Mineiro, no ginásio Sabiazinho. Com começo muito forte (23-14 no primeiro período), o Uberlândia manteve o ritmo do quarto duelo, bateu o Pinheiros por 92-85, fechou a disputadíssima série de quartas-de-final em 3-2 e se classificou pela primeira vez às semifinais do NBB. Na próxima fase, o time de Hélio Rubens enfrentará, com vantagem do mando de quadra, Franca ou Bauru, que disputam vaga na final nesta sexta-feira (21h, com Sportv).

Valtinho (na foto) foi o grande destaque do jogo com 22 pontos e 6 assistências, sendo seguido de perto por este ótimo e pouco valorizado Lucas Cipolini, pivô que saiu-se com 21 pontos e quatro rebotes.

“Foi uma grande vitória! Nosso time teve muitos problemas de lesão, então foi uma vitória da superação. Todo o time e nossa torcida que hoje deu um show estão de parabéns”, disse o técnico Hélio Rubens, mito do basquete brasileiro, ao site da Liga Nacional.


Com jogos 5 e muita tensão, NBB conhece hoje outros dois semifinalistas – quem passa?
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Fábio Balassiano

Será uma noite agitada esta de quinta-feira no NBB. Serão dois jogos 5 (ganha, avança; perde, férias), e é uma pena que o único canal que tem os direitos de transmissão não exiba as duas pelejas.

Em Brasília, às 19h (é quase o começo da “A Voz do Brasil” isso, hein!), com Sportv, o time da casa e São José decidem um dos semifinalistas em uma série que só quem jogou em casa ganhou. Às 20h, sem TV, Uberlândia e Pinheiros duelam em um confronto que até agora só viu triunfo dos visitantes (muito surreal isso, não?).

Na capital federal, a reedição da final do NBB5 tem, nas quartas-de-final desta edição, um dado bastante interessante: nos 4 jogos disputados na série até aqui, nenhuma partida “disputada”, pegada até o final. Em São José, os donos da casa bateram os atuais tricampeões por 14 pontos duas vezes. Nos jogos em solo candango, 21 e 15 pontos de margem favorável ao time de Nezinho (foto) e companhia. Difícil prever o que acontecerá hoje, mas é bom lembrar que apenas este time do Brasília (no NBB4) e o Paulistano (nas oitavas-de-final contra o Basquete Cearense) venceram jogos 5 na casa do adversário. Ou seja, a tarefa de Murilo, Fúlvio, Laws, Jefferson e Dedé não será nada fácil.

Já no Triângulo Mineiro, infelizmente o foco ficou para assuntos extra-quadra (mais uma vez…). Este, aliás, é um tema chatíssimo no NBB e que tem me privado de comentar mais sobre o campeonato, pois, sinceramente, já passou de todos os limites do aceitável. O nível de competitividade deste torneio está excelente, mas o de organização, principalmente dos playoffs, está tenebroso, com horários de jogos horríveis, calendário sufocante, advogados no centro das coisas e assuntos que não cestas tomando conta do noticiário.

Mas, voltando, eu li na matéria do Aleixo que Uberlândia quis jogar no UTC o jogo 5 desta noite, ao invés do previamente marcado Sabiazinho. O problema, e isso a diretoria do clube esqueceu, é que havia um Estatuto do Torcedor no meio do caminho, o que impede a troca de um local de jogo com menos de 48h de antecedência. Paulo Bassul, Diretor Técnico da Liga Nacional, tentou comunicar da troca ao Pinheiros depois do jogo 4 na terça-feira (o time perdeu, imagina o climão pra receber uma notícia dessa…) e houve até discussão entre Bassul e Cláudio Mortari. Fato é que o clube mineiro não agiria de acordo com o Estatuto, e uma troca dessas a menos de 48h do jogo 5 seria uma tragédia – mais uma deste NBB.

De todo modo, as decisões acontecem em quadra logo mais. Brasília ou São José, Uberlândia ou Pinheiros, quem será quem avança às semifinais do NBB nesta quinta-feira?


Com grande atuação, São José vence Brasília em casa; Uberlândia bate o Pinheiros em SP
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Fábio Balassiano

Foram dois bons jogos na sequência das quartas-de-final que o Sportv exibiu. Antes de falar deles, deixo um aviso desde já aos rubro-negros e torcedores do Paulistano: o post do jogo virá logo mais, com o correspondente Bruno Mesquita.

