Bala na Cesta

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Vídeo mostra como jovem Devin Booker ‘copia’ jogadas do ídolo Kobe Bryant – confira!
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Fábio Balassiano

“Devin Booker tem uma mentalidade rara para esse esporte. Joguei contra ele apenas na temporada passada, mas você consegue sentir como ele está em uma intensidade fora do normal na quadra rapidamente. Eu era assim também e é bom ver que Devin quer se superar a cada dia”.

A frase acima é de ninguém menos que Kobe Bryant sobre Devin Booker, ala de 20 anos que assombrou o mundo na semana passada ao anotar 70 pontos contra o Boston Celtics. Kobe esteve no domingo na rede norte-americana ABC e falou muito sobre o ala do Phoenix Suns.

“Sei que ele tem uma série de coincidências que me envolvem, eu vi isso tudo na internet (veja quadro ao lado), mas ele não deve se preocupar com isso. Eu não queria ser igual ao Michael Jordan. Eu queria apenas ser melhor que meu ídolo. Logo, e eu sei que ele me admirou muito durante sua adolescência, ele não precisa ser igual a mim ou a Jordan ou a qualquer outro, mas sim tentar superar a quem ele mais gosta. Esta é a única dica que dou pra ele”, finalizou.

Kobe Bryant sabe, porém, que as comparações são pra lá de inevitáveis. Além do tênis que foi dado por ele para Devin Booker exatamente há um ano onde se lia a frase “Seja uma lenda”, no fim de semana, logo depois do jogo de 70 pontos de Booker, a maior pontuação da NBA desde os 81 pontos de… Kobe Bryant, o Bleacher Report divulgou um vídeo mostrando quão parecidos são os movimentos ofensivos e as feições do jogador do Phoenix em relação ao que o agora ex-atleta do Lakers fazia na quadra. Dá só uma olhadinha.

Se ainda não dá pra comparar, e seria até injusto com Booker, que joga em um time que nunca conquistou sequer um título (não vai ao playoff desde 2010) e que está apenas no princípio de sua vida profissional, dá pra dizer que as médias do garoto de 20 anos e em seu segundo ano na liga já são bem melhores do que as de Kobe Bryant quando entrou na NBA na década de 90. O camisa 1 do Suns teve 13,8 pontos em 2015/2016 e possui, agora, 21,6. Ainda usando a camisa 8 do Lakers Kobe obteve 7,6 em 1996/1997 e 15,4 no campeonato seguinte.

Logo depois do seu feito contra o Boston na sexta-feira Booker fez questão de demonstrar reverência ao ídolo: “Vi uma entrevista recente do Kobe em que ele falava que o que o diferenciava dos demais atletas é que a maioria pensava que fazer 25, 30 pontos era suficiente. Para ele, não. Se deixassem, ele faria 100. Kobe nunca colocou limites para si mesmo e é assim que tento ser também. Aprendi muito vendo-o jogar e sigo aprendendo com seus conselhos”, disse o aluno.

Booker tem um longo caminho pela frente e sabe que ainda está longe de poder frequentar o mesmo hall dos mitos do basquete do qual Kobe Bryant faz parte. Mas aos 20 anos e com “golpes” ofensivos tão apurados está muito claro que o mundo do basquete deve ficar de olhos bem abertos para este que tem tudo para ser um dos sucessores daquele que foi um dos melhores jogadores da NBA pós-Jordan.


Os motivos que explicam a queda do Cavs, que está perto de perder a liderança do Leste
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Fábio Balassiano

No sábado o Cleveland Cavs jogou em casa logo depois de LeBron James, o astro da equipe, pedir um pouco mais de firmeza aos seus companheiros. Segundo LeBron, o time precisava reagir e demonstrar um pouco mais de força, sobretudo defensiva. O jogo contra o Washington veio e os piores temores do camisa 23 se concretizaram: a marcação foi tenebrosa, cedeu 127 pontos e o Cleveland, jogando muito mal, perdeu em casa novamente (127-115).

Na entrevista coletiva, Ty Lue, o técnico, fez questão de colocar panos quentes e evitar um começo de crise, mas a verdade é que a situação do Cleveland inspira cuidados, sim. O time tem 47-25, enfrenta o San Antonio Spurs hoje fora de casa (21h, com Sportv) e está pertinho de perder a liderança da conferência Leste para o Boston Celtics, que ontem bateu o Miami Heat e chegou a 48-26. Como tem 2-1 no confronto direto contra os verdes, o Cavs tem um jogo de vantagem em relação ao time de Isaiah Thomas, o craque baixinho dos celtas. Mas, afinal, o que tem explica a queda de produção da franquia de Ohio?

