Bala na Cesta

Arquivo : Paulistano

Flamengo supera primeiro tempo desastroso, vence Paulistano e abre 2 a 0 na série
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Fábio Balassiano

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após vencer a primeira partida da série de quartas-de-final em São Paulo, o Flamengo reencontrou sua torcida nesta quinta para o segundo duelo diante do Paulistano. E se o triunfo rubro-negro na capital paulista veio com bastante suor, a vitória de ontem foi ainda mais difícil. O líder da fase de classificação precisou do apoio da massa, que lotou o ginásio do Tijuca, para reverter uma desvantagem que chegou a ser de 19 pontos no primeiro tempo. Com a pontaria afiada na etapa final, o Flamengo superou o aguerrido time de Gustavo de Conti por 80-76 e abriu dois a zero na série. Uma nova vitória no sábado (21h30), também no Tijuca, garante o time de José Neto nas semifinais.

Cada time dominou um tempo no jogo desta quinta. Os dois primeiros quartos foram do Paulistano. Com uma defesa impecável e muita precisão nos tiros de fora, a equipe visitante abriu de cara 11-2, forçando o técnico José Neto a pedir tempo. Mas nem a parada serviu para o Flamengo reagir. Marquinhos, cestinha do primeiro duelo, foi completamente neutralizado pela forte marcação dos paulistas. As outras principais armas ofensivas do time carioca, como Olivinha e Benite, também não se encontravam em quadra. O ala Eddy estava em boa noite e os habilidosos armadores André (Manteguinha) e Elinho contribuíram para os visitantes fecharem o primeiro período com vantagem de oito pontos: 21-13. A segunda parcial foi terrível para o Flamengo. Se os titulares já não estavam em boa noite, os que vieram do banco erraram ainda mais. Nos primeiros cinco anotaram apenas dois pontos, enquanto o Paulistano fez dez. A defesa dos comandados de Gustavinho manteve a pegada, não deixando o ataque rubro-negro respirar. Com isso, abriram 19 pontos (36-17). Com uma bola de três do paraguaio Bruno Zanotti nos segundos finais, o Flamengo cortou a diferença para 16 e a primeira metade terminou 38-22 para os visitantes.

Na volta do intervalo, a postura da equipe de José Neto mudou radicalmente. O time passou a defender com muita consistência e o ataque, que tem média de 90,8 pontos por jogo na competição, voltou a fluir. Marquinhos, que tinha anotado apenas cinco pontos no primeiro tempo, acordou no terceiro quarto, acertando três bolas de três seguidas e incendiando a torcida. Os cariocas foram encostando no placar e o Paulistano claramente saiu de seu sistema de jogo. No entanto, o Flamengo perdeu Caio Torres ainda no terceiro período. Após cometer sua quarta falta num lance de ataque, o pivô foi tirar satisfação com a arbitragem, levou uma técnica e foi eliminado da partida. Inconformado, Caio ainda discutiu asperamente com o auxiliar técnico do Flamengo, Diego Falcão, no banco de reservas. Mesmo assim o time não perdeu o foco e numa bola de três de Benite faltando 15 segundos para o fim o rubro-negro passou a frente pela primeira vez (53 a 52). Ainda deu tempo para Zanotti converter outra bola de três, no estouro do cronômetro, levando o ginásio à loucura.

Quando tudo indicava que o embalado Flamengo abriria vantagem no marcador, o Paulistano não se abateu com o terceiro quarto ruim e manteve o equilíbrio no último período. Cinco jogadores do time paulista terminaram a partida com mais de 10 pontos. Eddy e Toyloy tiveram 16 e 13 pontos, respectivamente. Elinho anotou 12. André e Alex contribuíram com 11. No Flamengo, destaque novamente para Marquinhos, que superou o fraco primeiro tempo e foi o cestinha da partida com 19 pontos. Benite e Kojo anotaram 12 cada um e Shilton, que jogou bastante tempo devido à exclusão de Caio, apesar de errar muito, fez 11 pontos. Aliás, o pivô reserva do Flamengo foi personagem de uma polêmica no fim do jogo. Faltando cerca de dois minutos, os mandantes venciam por cinco quando o Paulistano, provavelmente inspirado nos adversários dos Lakers na NBA, que adoram mandar Dwight Howard para a linha do lance-livre, sua inimiga número um, inventou um “hack-a-Shilton”, estratégia que desagrada muita gente. Confesso que não curto muito, mas não há nada na regra que impeça um time de agir dessa forma. Portanto, pode ser feio, mas não ilegal. E a tática deu certo, pois assim como o pivô dos Lakers Shilton teve aproveitamento pífio na linha (3/11 no jogo), errando quatro lances seguidos nos últimos minutos. Os visitantes cortaram a diferença para apenas um pontinho (77 a 76). Faltando 15 segundos, José Neto tirou Shilton da quadra porque sabia que o pivô seria alvo de mais uma falta do adversário. Os lances-livres caíram na mão de Olivinha. Ele acertou o primeiro e errou o segundo, mas apareceu Duda para pegar o rebote decisivo, passando a bola rapidamente para Olivinha, que foi cobrar mais dois lances. Desta vez, ele converteu ambos, garantindo a vitória do rubro-negra.

