Bala na Cesta

Após perder jogo 1, qual será o comportamento do Golden State logo mais contra o Spurs?

No dia 20 de abril, data de abertura dos playoffs desta temporada da NBA, o Golden State jogou bem contra o Denver, controlou o ritmo da peleja e mesmo assim perdeu no final quando Andre Miller converteu uma bandeja faltando 1,3s. Naquele sábado no Colorado, Stephen Curry (foto à esquerda) jogou mal (7/20 e cinco desperdícios de bola), mas viria a se recuperar nos outros cinco jogos da série e ajudou o Warriors a bater os Nuggets por 4-2 tornando-se a sensação da pós-temporada até aqui (junto com outro baixinho, Nate Robinson).

Escrevo tudo isso porque o cenário do jogo de logo mais (22h30 de Brasília) entre Golden State e San Antonio Spurs, no Texas, é um pouco parecido. Os Warriors tinham o jogo absolutamente controlado na segunda-feira contra o Spurs na abertura da semifinal do Oeste, 16 pontos de frente faltando quatro minutos e, mesmo quando o jogo foi para a segunda prorrogação, tiveram ótimas chances de sair com o triunfo que não veio devido a uma cesta milagrosa de Manu Ginóbili quando o relógio apontava 1,2s.

Mas há, obviamente, grandíssimas diferenças entre o primeiro e o segundo parágrafos deste post. Stephen Curry, tão mal contra o Denver, foi sublime na segunda-feira com 44 pontos e 11 assistências. Gregg Popovich fez os ajustes necessários antes mesmo de acabar a primeira partida (colocou Kawhi Leonard em Curry no meio do último período para evitar o pior). E (o principal) o San Antonio Spurs está longe de ser o Denver Nuggets (principalmente por saber arremessar bem de longe, algo que incomoda os Warriors – 13/26 de fora na segunda-feira).

Por isso o jogo de logo mais tem tudo pra ser bem interessante. Estou curioso pra ver como o técnico do Golden State, o psicológo Mark Jackson, trabalhará o psicológico de seus atletas depois de perderem um jogo ganho na abertura da semifinal do playoff, para saber se o ajuste de Pop na marcação a Curry já sofrerá um contra-ajuste de Mark (provavelmente ele pedirá a Klay Thompson ou a Jarrett Jack que ataquem ainda mais a errática marcação de Tony Parker desde o começo, provocando o desequilíbrio o quanto antes) e se o Spurs demorará tanto para acordar quanto no jogo 1. São ingredientes que fazem a quarta-feira de um bom basqueteiro só terminar na madrugada de quinta-feira, não?

Será que os Warriors se recuperam? Voltar pra Oakland com 0-2 é meio caminho andado para as férias, não? Comente!

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Spurs vence com bola de três de Manu Ginóbili na segunda prorrogação – veja o lance

Stephen Curry teve mais uma noite mágica (44 pontos – 22 só no terceiro período, veja aqui – e 11 asssitências), mas a derrota de ontem deve estar doendo até agora (vale destacar o papel de Kawhi Leonard, que marcou o baixinho nos 12 últimos minutos do tempo normal e nas prorrogações, quando Curry “só” anotou 12 pontos). O Golden State Warriors controlava o jogo 1 em San Antonio do começo ao fim. Vencia o Spurs lá no Texas por 16 pontos quando restavam 4 minutos por jogar. Tinha uma vantagem controlada até que, em um último suspiro, os velhinhos foram lá tentar. E conseguiram.

Levaram o jogo para a primeira prorrogação, não conseguiram vencer porque Jarrett Jack, incrível, matou uma bola no fim e estavam perdendo de um ponto quando restava 1,2s de jogo. A bola foi parar na mão de Manu Ginóbili, que errara 15 de seus 19 arremessos da partida até então. Em uma noite terrível, só um chute salvador mudaria o adjetivo final do argentino de errático para genial. E foi o que aconteceu. Manu matou, o Spurs venceu por 129-127, abriu 1-0 e deixou Curry e os Warriors bem cabisbaixos.

Veja o lance final de Ginóbili e responda: será que o Golden State tem forças para reagir depois de um jogo tão nas mãos assim? Lembrando que no jogo 1 contra o Denver, lá no Colorado, foi quase a mesma coisa. O Warriors liderou, controlou o jogo, mas outro veterano (Andre Miller) tirou o doce da boca deles. O problema, pra eles, é que a história agora é com o Spurs, um time mais experiente e bem melhor que o Nuggets, né!

