Bala na Cesta

Arquivo : Luol Deng

Lakers joga R$ 100 milhões no ‘lixo’ e afasta 2 maiores salários por motivo curioso: perder
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Fábio Balassiano

Um movimento até certo ponto inesperado de Magic Johnson, novo manda-chuva do Los Angeles Lakers, surpreendeu muita gente que acompanha a NBA essa semana. Com pouco mais de um mês no cargo, Magic não titubeou e colocou Luol Deng e Timofey Mozgov na lista de inativos da franquia. Isso significa dizer que Deng e Mozgov, os dois maiores reforços do time para este campeonato e que recebem juntos US$ 34 milhões em 2016/2017 (mais de R$ 105 milhões), os maiores salários da equipe, estão fora da temporada.

EVENTO BALA NA CESTA EM SP – 27/03

E Magic faz isso por um motivo bem curioso: o outrora glorioso Lakers precisa perder muitos e muitos jogos até o final da fase regular para ter um futuro mais animado do que os últimos anos, quando venceu apenas 58 vezes nos 222 jogos disputados nos três campeonatos mais recentes.

O movimento é condenável, porque no esporte jogar para perder é terrível, mas tem explicação: colocando os atletas mais jovens para jogar até o final da temporada a franquia de Los Angeles, que hoje possui a campanha de 20 vitórias em 68 partidas, a segunda pior de toda NBA, tem menos possibilidade de ganhar jogos e, por consequência, mais chance de manter a sua escolha no próximo Draft.

Devido às últimas negociações do Lakers, o time só terá chance de escolher jogador no próximo Draft, que é considerado um dos melhores dos últimos anos, caso tenha as posições 1, 2 e 3. Caso não esteja no Top-3, a escolha cairá no colo do Philadelphia 76ers. Ter uma das piores campanhas da temporada portanto aumenta a chance do time de Los Angeles para manter o seu pick protegido no sorteio que é realizado após o término da fase regular da NBA.

Contratados no começo da temporada por Mitch Kupchak, gerente-geral demitido para a chegada de Magic Johnson recentemente, Luol Deng e Timofey Mozgov são dois dos mais experientes do jovem elenco do Lakers. O ala, camisa 9, tinha 7,6 pontos em 26,5 minutos por jogo. O pivô russo, campeão ano passado com o Cleveland Cavs, 7,4 em 20 minutos por noite.

Resta, agora, o suspense para saber o que acontecerá com a dupla que tem a receber US$ 100 milhões (mais de R$ 300 milhões) até 2020.


Nova Lei de Trump pode impactar 2 jogadores sudaneses da NBA – entenda!
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Fábio Balassiano

trump1Na última sexta-feira o novo presidente dos Estados Unidos Donald Trump suspendeu o programa de admissão de refugiados e congelou por três meses a entrada no país de pessoas provenientes de sete países muçulmanos: Iraque, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen (mais aqui). Uma Juíza Federal de Nova Iorque suspendeu parcialmente o decreto no sábado, mas a ideia de Trump causa preocupação em dois jogadores da NBA, a liga de basquete norte-americana.

SudanNascidos no Sudão, o pivô Thon Maker, do Milwaukee Bucks, e o ala Luol Deng, do Los Angeles Lakers, poderiam ter problemas para, vindo do Canadá, voltar aos Estados Unidos após partidas contra o Toronto Raptors, única franquia da NBA que fica fora do país de Trump.

As franquias (Bucks e Lakers) demonstram tranquilidade com a situação neste primeiro momento pelo fato de os dois atletas terem passaportes de outros países (Maker da Austrália; Deng, da Grã-Bretanha) e porque não há mais viagens para enfrentar o Raptors, no Canadá, até o final da temporada regular. Para o Bucks, porém, o sinal amarelo deve ficar aceso: os dois times (Milwaukee e Raptors) podem se enfrentar nos playoffs que começam em 15 de abril de 2017 (dentro do período de três meses da sanção de Donald Trump portanto).

