Bala na Cesta

Arquivo : NBA

Após surra no jogo 1, Spurs tentam abrir 2-0 contra Grizzlies hoje à noite na final do Oeste
Comentários 7

Fábio Balassiano

Foi uma grande aula de basquete ministrada pelo San Antonio Spurs no domingo no Texas. O time de Gregg Popovich jogou demais, mordeu desde o começo, inibiu completamente Zach Randolph (a foto ao lado é um exemplo de como o gordinho esteve bem vigiado em toda a partida) e venceu o Memphis por 105-83 no jogo 1 da decisão do Oeste. Hoje, a partir das 22h (ESPN exibe) tem a segunda partida. Alguns pontos sobre a peleja de logo mais:

1) O Memphis começou as três séries da pós-temporada fora de casa. Perdeu as três – contra Clippers, Thunder e agora Spurs. Virou as duas primeiras vencendo quatro das cinco seguintes contra os Clippers e quatro seguidas contra o OKC.

2) Gregg Popovich tem 19-3 quando seus times ganham o jogo 1 de uma série de playoff. O San Antonio, aliás, venceu todos os jogos 1 de playoff desde o playoff de 2011, quando perdeu justamente do Memphis na abertura de uma série que acabaria perdendo depois por 4-2.

3) Zach Randolph teve 1/8 e apenas dois pontos na partida. Sua média no playoff é de 19,7 e 51% nos arremessos. Será que o camisa 50 acorda na série?

4) Tony Parker (foto à esquerda) teve 20 pontos, 9 assistências e ajudou a forçar quatro erros de Mike Conley. Parker tem 22,4 pontos, 6,3 passes e 4,1 rebotes por jogo neste mata-mata. Tem jogado demais e tem menos cartaz do que merece, sem dúvida alguma. O cara é craque demais.

5) A defesa do Memphis, quase sempre fortíssima e pegando o adversário desde o começo das partidas, viu o Spurs largar com 31-14 e sair da partida com 14 bolas de três (recorde na história da franquia em playoff) com aproveitamento de 48,3% e 52,6% nos tiros de quadra. Na temporada, permitia 6,2 tiros longos por jogo, com 33,8% de aproveitamento e módicos 43,6% nos arremessos. A marcação do time de Lionel Hollins, portanto, precisa melhorar demais se os Grizzlies quiserem mesmo chegar à decisão da NBA.

6) Tracy McGrady jogou seu primeiro confronto de final de conferência da carreira. Foram sete minutos, e a torcida do San Antonio Spurs aplaudiu o craque de forma muito bacana no domingo.

O que será que acontecerá logo mais? Será que o Memphis acorda, ou o San Antonio Spurs seguirá dominando? Comente!


‘Metódicos’, San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies abrem final do Oeste hoje no Texas
Comentários 5

Fábio Balassiano

Não era a final do Oeste esperada no começo da temporada por nove entre dez analistas da NBA no planeta. Oklahoma, Lakers e Clippers estavam no Hall dos favoritos a disputar, junto com o San Antonio Spurs, a decisão da conferência mais equilibrada (e forte) da melhor liga de basquete do planeta. Os Spurs chegaram lá, mas os outros ficaram pelo caminho para que o Memphis Grizzlies fosse até lá pela primeira vez na história da franquia. E a série final começa hoje, no Texas, a partir das 16h30 envolvendo dois dos times mais “metódicos” do campeonato (a ESPN tem os direitos e exibirá todos os jogos da série).

O San Antonio Spurs chega a sua segunda final de Oeste seguida repetindo o mantra dos últimos dez anos: cercar suas três estrelas (Tim Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker) com os jogadores que mais se adaptam a eles e ao esquema de Gregg Popovich com funções muito bem definidas pelo treinador para cada um deles. Notem que não usei o termo ‘os melhores jogadores’, mas sim aqueles que mais ‘se adaptam’. O Gian, aqui do lado no ótimo Blog Vinte Um, escreveu bastante sobre isso, e acho que o mais interessante é notar que atletas pouco “visados” em Draft ou janelas de transferência se dão muito bem no Spurs e quando saem são um fiasco (tanto é assim que não é raro vermos jogadores escolhidos na posição 50, 55 ou pinçados em times da Europa vingando com gosto por lá).

