Bala na Cesta

Arquivo : Negócios do Basquete

Com show do Jota Quest, Jogo das Estrelas do NBB foca no entretenimento em SP
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Fábio Balassiano

Pela primeira vez sendo realizado em São Paulo, o Jogo das Estrelas do NBB (site oficial aqui) em 19 de março promete ser um marco na história da Liga Nacional de Basquete. No maior centro econômico do país o evento contará com show da banda Jota Quest (notícia divulgada há instantes pela LNB), uma das mais populares do país, terá parceria com a Rede Starbucks e marcará o primeiro passo da ativação da Nike, nova patrocinadora da entidade (mais aqui). Cadeiras de pista e numeradas já estão esgotadas, mas as arquibancadas, que custam a partir de R$ 5, ainda estão à venda no site da LNB.

O foco do Jogo das Estrelas de 2017 está no entretenimento, em atrair e reter fãs para o esporte, algo que vemos com frequência na NBA. Conversei com João Fernando Rossi, presidente da LNB e um dos entusiastas deste modelo de gestão que privilegia o lazer dentro dos ginásios de basquete. Rossi, empolgado, lança inclusive um desafio ao prefeito de São Paulo, João Doria Jr. .

BALA NA CESTA: Me chamou a atenção que neste ano teremos um jogo no Ibiraquera, um dos maiores palcos de basquete do país, com muita história e tudo mais, a chegada da Nike, nova patrocinadora da Liga, também uma parceria com a Rede Starbucks, famosíssima no mundo inteiro, e agora o show do Jota Quest. O foco está mais do que nunca no público com bastante entretenimento mas também em mostrar ao mercado publicitário a força do produto de vocês, não?
JOÃO FERNANDO ROSSI: Isso mesmo, Bala. O foco está em proporcionar ao público a melhor experiência de lazer possível não só no domingo, o dia do evento propriamente dito, mas sobretudo durante o final de semana inteiro onde teremos atividades, e mostrar ao mercado corporativo que em momento de crise econômica o basquete brasileiro (NBB) é a melhor opção de investimento no esporte no Brasil. Modéstia à parte, somos hoje o que há de melhor no esporte em relação a custo/beneficio, e sabemos bem que os investidores estão buscando visibilidade, retorno alto sobre investimento e se associar às marcas com retorno garantido.

A grande novidade é termos um evento com Show (Jota Quest) e Basquete juntos. Isso mostra como estamos focados em transformar um espetáculo esportivo em entretenimento. Ter o Jota Quest no intervalo do Jogo das Estrelas é o coroamento de todo esforço dos clubes e mais um passo na incessante busca pela fidelização do fã da bola laranja no mercado brasileiro e das Américas. Essa festa no Ibirapuera reforça o comprometimento da Liga com os torcedores e no desenvolvimento da modalidade. Teremos o que existe de melhor dentro e fora da quadra nessa grande festa do esporte. Nossa ideia é começarmos um relacionamento com os fãs de basquete no Jogo das Estrelas. Depois nossa missão é fazer com que ele (relacionamento) se prolongue durante muito tempo.

Nosso ativo, com clubes de futebol, líderes em olimpismo e cidades tradicionais e recém-chegadas, é bem robusto e possuímos TV aberta (Band), TV fechada (Sportv) e o nosso canal de WebTV que exibe jogos semanalmente através da plataforma Facebook Live. Caminhando com o que há de mais moderno no mundo, posso dizer com orgulho que nossas mídias sociais possuem números bem interessantes em Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat e outros. A Liga Nacional organiza 4 campeonatos (NBB, Liga de Basquete Feminino, Liga Ouro e Liga de Desenvolvimento Sub-22), estamos presentes em 11 estados, com 30 clubes e 83% do PIB brasileiro, e atingindo 77% da população brasileira. Não posso esquecer de dizer que temos parceria com a liga de basquete mais desejada do mundo, a NBA. Estamos muito animados. Se permitir, posso lançar um desafio no seu blog?

BNC: Claro. O que seria?
ROSSI: É um desafio ao Prefeito da cidade de São Paulo, João Doria Jr. Sei que ele gosta de basquete, e lanço em seu blog um desafio para que ele faça parte do torneio de habilidades deste Jogo das Estrelas. E aí, João Doria, topa? #JogaJuntoJoaoDoria .

