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É oficial: NBA confirma primeiro jogo no Brasil em outubro de 2013 entre Wizards e Bulls
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Fábio Balassiano

A informação foi dada aqui há quase seis meses, e nesta terça-feira a NBA confirmou que o Brasil receberá o primeiro jogo da liga norte-americana.

Será 12 de outubro de 2013, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, entre Washington Wizards (time de  Nenê e talvez Leadrinho também) e Chicago Bulls (equipe de ninguém menos que Derrick Rose), válido pela pré-temporada.

Fora da ação nas quadras, os jogos mundiais da NBA fora dos EUA (Europa e Ásia) contarão com eventos fora das quadras, incluindo atividades comunitárias da “NBA Cares” (parte social da liga) e eventos interativos para os fãs em cada cidade.

“Oferecer aos fãs uma experiência autêntica da NBA é parte importante de nossos esforços para incrementar este esporte globalmente”, disse o Comissário da NBA, David Stern. “Em Outubro de 2013, quase um terço das nossas equipes irão embarcar numa turnê internacional para comemorar o basquete, dar aos nossos fãs internacionais a oportunidade de contato com os jogadores e as equipes da NBA, e deixar uma presença duradoura em cada uma das comunidades que visitarmos.”

Excelente notícia para quem gosta de basquete por aqui, e que a modalidade aproveite o “poder de arrastão” que a NBA tem para se popularizar um pouco mais. Ainda não há notícias sobre preço e começo da venda de ingressos (assim que tiver eu aviso).

Oportunidade única, não?


Trocado para o Washington, Leandrinho tem vida indefinida na NBA – qual o seu futuro?
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Fábio Balassiano

Na semana passada, no último dia de trocas da NBA, Leandrinho foi trocado pelo Boston Celtics para o Washington Wizards (desesperados por alguma força na ala/armação, os verdes foram atrás de alguém que conseguisse comer minutos da rotação que tinha apenas o veterano Jason Terry e os jovens Courtney Lee e Avery Bradley). Como está lesionado no joelho, pode ser que o brasileiro nem vista a camisa do time da capital. Por isso fica a dúvida: qual o futuro dele na liga?

De cara, digo que não é fácil conjecturar, não. Leandrinho sofreu uma grave lesão no joelho, ficará de seis a oito meses parado, só retornará às quadras no começo da próxima temporada (já pensaram por aí que a seleção brasileira não terá Anderson Varejão e ele na Copa América?) e terá que procurar emprego (sempre bom lembrar, também, que ele está indo para sua quinta franquia nas três últimos anos – Phoenix, Toronto, Indiana, Celtics e agora Washington). É agente-livre vindo de lesão no joelho, pensem só nisso.

Danny Ainge, gerente-geral do Boston Celtics, disse que gostaria de contratá-lo para a próxima temporada, mas embora a possibilidade exista (não há nenhuma “trava” na regra de transferências que impeça um jogador trocado por outro na temporada anterior de voltar no ano seguinte) é algo que ninguém pode contar. No momento é muito mais provável que ele busque outro time e que tenha até grandes dificuldades para isso (lembremos que Leandrinho perdeu a pré-temporada deste ano).

Não dá pra criticar Leandrinho por querer ficar na NBA (eu também quereria, obviamente), mas acho que ele precisa ter em mente que seu caminho na principal liga de basquete do mundo pode não ser a única opção. Voltar ao Brasil e liderar uma franquia do NBB (acho que esta é uma grande chance de ocorrer, hein), jogar em um basquete de alto nível na Europa não são possibilidades ruins, e acho válido que ele já esteja ao menos com isso na cabeça.

O que será que acontece com Leandrinho? Volta ao Brasil? Fica na NBA? Ruma para a Europa? Comente!


Melhor brasileiro da história da NBA, pivô Nenê aparece na contagem regressiva
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Fábio Balassiano

Estava faltando aparecer algum brasileiro na contagem regressiva, né. Pois não falta mais. Marcos Castro enviou e-mail pedindo que Nenê Hilário, ex-Denver Nuggets e agora pivô do Washington Wizards, aparecesse por aqui. Fala aí, Marcos!