Em primeiro lugar é fundamental falar da defesa. Tudo bem que as marcações da NBA atual são, de modo geral, frágeis, quase que inofensivas, mas nenhum time que quer ser campeão pode ceder tantos pontos assim como o Cleveland vem cedendo. Se em 2015/2016, quando conquistou o título, os Cavs permitiam apenas 98,3 pontos e 44,8% de conversão nos arremessos dos rivais, em 2016/2017 os números saltaram para 106,9 e 46,8%. Muita coisa.

Sendo justo, é importante citar os desfalques do técnico Ty Lue. Neste mês o Cleveland tem 6 vitórias em 14 jogos. Seus rivais diretos pela primeira posição no Leste, ao contrário, estão muito bem. O Boston tem 8-4. Washington Wizards, 7-3. Toronto, 6-5. Depois do All-Star Game (19 de fevereiro), a queda do Cavs, que teve desfalques de LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love retornando de cirurgia no joelho, é ainda mais acentuada. São apenas 8 vitórias em 17 jogos, a décima-sexta melhor campanha de toda liga no período. Neste mesmo espaço de tempo o San Antonio Spurs teve 13-3, Wizards, 11-7, o Raptors, 11-5 e o Celtics, 10-6. Perto dos playoffs, quando as franquias buscam ganhar confiança, o Cavs está justamente na direção oposta.

Por fim, vale falar sobre a dependência da equipe para com o trio formado por LeBron James, Kyrie Irving e Kevin Love, certamente uma das melhores combinações da NBA atual. É óbvio que as bolas, e as ações ofensivas, vão mesmo passar pelos três melhores jogadores do Cleveland, mas nesta temporada a dependência do trio se acentuou. Em 2015/2016 eles respondiam por 60,9 ou 57% dos pontos totais do Cavs. Neste campeonato, até o momento, 71,1 e 65% do total. E neste ano o elenco é bem melhor, recheado de armas novas como Deron Williams, Kyle Korver e Derrick Williams.

O sinal amarelo está ligado em Ohio, mas o mais incrível disso tudo, e compreendendo a irritação de LeBron James com a performance de seus companheiros nos últimos jogos, é que mesmo assim o Cleveland ainda é o grande favorito ao título do Leste.

Time por time, os Cavs ainda são muito superiores em relação a Boston, Washington e Toronto, os únicos que ao meu ver têm condições de minimamente fazer confrontos de sete jogos de playoff duros contra os atuais campeões da NBA.


Ídolo em Los Angeles, Shaquille O’Neal vira estátua na frente do ginásio
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Fábio Balassiano

Considerado um dos melhores pivôs de todos os tempos, Shaquille O’Neal foi imortalizado mais uma vez pela franquia Lakers na noite desta sexta-feira.

Depois de ter visto a sua camisa 34 ser aposentada na temporada passada Shaq esteve ontem em Los Angeles para ver a inauguração da sua estátua na frente (imagem ao lado) do Staples Center, ginásio da equipe pela qual conquistou três títulos (2000, 2001 e 2002), três MVP’s das finais (nos mesmos anos dos canecos) e um MVP de temporada regular (2000). Ao lado de Kobe Bryant o pivô foi responsável por acabar com a seca da franquia de mais de 10 anos (desde 1988 não conquistava título) e pela criação de uma das melhores duplas da história da NBA.

A cerimônia contou com as presenças e os discursos emocionados de Kobe Bryant, amigo que virou desafeto e depois voltou a ser amigo, Phil Jackson, seu técnico no Lakers, Jerry West e Kareem Abdul-Jabbar, pivô que também tem uma estátua na frente do Staples Center.

Abaixo alguns lances da carreira de Shaq, um dos jogadores mais carismáticos da história da liga, com a camisa do Lakers.


Conheça a fortuna dos donos mais ricos da NBA – Michael Jordan não está entre os 10 primeiros
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Fábio Balassiano

A NBA é uma das ligas esportivas mais ricas do mundo. O salário médio dos atletas está em US$ 4,6 milhões, e 29 deles receberão mais de US$ 20 milhões em 2016/2017. LeBron James, com US$ 31 milhões, é o que mais recebe no atual campeonato. Mas e entre os donos, quem lidera a lista entre os mais ricos?