Em São Paulo, o Pinheiros fez um bom primeiro período (27-24), mas depois foi completamente engolido pelo ótimo time de Uberlândia (24×7 e 21×11 nos dois quartos seguintes) e perdeu em casa por 86-67 em um placar que não reflete o que foi o jogo. Com a bola que jogou, o time do triângulo mineiro poderia ter vencido por ainda mais. Os grandes destaques do jogo foram o pivô Lucas Cipolini (fez 24 pontos e pegou cinco rebotes) e o armador Robby Collum (foto), que saiu-se com 21 pontos, 11 rebotes e seis assistências. Pelo time da capital paulista, um dado absurdo: o time chutou 29 bolas de longe e errou 24. Alguém explica tamanha insistência?

No outro jogo televisionado, o São José começou mal, viu Brasília abrir vantagem e passou o filme da temporada passada na cabeça. Mas na segunda etapa a história mudou. O time fez 22×18 no terceiro período, 32×15 no derradeiro e venceu com autoridade os atuais tricampeões por 90-76 com atuações de gala de Fúlvio (20 pontos e 13 assistências), Murilo (21 pontos e nove rebotes) e do cada vez mais decisivo Jefferson Willian (20 pontos e seis rebotes). Os joseenses tiveram 20 assistências em 32 arremessos convertidos, 11 rebotes ofensivos e viram o rival errar muito na segunda etapa e nos tiros longos (10/30). Repito a pergunta que fiz ao Pinheiros: insistir de três pontos pra quê?

Viu os jogos? Gostou? Comente!


Mais três séries das quartas-de-final do NBB começam hoje – veja análises e duelos
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Fábio Balassiano

Ontem começou a fase de quartas-de-final do NBB com Franca e Bauru (vitória dos francanos por 72-69) e nesta segunda-feira mais três duelos iniciam. Sempre lembrando do formato: Só lembrando: os duelos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Bem, agora vamos às análises dos três confrontos (com asterisco o time que tem mando de quadra).

FLAMENGO* x PAULISTANO (Primeiro jogo hoje, às 20h, em São Paulo) - É o confronto de dois técnicos que se conhecem bem (Gustavo de Conti, hoje técnico do Paulistano, foi assistente de Neto há quase uma década no time da capital paulista) e de dois elencos bem diferentes (o do Flamengo, caríssimo; o do rival, bem mais modesto). Até pelo cansaço de uma série de cinco jogos que o rival teve contra o Basquete Cearense nas oitavas-de-final, não creio que o rubro-negro tenha problemas para avançar. Não será fácil, mas não creio que o Paulistano consiga chegar às semifinais dessa vez.

BRASÍLIA* x SÃO JOSÉ (Primeiro jogo hoje, às 21h, em São José, com Sportv) - Reedição da final da temporada passada, só que agora em cinco jogos e com mando de quadra invertido. São José venceu o Minas, tem Fúlvio e Murilo, além de Jefferson e Laws (embora, é bom dizer, Dedé esteja com o joelho baleado), mas não sei se consegue superar os tricampeões. Brasília é e sempre será muito forte enquanto o núcleo formado por Giovannoni, Alex, Nezinho e Arthur estiver junto (some-se a eles Paulão, que agora parece estar em melhor forma). Gosto muito do trabalho de Régis Marrelli no Vale do Paraíba, e será interessante ver os ajustes dele para tentar conter os candangos. Série promete ser duríssima e longa.

UBERLÂNDIA* x PINHEIROS (Primeiro jogo hoje, às 19h, em São Paulo, com Sportv) - Outra série que promete ser muitíssimo equilibrada. Embora Uberlândia tenha levado vantagem na fase de classificação, não me arrisco a dar qualquer palpite aqui. O Pinheiros está com confiança lá em cima após o título da Liga das Américas, a virada contra Limeira e com a fase esplendorosa de Shamell (foto), mas do outro lado há a experiência de Hélio Rubens em playoffs, a mira certeira de Robert Day (grande jogador!) e o mando de quadra de um time que se sente muitíssimo bem atuando no Triângulo Mineiro.

Palpites para quem avança às semifinais? Comente!


Pinheiros e Paulistano vencem, e quartas-de-final do NBB estão definidas – veja confrontos
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Fábio Balassiano

Terminou a fase de oitavas-de-final do NBB na noite desta sexta-feira. E terminou bem para os times da capital de São Paulo.