“Achei interessante a sua iniciativa de postar vídeos de lances históricos da NBA como uma contagem regressiva, e neste sentido acredito que além da história da NBA devemos lembrar de fatos históricos para o basquete brasileiro. O vídeo abaixo conta um pouco da trajetória do Nenê, saindo do Vasco direto para o Denver Nuggets, sendo um dos primeiros jogadores brasileiros a entrar na NBA através do Draft, e que acabou sendo um marco para nós, pois depois dele muitos outros foram e estão indo”

Tags : NBA Nenê


Com excesso de pivôs, fica a pergunta: o que fará Magnano nas próximas convocações?
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Fábio Balassiano

Nenê, Anderson Varejão, Tiago Splitter, Rafael Hettsheimer, Vitor Faverani, Lucas Bebê, Paulão Prestes, Fab Melo e Augusto Lima. Nove nomes. De cara, nove nomes. Sem pensar muito, nove nomes de alas-pivôs e pivôs brasileiros que têm feito sucesso lá fora e que são, sem dúvida, nomes a serem considerados na próxima convocação. Sei que ainda é cedo, mas ontem me peguei pensando nisso e resolvi compartilhar com vocês a dúvida básica: o que fará Magnano com esse montão de gigantes?

É óbvio que os três primeiros da lista, Nenê, Splitter e Varejão, levam vantagem pela experiência, talento e anos de Europa e NBA. Agora no Real Madrid, Hettsheimer foi fundamental no Pré-Olímpico de Mar del Plata ano passado e seria nome certo em Londres caso não tivesse machucado. Lucas Bebê tem ganho cada vez mais espaço no Estudiantes, e merece ser observado com carinho (o mesmo acontece com o jovem Augusto, no Málaga). Paulão Prestes teve ótima atuação no fim de semana pelo Gran Canarias e pode reeditar bons momentos na Espanha rapidamente.

Restam, pois, dois nomes mais complexos. Fab Melo parece ser uma baita promessa, mas ainda não engrenou no Boston Celtics. Seu nome foi, inclusive, cogitado para ir a D-League, a liga de desenvolvimento da NBA. Mas ninguém seria maluco de descartá-lo de cara para uma convocação de seleção brasileira, seria? O mesmo pode-se dizer de Vitor Faverani, considerado um dos melhores pivôs da Espanha na atualidade que se saiu com 27 de eficiência na segunda rodada da Liga ACB no fim de semana. Ele teve um problema grave com Rubén Magnano, mas acho que uma conversa franca, frente a frente resolve a situação. O cara é bom, e precisa ser testado. Simples assim.

São nove nomes, e teoricamente cinco vagas para pivôs (isso que nem coloquei os que atuam no Brasil e Cristiano Felício, uma das maiores promessas – o ex-jogador do Minas está tentando a sorte no Junior College, nos EUA, em um movimento que pode ser tão bom quanto perigoso para o andamento de sua carreira). Então vamos lá, querido leitor. Agora é a sua vez de Magnaniar aqui no blog.

Pensando com a cabeça do treinador, como você escolheria seus CINCO pivôs para a Copa América de 2013? Comentários na caixinha!


Na NBA, Jefferson Sobral é reprovado nos testes do Washington e mira D-League e NBB
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Fábio Balassiano

Conforme você viu aqui no UOL na semana passada, o ala brasileiro Jefferson Sobral foi tentar a sorte no Washington Wizards, da NBA. Incentivado pelo seu amigo Nenê, um dos astros da franquia, ele participou dos treinamentos da equipe, foi, segundo ele próprio, elogiado pelos treinadores, mas acabou não passando pelo crivo da comissão técnica.