BNC: Este ano o Jogo das Estrelas terá formato diferente, com todas as atividades realizadas em um só dia, o domingo. O que a Liga Nacional pretende com isso e qual o motivo da mudança?
ROSSI:
A ideia é fazer com que o público amante do esporte e do basquete possa ter uma experiência completa de basquete. Pesou para que escolhêssemos São Paulo o fato de, devido a Olimpíadas e Copa do Mundo, a cidade do Rio de Janeiro ter recebido a maioria dos grandes eventos do esporte brasileiro nos últimos anos. Sendo assim, a escolha de São Paulo, a maior capital da América Latina, passa pelo desafio de despertar a população paulistana para o basquete. Nossa intenção é ativar uma das maiores metrópoles do mundo. Gosto de lembrar que cidade e o Ibirapuera foram o principal palco do basquete brasileiro durante décadas. Sobre ser tudo no mesmo dia, pensamos muito em termos um dia inteiro com muito entretenimento esportivo, algo que nunca houve na história do esporte brasileiro. O evento no domingo começa às 10h e terá o Desafio de habilidades, Torneio de 3 pontos, Torneio de enterradas, Desafio das Celebridades e o jogo principal entre NBB Brasil x NBB Mundo. Um domingo completo de muita festa no esporte brasileiro. Quero frisar que no sábado teremos na parte da manhã um treino aberto com os atletas do Jogo das Estrelas. Na sequência as eliminatórias do Desafio de Habilidades serão exibidas ao vivo pela TV Globo.

BNC: Apesar das finais serem em um dia só, haverá as eliminatórias no sábado e também ações sociais previstas desde sexta-feira. Podemos esperar neste Jogo das Estrelas do NBB em São Paulo o maior número de ações não só sociais mas também de marketing da história do evento?
ROSSI: Teremos o #EspaçoJogaJunto, área de lazer voltada à interação do fã do basquete e disponível no sábado e domingo e totalmente grátis. O Ibirapuera estará repleto de atividades para as famílias, com ativações dos patrocinadores (Caixa, Sky, Avianca, Nike e Starbucks) que envolvem quadras de basquete, máquinas de arremessos, distribuição de brindes e presença dos atletas para fotos e autógrafos. Além disso, estaremos preparados para receber o público com vasta área de alimentação, tornando o programa completo do começo ao fim para as famílias paulistanas.

Ainda sobre marketing, venho do mundo empresarial e sou muito objetivo. Estamos em SP, a cidade mais populosa das Américas e a sétima do mundo, com mais de 12 milhões de habitantes e a décima-quarta mais globalizada do mundo. São Paulo é o décimo PIB do mundo e corresponde a 11% do PIB brasileiro. Portanto, estamos com expectativas de mostrar ao mundo corporativo e seus investidores que a Liga Nacional (NBB) é o melhor investimento no esporte brasileiro. O Jogo das Estrelas é o nosso cartão de visita. Estaremos recebendo grandes empresas, patrocinadores, investidores e agências de Marketing esportivo. Mostraremos nosso lado de gestão, empreendedorismo, responsabilidade social e de negócios tanto para LNB quanto para os clubes. É uma oportunidade única para todos buscarem pontos de contato comerciais. É um ambiente propício para início de novos negócios.

Além do entretenimento devemos acelerar nosso programa de responsabilidade social. Estamos trabalhando com empresas e comunidades para uma sociedade mais justa. Já fazemos isso, na Liga Nacional, de forma pontual, mas estamos nos preparando para sermos mais atuantes neste sentido e a partir evento já queremos começar a atuar de forma mais estruturada.


Diretor do IBOPE/Repucom aponta crescimento e deixa ‘dever de casa’ para o NBB
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Fábio Balassiano

Negocios1Dando prosseguimento à seção “Negócios do Basquete“, que estreou aqui na semana passada com entrevista de Álvaro Cotta, Gerente de Marketing da Liga Nacional de Basquete (LNB), o blog hoje traz bate-papo exclusivo com José Colagrossi, Diretor Executivo do IBOPE / Repucom.

Colagrossi palestrou no NBB Marketing Summit em São Paulo na última terça-feira, mostrou números importantes sobre o crescimento do NBB, como por exemplo, a base de fãs (38%) e superfãs (15% dos famosos viciados), e deixou um dever de casa para os times em particular e para a Liga Nacional de maneira geral que é conseguir trazer os fãs da NBA para acompanhar o NBB mais de perto. Confira a entrevista que fiz com ele.