Em Fortaleza, em um jogo eletrizante (apesar de muitíssimo mal jogado – vão falar em nervosismo, eu sei), o Paulistano se viu eliminado mas mesmo assim conseguiu arrancar a vaga. Perdia por três pontos após um chute maluco de Andre Goes que caiu. Elinho (16 pontos, grande atuação!), marcado por Drudi, gingou de um lado, para outro e arremessou. A bola bateu na tabela e caiu. Empate em 68 e bola para o Basquete Cearense com 13 segundos de posse de bola.

Era “só” arremessar e ganhar ou jogar a prorrogação. Mas o que aconteceu? Matheus errou em uma saída de bola (tentou fazer ponte aérea com Jimmy – sim, ponte aérea faltando três segundos de jogo…), a bola voltou para os paulistanos, que bateram o lateral, achando Eddy embaixo da cesta. O ala sofreu falta de Drudi, bateu um lance-livre, converteu, errou o segundo de propósito e o Paulistano venceu por 69-68. Vaga garantida e o segundo time a vencer um jogo 5 do NBB fora de casa (o primeiro foi Brasília contra o Pinheiros ano passado).

No outro jogo 5 da noite, o Pinheiros pegou o Limeira nas cordas após um jogo 4 praticamente ganhou e derrotou o rival com facilidade por 97-77. Shamell (na foto) marcou 21 de seus 28 pontos no primeiro tempo, ainda teve dez rebotes e seis assistências (38 de eficiência para ele, que vem fazendo um playoff de gala!), e viu Joe Smith (22) e Márcio (o mais subestimado dos grandes jogadores brasileiros se recuperou de problemas de saúde e marcou 22 pontos – não vi o jogo, mas não duvido que ele tenha marcado horrores também!). Com isso, o time de Cláudio Mortari repetiu a façanha do ano passado, quando também saiu de um 0-2 contra Joinville para vencer em 3-2.

Com isso, os duelos das quartas-de-final ficaram assim:
Flamengo x Paulistano
Brasília x São José (reedição da final do ano passado)
Uberlândia x Pinheiros
Bauru x Franca

Quem será que avança às semifinais?


NBB tem dois jogos 5 nesta noite para conhecer últimos classificados às quartas-de-final
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Fábio Balassiano

Promessa de fortes emoções logo mais no NBB, hein. Serão dois jogos 5 nas oitavas-de-final para conhecermos os últimos qualificados para as quartas-de-final da principal competição do país. Em Fortaleza (Sportv promete transmitir às 19h), o estreante Basquete Cearense recebe o Paulistano em uma série que só viu dono da casa vencendo. E no outro duelo da noite, o Pinheiros tenta consumar a virada contra Limeira em seu ginásio (19h15, infelizmente sem transmissão de TV). Alguns detalhes sobre as partidas de logo mais:

1) Na história do NBB, apenas uma vez em 13 oportunidades o time visitante venceu um jogo 5. Foi na temporada passada, quando o Brasília bateu o Pinheiros na semifinal. Na NBA, o percentual não chega a 10% de vitórias dos que atuam longe de casa. Na Liga ACB, é de 14,1%.
2) O Pinheiros pode repetir o feito que só ele tem na história do NBB: transformar um 0-2 em um 3-2. Ano passado foi contra o Joinville, de José Neto. Este ano, por coincidência, pode ser com outro assistente de Rubén Magnano, o competente Demétrius, de Limeira.
3) Um dado interessante deste playoff do NBB até aqui: foram apenas quatro vitórias dos times que atuaram fora de casa em 15 partidas disputadas.
4) Dos 16 períodos jogados entre Pinheiros e Limeira, vejam só isso: oito vitórias do time da capital, sete de Limeira e um empate. Mesmo assim, o único jogo que foi disputado até o final foi o passado, vencido por Shamell e companhia por 86-85 após incrível virada no último período.
5) Algo semelhante acontece na série entre Paulistano e Basquete Cearense. Com exceção do quarto duelo, vencido em São Paulo pelo time de Gustavo de Conti por 89-85, nas outras três partidas a diferença mínima a favor do mandante foi de 13 pontos (no jogo 2, em Fortaleza).

E aí, quem será que ganha? Comente!