O motivo é bem óbvio: todos ali são parte de uma engrenagem muito bem azeitada por Pop e RC Buford (Gerente-Geral que por ser na dele, caladão, nerdão, pouco aparece e recebe menos crédito do que merece/deveria – na foto à esquerda). Os jogadores sabem, e isso talvez seja o motivo pelo qual dá muito certo, que valores individuais contam muito menos ali do que em outras franquias (a pressão, portanto, não está em cima deles). Bruce Bowen é o melhor exemplo disso no passado, e Danny Green e Kawhi Leonard, no presente. O San Antonio Spurs, que não está nem entre os dez times com as mais altas folhas salariais da NBA, tem um método de gestão que pouco mudou nos últimos 15 anos (quase sempre com contratos curtos para as não-estrelas), e quer voltar às finais pela primeira vez desde 2007 apresentando um basquete bem mais arejado do que aquele das finais contra o Detroit Pistons. Popovich evoluiu, Manu trouxe o sopro de genialidade a níveis difíceis de se ver por aí e Parker está cada vez melhor. Isso, claro, sem falar em Tim Duncan, um dos melhores alas-pivôs de todos os tempos.

Do outro lado estará o Memphis Grizzlies, que na minha opinião tem a melhor defesa desta temporada na NBA ao lado de Indiana Pacers e Chicago Bulls e que até agora não perdeu em casa nos playoffs (além disso, venceu oito das últimas nove partidas). O time, este sim um mão fechada de dar gosto (tem a sexta melhor folha salarial da liga), tem um método de trabalho bem simples: morder na marcação e soltar a bola para Zach Randolph no ataque. O mais interessante é que o time, para evitar pagar aquela taxa de luxo à liga por altos salários, teve a coragem de limar um de seus melhores jogadores (Rudy Gay) para aliviar o orçamento no meio do campeonato e não deixou a peteca cair (mérito ainda maior para Lionel Hollins, o técnico (foto à direita). A inteligência da nova diretoria agora comandada por John Hollinger (ele era analista da ESPN!) foi trocar um excelente jogador (Gay) por um ótimo (Tayshuan Prince) e alguns médios (Ed Davis, Austin Daye e Keyon Dooling) para aliar a técnica de Conley e Z-Bo ao jogo atlético e defensivo ao cubo de Tony Allen e Marc Gasol.

Aqui, aliás, cabe uma observação interessante sobre o Memphis: todo mundo riu (e riu merecidamente) quando os Grizzlies trocaram Pau Gasol para os Lakers por Kwame Brown, lembram? O que quase todo mundo esquece é que naquele pacote estava o então menino Marc, irmão de Pau e escolhido no Draft de 2007 pelos angelinos. Foi com ele, Marc Gasol, e Conley, também escolhido seis anos atrás, que começou a ser formado este timaço de basquete que hoje é o Memphis. E o mais engraçado é que não dá nem pra olhar pro Draft e dizer um ‘ah, mas eles escolheram jovens muito bons e reconstruíram’. Fui dar uma olhada nas últimas escolhas dos caras e chega a ser ridículo que um time que escolheu tão mal tenha se dado tão bem nos últimos três anos na NBA sem grandes contratações assim. A franquia chegou a trocar Kevin Love para ficar com OJ Mayo em 2008, desperdiçou uma segunda posição com Hasheem Thabeet no ano seguinte (James Harden, Ricky Rubio, Stephen Curry e Tyreke Evans vieram depois…) e em 2010 usou sua primeira rodada com Xavier Henry. E mesmo assim o Memphis chegou lá, virou time grande, virou uma das mais temidas forças da NBA. Baseou seu jogo em uma insana e sufocante defesa e nos talentos Zach Randolph e Mike Conley e agora colhe os frutos.

