Bala na Cesta

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Assistente de Magnano afirma: ‘Espanha cometeu ato de indignidade esportiva’
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Fábio Balassiano

“Se o que importa é a medalha, a Espanha fez o que lhe convinha. Não enfrentou a Argentina nas quartas-de-final e nem os Estados Unidos na semi. Mas no espírito e no que você tem que gerar para os seus jogadores é indigno. Nós, no Brasil, preferimos manter as convicções e a maneira como vemos o basquete. Eu acho que o espírito olímpico é transmitido em qualquer fase da vida: do mini-basquete, passando pela formação e culminando com a Liga Nacional. É muito difícil dizer a um jogador ‘Não jogue’. Eu não sei se foram os jogadores, o treinador (Scariolo) ou a comissão técnica, mas obviamente foi um ato de indignidade esportiva que não condiz com a busca da medalha olímpica”

A declaração, dada ao jornal Liberal (aqui o link completo), é de Fernando Duró, assistente-técnico de Rubén Magnano na seleção brasileira. Ele fala sobre o comentadíssimo jogo entre Brasil e Espanha na Olimpíada de Londres (relembre aqui). Na ocasião, a seleção de Rubén Magnano bateu os espanhóis por 88-82.

Sei não, mas este assunto ainda vai render horrores…


Em jogaço, EUA batem a Espanha e ficam com o ouro; Rússia é bronze
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Fábio Balassiano

Terminou há pouco o basquete masculino da Olimpíada de Londres. E terminou com um jogaço de bola. Assim como em 2008, quando norte-americanos e espanhóis fizeram uma partida histórica (118-107), neste domingo não foi diferente. Os europeus deram um trabalho imensa, chegaram a liderar a peleja no segundo período, mas não aguentaram no final. Os EUA venceram por 107-100, conquistaram o segundo ouro seguido e deram mais uma demonstração de que quando levam os melhores e quando estão comprometidos é quase impossível vencê-los.

Com 30 pontos, Kevin Durant foi o melhor em quadra, mas o que dizer de LeBron James? MVP da temporada regular da NBA, campeão da NBA, MVP das finais da NBA e campeão olímpico agora há pouco (tá razoável, não?). Além deles, Kobe Bryant teve 17 pontos, enquanto que do outro lado Juan Carlos Navarro foi muitíssimo bem com 21 pontos, e Pau Gasol quase entra para a história como o primeiro atleta a conseguir um triplo-duplo em uma final olímpica (24 pontos, oito rebotes e sete assistências). Foi um partidaço, disputado com uma intensidade incrível e muito bem jogado pelas duas seleções.

Mais cedo, a Rússia contou com Aleksey Shved (25 pontos, sete assistências e um poder de decisão incrível!) para colocar água na possível festa de despedida argentina. Os russos terminaram com o bronze ao bater os hermanos por 81-77 apesar dos 21 pontos de Manu Ginóbili. Tal qual aconteceu em 2006, no Mundial do Japão, Andres Nocioni, do canto direito, teve a chance de virar a partida para os sul-americanos, mas a bola caprichosamente bateu no aro e saiu. Medalha para os europeus, mas é bom deixar claro: no final da partida, Luis Scola disse que ninguém ainda pensa em aposentadoria na seleção nacional.

Viu os jogos? Gostou? Comente na caixinha!


Com 40 vitórias seguidas em Olimpíadas, meninas dos EUA tentam ouro neste sábado
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Fábio Balassiano

Confesso que não esperava ver a final olímpica feminina que verei neste sábado às 17h. Imaginei que a Austrália, com Liz Cambage bombando (como bombou, diga-se) enfrentaria as norte-americanas na grande decisão, e não nas semifinais como aconteceu na quinta-feira. Quem mede forças com os EUA hoje é a França, grande surpresa da comeptição, e australianas e russas disputam o bronze às 13h.

Além da medalha de ouro, os Estados Unidos defendem uma incrível invencibilidade de 40 jogos em Olimpíadas (última derrota foi em 5 de agosto de 1992 para o CEI, nos Jogos de Barcelona, por 79-73), marca absurdamente impressionante que reúne quatro medalhas de ouro seguidas (1996, 2000, 2004 e 2008) e que sinceramente não sei se as francesas conseguem fazer com que ela termine hoje. Se isso não bastasse, a França só venceu os EUA em uma ocasião em torneios oficiais. Foi em 16 de maio de 1971, quando fizeram 68-51.

Será que as francesas, comandadas pela ótima (na foto) Celine Dumerc (melhor armadora da Olimpíada em minha opinião – 15,3 pontos e 3,4 assistências por partida), conseguem evitar o ouro das norte-americanas? Acho quase impossível, e você?


