Bala na Cesta

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Louisville vence Michigan, é campeã e técnico Rick Pitino entra para a história da NCAA
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Fábio Balassiano

Foi um grande jogo, um grandíssimo jogo mesmo. Em uma das melhores finais que vi, Louisville bateu Michigan por 82-76 e conquistou seu terceiro título universitário. E conquistou o troféu em uma caminhada recheada de fatos especiais.

Rick Pitino (na foto à direita) foi escolhido para entrar no Hall da Fama de basquete nesta segunda-feira de manhã. No final do dia entrou para a história do basquete universitário ao conquistar o segundo título pela segunda faculdade diferente (antes, Kentucky em 1996), tornando-se o primeiro a atingir o feito.

Depois por conta da lesão de Kevin Ware (foto à esquerda), que fraturou a perna no jogo contra Duke e deu, mesmo que indiretamente, um pouco mais de força aos seus companheiros. Não reclamou da vida, manteve a calma e seguiu apoiando seu time. Uma lição para quem vive a reclamar da vida e de tudo.

Palmas para Peyton Siva (18 pontos,  6 rebotes, 5 assistências e 4 roubos – números impressionantes), Luke Hancock (22) e Chane Behanan (15 pontos e 12 rebotes), mas essa conquista será sempre lembrada, ao menos por mim, pela lesão em Kevin Ware e pela lição de superação que o atleta, que em momento algum reclamou, proporcionou. Ware esteve lá no Georgia Dome (75 mil pessoas para ver um jogo universitário!), vibrou com seus companheiros e caiu em lágrimas quando o relógio zerou.

Não era pra menos. O título também é dele. É muito de Kevin Ware e de Rick Pitino.


Rick Pitino pode conquistar segundo título da NCAA nesta noite contra Michigan
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Fábio Balassiano

Você sabe que está ficando velho quando olha pro time da Universidade de Michigan que joga contra Louisville nesta noite no Georgia Dome a final da NCAA (21h30 desta segunda-feira, com exibição por ESPN e BandSports) e vê os filhos de Glenn Robinson e Tim Hawdaway em ação. Mas nem tudo são espinhos quando a idade chega. Você também sabe que é um sortudo por estar ficando velho quando vê Rick Pitino (foto), técnico de Louisville, ainda em ação.

Aos 60 anos, Rick Pitino, indicado recentemente ao Hall da Fama, tentará na noite de hoje seu segundo título universitário e poderá se tornar o primeiro a conquistar canecos da NCAA por faculdades diferentes (o primeiro foi em 1996, com Kentucky).

Depois de viver um drama com a fratura na perna do ala Kevin Ware (ele é de Atlanta e certamente será homenageado por seus companheiros logo mais), o nova-iorquino viu seus comandados vencerem Duke e Wichita State depois de estarem perdendo por mais de 15 pontos para chegar a uma decisão aguardada contra um difícil rival. O time vem de 15 vitórias seguidas, chegou a 34 na temporada e pode conseguir o segundo título da faculdade (o primeiro foi em 1986 com Denny Crum, o técnico que viria a ser derrotado pela seleção brasileira no Pan-87 com a seleção norte-americana, diga-se de passagem).

Dono de um estilo único de defesa por pressão (pressão na bola, tentativa de “acelerar” o ataque adversário sempre que possível e diferentes tipos de começo de marcação de acordo com o ataque que o time acaba de finalizar), Pitino é reverenciado como um dos melhores dos Estados Unidos (são sete aparições no Final Four da NCAA e quatro décadas de experiência no comando das melhores faculdades do país). Conquistar o troféu contra Michigan, que não leva o título da NCAA desde 1989, seria um prêmio grande a um dos mais criativos e inflamados treinadores dos EUA.

Quem ganha logo mais? Comente!


Zebra histórica: Louisville bate recorde de bolas de 3 na NCAA e vence favorita Baylor
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Fábio Balassiano

Que dia para a Universidade de Louisville. Depois de avançar ao Final Four com os rapazes em um jogo recheado de dramaticidade contra Duke (releia aqui) as meninas de Jeff Walz entraram em quadra para jogar contra a favoritíssima Universidade de Baylor, atual campeã, número 1 do país e time de ninguém menos que Brittney Griner, aquela menina fantástica que enterra bolas como se não houvesse amanhã.

