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Idolatria: Kobe Bryant lidera venda de camisas no mercado chinês; Curry é o 2° e Jordan o 3º
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Fábio Balassiano

Kobe Bryant se aposentou das quadras ao final da temporada passada. A idolatria ao craque do Los Angeles Lakers, porém, segue intacta na China. O escritório da NBA no país asiático divulgou ontem à noite a lista das camisas mais vendidas entre setembro de 2015 e outubro de 2016.

A camisa 24 angelina foi a líder de um dos maiores mercados do planeta, superando a do MVP Steph Curry, astro do Golden State Warriors e líder em vendas no mercado americano.

Atrás de Curry ficou Michael Jordan, que mesmo depois de uma década aposentado ainda vende bastante. Após o melhor de todos os tempos vieram LeBron James (Cleveland Cavs), Allen Iverson (Philadelphia 76ers e também aposentado), Tim Duncan (San Antonio Spurs) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder). Outro ex-jogador também está na lista dos 15 primeiros: Tracy McGrady, muito popular na Ásia por ter jogado com Yao Ming, astro local, nos tempos de Houston Rockets.

Um dado interessante é que Kobe liderou a venda de camisas na China e também fez com que o Lakers, mesmo com a campanha ruim de 2015/2016 (17 vitórias em 82 jogos), liderasse o ranking de produtos oficiais dos times na China. Em segundo lugar veio o Golden State Warriors, finalista da temporada passada. Cleveland, o campeão de 2016, Chicago Bulls e Houston Rockets fecham os cinco primeiros.


O difícil fevereiro dos brasileiros na NBA – o resumo do mês no melhor basquete do mundo
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Fábio Balassiano

Desde o início da temporada 2016/2017 estou colocando no blog o desempenho dos brasileiros na NBA. Os números, uma leve pincelada, os destaques, essas coisas. Vamos lá a fevereiro de 2017? Teve muita coisa, hein!

O FEVEREIRO DE 2017 DOS BRASILEIROS

ACUMULADO DA TEMPORADA 2016/2017

NOVEMBRO/2016 , DEZEMBRO/2016 JANEIRO/2017

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

a) Anderson Varejão -> Anderson Varejão foi dispensado em 4 de fevereiro pelo Golden State Warriors. Desde então está procurando time na NBA, mas até o momento nenhuma proposta oficial surgiu. Seu nome foi especulado em Cleveland, em uma volta ao time pelo qual jogou por mais de uma década, mas os Cavs fecharam com o australiano Andrew Bogut e praticamente fecharam as portas para o brasileiro.

b) Bruno Caboclo -> Caboclo não entrou em quadra nenhuma vez por um cada vez mais reformulado Toronto Raptors, que foi um dos times mais ativos na janela de negociações da NBA trazendo o ala PJ Tucker e o pivô Serge Ibaka, mas o ala jogou muitas vezes e bem na D-League pelo Toronto 905. Foram 8 partidas e 27,5 minutos de média com 11,8 pontos, 40% nos arremessos e 5,8 rebotes. Entre 9 e 23 de fevereiro o brasileiro teve 4 partidas seguidas com 10+ pontos. Nos vídeos abaixo é possível ver a desenvoltura dele em quadra.

c) Cristiano Felício -> O pivô do Bulls ficou mais conhecido por isso aqui em fevereiro do que qualquer outra coisa:

Felício acabou correndo atrás de um rebote no último segundo de jogo contra o Cleveland, “tirou” o triplo-duplo de Dwyane Wade e foi motivo de brincadeira por parte do companheiro (Felício mesmo colocou em seu Twitter uma frase dizendo “Eu não sabia”). Ele estava certíssimo de ir atrás da bola porque pra ele qualquer rebote conta (seu contrato termina em junho), mas vale dizer que em fevereiro ele continuou a sua evolução na NBA. Foram 3 partidas com 10+ pontos, 5 com 20+ minutos e 5 com 5+ rebotes. Ele se consolida como pivô reserva da franquia de Illinois mesmo com a recente chegada do francês Joffrey Lauverne.

d) Leandrinho -> Foi um mês mais estável para Leandrinho na NBA. Se não jogou mais de 20 minutos nenhuma vez, em todas as partidas esteve em quadra por no mínimo dez minutos. Sempre bom ressaltar que função é dar experiência ao jovem Devin Booker, que tem jogado cada vez melhor, e entrar para “comer” os minutos quando o garoto descansa. Leandrinho teve uma partida muito boa contra o Pelicans em 06/02 ao anotar 14 pontos em 20 minutos e outra cinco dias depois contra o Houston quando cravou 12 nos mesmos 20 minutos. Nas duas oportunidades o brasileiro conseguiu 10+ pontos jogando fora de casa.