Atenta obviamente pelo fato de existir a possibilidade da Lei ser prorrogada, impactando os atletas nas próximas temporadas, a NBA informou ontem por nota oficial: “Consultamos o Departamento de Estado e estamos no processo de coleta de informações para entender como essa ordem executiva se aplicaria aos jogadores da nossa liga que são de um dos países afetados. A NBA é uma liga global e estamos orgulhosos de atrair os melhores jogadores de todo o mundo”.

Entre as várias mensagens de protesto sobre o assunto, chamou a atenção a da ex-Atleta Swin Cash, tricampeã da WNBA (2003, 2006 e 2010) e duas vezes medalhista de ouro em Olimpíadas (2004 e 2012). Cash colocou em seu Twitter: “Pergunta séria: existem jogadores da NBA que podem ser afetados por essa lei quando forem jogar em Toronto? Acabei de receber essa indagação“.


Mesmo sem LeBron, Miami segue forte e candidato ao título do Leste
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Fábio Balassiano

wade1A principal notícia para o Miami Heat depois da perda do título da temporada passada para o San Antonio Spurs foi a saída de LeBron James para o Cleveland Cavs. Pior do que ver o melhor jogador do planeta sair e reforçar um rival que ficou fortíssimo com a ida dele (e depois com a de Kevin Love) foi a perspectiva de tempos de vagas magras na Flórida.

Mas ele (o tempo) passou e o que se apresentava como um grande problema não ficou tão feio assim. O Heat perdeu mesmo o melhor jogador do mundo, mas reforçou muito bem o seu elenco com Luol Deng (para a posição 3, a de LeBron), Danny Granger, Josh McRoberts, Shannon Brown, Shabazz Napier e James Ennis (estes dois últimos são calouros). Isso tudo, é bom dizer, pagando apenas US$ 68 milhões em salário aos atletas pela temporada (a franquia tem apenas a 19ª maior folha de pagamento da liga).

spo2Além do grupo ser mais forte, há uma ótima chance de duas coisas importantes acontecerem: 1) Dwyane Wade voltar a assumir papel de protagonismo na liderança e tomada de decisão de seu time na quadra e fora dela; E 2) Erik Spoelstra usar outra forma de atuar para um elenco completamente diferente do da temporada passada, mostrando quão ótimo ele é na NBA. Sobre Spo, aliás, cabe uma observação: ele mesmo, em conversa com os jornalistas aqui no Rio de Janeiro, encara essa chance de remontar o Miami como uma grande oportunidade também – e isso é ótimo.

Como bem disse Pat Riley a este blogueiro, o elenco é muito, mas muito melhor em relação ao da temporada passada, que colocava muita pressão em cima de Dwyane Wade, Chris Bosh e (obviamente) do próprio LeBron. “Só” não tem o melhor jogador do mundo em suas fileiras, mas em termos de opções disponíveis acho que ninguém é maluco de discordar que este Miami 2014/2015 é de fato mais recheado que aquele de 2013/2014.

boshA conclusão, devido a isso tudo, é muito simples em relação a este Miami que estreia hoje contra o Washington Wizards em casa (22h30 de Brasília). Se fosse no Oeste, arriscaria dizer que o Heat não seria candidato a título de conferência. Mas no Leste, em que pese a força que virou o Cleveland com a chegada de LBJ e seus novos companheiros, dá para sonhar alto, sim.

NBA: Miami Heat-Media DayOs Cavs e os Bulls estão no mesmo (ou um pouco acima no caso do Cleveland) patamar, mas nada tão absurdo, nada tão inatingível assim. Com o andamento da temporada, e do entrosamento deste elenco remontado, saberemos se a soma destas novas partes formará de fato um todo melhor que aquele que chegou a quatro finais seguidas da NBA. Por enquanto, sonhar em ir longe é, sim, possível para o Miami.

Acha que o Miami tem time para brigar pelo título do Leste mesmo sem LeBron James? Ou sem o melhor jogador do planeta fica impossível para o Heat? Comente!