Com 2-1 na série, Limeira joga contra Pinheiros em casa por inédita classificação no NBB
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Fábio Balassiano

Limeira e Pinheiros vão fazendo até aqui uma das séries mais equilibradas do mata-mata do NBB. Na verdade, apenas Paulistano x Basquete Cearense também permanece viva (os paulistas venceram ontem por 89-85 e empataram em 2-2, deixando a decisão da vaga para sexta-feira em Fortaleza). Com 2-1 na série, o time do interior de São Paulo pode se classificar paras as quartas-de-final caso vença o atual campeão da Liga das Américas logo mais, às 20h, no ginásio Vô Lucatto. Caso consiga avançar, será uma classificação inédita (o campeão paulista de três temporadas atrás jamais venceu um duelo playoff) para a equipe limeirense.

Veja mais informações no quadro abaixo.

Para vencer, o time do técnico Demétrius precisará muito dos dois rapazes que o cercam na foto deste post – os armadores Ronald Ramon e Hélio, que vêm fazendo ótima série até aqui (25,5 pontos e 6,3 assistências para a dupla que parece se completar cada vez mais em quadra.

Do outro lado estará um Pinheiros “machucado” (Márcio Dornelles, o “capitão” da defesa está fora) mas ainda acreditando em uma reviravolta na série. Lucas Dias, uma das revelações do basquete brasileiro, foi muitíssimo bem na vitória por 93-82 na segunda-feira com 12 pontos e cinco rebotes. Shamell, que já jogou em Limeira, tem jogado bem (19,6 pontos, 5,6 rebotes e 4,3 assistências), mas para o time da capital vencer um maior equilíbrio defensivo e menos exagero nos três pontos será necessário. Para vocês terem uma ideia, no confronto o time de Cláudio Mortari arremessou 106 vezes de dois e 81 de três (35 x 27 na média), mas nos dois duelos mais recentes houve mais bolas de longe (33 x 32 e assustadores 36 x 19 no jogo 3).

O que será que acontece logo mais em Limeira? Será que o time da casa consegue sua primeira classificação no NBB? Comente!


Limeira joga bem, vence Pinheiros de novo e fica a um jogo das quartas-de-final do NBB
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

A derrota por 95-82 sofrida na tarde deste domingo, no ginásio Poliesportivo Henrique Villaboim, complicou de vez a situação do Pinheiros, que viu Limeira abrir 2 a 0 no confronto para ficar a apenas uma vitória da próxima fase do NBB. Assim como a primeira, Limeira venceu de maneira incontestável, dominando o placar o tempo inteiro. Outro fato que se repetiu em relação a primeira partida é que novamente cinco jogadores de Limeira marcaram 10 ou mais pontos: Hélio (25 e 8 assistências – foto à direita), Ronald Ramon (15), Fernando Mineiro (13), Diego (18) e Daniel Alemão (10, com mais 10 rebotes).

As equipes entram em quadra para o jogo 3 da série já nesta segunda, às 19 horas, no mesmo Poliesportivo Henrique Villaboim em São Paulo.

O jogo começou nervoso e quando Limeira começou abrir vantagem Cláudio Mortari pediu tempo. De nada adiantou, pois o Pinheiros não conseguia escapar da marcação extremamente agressiva e competente do adversário. O placar de 26 a 11 a favor dos visitantes mostrou bem a diferença nos primeiros minutos.

No segundo quarto, Pinheiros viu que precisava igualar seu oponente na disposição defensiva, e dessa forma conseguiu encostar no placar (43 a 38 ao final do período). Os jogadores de Limeira que jogavam bem começaram a ficar pendurados em faltas (o que irritou muito sua torcida) e isso também colaborou.

A caminho dos vestiários, Paulinho expôs as dificuldades que sua equipe estava sentindo: “Não estamos encontrando o ritmo de jogo. No primeiro quarto novamente perdemos por uma diferença grande e é ruim ficar correndo atrás. No segundo quarto jogamos melhor, muito por conta da torcida também e agora precisamos de mais energia e não entrar nesse lance de arbitragem”. Demétrius também fez sua análise: “A chave para vencer é a defesa. A partir do momento em que bobeamos, o Pinheiros complicou um pouco o jogo. Se conseguirmos manter nessa margem (de 36 pontos por tempo) é o ideal”.

O terceiro período foi parecido com o primeiro, com domínio de Limeira. Hélio invadia o garrafão, pontuava, distribuía assistências sem grandes dificuldades e foi fundamental para que sua equipe pudesse abrir novamente grande vantagem.