O ala Marquinhos exaltou a força da torcida, segundo ele, fundamental para a vitória. “Fomos muito mal no primeiro tempo, forçando as jogadas e com baixo aproveitamento, mas no segundo tempo as coisas se encaixaram. A torcida foi muito importante. A gente sabe que depende muito dela para chegar ao título e força que ela nos dá é fundamental para as vitórias”, afirmou o cestinha do NBB. Já o técnico Neto, também exaltou a reação da equipe e disse não condenar a postura do Paulistano no fim do jogo. “No primeiro tempo não jogamos de acordo com o estilo da equipe do Paulistano. Era como se estivéssemos sambando num show de rock. Depois a equipe se acertou e demonstrou muita força para reagir. A estratégia de fazer faltas no Shilton eu considero normal, faz parte do jogo e até deu certo para eles. Só acho que quando isso acontece com o jogador fora da bola, deveria ser marcada a falta anti-desportiva, como foi na primeira, mas teve outra que também deveria ter sido”, disse o comandante rubro-negro.

Pelo lado dos paulistas, o técnico Gustavo de Conti lamentou a queda de produção defensiva do time. O jovem treinador também pediu mais critério da arbitragem. “A arbitragem hoje foi boa, não interferiu no resultado. Mas eu espero que no próximo jogo os três árbitros que forem apitar marquem as mesmas faltas que marcam sobre o Marquinhos e o Benite, especialmente esses dois, no Elinho e no André, que são jogadores tão agressivos (procuram a cesta, partem para cima) quanto o Marquinhos e o Benite e os árbitros muitas vezes não marcam neles as mesmas faltas que marcam nos dois do Flamengo”, afirmou Gustavo.


Em jogo emocionante e com tempos distintos, Flamengo derrota Paulistano e abre 1 a 0
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

Paulistano e Flamengo fizeram ontem, no Ginásio Antônio Prado Júnior, em São Paulo, um jogo de muitas alternativas, que contou com uma reação incrível do time paulista mas que acabou sendo vencido pelos cariocas por  100-91. O placar alto mostra a eficiência ofensiva das duas equipes e, também, como as defesas não conseguiram se impor (exceto a do Flamengo no primeiro tempo, inibindo seu oponente a 28 pontos).

Marquinhos (foto à direita) fez grande partida e foi o cestinha do jogo com 24 pontos, destacando-se não só pelos números, mas por aparecer sempre nas horas difíceis, decisivas. Kojo (18 pontos e 10 assistências), Duda (18), Benite (16) e Caio Torres (10) foram os outros destaques do rubro-negro. Pelo Paulistano, Elinho (22 pontos) e Toyloy (18 pontos e 12 rebotes) foram os principais responsáveis por uma das reações mais espetaculares do NBB até aqui, ainda que não tenha sido concretizada.

No primeiro tempo, o Flamengo foi absoluto na partida. Parecia que o período sem jogos devido a folga conquistada na primeira rodada dos playoffs fazia a diferença naquele momento, e o Paulistano, que vinha de uma série duríssima diante do Basquete Cearense, não tinha pernas pra aguentar o ritmo de seu jogo. No intervalo, o placar mostrava uma diferença monstruosa e que parecia irreversível, 52-28 a favor do rubro negro.

A partir do terceiro período, o jogo mudou completamente. O Paulistano voltou totalmente diferente, vibrando, lutando e jogando incrivelmente bem, algo inimaginável depois de um começo tão ruim. O Flamengo voltou disperso,  acomodado com a larga vantagem que obteve e sofreu muita pressão, tanto que em apenas 4 minutos a vantagem que era de 24 pontos caiu para 10 (e no fim do quarto caiu ainda mais, 75-68). Em dez minutos, o time de Gustavo de Conti fez mais pontos (35) dos que nos 20 anteriores (28), levando apenas 23.

No último período, o Paulistano manteve o ritmo e cortou a diferença para apenas 1 ponto, e naquela altura parecia que a virada iria realmente se concretizar. Mas não foi o que aconteceu. O Flamengo mostrou porque foi o melhor time da fase de classificação, e com muita frieza e maior poder de decisão manteve a dianteira no placar, controlou o jogo e sem sustos nos minutos finais venceu a partida por 100-91.