Muita gente pode pensar em Michael Jordan, sócio majoritário do Charlotte Hornets, mas o melhor jogador de todos os tempos não está nem entre os dez mais ricos. Jordan figura apenas na posição 19, com uma fortuna estimada em US$ 1,1 bilhão. Pouco se comparado ao que registram os cinco mais ricos.

Na quinta posição está Micky Arison, com fortuna avaliada em US$ 7,1 bilhões. Arison fez fama no mercado de cruzeiros e comprou o Miami Heat em 1995. É o único do Top-5 dos mais ricos que possui título da NBA (viu o Heat vencer em 2006, 2012 e 2013). Pouco acima dele está Mikhail Prokhorov, com US$ 7,6 bilhões. Dono do Brooklyn Nets desde 2010, o russo fez fama em seu país com empresas de metais e no ramo do gás.

Terceiro mais rico entre os donos da NBA, Stanley Kroenke, do Denver Nuggets, tem US$ 7,7 bilhões e ama esportes. Ele é um dos sócios da franquia Rams, do futebol americano, e o principal responsável por tirá-la de Saint Louis e levá-la a Los Angeles recentemente. Com mais que o dobro de Kroenke vem Paul Allen (US$ 17,7 bilhões), que também é proprietário de um time da NFL (o Seattle Seahawks). Allen (foto), comandante do Portland Trail Blazers desde 1988, é um dos fundadores da Microsoft e também é conhecido pelo seu Octopus, o maior navio particular do mundo (126 metros de comprimento, ou 414 pés).

E o mais rico dono da NBA, quem é? O maior dos bilionários Steve Ballmer, que em 2014 comprou o Los Angeles Clippers por US$ 2 bilhões.

Para quem foi presidente da Microsoft e tem uma fortuna estimada em mais de US$ 28,1 bilhões, é quase um troco, né? Ballmer é conhecido por sua vibração durante os jogos do Clippers e por ser um dono bem mão aberta e sonhador. Não é segredo pra ninguém que o sonho dele é vencer um título rapidamente, motivo pelo qual seu time tem a quarta folha salarial mais alta da NBA atual, com US$ 114 milhões no ano.

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Dez fatos sobre Jerry Krause, o ‘arquiteto’ do Bulls 6X campeão que faleceu nesta semana
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Fábio Balassiano

Na terça-feira um dos maiores gênios da história do basquete faleceu aos 77 anos. Nunca fez uma cesta, nunca desenhou uma jogada na prancheta, nunca pegou um rebote. Mas Jerry Krause criou o mítico Chicago Bulls da década de 90.

Manda-chuva do esquadrão que tinha Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman, além do comando de Phil Jackson, Krause foi o arquiteto simplesmente de um dos melhores times da história do basquete (o Chicago campeão de 1996). O que nem todo mundo sabe sobre a vida dele? Separei dez fatos bem diferentes. Vamos lá:

1) Relação horrível com Michael Jordan -> Turrão, viciado em trabalho, frio e pulso firme, Jerry Krause liderou o Chicago Bulls entre 1985 e 2003. Chegou a Illinois, portanto, um ano depois da franquia ter escolhido Michael Jordan no Draft de 1984. A relação de Krause com o melhor de todos os tempos sempre foi péssima. Jordan queria ditar as regras. Krause brecava. Jordan queria mais que o máximo dos salários. Krause não pagava. Jordan queria indicar todos os jogadores de North Carolina. Krause não ouvia. Jordan se irritou quando soube que Doug Collins, o técnico, seria demitido. Krause fingiu que não era com ele e mandou o treinador embora. Para se ter uma ideia de como os dois não se bicavam, Krause ordenou que MJ não jogasse mais na temporada de 1985 pois o camisa 23 tinha sofrido uma grave lesão no pé. Jordan peitou o gerente-geral e voltou na marra. Se tivesse seguido a ordem de Krause o mundo não teria visto o jogo de 63 pontos contra os Celtics nos playoffs. Aquele duelo que o Larry Bird disse “Eu vi Deus disfarçado de Michael Jordan.”