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Via Tony Parker, Spurs iniciam série de jogos no Texas para fincar pé na liderança do Oeste

Ontem falei aqui sobre o Miami Heat, grandíssimo favorito ao título da NBA. Mas aí você olha pro outro lado e vê que o San Antonio Spurs, aquele time que todo ano chega, todo ano incomoda, e repara que os velhinhos que jogam muito no Oeste venceram 17 das últimas 19, têm 45-13, lideram a conferência e iniciam hoje uma série de seis jogos em casa (se quiserem ir além, serão 13 no Texas nas próximas 15 rodadas). Para um time que tem 22-2 jogando em seus domínios, fica difícil imaginar que os comandados deixarão de sair como primeiros cabeças-de-chave nos playoffs, certo?

É bem por aí, sim. Para quem gosta de basquete puro, lúdico, educativo, é sempre lindo ver os Spurs, que hoje enfrentam o Phoenix no Texas, jogar. É o time que melhor “divide” a bola na NBA (são 24,8 assistências por noite do quarto ataque que mais anota com 104,5 pontos por noite e do segundo com melhor aproveitamento de arremessos no campeonato com 48,5%), um dos únicos da NBA (Denver também está nessa) que tem seis atletas com dez ou mais pontos (Tiago Splitter tem 10,5 e 5,8 rebotes, aliás) e o banco que produz mais do que 38 pontos por noite (sexto melhor índice da temporada).

Mas talvez o número mais surpreendente (até chegar aos de Tony Parker, calma), além do estupendo 1,7 de assistências/erro (o segundo melhor), seja este aqui (atenção): os Spurs lideram a NBA em pontos no quarto período com 26,5 pontos (só lembrando que Parker, Duncan e Manu é um dos núcleos mais “velhos” da parada, né).

Mas se o desempenho é estupendo por causa do coletivo, o coletivo é estupendo por causa de Tony Parker. O francês, na moita, sem fazer alarde, sem gritar para ser considerado um dos candidatos a MVP (quem pode negar isso?), tem jogado uma enormidade essa temporada. Tim Duncan, incrível, tem 16,7 pontos e 9,6 rebotes chutando 49,6%, mas é Parker quem tem ditado o ritmo para os Spurs (é sempre bom lembrar que o armador foi o único a “roubar” um dos MVP’s das finais de Duncan em um dos títulos conquistados pelos texanos). No campeonato ele tem 21,1 pontos (20% a mais do que a média de sua carreira e perto do recorde de sua carreira, 22,1), 7,6 assistências, 3,1 rebotes, anormais 53,6% de aproveitamento nos chutes de quadra (nos arremessos perto da cesta ele tem 67,4% e sete pontos por noite) e 37,4% nos tiros longos. Se isso é bom, dá só uma olhada no que Parker conseguiu em fevereiro: 26,6 pontos, 8,4 assistências, quatro rebotes, 55,2% nos tiros de quadra e oito vitórias em dez jogos. Nada mal, hein!

Pode ser que falte perna, pode ser que o potencial físico do Oklahoma novamente destrua o altruísmo do San Antonio Spurs, mas com a bola que vem gastando Tony Parker é bom não duvidar de nada, não. O time tem tradição, técnico, descanso para as estrelas (Parker joga 33; Duncan, 29; e Manu, tímido pacas nesta temporada, menos de 24) e um craque cada vez mais decisivo na armação (ele tem 5,5 pontos nos últimos períodos dos jogos, o nono da NBA, e o aproveitamento de 46,6% quando o relógio marca quatro ou menos segundos em cada posse de bola).

Será que os Spurs chegam a decisão da NBA novamente? Será que Tony Parker pode ser considerado, ao lado de Chris Paul, o melhor armador da atualidade? Comente na caixinha!

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Com lesão na coxa, Manu Ginóbili pára por até 14 dias – filme repetido com mesmo final?

Esta não é uma notícia nova. Para quem aprecia o jogo ou para quem torce pelo San Antonio Spurs, porém, essa informação não é nova e bem ruim. No domingo, durante a partida contra o Minnesota Timberwolves em casa, Manu Ginóbili, craque argentino dos texanos, teve mais uma lesão – foi na coxa e dessa vez a parada será de até 14 dias.