Imagem estranha – Luol Deng com outro uniforme
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Fábio Balassiano

dengQuando olhei a imagem tomei um choque. Era Luol Deng. Mas era Luol Deng sem o uniforme do Chicago. O ala estreou ontem pelo Cleveland Cavs, teve 21 minutos, marcou dez pontos e ajudou sua nova franquia a ganhar do Utah Jazz, fora de casa, por 113-102 (Cavs, agora, tem 13-23 e venceram duas seguidas). Titular de vez depois da saída de Andrew Bynum, Anderson Varejão saiu-se com 2pts, 14 rebotes e 4 assistências em 31 minutos.

E não foi só pra mim que foi estranha a sensação de ver Deng em outro uniforme. No final do jogo, o autêntico jogador disse: “Foi tudo tão estranho hoje (ontem). Cheguei ao vestiário, vi a camisa, olhei o que estava escrito e vi lá o ‘Cleveland’. Tomei um susto. Mas aí vesti, olhei no espelho e caiu bem, ficou bacana. As cores são lindas. Tenho que seguir”, afirmou.

O Cleveland ainda tem 4 jogos na costa Oeste antes de voltar para Ohio (Kings, Lakers, Blazers e Nuggets até 17 de janeiro). Depois disso, Dallas, Bulls (reencontro de Deng com o Chicago), Bucks e Phoenix.

Ou seja: a tabela está longe de ser uma moleza para o Cleveland. Se quiser chegar aos playoffs, é bom os Cavs entrarem em ritmo com Luol Deng rapidinho. Abaixo os melhores momentos do jogo desta sexta-feira em Utah.


A análise sobre a saída Luol Deng do Chicago
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Fábio Balassiano

drew1Então o Cleveland Cavs conseguiu mesmo despachar Andrew Bynum (foto à esquerda), que, segundo o time, cometeu um ato de indisciplina e não seria reintegrado tão cedo ao elenco (o que será que ele fez de tão grave?). A ideia era mandar o pivô pra longe até terça-feira, fazendo com que a franquia não pagasse seu contrato de forma completa. Até aí todo mundo sabia, mas os rumos da negociação mudaram.

O alvo principal era o Los Angeles Lakers, mas outra vez Pau Gasol parece ter se livrado (lembremos, que dois anos atrás, a negociação que mandaria Chris Paul pros Lakers e o espanhol para o New Orleans foi vetada pelo comissário-geral David Stern, que alegou “basketball reasons”). Os dois times não chegaram a um acordo, e no final da noite de segunda-feira os Cavs encontraram uma solução ainda melhor: mandaram Bynum para Chicago Bulls e conseguiram Luol Deng em troca.

Para os Cavs, é bem simples: pensamento de curtíssimo prazo, visando o retorno aos playoffs depois de três anos. Luol Deng é um excelente jogador, defende como poucos, vai ser bem útil na evolução de um elenco tão jovem quanto talentoso, mas tem contrato até o final desta temporada. Pode ficar quatro meses em Ohio e testar o mercado (ou, caso goste, ficar por lá mesmo – algo que considero, até então, bem improvável). O foco, portanto, está em tentar ganhar o máximo possível agora. Motivos não faltam: a) Kyrie Irving, craque de bola, já está pronto e precisa começar a sentir o cheirinho de pós-temporada; b) Caso consiga dar um bom contrato para Deng, pode ter um trio de perímetro bem interessante pelos próximos anos (Irving, Dion Waiters e o ex-jogador do Bulls); e c) Tentar o retorno do sonho chamado LeBron James não está descartado.

Luol DengMas o ponto central mesmo acabou sendo o Chicago, que deve dispensar Andrew Bynum até 17h desta terça-feira para se livrar de seu polpudo salário e poupar mais de US$ 20 milhões até o final da temporada. O pivô será agente-livre até o final da semana, e Knicks (sempre), Miami (e o Oden?) e Clippers já surgem como possíveis alvos para fisgar o gigante.

O Bulls, por sua vez, ganhou um punhado de escolhas de Draft (como você pode ler aqui na explicação bem boa de Luis Araujo ou no site da ESPN) e obviamente está mirando o futuro com a negociação de ontem. Negociação que só ocorreu, é bom dizer, porque, de acordo com o Yahoo Sports, Deng recusou uma proposta de 3 anos, US$ 30 milhões da franquia na semana passada. Era, portanto, uma questão de trocá-lo agora por escolhas no Draft e segurar a grana (estando abaixo do teto salarial) para pensar no futuro (o calouro Tony Snell terá mais tempo de quadra) ou perdê-lo por nada (nada é nada mesmo) em julho. A turma de Illinois pode não ter sido muito hábil para manter seu excelente ala antes, mas no começo de 2014 ela se viu totalmente encurralada e precisou agir.