BALA NA CESTA: Não consigo resumir a sua palestra porque foram dados e mais dados incríveis, mas algumas coisas chamaram a atenção. Primeiro a questão do renascimento do basquete com a criação do NBB. Queria que você dissesse como o IBOPE / Recpucom explica isso.
nbbmkt3JOSÉ COLAGROSSI: O basquete vive um momento de renascimento. Não que a paixão pelo basquete tenha morrido. Não, de jeito nenhum. Mas o basquete organizado passou por um período quase que de inexistência no Brasil. O renascimento é na forma da competição, é na forma da Liga Nacional fazer as coisas, é no interesse da televisão em ter mais e mais jogos disponíveis, é no patrocínio. Como esporte organizado, de 2007, 2008 pra cá, o basquete vem crescendo. Na audiência, nos jogos, no número de times, no número de competições, nos patrocinadores, na entrega do que a Liga consegue entregar aos seus patrocinadores e sobretudo no interesse crescente do público que não era chegado ao basquete. O renascimento também acontece de uma forma muito forte na população mais jovem.

jose1BNC: Exato. Este é o outro ponto interessante. Dentro dos fãs e superfãs de basquete há dois nichos bem claros, não? Uma galera mais velha e a outra que está chegando agora para acompanhar o esporte.
COLAGROSSI: É isso. Há o pessoal de 40 anos ou mais que viveu os anos 80 e cresceu vendo Oscar, Paula, Hortência e tantos outros grandes jogadores. Essas pessoas nunca esqueceram do basquete, mas se distanciaram e retornaram agora. E tem, no outro lado, a turma da geração Y, de 16 a 29 anos, que consome o basquete no Brasil por causa da NBA. Então você tem dois públicos completamente diferentes consumindo o mesmo produto. Em idade, background, renda, em educação, interesse, mas os dois, por razões diferentes, consomem o esporte muito fortemente. Isso é parte do renascimento que eu mencionei.

BNC: Você falou muito também muito sobre a questão de blogueiros e influenciadores. De acordo com o IBOPE / Repucom, 7 dos 10 maiores influenciadores do esporte brasileiro hoje são blogueiros e não ex-jogadores ou jornalistas renomados. E você disse outra coisa que era a questão da rebeldia dos jovens, que cada vez menos aceitam argumentos fáceis, pré-estabelecidos. Juntando essas duas coisas hoje eu questiono: o jovem, hoje, confia menos no, digamos, institucional e mais em quem fala diretamente a língua dele e por isso os influenciadores fazem tanto sucesso?
geracaoYCOLAGROSSI: A principal característica do jovem hoje, dessa geração Y de 16 a 29 anos, é que ele não quer que ninguém dite como deve ser o seu comportamento. E não é no Brasil, não, mas no mundo todo. Por isso eu usei o termo rebeldia. Isso no esporte se manifesta da seguinte maneira: eles querem consumir o esporte que quiserem, da maneira que quiserem, na hora que desejarem, na plataforma que preferirem e como quiserem. A rebeldia vem de seguir o que eles quiserem seguir, não de ser como seus pais foram. É basicamente dizer: ‘Eu vou fazer o que estiver disposto a fazer’. Só que hoje é possível isso. Estamos em 2016, Século XXI, é possível. Quando eu tinha 20 anos de idade a única maneira que eu tinha de consumir o esporte era na televisão ou no estádio. Só. Não tinha outra alternativa. Então eu poderia até ser rebelde, mas não tinha opções de fazer diferente. Hoje você pode consumir o esporte de cinco maneiras diferentes, ao vivo ou em video on demand, ou seja, você pode consumir inteiro ou em partes. E principalmente: você pode interagir com seus amigos, com as ligas, com os atletas, e isso cria um mundo onde o fã deixou de ser um mero recipiente passivo de informação para se tornar um fã que está no meio do ecossistema. É um cara que está no meio disso tudo e gera opinião, gera informação, que influencia todo mundo e um cara cuja opinião é relevante. E ele, esse jovem, sabe disso.

nbb_nba1BNC: No seu último slide você deixou alguns pontos como desafios para o NBB daqui pra frente. O principal deles é atrair os fãs da NBA que há aos montes no Brasil para as partidas da Liga Nacional, correto?
COLAGROSSI: Quando você olha a performance do NBB e da Liga Nacional é uma história de sucesso. O basquete hoje está entre os três esportes mais consumidos do país, como disse aqui no encontro. Mas tem uma tarefa que eles não conseguiram fazer muito bem até o momento, que é essa que você cita. A base de fãs do esporte basquete ainda é muito maior do que a base de fãs do NBB. Então tem muita gente transitando pelo basquete que não consome NBB. Não torce para nenhum time, não vê jogo, não lê nada. O NBB precisa se aproximar, atrair esse cara para que ele consuma o basquete nacional da mesma maneira que ele consome a NBA. Esse é um desafio. E se tem alguma coisa que a Liga Nacional ainda não fez intensamente em relação a marketing / comunicação, eu posso te citar isso. E este é o grande desafio para os próximos anos.