2) A troca incrível para ter Scottie Pippen e a irritação de Jordan -> Michael Jordan dizia aos quatro ventos que só seria campeão quando tivesse companheiros do seu nível. E Jerry Krause sabia disso. Por isso no Draft de 1987 ele fez de tudo para selecionar um garoto esguio de Little Arkansas. Cedeu Olden Polynice e picks futuros para o Sacramento em troca de Scottie Pippen, a quem ele considerava o par perfeito para o futuro de Jordan. Muita gente estranhou, porque Pippen jogava em um circuito universitário de menos fama, menos força, e sua capacidade de se adaptar a NBA era bastante questionada por outros olheiros. O camisa 23, por sua vez, também não gostou nada e no dia seguinte da seleção do Draft encontrou Krause no Centro de Treinamento. Jordan virou-se para o chefe e disse: “Espero sinceramente que ele seja forte o suficiente para jogar aqui”. Krause estava certo.

3) Relação pior ainda com Scottie Pippen -> Se com Michael Jordan o dia a dia era péssimo, com Pippen era ainda pior (e muitas vezes Jordan tinha que interceder a favor de seu companheiro). Pippen considerava que era subestimado por todos na organização, que não recebia o quanto merecia e quando MJ foi jogar baseball ninguém da franquia acreditava que ele poderia ser o grande líder que ele, Pip, pensava que era. Em 1994, em uma série de playoff contra o Knicks, Phil Jackson chamou a jogada final para final para Toni Kukoc, deixando Pippen enfurecido. O camisa 33 se negou a retornar para a quadra, o Bulls perdeu a série e o clima no vestiário azedou. Krause virou-se para o treinador no final da temporada e disse: “Ele nunca será (o líder que pensa que é)”.

4) Visionário da Europa contratando Toni Kukoc -> Era o ano de 1988 quando um ex-jogador do Chicago ligou para Krause e disse: “Tenho um garoto jogando contra mim na Europa que você precisa conhecer. Altura de ala-pivô, habilidade de armador e arremesso de um ala-armador. Venha vê-lo”. Krause foi e conheceu Toni Kukoc, ala que seria peça fundamental no segundo tricampeonato do Chicago Bulls. Hoje em dia a gente vê milhares de estrangeiros na NBA e acha normal. No Draft de 1990, houve apenas quatro gringos entre os 54 escolhidos. Chamado de Magic Johnson branco, Kukoc só chegou à NBA em 1993, mas com reputação surreal de incrível (três títulos da Euroliga, medalha de prata em Barcelona-1992 e 3 MVP’s de Final Four da Euroliga no bolso). Com uma relação pouco amistosa com Michael Jordan, que achava que Krause o tratava melhor que o restante do elenco, Kukoc impressionava a todos na organização porque não reagia ou reclamava de nada. Krause conta que quando trocou o croata em 1999/2000 chorou pela primeira vez em uma negociação. Mandar embora um de seus atletas preferidos mexeu com o gelado coração do manda-chuva do Bulls.

5) Primeira chance de Phil jackson -> No verão de 1987 Krause queria mexer na comissão técnica do Chicago Bulls. Queria, na época, sangue novo, uma visão diferente de basquete. Chamou Phil Jackson para uma entrevista de emprego, mas não se animou muito quando o então técnico da CBA, liga menor dos Estados Unidos, chegou a sua sala com uma calça de linho branca, chapéu Panamá e camisa com botões abertos. Mesmo assim optou por contratá-lo. Dois anos depois, bancou Phil Jackson como técnico principal da franquia. Mesmo com seis títulos conquistados a relação com Phil era de tapas e beijos. Antes da temporada 1997/1998 havia rumores que o treinador não voltaria ao cargo. Krause conseguiu renovar, mas apenas por um ano. Na coletiva disse na frente da imprensa: “Mesmo se conseguirmos a campanha de 82-0 será a nossa última temporada juntos”. Não foi a toa que Phil Jackson descrevia aquele campeonato como “A última dança”.