O ala-pivô Olivinha reconheceu que sua equipe bobeou em determinado momento da partida: “Sem dúvida nosso primeiro tempo foi excelente, conseguimos fazer uma grande defesa, diminuindo a pontuação do Paulistano e nosso ataque fluiu. Já no segundo, não voltamos com a mesma pegada e o adversário se aproveitou disso, principalmente no terceiro quarto, onde diminuíram bastante a diferença. Mas nossa equipe manteve a tranquilidade. Trabalhamos bem, e apesar dessa falta de concentração, nos mantivemos o jogo todo na frente e conseguimos uma grande vitória”.

Pelo lado do Paulistano, Alex lamentou a derrota e explicou o que mudou em sua equipe de um tempo para o outro: “Eu enxergo atitude e vontade de marcar. No começo do jogo pecamos muito na defesa, estávamos dispersos no ataque e no segundo tempo mostramos que temos força dentro de casa, sabíamos que era possível superá-los e infelizmente não conseguimos, mas vamos ao Rio de Janeiro para buscar uma vitória”.

Além da disputa em quadra, é importante falar das torcidas, que fizeram um show a parte e lotaram as dependências do Antônio Prado Júnior. Os flamenguistas como sempre compareceram em grande número, dividiram o ginásio com os donos da casa e apoiaram sua equipe para a vitória. Os torcedores do Paulistano também mostraram muito entusiasmo e foram a loucura com a reação de sua equipe. Tudo isso foi possível por conta de uma partida que foi realmente imprevisível e empolgante.


Mais três séries das quartas-de-final do NBB começam hoje – veja análises e duelos
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Fábio Balassiano

Ontem começou a fase de quartas-de-final do NBB com Franca e Bauru (vitória dos francanos por 72-69) e nesta segunda-feira mais três duelos iniciam. Sempre lembrando do formato: Só lembrando: os duelos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Bem, agora vamos às análises dos três confrontos (com asterisco o time que tem mando de quadra).

FLAMENGO* x PAULISTANO (Primeiro jogo hoje, às 20h, em São Paulo) - É o confronto de dois técnicos que se conhecem bem (Gustavo de Conti, hoje técnico do Paulistano, foi assistente de Neto há quase uma década no time da capital paulista) e de dois elencos bem diferentes (o do Flamengo, caríssimo; o do rival, bem mais modesto). Até pelo cansaço de uma série de cinco jogos que o rival teve contra o Basquete Cearense nas oitavas-de-final, não creio que o rubro-negro tenha problemas para avançar. Não será fácil, mas não creio que o Paulistano consiga chegar às semifinais dessa vez.

BRASÍLIA* x SÃO JOSÉ (Primeiro jogo hoje, às 21h, em São José, com Sportv) - Reedição da final da temporada passada, só que agora em cinco jogos e com mando de quadra invertido. São José venceu o Minas, tem Fúlvio e Murilo, além de Jefferson e Laws (embora, é bom dizer, Dedé esteja com o joelho baleado), mas não sei se consegue superar os tricampeões. Brasília é e sempre será muito forte enquanto o núcleo formado por Giovannoni, Alex, Nezinho e Arthur estiver junto (some-se a eles Paulão, que agora parece estar em melhor forma). Gosto muito do trabalho de Régis Marrelli no Vale do Paraíba, e será interessante ver os ajustes dele para tentar conter os candangos. Série promete ser duríssima e longa.

UBERLÂNDIA* x PINHEIROS (Primeiro jogo hoje, às 19h, em São Paulo, com Sportv) - Outra série que promete ser muitíssimo equilibrada. Embora Uberlândia tenha levado vantagem na fase de classificação, não me arrisco a dar qualquer palpite aqui. O Pinheiros está com confiança lá em cima após o título da Liga das Américas, a virada contra Limeira e com a fase esplendorosa de Shamell (foto), mas do outro lado há a experiência de Hélio Rubens em playoffs, a mira certeira de Robert Day (grande jogador!) e o mando de quadra de um time que se sente muitíssimo bem atuando no Triângulo Mineiro.

Palpites para quem avança às semifinais? Comente!


O fim da temporada do Basquete Cearense – crônica do Correspondente Thiago Carvalho
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Fábio Balassiano

Por Thiago Carvalho, direto de Fortaleza (CE)

Na noite de ontem, mais de 8000 torcedores presenciaram algo histórico no Paulo Sarasate, em Fortaleza. Um jogo de vida ou morte. Era vencer ou ir pra casa. Foi a partida de número 5 da série e a sétima envolvendo os dois times na competição (isto é, ambos já se conheciam bem). Logo, não haveria mais o fator surpresa, certo? Errado! O treinador Gustavo De Conti inovou arriscando uma defesa por zona durante os 40 minutos e acabou sendo feliz na parte defensiva, na vitória do seu time por 69-68, conquistada literalmente no segundo final.