Mas Walz tinha um plano para vencer Baylor: chutar de três e rezar para as bolas caírem. Sabendo que não teria força física para superar o jogo de garrafão das adversárias, arrumou o time para chutar, chutar e chutar. Deu certo. Louisville converteu 16 bolas de longe (recorde na história da NCAA Feminina), conteve Griner na medida do possível (4/10 nos arremessos, 14 pontos, três erros e marcação dupla ou tripla em cima dela) e viu Shoni Schimmel e Antonita Slaughter terem uma noite histórica com cinco e sete arremessos de três convertidos, respectivamente. Com isso a vitória veio – e veio no sufoco após Schimmel converter dois lances-livres para finalizar o placar em 82-81.

Festa absurda em quadra para Louisville, que bateu Baylor e eliminou o rival e agora enfrentará outro bicho-papão do basquete universitário feminino (Tennessee), e tristeza absoluta para Griner (na foto abaixada ao lado de Odyssey Sim, deitada com as mãos no rosto), que se despede sem conseguir o bicampeonato (embora com seus 3.283 pontos ela saia de cena como a segunda maior cestinha da história da NCAA, é bom isso ser dito – só fica atrás de Jackie Stiles, que fez 3.393) e com muitas lágrimas para chorar até ser a número 1 do Draft da WNBA nos próximos dias (deu pena da menina chorando).

A Cinderela do March Madness feminino chama-se Louisville. Vamos ver até que fase elas seguem.


Louisville supera lesão assustadora, bate Duke e vai ao Final Four da NCAA – veja lance!
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Fábio Balassiano

Foi um dos jogos mais emocionantes que eu vi nos últimos tempos. Não pelos chutes decisivos nos segundos finais, não, mas sim por tudo o que aconteceu no Elite 8 do jogo entre Lousiville e Duke válido pelo March Madness do torneio Universitário nacional americano neste domingo em Indianápolis.

Para começar a história, um dos cestinhas do time de Louisville, Russ Smith, estava com febre mas decidiu atuar. O armador titular, o espevitado Peyton Siva (não SiLva), estava com inflamação na garganta e tomou remédios para entrar em quadra. E do outro lado estava a poderosa Duke, de Coach K e de Mason Plumlee, uma das feras do torneio deste ano.

Para piorar as coisas, Kevin Ware (na foto à direita sendo amparado por Luke Hancock), reserva que tinha 17 minutos por jogo nesta temporada, foi tentar impedir um arremesso do rival Tyler Thornton (que depois que viu o lance ficou chocado), de Duke, saltou e na queda fraturou a perna. Sim, fraturou a perna (veja o vídeo abaixo – mas, por favor, se tiver um pingo de medo NÃO clique porque as imagens são assustadoras) e teve que ser retirado imediatamente da quadra para iniciar seus tratamentos.

O relógio marcava 06:33 por jogar ainda na primeira etapa, Louisville vencia por 21-20 mas a tristeza pela lesão do companheiro tomou conta dos jogadores. O técnico Rick Pitino, experiente toda vida, tentou impedir que os atletas olhassem a cena, rezou no meio da quadra, mas ali eu enviei mensagens a amigos dizendo: “Difícil retornar pro segundo tempo com força pra vencer”.

E aí o que aconteceu, depois de terminar com 35-32 Louisville a primeira etapa? Os comandados de Rick Pitino (foto à esquerda) fizeram incríveis 50-31, venceram Duke por 85-63 (Russ, aquele da febre, teve 18 pontos e Siva, aquele da inflamação na garganta, outros 16), se classificaram ao Final Four pela segunda vez consecutiva (apenas para esclarecimento do tamanho de Pitino no basquete universitário norte-americano: ele é o único técnico a levar três faculdades distintas ao Final Four – Kentucky, com quem foi campeão em 1996, Providence e Louisville) e vestiram camisas com o nome de Ware no final em homenagem ao companheiro.

No final, quando perguntado sobre o que de fato havia sido fundamental para seus atletas vencerem o duelo depois de uma lesão tão assustadora quanto a de Ware, Pitino foi claro: “Esta vitória é totalmente para Kevin Ware. Ele é de Atlanta, onde jogaremos o Final Four, e chegamos ao vestiário no intervalo sem saber o que dizer uns aos outros. Lá no fundo, vimos Ware com 15cm de osso saindo de sua perna gritando ‘Ganhem este jogo, ganhem este jogo’. O cara estava com a perna fraturada e gritava para que ganhássemos a partida. Nunca vi isso em minha vida, mas não podíamos desapontá-lo de forma alguma”, disse.

No Final Four, Louisville mede forças com a Cinderela do torneio, Wichita State, que passou pela favorita Ohio State. Na outra semifinal, Michigan, que volta ao Final Four depois do Fab 5 (leia mais aqui), enfrenta Syracuse.


