Bala na Cesta

Ataque brilha, Flamengo vence com tranquilidade e abre 2 a 1 na semifinal diante de São José

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Coletividade. Não há palavra melhor para resumir a virada do Flamengo na série semifinal do NBB contra São José. O rubro-negro fez uma partida impecável na noite deste domingo na HSBC Arena, que recebeu cerca 6500 torcedores. A vitória por 106-86 deu ao time de José Neto a vantagem de 2-1 no confronto. Se triunfar novamente na próxima quinta, em São José, o Flamengo volta à final do NBB após duas temporadas caindo na semi. Para a Águia do Vale, resta vencer em casa e forçar o jogo cinco, no sábado que vem, novamente no Rio.

Infelizmente, antes de falarmos sobre a ótima partida de basquete desta noite, somos obrigados a ressaltar a confusa participação da arbitragem, de novo tentando chamar para si o protagonismo que tem que ser dos jogadores. Está certo que os atletas reclamam demais, outro hábito que precisa mudar urgentemente, mas é lamentável constatar o quanto os árbitros do NBB gostam de aparecer com excesso de faltas técnicas nos momentos em que é possível segurar um pouco essas marcações pelo bem do espetáculo. Acho que muitos juízes não compreendem que uma arbitragem boa é aquela que passa despercebida.

Dito isso, podemos falar de bola. Para se ter uma ideia da força coletiva do ataque do Flamengo, cinco atletas do time passaram dos 10 pontos. Olivinha foi o cestinha da equipe com 18. Marquinhos fez 17. Duda anotou 15, um a mais do que Caio e Benite, que terminaram a partida com 14. Assim como no segundo jogo da série, o primeiro quarto foi o mais equilibrado neste domingo. Os cariocas começaram fulminantes e abriram 6 a 0, mas o experiente time de São José não se abateu com o início ruim. Murilo e Dedé estavam bem e a equipe equilibrou as ações. Uma bola de três do armador Gegê, quase no estouro do cronômetro, colocou o Flamengo quatro pontos na frente: 26 a 22.

No segundo período, o rubro-negro acelerou o jogo. Com a mão calibrada nos chutes de fora e contra-ataques velozes, os mandantes abriram 13 de vantagem (41 a 28). Faltando cinco minutos para o fim, um lance polêmico. Fúlvio ficou pressionado por Zanotti no canto da quadra e para não perder a posse, jogou a bola no paraguaio. O ala do Flamengo não gostou da jogada e foi para cima do adversário, chegando a encostar a cabeça no armador joseense, que desabou. Acho que o Fúlvio deu uma valorizada ao cair no chão (não era para tanto), mas o Zanotti perdeu completamente o controle e nada justifica sua reação desproporcional. A arbitragem assinalou uma técnica para cada um quando, a meu ver, o correto seria punir apenas o ala do Flamengo.

Após a confusão, São José chegou a encostar no placar (43 a 40), mas os comandados de Neto brecaram o bom momento dos paulistas e fecharam a primeira etapa vencendo por oito: 50 a 42. Na volta do intervalo, mais uma reação dos visitantes, que contaram novamente com apoio de seus fanáticos torcedores na Arena. Liderado pelo tripé Murilo, cestinha do jogo com 20 pontos, Jefferson e Dedé (ambos com 16), São José fez 14 a 7 em quatro minutos, cortando a vantagem do Flamengo para apenas um ponto: 57 a 56. Na hora do aperto, o ataque rubro-negro voltou a fluir e os cariocas abriram novamente. Duda veio bem do banco. Seus gatilhos de três, às vezes precipitados, foram perfeitos neste domingo (2/2). Aliás, o Flamengo teve excelente aproveitamento nas bolas de longa distância (10/18), enquanto São José não foi tão preciso, apenas 6/21.