e) Lucas Bebê -> Lucas começou o mês muito bem com 10 pontos e 5 rebotes na partida contra o Boston. Atuou por 28 minutos e logo depois emplacou uma sequência de 7 partidas jogando 20 ou mais minutos em todas elas. Nesta série de jogos ele conseguiu 5+ rebotes por quatro vezes, mostrando presença perto da cesta e a força física de sempre. O problema para o brasileiro é que depois do All-Star Game o seu time, o Toronto Raptors, contratou Serge Ibaka e PJ Tucker, jogadores que atuam no garrafão. Com isso seu tempo de quadra caiu sensivelmente. Em fevereiro após o All-Star foram 3 jogos, com Lucas jogando 11, 10 e 0 minutos. Nas três saiu zerado em pontos e teve apenas 3 rebotes (somados). Se janeiro foi o mês de sua consolidação na NBA, fevereiro terminou com um ponto de interrogação imenso sobre seu futuro na franquia. Se Jonas Valanciunas é o pivô titular, aparentemente a rotação do técnico Dwane Casey para o garrafão agora contempla apenas Tucker, Ibaka e Patrick Patterson, outro ala. Bebê não tem sido utilizado e isso não é bom.

f) Marcelinho Huertas -> Huertas seguiu a sua sina de só jogar os minutos de partidas já decididas, mas no dia 23 de fevereiro de 2017 uma troca envolveu o seu nome. O brasileiro foi trocado pelo Lakers para o Houston, que logo em seguida o dispensou. Tal qual Anderson Varejão, ele procura novo time na NBA. Caso não consiga ficar na liga norte-americana, ele possui amplo mercado na Europa e é bem possível que ele retorne para o Velho Mundo caso nenhum time da NBA demonstre interesse por ele.

g) Nenê -> Aos 34 anos, Nenê mostra forma física invejável e uma arma fortíssima vindo do banco de reservas do Houston Rockets, o terceiro melhor time da conferência Oeste. Foram 3 jogos com 10+ pontos, inclusive os 15 pontos pontos e 7 rebotes contra o Indiana Pacers no dia 27 de fevereiro. Ele é disparada a melhor opção ofensiva entre os brasileiros na temporada 2016/2017 da NBA e tem conseguido produzir muitos pontos nos minutos em que está em quadra (a média de fevereiro ficou quase em 1 ponto a cada 2 minutos em quadra, algo excelente). Gosto sempre de ressaltar que o pivô está no basquete mais difícil do mundo há 15 campeonatos, e sempre com relevância, importância. É bem relevante.

h) Raulzinho -> Raulzinho não vive situação boa na NBA. É o terceiro reserva de um time muito bom (o Utah Jazz) ele só tem jogado realmente quando a partida está decidida (mesmo cenário que Huertas vivia no Lakers). Isso não é bom, e Raulzinho, mega jovem (completará 25 anos em maio), precisa de quadra, precisa jogar, precisa estar em atividade. A fase de sua carreira é de crescimento, e sinceramente vejo com bons olhos algum movimento de troca de ares para ele no próximo campeonato.

i) Tiago Splitter -> Tiago Splitter segue em sua recuperação do quadril, mas no dia 23 de fevereiro a sua vida mudou um pouco quando ele foi trocado pelo Hawks para o Philadelphia 76ers. Lá ele poderá fechar a temporada jogando um pouco e mostrando ao mercado que está bem em termos físicos. Seu contrato vence no final do campeonato e quanto mais ele conseguir atuar ainda nesta temporada regular pelo Sixers, melhor.

E você, o que achou do mês de fevereiro dos brasileiros? Comente aí você também.


Jogador da NBA aguarda doação de cadáver para passar por cirurgia
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Fábio Balassiano

Aos 27 anos, Festus Ezeli foi contratado para ser o maior reforço do Portland Trail Blazers na temporada 2016/2017 da NBA. Assinou por dois anos e US$ 15 milhões, mas até agora não conseguiu entrar em quadra porque está aguardando um doador para realizar uma delicada cirurgia no joelho.

Como tem 2,11m e não tem sido fácil encontrar um doador para ele, o Portland decidiu recorrer a um procedimento legal, mas não muito comum: a doação de tecido de um cadáver. Carson Palmer, jogador de futebol americano do Arizona, passou pelo mesma situação recentemente.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

A operação de Ezeli, campeão com o Golden State Warriors em 2015, será realizada nos próximos dias em Vail, no Colorado, pelo renomado médico Robert LaPrade. De acordo com a ESPN americana, o processo de recuperação é de até um ano após o procedimento cirúrgico.