Sinceramente não tenho a menor ideia do que acontecerá nesta decisão do Oeste. Os dois times têm excelentes técnicos (Gregg Popovich e Lionel Hollins), ótimos marcadores no perímetro (Danny Green e Kawhi Leonard de um lado; Tony Allen e Tayshuan Prince do outro), excelentes armadores (Tony Parker e Mike Conley), excepcionais alas-pivôs (Tim Duncan e Zach Randolph) e ótimos pivôs (Marc Gasol). A única certeza é: será uma baita série pra quem curte um basquete pensado, analisado, recheado de ajustes e contra-ajustes dos técnicos.

Quem será que representará o Oeste na final da NBA? Algum palpite? Então é só comentar!


Podendo fechar duelo em casa nesta noite, Pacers recebe Knicks em teste de maturidade
Comentários 6

Fábio Balassiano

A partir das 21h deste sábado o Indiana Pacers, que tem 3-2 na série, terá um teste de maturidade e tanto na Bankers Life Fieldhouse. Jogando contra o experiente New York Knicks, os comandados de Frank Vogel podem passar às finais da Conferência Leste da NBA pela primeira vez desde 2004 para enfrentar o Miami na decisão que começa na quarta-feira.

A questão central para os Pacers é saber se poderá contar com o armador titular George Hill (foto), que sofreu uma concussão em um choque com Tyson Chandler no jogo 4 e não esteve presente na partida passada. Na série, Hill tem as médias de 17,3 pontos, 4,5 assistências,4,6 rebotes e ótima marcação tanto em Raymond Felton quanto em Pablo Prigioni. Ele fará um teste de vestiário com os médicos da NBA que avaliam este tipo de lesão para saber se entra ou não em quadra. Sem ele, a bola ficou demais na mão do ótimo Paul George e tornou o ataque do Indiana, que já não é essa maravilha, em algo previsível demais.

Pelo lado do Knicks, resta saber se JR Smith de fato entrará na série ou continuará jogando muitíssimo mal. Na temporada regular, o tresloucado ala teve 42,2% de aproveitamento nos tiros de quadra e 35,6% de 3 pontos. Na série contra o Indiana, 29,3% nos chutes gerais e 23,3% nas bolas de fora. Ele está com problemas físicos, eu sei, e por isso a atuação do ala Chris Copeland (12 pontos, 4 bolas de longe) foi tão importante assim para os nova-iorquinos. Outro dado interessante: o tempo de quadra de Jason Kidd, que atuou apenas 5 minutos no quinto duelo da série, está cada vez menor. Pablo Prigioni (eu jamais pensei que escreveria isso) virou titular absoluto ao lado de Felton na armação e o veterano armador tem jogado menos de 20 minutos por partida. Para piorar, Kidd errou seus 17 últimos arremessos (ele não pontua desde 23 de abril, quando acertou um arremesso no jogo 2 contra o Boston Celtics).

O que será que acontece logo mais? Carmelo Anthony e os Knicks empatam a série ou o Indiana Pacers volta às finais do Leste depois de 9 anos? Comente!


Em casa, New York Knicks tenta evitar eliminação contra o Indiana Pacers nesta noite
Comentários 2

Fábio Balassiano

Terminou há pouco a série entre Miami Heat x Chicago Bulls. E deu Heat. LeBron James jogou demais (23 pontos, oito assistências e sete rebotes), o Miami venceu por 94-91 apesar de toda a bravura do adversário e fechou o duelo em 4-1. A turma da Flórida venceu oito das suas nove partidas na pós-temporada e espera seu adversário para a terceira final de conferência seguida (desde que o Big 3 se formou, aliás, o “pior” resultado da franquia foi chegar às finais!).

E hoje mesmo pode ser conhecido o adversário do Miami. Em Nova Iorque, o Knicks abre o Madison Square Garden para, a partir das 21h (ESPN exibe), tentar evitar a eliminação diante deste soberbo time do Indiana Pacers, que tem 3-1 e amplo domínio desde que a série começou. A única boa notícia é que o argentino pode ter Pablo Prigioni de volta ao time titular (com ele saindo de início, 16-2), mas pára por aí. Do outro lado, os indianos têm jogado muita bola. Roy Hibbert está soberano no garrafão contra Tyson Chanler, George Hill está engolindo Raymond Felton e Paul George (foto) parece, cada vez mais, um craque de primeira grandeza.