Após fechar o terceiro período vencendo por 81 a 70, os mandantes praticamente definiram a partida no primeiro minuto do último quarto, anotando sete pontos seguidos. Para piorar ainda mais a situação da Águia do Vale, Murilo caiu de mau jeito na quadra e teve que sair de maca. Ainda não se sabe a gravidade da lesão, mas se for algo que tire o pivô da série, o time de Régis Marrelli vai ter que se superar muito, pois não há substitutos à altura de Murilo no elenco. O campeão paulista teve outra perda logo depois. Fúlvio, revoltado com algumas marcações da arbitragem, tomou mais uma técnica e foi excluído da partida com cinco faltas. Se aproveitando do momento favorável e em estado de graça com a torcida, o Flamengo sacramentou sua segunda vitória na série. A diferença chegou a 30 pontos: 106 a 76. Nos últimos minutos, o rubro-negro relaxou um pouco, permitindo 10 pontos seguidos aos visitantes, mas nada que comprometesse o triunfo por 106 a 86.

Empolgado com o ótimo basquete apresentado pelo time, o ala Marquinhos valorizou o bom trabalho de equipe do Flamengo. “Essa coletividade foi o que fez a diferença hoje. Nosso mérito foi envolver quase todo mundo nas jogadas de ataque. Quem veio do banco também entrou muito bem, caso do Duda, do Gegê e do Shilton”, afirmou o ala da seleção. O pivô Caio Torres também estava muito feliz com a atuação do plantel. “Se nós jogarmos sempre do jeito que jogamos hoje e com o apoio dessa torcida, temos tudo para chegar ao título”, sintetizou o grandalhão, que além dos 14 pontos anotados, contribuiu com 10 rebotes.

Do outro lado, o clima era de tristeza pela derrota, mas de confiança na recuperação dentro da série. “Jogar contra o Flamengo aqui é complicado, nossa defesa não encaixou e eles jogaram o tempo inteiro na frente do placar, com mais confiança para atacar. Agora vamos jogar em casa, com o apoio da nossa torcida. Esse time já provou que é possível reverter situações e vamos acreditar sempre”, disse o ala-pivô Jefferson, um dos destaques da equipe de São José no NBB.

Vale lembrar que a Águia do Vale conseguiu grandes viradas nesta temporada. Nas semifinais do Campeonato Paulista, o time estava perdendo de 2 a 0 para Bauru e reverteu a série de forma brilhante, fechando em 3 a 2. Nas quartas do NBB, os joseenses perdiam por 2 a 1 para o poderoso tricampeão Brasília e viraram com uma atuação de gala no jogo cinco, em pleno Nilson Nelson.

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Toda reverência ao grande Hélio Rubens, na final com Uberlândia e de novo em alta

No dia 3 de maio de 2012, São José venceria Franca por 94-80 para avançar com um sonoro 3-0 (todos os jogos foram com dez ou mais pontos de diferença) às semifinais pela primeira vez e para decretar o fim da Era Hélio Rubens na cidade do basquete. Aos 71 anos, o veterano treinador ouviu de tudo um pouco quando anunciou a sua saída (“ele está defasado”, “sua saúde não está boa”, “o tempo dele já era”, entre outras coisas).

E aí o que aconteceu? Hélio rejeitou um convite do Sportv para aposentar a prancheta e assumir os microfones, assumiu o tradicional-e-conhecido time de Uberlândia pelo qual já havia ganho tudo anos atrás e pegou um time muito talentoso mas cujos últimos resultados não haviam sido muito bons.

Fez uma temporada regular muito boa, e quando o encontrei no Jogo das Estrelas em Brasília ele me disse: “Olha, ainda não jogamos com todos os titulares. Quando tivermos todos a disposição vamos brigar lá em cima”. E assim foi feito. Valtinho voltou, Helinho teve um problema gravíssimo mas já está a disposição, Lucas Cipolini, Collum e Day têm jogado demais e o time do Triângulo Mineiro está em sua primeira final de NBB na história da franquia depois de bater Bauru em três jogos

Aconteça o que acontecer na decisão do campeonato, o NBB tem um grande protagonista nesta sua quinta edição. Ele se chama Hélio Rubens Garcia e merece ser reverenciado a cada dia pelo que já fez e continua fazendo no basquete nacional. Prestes a completar 73 anos, Hélio ainda tem uma vitalidade incrível, uma energia invejável e (o principal) uma capacidade incrível de entender de basquete.

Uberlândia pode não ganhar o NBB, mas a história da volta por cima de Hélio Rubens já merece ser comemorada.