Para o Portland, este é apenas mais um caso de seu histórico de lesões terríveis com seus pivôs. Em 1984 a franquia escolheu Sam Bowie, que teve inexpressiva carreira na NBA, na segunda posição do Draft. Atrás dele veio simplesmente Michael Jordan. Anos depois foi a vez de Greg Oden, que teve carreira abreviada devido a uma série de cirurgias no joelho.


Seis fatos sobre Seth Curry, irmão mais novo de Steph que está fazendo sucesso na NBA
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Fábio Balassiano

Até o começo da temporada eram três os nomes famosos na família Curry: Steph, Dell e Riley. O primeiro é campeão da NBA (2015), duas vezes MVP (2015 e 2016) e considerado um dos melhores arremessadores de todos os tempos. Dell é pai de Steph, jogou nas décadas de 80 e 90, foi All-Star na liga e até o nascimento de seu filho mais velho era o melhor jogador do clã. Riley é a filha de Steph, neta de Dell e uma figuraça que fez sucesso nas finais da NBA interrompendo as entrevistas do pai, fazendo caretas para as câmeras durante os jogos e levando vovô Dell a loucura durante as partidas com sua agitação desde que passou a frequentar a Oracle Arena, ginásio do Golden State Warriors.

Só que apareceu o filho do meio de Dell nesta temporada. Ele se chama Seth Curry, até pouco tempo atrás era apenas o irmão mais novo de Steph e figura de pouco (ou nenhum) destaque na NBA. Mas em 2016/2017 o jovem de 26 anos tem jogado muitíssimo bem pelo Dallas Mavericks, o primeiro time da liga a lhe dar realmente uma chance. Ontem o Mavs venceu o Memphis por 104-100 em casa, chegou a 25 vitórias, sonhando assim com o playoff no Oeste (está três jogos atrás do Denver Nuggets, o oitavo colocado), e o camisa 30 teve grande atuação (24 pontos e 5 rebotes).

Até o momento ele tem as médias de 12,7 pontos, 2,7 rebotes, 2,8 assistências e 43,2% nas bolas de 3 pontos (aproveitamento melhor que o de seu irmão, que tem 40% pelo Warriors). Em fevereiro, seus números foram ainda melhores: em 11 jogos, todos como titular, ele tem 16,7 pontos, 46,4% nos arremessos de fora e 3,6 assistências. Como titular, seu time se beneficia de seus números e venceu 14 dos últimos 22 jogos. O estilo de Seth, baseado em bolas de três pontos, infiltrações e chutes rápidos, lembra bastante o de seu irmão mais velho. Já são 7 partidas com 20+ pontos no campeonato, seis seguidas com 13+ pontos e o recorde da carreira no dia 24 de fevereiro, quando anotou 31 contra o Minnesota Timberwolves fora de casa.

O que mais sobre Seth Curry podemos falar? Vamos lá!

1) Ficou um ano sem jogar na faculdade -> Seth fez algo raríssimo no circuito universitário – trocou de time. E quando isso acontece a regra da NCAA norte-americana é: o atleta precisa esperar um ano até jogar novamente. E foi isso que aconteceu. Após atuar em 2008/2009 pela Liberty University ele se transferiu para a renomada Universidade de Duke, mas atuou apenas a partir de 2010/2011. Com a camisa 30 que seu irmão também vestiu na Universidade de Davidson ele jogou para Coach K e ao lado de Kyrie Irving, hoje campeão da NBA com o Cleveland Cavs. Em seu último ano em Duke teve a ótima média de 17,5 pontos em 2012/2013.

2) Foi demitido de cinco times -> O sucesso em Duke não se refletiu no começo de sua carreira profissional. Seth não foi escolhido no Draft de 2013, mas ganhou um contrato não garantido com o Golden State Warriors, franquia de seu irmão. Só que o Warriors rescindiu com ele em 25 de outubro de 2013. O armador, então, perambulou pela D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA. Quando teve chance na NBA, foi breve. Memphis Grizzlies, Cleveland Cavs e Phoenix Suns não tiveram muita paciência com ele, viram o garoto jogar apenas uma vez na temporada regular e não ficaram com Seth. O Orlando Magic, nem isso. Bastou a pré-temporada para mandar o garoto embora. Antes de chegar ao Dallas, o jogador de 26 anos, 1,88m atuou no Sacramento Kings na temporada passada, onde teve as médias de 6,8 pontos e 15,7 minutos por jogo.