6) Dennis Rodman mudo no primeiro contato -> Contratar Dennis Rodman para o time que acabou ganhando o segundo tricampeonato do Chicago Bulls parece uma jogada genial, mas foi muito arriscada. Dono de temperamento forte e figura daquele Detroit Pistons que amassava os Bulls na década de 80, Rodman foi trocado pelo San Antonio Spurs por dois pacotes de mariola e Will Perdue. Krause achava que tinha feito o melhor emprego do mundo até que o ala-pivô se apresentou para o primeiro contato com a franquia e ficou mudo. Krause falou por duas horas e Dennis Rodman apenas ouvia, ouvia e ouvia (ou fingia ouvir). No final, Phil Jackson, o Mestre Zen, foi convidado a interceder. Chamou Rodman no canto, trocou cinco palavras e deu a confirmação para Krause de que estava tudo ok. Rodman saía da sala quando virou-se para o gerente-geral e disse: “Eu sei porque eu vim para cá. Não precisava falar por tanto tempo se o meu negócio aqui será pegar rebotes para o Michael Jordan arremessar”.

7) Técnico “cortejado” em pleno casamento da filha -> Em 1997 uma das filhas de Krause se casou. Toda a comissão técnica do Chicago foi convidada, com exceção de Phil Jackson. A relação era péssima entre ambos. Chegando a festa os assistentes do Bulls se chocaram quando viram Tim Floyd, técnico da Universidade de Iowa, entre os presentes. Depois das fotos Krause pegou uma bebida e se sentou na mesa da família de Floyd. A conversa para o técnico suceder a Phil Jackson no começo da temporada seguinte estava sendo desenhada em um evento pessoal e na frente dos comandados de Phil Jackson. Era a cara de Krause, mas a taca deu errado. Três temporadas e 45 vitórias depois, Floyd foi demitido e é até hoje considerado um dos piores treinadores que passaram pelo Bulls (era o pós-Jordan, lembremos).

8) Começo dele no baseball -> Krause ficou conhecido no Chicago, mas era scout (olheiro) no baseball também. Dono de olho clínico para recrutar talentos, ele trabalhava para Jerry Reinsdorf, do Chicago White Sox, quando recebeu do patrão o convite para fazer a mesma coisa no seu time de basquete. Já havia feito isso na década de 70, inclusive para o Bulls, e decidiu topar. Meses depois ele foi alçado a condição de gerente-geral da franquia, conseguindo negociações, trocas e movimentações incríveis no final da década de 80.

9) A frase que “matava” Michael Jordan por dentro -> “Quem ganha o jogo não é jogador. É a organização da franquia”. Krause pregava essa frase no Centro de Treinamento do Chicago Bulls e muita gente diz que quando Michael Jordan passava por isso sempre dava um tapa na parede. Era a filosofia do chefe, mas contrastava com ego e talento de Jordan. No final das contas, os dois estavam errados e certos. O Chicago Bulls, complicado e perfeitinho, é que fazia com que Michael Jordan brilhasse. E era Michael Jordan, genial, que levava o Chicago aos títulos.

10) Tex Winter, o único “Coach” -> O único técnico da vida que Jerry Krause chamava de Coach era Tex Winter, o inventor do Sistema de Triângulos que “gerou” 11 títulos na NBA (seis em Chicago e cinco no Los Angeles Lakers). Havia momentos que Krause não conversava com Phil Jackson, mas sim com Winter, a quem considerava um mentor, um gênio, um mito do basquete. Por causa da não indicação de Winter para o Hall da Fama Krause afirmou que não compareceria a nenhuma cerimônia de indução dos novos Hall da Fama enquanto Tex não fosse homenageado. Em 2009 Michael Jordan foi condecorado. Jerry Krause não estava na cerimônia.


Preocupado com times que poupam atletas, chefe da NBA pede ajuda a donos das equipes
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Fábio Balassiano

Nas duas últimas segundas-feiras Adam Silver chegou ao seu escritório em Nova Iorque com um problemão a resolver. O comissário-geral da NBA precisaria ligar para o diretor geral da ABC para contornar uma situação inusitada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

Duas temporadas atrás a emissora norte-americana fechou com a liga norte-americana a transmissão de jogos aos sábados à noite. Era o acordo dos sonhos para a NBA, que conseguiria TV aberta, horário nobre, audiência absurda. Mas está dando errado, muito errado. Nas duas últimas partidas que a ABC exibiu simplesmente o melhor produto não chegou ao cliente final (o telespectador) porque os técnicos decidiram poupar seus melhores atletas. E aí o comissário-geral decidiu agir.

Silver enviou na segunda-feira um memorando bem forte aos donos das 30 franquias da NBA explicando como este tipo de atitude pode impactar na reputação do esporte, em uma queda brusca de audiências e sobretudo na receita com venda de ingressos (o site oficial da liga inclusive publicou parte do conteúdo, em uma prova de transparência incrível). Nenhum torcedor, agora, sabe exatamente que tipo de jogo verá quando comprar o seu ingresso com antecedência.