Basquetebol é um dos esportes mais incríveis e por isso costuma ser apaixonante e fascinante. Não a toa, muitos dizem que a modalidade é comandada pelo Capeta de tão cruel que ela pode ser. Nunca irei esquecer essa célebre frase após o ótimo Lula Ferreira me dizê-la quando esteve com o Franca por aqui.

Basquete Cearense e Paulistano protagonizaram uma partida bem nervosa, a flor da pele. Todos queriam fazer história indo pela 1ª vez às quartas-de-final do NBB. Por isso, o jogo não foi dos melhores tecnicamente. O desgaste, que já era visível, aliado a pressão proporcionou um dos confrontos mais dramáticos da história do basquete nacional.

Pode-se dizer que não faltou raça, determinação e superação em nenhum jogador. Quem passasse de fase, mereceria. O Paulistano errou menos e logrou sucesso. Na minha opinião, o time paulista mostrou mais variação tática no ataque, enquanto o time fortalezense se apegou muito nos chutes de longa distância. Ao final do jogo, todos do Basquete Cearense estavam bem desolados e tristes. Confesso que me emocionei.  Foi o fim de um ciclo, mas tenho certeza que é um começo de uma era no basquete local, no basquete do nordeste. O projeto é bom, está sendo bem trabalhado e a tendência é o time cearense vir mais forte na próxima temporada.

O esporte é uma das coisas mais belas que existe (costumo dizer que é tudo na minha vida). Nele, aprende-se a ganhar e a perder, onde você adquire tantos outros valores. E ontem foi mais uma lição para muitos de nós presentes no ginásio.  Apesar do clima de velório após a partida, foi muito bacana, mas muito mesmo, ver tanta gente aplaudindo o time do Alberto Bial. Simplesmente gratificante e recompensador.

Gostaria de agradecer ao Fábio Balassiano pelo espaço e pela oportunidade de evoluir como jornalista e até mesmo como pessoa. Pude trabalhar durante 4 meses ‘in loco’, conhecer de perto jogadores, técnicos e árbitros que eu só via pela TV e admirava bastante. E admiro ainda mais. Todos sabem que não é fácil fazer basquete no Brasil, mas tenho fé e convicção de que tudo vai melhorar, mesmo a passos lentos. Vejo um futuro promissor com cada vez mais pessoas sérias e competentes no ramo (momento super otimista, algo raro em mim).

Para encerrar, deixo um poema escrito pelo pensador Douglas Alves Bento:

“Que esporte espetacular
Que jogo com minha mão
Pra guiar a bola e mirar
Acertar com tanta precisão

A tabela pode estar quebrada
Que não importa nessa hora
E a quadra toda encharcada
Que não me faz ir embora

É preciso criatividade
Sem contar na agilidade
Tem que ter capacidade
Superando a dificuldade

Bom ou ruim podem jogar
Não precisa de aptidão
Podem errar ou acertar
Basta jogar com coração

Não é por profissão
Nem por dieta, regime
É por simples diversão
Esse jogo tão sublime

Quero mais é arriscar
Sem meu medo de errar
Quero mais é acertar
Sem que aja um placar

Seja vitória ou derrota
O que vale é a paixão
Mas sempre tem uma nota
Pra nossa apresentação

Quando passa algum tempo
Vejo-me casado demais
Este é meu passatempo
Que faz os dias legais”


Pinheiros e Paulistano vencem, e quartas-de-final do NBB estão definidas – veja confrontos
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Fábio Balassiano

Terminou a fase de oitavas-de-final do NBB na noite desta sexta-feira. E terminou bem para os times da capital de São Paulo.

Em Fortaleza, em um jogo eletrizante (apesar de muitíssimo mal jogado – vão falar em nervosismo, eu sei), o Paulistano se viu eliminado mas mesmo assim conseguiu arrancar a vaga. Perdia por três pontos após um chute maluco de Andre Goes que caiu. Elinho (16 pontos, grande atuação!), marcado por Drudi, gingou de um lado, para outro e arremessou. A bola bateu na tabela e caiu. Empate em 68 e bola para o Basquete Cearense com 13 segundos de posse de bola.

Era “só” arremessar e ganhar ou jogar a prorrogação. Mas o que aconteceu? Matheus errou em uma saída de bola (tentou fazer ponte aérea com Jimmy – sim, ponte aérea faltando três segundos de jogo…), a bola voltou para os paulistanos, que bateram o lateral, achando Eddy embaixo da cesta. O ala sofreu falta de Drudi, bateu um lance-livre, converteu, errou o segundo de propósito e o Paulistano venceu por 69-68. Vaga garantida e o segundo time a vencer um jogo 5 do NBB fora de casa (o primeiro foi Brasília contra o Pinheiros ano passado).