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Flamengo conta com apoio da torcida pra virar semifinal contra São José neste domingo

Foram dois jogos bem diferentes até aqui na série semifinal mais equilibrada desta edição do NBB (a outra, como sabemos, terminou ontem com varrida de Uberlândia em Bauru). Cada um com um enredo diferente. No primeiro, São José teve um quarto período perfeito e levou a melhor contra o Flamengo no Vale do Paraíba. No segundo, realizado na sexta-feira na HSBC Arena, Rio de Janeiro, o troco rubro-negro com ótima exibição coletiva e ataque fluindo nos 40 minutos.

Por isso a terceira partida, que será disputada na mesma HSBC Arena a partir das 20h (o Sportv promete transmitir), é fundamental para as pretensões das duas equipes na série. O Flamengo conta com o apoio de sua torcida, que, se não encheu o ginásio, foi em bom número na sexta-feira para dar força ao clube que quer voltar a decisão do NBB depois de três anos (cerca de 4.500 rubro-negros enfrentaram frio, chuva e trânsito para vibrar com a equipe em uma atmosfera bem incrível). São José, por sua vez, sabe que levando 100 pontos do rival tem chances reduzidas de vencer uma partida de playoff.

Só lembrando: o jogo 4 será disputado em São José na próxima quinta-feira. Caso os joseenses vençam, portanto, fazem a próxima partida em casa para avançar à final pela segunda vez seguida. Caso o Flamengo jogue como na sexta-feira e repita o triunfo, o time de Régis Marrelli ficará em situação semelhante à da série contra Brasília, quando abriu o confronto com uma vitória em casa, duas derrotas fora e foi ao quinto e decisivo duelo na capital federal para o ganha-ou-férias. Não sei se poderia ser mais importante o jogo de logo mais, não.

Quem será que vence logo mais? Comente!

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No sufoco, Uberlândia vence a terceira partida, varre Bauru e fará final inédita no NBB

Por Ivair Ribeiro, direto de Uberlândia (MG)

Se o público que lotou a bela arena do Sabiazinho (mais de 6000 pessoas!) esperava um jogo fácil como foi a segunda partida entre o Uberlândia e Bauru, no jogo 3 os todas as expectativas foram superadas minuto a minuto durante o jogo 3. O time de Uberlândia venceu pelo placar apertado de 80-77, definindo apenas nos minutos finais da partida a sua classificação para a final do NBB pela primeira vez na história da franquia. O time agora espera o vencedor de Flamengo e São José (série empatada em 1-1) para saber o adversário e o local da decisão (contra o rubro-negro será no Riode Janeiro; contra os joseenses, no Sabiazinho)

“O grande objetivo era a disputa pelo título. Estamos dento do nosso objetivo então”, sintetizou o técnico Helio Rubens.

O terceiro confronto começou de forma bem similar ao que ocorreu nas duas primeiras partidas. Bauru forçava o jogo de garrafão com o pivô Jeff Agba (19 pontos e 10 rebotes) enquanto o Unitri investia como sempre no jogo de perímetro. As estratégias funcionaram bem e o placar permanecia próximo. Bauru chegou a ficar na frente, mas com uma bola de 3 de Robby Collum no estouro do cronômetro, o time da casa venceu o primeiro quarto por 26-25. Sem mudar o ritmo, o segundo quarto começou acirrado, com várias mudanças na liderança e uma ligeira vantagem dos visitantes. Ao encaixar o ataque, Bauru começou a abrir vantagem, fechando o primeiro tempo em 48-41.

Logo no início do terceiro quarto, a diferença no placar chegou a 10 pontos. Uberlândia então reagiu com uma boa defesa e contra ataques rápidos e cortou a diferença pra 3 (48 x 51). Enquanto Valtinho brilhava pelo lado dos mineiros (o incansável armador atingiu um belo duplo-duplo com 15 pontos e 14 assistências), Gui Deodato (cestinha da partida com 24 pontos) mantinha os visitantes vencendo. No final do quarto, o jogo coletivo dos mineiros deu resultado e o time terminou vencendo por 66-64.