“Decisões deste tipo podem afetar fãs e parceiros de negócios, nossa reputação e prejudicam a percepção sobre o nosso esporte. Com tanta coisa em jogo, é simplesmente inaceitável que vocês, donos das franquias, não se envolvam ou participem desta tomada de decisão em suas organizações”, escreveu Silver, antecipando que este tema de times que poupam atletas será muito discutido na próxima reunião dos donos no dia 6 de abril em Nova Iorque.

Comentei aqui que há 15 dias no San Antonio Spurs x Golden State Warriors os dois times foram a quadra sem Kawhi Leonard, LaMarcus Aldridge, Steph Curry, Klay Thompson e Draymond Green (estes três últimos poupados). Neste último sábado, o Cleveland foi a Los Angeles e enfrentou o Clippers sem LeBron James, Kevin Love e Kyrie Irving. O resultado prático? Jogos sem graça, fãs frustrados, mídias sociais criticando pesadamente os treinadores e a credibilidade da liga em dúvida. Mais que isso: as audiências, que eram esperadas para chegar a casa dos 4 milhões de telespectadores, alcançou 2 milhões no jogo do San Antonio e 1,5 milhões na partida em Los Angeles. É mais ou menos como você comprar um ingresso para ver o Rolling Stones cantar e chegando lá notar que substituíram o Mick Jagger e o Keith Richards. Silver fez questão de lembrar disso no memorando para os donos dos times.

“Por favor, lembre-se de que, de acordo com as atuais regras da liga, as equipes são obrigadas a dar aviso ao escritório da liga, ao seu adversário e a mídia imediatamente sobre um jogador não participar de um jogo devido ao repouso. O não cumprimento destas regras resultará em penalidades significativas. Reforço que recentemente fechamos um acordo com as televisões, principais difusoras do nosso esporte”, escreveu Silver, deixando claro o impacto que pode haver com ABC e TNT, que pagaram quase US$ 24 bilhões para ter o produto NBA em suas grades de programação até a metade da próxima década.

Do meu canto, vale dizer que é muito óbvio o que Adam Silver está tentando fazer – pressionar os donos para que os técnicos coloquem em quadra sempre os melhores atletas, não impactando assim na relação da liga com os patrocinadores e sobretudo na imagem da NBA para com os fãs. Ele está olhando pelo lado do negócios, no que ele está certíssimo. O fato é que hoje em dia ninguém sabe que produto irá encontrar na quadra quando vai ao ginásio ou vê uma partida pela televisão. Do outro lado, porém, estão os treinadores, que têm todo direito de descansar seus atletas. O compromisso dos comandantes está, no final das contas, em ganhar jogos e preparar seus times da maneira que eles acharem melhor.

Vamos ver como esta equação envolvendo donos de franquias, liga, técnicos, atletas e patrocinadores se resolve. O produto NBA é fantástico e com uma credibilidade absurdamente alta, mas está em um momento de instabilidade. Jogar pro alto a audiência que a televisão proporciona não me parece um bom caminho.


Outra noite, outra briga: pivôs de Chicago e Toronto trocam socos na NBA – veja!
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Fábio Balassiano

Ontem foi a vez de Steph Curry e Russell Westbrook brigarem na partida entre Golden State Warriors e Oklahoma City Thunder. Menos de 24h depois a NBA vê outra confusão. Desta vez maior e mais violenta. No jogo entre Toronto Raptors (de azul) e Chicago Bulls (de vermelho), os pivôs Serge Ibaka e Brook Lopez se estranharam após uma disputa por rebote e trocaram socos. Ambos foram expulsos e certamente serão suspensos pela liga. Veja o lance!


Lakers joga R$ 100 milhões no ‘lixo’ e afasta 2 maiores salários por motivo curioso: perder
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Fábio Balassiano

Um movimento até certo ponto inesperado de Magic Johnson, novo manda-chuva do Los Angeles Lakers, surpreendeu muita gente que acompanha a NBA essa semana. Com pouco mais de um mês no cargo, Magic não titubeou e colocou Luol Deng e Timofey Mozgov na lista de inativos da franquia. Isso significa dizer que Deng e Mozgov, os dois maiores reforços do time para este campeonato e que recebem juntos US$ 34 milhões em 2016/2017 (mais de R$ 105 milhões), os maiores salários da equipe, estão fora da temporada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

E Magic faz isso por um motivo bem curioso: o outrora glorioso Lakers precisa perder muitos e muitos jogos até o final da fase regular para ter um futuro mais animado do que os últimos anos, quando venceu apenas 58 vezes nos 222 jogos disputados nos três campeonatos mais recentes.