No outro jogo 5 da noite, o Pinheiros pegou o Limeira nas cordas após um jogo 4 praticamente ganhou e derrotou o rival com facilidade por 97-77. Shamell (na foto) marcou 21 de seus 28 pontos no primeiro tempo, ainda teve dez rebotes e seis assistências (38 de eficiência para ele, que vem fazendo um playoff de gala!), e viu Joe Smith (22) e Márcio (o mais subestimado dos grandes jogadores brasileiros se recuperou de problemas de saúde e marcou 22 pontos – não vi o jogo, mas não duvido que ele tenha marcado horrores também!). Com isso, o time de Cláudio Mortari repetiu a façanha do ano passado, quando também saiu de um 0-2 contra Joinville para vencer em 3-2.

Com isso, os duelos das quartas-de-final ficaram assim:
Flamengo x Paulistano
Brasília x São José (reedição da final do ano passado)
Uberlândia x Pinheiros
Bauru x Franca

Quem será que avança às semifinais?


NBB tem dois jogos 5 nesta noite para conhecer últimos classificados às quartas-de-final
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Fábio Balassiano

Promessa de fortes emoções logo mais no NBB, hein. Serão dois jogos 5 nas oitavas-de-final para conhecermos os últimos qualificados para as quartas-de-final da principal competição do país. Em Fortaleza (Sportv promete transmitir às 19h), o estreante Basquete Cearense recebe o Paulistano em uma série que só viu dono da casa vencendo. E no outro duelo da noite, o Pinheiros tenta consumar a virada contra Limeira em seu ginásio (19h15, infelizmente sem transmissão de TV). Alguns detalhes sobre as partidas de logo mais:

1) Na história do NBB, apenas uma vez em 13 oportunidades o time visitante venceu um jogo 5. Foi na temporada passada, quando o Brasília bateu o Pinheiros na semifinal. Na NBA, o percentual não chega a 10% de vitórias dos que atuam longe de casa. Na Liga ACB, é de 14,1%.
2) O Pinheiros pode repetir o feito que só ele tem na história do NBB: transformar um 0-2 em um 3-2. Ano passado foi contra o Joinville, de José Neto. Este ano, por coincidência, pode ser com outro assistente de Rubén Magnano, o competente Demétrius, de Limeira.
3) Um dado interessante deste playoff do NBB até aqui: foram apenas quatro vitórias dos times que atuaram fora de casa em 15 partidas disputadas.
4) Dos 16 períodos jogados entre Pinheiros e Limeira, vejam só isso: oito vitórias do time da capital, sete de Limeira e um empate. Mesmo assim, o único jogo que foi disputado até o final foi o passado, vencido por Shamell e companhia por 86-85 após incrível virada no último período.
5) Algo semelhante acontece na série entre Paulistano e Basquete Cearense. Com exceção do quarto duelo, vencido em São Paulo pelo time de Gustavo de Conti por 89-85, nas outras três partidas a diferença mínima a favor do mandante foi de 13 pontos (no jogo 2, em Fortaleza).

E aí, quem será que ganha? Comente!


Com forte defesa do início ao fim, Basquete Cearense vence Paulistano e empata série
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Fábio Balassiano

Por Thiago Carvalho, direto de Fortaleza (CE)

Assim como ocorreu no jogo 1 (com o Paulistano), o SKY/Basquete Cearense logrou sua primeira vitória em playoffs na história do NBB ao bater o Paulistano/Unimed por 79-66, em Fortaleza, no Ginásio Paulo Sarasate para um público presente em torno de 4.500 pessoas (uma boa quantidade, mas, ainda assim, apenas metade da capacidade total). Com o resultado, o time cearense empata o confronto em 1-1. O 3º jogo ocorrerá esta noite, às 19 hs, no mesmo local.

O confronto marcou um duelo de xadrez à parte no banco. A cada alteração de um treinador, o outro procurava substituir para encontrar o melhor arranjo, principalmente no lado defensivo. O time da casa esteve o jogo inteiro à frente do placar logo após os primeiros minutos e, com uma consistência, soube manter-se com o marcador favorável. O ala/armador André Góes (foto à esquerda) foi o cestinha da partida com 29 pontos, além de três rebotes e quatro assistências: “Lá eles tiveram um aproveitamento muito alto nos arremessos. Hoje conseguimos marcar melhor e estava me sentindo bem para chutar”.