A dedicação de Limeira para marcar era tanta que no último quarto, mesmo com 19 pontos de vantagem, os jogadores estavam correndo para o combate de quadra inteira. Shamell (cestinha da equipe com 18 pontos) tentou liderar Pinheiros a uma reação na base do jogo individual num final de jogo alucinante (no sentido de correria), mas já era tarde demais. Limeira se manteve firme e garantiu a vitória por 95-82.

Ao final, Daniel Alemão mostrou-se contente com a vitória que veio como uma forma de redenção: “Estamos fazendo uma boa defesa. Temos consciência de que ficamos devendo muito na fase de classificação. Nos unimos mais, treinamos muito e consequentemente melhoramos nossa defesa”.


Reflexão importante: o que o título do Pinheiros na Liga das Américas ensina aos clubes do país
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Fábio Balassiano

Neste fim de semana, o Pinheiros se sagrou campeão da Liga das Américas, seu primeiro torneio internacional conquistado na centenária história de um dos clubes mais tradicionais do país. Veio para coroar um dos trabalhos mais consistentes/persistentes/insistentes da diretoria comandada por João Fernando Rossi e também uma das melhores estruturas e gestões esportivas do país.

Em primeiro lugar acho importante falar da parte esportiva, de quadra mesmo. O Pinheiros terminou o NBB4 perdendo para Brasília no quinto jogo em São Paulo. Perdeu a partida, a vaga na final e dias depois três titulares saíram (Marquinhos, Olivinha e Figueroa). Seria uma catástrofe se não fosse a tranquilidade do Rossi, ativo ao cubo nas redes sociais e ainda mais perspicaz na montagem do elenco para esta temporada. Conversei algumas vezes com ele e vi sua loucura por números e informações para formar o time deste campeonato. Foi cirúrgico na contratação de Joe Smith, correto ao manter os lesionados Shamell (MVP da Liga das Américas – na foto ao lado) e Bruno Fiorotto, preciso trazendo Márcio Dornelles para defender e ensinar ao jovem Lucas Dias, visionário ao manter Paulinho e Rafael Mineiro e inteligente ao fechar o elenco com jogadores ótimos de composição (role players, como se fala na NBA) como Fernando Penna, o paraguaio Araújo e André Bambu. Não sei se algum time tem, hoje, dez jogadores do mesmo nível para rodar em quadra como o da capital de São Paulo.

No ciclo de contratações entra o segundo mérito do Pinheiros. O da gestão segura, sem sobressaltos, sem loucuras. Depois de perder sua estrela maior (Marquinhos) e um dos melhores jogadores do NBB (Olivinha), o clube poderia ter alucinado o mercado, oferecido mundos e fundos para repor as peças desesperadamente. Mas não foi isso que a diretoria fez (sabiamente, aliás). Manteve-se fiel ao seu estilo de gestão austera (leia mais aqui no blog do site da LNB), a uma filosofia que é cultivada em todo clube (“o Pinheiros trabalha com uma norma de que todos os esportes de alto rendimento devem ser auto sustentáveis”, disse Rossi ao veículo citado acima) e apoiou-se em sua brilhante estrutura.

Renovou contrato com seu parceiro de longa data (a Sky), focou no trabalho físico, um dos melhores do Brasil (o time está voando em quadra!), seguiu investindo pesado na base (uma de suas principais qualidades – a formação, tão em extinção no país…), deu espaço a jovens no começo da temporada (apareceram Lucas Dias, Leandro, Humberto, Pedro etc.) e soube dosar as energias simultaneamente em todas as competições que disputou (Paulista, NBB, Sul-Americana e Liga das Américas). Isso tudo, é bom lembrar, pagando em dia, sendo sustentável e sem nenhum problema de quadra, ginásio, goteira ou coisa do gênero. Trabalhando quietinho, de forma organizada, sem dar ouvidos para o destacado favoritismo de Brasília e Flamengo o time achou que chegaria longe. E chegou.