Com tudo isso, e com aulas de tática defensiva do técnico Frank Vogel, os Pacers têm vantagem tática, técnica e psicológica os Pacers dominaram JR Smith (28% nos arremessos apesar de não estar jogando em perfeitas condições físicas) e Carmelo Anthony. Estão prontos para chegar a primeira decisão do Leste desde 2004 e para se colocarem de vez entre os grandes times não só desta, mas também das próximas temporadas.

Será que os Knicks conseguem se segurar na série? Ou o Indiana vem com tudo e avança às finais do Leste logo mais? Comente!


Chicago e Oklahoma jogam pra evitar eliminação contra Miami e Memphis – será que conseguem?
Comentários 12

Fábio Balassiano

Missões difíceis têm Chicago Bulls e Oklahoma City Thunder logo mais na NBA. Os dois estão na semifinal de conferência com 1-3 e podem ser eliminados logo mais contra Miami Heat e Memphis Grizzlies, que saíram de 0-1 e venceram os três jogos seguintes da série com autoridade.

Na Flórida, a partir das 20h (o Space exibe), o Chicago enfrentará o Miami com seus habituais problemas. Luol Deng é dúvida, Kirk Hinrich também e Derrick Rose, tema de post meu aqui ontem, é certeza – certeza que não joga. Pelo lado do Heat, Dwyane Wade, com problemas no joelho, também não sabe se atua. Para os Bulls, o maior problema é entender o que diabos aconteceu com Nate Robinson (foto), que vinha sendo o melhor jogador do time no playoff, nos últimos três jogos. O baixinho, que passou a ser vigiado de perto por LeBron James e Shane Battier, errou 27 de seus últimos 35 arremessos (22,8% nos chutes) e teve 11 erros nas derrotas de seu time para um forte rival. Se Nate estiver bem, o Chicago terá alguma chance de não entrar de férias logo mais.

Para o Oklahoma, que abre seu ginásio a partir das 22h30 desta quarta-feira, o drama é outro – mas tão difícil quanto o do Chicago.  Perdendo de 3-1 para um time fortíssimo (o Memphis Grizzlies) e sem seu armador titular (Russell Westbrook), o time até que foi bem no começo do jogo 4 em Memphis, mas sucumbiu diante da brilhante marcação do Grizzlies e dependência extrema na agora única estrela da companhia em quadra, Kevin Durant. Pode ser que hoje, em seu terreno, Durant consiga levar o Thunder ao jogo 6 na casa do inimigo, mas parece bem complicado acreditar que apenas um soldado tenha força para derrota um exército determinado e disciplinado três vezes seguidas.

O que será que acontece logo mais? Teremos duas eliminações, ou algum deles consegue se safar ao menos por enquanto? Comente!


Chicago está quase fora, e Derrick Rose deveria repensar sua atitude se quiser ser grande
Comentários 27

Fábio Balassiano

O Chicago Bulls tomou uma grande lição na noite desta segunda-feira no United Center. Perdeu de 88-65 do Miami Heat, viu o rival abrir 3-1 na série e aprendeu, de uma vez por todas, que não é fácil duelar contra o atual campeão da NBA com dois titulares a menos (Luol Deng e Kirk Hinrich estão machucados). Na verdade, chama menos atenção a (esperada e óbvia) derrota de ontem e a provável eliminação contra um timaço de basquete e muito mais o que Derrick Rose (foto) fez nessa temporada pelo seu time.

Já falei, cansei de argumentar por aqui o que acho de sua situação, mas confesso que ontem fui dormir com uma sensação horrível em relação ao cara. Ele operou o joelho há mais de um ano (no mesmo dia de Iman Shumpert, que está jogando muitíssimo bem pelo Knicks no playoff), está clinicamente recuperado há mais de dois meses, quando os médicos do Bulls lhe deram o aval para voltar às quadras e afirma não ter confiança para voltar a jogar.