A partida começou dando mostras de que algumas coisas se alteram nos playoffs, como por exemplo a arbitragem, que não anotou qualquer faltinha e deixou o jogo fluir mais (o que particularmente prefiro). A ausência do armador Matheus com um princípio de bronquite pegou a todos de surpresa. Com isso, o ala Jimmy (foto à direita) começou de titular, ficando a armação, na maior parte do tempo, sob a responsabilidade do André. O time de São Paulo mostrou porque é o segundo melhor no quesito rebotes e logo conquistou três no primeiro quarto, entretanto o período teve ligeiro domínio do time da casa e acabou 22-15 a favor do Basquete Cearense. O segundo período começou dando a leve impressão de que o apagão do time nordestino no 2º quarto do jogo 1 se repetiria após o Paulistano anotar os cinco primeiros pontos e o ataque fortalezense emperrar. Sorte que existe um tal de André Goes e que ele estava numa noite inspirada. O cestinha da partida chegou a estar com 20 pontos em 20 possíveis, isto é, 100% em arremessos de quadra até meados do fim do 1º tempo. Pois bem, o placar parcial anotava 42-38 após 23-20 pró-visitantes ao final de mais 10 minutos.

O recomeço da partida não foi bom. Muita marcação e jogo bem truncado, amarrado. O período se prolongou através de falta atrás de falta e logo os times já tinham estourado o limite com apenas 3 minutos de quarto. Apesar disso, não mais do que de repente, as duas equipes dão um gás legal ao final e conseguem boas jogadas ofensivas, resultando em alguns belos pontos. O Felipe resolveu aparecer mais no ataque, mas o bom jogo coletivo do Paulistano não deixou o adversário se desgarrar bastante no marcador. O fim do 3º quarto anotou 63-54 a favor dos donos da casa. O período final teve uma tentativa do treinador Gustavo De Conti em mudar a defesa individual para zona, porém não obteve o resultado esperado. Foi a partir deste momento que a vantagem do Basquete Cearense foi se alargando e a vitória se concretizando. Valem destacar os cinco minutos finais, nos quais o técnico Alberto Bial inovou colocando os pivôs Dragovic e Adriano juntos para diminuir a força bruta no garrafão do adversário (Wagner e Toyloy). O sérvio, que não demonstrou até agora o mesmo poder ofensivo do Drudi e que é mais forte fisicamente que este, deu conta do resultado no setor defensivo e não comprometeu no ataque. O confronto acabou 79×66 pró-cearenses e a tendência é de um jogo 3 muito bom, ainda mais equilibrado, onde o desgaste poderá pesar, principalmente pro Basquete Cearense que tem um quinteto titular mais envelhecido.

“Estamos crescendo nessa dificuldade e agora temos um tempo reduzido de recuperação, mas a gente está apto pra jogar um confronto tão duro como esse. Tivemos uma atuação regular, com um sistema defensivo bastante sólido. O principal jogador hoje foi o Matheus, o time jogou por ele e foi bonita essa atitude”, disse o técnico Alberto Bial.

O treinador Gustavo De Conti, do Paulistano, argumentou: “A defesa deles não nos surpreendeu, já havia sido boa em São Paulo (tirando o 2º quarto). É que nosso aproveitamento foi baixo. Nas bolas de 3 pontos, não chegamos a 30%. Erramos alguns lances fáceis embaixo da cesta e a nossa confiança foi sendo perdida. Isso se deve não só aos nossos erros, mas também aos méritos do Basquete Cearense que soube fazer uma excelente defesa”.


Em grande estilo, Paulistano vence Basquete Cearense e conquista 1ª vitória em playoffs
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

Paulistano e Basquete Cearense iniciaram na noite de ontem o confronto de oitavas-de-final dos playoffs do NBB que era visto como um dos mais equilibrados por se tratar do encontro entre o oitavo e nono colocados na fase de classificação. Isso não foi visto em prática ontem no Ginásio Antônio Prado Júnior, pois o time de São Paulo simplesmente não tomou conhecimento do cearense e venceu de forma tranquila por 95-74, abrindo 1-0 na série melhor de cinco partidas.

O Paulistano, que nunca havia vencido uma partida em playoff no NBB (0-9 no geral) mostrou maturidade (que faltou ao seu adversário) e foi merecedor da vitória, com belas atuações como as de Manteguinha (20 pontos), Pedro (17), Alex Oliveira (15) e um ótimo Munõz, que marcou apenas 9 pontos, mas trouxe uma energia fantástica ao time.

Os dois próximos jogos serão disputados em Fortaleza, no Ginásio Paulo Sarasate, que provavelmente terá um bom público. Ao Basquete Cearense, resta esquecer a péssima atuação de hoje para tentar igualar o confronto. Para o Paulistano, é fundamental manter a confiança que uma vitória como a de ontem traz para conseguir um novo resultado positivo como visitante, já que o mando é do adversário.

Antes do jogo, Alberto Bial falou sobre o sentimento do seu time, que estreou em playoffs: “Sentimos uma expectativa muito saudável, pois no primeiro ano conseguimos resultados expressivos além de trazer pessoas para a “febre” que é hoje o basquetebol no nordeste”. Já sobre o confronto, analisou: “Ganhamos os dois jogos do Paulistano na fase de classificação, só que hoje isso não quer dizer nada porque a pressão é diferente. Tivemos algumas mudanças no aspecto defensivo adotado no final da fase de classificação e deu resultado, então continuaremos esse trabalho”.