3) Seth em noite de Setph -> Na segunda-feira Seth Curry fez sucesso na internet ao anotar 29 pontos (segunda maior marca de sua carreira) e 5 bolas de três pontos na vitória do Dallas contra o Miami Heat. Na mesma noite em Filadélfia seu irmão Steph teve 19 e errou todos os 11 arremessos do perímetro que tentou. Muita gente brincou que pela primeira vez no grupo da família Curry no WhatsApp o nome mais comentado foi Seth, e não Steph.

4) Jogou com Klay Thompson antes de Steph -> Seth Curry (na foto com a camisa 5) foi campeão mundial Sub-19 com os Estados Unidos em 2009 na Nova Zelândia. E teve papel bem razoável ao ser o quinto cestinha daquele time com 9 pontos de média. Quem também estava naquele elenco? Klay Thompson (o camisa 8 da foto ao lado), que anos depois viria a jogar com Steph no Golden State Warriors e também na seleção norte-americana adulta. Ambos, Steph e Klay, foram campeões mundiais em 2014 na Espanha. Naquele time de 2009 também estavam dois atletas que hoje estão na NBA: Gordon Hayward (na foto com a camisa 10 e estrela do Utah Jazz) e Shelvin Mack, armador reserva do Jazz.

5) Assinou seu primeiro contrato garantido em 2016 -> Depois de tanto sofrimento, veio a recompensa. Ao final da temporada passada Seth Curry declinou da renovação automática do Sacramento Kings para 2016/2017 e foi testar o mercado. Recebeu uma oferta até certo ponto pequena para os padrões da NBA, mas aceitou o desafio do Dallas – o de fazer parte de uma franquia em reconstrução. Fechou contrato de US$ 6 milhões por 2 anos com o Mavericks, o primeiro garantido (sem possibilidade de corte) de toda a sua carreira e não tem decepcionado. Muita gente diz que o desempenho acima do esperado de Seth fez os texanos mandarem o até então titular da armação, Deron Williams, embora no final de fevereiro.

6) O menos rico da família -> Apesar de estar recebendo US$ 3 milhões nesta temporada, o sucesso financeiro como atleta profissional da NBA ainda fica nas mãos do irmão mais velho. Desde 2009/2010 na NBA, Steph já acumula quase US$ 60 milhões e receberá quase US$ 13 milhões em 2016/2017 pelo Golden State Warriors, onde é uma das estrelas da franquia. Seth, no total, acumula “apenas” US$ 4 milhões. O pai deles dois, Dell, recebeu US$ 19,8 milhões entre 1988 e 2002.


Jogador fica duas horas no Warriors, ganha R$ 1 milhão e é dispensado em seguida – entenda
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Fábio Balassiano

Durou duas horas a história de Jose Calderon como jogador do Golden State Warriors. Em um caso sem precedentes na história da NBA, o armador espanhol chegou a Oakland ontem à tarde, assinou contrato, viu a sua camisa no vestiário (foto ao lado), recebeu o salário de US$ 415 mil (pouco mais de R$ 1 milhão) e… logo em seguida foi demitido pelos atuais vice-campeões da liga. A atitude do Warriors é estranha, até certo ponto esquisita, mas compreensível.

A franquia havia acertado verbalmente na última segunda-feira a contratação de Calderón, dispensado do Los Angeles Lakers na semana passada, para ser o o reserva imediato de Steph Curry. O problema é que na terça-feira Kevin Durant se machucou e a equipe precisou buscar um ala para substituir a Durant por no mínimo um mês (tempo previsto para que o camisa 35 se recupere da hiperextensão no joelho).

De forma emergencial Matt Barnes foi imediatamente contratado e Jose Calderon acabou sobrando. Bem correto, o Golden State Warriors cumpriu com o que havia combinado. Assinou o contrato com o espanhol, pagou o que estava apalavrado, pediu desculpa pela situação insólita, o demitiu e seguiu a sua vida.


Astro dos Wizards leva companheiro a nocaute com passe errado
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UOL Esporte

O armador John Wall, um dos líderes em assistências na atual temporada (10,9 por jogo), e o pivô Marcin Gortat jogam juntos há 4 anos no Washington Wizards, tradicional time da NBA. Ontem, porém, pareciam estar apenas se conhecendo.

Em partida realizada no Canadá, onde o Wizards acabou vencendo o Toronto Raptors por 105-96, Wall recebeu do polônes, viu Gortat menos marcado no garrafão e passou a bola. Ou quase isso… Deem uma olhadinha no vídeo.