“Os treinadores gostaram de mim pela disposição e pela parte tática. Além disso, elogiaram muito minha postura defensiva, e fiquei bastante feliz. No entanto, sabia que seria muito difícil ficar no time para os treinamentos da temporada, que começam hoje, embora tivesse esperança. Mas infelizmente não foi dessa vez. Fiquei muito feliz em poder pisar na quadra que o melhor jogador brasileiro da atualidade (Nenê) está e pude ver como ele é respeitado e querido por todos por aqui. Ficam a experiência e os bons momentos vividos dentro da quadra de basquete do Washington”, disse Jefferson ao Bala na Cesta por e-mail.

Sem descartar participar da Liga de Desenvolvimento da NBA (a D-League), Sobral, irmão das ex-jogadoras Marta e Leila, pensa também em jogar o próximo NBB.

“Sinceramente não sei o que vou fazer agora. Gostaria muito de ficar por aqui, já que a visibilidade é grande e agora os time da D-League estão mandando jogadores pra NBA com regularidade. Mas caso surja uma boa oportunidade de jogar o NBB seria bacana também, já que participei de todas as edições do torneio”, afirmou o atleta, que disputou o último NBB pelo Tijuca, onde teve as médias de 5,2 pontos, 2,3 rebotes e 13 minutos por partida.

Jefferson, por fim, elogiou a postura e a ajuda de seu amigo.

“O Nenê queria muito que eu ficasse por aqui. Por isso estava sempre nos treinos comigo me dando força, ajuda. Chegar sozinho num lugar desses é difícil, mas com ele por aqui foi diferente”, afirmou Sobral, lembrando que o único momento que não teve moleza com o ala-pivô dos Wizards foi no videogame: “Ele me fez sentir um pereba no Fifa 2013. O cara ganhou de mim dez vezes sem a menor dificuldade. Ele estava com o São Paulo, e eu com o meu Coritnhians. A situação só melhorou um pouco quando coloquei o Santos, do Neymar, e consegui ganhar uma única partida do cara”.


Em ritmo de treino, seleção masculina marca bem e vence a China com muita facilidade
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Fábio Balassiano

Foi como deveria ser: uma partida fácil, sem sustos, em ritmo de treino. O Brasil marcou muito bem no começo, abriu 25-9 amparado pela ótima defesa, sustentou a pressão nos chineses e bateu os asiáticos por tranquilos 98-59. Com este resultado e com a vitória da Rússia contra a Espanha mais cedo por 77-74, brasileiros e espanhóis decidem a segunda colocação na segunda-feira, com os russos já garantidos na primeira posição da chave.

Sobre a partida, nem há muito o que comentar. Contra adversários mais fracos, é exatamente isso que deve ser feito. Massacrar com a defesa, roubar bolas (hoje foram cinco), fazer cestas fáceis, forçar arremessos do rival (os chineses acertaram apenas 35% de seus chutes de dois pontos) e abrir vantagem de cara (além disso, as bolas de três caíram – 12-25 de fora). E assim foi feito. Foi bom, também, para descansar Nenê, Tiago, Leandrinho, Anderson, Huertas e Alex para os duelos que realmente valem (o das quartas-de-final e, quem sabe, os próximos) e dar ritmo para Raulzinho e Caio Torres, os dois atletas da seleção que menos tempo de quadra têm.

Na segunda-feira, o Brasil enfrenta a Espanha às 16h. Se vencer, termina na segunda posição e enfrenta a Argentina nas quartas-de-final (com a possibilidade de medir forças com os EUA na semifinal). Caso perca, duela contra a França nas quartas e escapa dos norte-americanos (em uma eventual semi, jogaria contra Rússia ou Lituânia). Não acho que a seleção tenha que escolher caminho algum, mas pensar em jogar contra os EUA ou não nas semifinais é antecipado demais.

Viu o jogo? Gostou, né? E o que está projetando pra segunda-feira? Comente na caixinha!