No começo da partida, tudo parecia sair como planejado por Alberto Bial. O jogo foi equilibrado nos primeiros minutos, com muito contato físico e com os cearenses claramente usando os grandalhões Drudi (18 pontos) e Felipe (6) como jogadores chave em seu esquema. Dessa forma, terminaram na frente por 17 a 16.

Aí veio o segundo quarto, onde tudo se decidiu a favor do Paulistano, que mudou o ritmo do jogo, impôs sua velocidade e simplesmente massacrou o adversário com uma corrida de 35-7! Pedro encestava os chutes de três (100% nesse quesito, 3/3), Manteguinha, Elinho e Muñoz penetravam para as bandejas sem tomar conhecimento da defesa adversaria, enquanto Alex e Toyloy se revezavam entre enterradas e tocos. O Basquete Cearense ficou completamente perdido, e de nada adiantaram os tempos pedidos em sequência por Bial.

Até mesmo nas entrevistas o Paulistano se demonstrou intenso, como nas palavras de Elinho: “Nos preparamos a semana inteira pra esse jogo, para não deixar o adversário jogar, pegar muito firme na defesa e conseguimos limitar a pontuação deles”. Voltando do intervalo com uma diferença de 27 pontos (51 a 24), restou ao Paulistano administrar os dois quartos seguintes. O ala Jimmy (cestinha do jogo com 22 pontos) colaborou muito para que o time cearense não saísse de quadra com uma desvantagem ainda maior do que os 21 minutos após os 40 minutos da partida.

Ao final, Manteguinha definiu o que considerou mais importante na vitória: “Com certeza a defesa do segundo quarto. Sabemos que para vencer a série é preciso defender bem. Vamos treinar amanhã nesse sentido pois sabemos das nossas chances de passar se continuarmos assim”.

Pelo lado do Basquete Cearense, o armador Matheus lamentou: “Não esperávamos (sofrer uma derrota por uma diferença tão elástica). Se você analisar o jogo, foi culpa do nosso segundo quarto, que foi muito abaixo do que estávamos pensando. Lutamos tanto pelo oitavo lugar, agora vamos tentar usar esse fator casa”.


Começa hoje o playoff do NBB: veja análise dos duelos das oitavas-de-final e palpite!
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Fábio Balassiano

O basquete brasileiro tem algumas coisas engraçadas. Uma delas é termos um jogo da fase de classificação (Brasília x Vila Velha na capital federal) no mesmo dia em que os playoffs da competição começam. Na verdade, é mais que isso. Por mais que o resultado do jogo dos tricampeões não influencie em nada na ordem dos duelos do mata-mata , é no mínimo bizarro que a temporada regular termine antes que o duelo entre Limeira e Pinheiros se inicie (quinta-feira).

Mas, bem, a bola vai quicar e três dos quatro duelos das oitavas-de-final começam hoje. Os confrontos serão em melhor de cinco, com o formato de 1-2-1-1 (sendo um na casa do time de pior campanha, dois no de melhor, um no de pior e o derradeiro no de melhor campanha). Vamos aos embates (com asterisco o time com mando de quadra):

Franca* x Liga Sorocabana (Jogo 1 nesta noite, às 19h30) - Está aí um duelo interessante apesar do amplo favoritismo para o time da cidade do basquete. Franca tem a melhor defesa do NBB (menos de 80 pontos por jogo) e a Liga Sorocabana, um dos piores ataques (77,5 por jogo). Mesmo assim, os sorocabanos têm no trio Dawkins-Neto-Holloway (43 pontos por jogo) uma força muito grande. Os francanos vêm de um resultado negativo (contra Uberlândia) e podem sentir neste começo. Será bacana ver como a juventude de Franca reagirá sob pressão.

Pinheiros x Limeira (Jogo 1 na quinta-feira, às 20h) - O campeão da Liga das Américas não terá vida fácil contra Limeira, não. O time de Demétrius fez um NBB oscilante, irregular, mas tem uma ótima defesa e peças capazes de segurar um pouco do jogo de Shamell, Joe Smith e Rafael Mineiro. De todo modo, ainda acho que o time de São Paulo tem mais força para avançar. A conferir, apenas, como estará o cansaço físico após uma competição importante e uma viagem desgastante, além, claro, de como estará a cabeça dos atletas depois de uma conquista inédita. Se mantiverem físico e psicológico no lugar, Limeira terá muitas dificuldades.