Argentina tentou, mas não conseguiu parar os Estados Unidos; Espanha também na final
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Fábio Balassiano

Foi um bom primeiro tempo da Argentina nesta sexta-feira. Concentrada, com força física e muita técnica, os hermanos perderam a primeira etapa da semifinal olímpica contra os EUA por apenas sete pontos (47-40). Chegaram a estar oito atrás no meio da segunda metade, mas aí os norte-americanos pisaram no acelerador.

Engataram uma sequência de 11 pontos seguidos, abriram mais de 20 pontos e não tiveram dificuldade para finalizar o placar em 109-83 (18 bolas de três convertidas), chegando a segunda final olímpica consecutiva e espantando o fantasma de 2004 de vez. LeBron James esteve soberbo na marcação, nas enterradas e terminou com 18-7-7. Do lado argentino, Ginóbili teve 19 pontos, Delfino e Scola outros 15, mas além dos tiros longos, os 15 rebotes ofensivos e a maior rotação dos EUA acabaram com as chances dos hermanos.

No jogo do ouro, os EUA repetem a final de 2008 com a Espanha, que fez um primeiro tempo tenebroso (20 pontos), mas conseguiu se recuperar, anotou 47 nos 20 minutos finais e teve força para vencer a Rússia por 67-59 com 16 pontos e 12 rebotes de Pau Gasol, que esteve brilhante nos minutos finais. A pena da classificação espanhola é que certamente voltará a discussão sobre se valeu a pena ou não ter tirado, se é que eles tiraram mesmo, o pé no quarto período da peleja contra o Brasil.

EUA x Espanha na final, Argentina x Rússia disputando o bronze. Viu os jogos de hoje? O que está esperando pra domingo? Comente!


Mirando 2004, Argentina tenta o milagre contra os EUA hoje na Olimpíada
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Fábio Balassiano

Acabei não comentando aqui, alucinado que sou, mas ontem foi definida a final da Olimpíada feminina. A Austrália bem que tentou, contou com 19 pontos de Liz Cambage, mas não foram muito longe contra os EUA, que conseguiram a vitória de número 40 de forma consecutiva no torneio olímpico com os 86-73 de ontem. As norte-americanas medirão forças na final com a França, que venceu a Rússia por 81-64, chegando a sua primeira final olímpica da história.

E hoje é a vez dos rapazes. Para abrir os trabalhos, a Rússia tenta vencer novamente a Espanha para jogar a uma final olímpica pela primeira vez desde 1988. Precisarão barrar os irmãos Gasol e Ibaka no garrafão, mas principalmente a grandíssima experiência espanhola em jogos decisivos. A peleja começa às 13h, e vale a pena ficar de olho.

De todo modo, o jogo que mais me chama a atenção nesta Olimpíada é este EUA x Argentina (17h) na outra semifinal. Os argentinos vêm empolgados pela vitória contra o Brasil, mas sabem que terão que jogar a partida perfeita para repetir um feito: os hermanos são os únicos que bateram os norte-americanos em mata-mata nos Jogos desde que os atletas da NBA passaram a atuar. Foi em 27 de agosto de 2004, também em uma semifinal olímpica, em um dia em que Manu Ginóbili só faltou fazer chover na Grécia. Ele teve 29 pontos (9/13), levou seus marcadores a loucura e impulsionou uma vitória histórica por 89-81 (Andres Nocioni, incansável na marcação, ainda teve forças para contribuir com 13 pontos naquela noite histórica de Atenas).

Oito anos se passaram, a geração dourada está quase saindo de cena e o time norte-americano é muito, muito mais forte que o de 2004. Naquele jogo, Carmelo Anthony e LeBron James eram jovens, e o segundo nem entrou em quadra (LeBron teve três minutos). Do lado argentino, Manu, Scola, Delfino e Leo Gutierrez estavam lá.

Deixo abaixo um vídeo com o último período da vitória platense de 2004. Será que os hermanos conseguem aprontar de novo logo mais? Difícil, sem dúvida, mas como disse Andres Nocioni a ESPN depois da partida, “sonhar não custa, e entrar na quadra pra ganhar é o mínimo que devemos fazer”. O que será que acontece logo mais? Comente!


Duas imagens do basquete olímpico para fechar o dia – vale a pena ver!
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Fábio Balassiano

Legenda para as fotos: no (ótimo) documentário Jogo de Cena (aqui o trailer), em que atores interpretam cenas de pessoas comuns (vejam, eu recomendo), a atriz Fernanda Torres diz: “A diferença é que com um personagem fictício, se você atinge um nível medíocre, você pode até ficar ali nele, porque ele é da sua medida. Quando o personagem é real ele meio que esfrega na sua cara onde você poderia estar e não chegou“.

Ótima analogia, não? É triste dizer isso, mas dá um orgulho danado ver essa geração da Argentina jogar com tanta alma, tanto coração, tanta inteligência, tanta técnica.

Infelizmente, parafraseando Fernanda Torres, esta geração brasileira poderia estar, mas não chegou.