Os últimos 10 minutos de jogo foram alucinantes. Leonardo (dois tocos seguidos em Pilar) e Gui (com uma “bandeja espírita” seguida de falta) colocam fogo na partida, que ficou ainda mais interessante. Os times trocaram 3 vezes de liderança, mas faltando menos de um minuto de jogo uma jogada estranha criada pelos mineiros deixou Lucas Cipolini livre e de 3 o ala-pivô colocou o time da casa à frente do placar (78-77). Guerrinha ainda tentou ajeitar o último ataque após um pedido de tempo, mas o Unitri defendeu bem e conseguiu segurar os visitantes, vencendo a partida por 80-77 após mais uma bela jogada de Valtinho e Leo para selar a vitória na partida, a varrida na série e a passagem pra final inédita do NBB.

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Flamengo se impõe, joga bem, domina São José e empata série semifinal do NBB em 1-1

Por Fernando Hawad Lopes, direto do Rio de Janeiro (RJ)

Após perder o primeiro jogo da série semifinal em São Paulo, o Flamengo entrou em quadra pressionado na noite desta sexta-feira no Rio de Janeiro. Uma nova derrota para São José, desta vez em casa, deixaria o líder da fase de classificação do NBB numa situação desesperadora. Mas os comandados de José Neto superaram a instabilidade apresentada na primeira partida com uma atuação quase perfeita, venceram por 100-84 e igualaram o confronto.

Os dois times voltam à HSBC Arena neste domingo, às 20h. Na próxima quinta, dia 23, às 19h, a série volta para São José. Caso haja necessidade, o jogo cinco será realizado no sábado, dia 25, às 21h45, novamente na Arena.

Atuando pela primeira vez na HSBC Arena nesta temporada, o Flamengo contou com ótimo apoio vindo das arquibancadas. O ginásio não estava lotado, mas cerca de 4500 rubro-negros deram um show e empurraram a equipe para a vitória. Por conta do péssimo trânsito da cidade do Rio de Janeiro, muita gente só conseguiu entrar com a peleja rolando. Há de se destacar também a presença de torcedores do São José. Bacana para o basquete brasileiro ter um time que carrega uma torcida apaixonada como essa para onde for.

Dentro da quadra, o primeiro quarto foi o único que apresentou certo equilíbrio. As defesas não funcionavam e os ataques fluíam com facilidade. Inspirado, Caio Torres (cestinha do duelo com 23 pontos – foto à esquerda) anotou nove pontos nos dez minutos iniciais e ajudou o Flamengo a terminar o período na frente: 27 a 23.

Na segunda parcial os mandantes imprimiram uma defesa mais pegada, forçando o time de São José aos erros. A entrada de Duda foi fundamental para o Flamengo abrir vantagem no marcador. O contestado ala anotou 11 de seus 13 pontos na partida no segundo período e com o armador Kojo em grande noite, os cariocas chegaram a colocar 19 de frente (48 a 29). Apostando nas bolas de três, especialmente pelas mãos do armador Fúlvio (20 pontos), os paulistas cortaram a diferença, mas o excesso de reclamações contra a arbitragem custou caro à equipe, que recebeu duas faltas técnicas e permitiu ao Flamengo ir para o intervalo com 12 de vantagem: 54 a 42.

O time de Régis Marrelli chegou a esboçar uma reação no terceiro quarto. Fúlvio estava com a mão calibrada nos tiros de fora (4/6 na partida) e a diferença caiu para nove pontos (69 a 60). Mas no momento em que a Águia do Vale ameaçou encostar no placar, apareceu Benite (foto à direita). O ala-armador rubro-negro, completamente apagado na primeira etapa, comeu a bola no segundo tempo, mostrando toda sua categoria. Os cariocas seguraram bem o ímpeto de São José e fecharam o período vencendo por 76 a 62.