Há algumas peças que ajudam a fechar o quebra-cabeça do Chicago Bulls. A primeira chama-se Nikola Mirotic. Escolhido no Draft de três anos atrás pela franquia, ele está no Real Madrid jogando muita bola e pretende fazer a “migração” Europa-NBA no começo da próxima temporada. Como seu contrato de calouro expira, os Bulls cogitam pagar um pouco mais para de cara estender seu contrato. Arriscado, sem dúvida, mas tirar Mirotic da negociação de ontem não faz sentido. O Chicago olha pra ele com carinho e sabe que se der mole o mercado pode correr em cima de um jogador de altíssimo nível e praticamente pronto.

boozer1A outra peça importante chama-se Carlos Boozer (foto à esquerda). Envolvido em rumores de troca dia sim, o outro também, o ala-pivô recebe muita grana na próxima temporada (quase US$ 17 milhões) e muita gente considera válido ou trocá-lo agora ou anistiá-lo no começo do campeonato que está por vir (aliviando a folha salarial). Com o bom rendimento de Taj Gibson (com contrato longo e de valor razoável) e a chegada de Mirotic, fica realmente difícil imaginar que Boozer emplaque na ala do Bulls por muito tempo.

Não é um quebra-cabeça fácil este do Chicago. A franquia optou claramente por desistir deste campeonato, abrir espaço em sua folha e mirar fortemente os próximos anos. Poderá entrar no mercado de agentes-livres com toda força (Carmelo Anthony?), pescar boas peças no Draft de 2014 e ainda assim se manter fortíssimo com a volta de Derrick Rose. Luol Deng é ótimo, vai ser bastante importante para a evolução imediata do Cleveland, mas a verdade é que os Bulls não tinham muito o que fazer neste começo de 2014.

Como não conseguiu renovar com ele (o Plano A), John Paxson, o vice-presidente de basquete, partiu para o Plano B. Juntou todas as peças e vai tentar formar um novo time a partir dos campeonatos que estão por vir. Se vai dar certo? Ninguém sabe, mas Paxson teve que agir. E agiu rápido (mérito grande nisso também).

E você, o que achou dessa saída de Deng de Chicago? E o que será de Andrew Bynum? Comente!


Único invicto na pré-temporada, Chicago está pronto pra desafiar o Miami
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Fábio Balassiano

Via de regra, pré-temporada não vale de muita coisa, mas para o Chicago Bulls a deste ano tinha um valor especial, sim. Foi nela que Derrick Rose (foto à direita) voltou depois de mais de um ano parado e mostrou estar totalmente recuperado (médias de 20,7 pontos, cinco assistências e 47,6% nos arremessos). Curiosamente, o único amistoso que Rose não atuou foi justamente o daqui do Rio de Janeiro contra o Washington.

Valia, também, para dar confiança a um time que terminou a temporada passada com gosto de “quero mais” e totalmente destroçado em termos psicológicos. Além de ouvir dia sim, outro também, perguntas sobre a volta de Derrick Rose, os jogadores do Chicago sofreram com lesões, doenças, atleta vomitando no banco (Nate Robinson) e mesmo assim conseguiram competir, fazer jogos duros contra o Miami Heat na semifinal do Leste. Os Bulls abriram 1-0, mas depois não aguentaram o tranco. Todos ali sabiam, evidentemente, que em condições normais e completos poderiam ao menos empurrar a série para mais dos cinco jogos que rolaram – para dizer o mínimo.

E é justamente na palavra “saudável” que Tom Thibodeau (amanhã entrevista completa e exclusiva com ele por aqui – foto à esquerda) confia para levar o Chicago Bulls novamente para a final do Leste – e quem sabe da NBA também.