É justo, é lícito e ele nunca mentiu pra ninguém. O que me incomoda, realmente, é o fato de seu time estar absolutamente quebrado em uma série física e intensa contra o atual campeão e Derrick Rose não mover sequer uma palha, fazer uma forcinha, para tentar ajudar. É como se ele estivesse dizendo aos seus companheiros um “vão lá jogar, vão, eu só retorno na próxima temporada quando estiver 100% recuperado e pronto para conseguir meus números”. Poxa, Noah e Boozer se matando no garrafão, Nate Robinson jogando vomitando, Jimmy Butler sem poder descansar NENHUM minuto em quase todos os jogos desde a série contra o Nets. Ou seja: o Chicago silenciosamente pedia socorro a sua principal estrela, a sua estrela que teve 12 meses para se recuperar sem o mínimo de pressa, sem o mínimo de pressão. E como Rose respondeu? Comendo um doce no banco de reservas no jogo 2 em Miami e colocando terno ao invés da camisa 1.

Ora, faça-me o favor, Rose. Nem vestir a camisa e o short do Chicago vocês fez. Nem uma tentativa houve. Nem um “cara, eu estou desesperado pra ajudar meus companheiros” foi dito. Rose será um grande jogador quando voltar, mas pra mim o que fica dessa temporada que provavelmente terminará na quarta-feira no jogo 5 da série contra o Miami na Flórida é que a grande estrela do Bulls na verdade é um atleta egocêntrico e que não foi capaz de se despir de medos e vaidades para ajudar os companheiros quando eles mais precisavam de um auxílio.

Se quiser ser realmente um dos melhores da história Rose terá que aprender a ser um grande líder. Algo que provou não ser nesta temporada. Quem sabe na próxima.


Contra a parede, Bulls e Thunder buscam empate contra Heat e Grizzlies esta noite
Comentários 6

Fábio Balassiano

Noite agitada esta da NBA logo mais. Depois de ter visto Jarrett Jack aniquilar o San Antonio Spurs no quarto período e na prorrogação ontem (97-87 pros Warriors, que empataram a série em 2-2 e mostraram, mais uma vez, uma força mental incrível para jogar contra um grande e experiente time), nesta segunda-feira é a vez de dois times que estão contra a parede tentar a reação para evitar um 3-1 e a provável eliminação.

Em Chicago a partir das 20h, os Bulls tentam juntar os cacos depois de duas dolorosas derrotas contra o Miami para empatar a série em 2-2. O rival tem mais time, um gênio das quadras (LeBron James, se você não associou o elogio a pessoa), o elenco completo e aprendeu a jogar no mesmo grau de intensidade do Chicago, mas a gente sabe que o time de Tom Thibodeau (foto à direita) é cascudo e não vai vender isso muito fácil, né. Kirk Hinrich é dúvida, Luol Deng também e Derrick Rose é mais do que certeza – certeza que não vai atuar, calma. Aqui deixo, desde já, minha decepção com Rose, de verdade mesmo. Sua equipe quebrada, precisando de gente pra entrar em quadra e o cara não se coça sequer pra jogar cinco, dez minutos. Pensamento um pouco egoísta (meus números e minhas vitórias na frente, deve ser o raciocínio do armador), não?

No outro jogo da noite, às 22h30 (com transmissão do Space), o Memphis, que venceu o Thunder no sábado por 87-81 em uma partida pra lá de estranha (Kevin Durant, que tem mais de 90% de aproveitamento em lances-livres em sua carreira de playoff, errou dois da marca fatal quando restavam 40 segundos). Com ou sem estranheza, os Grizzlies têm 2-1 na série e podem ficar muito próximos da primeira final de conferência da história da franquia. Pelo OKC, vale olhar pro desempenho de Kevin Martin. Na única vitória do time, 8/14 e 21 pontos. Nas duas derrotas, 8/28 e 19 pontos somando as duas pelejas. No Memphis, destaque absoluto para Marc Gasol (foto). O espanhol defende cada vez mais e melhor, e tem tido energia para pontuar (em cinco dos últimos seis jogos de playoff ele teve 20 ou mais pontos, e nesta semifinal do Oeste ele tem 48,7% nos arremessos).