É um modelo esportivo que dá certo, que foca na formação, na saúde financeira e na persistência – e vem dando certo há mais de 100 anos. O Pinheiros é um dos que menos leva pessoas ao ginásio no NBB. Acho que o clube pode pensar maior a partir de agora, usando o Ibirapuera para jogos grandes e investindo pesado em comunicação para lotar a sua casa, mas sinceramente é o menos importante. Dentro de um panorama com clubes fechando, salários atrasados, dinheiros públicos de prefeitura custeando esporte de alto rendimento e verbas de futebol bancando o basquete, o que o Pinheiros faz em termos de gestão (financeira, esportiva, estrutural) é absolutamente magnífico em formação, educação e alto rendimento.

Apenas lembrando: o Pinheiros chegou à decisão do Paulista nos três últimos anos (título em 2012), foi vice em Liga Sul-Americana e Interligas (este, duas vezes), duas vezes semifinalista do NBB (2010-2011 e 2011-2012) e agora é o campeão da Liga das Américas. Não há coincidência no esporte. Há trabalho, planejamento, organização e seriedade. Tudo isso se aplica ao clube do Jardim Europa, de São Paulo. Se deu resultado agora, é porque a plantação foi feita lá atrás e cuidada com muito carinho e estrutura.

Que sirva de lição para os demais clubes do país.


Melhor jogador do time campeão das Américas, Rafael Mineiro merece chance na seleção
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Fábio Balassiano

No começo desta temporada escrevi aqui sobre Rafael Mineiro, ala-pivô do Pinheiros que estava comendo a bola. O texto era de 17 de setembro, e eu esperava pra ver o que aconteceria com o jogador nos meses restantes. E o que fez Mineiro? Simplesmente foi o jogador mais eficiente do Paulista (19,8, com 15,9 pontos, 61,4% nos tiros de dois e 7,6 rebotes).

Veio o NBB, os jogos mais difíceis contra times como Flamengo, Brasília, Uberlândia, entre outros, e o que fez o rapaz? Manteve as médias (13,9 pontos, 5,1 rebotes, 59,6% nos tiros de dois) e se tornou o principal jogador do time que conquistou a Liga das Américas na noite de sexta-feira (ontem o time perdeu de Brasília por 85-81 em jogo que serviu apenas para cumprir tabela). Na competição internacional Mineiro saiu-se com 15,4 pontos, 7,6 rebotes e 57,4% nos chutes de dois pontos. Abaixo mostro como foi a evolução do jovem de Uberaba (24 anos, 2,08m) desde o primeiro NBB.

E o que isso tudo quer dizer, gente? Que aquele menino que fez parte do time que foi ao Mundial Sub-19 da Sérvia (na campanha que levou o país ao quarto lugar, ele teve 7,6 pontos e 4,2 rebotes) evoluiu, cresceu, está pronto para desafios maiores. Coadjuvante do time comandado por José Neto e que tinha como protagonistas Paulão Prestes (hoje em Brasília) e Betinho (Minas), Rafael Mineiro assume papel de protagonista em um dos times mais consistentes dos últimos anos (vice na Sul-Americana, Liga das Américas e Interligas há um ano, título na Liga das Américas agora e duas semifinais seguidas do NBB).

O camisa 12 do Pinheiros sempre teve técnica, e agora aprendeu a dominar sua cabeça – antes explosiva, agora razoavelmente controlada. Mesmo jogando muitas vezes como pivô no time de Cláudio Mortari (de costas pra cesta e no centro do garrafão mesmo, e não nas extremidades, como prefere) ele tem ido bem, servindo de referência defensiva em um elenco que tem Shamell, Joe Smith, Paulinho e cujo gosto pelo jogo periférico é conhecido por todos. Nos últimos cinco jogos do NBB, Mineiro, marcando caras maiores e mais pesados que ele na maioria das vezes (se bem que, é bom dizer, seu jogo flui muito mais quando um pivô de ofício, Morro ou Fiorotto, estão em quadra), teve 20 ou mais pontos em três deles, matou uma bola no estouro do cronômetro contra Brasília (veja aqui) e esbanjou confiança.

Rafael Mineiro é a melhor novidade em um NBB com figurinhas repetidas e poucas surpresas. Consolidado como um dos melhores jogadores do país, chegou a hora de vê-lo na seleção adulta ao menos treinando com Rubén Magnano no time nacional que vai disputar a Copa América neste ano. Anderson Varejão, lesionado, não vem. Nenê é Nenê e a gente sabe que a incógnita existe. Não seria, portanto, loucura pensar no ala-pivô do Pinheiros na equipe de Magnano para a primeira competição deste novo ciclo olímpico.

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