O time, o terceiro mais caro da NBA (folha de US$ 82 milhões, muito mais do que os US$58 mi permitidos), é basicamente o mesmo, reforçou-se apenas com o calouro Tony Snell e Mike Dunleavy (se suas bolas de três caírem será ótimo pra franquia), mas agora as opções parecem mais claras por parte de Thibs. Derrick Rose é, obviamente, o armador titular, Jimmy Butler assumiu a ala ao lado de Luol Deng, e Carlos Boozer e Joakim Noah continuam como donos do garrafão. Ex-titular, Kirk Hinrich (releia papo que tive com ele) será o responsável por comandar o banco ao lado de Dunleavy, Taj Gibson e Nazr Mohammed em um elenco com boas opções, ótimo potencial físico e aparentemente consciente de que, individualmente, é pior do que o do Miami Heat. Daí a necessidade de “comprar” e executar o discurso coletivo, altruísta e defensivo de seu treinador.

Para mim, está claro que, tal qual na temporada passada, ainda falta opção para tiros longos e para revezar com Luol Deng (o cara que mais jogou na temporada passada precisará de descanso nesta), mas não há dúvidas que o elenco é fortíssimo e que o time pode ir bem, bem longe. Quão longe é que ninguém pode garantir ainda. Depende muito da condição física de Derrick Rose, de como estará a cabeça de Deng, cujo contrato termina ao final deste campeonato, e se a defesa, marca maior de Thibs, continuará em dia.

E quem será o adversário do Chicago justamente na estreia da NBA? O Miami Heat, que fará a sua festa de entrega dos anéis de campeão. O jogo começa às 22h, terá transmissão do Space e melhor desafio para começar a temporada não sei se poderia haver. Com Derrick Rose, os Bulls vêm fortíssimos para a temporada e estão prontos para desafiar os bicampeões da liga. É impossível prever se conseguirão batê-los, mas que estão prontos me parece bem claro.

Concorda comigo? Comente!


Chicago e Oklahoma jogam pra evitar eliminação contra Miami e Memphis – será que conseguem?
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Fábio Balassiano

Missões difíceis têm Chicago Bulls e Oklahoma City Thunder logo mais na NBA. Os dois estão na semifinal de conferência com 1-3 e podem ser eliminados logo mais contra Miami Heat e Memphis Grizzlies, que saíram de 0-1 e venceram os três jogos seguintes da série com autoridade.

Na Flórida, a partir das 20h (o Space exibe), o Chicago enfrentará o Miami com seus habituais problemas. Luol Deng é dúvida, Kirk Hinrich também e Derrick Rose, tema de post meu aqui ontem, é certeza – certeza que não joga. Pelo lado do Heat, Dwyane Wade, com problemas no joelho, também não sabe se atua. Para os Bulls, o maior problema é entender o que diabos aconteceu com Nate Robinson (foto), que vinha sendo o melhor jogador do time no playoff, nos últimos três jogos. O baixinho, que passou a ser vigiado de perto por LeBron James e Shane Battier, errou 27 de seus últimos 35 arremessos (22,8% nos chutes) e teve 11 erros nas derrotas de seu time para um forte rival. Se Nate estiver bem, o Chicago terá alguma chance de não entrar de férias logo mais.

Para o Oklahoma, que abre seu ginásio a partir das 22h30 desta quarta-feira, o drama é outro – mas tão difícil quanto o do Chicago.  Perdendo de 3-1 para um time fortíssimo (o Memphis Grizzlies) e sem seu armador titular (Russell Westbrook), o time até que foi bem no começo do jogo 4 em Memphis, mas sucumbiu diante da brilhante marcação do Grizzlies e dependência extrema na agora única estrela da companhia em quadra, Kevin Durant. Pode ser que hoje, em seu terreno, Durant consiga levar o Thunder ao jogo 6 na casa do inimigo, mas parece bem complicado acreditar que apenas um soldado tenha força para derrota um exército determinado e disciplinado três vezes seguidas.

O que será que acontece logo mais? Teremos duas eliminações, ou algum deles consegue se safar ao menos por enquanto? Comente!