Em despedida de gala do ginásio de Baylor, Brittney Griner dá 3 enterradas – veja vídeo!
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Fábio Balassiano

Foi uma despedida de gala da menina Brittney Griner na noite de ontem. Em sua última partida no ginásio da Universidade de Baylor, a pivô de 22 anos e 2,03m queria deixar uma ótima impressão antes de se formar e entrar na WNBA (deve ser a primeira escolha do Draft). E ela conseguiu deixar os quase 10 mil torcedores que foram vê-la felizes (atenção: 10 mil pessoas em um jogo universitário feminino).

Jogando contra Florida State em partida válida pela segunda rodada do torneio nacional (até o ex-presidente George Bush foi vê-la, a pivô de Baylor saiu do Ferrell Center com 33 pontos (15/22), 22 rebotes, 4 assistências e 4 tocos na vitória de seu time por 85-47. Os números, incríveis, são tão bons, mas tão bons, que apenas cinco HOMENS conseguiram uma atuação de 30+20 ou mais em jogos de Torneios Nacionais de NCAA (Kent Benson, Elvin Hayes, Jerry Lucas, Wilt Chamberlain e Bob Petit.

Mas não foi só isso, não. Griner, conhecida por suas enterradas (leia mais aqui e aqui), cravou três vezes na cesta de Florida State (já são 11 nesta temporada e 18 em toda a sua carreira colegial – para vocês terem uma ideia, o grupo de cinco jogadoras que já haviam enterrado na NCAA conseguiu o feito 15 vezes ao todo – três a menos que este fenômeno chamado Brittney Griner).

Veja abaixo o vídeo de Griner!


Coluna ExtraTime: Abdul-Jabbar afirma que pouco tempo de NCAA afeta qualidade da NBA
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Fábio Balassiano

“Sou constantemente perguntado sobre os motivos que levaram as pontuações da NBA a terem caído tanto. Para se ter uma ideia, no jogo 6 das finais da NBA entre Lakers e Celtics (vitória do Los Angeles), o Boston anotou 100 pontos, patamar mínimo de qualquer um dos times naquela série final. Naquele jogo, os Celtics tentaram nova bolas de três, o máximo da decisão”

“Como contraste, neste ano vemos poucos times chegando aos 100 pontos e mais de uma dezena de chutes do perímetro por noite. Antes focávamos mais em criar espaços e em tentar tiros com maior possibilidade de acerto (de perto da cesta). Muitas coisas mudaram (as regras, a liberação das defesas por zona, etc), mas o maior problema vem antes dos jogadores entrarem na liga”

“Na minha época, os times da NBA eram repletos de atletas que tinham passado um tempão na universidade, jogando para técnicos renomados e disputando palmo a palmo minutos de quadra contra outros grandes jogadores. (…) Hoje em dia, o que vemos são atletas que ficam muito pouco tempo nas faculdades, que se tornaram apenas um pré-Draft para jogadores ótimos no um-contra-um e ainda não tão ótimos no jogo coletivo como deve ser encarado o basquete”

“O que acontece é que estes atletas nunca chegam, ou chegarão, aonde poderiam chegar. Eu trabalhei pessoalmente com um atleta (nota do editor: Jabbar foi técnico de Andrew Bynum quando o jovem chegou ao Los Angeles Lakers) que não conseguia ajustar as suas incríveis habilidades físicas ao grande jogo que é o basquete.”

“Outro caso interessante é o de Dirk Nowitzki. Pessoas contam que ele deixou de vir jogar na NCAA porque ele teria problemas em defender e pegar rebotes. Ele foi para a NBA, e sinceramente acho que ele, embora um ótimo arremessador, poderia ter se tornado um atleta extraordinário se tivesse sido ensinado a defender, bloquear, essas coisas.”

“Os times titulares da NBA hoje em dia raramente contêm atletas com um extenso currículo de serviços prestados ao basquete universitário, e eu acho de verdade que isso tem afetado a qualidade do basquete que temos assistido. Concluindo: os torcedores de hoje não têm recebido o espetáculo que eles deveriam receber simplesmente porque os atletas não sabem como fazer, não foram ensinados. Acho que isso tudo tem a ver com o ‘progresso’ que o basquete norte-americano quer dizer que tem nos últimos anos.”