O que será que acontece logo mais? Será que Bulls e Thunder empatam a série? Ou Miami e Memphis abrem 3-1 e encaminham a classificação? Comente!


Miami Heat acorda, joga muito bem, humilha Chicago Bulls e empata série em 1-1 na NBA
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Não foi um jogo de basquete. Foi uma aula de basquete o que vi há pouco na American Airlines Arena. O Chicago venceu o jogo 1, e LeBron James cobrou atitude de seus companheiros. Se era “só” isso ou não é impossível dizer, mas com três minutos metade dos jogadores em quadra já havia entrado em confusão, e o Heat, que precisava entrar de cabeça na série, foi pro jogo. Pegado, intenso, físico e violento. E o resultado disso qual foi? Vitória fácil, contundente, humilhante e sensacional por 115-78 e 1-1 na série.

Não sei se preciso dizer mais alguma coisa depois disso, mas a vantagem chegou a incríveis 46 pontos a favor do Heat e o último período foi disputado apenas pelos reservas. Mesmo assim, LeBron James (foto) registrou os seguintes números em 32 minutos: 19 pontos, 9 assistências, 5 rebotes e 3 roubos de bola. Além dele, outros cinco jogadores do Miami (Chalmers, Allen, Wade, Bosh e Norris Cole) fizeram 11 ou mais pontos.

Ao Chicago, parece que o cansaço dos 7 jogos contra o Nets e do primeiro contra o Miami enfim bateu. O time até que foi bem no primeiro período (perdeu de apenas cinco), mas depois não viu a cor da bola. Teve Joakim Noah e Taj Gibson expulsos (agora é ver se a NBA vai punir com suspensão de jogo – não creio, porém), e viu o rival crescer em termos técnicos, emocionais e táticos (LeBron James foi marcar Nate Robinson e o baixinho teve 3/10 e quatro erros). Será um trabalho e tanto que Tom Thibodeau terá que fazer para recuperar a confiança de seus atletas para o jogo 3 de sexta-feira, lá em Illinois, Chicago.

Viu o jogo? Gostou? Comente!


Antes do jogo 2 desta noite, LeBron afirma: ‘Não é problema de tática, mas sim de atitude’
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

“Não é uma questão de tática, de estratégia. É uma questão de atitude, de entender que tipo de jogo temos pela frente e entrar de cabeça nessa briga. Precisamos estar determinados”. Foi assim que LeBron James definiu o que precisa ser feito pelo Miami Heat no jogo 2 desta noite (20h, com Space exibindo) contra o Chicago Bulls na mesma American Airlines Arena que na segunda-feira viu os Bulls baterem os atuais campeões por 93-86.

Não dá pra criticar LeBron pela declaração. Se é óbvio que não é só coração que ganha uma série de playoff, é muito claro e cristalino também que do outro lado da quadra estará o time mais cascudo dos playoffs. O Miami não jogou bem na segunda-feira, errou arremessos demais (39% nos chutes, muito pouco para um time que tem quase 50% na temporada), permitiu que um rival nas cordas no último período reagisse justamente no ponto que lhe é mais problemático – no ataque, que conseguiu sair da defesa do Heat para fazer 35 (mais de um terço do total) pontos nos 12 minutos finais -, mas a melhor maneira de impedir que o Chicago volte pra casa com 2-0 é justamente igualar aquilo que os Bulls fazem tão bem – na luta, na disposição.

Houve um lance no último período que Nate Robinson correu como um louco numa bola para evitar um lateral. A bola voltou pra quadra, Dwyane Wade pegou, lançou LeBron no meio do campo e esperou que o MVP enterrasse. Nate, lá do fundo, correu e fez uma falta para evitar a cesta fácil. Naquele momento estava claro: o Chicago correria o que fosse para evitar pontos em contra-ataque (foram apenas 9) do Miami e “esvaziaria” a bola no ataque (dos 71 arremessos, 48 vieram nos 7 segundos de posse) enquanto o placar não o sufocasse. Era uma tática simples, mas bem definida pelo técnico Tom Thibodeau e que só daria certo com a disciplina que os jogadores do Bulls tiveram (é sempre bom lembrar que o time de Illinois não teve Kirk Hinrich e Luol Deng – hoje a dupla deve se ausentar de novo).