Chicago Bulls vai desfalcado pro jogo 7 de hoje contra o Nets – e Derrick Rose, como fica?
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Fábio Balassiano

Na quinta-feira, em Chicago, Luol Deng não pôde atuar devido a uma suspeita de meningite. Kirk Hinrich sentiu dores fortes na panturrilha esquerda e também ficou de fora. Joakim Noah sofre com problemas na planta do pé e tem minutos cada vez mais limitados. O baixinho Nate Robinson (na foto), gripado, jogou vomitando e com uma “cestinha” para suas necessidades a cada tempo técnico (a imagem é bizarra).

Em quadra, os Bulls lutaram pra fechar a série, mas não conseguiram, os Nets empataram em 3 vitórias pra cada lado e hoje à noite 20h (o Space exibe) os times jogam pra ver quem avança e enfrenta o Miami Heat na semifinal do Leste. Deng está fora, Hinrich é dúvida, Noah e Robinson, mesmo lascados e com problemas físicos, disseram que vão pro jogo.

A grande questão nessa temporada maluca do Chicago Bulls que fica pra mim é: como será que está a cabeça dos jogadores em relação a Derrick Rose, estrela maior da companhia que já está clinicamente recuperado da operação que fez no joelho há mais de um ano mas cuja confiança não lhe permite entrar em quadra (o problema aconteceu em 28 de abril de 2012 no jogo 1 contra o Sixers).

Ninguém do Chicago (jogador, comissão técnica ou dirigente) ousa falar qualquer coisa em público sobre a decisão de Rose de não entrar em quadra (e já falei sobre isso aqui, lembram?). Todos dizem o famoso “ele que precisa saber quando está bem e vamos respeitar isso até o fim”, mas acho meio óbvio que os jogadores (principalmente eles) olhem para o que está acontecendo com o camisa 1 (poxa, é o melhor jogador do elenco, o líder do grupo) e pensem: “Pô, a gente se matando em quadra, gente vomitando, o outro com meningite querendo jogar e ele de terno. Por que diabos eles não vem nos ajudar?”.

Acho, sinceramente, que não dá pra julgar (operação no joelho é coisa séria), mas é uma situação no mínimo delicada. O time precisando de “corpos” em quadra para um jogo 7 da NBA e Rose sem confiança para entrar no campo de batalhas. Como bem disse meu irmão, se acontecesse o mesmo com Kevin Garnett ou Kobe Bryant qualquer um dos dois jogaria de muleta, nem para motivar seus companheiros (tal qual foi feito com David Lee no jogo 6 entre Warriors e Nuggets – veja aqui).

O Nets é que não tem nada a ver com isso e tem a faca, o queijo brie e o champanhe na mão para fechar logo mais. Times mandantes têm mais de 90% de aproveitamento em jogos 7 da NBA, e do outro lado estará um time machucado, desfalcado e sem sua principal estrela. Caso aconteça, a vitória do Chicago hoje seria épica – e mais uma “cutucada”, mesmo que indireta ou sem querer, no principal jogador da equipe.

O que será que acontece?


Chicago joga muita bola, vence Miami e acaba com série de 27 jogos sem perder do Heat
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Fábio Balassiano

O Chicago acaba de vencer o Miami Heat em casa por 101-97 para acabar com a série de 27 jogos sem perder do time da Flórida (o sonho de chegar ao recorde do Lakers, de 1971-1972, já era, portanto). Foi uma atuação de gala, de gala mesmo, da franquia de Illinois, que mereceu a vitória e levou os torcedores no United Center ao delírio.

O mérito é de Luol Deng (o melhor em quadra teve 28 pontos, ótima marcação a LeBron James, 7 rebotes e 5 assistências para sair esgotado), do esforçado e corajoso Kirk Hinrich (ótima defesa e condução de jogo), de Jimmy Butler (17 pontos e 5 assistências) e de Carlos Boozer (21 pontos e 17 rebotes), mas sobretudo de Tom Thibodeau (foto), o técnico da franquia e um dos melhores da NBA.