Não é muita coisa, a temporada não está em perigo, logo, logo ele volta, tudo isso a gente sabe (embora seja fundamental notar que em campeonatos de NBA pós-Olimpíadas o argentino sempre tenha algum problema de lesão – o físico paga a conta, não tem muito jeito), mas o ponto é outro. Todo mundo sabe que a fagulha de surpresa, o toque inesperado do San Antonio, vem do argentino.

E isso não sou eu quem digo, mas sim o próprio Gregg Popovich, técnico e fã declarado do camisa 20 (não é raro ouvir Pop dizer “No Manu, No Ring”, ou seja, “Sem Manu, Sem anel de campeão”). Camisa 20, que, é bom dizer, no final da temporada passada disse que este San Antonio não conseguiria bater o jovem-atlético-e-forte Oklahoma City Thunder nos próximos anos.

Por isso, a pergunta que fica é: aos 35 anos e com o corpo cada vez mais maltratado por lesões, terá Manu Ginóbili condições físicas de guiar os Spurs a mais uma final de NBA (a técnica a gente não duvida e sabe que ele tem)? E olhem que nessa temporada Popovich tem segurado como nunca os minutos do hermano, mas mesmo assim a temida-porém-esperada lesão veio.

O que vocês acham? Será que Manu tem físico para levar os Spurs a mais uma final de NBA? Comentem na caixinha!

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Na Contagem Regressiva, Manu Ginóbili – ele é o melhor jogador latino de todos os tempos?

Leitor atento, Moises Silva pediu a presença de Manu Ginóbili na Contagem Regressiva para o começo da temporada 2012-2013 da NBA. Abaixo os vídeos, e deixo aqui uma pergunta: será Manu o melhor jogador da América Latina de todos os tempos?

Bom debate pra vocês na caixinha! Comentem e divirtam-se!

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Spurs tentam último anel do trio de ouro – será que Manu, Parker e Duncan ainda têm gás?

Depois do jogo 6 que eliminou seu time na última temporada, Manu Ginóbili coçou o olho e fez uma análise dura: “Eles (o Oklahoma City Thunder) são melhores do que nós em termos técnicos e físicos. São mais altos, atléticos e fortes. Não há muito o que se pode fazer quanto a isso agora e nos próximos anos”. A avaliação foi no calor da emoção de uma eliminação sofrida, doída (os texanos tinham 2-0 e haviam varrido Clippers e Jazz – sequência de dez vitórias, portanto), mas a questão que fica para a temporada que começa em menos de um mês é: até que ponto o argentino acertou em cheio ao afirmar que o San Antonio Spurs não tem mais força para bater o Thunder?

Olhando para o elenco formado para esta temporada, a resposta é que sim, os Spurs ainda têm muita força para bater quem vier pela frente no Oeste (Lakers, Thunder, Clippers, qualquer um) e no Leste. A base foi completamente mantida, bons reforços (Nando de Colo é o principal deles) chegaram e um elenco que tem Manu Ginóbili, Tim Duncan e Tony Parker sempre merecerá respeito.

A questão para o ‘não’ é a física mesmo. Manu Ginóbili se lesionou em três temporadas consecutivas, foi jogar a Olimpíada de Londres (para desespero de Gregg Popovich, que disse recentemente ter assistido às partidas da Argentina rezando para o seu camisa 20 – e o 5 dos platenses – não se machucar) e já não mais a força dos últimos anos (isso é óbvio). Tim Duncan, provavelmente o melhor ala-pivô da história, completará 37 anos pouco tempo antes dos playoffs de 2013, e sua mobilidade está decaindo (também óbvio). Com 30 anos, Parker é o mais novinho do trio, mas ficou complicado acreditar que contra papa-léguas como Russell Westbrook ou Rajon Rondo a sua armação de classe ainda tenha espaço.

A saída do Spurs pode estar justamente na parte jovem do elenco. Danny Green, Kawhi Leonard, De Colo, Patrick Mills e Tiago Splitter precisarão contribuir para dar descanso e tranquilidade para as estrelas experientes da franquia. Caso consigam fazer com que Pop tenha confiança em limitar os minutos do trio de ouro sem que as vitórias sejam ameaçadas, o San Antonio chegará fortíssimo aos playoffs como nos últimos anos.

Não sei exatamente o porquê, mas eu acredito que ainda veremos Manu, Parker e Duncan novamente nas finais da NBA. Será que o trio consegue? Comente!

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Estrelas da Argentina não confirmam aposentadoria da seleção – mistério continua!