No último quarto o Flamengo manteve a intensidade e abriu logo 12 a 2 (88 a 64), praticamente definindo a partida. Benite, que tinha anotado apenas três pontos no primeiro tempo, terminou o jogo com 21, atrás apenas de Caio, com 23. Kojo teve 14 pontos e seis assistências, além de muita velocidade, característica marcante do americano. Marquinhos esteve discreto nesta sexta, mas contribuiu com 13 pontos, assim como Duda. São José teve em Fúlvio seu grande nome. O experiente armador foi o cestinha da equipe com 20 pontos. Murilo também tentou manter o time no jogo, anotando 17 e pegando oito rebotes. O espanhol Álvaro Calvo também fez 17 pontos, mas a maioria no último período, quando a partida já estava decidida. Destaque da equipe na competição e no primeiro jogo da série, o ala-pivô Jefferson foi bem neutralizado pela sua ex-equipe, deixando a quadra com apenas nove pontos.

Satisfeito com a bela atuação dos comandados, o técnico José Neto valorizou a regularidade demonstrada pelo Flamengo. “A gente sabia que o mais importante era manter a regularidade, sem ter tantos altos e baixos como tivemos no primeiro jogo. Cometemos poucos erros hoje. Um ponto forte do nosso time é que temos vários jogadores com capacidade de decisão em diferentes momentos e hoje cada um apareceu um pouco. Agora o foco já está no próximo jogo. Cada partida de playoff apresenta circunstâncias diferentes”, afirmou o assistente de Rubén Magnano na seleção brasileira.

Enquanto isso, o técnico Régis Marrelli lamentou o mau desempenho defensivo da sua equipe. “O time não focou a defesa. Fazer 84 pontos aqui é uma boa marca, o que não dá é para tomar 100. O Flamengo teve seus méritos, especialmente o Caio que desequilibrou hoje, mas a gente sabe que para ganhar deles aqui no Rio tem que fazer um jogo quase perfeito e isso inclui consistência no ataque e na defesa”, ressaltou o atual campeão paulista.

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Tijuca vence e estará no NBB6 junto com Macaé – e agora, haverá convite ao Fluminense?

Terminou agora há pouco o torneio de acesso ao NBB6. O Tijuca venceu o Fluminense por 81-76 (14 pontos de Arnaldinho e Cesar) e se classificou com dois triunfos para a principal competição nacional junto com o Macaé, que terminou o triangular com uma vitória e uma derrota. O tricolor das Laranjeiras perdeu as duas partidas e está, na teoria, fora do próximo nacional organizado pela Liga Nacional.

E se digo “na teoria” no parágrafo acima é porque, durante a transmissão do Globo.com da partida desta sexta-feira, o comentarista (cujo nome não sei) disse que há, sim, a possibilidade de o Fluminense ser CONVIDADO pela LNB para participar do NBB6. E é sempre bom lembrar: Globo e Liga são parceiros comerciais no produto chamado NBB. Logo, o locutor, que creio ser um jornalista, deve saber do que está falando.

Bom, aí eu sinceramente não sei mais o que falar a respeito. Já escrevi aqui sobre esse lance de convite quando da entrada do Basquete Cearense e achei (erradamente, pelo visto) que as coisas iriam evoluir na Liga Nacional com a possível criação da Segunda Divisão e do Torneio de Acesso. Mas pelo que o comentarista disse na transmissão não é nada disso.

Acho, e seguirei defendendo até o fim, uma vergonha, um absurdo QUALQUER tipo de convite. Pode ser pro Fluminense, pro Corinthians, pro time da esquina, pro Barcelona, pro Chicago Bulls. É errado pelo conceito, é errado porque é no “achismo”, no empirismo da coisa. Não discuto o fim, mas o meio, a ideia. Abrem-se precedentes perigosos, terríveis e (essa é a palavra) subjetivos para a inclusão ou não de uma equipe na principal competição do país. Além do mais, ora bolas, se tem a possibilidade de um convite para que diabos existe a Super Copa Brasil e o Torneio de Acesso ao NBB que terminou há uma hora no Tijuca? Não faz sentido algum.

Há argumentos bem razoáveis sobre a inclusão de um time como o Fluminense no NBB (tem camisa, vem com um projeto forte, razoavelmente organizado, é de uma cidade importante e tem torcida), mas todos (insisto na palavra) subjetivos, empíricos, filosóficos demais. O basquete precisa de gestão, de profissionalismo, de planejamentos e execuções concretas. Juro que me sentiria muito decepcionado caso a LNB COGITE a possibilidade de mais uma vez vir o famigerado convite.