Essa doeu, hein, Gortat…

 

 


Dos males o menor: Kevin Durant tem lesão no joelho constatada, mas fica só 1 mês parado
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Fábio Balassiano

Dos males o menor. Kevin Durant, craque do Golden State Warriors, ficará apenas um mês fora da NBA. Após sair de quadra ontem em Washington, sua cidade-natal, com uma hiperextensão no joelho o ala foi examinado e os resultados foram divulgados há pouco pela franquia californiana (mais aqui em inglês e aqui no UOL): a ressonância apontou uma entorse de grau dois do ligamento medial colateral do joelho esquerdo, além de um hematoma no na tíbia, com o prazo estimado para recuperação de um mês. Após este período ele será reavaliado para, aí sim, voltar a jogar.

Com isso, em um cenário otimista Durantula pode jogar inclusive no começo dos playoffs, o que atenua bastante o medo que se tinha quando o astro foi ao vestiário ontem à noite. A suspeita era de lesão no ligamento cruzado anterior, que o tiraria das quadras até o final do ano. Para sorte do Golden State, contar com ele no playoff continua sendo bastante possível.

Ciente do risco de não ter Durant a franquia, precavida e com bastante receio, não quis esperar o resultado dos exames e anunciou no começo de quarta-feira a chegada de Matt Barnes, ala que joga na mesma posição do camisa 35.

Durant foi o maior reforço da equipe para a temporada, está jogando muita bola (cestinha do Golden State com 25,3 pontos) e é a principal arma do time para retomar o troféu de campeão da NBA após perdê-lo na final da temporada de 2016 para o Cleveland Cavs, do craque LeBron James.


Favoritos ao título da NBA, reforçados e preocupados, Cavs e Warriors planejam playoff
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Fábio Balassiano

Os dois maiores favoritos ao título da temporada 2016/2017 da NBA só pensam no playoff. E estão em ritmos bem parecidos: olhando o mercado para novas contratações e bastante preocupados. O Cleveland Cavs com JR Smith, machucado desde o começo do campeonato, e Kevin Love, que operou o joelho recentemente. Ambos só retornam no mata-mata (exatamente em que fase ninguém sabe). O Golden State Warriors, com Kevin Durant, que ontem à noite contra o Washington Wizards teve uma hiperextensão do joelho e será avaliado ainda hoje na capital norte-americana para saber o dano real de sua lesão.

O Golden State é o mais preocupado, na verdade. Está fazendo orações desde o momento em que aconteceu isso aqui em Washington na noite de ontem, ó:

É isso mesmo. Marcin Gortat, bruto pivô do Wizards, empurrou Zaza Pachulia e o jogador do Warriors acabou se chocando contra o joelho de Kevin Durant. O camisa 35 foi ao vestiário, onde foi detectada a hiperextensão do joelho e não mais voltou. A preocupação é imensa. Pode não ser nada grave, mas também pode ter acontecido ali um rompimento de ligamento, que faria Durantula perder o restante da temporada. De acordo com o sempre bem informado Woj, do The Vertical, o time já trabalha com a possibilidade do ala só retornar para os playoffs do Oeste. O resultado oficial será divulgado hoje.

Temendo o pior o Golden State se reforça. O time anunciou ontem a contratação do ala Matt Barnes, ala que joga na mesma posição de Kevin Durant. Barnes jogou na franquia em 2007, colocou emotiva mensagem em seu Instagram e chega para assumir um pouco da responsabilidade que a ausência de Durant vai causar. Um fato interessante, e ao mesmo tempo triste, é que o Warriors já tinha planejado contratar o espanhol Jose Calderón, demitido do Lakers no começo da semana. Com a mudança repentina causada pela lesão do seu camisa 35, a franquia decidiu mudar de direção. Vai honrar a sua palavra ao assinar com Calderon para pagar tudo o que havia combinado, mas irá demiti-lo no momento seguinte para fechar com Barnes. Acabou que, no final das contas, o espanhol ficou sem time a um mês do começo do playoff e terá que procurar uma nova equipe a partir desta quarta-feira.

Do outro lado está o Cleveland Cavs. Um pouco mais tranquilo, mas não tanto. Dois titulares do time campeão da temporada passada, JR Smith e Kevin Love, estão fora e só retornam nos playoffs. A grande vantagem é que a franquia de Ohio foi brilhante no mercado para contratar os jogadores que tiveram seus contratos rescindidos recentemente. Primeiro chegou Deron Williams para ser reserva de Kyrie Irving na armação. Ontem foi anunciada a contratação de Andrew Bogut, pivô que será o suplente de Tristan Thompson.