Só lembrando que o Chicago jogou hoje sem seu pivô titular (o All-Star Joakim Noah) e obviamente sem Derrick Rose, que segue lesionado. E mesmo assim Tom encontrou um jeito de desafiar o Miami (quem conhece o cara razoavelmente tem noção que ele jamais vai “dar” alguma coisa de graça e sua competitividade e fúria na beira de quadra são sensacionais, é bom dizer!). Começou a partida moendo na defesa, forçando erros (quatro em menos de três minutos) e viu seu time abrir vantagem de cara (32-22 pra fechar o primeiro período). A adrenalina do Miami diminuiu, o rendimento de LeBron James e Dwyane Wade cresceu, a virada do Heat veio no terceiro período, mas mesmo assim o Bulls não abriu a guarda.

Tom usou o que mencionei aqui mais cedo pra vencer: a defesa. Freou o jogo (o Miami teve 95 posses de bola, dez a menos que o usual na temporada), impediu rebotes ofensivos (cedeu apenas seis), forçou erros (13), marcou pesado (o jogo ficou lindo, físico pra cacete, como deve ser sempre uma partida de basquete a partir do terceiro período), não deixou LeBron passar (apenas três assistências – na temporada são 8,2/jogo – e quatro erros) e pontuou muito bem através destes desperdícios (20) e em contra-ataques (15).

Além disso, o Chicago fez um jogo perfeito de passes e de procura do espaço mais vazio para encontrar a cesta, cansando e minando a defesa adversária. Terminou com 27 assistências nos 40 chutes convertidos (68%) e teve sangue frio para decidir no final, mostrando que, sim, o time brigará até o final com ou sem Rose (imaginem um confronto entre Bulls e Heat na pós-temporada com o armador de volta como seria sensacional, gente!)

Ao Miami, que acabou não conseguindo bater o recorde do Lakers e nem o famoso “mês perfeito” (apesar de ter conseguido 27 vitórias em 54 dias não fechou um mês completo, fevereiro ou março, sem perder), é hora de focar nos playoffs, se concentrar no que realmente vale (na conquista do bicampeonato, óbvio). Hora de segurar os minutos das estrelas, corrigir os erros que há e pronto. Derrotas acontecem até mesmo com os grandes times como é o Heat. A se lamentar, apenas, o fato de os atletas terem descido sem cumprimentar os jogadores do Chicago depois da peleja (atitude feia demais).

Viu o jogo? Gostou? Comente!


Trocar ou não trocar Luol Deng, eis a questão para o Chicago Bulls antes do Draft da NBA
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Fábio Balassiano

“Eu acredito que sempre há alguma verdade por trás dos boatos. Mas como jogador, você não pode se deixar levar, você vai perder seu tempo porque é algo que não pode controlar. Por mais que eu queira ficar no time, que eu ame Chicago, que eu ame os Bulls, ao mesmo tempo, conheço o lado dos negócios desse esporte. Cedo ou tarde, os boatos chegam a você”. A declaração, reproduzida pelo ótimo ExtraTime (aqui), é de Luol Deng, ala do Chicago visivelmente chateado com os boatos de uma possível transferência dele na noite do Draft (quinta-feira).

Ao que parece, o Chicago estaria realmente interessado em trocar Deng por uma das dez primeiras posições do Draft da NBA. Cogita-se, até, que o Golden State teria recebido uma proposta para trocar a sua, a sétima por Luol Deng, que, aliás, não deixou o povo dos Bulls lá muito satisfeito ao dizer que jogaria as Olimpíadas de Londres pelo Reino Unido mesmo com o pulso dolorido.

De verdade eu não entendo muito de rumores, não gosto, mas duas pessoas fortes com quem conversei (uma de Toronto, outra de Washington) me disseram que Deng está realmente sendo oferecido no Gasol-Mode, como disse um amigo espirituoso. E aí é que pra mim a porca torce o rabo. Deng é um baita jogador, aprendeu a defender com Tom Thibodeau e tem tudo para formar uma baita dupla com Derrick Rose (quando este se recuperar, evidentemente).

A não ser que esteja com algumas cartas na manga, Gar Forman pode estar trocando o segundo melhor jogador de seu elenco por um jovem recém-saído do Draft. Muito risco, não?


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