São José* x Minas (Jogo 1 nesta noite, às 20h) - O Minas venceu o jogo em BH na temporada regular e tem um bom time. Raul Togni é um técnico bom e poderá usar Beal para tentar deter um pouco da sanha de Fúlvio na armação. De todo modo, os mineiros caíram demais na segunda metade do campeonato e verão Murilo cada vez mais com ritmo de jogo. Terão chance caso vençam na Arena JK nesta noite. Olho no duelo entre Betinho e o ótimo defensor Andre Laws, de São José, que promete ser ótimo. Os joseenses, atuais vice-campeões do NBB e campeões paulistas, são os favoritos para avançar.

Basquete Cearense* x Paulistano (Jogo 1 nesta noite, às 19h) - É disparado o duelo mais equilibrado dessa fase de oitavas-de-final. Estreante animado, o Basquete Cearense conseguiu o mando de quadra e é fortíssimo em casa com o apoio da torcida que irá encher o Paulo Sarasate. Do outro lado estará o bem treinado time de Gustavo de Conti, que faz uso de uma rotação frenética e de uma defesa bem razoável (o que em terreno nacional é uma raridade, diga-se de passagem). Acredito em cinco jogos por aqui, sinceramente. E não creio que exista favorito, não.

E aí, quem será que avança às quartas-de-final para enfrentar Flamengo, Brasília, Uberlândia e Bauru? Comentem!


Paulistano encerra participação na fase de classificação com vitória e mira playoffs do NBB5
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Fábio Balassiano

Por Bruno Mesquita, direto de São Paulo (SP)

O Paulistano fez na tarde deste sábado o que dele se esperava ao derrotar o Tijuca no Antônio Prado Júnior por 84-65. Com o resultado, o time da capital paulista fechou a participação na primeira fase do NBB5 com uma campanha de 50% de aproveitamento (17-17). Já os cariocas acumularam mais uma derrota (campanha de 5-27) e mesmo com mais dois jogos a disputar (Flamengo e Suzano) só esperam o encerramento dessa fase do NBB para jogar o quadrangular contra o rebaixamento.

No início, o Tijuca demonstrou “leveza” e começou o jogo mais solto, passou boa parte do primeiro quarto na frente, mas o Paulistano logo impôs sua melhor técnica para fechar os primeiros 10 minutos em vantagem (26-19). No segundo período, além de melhores ações defensivas, o time da casa foi preciso nas bolas de três (Alex com 14 pontos teve 100% nos chutes de longe 4/4). Os contra-ataques exploraram a fragilidade da defesa do adversário, e uma pequena queda impediu que o Paulistano fosse para os vestiários com uma vantagem maior (44-34). O jogador nº32 do Tijuca, Arnaldinho, sofreu uma pancada na cabeça numa dividida forte, e no término do segundo quarto foi levado de maca para atendimento no centro médico do clube pois estava se sentindo muito mal.

Na volta do intervalo, depois de alguns minutos de trocas de cestas entre as equipes, o Tijuca ameaçou complicar o jogo, muito devido à dispersão do Paulistano. Irritado, o técnico Gustavo de Conti parou o jogo para cobrar uma reação de sua equipe. “Falem um com o outro!”, foi a bronca que ecoou no ginásio. A chamada funcionou, e a diferença voltou a aumentar a cada minuto, e tranquilo, o Paulistano garantiu sua vitória por 84 a 65. Destaque para Manteguinha, cestinha da partida com 20 pontos. Wanderson e Fred fizeram 15 pontos cada um pelo Tijuca.

O Paulistano agora pensa única e exclusivamente nos playoffs. Gustavo de Conti falou sobre o comportamento de sua equipe nos grandes jogos, usando a perspectiva das partidas mais difíceis até então (exemplificado com a derrota diante do Flamengo também): “Temos que ver o lado bom, estamos fazendo jogos equilibrados com grandes elencos, com a diferença de investimentos e de filosofia. Tem times que entram no campeonato para serem campeões e tem time que entra com intuito principal de revelar jogadores e se desenvolver, que é o nosso caso. Mas se há exemplos de derrotas no fim (Flamengo, Pinheiros, Brasília), há também o exemplo das vitórias também, como a sequência de três prorrogações em Minas e mais três em Vila Velha, contra Bauru e Pinheiros também do final. O melhor que podemos fazer é ficar em oitavo pelo mando de quadra, e se não der, porque não depende só de nós (Minas e Basquete Cearense ainda tem jogos a fazer e podem alcançar o Paulistano), jogaremos como nono da mesma forma”.

Já o ala Alex lamentou algumas falhas durante a campanha, mais segue confiante: “A campanha não foi da forma que a gente queria devido a alguns tropeços dentro de casa para equipes inferiores a nossa. Poderíamos estar bem melhor, brigando para estar entre os quatro melhores, mas infelizmente não conseguimos. Agora o Playoff é outro campeonato, fizemos bons jogos nas ultimas semanas, por isso vamos forte para essa fase. Sabemos que é a hora da verdade e a equipe está preparada e focada, determinada a vencer”.