O interessante de Bogut é que ele faz o caminho invertido do brasileiro Anderson Varejão, que ano passado foi trocado pelo Cavs para o Portland. Depois Varejão assinou com o Warriors, que venceu o Cleveland na final de 2015. Bogut, por sua vez, foi trocado pelo Golden State para o Dallas, que o despachou para o Sixers, que o demitiu. Bogut, livre no mercado, optou por jogar contra o time que o venceu na final da temporada passada. Com isso o elenco do Cavs fica absurdamente forte, com 11 jogadores excelentes fazendo a rotação que contará com Kyrie Irving, JR Smith, LeBron James, Kevin Love e Tristan Thompson no time titular e Deron Williams, Iman Shumpert, Kyle Korver, Richard Jefferson, Channyng Frye, Derrick Williams e Andrew Bogut no banco de reservas. Sinceramente não me lembro de um elenco tão numeroso assim nos últimos tempos. Acho que agora LeBron James, que vinha reclamando da falta de opções em Cleveland, não tem muitos motivos para lamuriar, né?

Assim caminham Cavs e Warriors rumo a terceira final consecutiva deles na NBA. O Cleveland ajustando suas peças e esperando o retorno (já confirmado) de Kevin Love e JR Smith para os playoffs. O Golden State, por sua vez, rezando para que a lesão de Kevin Durant não seja tão grave assim e se precavendo com a chegada de Matt Barnes.


Mau momento dos brasileiros na NBA: Splitter e Huertas trocados, e Varejão sem time
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Fábio Balassiano

Terminou ontem à tarde a janela de transferências da NBA. Como quase sempre, cercada de muita expectativa, mas com apenas uma troca arrasa-quarteirão (a que levou DeMarcus Cousins para o New Orleans Pelicans). De resto, muitos rumores, jogadores medianos trocando de time e… os brasileiros não se dando nada, nada bem.

O Atlanta Hawks trocou Tiago Splitter para o Philadelphia 76ers para ter o turco Ersan Ilyasova e uma escolha de segunda rodada de Draft. Sem jogar desde janeiro de 2016 devido a uma grave lesão no quadril, o pivô espera recuperar a forma e mostrar que merece novo contrato pra próxima temporada (seu atual contrato termina ao final deste campeonato). Tal quando acontecia na Geórgia, onde jogava para o técnico Mike Budenholzer, ex-assistente no San Antonio Spurs, antigo time de Tiago, o mesmo ocorrerá agora na Filadélfia, onde o atual técnico Brett Brown foi, antes, auxiliar de Gregg Popovich no Texas, tendo conhecido o brasileiro por lá.

Aparentemente, portanto, não seria uma ideia ruim jogar no 76ers como reserva e tutor do carismático Joel Embiid, mas a verdade é que as coisas não são bem assim, não. Ontem mesmo a franquia da Pensilvânia conseguiu o também pivô Andrew Bogut em uma negociação, e agora seu elenco terá, além de Embiid e Tiago, Bogut e o jovem Jahili Okafor, que ficou na equipe apesar das especulações. Ninguém sabe ao certo o que irá acontecer, mas ter tempo de quadra no garrafão não será das coisas mais fáceis do mundo até o final da fase regular da NBA, não. Rumores davam conta que Bogut ou Tiago poderiam ser dispensados pelos Sixers, mas até o momento não há confirmação disso.

Outro que não se deu bem foi o armador Marcelinho Huertas. Pouquíssimo aproveitado pelo Los Angeles Lakers (apenas 23 jogos e 10 minutos por jogo de média), ele foi trocado para o Houston Rockets na segunda movimentação do novo presidente Magic Johnson. Pouco depois de anunciar a negociação, o jornalista Adrian Adrian Wojnarowski, do The Vertical, divulgou em seu Twitter que os Rockets dispensarão o brasileiro nesta sexta-feira. A franquia, porém, até o momento não fala na rescisão de contrato.

De todo modo, mesmo que fique em Houston o tempo de quadra de Marcelinho tende a continuar bastante reduzido, já que a armação texana é conduzida simplesmente por James Harden, o barba candidato a MVP, Patrick Beverley, excepcional defensor, e agora pelo reserva recém-chegado Lou Williams (também ex-Lakers). Se estava difícil atuar pelo time angelino, um dos piores da NBA na atual temporada, continuará complicado no Rockets, candidato ao título do Oeste. Caso permaneça no elenco, Huertas poderá sentir o gostinho de jogar um playoff do melhor basquete do mundo, já que o Houston se classificará para o mata-mata.