As declarações são de Kareem Abdul-Jabbar, seis vezes campeão e MVP da temporada, e foram retiradas de um artigo escrito por ele (aqui) para o site da ESPN. Kareem fala sobre a qualidade atual dos jogos da liga norte-americana, sobre a formação dos jogadores e sobre como um período maior na faculdade afetam no que vemos nos jogos da NBA. Sem dúvida vale a reflexão sobre o assunt, não?

Concorda com Kareem? Comente na caixinha!

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Coluna originalmente publicada em 18.06.2012 no ExtraTime, site hospedado no UOL.


Pivô Fab Melo está inscrito no Draft e deve ser o próximo brasileiro na NBA
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Fábio Balassiano

“Depois de me encontrar com minha mãe, minha família e com o técnico Jim Boeheim, decidi que vou entrar no Draft de 2012. Desde que comecei a jogar basquete tinha o sonho de jogar profissionalmente, e acho que este é o melhor momento para fazer isso. Estou perto de realizar um sonho da minha vida e deixo meu agradecimento a todos de Syracuse, que me fizeram crescer como atleta e como homem”

A declaração, divulgada através de um comunicado, é de Fab Melo, pivô brasileiro que jogou na Universidade de Syracuse nas últimas duas temporadas (na de 2011-2012 ele teve 7,8 pontos e 5,8 rebotes e foi eleito o melhor defensor, a sua maior qualidade, da Big East). Ele acaba de se inscrever no Draft de 2012, e deverá ser o próximo brasileiro na NBA (o que se comenta é que Fab contratou, inclusive, o mesmo agente Arn Tellen, o mesmo de Derrick Rose e Russell Westbrook, por exemplo).

A se lamentar, apenas, que o desfecho de sua carreira em Syracuse tenha sido tão ruim, tão triste (ele não jogou o torneio Nacional, o famoso March Madness, porque apresentou notas insuficientes e foi banido pela própria faculdade). Que ele tenha aprendido com seus erros, e que ele esteja preparado para o basquete e para a vida como atleta da NBA. As cobranças serão maiores, suas deficiências ficarão ainda mais expostas (seu arsenal ofensivo ainda é muito limitado) e atos de indisciplina não serão muito bem vistos.

Não seria o que eu faria (acho que depois de tudo o que Jim Boeheim passou com ele, Fabricio Melo deveria, no mínimo, voltar para mais um ano e mostrar que estava arrependido pelas besteiras que fez não só com ele, mas com todo o time que contava com sua presença no garrafão para o torneio nacional), mas eu desejo sorte para ele no Draft e na NBA. Em projeções sérias, Fab está para ser escolhido no final da primeira rodada.

E você, o que acha que acontecerá com Fab no Draft? Comente na caixinha!


As lições que John Calipari ensina com o título da NCAA por Kentucky
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Fábio Balassiano

Consegui ver ontem, no final da noite, a decisão do basquete universitário entre Kentucky e Kansas. Na boa, foi uma aula de basquete. Dois times jogando muita bola, muita bola mesmo, e defesas absolutamente sensacionais.

Vitória de Kentucky por 67-59 mesmo com o melhor jogador universitário do país, o ótimo Anthony Davis, tendo apenas 1/10 nos arremessos (mas na defesa ele compensou com 16 rebotes, três roubos e seis tocos). Dorom Lamb, um baita jogador que cresceu horrores nesta fase final de NCAA, foi o cestinha com 22 pontos.

Na decisão do feminino ontem, Baylor, do fenômeno Brittney Griner, venceu Notre Dame facilmente por 80-61 e ficou com o título nacional de forma invicta. Foram 40 vitórias e o primeiro título da carreira de Griner, que teve 26 pontos, 13 rebotes e cinco tocos em sua última partida antes de ir para a WNBA. Foi o segundo título de Baylor, a sétima vez que uma equipe é campeã invicta e apenas a primeira vez que um time consegue o caneco sem perder com 40 jogos. Além da craque Griner, quem foi muito bem também foi a armadora Odyssey Sims, que dominou a rival Skylar Diggins e cravou 19 pontos, sete rebotes e quatro assistências.

Mas vamos voltar para a decisão dos rapazes. Foi o oitavo título da tradionalíssima Kentucky, e o primeiro de um cara bem acima da média em termos táticos. John Calipari tornou mais, digamos, “popular” o motion offense, ou, como conhecemos, o Memphis Atack, o famoso ataque com quatro abertos e com uma troca de passes incessante. E em sua primeira oportunidade com um time de alto nível, de altíssimo nível diga-se de passagem (seis jogadores poderão ser escolhidos no Draft de 2012), Calipari, um dos sujeitos mais educados do basquete, foi lá e simplesmente abocanhou o título de campeão da NCAA.