Negócios do Basquete: Gerente de Marketing da Liga fala sobre próximos passos do NBB
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Fábio Balassiano

Negocios1O Bala na Cesta inicia hoje uma nova seção. Ela se chama “Negócios do Basquete” e tratará dos temas voltados para o que se faz de bom no esporte da bola laranja também fora de quadra. Vocês verão entrevistas, análises, números, ações promocionais e tudo o que pode ser replicado lá de fora aqui dentro da forma que vocês conhecem deste espaço.

Para abrir os trabalhos eu trago uma entrevista com Alvaro Cotta, Gerente de Marketing da Liga Nacional de Basquete. Ele vai falar sobre o II NBB Marketing Summit, evento realizado nesta terça-feira em São Paulo, das expectativas para a temporada 2016/2017, de como pretende angariar fãs da NBA para o basquete nacional (NBB) e de como a relação com os blogueiros e influenciadores tem pautado as discussões e os caminhos da LNB. Divirtam-se!

nbbmktg200BALA NA CESTA: Primeiro queria que você falasse sobre o II NBB Marketing Summit, evento realizado nesta terça-feira em São Paulo para mais de 400 pessoas. Qual a sua avaliação?
ALVARO COTTA: O encontro é voltado para o mercado publicitário e o objetivo é reforçar a história da Liga Nacional de Basquete, mostrar o que a LNB conseguiu, as conquistas de um ano para o outro, os números, tudo isso. E acho que atingimos isso. Foi mais um evento prestigiado, com a mensagem sendo transmitida da maneira que queríamos.

nbbmkt6BNC: Qual a expectativa da Liga em relação ao marketing dos clubes, mais públicos, mais fãs, essas coisas de fora das quadras?
ALVARO: Todo trabalho que a gente faz visando esse processo de transformação de marketing pensamos a médio e longo prazo. Os resultados dificilmente a gente conquista em uma temporada. Tendo em vista o trabalho que vem sendo feito nos últimos anos esperamos alcançar um engajamento maior do público, aumentando a média de torcedores nas partidas e trabalhando melhor a promoção dos espetáculos. O mais interessante disso tudo é que a gente percebe nos clubes uma clara intenção de oferecer aos torcedores uma atração além das quatro linhas. Isso também tem o lado da experiência do boca a boca. Tem uma família que vai, gosta, comenta com a outra. Às vezes brinco que estamos vivendo uma revolução silenciosa. Quando olharmos, depois, veremos que o NBB com uma nova cara, com uma nova roupagem. Creio que estamos no começo de um processo que a NBA viveu lá atrás. A nossa expectativa, agora falando como Liga, é que a gente consiga explorar cada vez mais esse engajamento nas redes sociais. O Jogo das Estrelas, por exemplo, é um produto promocional da Liga e serve para isso também.

BNC: Já se sabe onde será a edição da temporada 2016/2017?
ALVARO: A gente espera confirmar até o começo da temporada. Data e local. A nossa vontade é que seja em São Paulo mesmo.

BNC: A gente não pôde acompanhar e queria que você falasse como foi o encontro da tarde com o Brendan Donohue, vice-presidente sênior do TMBO (Team Marketing & Business Operations) da NBA? Quais foram as principais dicas que o dirigente da NBA deu?
brendan1ALVARO: O departamento do Brendan (foto) tem como principal atividade auxiliar as franquias da NBA a desenvolver o seu próprio negócio. Ele e sua equipe fazem isso através do compartilhamento de práticas e ideias que funcionam com todas as equipes. Isso serve para que todos ou possam adotar as mesmas estratégias ou que no mínimo saibam o que a outra franquia está realizando no seu dia a dia. Um dos principais pontos que foram abordados foi sobre venda de ingressos e sua importância dentro da NBA. Outro ponto importante foi sobre como é feita, hoje, a venda de patrocínios, com suas oportunidades, informações e negociações com cada segmento. Houve um ótimo trecho do encontro do Brendan em que foi falado sobre relacionamento com a comunidade, que é fundamental para as franquias da NBA. E aqui no NBB vemos o aumento desse aspecto para os times do NBB. Quanto mais o basquete for relevante para a população, tanto no entretenimento quanto pelo lado social ou autoestima para aquelas pessoas da cidade, mais engajamento e participação de empresas o time consegue. Talvez a principal mensagem que tenha ficado foi o quanto as equipes da NBA trabalham na coleta de dados visando sempre o desenvolvimento do negócio para todos os envolvidos. Há uma série de relatórios, um sistema bastante abrangente com informações e índices em relação aos pontos-chave para o negócio. Esses resultados são compartilhados entre todas as equipes. Isso serve também como base de comparação e análise por parte da liga. Quanto mais números melhor para ter uma análise mais precisa do cenário e para tratarmos com mais assertividade do que precisa ser melhorado.