Brasil supera nervosismo do começo e vence a Austrália na estreia olímpica
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Fábio Balassiano

Foi um começo nervoso, nervoso pacas. E realmente era esperado. Dezesseis anos depois, o basquete masculino brasileiro voltava às Olimpíadas, e a ansiedade bateu forte. Mas ao contrário dos Jogos de Los Angeles (1984), quando perdeu na estreia para a Austrália por 76-72, a seleção de Rubén Magnano venceu os australianos com muito sofrimento por 75-71 e começou bem nas Olimpíadas de Londres. Vamos a alguns pontos (primeiro coletiva e depois individualmente).

1) É óbvio que vencer é o mais importante sempre. Vencer jogos apertados ainda mais (trauma antigo, vocês devem se lembrar disso). Vencer jogos apertados em estreia olímpica, excelente. Mas o Brasil fez uma partida muito ruim. Na verdade, a Austrália também. Foram 34 erros somados e 6/37 dos três pontos, o que fala por si só sobre a qualidade do espetáculo. A grande diferença é: a seleção de Rubén Magnano briga por medalha. Os australianos, não. E se quiser brigar por medalha, vai ter que evoluir muito. Foi a estreia, tem muita coisa pelo caminho, mas abriu a caminhada olímpica com um jogo ruim. Venceu um jogo ruim. Ponto.

2) Confesso não entender algumas alterações de Rubén Magnano. Hoje, Marcelinho Machado (falarei sobre ele posteriormente) teve 15 minutos. Marquinhos, 11 (o ala, ex-Pinheiros, sem confiança alguma, não TENTOU nenhum chute). Quando a vantagem brasileira atingiu 13 pontos no meio do terceiro período, Magnano trocou Nenê por Caio Torres (!!!!), Leandrinho (em seu melhor momento) por Marquinhos, Huertas por Larry Taylor (!!!!) e mudou a defesa (de individual pra zona). A vantagem caiu de 13 para cinco (levou oito pontos seguidos) em dois minutos, os australianos cresceram e os que saíram tiveram que voltar rapidinho. No final da partida, a formação brasileira contava com Huertas, Alex, Machado, Giovannoni e Splitter. Marquinhos, Nenê, um dos melhores em quadra, e Varejão, ficaram no banco. O cara é campeão olímpico, entende mais de basquete do que nós aqui, mas neste domingo ele teve uma jornada pra esquecer. Dá pra explicar?

3) Apesar de ter levado apenas 71 pontos, a defesa do Brasil não foi ótima como vinha sendo. Marcelinho Huertas foi batido por Patrick Mills e Matthew Dellavedova, a cobertura demorou demais a chegar e a marcação do perímetro não foi boa (principalmente no final). O aproveitamento australiano foi terrível (18% de fora), mas contra uma seleção mais qualificada isso pode ser preocupante.

4) Não gosto de falar de arbitragem, mas deixo um pito aqui para o trio formado Guerrino Cerebuch (ITA), William Gene Kennedy (EUA), Christos Christodoulou (GRE). O que eles fizeram hoje foi tenebroso, de verdade. Cinquenta faltas apitadas, anti-desportivas ridículas, compensações sem sentido. Terrível.

5) Sobre a parte individual, vamos lá. Leandrinho começou o jogo terrivelmente, levou uma bronca de Magnano e melhorou. Continuou com seu jogo de risco (não curto), mas as bolas começaram a cair (prefiro sempre analisar a ‘causa’ da ação ofensiva e não o resultado dela). Terminou com 16 pontos, mas cometeu erros cruciais no final que poderiam ter custado a vitória. Um quando chamou para o mano-a-mano o australiano (sendo que seu jogo flui melhor quando alguém arma a jogada pra ele). Outro, quando cometeu uma falta de ataque na saída de bola (isso tudo quando faltavam 60 segundos). Está claro: Leandrinho toma decisões equivocadas quase sempre quando tem a bola em suas mãos, não é jogador de decisão, e deixar a bola em suas mãos quando o cronômetro estiver apertado é um erro. Deixá-lo em quadra, na verdade, pode ser um grande erro. Que sirva de lição.