LeBron tem razão quando pede para seus companheiros entrarem de corpo, alma e coração na série a partir das 20h desta quarta-feira. O Miami tem um histórico de virar séries que começa perdendo por 1-0 para 4-1, mas desta vez parece que o Chicago está mais preparado para levar esse confronto às últimas consequências, a seis, sete jogos. Se vai ganhar é outra história, mas é bom que o Miami esteja preparado para uma batalha logo mais.

Quem será que ganha? Chicago abre 2-0 ou o Miami empata? Comente!


Knicks precisam superar marcação de George, Hibbert e Stephenson para empatar série hoje
Comentários COMENTE

Fábio Balassiano

Depois da derrota de 102-95 no domingo, o New York Knicks tem uma missão e tanto a partir das 20h desta terça-feira (a ESPN exibe ao vivo) no Madison Square Garden se quiser se manter vivo na semifinal do Leste contra o Indiana Pacers: superar a marcação de Paul George, Lance Stephenson e Roy Hibbert para vencer o jogo 2 e empatar a série.

Isso tudo com um retrospecto que não anima muito, não. Na história da franquia nova-iorquina, o time jamais venceu uma série de playoff depois de perder o jogo 1 em casa (foram cinco vezes). A última vez que isso aconteceu, aliás, foi contra os Pacers de Reggie Miller em 1995 – também em uma semi de conferência.

Para chegar a vitória, o Knicks terá que aprender a jogar contra a marcação de três excelentes defensores: o pivô Roy Hibbert (foto à esquerda), o ala-armador Paul George e o ala Lance Stephenson. No domingo, eles fizeram um estrago absurdo contra o ataque do Knicks. Cada um a seu modo, eles arrasaram com Carmelo Anthony, JR Smith e Tyson Chandler e mostraram, mais uma vez, que o Indiana é um dos mais organizados times da NBA na atualidade.

Dono do garrafão, Hibbert, um defensor de garrafão de dar gosto, fez com que os Knicks acertassem apenas 42% dos arremessos a cinco metros da cesta. Ou seja: ninguém conseguia infiltrar ali com o gigante por perto (ele teve cinco tocos). Apenas para se ter uma noção da importância dele na quadra: quando ele joga, os Pacers têm saldo positivo de 50 pontos em cestas de pertinho. Quando ele está fora, são 22 pontos a menos. Coisa pra caramba, não?

Já Paul George (foto à direita), o jogador que mais evoluiu na temporada, simplesmente acabou com Carmelo Anthony e JR Smith (atenção aos números agora!). Com exceção da torcida do Knicks, foi lindo verificar o que ele fez com dois pontuadores de mão cheia. Sendo marcado por George, Melo chutou 5/17 (5/11 sem ele por perto). Quando foi vigiar Smith, o tresloucado ala do Knicks não conseguiu acertar nada (0/7 com George marcando; 4/8 sem ele de carrapato). Ou seja, Melo + JR contra Smith = 5/24. Incrível, não?

Sem ser muito notado, Lance Stephenson fez um grandíssimo trabalho no domingo. Somou 11 pontos, apanhou 13 rebotes, deu 3 passes, roubou 3 bolas e ainda viu seu time ter um saldo negativo de 10 pontos nos nove minutos em que esteve fora de quadra descansando (com o Knicks chutando 69% no período).

Aos Knicks, é imperativo ganhar logo mais. Ir para a casa do rival com 0-2 seria trágico, bem trágico. E para vencer logo mais, a saída é aprender a passar por George, Stephenson e Hibbert, que, somados, descansaram apenas 23 minutos no domingo. Jogar com inteligência, passar mais (os nova-iorquinos têm insistido demasiadamente nas jogadas de isolação nos playoffs) e conseguir mais pontos em contra-ataque (foram oito no jogo 1 apenas) serão fundamentais para o empate da série.

O que será que acontece logo mais? Os Knicks empatam? Ou os Pacers vão para Indianápolis com 2-0? Comente!