nbbmkt3BNC: Um dos pontos mais importantes do que o José Colagrossi, do Ibope Repucom, falou foi sobre como capturar os fãs da NBA pro NBB. Como vocês estão pensando em fazer isso para aumentar a base de fãs de vocês na próxima temporada?
ALVARO: Todo trabalho que vem sendo feito no NBB e pela Liga Nacional tem o objetivo final de angariar mais fãs e superfãs para o esporte. Essa estratégia, ou oportunidade que a gente tem de angariar esses fãs da NBA para o NBB, é uma questão de longo prazo principalmente pelo que a NBA representa para o mundo, pelas grandes estrelas que disputam a liga. A gente sabe que o universo de fãs que acompanha a NBA no Brasil é imenso. Hoje temos 9 atletas brasileiros na NBA e essa também é uma oportunidade grande para nós. Sabemos que durante a temporada esses jogadores estão lá nos EUA jogando e treinando, mas usar esses atletas como uma estratégia para atrair, aproximar e engajar novos fãs de basquete, principalmente o jovem/adolescente, é um item importante. Tudo isso está sendo pensado no médio e longo prazo. Isso não acontece no espaço curto de tempo.

NBB2Uma das nossas metas é conseguir transmitir para esse fã uma experiência de imagem, de ginásio, de jogo excepcional para esse torcedor, até porque o nível de exigência com o que ele vê na NBA já nasce altíssimo. Tentamos fazer com que o primeiro contato dessas pessoas com o NBB seja positivo. Acredito que, para isso, a porta de entrada para esse fã seja a rede social. Por isso estamos cada vez mais atuantes na produção de conteúdo de qualidade e pensando em como ser mais atraentes para essa galera. Pensamos cada vez mais em usar uma linguagem mais jovem, mais bem humorada e não só tratando de temas como o basquete dentro de quadra, mas também de estilo, de comportamento. Tudo isso está sendo pensado e trabalhado. Algumas coisas conseguimos fazer apenas com uma nova visão, um novo formato. Outras demandam mais investimento ou preparação um pouco maior. Estamos bastante otimistas e motivados com o crescimento do basquete e com essa chance de conseguirmos atrair cada vez mais fãs, sejam aqueles que já acompanham a NBA ou aqueles que venham a ter o primeiro contato com o basquete.

nbb20BNC: Outro ponto importante foi sobre a criação de uma base mais jovem e sua (dela) relação com blogueiros / influenciadores . Quais as estratégias da LNB para ficar mais jovem e ter os influenciadores e blogueiros mais perto?
ALVARO: A gente vive agora uma nova época, né? Disso não temos como escapar. Pelo contrário, isso é uma grande oportunidade de nos conectarmos com o público jovem de forma mais divertida, interativa e de modo que eles possam participar ativamente sem estar dentro de um ginásio, dentro de uma quadra. A Liga tem investido nesse relacionamento com os blogueiros e com os Youtubers cada vez mais. Apenas para citar exemplos. Na última temporada nós tivemos a parceria com o Canal Chuá, com o conteúdo sendo oferecido dentro do site da Liga Nacional de Basquete, e no Jogo das Estrelas muitos destes YouTubers participaram do Jogo das Celebridades. A repercussão foi enorme. Seguramente algumas pessoas que nunca tiveram contato com o NBB passaram a nos conhecer através deles. Acredito que começamos, com isso, a atingir um novo público, um novo perfil. Pessoas que chegaram ao basquete com outro propósito, o propósito do humor, do entretenimento, da diversão, o que é ótimo. Este é um caminho que a Liga vem tentando fazer. Acreditamos muito nisso e inevitavelmente eles, blogueiros e influenciadores, são porta-vozes da causa do basquete. Contribuem demais para o basquete e vamos explorar cada vez mais isso. São pessoas importantes no universo da modalidade.

nbb1Não posso deixar de ressaltar que ter você, com o seu veículo, por perto é uma grande satisfação. Nos últimos anos a gente percebeu o crescimento do blog, a importância na comunidade do basquete. Com isso a Liga também passou a aprender a como interagir com os fãs, como ajustar as ações e, obviamente, como podemos explorar o conteúdo de forma variada. Todos são muito importantes para nós neste sentido e vamos querer estar cada vez mais perto, junto tanto de blogueiros quanto de influenciadores digitais.


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