E não é só. Pivô reserva do Chicago Bulls, Cristiano Felício viu a franquia se movimentar. Trocou o ala Taj Gibson e o arremessador Doug McDermott para o Oklahoma City Thunder por Cameron Payne, Joffrey Lauvergne e Anthony Morrow. Dos que chegam, o que incomoda o brasileiro é Lauvergne, pivô bem razoável, com boa defesa e ótimo potencial físico. Não sei até que ponto isso atrapalha Felício em sua escalada para conseguir mais tempo de quadra ainda nesta segunda metade da temporada porque aparentemente o técnico Fred Hoiberg gosta e confia muito nele (tem 15,7 minutos/jogo no momento), mas a chegada do francês adiciona mais um concorrente entre os pivôs do Bulls.

Some-se a isso o fato de Anderson Varejão, dispensado do Golden State Warriors há cerca de 20 dias, estar ainda sem time. Conversei com algumas pessoas, e todos esperavam que o pivô tivesse propostas, convites, mas até agora nada. Há um risco grande de Varejão, um dos jogadores mais carismáticos da NBA nos últimos anos, terminar essa temporada sem time, o que seria lastimável para ele no presente e também para suas pretensões futuras na liga, já que será agente-livre ao final do campeonato.

Atualmente, apenas Nenê (Houston Rockets), Lucas Bebê (Toronto Raptors), Cristiano Felício (Chicago Bulls) e Leandrinho (Phoenix Suns) jogam com constância e com boas performances (análise completa aqui). Tiago Splitter, Marcelinho Huertas e Anderson Varejão, entre os principais nomes desta geração do basquete nacional, encontram-se em situação não muito confortável. Digamos que já foi melhor o momento dos brasileiros na NBA.


Dez fatos para ficarmos de olho na NBA, que retorna hoje para a reta final da temporada
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Fábio Balassiano

A NBA retorna as suas atividades normais nesta quinta-feira depois de um modorrento All-Star Game de domingo em Nova Orleans. A liga deu uma pequena folga para os atletas, mas hoje teremos seis partidas e o final da janela de negociações. Listei dez fatos bem interessantes para ficarmos ligados nesta reta final de temporada regular no melhor basquete do mundo. Vamos lá.

1) Final da janela de transferências: Nesta quinta-feira termina o prazo para que os times façam as suas negociações na NBA. Ontem mesmo no final da noite o brasileiro Tiago Splitter, que ainda se recupera de cirurgia no quadril, foi trocado pelo Atlanta Hawks para o Philadelphia 76ers (mais aqui), e em breve haverá análise sobre o futuro do pivô neste espaço. Alguns nomes de peso como Jimmy Butler (Chicago Bulls), Paul George (Indiana Pacers), Carmelo Anthony (Knicks) são especulados para trocarem de equipe. Há muitos rumores, como sempre, mas vale a pena notar que para ter Paul George Magic Johnson, novo manda-chuva do Lakers, pode estar negociando com Larry Bird (gerente-geral do Pacers) e que os Celtics podem estar de novo dialogando com Larry Bird, um dos maiores ídolos da história da franquia.

2) DeMarcus Cousins e Anthony Davis: Os dois formarão seguramente a melhor dupla (ao menos no papel) de garrafão da NBA na atualidade. Fica difícil prever se os dois gigantes do New Orleans Pelicans irão coexistir muito bem no lado ofensivo, pois ambos gostam de trabalhar com a bola nas mãos e precisam se espaços para jogadas de isolação e drives (arrancadas) rumo a cesta, mas o jogo de hoje às 22h de Brasília contra o Rockets em Nova Orleans já é repleto de expectativa. Se tudo ocorrer dentro do planejado pela franquia, o Pelicans, que tem 23-34 até o momento, pode iniciar uma escalada e beliscar a oitava vaga do playoff no Oeste. Vale dizer que Cousins nunca jogou mata-mata em sua vida na NBA e que Anthony Davis, só uma vez.

3) Golden State Warriors tirando o pé do acelerador? Líder da NBA com 47-9 e folgado na conferência Oeste com quatro jogos de vantagem em relação ao San Antonio Spurs, existe a expectativa que o Warriors desta vez tire o pé do acelerador neste final de temporada regular (ao contrário do campeonato passado em que bateu o recorde de vitórias da liga com 73). Ao que tudo indica Steve Kerr vai descansar as suas principais estrelas (Steph Curry, Klay Thompson, Kevin Durant e Draymond Green) visando os playoffs, momento mais importante da temporada. E todo mundo sabe: para o estelar Warriors, nesta temporada é título ou nada. Se é assim, vale a pena segurar os craques.