O movimento é condenável, porque no esporte jogar para perder é terrível, mas tem explicação: colocando os atletas mais jovens para jogar até o final da temporada a franquia de Los Angeles, que hoje possui a campanha de 20 vitórias em 68 partidas, a segunda pior de toda NBA, tem menos possibilidade de ganhar jogos e, por consequência, mais chance de manter a sua escolha no próximo Draft.

Devido às últimas negociações do Lakers, o time só terá chance de escolher jogador no próximo Draft, que é considerado um dos melhores dos últimos anos, caso tenha as posições 1, 2 e 3. Caso não esteja no Top-3, a escolha cairá no colo do Philadelphia 76ers. Ter uma das piores campanhas da temporada portanto aumenta a chance do time de Los Angeles para manter o seu pick protegido no sorteio que é realizado após o término da fase regular da NBA.

Contratados no começo da temporada por Mitch Kupchak, gerente-geral demitido para a chegada de Magic Johnson recentemente, Luol Deng e Timofey Mozgov são dois dos mais experientes do jovem elenco do Lakers. O ala, camisa 9, tinha 7,6 pontos em 26,5 minutos por jogo. O pivô russo, campeão ano passado com o Cleveland Cavs, 7,4 em 20 minutos por noite.

Resta, agora, o suspense para saber o que acontecerá com a dupla que tem a receber US$ 100 milhões (mais de R$ 300 milhões) até 2020.


Baixinho do Boston, Isaiah Thomas supera Kobe e LeBron e é o mais decisivo do século na NBA
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Fábio Balassiano

Não tem pra Kobe Bryant, LeBron James, Kevin Durant ou Russell Westbrook. O jogador que tem a melhor média de pontos em últimos períodos da NBA nos últimos vinte anos é Isaiah Thomas, craque baixinho do Boston Celtics. Veja a lista abaixo:

Armador de 1,75m do Boston Celtics, cuja história de vida e carreira foi contada aqui recentemente, o camisa quatro tem incríveis 9,9 pontos de média em quartos períodos em 2016/2017 da NBA, superando em 0,3 a Westbrook, que tem 9,6 pontos nos 12 minutos finais das partidas também nesta temporada. Sua performance assustadora nos derradeiros momentos das partidas leva a tradicional franquia verde a ótima campanha de 42-25, a segunda melhor da conferência Leste, e é a melhor deste século XXI.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

Conhecido por seu “instinto assassino” para os momentos decisivos, Kobe Bryant aparece na lista das dez maiores médias em últimos períodos com surreais quatro participações (único atleta a ter múltiplas marcas neste sentido). Kobe teve 9,5 em 2006/2017, a terceira maior pontuação dos últimos 20 anos, quando este tipo de índice passou a ser medido, e também figura com o feitos obtidos em 2012/2013, 2006/2007 e 2004/2005.

Considerado o melhor jogador da atualidade, LeBron James teve 9,1 pontos nos últimos períodos em 2007/2008. Dwyane Wade, Kevin Durant e Tracy McGrady também figuram na lista.

No vídeo abaixo é possível ver uma performance extraordinária de Isaiah, que no dia 30 de dezembro do último ano anotou surreais 29 pontos nos 12 minutos finais e liderou os Celtics a uma importante vitória contra o Miami Heat.


Podcast: mico da NBA com Warriors x Spurs, Jogo das Estrelas do NBB e eleição na CBB
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Fábio Balassiano

No programa dessa semana falamos muito sobre o mico da NBA envolvendo a parida Spurs x Warriors. A liga tem como fazer alguma coisa para evitar a frustração dos fãs do ginásio e também de casa? Falamos também sobre o Jogo das Estrelas do NBB, que promete um espetáculo de entretenimento com direto a show do intervalo do Jota Quest e tudo. Por fim, explicamos o que a chegada de Guy Peixoto a CBB significa.

EVENTO BALA NA CESTA EM SÃO PAULO – 27/03

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