A Liga Nacional não se pronunciou, e nem sei se o fará, a respeito do tema, mas de verdade acho uma vergonha, um disparate que se pense em convite para qualquer time, clube, agremiação do Brasil. Quer jogar o NBB? Dispute a Super Copa Brasil, o Torneio de Acesso, a Segunda Divisão que será criada, o diabo. Mas dispute na quadra, e não nas trincheiras de uma sala fechada, em um jogo político que nunca dá certo pro esporte.

O Fluminense perdeu na quadra, perdeu para dois bons times (Macaé e Tijuca) fazendo um bom trabalho com a empresa que financia o projeto que tem a camisa do clube como seu maior ativo. Se o Flu quer mesmo disputar o NBB, que a Liga Nacional o encha de carinhos, de mimos, de elogios pela iniciativa, mas que exija que sua passagem para a elite do esporte seja feita da maneira digna, correta, decente – jogando e ganhando na quadra.

Concorda comigo? Comente!

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Macaé vence Fluminense, e decisão dos dois classificados ao NBB6 sairá apenas hoje

Ficou para o último dia a decisão das duas vagas via Torneio de Acesso ao NBB6. E ficou para o último dia por causa da grande vitória do Macaé contra o Fluminense por 82-81 na noite de ontem no ginásio do Tijuca graças a uma cesta no segundo final do argentino Pablo Espinoza, ex-Obras Sanitárias (ele é muito bom jogador).

Com isso, Tijuca e Fluminense se enfrentam hoje às 18h no ginásio do Tijuca (que horário bizarro para um jogo em uma sexta-feira, hein!) com todos os três times com chance de classificação ao NBB6. Os tijucanos têm uma vitória, os macaenses uma vitória e uma derrota e os tricolores, uma derrota.

O cenário, portanto, é o seguinte:
1) Se o Tijuca ganhar do Flu, passam pro NBB6 Tijuca e Macaé
2) Se o Fluminense vence o Tijuca por até cinco pontos de diferença, Flu e Tijuca classificados.
3) Se o Fluminense ganhar por seis ou mais pontos, Flu e Macaé classificados.

Ou seja: só a vitória interessa tanto para Fluminense quanto para Tijuca. Não dá pros tijucanos jogarem com a calculadora na mão, pois é muito arriscado. E para os tricolores voltarem a elite do basquete masculino qualquer vitória já basta. Responda aí: quais clubes se classificarão ao NBB nesta sexta-feira? Comente!

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Em casa, Flamengo busca recuperação contra São José para manter sonho do título de pé

Teste de fogo para o Flamengo a partir das 21h de hoje (Sportv exibe) na HSBC Arena. Perdendo por 1-0, o time de José Neto não pode nem pensar em perder de São José se quiser manter intacto o segundo título do NBB. Para isso, precisará mudar demais o panorama que foi visto no jogo 1 da série no Vale do Paraíba.

Pontos interessantes:
1) Flamengo venceu os últimos cinco jogos de playoff no Rio de Janeiro (um contra Uberlândia e dois contra o próprio São José na temporada passada; mais dois contra o Paulistano nesta edição do NBB5).

2) Na série da temporada passada entre os dois times, Flamengo e São José não conseguiram vencer na casa do inimigo. A diferença é que ano passado o mando de quadra era dos joseenses.

3) A HSBC Arena está longe de ser o palco preferido da torcida rubro-negra, e estou curioso pra saber qual será o público de logo mais. A carga de ingressos será de 9 mil pessoas, se se não estiver cheio o time de São Paulo jogará sem pressão alguma.

4) Jefferson Willian, de São José, anotou 15 ou mais pontos nas últimas quatro partidas de playoff. Ele tem jogado demais, e a defesa em cima dele será fundamental para o Flamengo logo mais.

5)  Benite e Olivinha tiveram, juntos, 14 pontos no jogo 1 da série em São José. Na temporada, a média deles é de 27,1.

Será que a reação rubro-negra vem? Ou São José vai jogar com a faca nos dentes pra abrir 2-0 e se aproximar da segunda final seguida? Comente!