“Quando fomos para o vestiário depois de perder da Rússia, o Julio Lamas falou primeiro, depois o Luis Scola e todos choramos muito porque a medalha de bronze era o nosso sonho. Ninguém disse que estava se retirando da equipe, e acho que ainda não é o momento para definir isso. A boa notícia é que ninguém tem claro que quer sair. Estamos todos em bom estado físico e técnico”, Pablo Prigioni

“Eu não sei se vou continuar ou não. É muito cedo, faltam dois anos para o Mundial, estarei com 37 anos… Quem sabe? O tempo dirá. Quando chega a hora, preciso ver como estarei em termos físicos, mentais, ver com minha família. É muito cedo ainda”, Manu Ginóbili (foto)

“Eu não posso saber exatamente o que vai acontecer. Mais cedo ou mais tarde todos aqueles que jogaram em Atenas, Turquia e Pequim não atuarão mais. Atletas não jogam pra sempre, e um dia isso acontecerá. Mas não é hora de falar sobre isso. Até hoje eu não sei quem vai seguir ou não na seleção. Sei que alguns deverão parar, outros devem vir e jogar bem como aconteceu no passado e será no futuro”, Luis Scola

As declarações acima são de três feras da seleção argentina que chegou em quarto lugar na Olimpíada de Londres. O trio não confirma e nem descarta a aposentadoria do time platense. Pelo visto, a decisão só será conhecida mesmo antes do Mundial da Espanha de 2014.

Será que ainda veremos a geração dourada outra vez em quadra? Tomara que sim!

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Mirando 2004, Argentina tenta o milagre contra os EUA hoje na Olimpíada

Acabei não comentando aqui, alucinado que sou, mas ontem foi definida a final da Olimpíada feminina. A Austrália bem que tentou, contou com 19 pontos de Liz Cambage, mas não foram muito longe contra os EUA, que conseguiram a vitória de número 40 de forma consecutiva no torneio olímpico com os 86-73 de ontem. As norte-americanas medirão forças na final com a França, que venceu a Rússia por 81-64, chegando a sua primeira final olímpica da história.

E hoje é a vez dos rapazes. Para abrir os trabalhos, a Rússia tenta vencer novamente a Espanha para jogar a uma final olímpica pela primeira vez desde 1988. Precisarão barrar os irmãos Gasol e Ibaka no garrafão, mas principalmente a grandíssima experiência espanhola em jogos decisivos. A peleja começa às 13h, e vale a pena ficar de olho.

De todo modo, o jogo que mais me chama a atenção nesta Olimpíada é este EUA x Argentina (17h) na outra semifinal. Os argentinos vêm empolgados pela vitória contra o Brasil, mas sabem que terão que jogar a partida perfeita para repetir um feito: os hermanos são os únicos que bateram os norte-americanos em mata-mata nos Jogos desde que os atletas da NBA passaram a atuar. Foi em 27 de agosto de 2004, também em uma semifinal olímpica, em um dia em que Manu Ginóbili só faltou fazer chover na Grécia. Ele teve 29 pontos (9/13), levou seus marcadores a loucura e impulsionou uma vitória histórica por 89-81 (Andres Nocioni, incansável na marcação, ainda teve forças para contribuir com 13 pontos naquela noite histórica de Atenas).

Oito anos se passaram, a geração dourada está quase saindo de cena e o time norte-americano é muito, muito mais forte que o de 2004. Naquele jogo, Carmelo Anthony e LeBron James eram jovens, e o segundo nem entrou em quadra (LeBron teve três minutos). Do lado argentino, Manu, Scola, Delfino e Leo Gutierrez estavam lá.

Deixo abaixo um vídeo com o último período da vitória platense de 2004. Será que os hermanos conseguem aprontar de novo logo mais? Difícil, sem dúvida, mas como disse Andres Nocioni a ESPN depois da partida, “sonhar não custa, e entrar na quadra pra ganhar é o mínimo que devemos fazer”. O que será que acontece logo mais? Comente!

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Brasil repete erros de 2010, perde da Argentina e está fora da Olimpíada de Londres

No dia 7 de setembro de 2010, Pablo Prigioni foi perguntado sobre a altíssima pontuação de Marcelinho Huertas (32 pontos e 10/16 nos arremessos) na partida em que os hermanos venceram o Brasil por 93-89 no Mundial da Turquia: “Essa era a tática mesmo. Deixá-lo pontuar, para que os outros atletas não ficassem muito envolvidos nao jogo”.