6) Quem seguiu jogando muita bola foi Marcelinho Huertas. Elogiado por Marc Stein (analista da ESPN) e Anthony Parker (ala da NBA), o armador teve 15 pontos, dez assistências e quatro rebotes em sua estreia olímpica (números de gente grande!). Teve problemas, é verdade, quando foi marcado por Dellavedova no começo, mas voltou bem do intervalo e passou a comandar as ações. Ele está em um nível de basquete sensacional!

7) E o que falar de Nenê Hilário? Jogou pouco tempo (21 minutos), mas teve oito pontos, sete rebotes e dois tocos sensacionais, além de uma defesa monstruosa no garrafão. Ganhando ritmo de jogo, será uma arma ainda mais poderosa para a seleção brasileira. Também nos pivôs: Anderson Varejão foi um monstro nos rebotes ofensivos (quatro), pontuou bem (12) e mostrou muita luta. Já Tiago Splitter não arremessou bem (2/10) e falhou demais nas rotações defensivas.

8) Pra fechar: o que falar de Marcelinho Machado? O cidadão tem 37 anos e ainda não consegue entender o jogo de basquete. Chutou dez bolas, errou oito e continuou com sua tara (deve ser alguma patologia…) nos três pontos (errou sete de suas oito tentativas). Seu jogo não encanta, não dá resultado em alto nível internacional e sua falta de capacidade de leitura de jogo para decidir o que fazer com a bola assusta, assusta muito. Pelo bem da seleção, que Magnano corte seus minutos nos jogos importantes. Há jogadores mais capacitados para ganhar minutos no elenco.

Na terça-feira, às 12h45, é a vez da Grã-Bretanha, a dona da casa, e nova vitória é fundamental para chegar ao duelo contra a Rússia, um dos mais difíceis nesta Olimpíada, sem derrota. Viu o jogo? Gostou? Comente!


Seleção masculina faz grande jogo, mas perde para os EUA – ótimo prenúncio pras Olimpíadas?
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Fábio Balassiano

Ao contrário da seleção feminina, a equipe dos rapazes fez muito, muito bonito contra os Estados Unidos. Perdeu, é verdade, por 80-69, mas jogou de maneira acertada em termos táticos e teve momentos inclusive de superioridade em relação a um rival reconhecidamente mais forte (são os melhores do mundo, é sempre bom lembrar). Ah, e mais uma vez o time de Rubén Magnano (foto) não levou mais de 80 pontos (já são oito jogos assim na preparação pra Londres).

O Brasil venceu o primeiro período por 27-17, mas cansou, sentiu falta de Marcelinho Huertas (conforme já disse aqui, o time cai demais sem seu armador titular – e é bom ficar atento a isso em Londres, pois irá acontecer), e perdeu o segundo período por 20-5 (37-32 na primeira etapa portanto). No segundo tempo, o panorama se manteve – a seleção de Magnano teve bom volume, bons momentos, mas principalmente quando o revezamento norte-americano veio, o placar abriu um bocado.

De todo modo, o saldo é bem, bem positivo. O Brasil jogou muito tempo de igual pra igual contra os melhores do mundon(43-37 na segunda etapa, gente!), teve ótima defesa, não permitiu muitos rebotes ofensivos e tratou bem a bola quando teve Huertas em quadra (e é bom lembrar que a formação Huertas-Taylor funcionou muitíssimo bem novamente). Insisto: não sei se bem medalha, mas o time está pronto para as Olimpíadas.

Viu o jogo? Ficou com mais esperanças para Londres? Comente na caixinha!


Sobre as dores no pé, pivô Nenê afirma: ‘Em Londres não vou estar 100% saudável’
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Fábio Balassiano

“Os treinos estavam bastante puxados. Com muito impacto, o músculo começou a doer de novo. Não tinha como fazer os movimentos e poderia piorar um pouco mais. Então, falei com o Rubén (Magnano) e com o departamento médico, eles optaram por poupar. Não tem como saber o que pode acontecer no futuro. Mas estamos fazendo o que é possível, tratando com fisioterapia. Ao longo dos treinos e dos jogos, veremos como vou me sentindo. Sou o único que posso saber como está o corpo. Em Londres não vou estar me sentindo fresco e 100% saudável. A Olimpíada será no sacrifício, mas jogarei se tiver aquela dor tolerável, não uma intolerável”.