Não é coincidência, não é surpresa, mas foi muito bom ver que um técnico que batalha há tanto tempo conseguiu passar do “bom técnico, mas sem título” para um “ótimo técnico e com título”. E algumas lições podem ser tiradas: a) mesmo sem vencer um título na carreira, Calipari jamais deixou a pressão por um troféu mudar a sua forma de trabalho; b) ainda é possível, sim, formar jogadores que leiam bem o jogo (Lamb, Rose, Davis etc.); e c) John Calipari não precisa de respostas tortas nem para as perguntas mais difíceis (como foi no caso do recrutamento de Derrick Rose para Memphis em que ele disse, simplesmente, que errou e que se fosse culpado pagaria pelo erro).

John Calipari deve ter dificuldade para renovar o elenco de Kentucky, já que boa parte de sua “fornada campeã” vai para a NBA, mas está lá escrito: ele agora é campeão da NCAA. E sem nunca ter perdido a educação e a fé de que trabalhar vale mais do que “apenas” conseguir resultados a qualquer custo.


Kentucky ou Kansas, quem fica com o título universitário dos Estados Unidos?
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Fábio Balassiano

Então chegamos ao dia mais importante do ano no basquete universitário norte-americano. Anthony Davis foi eleito o melhor jogador do ano, o subestimado-porém-ótimo Bill Self, o melhor técnico, e hoje Kentucky e Kansas decidem o título da NCAA que anda cada vez mais espetacular apesar de os meninos saírem da faculdade cada vez mais cedo. A partida começa às 22h e terá a transmissão de ESPN e Bandsports. É imperdível.

Além da disputa do caneco, talvez a maior das questões que fica é se chegou a hora de o excepcional John Calipari (dentro da quadra, é bom que se diga) enfim conquistar o seu troféu de campeão. É bem verdade que em se tratando de basquete universitário títulos dizem muito pouco sobre a qualidade do trabalho em si, já que o principal é formar atletas e de uma maneira mais ampla cidadãos, mas é óbvio que ninguém que está ali fica satisfeito “apenas” em participar do March Madness há 20, 25 anos e nunca ter terminado o último dia do ano com o sorriso do campeão.

Calipari tem mais time e mais elenco, mas Bill Self já mostrou como se faz um baita omelete sem ter os melhores ovos. Não será fácil para Kansas, claro, mas não acho que seja uma zebra anormal caso os Jayhawks saiam com o troféu, não. A vitória até certo ponto inesperada contra Ohio State é um indicativo de que o time não vai entregar a mariola assim tão fácil para os Wildcats, e que teremos um jogo sensacional logo mais.

Quem vence: Kentucky ou Kansas? Eu mantenho o palpite de vitória de Kentucky. E você?


Kentucky e Kansas decidem a NCAA na segunda-feira
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Fábio Balassiano

Está definida a final da NCAA masculina. Kentucky e Kansas suaram um bocado, mas venceram Louisville e Ohio State e na segunda-feira fazem a final do basquete universitário norte-americano em New Orleans. Promessa de um jogo sensacional, sensacional mesmo.

No primeiro jogo, deu a lógica. Kentucky dominou a partida desde o começo, mas não conseguia abrir diferença por muito tempo. Teve 13 de frente, mas não durou muito tempo. Mas a atuação de Anthony Davis (foto), provavelmente o número 1 do Draft de 2012, foi sensacional e não teve como dar outra coisa: o ala-pivô teve incríveis 18 pontos (7/8 nos chutes), 14 rebotes, cinco tocos e duas assistências em uma atuação irreprensível, sensacional mesmo. Vitória de Kentucky por 69-61 e a primeira vez de John Calipari levantar um troféu da NCAA está bem próxima.

No outro jogo, Ohio State abriu vantagem (13, a mesma de Kentucky), manteve o controle da partida no primeiro tempo todo, mas não conseguiu manter. Kansas reagiu bem na segunda etapa (39-28), controlou Jared Sullinger (14 erros em 19 arremessos tentados), teve um ótimo Thomas Robinson (19 pontos e oito rebotes) e concretizou a zebra do torneio. Venceu por 64-62 e chegou a uma improvável, bem improvável, final de NCAA (poucos esperavam, hein).

Agora, o que será que dá na final de amanhã? Será que Kansas apronta mais uma? Sigo com o meu palpite de Kentucky como campeão da temporada 2011-2012 da NCAA. E você?