Pois bem. Isso foi há quase dois anos, e a tática de Julio Lamas se repetiu nesta quarta-feira (confesso que quando vi isso com um minuto de jogo mandei um SMS para o companheiro Gian, que também se surpreendeu). Pablo Prigioni “pagou” para os chutes de Marcelinho Huertas no começo, o brasileiro “caiu” na armadilha e começou a pontuar sem parar (sem, céus, envolver seus companheiros na partida). Anotou 13 pontos no primeiro período, mas a chave da vitória argentina estava lá. Nem Rubén Magnano nem o armador repararam, e Lamas viu sua velha estratégia dar certo (de novo).

Cercado na segunda etapa, Huertas começou a passar, mas as bolas não caíram. Com isso a vantagem argentina chegou a 15 pontos, e embora reduzida no final (caiu para dois a quatro do fim), os hermanos não foram superados em momento algum (e aí entra não o a experiência, mas também a capacidade que os platenses têm de assimilar os golpes e encontrar soluções dentro de situações complicadas). Tiveram cinco jogadores com 11 ou mais pontos (e Luis Scola, quase sempre genial, teve “apenas” 17), venceram por 82-77 (números aqui), eliminaram o Brasil e se classificaram para a terceira semifinal olímpica seguida.

Talvez seja difícil admitir, mas o Brasil perdeu para um time melhor, para um time que vem chegando e conquistando tudo há uma década. Cabe a tristeza, mas não a revolta, portanto. Se houve/havia chance de bater a Argentina, e a frustração se explique por isso, é importante ressaltar que os mesmos erros de outrora se repetiram (muito básico, não?).

Viu o jogo? Muito triste com a eliminação? Comente!

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Nada mais importa: Brasil faz hoje o jogo mais importante da década contra a Argentina

São os dois times que menos erram na Olimpíada (os EUA não contam), são dois brilhantes treinadores (e do lado argentino ainda há um Sergio Hernandez como assistente) e um punhado de jogadores espetaculares.

Sobre os duelos individuais, acabei me antecipando lá atrás, quando imaginava um Brasil x Argentina em Londres e já escrevi bastante (leia aqui), mas a partida de hoje é muito mais um “simples” jogo olímpico (se é que existe jogo simples neste tipo de torneio).

Vale bastante para a Argentina, claro, que deseja dar um fim belíssimo a um dos mais vitoriosos e sensacionais times de basquete de todos os tempos. Conquistar uma terceira medalha olímpica de forma seguida colocaria Manu Ginóbili, Luis Scola, Andres Nocioni, Carlos Delfino e Pablo Prigioni em um patamar de idolatria ainda maior no país vizinho. Motivação para os platenses, como se vê, não falta. Pode, é bom ficar esperto quanto a isso, ser o último jogo de Manu com a camisa da seleção.

Mas do lado brasileiro há muita coisa em jogo também. Assim como os hermanos, muita gente que entrará em quadra hoje pode começar a se despedir da seleção nacional (Giovannoni, Alex, Marcelinho e Larry Taylor não são mais garotos) e a impressão que eles vão querer deixar não é, evidentemente, a de ter ido a uma Olimpíada apenas e ter ficado entre os oito. Além disso,

Não é só isso, no entanto. Vale, para o basquete brasileiro, a oportunidade de voltar a ficar entre os quatro melhores times de uma Olimpíada (fato que não acontece desde 1968), a oportunidade de recomeçar a febre por um esporte que estava adormecido há quase 20 anos e a chance de o país começar a plantar coisas muito boas para uma modalidade que, vamos combinar, é pra lá de emocionante e belíssima.

Um pouco disso tudo já pôde ser visto desde segunda-feira, quando muita gente que nunca falou da bola laranja se interessou, comparou Magnano a Mano Menezes, traçou paralelo entre Oscar (o meia) e Huertas e trocou ideias sobre BASQUETE em bares de todo país.

Que o Brasil tenha muita cabeça no lugar para um jogo que pode mudar o rumo do basquete neste país a partir de hoje. Não serei louco de dizer que é a partida mais importante da história de uma nação que já tem campeonato mundial, medalha olímpica e muito mais. Mas seguramente Huertas, Splitter, Varejão, Nenê, Alex, Machado, Caio, Raulzinho, Larry, Giovannoni, Leandrinho e Marquinhos não estarão sozinhos em quadra logo mais.

Quarenta minutos, 12 jogadores, uma grande chance de fazer do basquete um esporte de respeito novamente. Será?

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