A declaração é do pivô Nenê, que sofre de uma  fascite plantar, foi dada ao companheiro Fábio Aleixo, do Lance!, que está em Foz do Iguaçu acompanhando o time de Rubén Magnano, e preocupa horrores. Ainda não se sabe, inclusive, se ele atuará hoje contra a Espanha B na abertura do Super 4 (às 20h, com transmissão do Sportv).

O jogador do Washington Wizards, da NBA, é peça fundamental para a seleção brasileira em Londres, e chegará às Olimpíadas longe de suas condições ideias. Preocupa o estado físico de alguém que não joga desde o dia 26 de abril (quase três meses, portanto), mas também em como estará a sua cabeça para atuar em Londres.

Mas não é tudo. Como estará a cabeça de Rubén Magnano para fazer o seu último corte no grupo que hoje conta com 13 jogadores treinando? Todo mundo sabe que o treinador deseja levar três armadores, mas com as condições de Nenê pode ser que a tesoura encontre Larry Taylor ou Raulzinho, deixando o caminho livre para que Magnano pense em uma opção mais segura, em termos físicos, no garrafão (área que será decisiva para uma boa campanha em Londres).

Além de Nenê, Marquinhos sofre com dores e tem treinado e jogado menos do que deveria (não esteve no Super 4 da Argentina), tornando a preparação menos, digamos, atrativa. Insisto: sem Nenê muito bem, sem chance de medalha. Com ele a 80, 90%, chances razoáveis.

Concorda comigo? Comente na caixinha!


Faltando pouco pra Londres, é a hora de entrosar as principais estrelas da seleção masculina
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Fábio Balassiano

De acordo com o site da CBB, a palavra que Rubén Magnano mais usou no seu treinamento de ontem em Foz do Iguaçu foi ‘foco’: “Temos que focalizar muito nos detalhes. Fizemos um bom jogo contra a Argentina, mas ainda cometemos alguns erros, principalmente nos momentos de cansaço. Quando fazemos nos treinos, é tudo muito bom, mas durante o jogo a situação é totalmente diferente. Quando focamos nos detalhes, fazemos a movimentação completa e conseguimos cestas fáceis. É importante estar com esse pensamento porque faltam apenas 20 dias para a estreia nos Jogos Olímpicos”.

Este é, sem dúvida, um ponto importante, mas não o único. Faltando vinte dias para as Olimpíadas de Londres, há algo fundamental: Nenê, Leandrinho, Huertas, Splitter e Anderson, provavelmente os cinco principais jogadores do Brasil, não conseguem jogar juntos. Seja por problema de lesão, de seguro ou qualquer outro motivos, os alicerces de Magnano precisam de entrosamento em jogo, em amistoso – e não estão conseguindo isso nesta fase de preparação.

Não consigo cravar, mas acho que os cinco acima citados jamais atuaram juntos pela seleção brasileira (busquei no site da CBB, mas não garanto a informação). Se formos falar dos três pivôs (Varejão, Nenê e Splitter), a única competição em que o trio esteve junto foi no Pré-Olímpico de 2003 – ou seja, há quase uma década. Nenê se ausentou em quase todas, e quando foi, em 2007 (Pré-Olímpico de Las Vegas), ou em 2010, na preparação para o Mundial, que não esteve foi Anderson Varejão.

Houve problema de todos os tipos para que o quinteto de feras e o trio de pivôs não se encontrasse (lesões, seguro, pinimba com a antiga gestão da CBB), e o mais importante é que Nenê se recupere para o Super 4 de Foz do Iguaçu desta semana. Não para uma revanche contra a Argentina, mas sim para que o principal grupo da seleção atue pelo menos um pouquinho junto.

Só com todos eles a disposição de Magnano o Brasil terá chance de medalha, e só com eles em quadra saberemos quais as reais chances de isso de fato acontecer.