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Uberlândia joga muito, surra Bauru, abre 2-0 e está a uma vitória da inédita final do NBB

Foi mais uma grande exibição do time de Hélio Rubens, este mito do basquete e cujo trabalho merece ser reverenciado mais uma vez. Jogando diante de um Sabiazinho lotado, o Uberlândia seguiu sem dar chances a Bauru, venceu todos os quatro períodos de jogo, ganhou a partida por fáceis 93-65, abriu 2-0 e agora está a apenas uma vitória de chegar a inédita decisão do NBB. O jogo 3 será no sábado às 21h45 novamente no Triângulo Mineiro (que horário bizarro, hein!).

Quem brilhou muito, mais uma vez, é este rapaz aí da foto do post. Ele se chama Lucas Cipolini, é um dos jogadores mais subestimados do basquete brasileiro, e registrou 21 pontos e 8 rebotes depois de ter feito 20+8 no jogo 1 no interior de São Paulo.

Eu, sinceramente, não consigo entender o que está acontecendo com o time de Bauru. É verdade que Coleman é um desfalque grande, que o garrafão está vazio, mas a falta de atitude/confiança da equipe é gritante. Para se ter uma ideia, o time tem chutado 27% dos três pontos (14/51) e não tem conseguido igualar nem a energia dos comandados de Hélio Rubens, que mais uma vez dá uma aula de basquete nos técnicos da nova geração, diga-se de passagem.

Viu o jogo? Gostou? Uberlândia já está na final? Comente!

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Fluminense pode garantir vaga e classificar Tijuca pro NBB6 nesta quinta-feira no RJ

Dia bacana para o basquete do Rio de Janeiro nesta noite com a segunda rodada do torneio de acesso ao NBB6. Estão em disputa duas vagas, três times disputando (o Suzano, vexame maior da temporada brasileira, desistiu de participar) e ontem o Tijuca já venceu o Macaé por 83-80. Arnaldinho (na foto à direita) foi o grande destaque do jogo. O camisa 32 lembrou o velho e bom Arnaldinho (aquele dos tempos insinuantes de Botafogo e Araraquara) e anotou incríveis 32 pontos com oito bolas de três convertidas. Além dele, brilhou pelos tijucanos o voluntarioso ala Cesar, com 14 pontos e oito rebotes.

“Fiquei muito feliz por ter conseguido me destacar nesse jogo, já que sofri com uma lesão no quadríceps durante praticamente toda a temporada do NBB. Entramos em quadra focados em conseguir sair com a vitória e deu tudo certo. Mas ainda não acabou e temos que seguir concentrados”, disse Arnaldinho ao site da LNB.

Com isso, no jogo das 19h no ginásio do Tijuca entre Fluminense e Macaé uma vitória do tricolor carioca garante vaga não só ao time das Laranjeiras mas também aos tijucanos (os macaenses fechariam a participação sem vitória, e Flu e Tijuca ficariam com uma vitória e se enfrentariam nesta sexta-feira apenas para decidir quem seria o campeão do torneio de acesso).

Por isso o jogo de hoje é importante demais para o Fluminense, que não disputa um Nacional adulto masculino desde a temporada 2002. Apesar do clube não estar apoiando em praticamente nada, seja em termos de finanças, comunicação ou estrutura (é importante discutir se isso é válido para a agremiação, embora, diga-se, a torcida não tenha nada a ver com isso), esta quinta-feira pode marcar a volta do Flu a elite do basquete nacional – e isso é algo bacana demais para quem, como eu, se acostumou a acompanhar o clube ali no começo do século.

Daquele time de 2002 faziam parte Marcelinho Machado, Duda, Espiga (hoje assistente-técnico do Basquete Cearense), Keith Nelson e outros (saberia escalar os 12 aqui de cabeça, mas vou poupá-los) e o último jogo foi contra o Vasco de Hélio Rubens em uma série disputada e decidida apenas no último jogo (101-86 para os vascaínos, que estiveram perdendo de 0-1 e 1-2 antes de virar o confronto).

Por coincidência o último jogo foi justamente no ginásio do Tijuca que nesta noite pode servir de cenário de festa. Será que Flu e Tijuca garantem vaga no NBB6 logo mais?

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