4) A oitava vaga do Oeste: Aparentemente as sete primeiras posições da conferência Oeste já estão bem definidas e encaminhadas com Warriors, Spurs, Rockets, Clippers, Jazz, Grizzlies e Thunder. Resta, portanto, uma única vaga para o mata-mata do lado mais forte da NBA. Atualmente quem se segura por lá é o Denver Nuggets, que tem 25-31 e é liderado pelo excepcional pivô Nikola Jokic. Mas Sacramento Kings (24-33), Blazers (23-33), Pelicans (23-34), Mavs (22-34) e Wolves (22-35) correm por fora nesta briga que tem tudo para ser emocionante mesmo.

5) Serge Ibaka em Toronto: Esta negociação aconteceu pouco antes do All-Star Game. O congolês Serge Ibaka foi parar no Raptors meses depois de ter sido trocado pelo Oklahoma para o Orlando Magic, que o despachou para o Canadá pouco antes do All-Star. O Toronto deu uma caída brusca desde o começo do ano principalmente devido a lesão de DeMar DeRozan, seu melhor jogador, e espera agora reencontrar o melhor caminho com um quinteto titular de respeito formado por Kyle Lowry, DeRozan (ambos All-Stars), DeMarre Carroll, Ibaka e Jonas Valanciunas. Resta saber se o lituano Valanciunas fica lá até o final do dia, já que seu nome é especulado em milhares de trocas. Caso permaneça, o time canadense tem tudo para brigar para voltar à final do Leste e, quem sabe, fazer outro duro confronto contra o Cavs (tal qual foi em 2016).

6) Boston briga pelo título do Leste? É uma pergunta difícil de responder agora, poucas horas antes do final da janela de transferência e com a perspectiva de algum reforço de peso (Butler ou George) pintar em Boston ainda nesta quinta-feira. Com ou sem novos craques os Celtics estão em segundo no Leste com a campanha excepcional de 37-20 (olho no Wizards, que se recuperou bem de um início claudicante e agora tem 34-21) e sonham em vencer a primeira série de playoff da franquia desde 2012. Conseguirão os verdinhos brigar pelo título do Leste contra o Cleveland? Ou é um passo excessivo para o atual momento da franquia?

7) Spurs tem força para bater o Warriors? Em segundo lugar na conferência Oeste, o San Antonio Spurs encontra-se confortável até o final da temporada regular. Não deve superar o Warriors, mas tampouco parece que será ameaçado pelo Houston Rockets, o terceiro colocado. A dúvida que fica é: o time de Gregg Popovich tem força para duelar contra o Golden State em uma eventual final do Oeste em melhor de sete jogos? Difícil duvidar de Pop, um dos melhores técnicos do planeta, mas a verdade é que hoje o Spurs parece um degrau abaixo, o que não é desmérito algum, já que o Golden State tem quatro All-Stars e é um timaço de bola.

8) Russell Westbrook pelo recorde: O camisa 0 do Oklahoma City Thunder fechou a primeira metade da temporada com 31,1 pontos, 10,5 rebotes e 10,1 assistências. Já tem 27 triplos-duplos e caso mantenha esta performance de alto nível poderá se tornar o segundo jogador da história da NBA a terminar uma temporada regular com MÉDIA de triplo-duplo. O outro foi Oscar Robertson em 1962.

9) Cavs descansados e tranquilões? O Cleveland tem 39-16, lidera o Leste e dificilmente será alcançado como primeiro lugar da conferência. É disparado o melhor time do Leste, mas estará sem Kevin Love até o começo do playoff. Será que isso trará impacto para a franquia? Ou LeBron James e companhia podem ficar tranquilos porque a terceira final seguida para a franquia é mais certa de acontecer do que falta técnica em DeMarcus Cousins?

10) Lakers com o pick protegido? O Lakers tem agora Magic Johnson, aparentemente a franquia tentará brigar lá em cima de novo, mas tem uma coisinha bem intrigante neste começo de nova gestão de franquia lá em Los Angeles. O Lakers só terá direito a pick de Draft caso esteja entre a primeira e a terceira posições do próximo Draft. Caso não esteja, a escolha será do Philadelphia 76ers. Perder um pouco além da conta vale a pena para os angelinos, que teriam uma escolha muito boa na seleção de um dos Drafts mais promissores dos últimos anos? Hoje os Lakers têm 19-39 e possuem a terceira pior campanha de toda NBA.

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